18 abril, 2018

Dark New Farm: confira a poderosa “Madre”

Expressar nosso sentimento de raiva através da música é até hoje uma das maiores formas de protesto que temos, pois nada melhor que levarmos para um número considerável de pessoas nossa indignação e repudio a uma sociedade hipócrita e violenta como a nossa.



Com esse intuito a DNF acaba de lançar sua nova música, “Madre”, que traz esse sentimento a flor da pele, já que a mesma retrata a violência que o sexo feminino passa, um retrato de indignação aos que violentam o sexo frágil e não demonstram respeito algum.

Forte e violenta como sua letra, a composição traz o DNF em grande forma, agressivo, pesado e Visceral! Gravada no TG HomeStudio e produzida por Gustavo Schattschneider (que participou da mesma nas inclusões de teclado), a produção soa cristalina, orgânica e viva como um soco no estomago, assim como a arte do Single criada por Mairon Alves, expressando a sonoridade aqui imposta.

“Madre” também marca a estreia do novo guitarrista Vinicius Saints.

Não perca mais tempo e ouça essa pedrada em formato sonoro agora mesmo:


Links Relacionados:

Anima Mea: as gravações do novo disco seguem a todo vapor

Anima Mea é um dos maiores destaques do Palco Mp3, méritos de um álbum sólido e muito bem estruturado.

A arte de compor é algo que muitas vezes é técnico e precisa de estudos, mas muitos nascem com o dom de fazer músicas que tocam as pessoas e no disco "Pecado Austral" o que não falta é sentimentos em meio a melodias.



Ainda em divulgação do seu primeiro disco, Sidney e Daniel começam a planejar seu próximo disco, este ainda sem nome e data prevista de lançamento. Porém, as doze faixas que estarão presentes já foram escolhidas e estão em fase de gravação, sendo uma por mês e o lançamento será baseado neste prazo.

As influências enraizadas serão as mesmas, prometendo ainda maior diversidade no disco, a dupla busca estourar nas mídias suas músicas e o primeiro passo foi dado, as diversas aparições no topo do site Palco Mp3 rendeu a banda uma boa visibilidade e almejando ir ainda mais além com o novo disco, cada música é minuciosamente gravada.

Enquanto o novo disco não sai, o "Pecado Austral" está disponível nas principais redes de streaming e também no YouTube, podendo ser acessado e ouvido pelos links a seguir:




17 abril, 2018

The Undead Manz: assista agora o videoclipe de "The Death"

Que a proposta do The Undead Manz é diferente e fascinante, não é novidade. Mas uma das maiores qualidades da banda, é sempre estarem trazendo novos materiais.

O mais novo videoclipe dos catarinenses, é da música "The Death" que além das imagens realizadas na localidade dos Morros dos Conventos (distrito da cidade de Araranguá/SC) e imagens gravadas nas cidades de Criciúma e Siderópolis também em Santa Catarina, sendo essa última citada com registro das imagens mais sombrias pertencentes do clipe.




O cinegrafista que participou como ator de alguns trechos, Rhamon Soratto também é músico da cena local catarinense, tendo participado de bandas como The MotorCocks e Norium, o que demonstra que a banda trouxe pessoas de dentro do cenário para trabalharem juntos nesse mais novo material.

A marca em menos de um dia de postagem, passou das trezentas visualizações e a expectativa é de que esse numero cresça cada vez mais. Com raízes no Metal Industrial, The Undead Manz tem diversas influências, tendo como principais, Rammstein e Ghost, assim como outras que vem de fora do Metal Industrial e tudo só agrega numa sonoridade sólida e diferente.

Sem mais delongas, assista a "The Death":


Art of Khaos: divulgado capa e tracklist do novo disco

Álbum está previsto para ser lançado no final de abril deste ano.

A banda Art of Khaos, orgulhosamente apresenta a capa e track list de novo álbum de estúdio “Monster Inside”, que será lançado primeiramente no formato digital no dia 26 de abril de 2018. A capa de “Monster Inside” foi desenhada pelo artista Diego Moscardini, grande ilustrador de Brasília.



O disco foi produzido, mixado, masterizado e gravado por Arthur Inácio no estúdio DB Studio, e conta com 11 faixas que expõe o monstro interno que todos possuem.

Atualmente a banda é formada por Igor Thomas (vocal), Pedro Bem (guitarra), Daniel Cassini (bateria) e Bruno Mota (baixo).

Tracklist de Monster Inside:
01) Mine
02) Monster Inside
03) Overcome
04) Sweet Madness
05) The Undertaker
06) Beyond Life
07) Forgiveness
08) I am the One
09) Salvation
10) Bewitched
11) Free Inner Mind

Links Relacionados:

16 abril, 2018

Kike Oliveira: abrindo o show da lendária banda Ira!

