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  • Cobertura: Rock in HELLoween 2019 (Pouso Redondo/SC)

    Conhecida por sua criatividade e inovação, a organização do Rock in Hell do Campo, em sua quinta edição, nos leva até Pouso Redondo para o Camping Cachoeira Pombinha onde acontece a edição open air da festa. [...]

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10 dezembro, 2019

Heaven and Hell: festival em Poços de Caldas agitando o Sul de Minas

FESTIVAL DE METAL EM POÇOS DE CALDAS

Evento musical reúne bandas de Poços de Caldas e de outros Estados para tocar no 2° fim de semana do mês de Dezembro na cidade.


No próximo dia 14/12 acontecerá na cidade de Poços de Caldas/MG no Califórnia Eventos, o Heaven and Hell Festival, que com certeza é uma das maiores promessas para dar forças ao cenário Sul Mineiro. 

Heaven & Hell Fest é um evento de Metal ontem como objetivo reunir e divulgar bandas autorais e covers com vertentes distintas do Metal em um único dia na cidade. Stéfani Caetano, 27 anos, campineira, estudante de Direito da PUC Poços, reside em Poços de Caldas há cerca de 5 anos e é uma amante da música. A estudante teve a ideia inicial de trazer para a cidade as bandas paulistanas, Heaven & Hell Dio Tribute e a Chemical Warfare Slayer Tribute para tocarem e apresentarem seu trabalho para o público mineiro. Além de chamar duas bandas residentes, o Versteckt, uma banda autoral de Death Metal Melódico e a Shout, uma banda de New Metal cover. O Festival acontece dia 14 de Dezembro às 19h no Califórnia Eventos em Poços de Caldas.


O ponta pé inicial para a criação do festival foi justamente a falta de eventos na cidade voltados para o público do rock de modo geral. A intenção do evento é reunir todas as tribos do rock em um único dia, além de dar oportunidade para as bandas apresentarem seus trabalhos. Stéfani frisa que o evento não é apenas para bandas ou público poçoscaldense, mas sim para todas as cidades que quiserem prestigiar e para bandas de fora também poderem mostrar seu trabalho nas terras mineiras. O evento inclusive conta com a presença de dois músicos de renome internacional, Marcus Dotta (baterista) e Fábio Carito (baixista), amigos de Stéfani e integrantes da Heaven & Hell Dio Tribute. Ambos ficaram empolgados com a ideia do evento organizado pela estudante, e resolveram apoiar ela nesse projeto. Marcus e Fábio já tocaram com o ovacionado Warrel Dane, vocalista do Nevermore e Sanctuary





Stéfani conta com a ajuda de Pedro Kaluf de São Paulo, que é técnico de som da banda Claustrofobia e fez recentemente uma turnê pela América Latina com Phill Anselmo, vocalista da banda Pantera, para trazer as bandas de São Paulo a Poços, além de cuidar da parte de som do evento. O evento conta com apoio e patrocínio de algumas empresas da cidade, e de amigos que estão ajudando na divulgação do evento em redes sociais. Stéfani almeja que este seja o primeiro de muitos outros festivais na cidade, haja vista que aqui tem muito potencial e grandes artistas.

Venda dos ingressos preço a R$ 35,00.

VENDAS ONLINE no link.

PONTOS DE VENDAS EM POÇOS DE CALDAS

- Studio Rock (R. Barão do Campo Místico, 28 - Centro) @studiorock.pc
 @studiorockonstage 

- Tiagão Tattoo Crew (R. Prefeito Chagas, 318, loja 10 - Centro) @tiagaotattoocrew 

- El Clandestino Comida Latina (R. Junqueiras 150, sala 8 - Centro) @el_clandestino_comida_latina 

- Premiere Bar e Restaurante (R. Espírito Santo, 150 - Centro) 

- Stéfani Caetano - Fone (35) 9 9139-6217 @scbelinazzo

PONTO DE VENDA EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA:

- Caio Lopes - Fone (19) 9 9662-7363 @caio.ricardo.391

- Ricardo Roque (19) 9 9759-2930

PONTO DE VENDA EM ANDRADAS:

- Marcelo Monteiro - Fone (35) 9 9110-1818 @marcelao_monteiro

- Gilmar Cazagrande - Fone (35) 9 9115-9636 @gilmarcazagrande

- Tarsila Miranda - (35) 9 9705 1608

Final Disaster: banda lança teaser de nova música na sexta-feira 13

Na próxima sexta-feira (13/12), o Final Disaster lança o teaser de “Turn It Off”, nova música que estará em seu primeiro full lenght.

O teaser de “Turn It Off” estará nas redes sociais do Final Disaster.


A banda lançou recentemente o videoclipe de “Another Victim”, onde homenageia uma de suas maiores inspirações, o cineasta tupiniquim José Mojica Marins, conhecido – e reverenciado – mundialmente por ‘incorporar’ o personagem Zé do Caixão. Além disso, há uma grande novidade nessa nova música; Ela apresenta para todos a nova vocalista, Deborah Klaussner.

Assista “Another Victim”:
https://www.youtube.com/watch?v=7M_SQI1UOaM

Setembro passado o Final Disaster lançou o curta metragem de terror, “Oblivion”. O curta foi dirigido por Mariana Perin.

Assista “Oblivion”, aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=IXpwLRbTs4A&feature=youtu.be  

O tema é trilha sonora do curta metragem de mesmo nome, e é apresentado numa versão instrumental em piano.
Ouça:
https://ps.onerpm.com/4703855226 

A formação do Final Disaster traz Kito Vallim (vocal), Deborah Klaussner (vocal), Daniel Crivello (guitarra), Rodrigo Alves (guitarra), Felipe KBÇA (baixo) e Bruno Garcia (bateria).

