Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #107

E aí, público underground! Fim de semana já batendo na nossa porta e hoje é dia de Top Five n’O Subsolo. Hoje quem lista as bandas que vão servir de trilha sonora pro fim de semana sou eu, Thabata Solazzo, e esse fim de semana é só pedrada. Vamos conferir?



1 – Chaos Synopsis – Death Thrash Metal - SP

De saída já temos uma pedrada. Chaos Synopsis já se estabeleceu dentro do Underground e continuar lançando material com frequência e de muita qualidade. A pegada do thrash mesclada com a brutalidade do death fazem o som da banda se destacar bastante. O último lançamento dos caras saiu em 2017 e desde então eles tem trabalhado na divulgação do álbum Gods of Chaos, além de terem lançado uma regravação de uma demo antiga, hoje chamada Unforgotten Shadows.
A banda atualmente é formada por Jairo Vaz no baixo e vocal, Friggi na bateria, Luiz Ferrari e Diego Santos nas guitarras.




 2 – Spiritual Devastation – Thrash Metal – SC

Spiritual Devastation é uma banda extremamente forte, sem delongas e que manda seu som e seu recado sem cerimonias. Com um thrash metal com bastante pegada no heavy tradicional, a banda conta com Guilherme de Souza nos vocais e guitarras, Thiago Tigre no baixo e Marquinhos na bateria. A banda atualmente está gravando um álbum e já disponibilizou algumas músicas novas como Sacrifice of Metal e In Freedom we trust. 




3 – Eutha – Hardcore – SC

Como a própria banda descreve, o som do Eutha é uma mistura de hardcore, punk e metal. Porém, eles não se prendem aos rótulos desses estilos e acrescentam também elementos de raggae, hip-hop, grindcore, etc. E a mistura dá certo de mais. O som é brutal, e as letras falam sobre o cotidiano, da vida sofrida das classes menos abastadas e dos sentimentos trazidos a mente com tudo isso.
A banda, que antes se chamava Euthanasia, é formada Marcelo Mancha (voz e baixo), Jean Martins (voz e guitarra), Johnny Duluti (bateria e vocal) e Heráclito Maia (percussão e voz).




4 – Acidemia – Stoner Metal – SC

Recentemente fizemos uma matéria sobre essa banda toda noiada formada em Lages, e que mandava um stoner metal podre e sombrio (Você pode conferir aqui: ). Mas vale novamente o registro, já que recentemente a banda lançou seu primeiro EP, chamado Extinction, que trás seis músicas.
A banda é o trio Henrique, Rusga e Granedi, no baixo e vocal, guitarra e bateria, respectivamente.




5 – Decadência – Crust/Folk – PR

Diferente, inovador, ótimo! Assim podemos descrever o som da dupla formada por Gustavo Toscan da Silva (Acordeon e voz) e Nélio Gomes (bateria). O som traz a melodia característica do acordeon, muito conhecida aqui no sul nas músicas tradicionalistas, com a bateria e vocais totalmente agressivas do metal. A mistura dá muito certo e temos canções excelentes, com letras politizadas e muito críticas, fazendo os “cidadãos de bem” torcerem o nariz. Vale o registro:



Disruption Path: lançado novo vídeo mostrando bastidores e momentos na estrada

A banda paulista de Death Metal, DISRUPTION PATH, acaba de lançar um novo vídeo para a música Inside My Empire. A faixa faz parte do vindouro EP da banda, “Warped Sanity”, que será lançado em breve.



No vídeo, momentos da gravação do EP se misturam com partes ao vivo, bastidores na estrada, além de momentos de descontração da banda, tudo regado ao Death Metal abrangente do grupo oriundo de Porto Ferreira/SP.

Atualmente formada por Helton Henrique (vocal, ex-Maithungh, Setharus), Fernando Alan (guitarra, ex-Setharus), Adler Marcatti (baixo, ex-Apocalispe Nuclear, Inluminatti) e Daniel Fuzaro (bateria, Madness, ex-Apocalipse Nuclear), a banda traz a essência atual do Death Metal e resgata as caraterísticas antigas do estilo, atingindo praticamente todas as facetas do Metal da morte.

“Warped Sanity” foi gravado no Mob Dick Estúdio, produzido por Alexandre Machanocker e pela própria banda. Confira o novo vídeo no link abaixo:



Mais informações:

Fonte: VHPress

QUADRO NEGRO - #9 Uma história bem bacana com Pennywise

No último dia trinta de novembro, Pennywise passou pelo Rio de Janeiro para fazer seu show de comemoração de trinta anos da banda e divulgar seu novo álbum Never Gonna Die, junto aos canadenses do Comeback Kid abrindo e de fechamento, Jimmy & Rats. 

Apesar do show ter sido matador, a coluna de hoje conta uma história de fã que parece ter saído de um filme da Sessão da Tarde.



Fat Mike, sempre causando. Fez o pior comentário possível no palco sobre o massacre em Las Vegas, dividindo opiniões no underground. Publicou um pedido de desculpas que, a meu ver, foi bem fraco - mas fiquei feliz pelo NOFX ter sido expulso de seu próprio festival e ver Fat choramingando suas perdas contratuais na internet. E justo neste polêmico post, Fletcher, guitarrista do Pennywise, comentou "friends and family first". Ora, se Pennywise não é uma das minhas bandas favoritas e ambos são melhores amigos, mas defender uma atitude dessa pareceu desencontrar das letras que ouço desde criança. Entrei na sequência e respondi ao comentário do Fletcher contestando seu posicionamento e logo veio uma enxurrada de críticas de outros fãs. Logo em seguida, o grandalhão das guitarras mandou mensagem inbox e, de maneira muito educada, sugeriu que, se eu quisesse realmente conversar, que entrasse em contato com ele no celular (e deixou o número).