Kike Oliveira é um artista natural da cidade de Imbituba, litoral de Santa Catarina.

Apesar da cidade ser conhecida pelo surf, onde inclusive sediou etapas do W.C.T (Campeonato mundial de Surf), é conhecido pela gastronomia de frutos do mar, tendo como sua principal festa da cidade o "Festival Nacional do Camarão".



Kike Oliveira é abraçado pela cidade, um desses exemplos foi ser escolhido a abrir o show  (nesta próxima quinta-feira 19) da clássica banda Ira!, que tem como clássicos da sua carreira as músicas: "Envelheço na Cidade", "Eu Quero Sempre Mais", "O Girassol", "Dias de Luta", "Tarde Vazia" e diversos outros hits.

O Ira! foi formado em 1981, tendo uma pausa em 2007 voltando recentemente em 2014. Desde seus primórdios a banda paulista ainda mantém Nasi nos vocais e Scandurra nas guitarras, voltando em 2014 totalmente renovado e com o repertório clássico.

A banda será uma das atrações principais do Festival Nacional do Camarão na cidade de Imbituba. Enquanto Kike Oliveira ainda continua na divulgação do seu disco homonimo, preparando-se para futuramente lançar um EP com Rick Bonadio.



Resenha: Carniça - Carniça (2017)

O Carniça já foi quarteto e agora consiste em desenvolver seu trabalho como um Power Trio. Incrível que o trio que faz parte da atual formação, se mantém desde a criação da banda, a única diferença é que Mauriano Lustosa deixou as guitarras e agora assume os baixos do grupo (após a gravação deste), mas sempre ao lado de Parahim Neto e Marlo Lustosa, guitarra e bateria respectivamente.




O grupo foi formado em 1991 em Novo Hamburgo/RS. De lá para cá, são cinco demos lançadas (duas em 1991 e uma em 1992, 1993, 1995), um disco em 1999 que teve sua regravação e relançamento em 2016 o "Rotten Flesh", o segundo disco "Temple's Fall... Time to Reborn" lançado em 2011 e o terceiro disco "Nations of Few" em 2013, e claro, o incrível disco homônimo que estamos escrevendo hoje, porém que foi lançado em 2017.

Trilhas de teclados muito bem colocadas, melodias muito bem compostas e tudo unido, ficou ainda melhor. Quando o artista consegue unir o peso com a técnica, o disco não tem como não ter outro resultado a não ser sensacional. As raízes da música gaúcha, percorrem com muita ardência nas veias do Carniça, pois a música "galdéria" sempre foi uma referência e muito forte no Brasil.

Quando convidados sabem trazer o de melhor para dentro do disco de uma banda parceira. Os vocais de Flávio Soares (o lendário vocalista do Leviaethan) na música "The Putrid Kingdom", Fábio Jhasko com violino em "Midnight Queen" e o mais destacado na minha opinião, que foram as linhas de teclados executada por Augusto Haack em "The March (of the Rotten Souls)" e essas participações deram um "a mais" em todo o disco, participações sempre tem um destaque a mais, pelo fato de trazerem influências bem diferente da banda.

Vale ressaltar a evolução da banda em todo esse tempo, comparado a discos anteriores, esse foi o que o grupo obteve o melhor resultado. Talvez com uma melhor distribuição, como as trilhas de teclado e violino em algumas músicas, tenha dado um gás maior em todo o trabalho. Mas como verdadeiro fã da música pesada, sempre acabamos nos apegando a pequenos detalhes, como por exemplo, de todo o trabalho cantando em outra língua, tivemos o "Revolução Farroupilha" cantado em português, para os desinformados a Revolução Farroupilha, também chamada de Guerra dos Farrapos ou Decênio Heróico (1835 - 1845), eclodiu no Rio Grande do Sul e configurou-se na mais longa revolta brasileira. Durou 10 anos e foi liderada pela classe dominante gaúcha, formada por fazendeiros de gado, que usaram as camadas pobres da população como massa de apoio no processo de luta.

Em uma conclusão o disco do Carniça é visceral. Todas as músicas para bater cabeça, participações pontuais e estratégicas, tracklist bem montado e a surpresa de "Revolução Farroupilha" foi bem positiva. A fase da banda é muito boa e pelo fato de já ser uma banda com bastante bagagem, facilita na forma de compor suas músicas. 

Material enviado pela Heavy and Hell.