Acompanhe o Final Disaster em seus canais oficiais:

www.finaldisaster.net 
www.facebook.com/FinalDisaster   
www.instagram.com/finaldisasterofficial

07 dezembro, 2019

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #143

Opa, beleza, tranquilo? Essa é a minha estreia aqui n'O SubSolo e estou feliz por participar da equipe. As bandas e artistas sugeridos em meu topfive têm em comum, além do gosto pessoal e estilo, o fato de serem oriundas do Rio de Janeiro como eu. Então, desde já, sugiro acompanhar as páginas e consumirem seus materiais ao máximo, a fim de colocar minhas palavras à prova.



01) Introdos - Metal Alternativo - Rio de Janeiro/RJ

Eis uma banda de rock alternativo cristão que me faz matar a saudade das rodinhas. Canções como Ver e Não Desista são destaques no álbum É Tempo, já disponível nas plataformas digitais. Se falarmos de 2019, encontraremos tanto um álbum ao vivo quanto um single, Chega (O Evangelho Não É Dinheiro). Mais do que isso, se você tem banda do segmento, deveria se atentar aos eventos da RCC (Rock Com Cadeiras), promovido pelos próprios integrantes, sempre tem como arrumar uma vaga…



02) Pravda Core – Rock Alternativo - Rio de Janeiro/RJ

Lançando o single Involução Subliminar esse ano, os caras subiram de padrão em relação ao trabalho anterior, Enquanto Ainda Restam Forças (recomendo as canções Placebo e Difícil, apesar de a minha favorita ser Feridas Abertas). O trabalho das cordas de Jonas Lemos e o vocal potente de Deborah Lemos são algo digno da sua atenção. Também lançado esse ano, o single Graça acompanha o padrão. No recente evento deles a que compareci, soube que esses singles compõem um conceito. Estou ansioso para confirmar essas informações.



03) Órbita Cristã - Rock Alternativo – Rio de Janeiro/RJ

O lançamento do EP Metanoia confirmou o amadurecimento do grupo em comparação ao primeiro trabalho, homônimo. Dentre as faixas, os destaques vão para Escolha, Águas Tranquilas e Escória. Este último tem clipe no Youtube, dando mais um marco na direção de filmagem e fotografia da banda. De brinde no mesmo canal, uma live session de Rotatividade comprova que os caras não só talentosos “de estúdio”. Quero lhes resenhar!



04) D.R.L – Rock - Duque de Caxias/RJ

Com o recente single no youtube, Onde Quer Que Eu Vá, os caras vêm dando o tom do peso em Duque de Caxias, meu município natal. Cá para mim, sou doido para rever um show deles (admito, perdi o mais recente) e estou de olho no trabalho paralelo dos guitarristas Luis Aguiar e Kayo Cesar, o Toca Uma Aí, também no youtube, que entrevista diversas bandas no Rio de Janeiro dentro e fora de seu próprio nicho, a fim de fortalecer a cena pelo estado como um todo. Gravem logo no Spotify/Deezer, seus lindos, eu quero lhes resenhar também!



05) Áudio Vertical – Santo Aleixo Magé/RJ

No recente evento a que fui, vi pela primeira vez ao vivo o som desses caras. É gratificante saber que existe uma galera que explora ao máximo o potencial de seus instrumentos tal qual como os garotos dessa banda. Já conhecia o álbum Proteção do Spotify, que inclusive indico, para mostrar ao curtidor de rock cristão que tanto eles quanto os demais citados aqui estão na cena dando conta do recado em termos de quantidade e qualidade para quem ousa sair da “caixinha”.


05 dezembro, 2019

#26 - De músico para músico - O dono do bar e o produtor de eventos são deuses?


O ano é 2019, quase 2020, a cena é a mesma, as pessoas também. Devemos colocar o dono do bar ou o produtor de eventos (ou os 2) num altar e venerá-los?



Essa situação de bandas se rastejando aos pés desses profissionais é muito comum, triste e constante na cena rock/metal do BR. O músico é um fantoche na mão desses caras por acreditar que não se consegue fazer nada sem eles.

Vamos ao caso:

- Sua banda quer tocar e você recebe um contato de dono de bar/produtor te convidando para fazer um som.

Sua primeira reação é achar bacana, claro!

Aí vem os poréns:
- Tem que vender ingresso;
- Tem que levar equipamento completo;
- Tem que imprimir flyer para divulgar;
- Tem que levar técnico de som;
- Não tem cachê;

Pois é…. Quem nunca passou por um convite desses não é mesmo?

O que fazer e como agir?

A realidade é dura e triste: Ninguém de fato precisa se sujeitar a isso, mas o mercado atual está assim e a culpa é nossa.

O dono do bar / produtor se coloca nessa posição simplesmente pelo fato de que as bandas permitiram que isso ficasse dessa forma. Uma banda tentando passar por cima da outra aceita cada vez mais humilhações pelo simples prazer de tocar e não deixar a banda rival se apresentar.

O fulano contratante está é feliz! Obviamente ele tem seu trabalho, seu investimento, seu espaço e seu tempo. Tudo isso gera custo, gera problema, gera todo tipo de situação que é normal de surgir com qualquer negócio, porém, o som está garantido, afinal, a banda vai tocar de graça e ainda resolver todos os trâmites para o evento.

A expressão “uma andorinha sozinha não faz verão” deveria ser revivida mais vezes pelos músicos e bandas. Se todas as bandas se unissem, isso seria mais fácil.

Lá no ato do convite o que tem que rolar é:
- A banda aceita, mas não se compromete em fazer a venda de ingressos;
- Temos um mapa de palco e Rider técnico* com o que é necessário para nossa apresentação;
- A banda se compromete em divulgar o evento nas redes sociais, mas não vai fazer nada em nome da casa;
- Se a casa não tem técnico, a banda deve sim se preocupar em ter o seu, mas o cachê do técnico precisa ser negociado;
- TODO MUNDO TEM CUSTOS. A banda ensaia, se locomove, se alimenta, não pode simplesmente tocar pelo prazer de tocar. Cerveja não é cachê. Ponto final.