Por essa eu não esperava: agora eu tinha o telefone do cara. Não havia nada a fazer senão telefonar. Nas duas vezes, ele estava ocupado e não podia falar. Mandei uma mensagem dizendo que tudo bem, só a atitude dele já tinha dado a entender que tratava-se de uma pessoa completamente diferente do Fat Mike - e avisei que estava ansiosa pelo show do Rio.

Algum tempo depois, aproximadamente um dia antes do show, um plim do meu celular me faz levantar da mesa de trabalho às duas e meia da manhã: Fletcher pedindo meu nome completo e das minhas amigas para que nós finalmente pudéssemos conversar pessoalmente. Detalhe: full access.

Essa foi apenas uma de todas as histórias que eu tenho para contar daquela noite com o Pennywise. Não apenas Fletcher fez questão de explicar seu comentário pessoalmente, mas Jim me apresentou a uma das filhas por FaceTime, Byron reclamou da idade comigo e Randy repetiu uma frase que eu disse a ele a exatos oito anos, no WROS Fest (quando eu disse que ouvia mais Pennywise do que meus próprios pais, já que o fone de ouvido vivia - e vive - nas orelhas!).

É sempre bom compartilhar essas histórias incríveis. Elas fazem acalentar a alma de saber que ainda existem pessoas assim no meio underground.

Final Disaster: assista vídeo de “Believe In Nothing” em homenagem a Warrel Dane

Banda está confirmada como uma das atrações do ‘Otacílio Rock Fest 2019’




Recentemente os vocalistas do Final Disaster, Kito Vallim e Laura Giorgi, participaram do show de lançamento de “Shadow Work”, álbum póstumo do saudoso Warrel Dane, uma das vozes mais emblemáticas do Metal (das bandas Nevermore e Sanctuary), que nos deixou há um ano. Em meio a vários convidados – e músicos da banda de Dane – eles participaram da jam, com a música “Believe In Nothing”, do Nevermore. A emoção de todos os presentes foi algo que tomou conta do evento, durante toda a duração.

Assista:




O Final Disaster acaba de ser confirmado na 13ª edição do tradicional festival Otacílio Rock, que acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro de 2019, em Otacílio Costa, SC. O evento contará, além do Final Disaster, com bandas como a lenda americana Whiplash, Genocídio, Angry, Chaos Synopsys, Carniça, entre outras. Mais informações serão divulgadas em breve.

Para mais informações, siga a página do evento no Facebook:

O Final Disaster lançou o videoclipe de “The Dark Passenger”, música de seu EP de estreia, “The Darkest Path”. A superprodução macabra foi dirigida por Thiago Almeida.


Assista:


A formação do Final Disaster traz Kito Vallim (vocal), Laura Giorgi (vocal), Daniel Crivello (guitarra), Rodrigo Alves (guitarra), Felipe KBÇA (baixo) e Bruno Garcia (bateria).

Acompanhe o Final Disaster em seus canais oficiais:

Fonte: LP Metal Press

Los Volks: lançado single “Guarde Suas Joias” em parceria com Vespas Mandarinas

Faixa é o primeiro lançamento da nova fase do projeto de Thadeu Meneghini




A banda guarujaense Los Volks acaba de lançar seu novo single “Guarde Suas Joias”, em parceria com as Vespas Mandarinas, de São Paulo.  A faixa, que fala sobre desejo e rotina, une duas gerações do rock paulista e está disponível em todas as plataformas de música digital via Sagitta Records.


Ouça “Guarde Suas Jóias”:





Formada em 2014, a Los Volks acumula dois singles (“Transmutar” e “Tarde de Domingo”), 2 EPs (“Suburbanos em Crise” e “Luna”) e trabalha atualmente na produção do seu primeiro álbum. A banda  é formada pelos músicos Pablo Mello (voz, violão e guitarra), Vinícius de Souza (voz, violão e guitarra), Carolyn Areias (voz), Isabella Araújo (baixo) e Vinícius Santos (bateria). “Guarde Suas Jóias” marca uma nova fase de amadurecimento artístico e pessoal da Los Volks.


É angustiante perceber o quanto os nossos desejos podem representar quem nós realmente somos. Mais do que isso, eles estão diretamente envolvidos em nosso dia-a-dia. Inconscientemente, buscamos realizá-los a todo custo”, conta Pablo sobre a música. 


Para as Vespas, a faixa também é um momento novo. Agora, apenas com Thadeu Meneghini como membro remanescente, este é o primeiro lançamento de estúdio desde a saída de Chuck Hipolitho. A banda foi um dos destaques da cena paulista e nacional na última década, recebendo inclusive uma uma indicação ao Grammy Latino de 2013 na categoria Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa com “Animal Nacional”. Para Thadeu, bandas como a Los Volks vão seguir esse caminho.


A Los Volks é a renovação do rock nacional e ninguém pode pará-los. As jóias do nosso cancioneiro estão aí e já falam por sí. Nós precisamos buscar o que brilha entre as novidades”, ressaltou.

A música foi gravada e masterizada no Studio Z3ro, em Santos (SP) e conta com arte de capa assinada por Gabriela Oliva e Brenda Mosquéra. O single já está disponível em todas as plataformas de streamings pelo selo carioca Sagitta Records.