FORMAÇÃO
Mauriano Lustosa - vocais
Parahim Neto - guitarras
Marcelo Zabka - baixo
Marlo Lustosa - bateria

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS
Augusto Haack - teclados: “The March (of the Rotten Souls)”
Flávio Soares - vocais: “The Putrid Kingdom”
Fábio Jhasko - violinos: “Midnight Queen”

TRACKLIST
01) The March (of the Rotten Souls)
02) Terrorzone
03) Revolução Farroupilha
04) War Games to Die
05) Carniça
06) The Old Butcher
07) The Putrid Kingdom
08) Midnight Queen

15 abril, 2018

Pallets: confira o videoclipe de "Eu Preciso"


Pallets é natural de São José dos Pinhais, cidade localizada na grande Curitiba, capital do Paraná. Formada no final de 2004, ao passar dos anos a banda sofreu algumas mudanças em sua formação, mas hoje mantém um time sólido com Renan Alves nos vocais, Aldo Luiz e Emanuel Weltener nas guitarras, Ricardo Coração no baixo e Junior Mendes na bateria. 


 
A linha do grupo segue no Rock setentista, trazendo aquelas raízes do Rock do final dos anos 60's, mas sem fugir das tendências dessa época, contemplando-nos com letras em Português que retratam o trabalho em fábricas e o cotidiano com certo humor.

Recentemente o grupo lançou o videoclipe de "Eu Preciso", que conta com gravação em VHS. O grupo aproveita para trazer a vida, gravações de 12 anos atrás de quando começou a banda, fazendo assim uma mistura das raízes da banda e dos tempos atuais, que você pode assistir na íntegra a seguir:


14 abril, 2018

Topfive: cinco bandas para ouvir nesse final de semana #73

O final de semana não poderia vir sem trazer de presente o tradicional Topfive d' O SubSolo. Esse é um espaço para você conhecer cinco bandas do underground nacional e curtir som autoral de alta qualidade.

Chega mais que nós preparamos uma lista incrível para você:





1- Imperador Belial (Rio de Janeiro/RJ)

Desde 1988 na estrada, Imperador Belial manja de Black Metal. Os caras fazem um som agressivo, cru e de grande respeito às raízes do metal mais obscuro. Confirmando a excelente qualidade do trabalho, a banda recentemente andou fazendo shows pela Europa. 



2- Arandu Arakuaa (Taguatinga/DF)

Surgida em 2008, Arandu Arakuaa é uma banda inconfundível! A proposta é misturar Heavy Metal com influências indígenas brasileiras. As letras são compostas nos idiomas indígenas Tupi, Xerente e Xavante, tendo como inspiração essa própria cultura. Além disso, a sonoridade conta com a viola caipira, que dá um toque ainda mais brasileiro. Com todos esses elementos, certamente Arandu Arakuaa é uma das bandas mais originais deste país!




3- Nuclear Weapon 77 (Brasília/DF)

Inspirado pelos som do Hardcore, Metal e Rock, em 2009 Marcel Ianuck resolveu compor suas próprias músicas e gravar um EP completamente sozinho. Logo em seguida tornou seu projeto individual uma banda, dando início à N.W.77. O resultado foi sensacional: um som veloz e agressivo. Impossível escutar isso e ficar parado:



4- Attractha (São Paulo/SP)

Attractha tem influências de Heavy Metal e Hard Rock, aqueles estilos que apesar de amplamente difundidos e popularizados, nunca perderam sua glória. O trabalho da Attractha e todo feeling da banda podem facilmente agradar os mais diversos admiradores de música pesada.




5- Viletale (Blumenau/SC)

Vocês curtem música extrema? Se a resposta for sim, recomendamos clicar no link a baixo. Viletale é uma banda recente, vinda das terras da cerveja em Santa Catarina. O som é estilo Horror Metal e, como não poderia ser diferente, esbanja crueldade e peso.




Gostou das nossas indicações? Compartilhe com seus amigos e continue ligado n'O SubSolo, para conhecer e apoiar a cena underground de Rock e Metal nacional!

13 abril, 2018

DescobreBR: anunciado o primeiro evento do movimento

"A campanha #DescobreBR começou como um movimento voluntário com a intenção de trazer mais bandas independentes brasileiras ao conhecimento do público, por meio da divulgação em redes sociais.

A iniciativa partiu de alguns integrantes de bandas paulistas, mas as postagens com indicações de artistas acompanhadas da rashtag #DescobreBR ganharam força e foram se espalhando pelas redes sociais.


Surgiu então, a ideia de um festival somente com bandas independentes, o DESCOBREBR FEST, como meio de transpor a campanha para uma ação prática, fora do mundo virtual.

Assim, as bandas OverMist, Circo de Fantoches, Vox Ígnea, Zombeers e Válvera se reuniram para organizar um show na data do descobrimento do Brasil, 22/04.

O guitarrista Rodrigo Santos, integrante das bandas OverMist e Vox Ignea, fala sobre a importância desse movimento: "A iniciativa do #DescobreBR é muito importante para a cena, não só porque demonstra que os artistas estão conscientes da necessidade de cooperação, de que é preciso adotar a tática do 'faça você mesmo' para furar o cerco do mainstream, mas, também, porque é uma ótima oportunidade do público conhecer novas bandas".

