27 julho, 2017

Resenha: O Céu da Boca do Inferno - Alkanza (2017)

Violento, pesado, groovado, caótico, e acima de tudo, Thrash Metal. O disco, que traz agressividade desde seu nome, é a obra recém-lançada da banda catarinense Alkanza, que investiu pesado em trazer um álbum que registrasse a formação que em termos técnicos é a melhor da história da banda, que somou diversas mudanças desde seu primeiro lançamento, o EP "Destroy the System", quando ainda cantavam em inglês. Hoje, 100% em português, as letras, escritas pelo vocalista, guitarrista e mente da Alkanza Thiago Bonazza, tocam nas feridas mais expostas da sociedade, após atacar diretamente as formas de governo que manipulam o Brasil no álbum "Colonizados pelo Sistema".




"O Céu da Boca do Inferno" apresenta uma grande evolução em diversos quesitos em relação ao último álbum da banda. O vocal está mais bem trabalhado e mais consistente, com Bonazza mostrando mais domínio de sua voz. Os riffs apresentados por ele e seu companheiro de seis cordas André Guterro não são mirabolantes, mas apostam em acordes crus e banhados em um groove pesadíssimo, que faz sua cabeça acompanhar as marretadas ao longo do disco. A bateria de Ramon Scheper segue a linha de não fazer firulas, o foco é o peso, que é dosado na medida pelo baterista. O baixista Gustavo Jamarini é o que tem mais momentos de "enfeites", acrescentando bastante nessa composição com graves precisos enchendo os ouvidos.



Inclusive, é ele que tem a missão de abrir os trabalhos. "Em Coma" tem uma baita linha solo de baixo em sua introdução, sendo abruptamente interrompida pelo peso das guitarras e bateria. O vocal visceral de Thiago é sem dúvidas o destaque da faixa. Desde a primeira vez que ouvi essa eu tinha certeza que ela seria a melhor do disco, e ainda mantenho minha opinião. A música possui todos os pontos necessários para ser considerada uma música pesada de qualidade, como um riff marcante, breakdown pesado e letra bem construída.

"Paciência V.T.N.C" mantém essa premissa. É mais uma faixa que propõe um ritmo condutor de cabeças, com passagens interessantes de bateria e baixo, tendo as guitarras dominando o resto da trilha. "Escolhas" tem um início mais maneirado, e sua pegada é construída em cima da linha vocal, e vai crescendo gradativamente, até chegar ao clímax com os primeiros solos do disco, gravado pelo músico e luthier William R. Nandi.

A banda prova que velocidade não é tudo para um Thrash agressivo com "É Só?!", que deixa seus acordes ressoarem enquanto a música vai novamente seguindo uma tendência de progressão até chegar à momentos de mais velocidade, fazendo dela uma faixa grandiosa ao vivo, onde tem espaço para momento de headbanging e para rodas.

"Com Força" aposta na musicalidade entre seus músicos, onde baixo e guitarra revezam a base para os vocais. É sem dúvidas uma faixa que toma conta do movimento de sua cabeça. A banda traz bons riffs aqui, e provavelmente é isso que torna ela uma das melhores do disco. A Alkanza mostra que quando resolve arriscar e trazer mais criatividade na construção das faixas tende a apresentar uma sonoridade muito poderosa e que ganha o ouvinte.

"Sorria" martela sua cabeça do começo ao fim. O peso dos instrumentos e do vocal bate na sua cabeça, ou como a própria música sugere: é porrada na orelha, é soco na moleira. Inclusive, vale destacar as letras escritas com sangue deste disco. Bonazza não se restringiu em momento nenhum e escreveu músicas sem pudores e retratando suas visões da realidade atual que vivemos.

O final é caótico com a "S.C.M.N.S.M", ou, "Se Comovem Mas Não Se Movem", como diz o refrão. Os riffs são totalmente groovados e pesados ao arrastar da música, mesclando com momentos acelerados que fazem você imaginar imediatamente mosh pits. Encerra o disco com louvor.


Da esquerda: André, Thiago, Gustavo e Ramon
Ao todo, são aproximadamente 23 minutos de Metal apresentado em sua forma mais carnal. Sem frescuras ou delongas, a Alkanza mostra seu serviço e deixa registrada sua evolução como banda. Do último lançamento para esse houve uma grande mudança de mentalidade e musicalidade, o que permitiu uma gravação autêntica e que retrata o que a banda quer: trazer música pesada e original para a região e quem sabe, Brasil à fora.