Ficha Técnica:
Música: Guarde Suas Joias
Banda: Los Volks
Participação especial: Vespas Mandarinas 
Álbum: Single (2018)
Gravadora: Sagitta Records
Composição: Pablo Mello 
Produção: Álvaro Alves e Cláudio Júnior
Mixagem e Masterização: Cláudio Júnior (Studio Z3ro)
Assistente: Marcus Ballarini
Vídeo: Rafael Pivato 
Album art: Gabriela Oliva e Brenda Mosquéra
Vespas Mandarinas foi gentilmente cedido pela Deck.

Fonte: Build Up Media

Cobertura: Hempadura (RS) / Molotov Tour (Drakos Beer Pub)

Como diria o pessoal de mais idade da região catarinense, "a gente é teimoso". Não adianta ter levado o prejuízo financeiro que levamos no 2º O SubSolo Rock Festival, não nos aguentamos, nós gostamos de fazer eventos.



Hempadura (RS) estava em uma turnê extensa por SC, PR e SP. E a sua apresentação do dia 18 de Novembro na região sul catarinense, estava em aberto, o que precisava preencher para de fato cooperar com a logística da exaustiva tour. Vendo isso, O SubSolo resolveu pegar a data junto do Underground Extremo, com apoio do Drakos Beer Pub

As bandas convidadas foram, Repugnados, Punk Rock de Criciúma/SC e P-115, Hardcore/Punk de Tubarão/SC. E o que foi um evento para reunir um pessoal, tomar uma cerveja e receber o Hempadura, talvez fique como uma tarde marcada no Drakos como uma das melhores.

Repugnados foi a banda convidada para abrir o evento. Considerada nova no cenário, os "punkers" de Criciúma/SC, são liderados por Cristian Mota, o excelente guitarrista e vocalista que escreveu quase todas as músicas do trio. Lembro de ter conhecido o Cristian, antes do mesmo ter se mudado para Criciúma e o medo do cara de não conseguir montar a Repugnados por lá, mas parece que essa mudança fez bem para ele e para esse projeto que ele tanto se esforçou. 


Confesso que a banda é bem melhor do que eu imaginava e via em vídeos, claro, tudo ao vivo é mil vezes melhor, principalmente suas músicas autorais. O Punk Rock do Repugnados, é o clássico, sem frescura. É reto, fascinante e visceral. O famoso "one, two, three, four", rapidez e agilidade, bons refrões e pegadas velozes no chimbal (pobre baterista). Acredito que é uma banda que ainda tem muito a crescer, mas não tem dúvidas que estão no caminho certo, foi um excelente show. (Maykon Kjellin)


Após a abertura punk da Repugnados, entra no palco do Drakos, Hempadura a banda que não faz menor questão de esconder as suas ideologias. Pois de acordo com eles a música é além da arte e sim uma revolução. E por mais que nem todos concordem com essa postura ou visão de mundo fato é que eles são uma baita banda ao vivo.  Isso é um ponto que pode parecer uma crítica, mas o fato é que a banda me cativou muito mais ao vivo do que no trabalho de estúdio, sendo que foi nessa apresentação que as músicas ganham mais peso, sendo que o hardcore fica mais à frente da sonoridade que transita também pelo New Metal, com vocais rimados lembrando bandas como Rage Against  the Machine  e Biohazard pela acidez das letras e vocais rápidos e rimados.

A apresentação abre com "Tratado como Gado", segue com "Cidadão de Bem" e "Liberdade  esse Trio", com essa trinca nos indicam o que a Hempadura tem a dizer, sendo destaque para os backing vocal em forma de grito de guerra que deixam o som com aquela cara de Hardcore NY. "Queimem" teve um clipe lançado e aqui reforça o que afirmei acima a música ao vivo ganha em vibração e peso, assim como em "5 tiros" e "Mercado da morte". E a metralhadora de ódio continuam em "Amém" destinada a hipocrisia de todas as religiões, "Zumbi do Sistema" e para finalizar "Proletariado" que prega a união contra um sistema corrupto. Talvez a situação política do estado gaúcho, faz com que o Rio Grande do Sul venha se tornando um celeiro de bandas de Hardcore como o Boca Braba e o Hempadura. Mesmo que você discorde completamente do que elas dizem é inegável que o som irá te fazer pensar, sendo assim o objetivo foi alcançado. (Harley Caires)

Para encerrar a noite, convidamos a P-115 para fazer parte da festa. Vale ressaltar que a banda é formada por estudantes e final de ano, é nítido no semblante da rapaziada como estão esgotados pelas provas finais e a conciliação com agenda de shows. Afirmo aqui com todas as letras, P-115 não estava nos seus melhores dias, com pequenos erros que era nítido que era pelo cansaço. Acredito que o toque de rever o repertório das covers seria uma dica de ouro, já que suas autorais são de grande valor, muito bem elaboradas e são a melhor parte da sua apresentação.

Quando o assunto é músicas autorais, A P-115 engrandece em palco. A 'gurizada' vira gigante e toca com mais vontade, talvez o seu maior problema sejam os covers. Muitas vezes (falo por mim como músico também), músicas que ouvimos é uma coisa e tocando é completamente diferente, sendo que isso é válido para músicas que não gostamos de ouvir também, ela é tão 'gostosa' de tocar e executar. A crítica fica apenas para a execução das músicas covers, que para o crescimento da banda acredito que vogará em quase nada, talvez uma melhor escolha das músicas que vão acompanhar suas composições em um futuro. (Maykon Kjellin)

Em um modo geral, foi satisfatório ver o pessoal comparecer em peso. Muita chuva em Imbituba e o pessoal saiu de suas casas e cidades vizinhas (Laguna e Tubarão) para ver o Hempadura se despedir da sua turnê e mesmo exaustos, os caras quase quebraram o palco (Edir Miranda quase foi a loucura). O que depender d'O SubSolo, procuraremos sempre movimentar a cena, seja em qual cidade for, seja lá quem for para ajudar. Estamos ansiosos para o próximo rolê.