Isso é um mínimo.

Ah, mas se eu não topar, o fulano chama a banda do vizinho e aí nunca mais me chama pra nada.

Concorda que um fulano desse é melhor mesmo que não chame?

Obviamente que não quero entrar em méritos de máfias, grandes casas, grandes festivais, nada disso, mas se as bandas tivessem certo pulso, as coisas poderiam ser diferentes sim.

Utopia? Não, só boas práticas de ambos os lados e menos lambeção de sapato.

Fica a dica e a mão na consciência. Da próxima vez que sua banda for convidada a tocar em algum lugar, atenção aos detalhes e saiba conversar.

Os fulanos lá do topo, que contratam sua banda, só querem lucro. Vamos aprender a dar o devido valor ao nosso trabalho e jogar o mesmo jogo deles.

Não seremos iguais aos fulanos, de forma alguma, mas seremos justos.

*Rider técnico é um checklist de itens necessários para a apresentação.

04 dezembro, 2019

Evanescence: após momento trágico, banda tirou inspiração e gravou clipe para "The Chain"

No último final de sábado (30/11/19) aconteceu na cidade do México o Knotfest, festival realizado pela banda Slipknot. Este, que contava com apresentação das bandas  Suicidal Tendencies, Stratovarius, Behemoth, Evanescence, Slipknot e outras que compunham o line-up do festival. 



Muitas especulações rondavam  ao entorno do evento, que parecia estar com a organização comprometida, problemas com contratos de bandas e outros contratempos que surgiram  antes do  festival. Mas o principal deles, aconteceu durante o evento, após a apresentação da banda Behemoth. Parte da grade quebrou e não foi possível concerta-lá antes do show do Evanescence, que tocaria em seguida.  Um atraso de 3 horas quando o Slipknot decidiu então, cancelar sua apresentação e da banda liderada por Amy Lee.


E assim,  surge o caos. Muitas pessoas não aceitaram o cancelamento e reagiram de forma extrema, invadindo o palco destruindo equipamentos e colocando fogo nos instrumentos do Evanescence. A banda se pronunciou lamentando o ocorrido no Knotfest e prometeram retornar para fazer um show para os fãs Mexicanos , afirmando que sabiam que os seus fãs jamais teriam esse tipo de atitude.  


Nos dias seguintes tanto os membros da banda, quanto esposas e mídias bombardearam a internet com textos, imagens e vídeos do incidente no festival de metal. Mas, como Amy Lee não perde a oportunidade de um deboche, hoje (04/12/19) foi publicada uma imagem no Instagram oficial da banda (@evanescenceofficial) de uma bateria queimando em um set de filmagem com a seguinte legenda:

“Todo obstáculo da vida te apresenta uma escolha: deixe as chamas te consumirem, ou deixe te tornar mais forte. Você quer fogo? Aqui vai.

Mal posso esperar para compartilhar o nosso novo vídeo para  "The Chain".”

Foto postada no set de filmagem em @evanescenceofficial.



No último mês, a banda Evanescence lançou um cover de "The Chain" da banda Fleetwood Mac para o trailer do jogo Gears 5, não era esperado um clipe para essa música até então, mas parece que Amy Lee, mais uma vez resolveu tirar algo bom de um acontecimento infeliz (como ela costuma fazer desde início da banda).



Os fãs já estão ansiosos para conferir o que vem por aí nesse novo clipe, que com certeza será um ponto marcante na história da banda!

03 dezembro, 2019

Resenha: Resistir é o Compromisso - Boca Braba Hardcore (2019)

Boca Braba Hardcore de Viamão, Rio Grande do Sul, é e sempre será uma das bandas mais resistentes e representantes do Hardcore nacional. Quando se imagina que a banda não pode mais trazer "nada de novo", repaginam a logo e trazem um som ainda mais groovado, com misturas de Hardcore e um pouco de influência quem sabe de, Rap.


O SUBSOLO | RESENHA | BOCA BRABA - RESISTIR É O COMPROMISSO (2019)


Sendo o novo EP da nova formação "Resistir é o Compromisso", lançado pela Alternative Music Records, conta com Vinicius Marques no vocais, Douglas Cereja na guitarra, Higor Cavalheiro no baixo e o novo membro, Luis Tiago na bateria. Agora como um quarteto, vale lembrar que a banda tinham dois guitarristas, sendo o Higor Cavalheiro o segundo guitarra. Com as saídas de outros membros e a incansável busca sem sucesso para um novo baixista, quem tem um membro na banda, que veste a camisa e entra pro jogo, não sai no prejuízo. Higor Cavalheiro assumiu o baixo, largando o posto de guitarras, deixando tudo a cargo de Douglas Cereja.

Com todos os trabalhos que já ouvi da BBHC, a qualidade sempre permanece, o que sempre muda, é a intensidade de como o trabalho é criado e ouso a dizer, que esse disco talvez seja, o mais sangue no olho da carreira da banda. Outra coisa que é notória, é que as vozes de apoio estão cada vez mais constantes e trazem um equilíbrio entre a porradia e a alternâncias de riffs.

Gosto da forma como as músicas são desenvolvidas, como "Bota Uma Fé" onde a música esbanja e transborda muito groove e quando a voz de apoio entra em ação, a pegada mais conhecida do Hardcore entra em ação. Já em "Nova Visão" a introdução nos remete a muito Metal, mostrando uma pequena influência que eu não conhecia na banda. Vocais ríspidos e ágeis, como uma verdadeira ceifadora. 

Certa vez comentei com um amigo que o Boca Braba HC é como uma banda do povão, eis que em algumas músicas as segundas vozes são cantadas em coro, como se fosse realmente pelo povo. Fui um dos que mais sentiu quando a BBHC deixou de ser um quinteto, mas a verdade é que, a banda ficou ainda  mais sangue no olho como um quarteto é quando os elementos se completam e a harmonia toma conta de um projeto.