TRACKLIST

  1. Em Coma
  2. Paciência V.T.N.C.
  3. Escolhas
  4. É Só
  5. Com Força
  6. Sorria
  7. S.C.M.N.S.M
FORMAÇÃO
  • Thiago Bonazza - vocal e guitarra
  • André Guterro - guitarra
  • Gustavo Jamarini - baixo
  • Ramon Scheper - bateria

26 julho, 2017

Torture Squad: versão digital do novo álbum está disponível

Finalmente o aguardado novo álbum de um dos grandes nomes da história do Metal brasileiro está disponível. Estamos falando do TORTURE SQUAD e seu álbum, oitavo da carreira, ‘Far Beyond Existence’.




Nada melhor que o dia Mundial do Rock para celebrar isso. A partir desta quinta-feira, 13 de julho, o material estará disponível de forma digital em todas as principais plataformas de música digital do mundo, confira:

https://ONErpm.lnk.to/FarBeyondExistence

Já a versão física está na fábrica e deve chegar em poucos dias. Para não perder a data de lançamento, curta e siga o TORTURE SQUAD no Facebook: www.facebook.com/torturesquad

O lançamento e licenciamento mundial está sendo feito pela gravadora radicada em Londres, SECRET SERVICE RECORDS. Saiba mais: www.facebook.com/secretservicerecords

Também nesta quinta-feira, 13, a ONErpm comemora o Dia Mundial do Rock em uma mesa redonda ao vivo no Facebook com a participação da vocalista May Undead, junto a grandes nomes do Rock/Metal nacional comentando sobre som, cena e tendências do mercado. 17h em ponto na página da ONErpm (www.facebook.com/onerpm)!

‘Far Beyond Existence’ leva o TORTURE SQUAD para um novo nível e se torna o disco mais completo do grupo até o momento. O material foi gravado e produzido em São Paulo por Wagner Meirinho, Tiago Assolini (Loud Factory) e pela própria banda. A capa é uma arte exclusiva de Rafael Tavares.

A primeira música retirada do vindouro álbum acaba de ser disponibilizada! Trata-se de um lyric video para a música ‘Cursed By Disease’, o vídeo foi desenvolvido por Rene Simionato, assista:



Sites relacionados:
www.facebook.com/secretservicerecords
www.secretservicerecords.com.br
www.facebook.com/torturesquad
www.torturesquad.net.br

Fonte: Metal Media

Resenha: Land of Lightning - Silent (2015)

Para esse que vos escreve, soa assustador receber um disco de uma banda que foi formada no ano do próprio nascimento, saber que depois de tanto tempo evolui como ser humano e de alguma forma pude cooperar com a história (que não é pequena) de uma banda do nível da Silent. Formada em 1991 em terras cariocas, a Silent foi fundada pelo vocalista e guitarrista, Gustavo Andriewiski, que incrivelmente se mantém firme a frente da banda até os dias atuais. A carreira do grupo é marcado por conquistas impressionantes, como por exemplo, estar presente na trilha sonora da novela da Globo, "O Mapa da Mina" e posteriormente entrado também em mais duas novelas, sendo elas: "Vira Lata" e "O Amor está no ar", fora outras marcas alcançadas de "menores expressão", porém, de extrema importância na formação da banda.




A sonoridade da banda é bem interessante, pitadas do Rock clássico internacional, Hard Rock como Whitesnake, e algo mais melódico como o gênero desconhecido por alguns ainda, o AOR. A arte da capa também chama a atenção, com uma proposta mais "clean", a capa e a contra-capa são simples e objetivas, mas o que economizaram na capa e contra-capa, depositaram no miolo do disco e no encarte. Com um encarte de várias páginas, todas as letras são impressas de modo de fácil visualização - impossível não cantar junto - e o miolo tem uma cor forte, alternando entre o roxo e o rosa. o que demonstra ser "clean" nas artes, também não condiz com a sonoridade.

Trazendo um Hard Rock pegado, que lembram Whitesnake e Deep Purple, esses disco veio para consolidar ainda mais a Silent no cenário musical nacional. Músicas que facilmente cabem em qualquer tipo de playlist e tem uma aceitação gigante, são um dos destaques, fora todas as técnicas apuradas e a fonte de boas composições. Músicas com refrões pegados e marcantes, riffs que grudam na cabeça, métrica envolvente, são umas das características apresentadas pelo grupo. Cada instrumento parece se completar, ao tocados quando unidos fazem uma energia, que nos força a fechar os olhos e sentir a música, e como músico digo, se conseguir fazer surtir esse efeito nos ouvintes do teu trabalho, é que estais no caminho certo.