Hempadura + O SubSolo + Dark New Farm

Aproveitamos o espaço e anunciamos que com o anúncio oficial que o Congas Music Beer, a casa oficial do festival O SUBSOLO ROCK FESTIVAL de fechar as portas, a realização da terceira edição do festival vira uma incógnita a partir de agora, e junto disto o prejuízo que tivemos com a segunda edição.

Podemos ter notícias em breve, ou não!

Cobertura: Maniacs Metal Meeting (Rio Negrinho/SC) - Parte I

Como deve ser de conhecimento de boa parte do público, cá estamos para trazer a você, caro leitor, os detalhes Maniacs Metal Meeting que rolou entre os dias 30/11/2018 e 02/12/2018. Esta é a primeira parte da série de três que contemplam a sequência da cobertura completa desse baita fest.





A chuva intensa que caía até 16:00 de sexta feira (30/11) não parecia ser um problema para o pessoal que já estava acampado desde quinta à noite, ou quem continuava a chegar e começava a dar forma ao pequeno vilarejo MMM. Afinal, uma das principais regras de sobrevivência outdoor é: providenciar abrigo!

Pronto. Chuva cessada, as barracas se alastraram pelos arredores da fazenda e por volta das 18:30, pudemos ouvir os primeiros acordes da passagem de som, anunciando que o início do primeiro show se aproxima.

Antes de falar sobre as bandas, é interessante observar que ouvi muitas críticas por parte do público, o fato de o cast ser 100% BR. Não vejo isso como algo negativo. Pois desta forma, podemos ver que temos muita banda boa por aí e temos a oportunidade de conhecer novos sons. Ademais, como O Subsolo sempre enfatiza, apoiamos o Undergroud. E sim, podemos importar material, tem muita banda underground gringa que realmente vale a pena conhecer, mas vamos valorizar o que é nosso. Todas as bandas que se apresentaram nesta edição do Maniacs Metal Meeting desempenharam uma performance excelente no palco. Salvo situações pontuais que geraram certa polêmica pós evento, das quais não presenciamos, portanto O Subsolo não vai opinar em nome de terceiros.

Ainda sobre cast, o que deixou a desejar, ao meu ver, foi a falta de diversidade de gêneros. Sim, houveram distinções contrastantes, mas se analisadas em percentual, são mais de 53% do cast para uma parcela majoritária de 3 gêneros, e 47% para os 13 gêneros restantes. Muitos espectadores são bastante ecléticos dentro dos subgêneros do metal, mas quem não é adepto de um gênero predominante, sofre com a falta de opção. Ainda assim, dá de fazer uma festa bacana, assar aquela carne e curtir o som com os amigos. Falando nisso, vamos de som!

Abrindo as porteiras da fazenda mais metal de SC, Verbal Attack - Jaraguá do Sul/SC inicia pontualmente conforme horário anunciado mandando ver um crossover violento pra chamar o povo pra dentro do rancho. Tática esta que funcionou muito bem, sendo que nas primeiras músicas, a frente do palco se tornara habitada pelo povo sedento de metal. No pós show, pudemos ouvir os comentários do público admirados com a performance da banda, que só melhora a cada show. 
Verbal Attack - Crossover/Thrash Metal
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Na sequência, Flageladör - Niterói - RJ trouxe um pouco de Thrash/Speed Metal, pra agitar o esqueleto dos que ainda estavam cansados da viagem dos mais longínquos locais. 
Flageladör - Thrash Metal 
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Com um set matador, a banda de heavy metal Dominus Praelii - Londrina/PR trouxe os maiores clássicos da carreira, acompanhados de uma energia insana do público que acompanhou cantando praticamente o show inteiro. Se não bastasse a vibe até então, encaminhando-se para o fim do show mandaram aquele cover maroto de Judas Priest (Grinder).
Dominus Praelii - Heavy Metal 
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Sem sombra de dúvidas, um dos pontos culminantes no primeiro dia do evento foi a apresentação de Velho - Duque de Caxias/RJ. Moshs violentos, técnica e muito black metal, num show memorável para público nenhum botar defeito. A banda vinha sido esperada mesmo antes do festival, onde comentários em redes sociais demonstravam a expectativa para tal apresentação. A qual foi devidamente atendida, segundo relatos dos presentes.
Velho - Speed Black Metal 
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A produção de mosh não pode parar. Por isso, Rebaelliun - Porto Alegre/RS trouxe um death metal brutal diretamente do garrão do país para o norte deste estado. A quebraceira foi garantida desde a primeira música até a famosa e triste saideira. 
Rebaelliun - Death Metal 
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Irmãos. Irmãs! É chegada a hora da missa mais tenebrosa que se tem notícia pelos arredores. Na guitara, 7 peles, no baixo, 7 Peles, Na bateria, 7 Peles e na oratória, 7 peles, compõe 7 Peles colocando RJ em peso no cast.

