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14 setembro, 2019

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #133

Neste final de semana que sucede a sexta feira 13, àqueles que sobreviveram, selecionamos uma lista de bandas que tem como temática, o horror e a matança nas veias.
TOPFIVE #133 | O SUBSOLO

Deadnation - Tubarão/SC

A banda que vem espalhando o caos e o terror, deixa sempre sua marca por onde passa. Os bons apreciadores de um death metal bruto, de peso e qualidade. Permitido somente para aqueles que suportam um pútrido e visceral som extirpado das mais profundas entranhas do Metal Catarinense. Sem dúvidas, uma bandas que vale a pena manter na playlist, com suas letras seguindo linhas de terror e massacre, estejam preparados para uma chacina sonora.


Final Disaster - São Paulo/SP

Final Disaster é uma banda que já fora citada inúmeras vezes aqui n'O Subsolo. Porém, com todos os méritos. É praticamente impossível falar de terror sem lembrar dos tensos e agoniantes riffs acompanhados de um extremo peso nos graves e percussão. Recentemente com sua formação reformulada, a banda continua mantendo a linha dos anseios da mente humana, explorados através das habilidosas mãos dos músicos.


Horror Chamber - Canoas/RS

A banda que está em fase final para o lançamento do seu novo trabalho intitulado "Thoughts: The Slow Decay", já tem vídeo clipe de uma faixa que se fará presente no disco. Quem já conhece a banda, atesta a qualidade e sonora e técnica do grupo. E para quem ainda não ouviu, fica indicação de mais um som para aterrorizar o seu fim de semana.
Enquanto o clipe oficial não é lançado, vamos apreciar o lyric vídeo de Full-Body Failure do mesmo álbum.


Difunteria - São Caetano do Sul/SP

Com grandes e notáveis influências de Misfits e Zumbis do Espaço, Difunteria permeia as temáticas de quadrinhos, séries, filmes de terror, e o caos aterrorizante que é a vida do ser humano nos dias atuais com seu horror punk agressivo e direto.


Avoid - Bom Despacho/MG

Seguindo a linha do horror punk, encerramos nosa lista de indicações com AvoiD. Quando você pensa em "Horror Punk" logo vem à mente aquelas levdas de caixa e chimblal, com pegada de crossover. Porém, vai se surpreender com as viradas, harmonias e os agressivos e graves vocais de Daniel Nunes.

Korn lança seu 13º álbum, ouça "The Nothing"

O Korn com uma estratégia interessante de marketing, lançou seu 13º álbum da carreira nesta sexta-feira 13, coincidência ou não o álbum também tem 13 faixas. "The Nothing" foi lançado pela Roadrunner, um selo da Warner Music e está disponível em todas as plataformas de streaming.


 
Produzido por Nick Raskulinecz que já teve trabalhos com Mastodon, Ghost, Halestorm, Stoner Sour e até Foo Fighters. Este álbum foi escrito após a morte da esposa de Jonathan Davis, que afirmou a fontes seguras que compor esse disco, foi uma forma de terapia.

"Quando você me escuta chorando, aquilo é real. É como eu desabafo. Algumas pessoas vão ao psicológico. Música é minha terapia" - Jonathan Davis para o Los Angeles Times.

Com o disco lançado, agora o Korn se prepara para uma turnê com o Alice in Chains.

Ouça "The Nothing":

 

12 setembro, 2019

Topfive: bandas que cantam em Português #13

É sempre interessante ver o quanto o pessoal interage com o "Cinco bandas que cantam em Português", não recebemos apenas elogios, recebemos também críticas construtivas com total respeito e é isso que queremos, debates sadios e tudo em prol do melhor para o Rock/Metal nacional. Esse topfive não serve para 'concurso' de melhor banda e a ordem aqui escrita, não diz quem é melhor ou pior, apenas queremos indicar cinco bandas para que o leitor conheça, sendo assim, fique agora com a décima terceira edição do nosso Topfive de bandas que cantam em Português:



01) Eskrota  - Crossover - Rio Claro e São Carlos/SP

Fundada em 2017 e mesmo com pouco tempo de estrada teoricamente, o Eskrota nasceu como um meteoro no cenário nacional. Com o seu EP de estreia "Eticamente Questionável" lançado em 2018, foi produzido por Jurema e Léo do Surra, gravado no Estúdio Warzone. Recentemente as garotas também lançaram um split com o Afronta, onde estão fazendo uma turnê com alguns shows pelo Brasil.