TRACKLIST
01) É Tudo Nóis!
02) Nova Visão
03) Bala de Canhão
04) Bota uma Fé
05) Resistir É o Compromisso


FORMAÇÃO
Vinicius Marques - vocais
Douglas Cereja - guitarras
Higor Cavalheiro - baixo
Luis Tiago - bateria

02 dezembro, 2019

Funarte: rock ativa drogas, sexo, aborto e satanismo, diz novo presidente

O novo presidente da Funarte, Dante Mantovani (Foto: Reprodução/Youtube)
O NOVO PRESIDENTE DA FUNARTE, DANTE MANTOVANI (FOTO: REPRODUÇÃO/YOUTUBE)

Elvis, Beatles e até a CIA estariam envolvidos em um conluio contra a moralidade dos jovens. É o que analisa Dante Mantovani

“O rock ativa as drogas, que ativa o sexo, que ativa a indústria do aborto”. A fala é do novo presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes), Dante Mantovani, um maestro de Londrina que foi nomeado nesta segunda-feira 02 ao cargo por Jair Bolsonaro. A análise está em um vídeo publicado no canal do Youtube de Mantovani que traz, além da associação em escala feita pelo novo presidente, outros pontos de uma indústria cultural que busca destruir a moral.

No vídeo, Mantovani comenta longamente sobre a Escola de Frankfurt e a relação dos filósofos com a cultura, em especial, a música. Para isso, exemplifica usando a banda inglesa The Beatles. “Eles precisavam destruir as famílias americanas porque elas eram a sustentação do capitalismo”, diz, relacionando os quatro britânicos a um plano da União Soviética de dominação global.

Na análise que dura 11 minutos, Mantovani, que é doutor em música pela Universidade de Londrina, costura uma narrativa que aponta nomes como Elvis Presley como parte de um experimento soviético para “destruir a juventude”.

“Nos anos 50, apareceu um tal de Elvis Presley, que fazia todo mundo cantar, sacolejar, balançar o quadril, né. Todo mundo ama esses caras. Começam a ser introduzidos certos comportamentos… o Elvis Presley morreu de overdose, né”, fala.

Depois, Dante passa a associar a CIA, a agência de inteligente norte-americana, à distribuição de drogas no Festival Woodstock, evento de 1969 que tinha como lema “Três dias de paz e música” em meio ao período da Guerra do Vietnã. “Existem certos indícios que a distribuição em larga escala de drogas foi feita pela CIA – pelos infiltrados soviéticos”, diz o maestro.



“Para fechar o raciocínio da associação do vídeo, Mantovani crava: “O rock ativa as drogas, que ativa o sexo, que ativa a indústria do aborto”. Finalmente, o aborto, para ele, está ligado ao satanismo, que também está presente, segundo a análise, nos álbuns dos Beatles e nas falas de John Lennon.

Fonte: Dante Mantovani & Carta Capital

Resenha: The Trick - Attomica (2018)

Toda banda que lança um trabalho seminal acaba tendo que fazer uma escolha no futuro: seguir o molde do trabalho mais reconhecido ou evoluir procurando novas formulas. O Attomica se encaixa na segunda opção, pois a banda lançou o trabalho  'Disturbing The Noise' (1991) que é um marco para o Metal Nacional. Porém, podemos dizer que seu último trabalho 'The Trick' (2018) é diferente desse clássico, mas não nega o passado. Contudo, o novo álbum apresenta um novo caminho mostrando que o tempo passou, a banda evoluiu e por isso, esse trabalho mostra ser tão forte.

RESENHA | ATTOMICA - THE TRICK | O SUBSOLO


Apresentando um novo formato, o agora trio é composto por André Rod no baixo e vocais, Argos Danckas na bateria e Marcelo Souza na guitarra e vocal de apoio. As novidades não ficam apenas na formação, o Attomica apresenta seu trabalho mais maduro abrindo mão da velocidade de outrora, para momentos mais cadenciados. Lembrando o Thrash Metal Norte americano, principalmente da 'Bay Area'.

Os solos são um primor como em 'Give me then Gun' e 'Kill the Hero', não atoa essa faixa foi uma das primeiras a serem lançadas e já mostra a tônica do trabalho em si. Momentos mais acústicos e até mesmo uma balada, são essas propostas que temos em 'The Trick/ You Bet' e 'Endless Cycle'. Se gigantes como Metallica e Megadeth provaram que o estilo pode ter essa carga emocional, o Attomica leva a um nível acima, com ótimas passagens vocais; essas que faltam em trabalhos do Megadeth por exemplo.

Falando em vocal temos a última faixa 'Mistery' que foi gravada pelo vocalista Alex Rangel, músico que faleceu em 2015. Imagino que a audição de tal faixa pelos músicos remanescentes deve ter uma grande carga emotiva e para nós fãs um belíssimo registro.

Depois de toda a tempestade interna que a banda passou, The Trick não é apenas um recomeço e sim uma consolidação para o Attomica receber o respeito que merece, como um dos maiores nomes do Metal Nacional.


FORMAÇÃO
André Rod - vocal e baixo
 Marcelo Souza - guitarra 
Argos Danckas - bateria e teclado

TRACKLIST
01) Give Me the Gun
02) Feeling Bad
03) Kill the Hero
04The Last Samurai
05) The Trick / You Bet
06) Endless Cycle
07) Land of Giants
08) Mistery

30 novembro, 2019

Metal Box IV - Última edição de 2019!

Nas noites dos sábados de Blumenau, a Box Music convida o público, com música de qualidade. E neste sábado 30/11/2019, a última edição do Metal Box fecha o ciclo de 2019 com chave de ouro.
Quatro bandas montam o cast da noite que abre as portas às 22:00 e dá início à pancadaria sonora.



BANDAS

Dark New Farm | New Metal | facebook.com/DarkNewFarm
100 Dogmas | Groove Metal facebook.com/100dogmas
Morning Storm | Metal facebook.com/morningstorm.band
Feed The Freak | Freak Rock facebook.com/feedthefreak
*O cronograma do evento pode sofrer alterações sem aviso prévio. Por este motivo, listamos as bandas em ordem alfabética.