7 Peles - Black Metal 

Antes da apresentação, foi sanada a expectativa dos que esperavam ver a cruz de madeira que havia sido plantada na entrada do evento ao fim da tarde, então, posta em chamas, selando o início do encontro de todos os 7 Peles presentes. A banda profanou o solo sagrado da Fazenda Evaristo na noite que adentrara, e mesmo após problemas técnicos com o equipamento no início do show, o som não parou e o black metal ecoou pela noite do MMM.

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Para quebrar um pouco a tensão instaurada, Still Life Remains - Florianópolos/SC mandou um heavy metal tradicional, e ao fim do show, uma homenagem guitarrista Rafael Scopel, falecido em maio de 2015 num acidente automobilístico. Apesar do clima de pesar daqueles que acompanham a banda desde o início da sua carreira, a homenagem serviu para trazer lembranças de canções compostas há mais de 15 anos, como Destination Somewhere e The Crab Ship Arise da demo homônima(2001).
Still Life Remains - Heavy Metal 
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Apresentando o single Casa dos Espelhos dentre outras canções melancólicas, que fazem parte do seu set e sua característica sonora, misturando doom metal, com pegadas de death, Lacrimae Tenebris - Curitiba/PR encerra a primeira noite do fest.
Lacrimae Tenebris - Doom Metal
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Não se esqueçam, logo traremos as próximas partes da cobertura. Acompanhe O Subsolo para não perder as próximas postagens e fotos do evento!

Na segunda parte, falaremos sobre as bandas que compunham o segundo dia, acampamento e atrações extra. Não percam!

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Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #106

Hail Headbangers, fim de semana  é tradicional o Top Five n'O SubSolo e quando sou eu o  responsável pelo mesmo venho trazendo um pouco da cena Extrema Nacional, confere ai que vem pedrada:




01) DeusCastiga - Grindcore - Rio de Janeiro/RJ


Sabe aquelas bandas que transitam entre o Death e o Grind com o único objetivo de destruir os tímpanos alheios? Então, esse é o intuito da banda formada no Rio de Janeiro no ano de 2006, composta por Thiago Paiva (bateria), Rafael Parra(guitarra), Paulo (baixo) e Anderson Ferracini (vocal). Mesmo sem ter lançado nenhum full, a banda tem o seu nome conhecido para fãs de podreira por trabalhos como o split Suramerica GrinderWhen Paranoia Comes.




02) Vingador - Thrash Metal/Heavy Metal - Rio de Janeiro/RJ

Outra carica da lista e que contribuiu com grandes nomes para o Metal Nacional como: Apokalyptic Raids, Velho e pode somar a essa lista: Vingador. Banda formada no ano de 1999 com o nome de Dark Side, sendo que vieram a assumir o atual nome apenas no ano de 2009. Atualmente a banda é formada por: Alexandre (vocal e guitarra), Bruno (bateria), Diego (baixo) e Raphael Zaror (guitarra), seu primeiro álbum recebeu o nome de Dark side, sendo que esse ano lançaram o single Renegado do Metal recomendado para fãs do verdadeiro Thrash Metal.


03) Agnideva - Black Metal - Campina Grande/PB

Apreciadores do Metal negro conheciam a banda Abaddon, um dos nomes mais fortes do Nordeste brasileiro e das cinzas dela surgiu Agnideva. Esse nome faz referência ao grande Deus do fogo na mitologia indiana sendo ele o que tudo devora. Elementos da cultura ancestral da Índia se associam ao temas explorados pela Agnideva, como pode ser conferido no seu trabalho de estreia "Kaliseva". Atualmente formada por: Decapitator na bateria, Necrovomit e Christianicide nas guitarras, Nightmare vocal e Anguis Infernalis no baixo.



04) Morbid Prophecy - Black/Death Metal Melódico - Belo Horizonte/MG

Uma banda nova. Formada por músicos que estão debutando na cena, mas sem essa informação você provavelmente vai pensar que está ouvindo veteranos, isso porque o trabalho impressiona pela maturidade de sua proposta, mas, principalmente do som que praticam, um Death <etal com influências melódicas "Thou Shalt Die" trabalha com o conceito do que é a morte e como nó seres humanos sofremos com a proximidade da mesma. De certa forma, expondo como tais reflexões são expressadas por meio dessa profecia Mórbida. Formada atualmente por: Glauber Ataide - baixo e vocal, Julio Cezar guitarra base, Sanzio Rocha - guitarra solo, Jusmar FangShiyu - teclados, Mateus Pedroza - Bateria.


05) Gutted Souls - Brutal Death Metal - Rio de Janeiro/RJ

Para fechar a lista, mais uma carioca. Essa horda responsável por fazer um brutal Death Metal desde 2004, sendo que na sua formação apresentam ex membros da Syren, Diva, Avec Tristesse, Land of Tears e  entre outros. A horda surge com o fim da banda Necropedophile e nesse novo projeto eles optam por uma sonoridade com elementos mais modernos. Porém sem perder nada da sua brutalidade,  como pode ser comprovada no trabalho "The Illusion of Freedom" formam a horda: Iron vocais, Wellington Ferrari e Alexandre Carreiro nas guitarras, Elias Oliveira  no baixo e Braulio Drumond na bateria. 


Mocho Diablo: lançando lyric video com temática arcade

Produção contém cenas de jogos dos anos 90 de fliperama, de 8, 16 e 32 Bits

Sem banda, sem locação, só a tela de um arcade da década de 1990, assim foi construído o lyric vídeo da música Turn Off the Lights, o segundo single do recém-lançado novo álbum do Mocho Diablo, Sungazer. A banda de stoner, de São Paulo, filmou apenas a tela da máquina enquanto o baixista Murilo Silva se divertia jogando clássicos dos tempos áureos do fliperama.