Quando alguns artistas buscam fazer algo mais comercial para terem maior facilidade se se inserirem no mercado musical, as vezes se deixam levar por esse pensamento e conseguem não fazer música chiclete que fica na cabeça e sim, músicas que causam náuseas e não dão mais vontade de ouvir. A Silent sabe como compor comercialmente sim, comercialmente não, sabe fazer músicas para buscar diversos horizontes, sabe onde atacar e onde investir, ao mesmo tempo, criam sua sonoridade ímpar em base dessas afirmações, lembrando, afirmações de quem os conhece por fora, no caso, o que escreve este texto/resenha. Me encantou no disco a forma como coisas tão simples e objetivas, conseguem se tornarem tão surreais com o toque dos "temperos corretos", um Hard Rock cru e pegado, recebendo toques de AOR, causou um efeito me causou espanto e a o mesmo tempo, um sorriso por ter oportunidade de ouvir algo tão gratificante.


TRACKLIST
01 - Around the Sun
02 - Gone
03 - Hello, Hello!
04 - Bye, Bye Superman
05 - Numb
06 - Where Are We Going Now?
07 - Gravity
08 - One More Time
09 - The One Within'
10 - Land of Lightning
11 - Scene
12 -Home
13 - Dancing in the Morning Light
14 - Love Is (2016) Bonus Track


FORMAÇÃO
Gustavo Andriewiski - vocal, guitarra
Alex Cavalcanti - guitarra
Douglas Boiago - baixo
Luiz "Tilly" Alexandre - bateria


SIGA SILENT

25 julho, 2017

Cobertura: O SubSolo Rock Festival (Congas Music & Beer)

Não é fácil sair da zona de conforto que é o mundo virtual e arriscar ou investir financeiramente em eventos, foi um passo adiante do trabalho que nossa equipe deu recentemente para tornar viva a meta de fazer um festival. Chamamos oito bandas, e curiosamente após o anúncio do festival (que já estávamos com o cast fechado), nosso portal se tornou mais acessado e nossa fanpage no Facebook choveu de materiais, para a surpresa, esses materiais não eram para sair no blog e sim, para tocar no evento.

Tivemos que envolver muita paciência para responder algumas bandas, estava claro que só queriam tocar, mas tudo bem, voltamos ao foco e trabalhamos duro em cima do evento e nossa divulgação se iniciou em abril, sim, três meses antes do evento, praticamente. A procura por ingressos antecipados não foi tão forte quanto imaginávamos, mas, foi crucial para saber onde poderíamos chegar, fomos surpreendidos por vários ingressos comprados na portaria.




Contamos com o auxilio que foi fundamental para o evento, Wilson Will e Peter Miranda, sócios-proprietários da casa, Congas Music Beer, nos concederam tudo o que precisávamos para trabalhar. Nosso mais novo parceiro, a sonorização teve um trabalho impecável, Marquinhos Sonorização demonstrou ser um cara diferente, preocupado com as bandas a cada troca, estava a equipe no palco, cuidando dos músicos e fazendo o trabalho com toda calma e eficiência possível, indicamos esse excelente profissional. Tivemos o prazer de trabalhar com os seguintes fotografos: Ananda Silveira, Alice Durante, Doismídia (André Luis), Leticia Piazza (essa com resenha pelo Cultura em Peso também) e João de Bem.
Contamos com os registros em vídeo de Karlus Valga, Urussanga Rock e d'A Hora Hard. E é de amigos que precisamos para fazer um evento, nem sempre dinheiro!


Falando agora das bandas, a banda a ter a responsabilidade de abrir os trabalhos, foi a reestreante em festivais, South Park, Hardcore/Punk de Içara/SC. O grupo voltou a ter mais uma oportunidade a um evento organizado pel'O SubSolo e mostrou para o que veio, quebrar tudo, até levaram ao pé da letra, na primeira música um estouro de cima do palco chamou a atenção, "era só" a pele do bumbo dando adeus, rs. Nada que abalou o andamento do evento, nada que umas fitas também não resolvessem e parece que foi algo que deu um gás a mais a banda, voltaram apresentando grandes canções. (Por Maykon Kjellin)

A segunda banda, em certos casos sou suspeito de falar, sou fã incondicional do trabalho. A Vetor Unitário foi convidada a participar da festa, por conta da sua proximidade com o blog/nosso trabalho e se o festival aconteceria na cidade dos caras, seria injusto deixa-los de fora dessa festa. Para surpresa de todos, Daniel Russo d'A Hora Hard subiu ao palco e cantou "Zero e Um" do Dead Fish com os caras e demonstrou poder na voz, bacana que de certa forma quem consegue apoiar bandas fora do palco, também saiba como subir em um e soltar a voz, esse cara é gigante, monstro e nunca parará de nos surpreender. Fora esse clássico, o grupo apresentou canções autorais como "Fardas" uma das minhas favoritas, que logo tirou aplausos da galera, que está de saco cheio como certas coisas caem no conformismo e todos respeitam sem dizer sua opinião, e é com essa levada que a Vetor compõem muito bem, letra muito bem estruturada e instrumental envolvente. A presença de palco da banda é um diferencial absurdo, essa banda vai longe, foi um showzaço! (Por Maykon Kjellin)