Vinícius Pontes, baterista da banda Circo de Fantoches, comenta: "Acredito muito nas bandas brasileiras de Rock e de Metal, e esse festival só prova a qualidade e diversidade que temos no Brasil. São todas ótimas bandas, que vem fazendo um trabalho sério e merecem muito mais do que conquistaram até aqui. Esse festival vem para dar essa oportunidade, de juntos mostrarmos o quanto a cena está viva!"

Por fim, Rodrigo Torres, guitarrista da banda Válvera arremata: "A campanha #DescobreBR é de suma importância para s cena, já que vivemos um momento onde as grandes bandas estão se aposentando e deixando um vazio no cenário do rock and roll! Os clássicos sempre serão clássicos, porém o rock precisa de renovação e o #DescobreBR vem pra unir as bandas do Brasil, apresentando as novas bandas ao público e mostrando toda a qualidade do  Underground!!! Com certeza esse é o começo de algo grande e o público pode se animar com as coisas que estão por vir!!!"

É com esse espírito de união e renovação da cena que acontece o #DESCOBREBR FEST.


Serviço
Local: A Morada - Rua Barra Funda, 630 - São Paulo -SP
Data: 22/04/2018
Horário: 16:00
Preço: R$ 15,00

Conheça: Ossos Cruzados (Taboão da Serra/SP)

Foi em Junho de 2015 que a Ossos Cruzados iniciou sua trajetória de terror. O projeto sempre teve como proposta inicial de reunir amigos para tomar cerveja, contar histórias violentas e de terror, com dose de humor, com bases musicais no Horror Punk, misturando com influências de Thrash Metal, Crossover e até algumas levadas da música regional.




A banda é composta por André (Vocais), Daniel (guitarra e voz), Adriano (baixo) e Wanderlei (bateria) e as nossas principais influencias são: Misfits, Metallica, DFC, Filmes e terror, seriados, cerveja e as páginas policiais dos jornais.

Nessa curta história temos muito orgulho de ser uma banda muito ativa no underground tocando diversos shows com bandas dos mais variados estilos, sem preconceito e sempre pregando o nosso evangelho do caos.   Apenas com um pouco mais de um ano, lançamos algumas músicas como: “Aqui não tem Natal”, “Um drink no Inferno”, “Clube da Luta” e também participamos do tributo ao Misfits (Fiends Behind The World - A Brazilian Tribute To The Misfits) fazendo uma versão de “Helena”.



No mês de maio 2017 lançamos um álbum completo com o singelo título: “Miolos” contendo 15 músicas macabras que vem sendo bem recebido em o público do Punk Rock, Hardcore e Metal. Para 2018 vamos lançar o novo álbum com o nome de “Tripas” com a arte de Daniel ETE e muitas participações especiais. 

Google Play: http://migre.me/wwAjd

12 abril, 2018

Talvez Desconhecido: Eutanos (EQU) - #05

A cena metal da América do Sul, pode perder para a cena europeia em termos de infra estrutura e apoio as bandas, porém se formos analisar a força e qualidade do Metal produzido no nosso continente é fácil dizer que temos uma cena extremamente intensa que merece cada vez mais reconhecimento. 

Tratando-se de Metal Negro venho apresentar a banda Equatoriana Eutanos, que possui uma sonoridade que transita do Black, Death e até Grindcore, além de letras que unem erotismo a blasfêmia.



Formada em Quito, no ano de 2003, a horda passou por diversas mudanças de formação, sendo que atualmente é composta por: Roberto Hutardo (guitarras), German Mora (Baixo), James Peterson (Vocal), David Tomaselli (bateria) e David Armas (guitarra). O nome Eutanos faz uma referência a Eutanásia, como a banda define, a "boa morte", sendo que, na raiz desse nome eles definem todo o ódio contra o cristianismo e aos discursos moralistas que comandam a sociedade.

O primeiro debut da banda foi lançado no ano de 2006, “Lo Que Te Lleva A la Muerte” apresentando a proposta de uma sonoridade voltada para o Black Metal mas com elementos Heavy e Thrash. Porém, o grande ápice da banda vem com “Majesta Sancta Frigoriis Exterminum”, trabalho lançado em 2011, que além de ter uma capa bizarra produzida por Luigi Stornaiolo, que entre outros feitos conseguiu ser censurada na Nova Zelândia, possui letras insanas como Cielo...Infierno e CristiANO.

Depois de algumas apresentações pelo Brasil incluindo o festival Zoombie Ritual em Santa Catarina os músicos fizeram amizade com a horda Coldblood e dessa parceria saiu o split “Vladishattvas Black Fire Devotion entre as musicas desse split destaco a parceria entre as duas bandas com a faixa: Satânico pra Caralho.