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O inusitado e dinâmico resultado pode ser conferido aqui: 
https://www.facebook.com/mochodiablo/videos/vb.173682079403121/365592627548460/

A temática geek dita o ritmo da produção. São ao menos 16 jogos de action movie daquele período de 8 a 32 Bits que Silva ‘detonou’ para a captação de imagens. “É o maior colecionador de arcade que conhecemos”, conta a Mocho Diablo. Rememorar os anos 90 é, também, um tributo ao período musical que tanto impacta na sonoridade executada pelos paulistanos. “Da letra da música tiramos os jogos espaciais. O critério foi usar jogos menos conhecidos, aqueles fora do mainstream, pra que os mais apaixonados pelo tema se identifiquem. Uma relação bem próxima com o rock alternativo”, explicam.

O lyric vídeo de Turn Off the Lights - com letras que imitam os créditos de jogos - tem direção de Eduardo Sabaté, com direção de arte do guitarrista Maurício Perussi. Sabaté também assina a edição, enquanto foi o baixista viciado em videogame que ficou responsável pela curadoria dos jogos.

Musicalmente, Turn Off the Lights exalta o inteligente uso do exótico theremin, mostrando uma melodia potente se une com força a um lado rítmico insistente e dançante. Esta e outras seis faixas de Sungazer estão desde o começo de dezembro nas plataformas de streaming e pode ser escutado aqui: http://trato.red/sungazer

O álbum também está disponível de forma gratuita no bandcamp: https://mochodiablo.bandcamp.com/album/sungazer.Sungazer

O terceiro álbum da banda paulistana Mocho Diablo, é um registro plural. Extrapola o stoner do lançamento anterior, Monochrome (2015), e transborda num rock visceral repleto de fuzz, experimentos com theremin e efeitos lo-fi. Nestas sete faixas o que paira no ar é a vibe do rock garagem, uma dinâmica que torna a audição orgânica, inclusive com o suporte de velhos amplificadores valvulados, que enfatiza o fuzz timbrado do baixo e guitarras.

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Mocho Diablo na internet

Agressivo Pau Pôdi e CadibódE: seguindo a todo vapor após a turnê pelo Sudeste

Agressivo Pau Pôdi e Cadibóde continuam a todo vapor. Depois de uma bem-sucedida turnê por mais de cinco cidades do Sudeste em junho, shows no Porão do Rock, outra turnê por cinco cidades do DF junto com os mineiros do Traste, as duas bandas irmãs lançam agora um split. Trata-se do EP de três músicas Josh, em que uma banda regravou uma música da outra e juntas compuseram e gravaram uma faixa inédita. Tudo registrado pelo produtor Pedro Tavares, no estúdio 1234, de propriedade dele. Dentre mais de 20 opções, o Cadibóde escolheu regravar “Babilônia” do Agressivo Pau Pôdi, que faz parte do primeiro disco do quarteto de hardcore canábico.



Babilônia é uma homenagem a música do Edson Gomes, e a gente quis homenagear ele também.”, explica Cacaes, do Cadibóde. Já o Agressivo escolheu “Eu Sei Você Vai Querer”, do segundo disco do Cadibóde, Ficar Doido é Fêi, de 2016. Segundo o baixista do APP, Gabriel Veloso, a escolha foi muito natural. É uma música muito massa e o Cadibode nem ta mais tocando, achamos propício gravar esse som botando uma pitada de pau podi, claro.”, conta bem-humorado. 

A ideia de fazer o split partiu do guitarrista do Agressivo Pau Pôdi, Leandro Drosa, que é fã desse formato de lançamento tão utilizado por bandas de hardcore e punk rock em todo o mundo. “Desde moleque, eu curto essa onda do split, várias bandas que me fizeram gostar de HC já fizeram, assim como outras bandas aqui de Brasília. E nossa conexão com o Cadibóde é forte desde que o Agressivo começou, então, era quase impossível que isso não rolasse”, garante Drosa. Mas claro que a turnê que fizeram juntas em junho deste ano, também foi um fator que aproximou ainda mais as duas bandas.

Não tenho dúvidas, se não fosse a turnê o nome Josh nem existiria”, confessa o guitarrista do Agressivo Pau Pôdi. O nome, aparentemente sem sentido, surgiu inocentemente durante uma das viagens de carro na turnê pelo Sudeste, quando o vocalista do Cadibóde, Bruno Bolhão, disse que gritava “Josh”, ao vivo, antes de algumas músicas para imitar/homenagear o guitarrista e vocalista do Violator, Pôney, que, na verdade, grita “Thrash”, antes e durante algumas músicas nos shows da banda. A história virou zoeira entre os integrantes das duas bandas nos dias de estrada que passaram juntos. E chegou ao auge no último show do Cadibóde nessa mesma turnê, em Franca/SP, quando se descobriu que um dos moleques que estavam acompanhando o show era apelidado de Josh. “Velho, isso foi uma loucura. O show foi uma insanidade, dentro de um boteco muito massa, com uma galera muito massa e com transmissão ao vivo no Instagram. Uma fuleragem bonita de ver. Aí quando a gente descobriu que um dos moleques que estavam lá pirando no show se chamava Josh, o destino mostrou que essa piada interna merecia ganhar o mundo”, relata Cacaes.