Após o guitarrista ter finalmente conseguido chegar ao evento, depois de complicações na estrada, Decolle subiu ao palco. Nessa apresentação a banda estava “improvisada”, tocando com um ex-guitarrista, Otávio, da primeira formação. O baterista foi “emprestado” da Doctor Jimmy. Essa mistura funcionou! Os caras fizeram um show enérgico e agitaram o evento, tocando sons autorais e covers. Destaque para a música autoral “Utopia Reversa” que está no segundo volume da Coletânea O SubSolo. Devido o atraso, Decolle precisou reduzir seu setlist, para seguir o cronograma do evento sem mais atrasos. O show foi muito agradável e deixou o público querendo mais. (Por Jordana Aguiar)

Foi então que Turn Off subiu ao palco com alguns minutos cedidos a Decolle, o grupo subiu com excelentes covers, mostrando que a turnê pelo Rio Grande do Sul, inflou mais conhecimento e maturidade a banda e foi descendo do palco com o microfone sem fio e iniciando uma roda punk, que Eduardo Valcanaia ganhou o publico. O sorriso no rosto do baterista Pedro Pieri que é o único remanescente da formação original da banda, sendo que tem a logo da banda tatuada em sua perna, recentemente, aprendeu a tocar também como canhoto, dando mais liberdade a ele na bateria, executando boas viradas e mais agilidade na hora de tocar. Vi muitos shows da Turn Off e cada um deles tem algo especial, sua interação com o pessoal e a humildade/simpatia no palco é um fator crucial, ah, e anunciaram que vem disco novo por ai, "quem estamos ansiosos?". (Por Maykon Kjellin)

Doctor Jimmy, banda de Imbituba/SC, chegou ao palco ostentando seus seis integrantes. A abertura do show, ao som do teclado, trouxe o conhecidíssimo clássico “Mr. Crowley”.  Vieram outros clássicos como “Comfortably Numb”, “Born to be Wild” e “Should I Stay or Should I Go”, entre outros. Os caras também apresentaram duas autorais, incluindo a música “Não Tenho Pressa”, que já é o “hit” da banda. A integração da banda com o público foi incrível, com direito a guitarrista se jogando no chão e membros da banda participando das rodas punk durante o show. Doctor Jimmy conquistou a galera e foi merecidamente muito aplaudida.
(Por Jordana Aguiar)

Dust Commando, de Taquari/RS, foi a headliner do evento. Quase faltam palavras para falar desse show. Pela primeira vez a banda se apresentou em Santa Catarina, trouxeram consigo um sorriso no rosto e de certa forma muita ansiedade, mesmo assim, a experiência e a vontade de tocar falou mais forte. Músicas envolventes com uma pegada Stoner Metal, além da identidade própria da banda. O público não pôde segurar o pescoço! Banda em total sintonia e um vocal excelente, todos demonstrando muita segurança e familiaridade com o palco. Além das inúmeras músicas autorais, os caras mandaram um belo cover de Sepultura, que levou a galera a loucura. Sem dúvidas Dust Commando foi uma escolha muito apropriada para abrilhantar o horário nobre d’ O SubSolo Rock Festival.
(Por Jordana Aguiar)

Uma das bandas mais promissoras da região, chegou ao festival alimentando a ansiedade do público em assisti-los. O Alkanza é loucura total do início ao fim! Essa galera que agora se concentra na cidade sede do evento, em Tubarão/SC, não poupou os ouvidos de ninguém, mandaram uma porrada atrás da outra! O público agitou muito ao som de Thrash Metal e de letras ácidas. Teve cabelo balançando e mosh pit o tempo todo. O show foi uma ótima oportunidade para expor músicas do novo trabalho “O Céu da Boca do Inferno” e ao mesmo tempo trazer músicas que de certa forma, já caíram nas graças da galera, como é o caso de "Brasil", uma das músicas mais fortes do agora penúltimo disco lançado, "Colonizado pelo Sistema". Os vocais de Thiago Bonazza demonstram raiva, apenas no olhar do mesmo. A bateria de Ramon é um vulcão, suas linhas são muito bem trabalhadas. André Guterro de certa forma é um coração que pulsa alucinadamente no palco, enquanto o Gustavo Jamarini é a estrela que faltava na formação, esse time está muito focado, entrosado e pesado, ansiosa por mais shows deles. (Por Jordana Aguiar)