Sentindo falta de um lançamento completo em 2014 a banda lançou o registro "Satan god", o título em inglês já demostrava uma mudança na banda que nas outras vezes cantava em espanhol porém, se o idioma mudou, o mesmo não pode ser dito da proposta, que continua com os pés cravados no Metal Extremo e letras cada vez mais ácidas como "One Thousand Headed" e "Goddess Cum”. 

Sem dúvida uma banda que irá afastar os mais moralistas, e não acostumados com o metal negro, porém se a proposta da Eutanos te atraiu, segue um link (disponibilizado pela horda) da coletânea "13 Cthullhu", que resume a trajetória desses maníacos equatorianos.

Resenha: Blues da Casa Torta - O Tempo (2017)

Blues da Casa Torta: "O Tempo" para os ouvintes de toda a era musical.



"O Tempo" é o primeiro álbum e segundo trabalho de estúdio da banda portoalegrense Blues da Casa Torta. Gravado, mixado e masterizado no estúdio audioFARM entre março e agosto de 2017, teve participações de Luciano Leães (teclados), Filipe Lins (harmônica), Marcio Petracco (violão dobro e bandolim), Ronaldo Pereira (sax tenor), Bruno Nascimento (trompete) e Felipe Mantovani (trombone). O disco foi produzido por Sergio Selbach e Mateus Borges. Um encontro de mestres fizeram deste trabalho, um álbum consistente e de bela harmonia musical que percorre grandes gêneros musicais, tendo para mim, uma veia maior no blues/rock. 







O álbum "O Tempo" possui dez músicas autorais, explorando retratos do tempo, da vida cotidiana mesclado a grandes ritmos da música raíz nacional e internacional. Esta obra musical está repleta de participações especiais, tendo a primeira faixa do disco a música homônima ao nome do álbum. "O tempo" vêm sendo o single mais trabalhado pela banda na divulgação para o público, e não é atoa, pois a música é excelente. Ritmo contagiante, letra de pura nostalgia aonde contempla o ouvinte em uma ótima mesclagem entre o rock/jazz. Faixa que demonstra seguramente o ótimo entrosamento da banda ao decorrer das sonoridades, esta que teve mudança de integrante nas baquetas. A seguir temos "Três por Dez", esta que poderia ser a primeira música do disco pelo contexto de sua letra, mas não deixa de estar em seu lugar certo, mantendo a cadência de ritmo mais rápido e empolgante, calcando muito bem o blues/jazz da banda, tendo um solo de guitarra remetendo ao rockabilly. No final uma ótima virada de ritmo na bateria, aonde marca também a virada de ritmo do disco, já que na sequência temos a música "Blues do gato". 

Um som mais lento, bluseria pura com um feeling mais lento e pesado, tendo a letra em seu sentido combinativa. " Se foi assim" retoma a pegada da banda do blues/rock mais aberto, tendo até então, um ótimo complemento de sax tenor e trompete, incorporando muito bem esta faixa. "Rei do Camarote" trás novos elementos musicais, tendo um ótimo desenvolvimento nos instrumentos de corda, havendo um ótimo solo de instrumento de sopro, deixando o ritmo único e especial sobre uma letra que envolve o amor. "Ando Meio Noiado" é a faixa de número 6, relatando uma letra de amor e cotidiano, que todo o brasileiro entende. A musicalidade trás o refrão mais repetido contando com o ritmo instrumental em um ciclo repetitivo como o relógio, combinando com a letra e mensagem da banda. "Amar e Temer" segue um fluxo calcado ao jazz, com o vocalista carregando mais o ritmo da música que conta com ótima presença do instrumento de sopro, uma marca excelente das participações especiais no disco. " Bus Lotado" chega com uma grande variação até aqui apresentada no disco. Ela conta com o ritmo do "baião", algo inédito no disco, que chega de surpresa e combina muito bem com a crítica social apresentada na letra. Até aqui venho falando super bem da parte instrumental da banda, e realmente não tem como deixar de citar. Ritmos, ótima variação de instrumentos, grandes músicos convidados para esta bela obra musical. Sendo assim, a faixa "Catuaba Boogie" brinda esta marca registrada e ótima do entrosamento e experimentalismo do que é o Blues da Casa Torta. 





Em um tom mais caipira, creio que marca de excelência do grande músico Marcio Petracco, a música "Me Assaltaram na Esquina" chega pesada, com ótima crítica ao país, marcando o encerramento deste belo disco. Em seu primeiro EP a banda já havia trabalhado com a ÁudioFARM, que teve um ótimo resultado, e sendo assim, time que tá ganhando não se meche. Álbum realmente surpreendente, tendo ótimas variações sem deixar de ser combinativo e contextualizador.