SERVIÇO


Abertura: 22/11/2019 às 22:00
Serviço de Bar: Sim
Endereço: Rua São Paulo, 420 Victor Konder, Blumenau
Ingressos: R$ 10,00 até as 00:00. Após: R$ 15,00

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #142

Chegamos com o TopFive sagrado de cada final de semana. Apresentamos de forma dinâmica, cinco bandas independentes, e que com certeza estarão nos melhores do ano de 2019. Anualmente buscamos valorizar nossa cena destacando aqueles que com empenho e determinação, apresentam seu álbum ou EP de inéditas com maestria. Vamos apresentar então cinco indicados:


01) Beltane - Heavy Metal - Paraná/PR

Após um hiato de 13 anos desde seu último trabalho, "The Wheel Of Sabbaths", a veterana banda paranaense BELTANE, lançou de forma independente, em maio de 2019, seu terceiro álbum de estúdio, intitulado "The Tales Of Pantheon". Será uma avaliação inédita para o pessoal do Subsolo.


02) Hellskitchen - Heavy Metal - Santa Bárbara D´Oeste/SP

A banda lançou seu primeiro disco intitulado 'We are the Hells Crew" em Setembro de 2018, mesclando o Heavy Metal tradicional com linhas de Stoner e Grunge. Enganjados ainda mais no Heavy, andam na estrada, e mesmo com apenas um material lançado em 2018, menciono eles aqui.


03) Dogma Blue - Heavy Metal - Curitiba/PR

A Dogma Blue fortalece o quão disputado está a categoria Heavy Metal. Este EP lançado tem uma ótima capa desenhada, e apresenta muito bem os curitibanos para o Subsolo. Forte concorrente, representando o estado com uma linha instrumental da raíz do Heavy.


04) Mistanásia - Hardcore - Santos/SP

São Paulo é um polo cultural, e mantém sua efervescente formação de bandas do rock. Mistanácia chega aos melhores do ano com um videoclipe diferenciado, de tema atual. A banda está na ativa desde 2015 trazendo um som agressivo misturado com melodias e letras politizadas, lançou seu álbum homônimo em 2017 com 12 faixas e desde então a formação está em um powertrio.


05) Tchandala - Heavy Metal - Aracaju/SE

A banda de heavy metal Tchandala foi formada em 1996 na cidade de Aracaju, estado de Sergipe. Uma velha conhecida do Subsolo, e sempre muito bem recebida no nosso tapete vermelho para Os Melhores do Ano. Seu novo EP com certeza concorre em capa de disco, e EP musical.


29 novembro, 2019

Iron Maiden estampado em novo uniforme do West Ham, time de futebol da Inglaterra

O Iron Maiden e o time do West Ham United, estabeleceram uma parceria inédita e agora, estão lançando uma edição especial do uniforme do clube em homenagem a uma das maiores bandas de Heavy Metal que já existiu.



A novidade foi batizada de "Die With Your Boots On", nome da música de 1983, tem o azul e roxo como cores predominantes. Quem esteve à frente da colaboração foi o baixista da banda, Steve Harris que inclusive, é torcedor do West Ham. 

Não é de hoje que o músico expressa sua paixão pelo clube (sempre levou o símbolo do time para os palcos), "Fui ver o West Ham jogar contra o Newcastle aos 9 anos de idade. Saltamos de ônibus e fomos ao jogo, eles venceram por 4x3 e já era, fui fisgado!" - disse Steve.

Steve ainda acrescenta: "Quando estou lá no palco tocando e vejo fãs na plateia vestindo coisas do West Ham, me da arrepios".

Segundo o portal Blabber Mouth, Harris se envolveu diretamente na criação das pelas, que tem um design retrô. Os fãs poderão comprar as peças no site oficial do clube e também na loja física no London Stadium.

Resenha: Nem Um Minuto a Mais - Vox Ígnea (2019)

As vezes eu fico em dúvida, se ainda é necessário apresentar a Vox Ígnea, mas, vamos lá. Banda de Hard Rock fundada em São Paulo, com influências dos maiores nomes do gênero, como Led Zeppelin e Aerosmith, assim como algo mais atual, como Rival Sons. A banda é atualmente formada por Raquel Lopes nos vocais, Rodrigo Santos na guitarra, Evandro Araújo no baixo e André Martins na bateria.

RESENHA | VOX ÍGNEA | NEM MAIS UM MINUTO (2019)



Na carreira da Vox Ígnea o seu antigo EP "Em Chamas" era o maior marco da banda. Como eu disse, era. "Nem Um Minuto a Mais" passa a ser o ponto mais alto da carreira da banda de Hard Rock pelo simples fato de que, esse disco tem todos os elementos possíveis que o Rock 'n Roll necessita para ser extraordinário. 

Todas as músicas tem seu riff em especial. A diferença é que, nesse disco o Rodrigo Santos conseguiu preencher muito melhor as músicas, talvez um pouco mais de sintonia com Evandro Araújo fez com que dois instrumentos de corda tenham tido êxito e ficaram soando como se fossem mais (em quantidade) instrumentistas. As linhas de bateria são sempre um show a parte, admiro muito a pessoa que o André Martins é, mas acima de tudo, o admiro como músico. As viradas de bateria sempre buscam casar com as trocas de riffs das músicas, ele é quase quem comanda a 'orquestra'. 

Vamos fazer um pequeno faixa a faixa:

A primeira faixa que abre o EP "Advocatus Daiboli" além de riffs bem coesos e extravagantes, mostram um lado da Vox Ígnea que todos tem que conhecer, o de "arriscar" e fica o destaque com o refrão que é onde a voz de Raquel Lopes é melhor explorado. 