E para encerrar com chave de ouro a 1º edição d'O Subsolo Rock Festival, descendo a Serra Catarinense direto para Terras Tubaronenses, os caras da Blood Eyes surpreenderam quem os escutou pela primeira vez. A banda iniciou o show com a “Soldado da Incerteza”, metendo logo em seguida as clássicas “Luz Negra”, “Minha História” e “Seres da Mente”. Com seus riffs de guitarra destruidores e precisos, a banda de Lages/SC fez o público presente fazer os últimos mosh pits do festival. Além das faixas que já são clássicos da banda, como a “Olhos de Sangue”, os caras também tocaram as suas músicas mais recentes. Outro ponto que se faz necessário o ressalte, é o fato da banda ser completamente disponível ao fãs. Ademais, o carisma do vocalista, Will Anjos, é algo que também vale a pena o destaque, o cara é a simpatia em pessoa, além de contar com um poderoso vocal! A única reclamação do público com relação ao show, foi a banda ter sido a última do evento. (Por Thabata Solazzo)

Conclusões sobre o evento;
 

"Estima-se que mais de 180 headbangers do estado de Santa Catarina transitaram pelo Congas Music & Beer no decorrer do evento. O público presente agitou o festival do início ao fim, fazendo com que a expectativa dos organizadores fosse atingida e, consequentemente, superada." - Thabata Solazzo

"Particularmente esperava sanar todas as dívidas adquiridas do evento, mas não sabia que iríamos além de conseguir pagar as bandas e ter um publico acima de 150 pessoas. Todos tentavam me acalmar durante a semana pré-festival, e eu só sabia roer as unhas e me perguntar se tudo daria certo, e não deu certo, deu bem mais que certo, o evento foi um sucesso e já to até pensando no segundo evento..." - Maykon Kjellin 

"O SubSolo é uma mídia independente voltada ao underground nacional. O apoio através de divulgação e valorização do trabalho autoral é de suma importância para a sobrevivência da cena. Poder concretizar isso em um festival é algo sensacional! Reunimos outras mídias independentes, bandas parceiras e amigos. Nossas metas foram alcançadas e nossos objetivos cumpridos." - Jordana Aguiar



CONFIRA OUTRAS COBERTURAS

RESENHAS




Tchandala: "Resilience" ganha lyric video antecedendo o lançamento do novo álbum

Fundada em 1996, em Aracaju (SE), a banda Tchandala apresenta o melhor do Heavy Metal clássico. Os integrantes são: Dejair Benjamim (vocal), Thamise Ducci (guitarra), Rafael Moraes (guitarra), Sandro Souza (baixo), Pablo Rubino (bateria).



Recentemente foi liberada a primeira faixa do novo álbum "Resilience", que tem lançamento previsto para breve. Esse disco conta com participações especiais, sendo elas: Tim "Ripper" Owens (ex-Judas Priest, ex-Iced Earth), Iuri Sanson (Hibria), Clarisse Pawlow e Renan Fontes.

Confira o lyric video e tenha uma prévia do novo trabalho do Tchandala!


Curta Tchandala no

24 julho, 2017

Los Volks: guarujaenses são novamente destaque na Austrália

Banda guarujaense é listada em ranking semanal da Valley FM 89,5, de Camberra. 

Neste domingo (23), a Los Volks obteve destaque em solo oceânico ao conquistar a 19º colocação no Top 20 semanal da Valley FM 89,5 com a canção Fire. A rádio é proveniente da cidade de Camberra, capital da Austrália. A canção integra o EP Luna, segundo trabalho de estúdio do grupo.

Esta é a segunda vez que os guarujaenses são ranqueados numa emissora do país, sendo que a Los Volks anteriormente chegou ao 3º posto no Top 15 da Banks Radio Australia. Vale lembrar que a banda foi lançada no estrangeiro pelo selo nova-iorquino Fast Factory Records em abril deste ano via coletânea Sound Of A Spark. 

De acordo com Pablo Mello, guitarrista e vocalista do sexteto, “é uma felicidade imensa conseguir um feito como este. É um reconhecimento que faz todo o esforço valer a pena. Agora, esperamos que o público daqui também possa conhecer o nosso material”, afirmou o músico.

Atualmente a Los Volks trabalha nos bastidores da produção de seu próximo videoclipe que tem lançamento previsto para outubro deste ano. Coincidentemente, a faixa escolhida para o audiovisual foi a própria Fire. É possível ouvir a canção nas principais redes de streaming, tais como Spotify (https://goo.gl/MLvsXc), Deezer (https://goo.gl/Q2dzvW), entre outros. A música também está disponível via Youtube (https://goo.gl/8SFoPj).