As duas bandas se preparam agora para uma turnê Nordeste, "A ideia é tocar todo dia para tornar a turnê sustentável e alcançar o máximo de lugares possíveis, nas turnês passadas contamos sempre com empresas locais que acreditam nessa loucura, como o a Tabaccaria Aladdin e o Ilha Burger, agora é tentar mais parceiros para viabilizar o projeto." afirma Cacaes, prevendo o lançamento da turnê Nordeste para o final de dezembro.


CONFIRA UMA PRÉVIA LIBERADA DO SPLIT


#15 - De músico para músico - Comportamento - Como fazer um convite

Na última coluna nós falamos sobre como dar uma negativa pra aquele amigo que te convida pra fazer um sub, ou ainda pra aquele outro amigo que quer montar banda e etc. Dessa vez vamos nos colocar do outro lado da linha telefônica ou da rede social e discutir como se deve fazer um convite.





O ato do convite é simples demais, porém o jeito que você chega pode ser bem ruim. Esse tal jeito pode gerar sensação de arrogância ou até mesmo de invasão quando colocado de forma errada.



As situações são as seguintes:



- Você precisa de um sub urgente;

- Sua banda precisa de integrante;
- Você quer montar uma banda;
- Você está organizando um evento e precisa de banda.


Vamos pensar nesses 4 cenários e achar a melhor forma de convidar um amigo ou um músico indicado sem arrumar uma confusão por isso.



Também usaremos o critério de contato via rede social ou app mensageiro, fica mais fácil de definir as respostas e tal.



Caso 1 - Precisar de um sub de última hora.



Inúmeras situações podem ter gerado esse problema e todos sabemos que é desesperador. Você tem um contato que cabe direitinho na vaga e resolve chamar de imediato!



- "Olá meu camarada, a situação é que o fulano precisou se ausentar e precisamos de um sub. Eu confio no seu trabalho e gostaria de te convidar para preencher essa vaga no show do dia x e temos uma verba de x$ para você fazer. Essa data está livre pra vc? Rola de fazer pra gente?"



Esse tipo de abordagem é muito bacana porque gera a possibilidade do amigo negar o convite. Sim, isso é uma coisa muito boa pelo fato de o cara se sentir livre. É bem ruim fazer algo obrigado!



O erro comum seria: "E aí brother, o que você vai fazer no dia x?"



Aí o pobre responderia: "Porra nenhuma, bora beber?"



E você, espertão: "Ah que bom que tá livre, minha banda precisa de sub, bora?"



Perceba que esse diálogo gera uma situação bem ruim pro cara que foi convidado. É normal e todo mundo tem o direito de não estar a fim de fazer!



Se o convite for feito da maneira correta, o amigo tem chance maior de aceitar e, caso não queira mesmo, a chance de ele te ajudar a achar o sub cresce exponencialmente.



Obrigatoriedades desse convite: CACHÊ - nem relógio trabalha de graça, imagina assim, de última hora.



Caso 2 - Banda ficou sem integrante, bora chamar o ciclano pra entrar;



Aqui o caso é menos urgente, dá pra conversar melhor com a pessoa.



- "Opa, beleza? lembra da banda tal, então, precisamos de um instrumentista, pensamos em você por conhecer seu trabalho e admirar bastante. A ideia é fazer x ensaios por mês, temos x show marcados, isso te renderia uma quantia x em reais. O investimento que cada uma faz na banda é geralmente de x. Pense  aí e veja se está dentro do que você busca para sua carreira."



Óbvio que você não vai copiar e colar essa pergunta, tem que desenvolver o papo porém com esses termos.



É necessário dizer que a banda tem perspectivas, ideias, alvos. Isso direciona não só o som, mas também da vontade de fazer parte.



Todo mundo sabe que pro músico entrar na banda tem que haver afinidade com o som, com os outros integrantes e acima e tudo tem que haver uma proposta que seja decisiva. Então é só fazer isso!



Erros comuns - "Minha banda é a mais ANIMAL do mundo, a mais BRUTAL, a mais LEGAL, a mais FOFA...."



Essa suto propaganda da preguiça, cuidado!



-" Meus músicos são os melhores de toda a via lactosa! Eles tocam mais rápido e melhor que a sua tia! Sou o melhor da minha rua! Minha mãe diz que sou o mais bonito!"



Olha a preguiça!



Novamente, um convite bem colocado, com organização, demonstrações plausíveis de futuro para a banda animam o músico a entrar. Lembrando de dar tempo de o convidado responder, ok?



Caso 3 - Bora montar banda, quem chamar?



Nesse caso a propaganda precisa ser muito delicada afinal, sua banda ainda não existe, então tem que tomar cuidado.



- "Opa, beleza? Seguinte, estou com uma ideia e gostaria de compartilhar contigo. Penso em montar uma banda que seja mais ou menos do estilo X e minhas influencias maiores são x e y. Tenho o dia tal da semana pra ensaiar, seria no estúdio x e eu gostaria muito de contar contigo, pois gosto do seu jeito de tocar. Tenho composições e desejo gravar assim que a banda se estruturar.



Essa abordagem já resolve 80% das perguntas que o convidado pode fazer e já agiliza muita coisa.



Erros - "Quero montar a banda que a Europa quer ouvir esse ano!"



ou - "To montando o dream team, tem o ciclano que já tocou com o beltrano que é amigo do fulano, sabe?"



Na boa, quando o time fechar todo mundo descobre de onde se conhece. E tem mais, a banda ainda não existe, apesar de você acreditar muito que essa banda vai decolar, precisa existir antes pra depois decolar.