Em "Covil" a banda apresenta uma influência de David Bowie, uma música mais pegajosa, com riffs mais no estilo mais breakingdown, pesado, robusto e groovado. Talvez pela essência dessa faixa, foi o motivo de ela ter sido escolhida para ser o videoclipe de divulgação do EP.

A terceira faixa é uma das melhores se não a melhor do disco "Ego de Rei", que fala muito do ego do ser humano e sobre suas crises psicóticas em desmerecer as outras pessoas tentando pisotear nos outros para se sentir bem consigo mesmo. Ou seja, fala sobre as pessoas que são dignas de pena. Quanto maior acham que estão, maior é o tombo. 

"Faça Melhor" é uma música surpreendente. Ela tem cara de começo, de final ou de meio de EP. Interessante como ela consegue se encaixar em diversas ocasiões dentro de uma mesma proposta. Os vocais de Raquel Lopes com toques de drive, deixam a música ainda mais audaciosa e acredito que, essa é uma das músicas que mostra a verdadeira face da Vox Ígnea, principalmente pela desenvoltura da bateria, guitarra e baixo.

Surpresa sempre vem para o final. Com toques de Bandolim, tocados pelo baixista Evandro Araújo, que é um músico que dispensa comentários, a Vox Ígnea fecha o disco com "Me Mostre". Essa música é praticamente acústica, soa como uma balada que mostra outra face da Vox Ígnea. A música é excelente, traz toques de nostalgia e relembra muitas músicas oitentista que buscavam essa pegada.

E assim encerra o EP. Produção impecável, criatividade mil e a única coisa que eu não gostei, foi a ordem do tracklist que poderia ter sido muito melhor explorado. Não deixaria uma música tão extraordinária como "Me Mostre" ser o encerramento de um trabalho, procuraria ser "mais Vox Ígnea" e fecharia com algo mais pegado, talvez com "Faça Melhor". Algo me diz que esse EP, vai ter um futuro brilhante e merece, o trabalho é incrível. 

TRACKLIST
01) Advocatus Daiboli
02) Covil
03) Ego de Rei
04) Faça Melhor
05) Me Mostre

FORMAÇÃO
Raquel Lopes - vocal
Rodrigo Santos - guitarra
Evandro Araujo - baixo
André Martins - bateria

Acompanhe a Vox Ígnea

28 novembro, 2019

Topfive: bandas que cantam em Português #14

Voltamos a apresentar mais cinco bandas que investem em nossa língua materna para transmitir suas mensagens através de música, e de preferência, música boa com letras boas. A seguir, cinco bandas que atendem bem esta pedida e fazem bom uso do nosso português:


01) Eskrota - Crossover/Thrash Metal - Rio Claro & São Carlos - São Paulo/SP

A banda Eskrota é uma das novas representantes do Thrash Metal nacional, sendo frequentemente citada por Luís Mariutti (Shaman e Sinistra) em suas tradicionais lives. As três meninas mais parecem cem quando o assunto é peso, pegada e qualidade sonora. Escutem aí! 


02) Project 46 - Metalcore - São Paulo/SP

A banda Project 46 já é conhecida do público brasileiro e tem cada vez mais conquistado espaço no cenário, tanto nacional, quanto internacional. Os músicos demonstram uma qualidade extrema em se tratando de produção, execução dos instrumentos e composição. Olha aí!


03) Claustrofobia - Thrash Metal - São Paulo/SP

O Claustrofobia acabou de tocar no Rock In Rio e embora a banda não componha músicas 100% em português, já foi mais que provado que os músicos adoram escrever em língua pátria. 


04) Ratos de Porão - Hardcore - São Paulo/SP

O Ratos de Porão é uma banda que não precisa muito de apresentação, afinal de contas, é uma das bandas mais conhecidas do Brasil e também foi uma das primeiras do estilo no país. Escutem essa porrada!


05) Motosserra Truck Clube - Rock N' Roll - Varginha/MG

A banda Motosserra Truck Clube foi uma banda varginhense que contava sobre a vida dos caminhoneiros, Minas Gerais e brigas de bar. É uma clássica do Sul de Minas e que merecia estar aqui por esse registro. 


Dave Mustaine fala sobre o tratamento contra o câncer e sobre ter recebido apoio de James Hetfield

Após a triste notícia sobre o câncer, que resultou em vários shows desmarcados pelo mundo todo, Dave Mustaine deu a primeira entrevista para falar do câncer que o tirou dos palcos. Deu detalhes sobre o tratamento e falou até da reaproximação de James Hetfield do Metallica.



Eu estou do outro lado da maior parte deste tratamento, e me sinto muito forte. Após a radiação, o cara disse que todos os meus resultados eram ótimos. ‘Você parece estar no estágio 1 e deveria estar no estágio 3 agora.’ E depois o oncologista disse a mesma coisa: ‘você parece muito forte.’ Então continuamos com o processo.

Na entrevista ainda falou como descobriu o câncer que segundo ele, sempre teve dentes sensíveis e foi isso que o levou a verificar se tinha algo de errado.

Há pessoas ao redor do mundo orando por mim. Eu me cuido muito bem, e eu não sei como alguém poderia esperar outro resultado além desse, me conhecendo. Eu nunca fico satisfeito com nada que não seja o sucesso ou, neste caso, a vitória.

E na parte mais curiosa da entrevista, Dave Mustaine afirmou ter recebido o apoio do vocalista e guitarrista do Metallica, James Hetfield.

O músico fez parte da banda nos anos 80 e foi demitido em um clima não muito bom. Ao longo dos anos, muito se falou sobre uma contínua inimizade entre os dois, mas Mustaine afirma que isso não existe mais.

Recebi muita coisa de gente que eu não esperava e nem sabia que se importavam. Mais notável ainda, eu recebi uma mensagem do meu velho irmão, James Hetfield, e fiquei muito, muito feliz de ouvir algo dele. Ao contrário do que muita gente diz e ao contrário do nosso histórico, eu amo o James, e sei que o James me ama e se importa comigo. Você pode ver isso quando o momento da verdade chega e eu conto ao mundo que tenho uma doença séria. Quem vem ficar do meu lado? James.