Contato: bandalosvolks@gmail.com / 13 98193-6725
Instagram: www.instagram.com/losvolks - @losvolks

22 julho, 2017

Insurgentes: banda comemora 10 anos de estrada

A banda de Crossover Thrash de Florianópolis/SC está completando 10 anos de estrada. Há 10 anos o destino reuniu músicos de diversas cidades do Brasil, para viajarem nas infinitas vertentes da música pesada.

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas no palco e pessoas tocando instrumentos musicais

Desde 2010, a banda vem produzindo festivais beneficentes, com a produtora Netuno Rock, para arrecadarem donativos destinados à comunidade indígena de SC. No final do ano passado, cobrimos um incrível evento da produtora (confira aqui).

No ano de 2015, a Insurgentes venceu o I Festival de Bandas Autorais de Florianópolis, que rendeu a produção do seu primeiro vídeo, "Karen (Psicometria)".


Para comemorar sua primeira década de atividades musicais, a banda tocará pela primeira vez nos palcos da Cidade Maravilhosa, no Heavy Duty Beer Club, no dia 28 de julho e na In Rock 2, no dia 29 de julho. Além disso, lançarão novo EP em setembro, no Festival Netuno Rock, evento em benefício à comunidade indígena de Santa Catarina e promovido desde 2010, pelo produtor cultural da Netuno Rock, Paulo Eduardo, também baixista da banda. Neste ano, além de comemorar os 10 anos dos Insurgentes, o acontecimento celebrará os 40 anos da cena punk rock mundial e também o jubileu de prata da banda local Eutha. Sem dúvida, O SubSolo se fará presente!

Nos shows no RJ, a banda contará com a parceria da banda friburguense Rock' n Roll Gang, que vem desde 1992 implodindo a cena com suas energizadas e turbinadas versões dos clássicos do rock.

Vida longa à Insurgentes!

ACOMPANHE A INSURGENTES

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #41

O SubSolo traz todos os sábados 5 indicações de bandas para ouvir no final de semana. Nesta edição, resolvemos apresentar bons exemplos do que tem sido feito no sul do Brasil em termos de Thrash Metal. Coloca o volume no máximo e confere essa lista:



01) Juggernaut - Joinville/SC

Diretamente da cidade mais populosa de Santa Catarina, Cícero Konig Finger (vocal), Célio Trombelli Jr. (guitarra), Valdecir Valda (baixo) e Alefer Reinert (bateria) formam a Juggernaut. A banda iniciou seus trabalhos em 2005, na cidade de Blumenau e a proposta era fazer um Thrash Metal (com influências de Death, Sadus e Destruction), mas mantendo-se afastado de clichês e também fundindo elementos de Metal e Rock Progressivo de bandas como Dream Theater, Marillion e Rush. Para nomear a banda, foi escolhido o nome "Juggernaut", o que significa uma grande destruição em massa, que se encaixa exatamente com a proposta: fazer Thrash Metal rápido, pesado e muito técnico. A banda lançou em 2005 a demo "Juggernaut" com três faixas e em 2006 seu debut album "Lines of the Edge" com 10 faixas, ambos muito bem recebidos pela mídia. Em 2011, a banda lançou o "Ground Zero Conflict", trazendo uma banda totalmente nova, mais madura e profissional. Confira este último, na íntegra:



02) Skombrus - São José/SC

A banda, formada por Luis Henrique (guitarra e vocal), Ronaldo (baixo), Luis (bateria) e Robson (guitarra), já possui em sua discografia a demo "Soco na Cara" (2012), a demo "Crack Massacre" (2014) e mais recentemente o seu debut album "Betrayal of the Breed" (2017), que logo terá resenha aqui no blog. Sob influências diversas, que vão desde o Thrash Metal tradicional de bandas como Slayer, Exodus, Sepultura, Testament, Korzus e Kreator; o Hardcore puro de bandas como The Exploited e The Varukers; o Crossover de DRI, SOD, Excel e RDP, a Skombrus faz um som rápido, pesado, agressivo e com bruscas mudanças de tempo.