FORMAÇÃO

Bernardo Scarton - guitarra e vocais principais
Filipe Siak - baixo e backing vocals
Hamilton Felix - bateria e backing vocals



TRACKLIST

01) O Tempo 
02) Três Por Dez
03) Blues do Gato
04) Se Foi Assim 
05) Rei do Camarote 
06) Ando Meio Noiado
07) Amar e Temer 
08) Bus Lotado 
09) Catuaba Boogie 
10) Me Assaltaram na Esquina


11 abril, 2018

Rifferama: portal catarinense de música independente, cria playlist com mais de 400 artistas do estado

Com inicio em 2013, o Rifferama tomou forma aos poucos com um trabalho sério, focado e sem rótulos, sob a responsabilidade do excelente jornalista, Daniel Silva.



Vamos explicar o "sem rótulos". Muitos portais investem apenas em Rock, outros só Metal, outros algo mais Alternativo, alguns sobre Hardcore e tem O SubSolo que são todos estes e mais alguns, porém, o Rifferama vai além e abrange TODA A MÚSICA INDEPENDENTE CATARINENSE.

O nome da playlist é "Música Catarinense de A a Z" e já completam até o presente momento (até a postagem dessa matéria), quatrocentas músicas independentes do estado de Santa Catarina, o mais incrível é que nenhuma música é repetida, são quatrocentos artistas diferentes.

A playlist está disponível no Spotify, para adicionar ou indicar alguma banda que possa complementar o trabalho, basta indicar no link a seguir: https://www.facebook.com/BlogRifferama/posts/1655914057833490 ou conferir a matéria no próprio portal pelo link: http://rifferama.com/musica-catarinense-de-a-a-z-uma-playlist-por-rifferama.

Siga a playlist e apoie essa iniciativa:


Arte: Johnny Duluti

Bullet Bane: confira o videoclipe de "Curimatá"

"Curimatá" é a primeira música do álbum Continental da Bullet Bane



A letra é pequena e impactante, querendo passar uma ótima mensagem de que nunca devemos desistir, e nunca deixar a chama apagar. Tudo foi muito bem feito, a letra necessitava um instrumental mais calmo, melódico, porém a Bullet Bane é pé na porta e o pau pega. E me impressionou conseguir montar uma melodia calma, melódica e pesada.

Há quem diz ouvindo esta música, que a banda não é de Hardcore, isso porque todo mundo evolui e aprender com o seu viver. Quanto ao clipe eu não esperava algo diferente, bem dirigido e usando as imagens para passar mais uma mensagem. 

Acredito que vendo o clipe apenas com instrumental da música, algo muito bom toca o espectador. “Acende a glória pra inspirar o que há de melhor. Segue a roda, tudo tem seu tempo de chegar”.

Dá o play, e não desiste. Tudo tem seu tempo!


Luh Lívia: cantora e compositora anuncia carreira solo

“Cansa” reúne um time de mulheres de primeira!



Luh Lívia já pode ser considerada uma cavaleira andante do rock alternativo brasileiro. Cantora e compositora, há 13 anos atuou como “front woman” da banda de rock cearense Mafalda Morfina. No momento lança primeiro single como artista solo, dessa vez na interpretação de uma canção que questiona o "ser mulher" em nossa sociedade, unindo outras cantoras brasileiras, misturando o rock com baião e umas pitadas de amor com lucidez.

O single de estréia de Luh Lívia chama-se “Cansa” e retrata a voz da mulher moderna diante das imposições criadas acerca do “ser mulher”. A música fará parte também de seu primeiro trabalho de estúdio – o EP “Madre da Peste” que será lançado ainda nesse semestre.

A música vem muito de encontro também com o momento político que o país passa, onde não devemos nos calar diante das injustiças e mostrar voz frente à qualquer onda conservadora. Luh comenta que conheceu a música, única no EP que não é de sua autoria, no início de 2017. “Cansa” é de autoria de Gabi Albuquerque, cantora e compositora.

Fui à casa da Gabi e ela me apresentou uma música à capela... batendo uma canetinha no caderno para marcar o ritmo. Fui ouvindo a letra. Senti muita atitude nos versos e uma linguagem que falava de forma direta com o expectador. Era "Cansa". Parecia haver uma voz determinante ali: um grito feminino do sertão querendo se posicionar pro mundo inteiro e repercutir com outras mulheres num desabafo sério. Foi honesto e pulsante pensar numa versão para ela. Logo me imaginei dando um lado interpretativo nas intenções vocais, numa linha pop e rock e a trazendo para o EP "Madre da Peste”, comenta a cantora.



A música conta com a produção de Edu Recife, Produtor mineiro residente em São Paulo capital. Já gravou discos de bandas de rock como Moxine e Krisiun. Conheceu Luh quando a banda Mafalda Morfina foi finalista em concurso para tocar no Festival Planeta Terra, no ano de 2013.