Entrevista foi concedida à Rolling Stones.

Entrevista: Thiago Bonazza (AlkanzA)

Thiago Bonazza, músico e compositor catarinense. Guitarrista, baixista e vocal.  O maior marco na sua carreira, foi a fundação da Alkanza, banda de Thrash Metal de Laguna e Tubarão em Santa Catarina. Infelizmente a Alkanza anunciou que está encerrando as atividades e para saber um pouco mais dos motivos, Thiago aceitou conversar com a equipe d'O SubSolo, leia a seguir:





Thiago Bonazza e o AlkanzA sempre estiveram presentes aqui n'O SubSolo, talvez essa entrevista não é na situação que eu gostaria. Mas já para começar botando fogo na entrevista, quais foram os motivos que fizeram a Alkanza decidir encerrar as atividades?

Thiago Bonazza (Alkanza): Foram vários, dizer apenas 1 seria injusto. Vou citar os principais de uma forma rasa. A banda sempre teve um ideal, uma postura e um foco. Nós sempre tivemos claro isso, mas, chegou um momento aonde esbarramos em vários detalhes, como o material humano sobre a forma que as coisas são feitas na "cena" em vários aspectos, o lado financeiro e outras coisas pequenas que fazem diferença e confrontamos com nosso planejamento (que por sinal estava avassalador), ideais e se gostaríamos de participar de várias coisas que não concordamos. São várias coisas.

De todas as dificuldades apontadas e os motivos. Qual foi o ponto crucial que te desanimou em seguir?

Thiago Bonazza (Alkanza): foi a junção de coisas, internas e externas. Eu particularmente cansei de jogar grana fora, de aturar mimimi de gente incompetente. Papo furado gente sem palavra e de toda essa porra de hipocrisia que rola. SIM tem muita gente boa, mas tem MUITA gente que está ali só pra muvuca. O que mais me cansa é muito papo e pouca atitude verdadeira e não tenho a língua para ficar lambendo saco de ninguém, nem sou simpático para ganhar as coisas. É muita hiena para pouca graça. Tem bastante gente lutando de verdade. A galera tem que deixar esse romantismo barato e medíocre e começar a agir como um movimento, não uma cena que corre atrás do próprio rabo. Antes quando pensava em encerrar, eu ficava com um sentimento que poderia fazer mais, e realmente podemos fazer muito mais, mas hoje o sacrifício que seria feito para isso não vale a pena em nossa realidade atual, então se for para dar menos que 110% do que podemos, preferimos encerrar com dignidade e dando ao público que nos apoiou e compareceu em nossos shows um encerramento digno a eles e a nossa história.

O 'cenário nacional' (público), valoriza as bandas gringas que sempre fazem besteira quando vem aqui. O que você pensa sobre isso?

Thiago Bonazza (Alkanza): Sempre teve os gringos que vem cagar aqui e por onde passam, só que com a mídia e tudo transmitido ao vivo a milhões de pessoas aliado as redes sociais e o ato de todos termos uma câmera na mão a galera está vendo amplamente. A questão do público são várias, mas vamos lá, hahaha. Hoje existem várias bandas no cenário nacional, umas boas, outras nem tanto. Mas se você pegar um grupo de 5 músicos e isola-los eles fazem 15 bandas (não estou criticando), e com uma demanda que a tecnologia avança se torna mais fácil divulgar e gravar. Temos uma enxurrada de sons e bandas, isso aliado a preguiça de procurar ouvindo, falta de gerenciamento de carreira, de empresários e com isso somado ao poder econômico baixo do país e a síndrome de vira lata. As bandas daqui não tem o suporte que as gringas tem, principalmente em verba de mídia e com isso a massa acaba sempre indo no que é mais exposto e trabalhado midiaticamente. Isso eles tem bem mais, até na questão de produção e mixagem aqui no Brasil o metal exalta o underground e continuamos tocando em equipamentos estourado com um lâmpada em cima da cabeça e isso não atrai ninguém. A galera tem que começar a pensar como show e não como uma banda no palco simplesmente. Sempre falei que se for para ver uma banda parada executando o som perfeito, eu colo um pôster na parede e fico em casa ouvindo o som. Mas eu entendo as bandas e casas de eventos e seus produtores, ainda mais que o retorno financeiro é amador. Hoje sem dinheiro são raros os talentos que são expostos, temos jumentos na mídia e gênios na miséria. Acho esse um grande fato, aliado a falta de profissionalismo e cargos essenciais que hoje são poucas pessoas nessas funções para que o metal volte com força.

Vocês deixam alguns importantes registros/colaboração para o cenário nacional da música extrema. Foi muito difícil gravar os CDs, EPs e Clipes que vocês gravaram pela questão do alto custo? E o que cada um representa para você a o Alkanza em geral?

Thiago Bonazza (Alkanza): Para mim cada um é um troféu de superação, uma mostra para mim mesmo que sim, eu estava certo, e junto com os caras que estiveram e que estão ao meu lado fizemos algo muito foda, principalmente com o que tínhamos, cara, tiramos leite de pedra no deserto. Cara sempre foi foda, sempre foi independente de tudo, então sempre foi um ponto foda para nos essa questão de grana, mas também nunca nos abatemos perante a isso. O colonizado pelo sistema foi pago boa parte com uma rifa, é isso mesmo, ganhamos coisas em doação e rifamos. Kkkkk, olhando hoje para trás, cara éramos loucos, as vezes nem tínhamos o que comer, mas estávamos lá, com nossa força e convicção, com nossa alma , um propósito e sabendo que teríamos que evoluir muito, e isso sou muito grato ao André Guterro, o cara foi, é, e sempre será parte disso. Cada álbum foi uma luta, cada um em seu momento. O "O Céu da Boca do Inferno" foi um momento aonde o André estava tendo seus perrengues e meio que ali já estava incapaz de seguir conosco e isso sempre pesa, principalmente um cara que sempre pegou junto como ele sempre foi. No "Caos Codificado" já contava com o Pedro que deu uma força e o Renato que entrou somando muito e assim juntamente com o Ramon que já havia gravado o "O Céu da Boca do Inferno" fechou o time, que ficou a paulada que se ouve no álbum.