Pé no chão é a receita!




Caso 4 - Tem show mês que vem e não tenho casting!



Aqui o lance é delicado. Se nos outros casos as informações eram importantes para dar aquele ânimo nos convidados, aqui a coisa triplica!



O ideal é fazer contato com as bandas já com bastante material do evento reunido.



- "Olá banda, estou organizando o evento x que acontecerá no dia x, em local x e nossa proposta envolve: - (((Aqui tem que dizer como rola o horário de tocar se será sorteio na hora, se já tem banda que fecha evento, etc. Também deve se expor se tem cachê, se haverá divisão de couvert, tudo que tiver que ser combinado deve ser exposto agora))). - Aguardo a resposta de vocês até data x para termos tempo de contatar outra banda caso sua resposta 

seja negativa."


Importantíssimo frisar que a banda não é a última bolacha do pacote, porém é vital ressaltar a importância da banda no evento, entendeu a delicadeza da coisa?



Dados a serem passados de imediato:

Data /Horário / Local / Cachê / Precisa vender ingressos ou não / Consumação que a banda tem /Quantidade de VIPs que a banda tem / Flyer do evento


Erro - No ato do convite, evitar prometer coisas que ainda não aconteceram tais quais público, grana extra, bebidas de graça.



- Outro ponto importante é evitar soar desesperado do tipo "preciso de vocês no show, venham, por favor" mas ao mesmo tempo exponha que o evento será enriquecido com a presença dessa banda.



Basicamente, os itens para o convidado aceitar e resolver o problema são:

- Educação no convite;
- Demonstração do benefício que o convidado pode ter;
- Cuidado para não soar desesperado;
- Segurar a arrogância;
- Sinceridade total sobre cachês, gastos e lucros;
- Ser sucinto;
- Estar preparado para qualquer resposta.


Como sempre, seja bacana, não seja um chatão!

Resenha: Stay Heavy - Blixten (2018)

A Blixten é originaria de Araraquara, interior de São Paulo. É formado por Kelly Hipólito nos vocais, Miguel Arruda nas guitarras, Aron Marmorato no baixo e Murilo Deriggi na bateria. A banda acredita que os modelos de tradição, são essenciais para a manutenção da origem de sujeitos, grupos e comunidades. Para a comunidade Metal, O Heavy Metal Tradicional, frente as sonoridades do contemporâneo, tem essa representação, no entanto, esses modelos de tradição também podem representar posturas exclusivas que transformam diferenças em desigualdades. Ou seja, dentro desses modelos de tradição como o Metal Tradicional, pode haver uma incapacidade de compreender o diferente ou uma intolerância com a diferença.



O disco começa com "Requiem Aeternam", uma introdução cheia de coro e pompa. Bem interessante, meio que remete ao passado, rolam uns trovões e uma atmosfera empolgante, que começa a colocar uma pulga atrás da orelha, aguçando a curiosidade para que comece o play logo. Aí começa "Trapped in Hell" já começa com um riff matador bem dentro da proposta da banda, uma voz feminina que não deve nada pra nenhum marmanjo. Drives, potência, agressividade, dicção nota 8/10, tudo bem legal. A faixa é rápida, 2:30 minutos, mas mostra do que o quarteto é capaz.

"Stay Heavy" - Título do disco, começa um pouco mais lenta porém com a mesma pegada, bem viceral. Nesse som o baixo entra um pouco depois do riff principal e deu pra pegar todo o peso que foi colocado ali. A faixa é bem chiclete e o refrão fica na cabeça por horas. "Maktub" - Eu sempre gosto de ouvir músicas com nomes diferentes assim pra aprender a pronunciar! (Méctãb, pra quem interessar) Aí o som começa com violão, mais lenta, pegada de timbres bem diferente das outras músicas. O som desenvolve na mesma pegada, ganhando peso gradativamente e ficando bem interessante. O que achei legal é que apesar de não ter tantas variações, a música não é cansativa e deixa com vontade de ouvir mais.

"Strong as Steel" - Voltamos para a velocidade do começo, o riff não é tão marcante, mas longe de ser ruim. A música tem uma pegada mais ao vivo, pra galera cantar junto, é bem interessante. Trechos a capella com apenas a reverberação dos instrumentos, distorção no baixo bem aparente, solo mais lento que o restante da música, super cadenciado. "Like Wild" - Bonus track com intro de baixo, pegada do tio Lemmy, bem legal. Mais um riff que vai custar sair da cabeça, Música bem feita, com mudanças na letra e trechos diferentes para chamar o refrão que adivinha? Gruda na cabeça! 

O disco é totalmente dentro do que a banda propõe, um Heavy tradicional cru e cheio de influências dos variados deuses do metal. Dá pra sentir que a banda é bem saudosista ao estilo e apesar de não ser tão inovadora, vamos dizer assim, consegue ganhar o ouvinte sem esforço. É legal sentir que o disco todo saiu de forma rápida, a gente fica com a impressão que eles chegaram no estúdio e compuseram tudo, rola uma sensação de naturalidade em todas as músicas, parece que é muito fácil pra eles montarem esses sons.

Gostei bastante e recomendo!

Material enviado pela Som do Darma.


FORMAÇÃO
Kelly Hipólito - voz
Aron Marmorato - baixo
Murilo Deriggi - bateria
Miguel Arruda - guitarra

TRACKLIST

01) Requiem Aeternam
02) Trapped In Hell
03) Stay Heavy
04) Maktub
05) Strong As Steel

06) Like Wild (Bonus Track)
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