03) Vultorn - Curitibanos/SC

O trio é formado por Luciano Magagnin (vocal e guitarra), Julia Goetten Wagner (baixo) e Rubens Toscan (bateria). Conheci a Vultorn num festival em 2015 e as músicas "Call for War", “The Ripper (Is Closer Than You Thought)” e principalmente "Hematophagus" (seu último lançamento) não saem da minha playlist. O nome da banda é uma mistura da palavra em português "vulto" e a inglesa "torn", que refere-se a algo que rasga, estraçalha, despedaça. De acordo com Luciano, “um vulto que destrói abstratamente, horroriza; o mal humano”. Em geral, as composições ressaltam temas como a anti-religião, a decadência humana e os horrores da guerra, tudo isso sob um instrumental brutal, que relembra as bandas alemãs de Metal Extremo. Vale muito a pena conferir! 


04) Distraught - Porto Alegre/RS

A banda é formada por André Meyer (vocal),  Alan Holz (baixo), Everton Acosta (guitarra), Ricardo Silveira (guitarra) e Marcelo Azevedo (bateria). Distraught surgiu em fevereiro de 1990 e desde então acumulou uma grande discografia: debut album "Infinite Abyssal" (2001), "Live Black Jack - SP" (2002), "Behind the Veil" (2004), "Unnatural Display Of Art" (2009). Este último conta com a participação especial do guitarrita Diego Kasper (Hibria) e dos vocalistas Clark (Unmaker) e Flávio Soares (Leviaethan). Em 2011, lançou o álbum "The Human Negligence is Repugnant", que recebeu excelentes críticas. Mais recentemente a banda lançou o álbum "Locked Forever", o mais pesado da trajetória, tanto em termos de música, como de temática: manicômios e o sistema prisional brasileiro. Se você é fã de Thrash Metal, precisa conhecer a Distraught!


05) Krucipha - Curitiba/PR

Formada por Fabiano Guolo (vocal e guitarra), Luis Ferraz (guitarra solo e vocal), Khaoe Rocha (baixo e vocal), Felipe Nester (bateria) e Nicholas Pedroso (percussão), a banda traz em sua sonoridade um Thrash Metal visceral mesclado com influências de Death Metal, Groove Metal, Hardcore NY e uma pitada brasileira que faz menções à Chico Science e Nação Zumbi. Em 2010, a banda lançou online o EP "Preemptive Uproars" e em 2014, lançou seu debut album intitulado "Hindsight Square One", que conta com 5 faixas inéditas e as 3 previamente lançadas no EP de 2010. O álbum traz em suas letras temas atuais como os dilemas e paradoxos da vida moderna, alienações, conflitos pessoais, manipulação em massa e a incompatibilidade da sociedade em geral. Atualmente a banda trabalha no seu segundo CD, intitulado "Inhuman Nature". Confira uma faixa inédita lançada recentemente:




ACOMPANHE AS BANDAS


21 julho, 2017

Resenha: Anguere - "Cadeia" (2017)

Anguere é uma banda de Rio Claro (SP). Os caras apresentam um HC pesadíssimo com letras em português. O resultado do bom trabalho será concretizado na turnê sul americana que iniciará em novembro, percorrendo o Equador, o Peru e a Bolívia. Recentemente a banda lançou seu EP "Cadeia", que vem com três músicas. O trabalho foi gravado, mixado e masterizado por Thiago Zepon e produzido pelos próprios integrantes da banda.





Escutando o EP, desde o primeiro segundo já dá para notar o peso musical. As letras são tão fortes quanto a música, deixando evidente que Anguere não tem medo de usar as palavras. A primeira faixa "Barricada" tem alternações de ritmo bem interessantes. Sabe aquele momento que é inevitável a vontade de bater cabeça ou armar um mosh pit? Pois é, essa música certamente é responsável por enlouquecer o público em um show.


A segunda música "Cadeia" fala sobre superlotação,  sangue, rebelião e violência. Algumas acelerações durante a música com a bateria bem marcada dão um toque todo especial. 

O terceiro som é "N.O.I.A." (Ninguém Olha para Indivíduos Atormentados). A composição é tão veloz e enlouquecedora quantos as demais. 

Alguns trechos tem uma pegada que lembra Metal extremo. É o tipo de som capaz de agradar fãs de diferentes vertentes. O EP "Cadeia" tem apenas 3 músicas e 7 minutos de duração, deixando aquela vontade de escutar mais. Os demais trabalhos da banda são tão bons quanto os apresentados em "Cadeia", sempre trazendo questões políticas e sociais às letras. Anguere é uma ótima indicação para quem curte som pauleira! 




TRACKLIST
01- Barricada
02- Cadeia
03- N.O.I.A 
(Ninguém Olha para Indivíduos Atormentados)


FORMAÇÃO 
Thiago Soares - Vocal
Cleber Roccon - Guitarra
Adriano R. Prado - Bateria


Curta outros sons de Anguere no 
SOUNDCLOUD
BANDCAMP
YOUTUBE

20 julho, 2017

Dark Avenger: ‘The Beloved Bones: Hell’ está oficialmente lançado!