Mas não foi só flores, fora problemas com a batera (Ramon saiu e voltou) O Renato estava enfrentando uma batalha árdua ao lado de sua mãe( que infelizmente acabou falecendo) e eu estava com meu filho(na época com 8 meses) sendo operado de urgência e indo para U.T.I com 20% de chance de ficar vivo( Mas felizmente se recuperou e continua se recuperando bem), e isso tudo no meio da gravação. To externando isso porque as vezes as pessoas não sabem que músicos tem vida e família e precisamos que seja profissionalizada a “cena” urgente. 

A Alkanza alcançou o status de headliner de grandes eventos. Quando você criou a banda sabia que chegaria a esse nível? Como foi a batalha?

Thiago Bonazza (Alkanza): Cara, sem parecer um cara escroto, eu sabia era possível sim, sabia que era possível chegar aqui, e tenho certeza que iríamos muito mais longe, mas isso não nus faz melhor que ninguém, isso nos da a responsabilidade de subir e agir como tal. Se aguentaríamos até aqui? Isso sempre foi incerteza por inúmeras vezes, mas o foco sempre foi claro, muitas trocas de formações foram em questão disso, por conta de muitos serem mais papo que ação. A luta sempre existe, mas isso faz parte, tem que ser encarado com naturalidade, e é assim para todos, nunca aceitamos vitimismo na banda, o caminho não é fácil pra ninguém, mas se entra no jogo é para jogar, não querer fotinhos e status, é pra fazer a coisa crescer e trabalhar sério ( o que a grande maioria não quer hoje em dia). 

Direto e no ponto. Como você está vendo o cenário atualmente?

Thiago Bonazza (Alkanza): Muito cacique para pouco índio. O lance está meio prostituido, estão julgando a arte pela simpatia do artista e nível de puxa-saquismo que ele impera sobre os outros, quantas vezes ele cola no role, se ele faz evento pra meter a sua banda, e não podemos confundir simpatia com carisma. A arte em muitas vezes é o ponto menos importante sendo que deveria ser o principal, ou estamos aqui por status e não pela música, pela arte?

Sempre fui a shows do Alkanza e, sempre com minha camiseta (tenho caneca de vocês também). Como é para vocês, estarem no palco e verem no público pessoas usando camiseta (ou outro material) de vocês?

Thiago Bonazza (Alkanza): Ver a galera cantando as músicas, vestindo nossa peita, tomando a breja em nossas canecas, isso é que fez tudo valer a pena quando olho para trás, porque está ali pela arte, ideologia, e não porque lambemos saco de alguém, é verdadeiro, é conectividade que só a arte nos proporciona. Cara, é por isso que chegamos até aqui, por vocês, a galera que veste a camiseta e cola no mosh, que mesmo muitas vezes não indo no evento está  nos apoiando, ouvindo, compartilha, comentando , etc. Vocês são o nosso combustível! É o principal motivo de estarmos aqui. Só tenho a agradecer, isso me toca de verdade, apesar de bruto (kkk) a arte ainda preenche minha alma, faz parte dela, da sentido a minha existência nesse plano terreno tão mesquinho e barulhento. Isso é que nos faz ver e sentir que tudo valeu apena.

Logo acima, falamos sobre os registros da banda. Antes de se despedirem, terá algum material inédito a ser lançado?

Thiago Bonazza (Alkanza): Sim, gravamos um som que não é nosso, e ficou muito legal, até quero agradecer ao Orland (Orland Estudios) pela abertura na agenda lotada para esse nosso registro. A princípio é nosso último material gravado que será lançado em breve, fiquem ligados em nossa página no Facebook e no Instagram que mandaremos a novidade por lá. Também temos a camiseta de despedida da banda que já foi quase esgotada na pré venda. OBRIGADO GALERA QUE JÁ PEDIU, tamo junto e aqui não é só tapinha nas costas. Se você não pediu, peça agora mesmo (rs).

Para curiosidade, acredito que possa ser dos leitores. Os músicos do Alkanza podem aparecer com outros projetos na cena?

Thiago Bonazza (Alkanza): Com certeza, aliás o único que só ficou na AlkanzA sem projetos até agora fui eu kkkkk, os outros sempre tocaram em projetos paralelos e acredito que agora vão seguir seus objetivos. Eu particularmente não tenho nada concreto, tenho alguns convites, ideias e possibilidades engavetadas, mas vou com calma, talvez entre em alguma banda, ou não, kkkk. Vamos ver o que o destino me reserva.

Cara, fica aqui registrado minha tristeza pelo fim de uma banda que gosto muito. Mas, desejo sucesso a ti e a todos os membros. Gostaria de deixar alguma mensagem para os apoiadores do Alkanza e para os leitores?

Thiago Bonazza (Alkanza): Só tenho a agradecer, de coração, OBRIGADO, obrigado pelo apoio de sempre, pelos moshs, palavras de apoio e principalmente por terem comparecido e feito a diferença em nossa história, a AlkanzA nunca deixará de existir através de vocês, porque sempre disse que nós fazemos o som, mas o show, isso é vocês que sempre fizeram.  Conectar e se conectar através da música é a forma mais verdadeira de sentir sem ver. Quero também agradecer a todos os produtores que confiaram em nosso trabalho, a imprensa que abriu as portas para nós e aos nossos apoiadores e patrocinadores, principalmente a R.Nandi que sempre esteve a nosso lado.

Existe muita banda boa no metal nacional, não deixe de prestigiar.
VIDA LONGA AO O SUBSOLO! Obrigado galera!