Também deu forma a música as cantoras Juliana Fernandes, Cantora, compositora e atriz paulista. Indy Naise, Cantora e compositora baiana. Yasmin Oli, Cantora, compositora e atriz paulista. Pitee Batelares, Baterista e percussionista paulista e Lize Borba, Cantora e compositora catarinense, conhecida pelo seu trabalho como vocalista e guitarrista da banda BTRX.

O single já está disponível nas principais plataformas de streaming e agora conta com um Lyric Vídeo todo feito em animação pelo designer gráfico, roteirista e ilustrador Jeferson Cordeiro para acompanhar a divulgação.

Assista ao Lyric: 






Ficha técnica:
Single produzido por Edu Recife
Lyric Video por Jeferson Cordeiro
Luh Lívia: voz e versão
Gabi Albuquerque: composição, voz e alfaia
Edu Recife: arranjos vocais, bateria, guitarra, baixo, sintetizador
Pitee Batelares: triângulo e backing vocal
Juliana Fernandes: voz e backing vocal
Lize Borba: voz e backing vocal
Indy Naíse: voz e backing vocal
Yasmin Olí: voz e backing vocal

Contatos Luh Lívia:
Contato para Shows: astronproducoes@gmail.com ou 011-98551.8763
Contato para imprensa: imprensa@geracaoy.net

10 abril, 2018

Resenha: Fight for Freedom - Evil Sense (2017)

Velocidade, rispidez e muito Thrash/ Heavy Metal na sua forma mais pura. Se tal descrição te chamou atenção, posso afirmar que "Evil Sense" será sua banda de cabeceira.

O debut intitulado "Fight for Freedom", consolida a carreira da banda paulista formada no ano de 2000, sendo que antes desse trabalho, tivemos três demos: "Evil Sense" (2003), "Coma of Your Brain" (2006) e "In Thrash We Trust" (2012).




Formada por Wagner “Capú” (guitarrista e vocalista), Thiago “Suco” (guitarrista), Hugo (baixista) e Ricardo (baterista),  a banda apresenta a sonoridade que não tem nada de original, mas não leia isso como uma crítica, pelo contrário, é muito bom saber que temos bandas que não se entregam aos modismos, executando Heavy Metal para quem curte Heavy Metal, e pronto.

Não conheço os músicos da banda, mas posso afirmar com tranquilidade, que eles ouviram muito Slayer, Venom, Diamond Head, Saxon, Exciter e Kreator, isso porque essas são ótimas referências encontradas ao longo da audição do CD, como por exemplo, em “Unit 731", "No More Lies" e "Thrash Anger".

Temos também uma faixa em português, a desgraçenta "Império Headbanger – O Ritual Metal", que é um hino daqueles de criar moshs violentíssimos e a faixa instrumental "Traveling by Warriors Land" que demonstra toda a versatilidade da "Evil Sense".

Some tudo isso a uma capa bem old school e a uma produção idem, e terá um trabalho que irá fazer você bangear por muito tempo.


FORMAÇÃO
Wagner “Capu” (vocal/guitarra);
Thiago “Suco” (guitarra);
Hugo (baixo);
Ricardo (bateria).

TRACKLIST

01) No More Lies

02) Embrace of Death
03) Império Headbanger – O Ritual Metal
04) Traveling by Warriors Land
05) Force and Honor
06) Unit 731
07) Thrash Anger
08) Fight for Freedom
09) Evil Sense

Material enviado pela Metal Media.

Valciãn Calixto: rendendo homenagens com o single "Continue Assim"

Iniciando os trabalhos de 2018, o músico e compositor piauiense Valciãn Calixto lançou em Março, o single ‘Continue Assim’, homenagem ao também compositor Jair Naves, conhecido por seu trabalho solo e pelos shows catárticos com a banda Ludovic.




Gravada em uma semana, a faixa foi mixada pelo artista jandirense Theuzitz. Na canção é possível observar mais algumas referências de Valciãn como a banda The Descendents, Tatá Aeroplano, Sérgio Sampaio, além do próprio Jair Naves.

Em tempos de tanto extremismo, radicalismo, falta de empatia acabamos esquecendo um pouco de homenagear quem de alguma forma contribuiu nem que seja um pouco para nosso crescimento pessoal de tanto que ficamos embebidos e encegueirados em discussões na internet, textões de facebook e aprisionados à ditadura do meme. Esquecemos tanto que muitas das vezes só lembramos quando quem admiramos já não se encontra entre nós, o que graças a Deus não é o caso aqui”, comenta o músico.

Continue Assim pode ser ouvida no YouTube e está disponível para download no bandcamp do músico através do endereço www.valciancalixto.bandcamp.com e ainda no Soundcloud.