Está lançado de forma oficial um dos trabalhos mais aguardados do ano no Brasil: novo álbum do DARK AVENGER, ‘The Beloved Bones: Hell’.


O álbum, quarto full da carreira do grupo, é sem dúvida seu mais ambicioso projeto até o momento, levando o ouvinte em uma jornada para dentro do EU, em um embate entre o emocional e racional, passando por onze estágios mentais de quem atravessa um período de insatisfação e infelicidade. “‘The Beloved Bones: Hell’ é para quem não tem medo da vida… da própria vida… e a encara de frente. É para quem se orgulha da própria existência e busca vivê-la em plena lucidez!” comenta o vocalista Mário Linhares.

O disco já pode ser comprado com exclusividade pelo e-mail talktodark@gmail.com e na loja da Die Hard pelo link https://goo.gl/h7o5s3

Todo o conceito do disco foi por Mário Linhares e composições do cantor e dos guitarristas Glauber Oliveira e Hugo Santiago. Glauber assina toda a produção do álbum, da gravação e mixagem, que foram realizadas no Asylum Studios, em Brasília/DF. A masterização ficou a cargo do sueco Tony Lindgren. A arte da capa ficou a nas mãos do artista francês Bernard Bitler.



‘The Beloved Bones: Hell’ conta com onze músicas e cada uma fala de um estágio mental, confira o tracklist:

1. The Beloved Bones (Inconsciência)
2. Smile Back To Me (Negação)
3. King For A Moment (Fuga)
4. This Loathsome Carcass (Vitimização)
5. Parasite (Revolta)
6. Breaking Up Again (Súplica)
7. Empowerment (Reflexão)
8. Nihil Mind (Equilíbrio)
9. Purple Letter (Coragem)
10. Sola Mors Liberat (Decisão)
11. When Shadow Falls (Liberdade)

O primeiro single também está disponível. Trata-se de um lyric vídeo para a faixa-título, confira:


Um show para celebrar o lançamento do álbum em São Paulo foi anunciado. O evento acontece no dia 30 de setembro, no Clash Club. Os ingressos antecipados já estão à venda, saiba mais pelo link: https://www.facebook.com/events/199980260527776/

Contato: talktodark@gmail.com

Sites relacionados:
www.facebook.com/darkavengerofficial
www.metalmedia.com.br/darkavenger

Fonte: Metal Media

Don Capone: "Corpo Fechado" é o novo disco dos catarinenses

Após conquistarem o Sul do país com os discos "Oficina do Diabo" lançado em 2008 e o "Locomotiva" lançado em 2012, a Don Capone tinha anunciado que um novo trabalho chegaria em 2017 e foi nessa segunda-feira (17) que então o tão esperado "Corpo Fechado" tomou forma e foi divulgado em todas as redes sociais, sendo disponibilizado em Spotify, Youtube e Facebook.



O novo disco marca uma nova era que se inicia, com a nova formação, a Don Capone anunciava que "Corpo Fechado" seria talvez o disco mais pesado do grupo, com pitadas de outras vertentes do Rock e que mesmo sem desconfigurar a característica principal da banda, viria a ser algo mais moderno, ágil e com mais ferocidade. 

Para a comemoração do lançamento, foi divulgado também o lançamento ao vivo do mesmo, no próximo sábado (22) a banda tocará junto das bandas Elton Jones e Balthazar em um das mais tradicionais casas catarinenses de Rock, no Ventuno Pub em Urussanga/SC, cidade que fica a poucos quilômetros da terra natal da Don Capone (Orleans/SC).



Link do evento para maiores informações; 




Sobre a Don Capone

"O caldeirão é mesmo quente, mas o tinhoso não mora aqui. Infernais são as guitarras em carne viva, o vocal potente e o ritmo acelerado das canções, ganchudas e ardidas como um bom bourbon."

Foi assim que o jornalista catarinense Rubens Herbst definiu a sonoridade da Don Capone, o quinteto de Orleans, pequena cidade situada ao sul de Santa Catarina, encantou a imprensa especializada em Rock/Metal com o lançamento dos seus primeiros discos. A batalha não é de hoje, vem desde 2004 com a própria banda autogerindo a carreira, carregando dentro do seu isopor canções de flerte com o Rock, mesclando com o Blues e junto dessa mescla, mistura histórias que só uma madrugada ébria habitual nos trás.


Links Relacionados;

ttps://www.facebook.com/doncaponerock
ttps://www.youtube.com/doncaponerock


Postagens mais antigas → Página inicial