Fonte: Valciãn Calixto

09 abril, 2018

Resenha: Full Gás & Tosse Harmônica (Split)

Em Rio do Sul fica a nascente do Rio Itajaí-Açu, um oponente rio que em tempos de grandes chuvas provoca sérios alagamentos em vários munícipios de Santa Catarina. Mas é em Rio do Sul também que nascem várias bandas promissoras que produzem som autoral com personalidade. É o caso das bandas FULL GÁS e TOSSE HARMÔNICA, que se uniram num Split (álbum dividido por dois ou mais artistas e bandas). 

FULL GÁS é quem começa toda a narrativa sonora com seu rock inspirado na cena musical dos anos 50, 60 e 70. A banda foi formada em 1998 e já abriu shows do Barão Vermelho, Nando Reis, Detonautas, Dazaranha e outros. A sonoridade da banda é “simplesmente rock’n’roll”, como anuncia o release dos caras. As distorções são chamadas de “rock rasgado” pela banda, que usa de simplicidade para fazer um som que agrada aos entusiastas do bom e velho rock’n’roll.





“Nunca Mais” é o prelúdio com guitarras evocando a vivacidade e energia do rock riosulense. Com vocais bem encaixados numa composição para se curtir sem muitas pretensões, “Controle Remoto” é puro blues distorcido com os questionamentos sobre o controle do tempo.

Cada faixa traz retratos do cotidiano (possivelmente vividos pelos integrantes da banda), histórias que se tornam contos sonoros temperados com riffs potentes. Bem produzido, o disco faz do FULL GÁS um nome forte para os palcos dos festivais de rock que vem rolando pelo estado.

Mal terminam as guitarras da faixa “Haverroth”, eis que surgem as risadas e um breve tosse. É a TOSSE HARMÔNICA, começando a 2ª parte do álbum Split com a declaração de amor a uma cafeteira em “Minha Cafeteira Sumiu”.
Conterrâneos do FULL GÁS, a banda TOSSE HARMÔNICA mistura irreverência e riffs alucinantes. É rock com uma pegada mais hardcore, sem firulas, mas com muita potência. O baixo sujo marca o início de “De Uma Jam Te Copiei”, a história de um plágio na “cara dura”.

“O Blues Da Indecisão” é o uma ode à dúvida e à indiferença em forma de blues com muita distorção. E para incrementar a história, no começo temos a participação do Palhaço Biribinha, um ícone circense, anunciando o barulho.
O termo “rápido e rasteiro” se aplica perfeitamente para as duas últimas faixas do álbum “Harmonic Cough” (tosse harmônica, em inglês) e “I Want To Sleep”. Hardcore até os brônquios, as duas faixas encerram o álbum que traz o que há de melhor na cena musical de Rio do Sul, a nova nascente do rock.

Resenha por Hermes Gregório
Material repassado pel'A Hora Hard

Hempadura: hostilidade de rosto limpo aos "5 Tiros" no seu novo videoclipe


A banda gaúcha Hempadura irá lançar seu terceiro disco intitulado "Art. 331". Uma declaração contra os problemas sociais do nosso país é o tema pertinente do qual a banda destaca suas letras dentro do seu poderoso Hardcore de protesto. Kalleb Sanches na Voz, Everton Bodão detonando na Guitarra, Billy Valdez pelo Baixo e Ériton Castilhos segurando ás baquetas buscam trazer voz a sociedade oprimida que sofre todo o dia impunidades não vistas.



Para deixar declarado esta luta diária, a banda lança a capa do novo disco, e o vídeo-clipe do single "5Tiros" que tem a produção da Hempadura e do Coletivo Catarse com a Montagem / Edição de Billy Valdez e Kalleb Sanches.


Móbile Drink: lançado novo EP "(a)morfina"


A banda carioca MÓBILE DRINK disponibiliza nas plataformas digitais, seu novo EP "(a)morfina". Buscando contar o cotidiano de muitos relacionamentos e suas tensões amorosas, em uma atmosfera bem Rock and Roll, o grupo repete sua dose na questão do amor aonde com certeza contam com um ótimo palco de relações quentes: o Rio de Janeiro.

Gravado por Lisciel Franco (ForestLab) e Pablo Rodrigues (MD Estúdio), mixado e masterizado por Lisciel Franco (ForestLab) o EP apresenta sonoridade de letras diretas, grande presença de reverb e riffs marcantes da guitarra que marca quatro faixas sucintas e boemias com grande qualidade.


Ronan Valadão na voz , Pablo Rodrigues distorcendo a guitarra, Felipe Rodrigues pontuando o baixo e Bruno Valadão nas baquetas com certeza consolidam um ótimo trabalho, do qual deixa os ouvintes esperando novas histórias em, quem sabe, um CD de inéditas do super grupo. 


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