02) Colônia Cratera - Stoner Rock - São Paulo/SP

O Rock Progressivo e o Stoner Rock são gêneros bem interessantes de se ouvir, ainda com pitadas do Jazz e um pouco de ritmos brasileiros, fazem com que o Colônia Cratera seja uma banda curiosa para se ouvir e prestar atenção.

O melhor ainda é que a banda compõem em Português e com assuntos conceituais como a história da ficção científica especulativa sobre o futuro da humanidade, que é inspirado por autores como Isaac Asimov e Arthur Clarke. Ficou curioso? Ouça então:



03) Punkzilla! - Punk Rock - Porto Alegre/RS

Formada não a muito tempo atrás, apenas em 2014 o Punkzilla! teve inicio do seu trabalho, porém, quando o assunto é de trabalhos autorais, deixa muita banda velha com inveja. O Punkzilla! carrega em sua bagagem dois EP's (ReVOLTS e Liberte-se) e também três singles. No atual momento, o Punkzilla! divulga o seu full álbum, "Hora de Acordar" lançado em Abril de 2017 que teve produção de Cláudio Heinz dos Replicantes.

Nas composições, a banda não se prende a um único tema e traz assuntos variados. A característica principal da banda é apresentar criticas sérias com bom humor, mas com um forte posicionamento contra qualquer tipo de preconceito, discriminação ou injustiça. É uma excelente banda, indicamos ouvir e conhecer mais sobre a banda.




04) Estragonoff - Hardcore/Punk - Porto Alegre/RS

Misturando influências do Punk, Ska, Hardcore e do Rock, o Estragonoff foi formado em 2003 na capital gaúcha. Como o Hardcore e o Punk devem ser e estão enraizados nas veias do quarteto Giordano, Rafael, Murillo e Matheus, o Estragonoff executa músicas de composições em Português e hoje fica com uma das dicas mais interessantes deste Topfive.



05) Taberna Russa - Rock - Jaraguá do Sul/SC

Taberna Russa é sempre uma das bandas mais pedidas em todos os posts em que a banda se encaixa, portanto, abre a lista de indicações de hoje.

Baseada na pegada Rock 'n Roll e qualidade técnica primorosa, trazem ao público composições de fortes reflexões e totalmente em Português. O objetivo do Taberna Russa, sempre foi trabalhar com o objetivo de evolução, procurando acrescentar elementos culturais e cada vez mais, reflexões profundas para seu público.


Cobertura: 9º Agosto Negro Rock Festival (Parte 3 - Domingo)

Laguna é conhecida por diversos motivos, como pesca, belas praias e por ser uma cidade forte no Carnaval. Mas, por muitos é conhecida como a cidade que tem o Agosto Negro, que nesta edição chegou com os dois pés, três dias e mais de trinta bandas.

Confira a cobertura parte 3, encerramento do evento e aproveite e leia a cobertura de Sexta Parte 1 e Sábado Parte 2 e agora você fica com a parte 3, Domingo:



O SUBSOLO | COBERTURA AGOSTO NEGRO | PARTE 3


OVERBLACK



Overblack chegou com o seu (agora) famoso ônibus. Isso já demonstra que banda vem investindo pesado na divulgação e busca alcançar outro patamar no underground. Em palco, alguns problemas técnicos na guitarra atrasaram, mas com uma guitarra emprestada (que também chegou a dar problemas), 'o show tinha que continuar', uma mistura de Hard Rock com Heavy Metal, começou a tirar o público de suas barracas para assistir um bom show de Rock, a única coisa que eu indicaria para a banda é ter mais um guitarrista, pois na hora dos solos fica um vazio nas músicas e acredito que mais um guitarra, poderia dar mais corpo nas músicas da Overblack.
Por: Maykon Kjellin

THREZOR


Uma banda que estava literalmente sumida do underground. Mas mostra que o Thrash Metal pode ser tocado sem frescura e com muita objetividade. Todos os membros dessa banda, tem uma forte influências de Metallica ou Megadeth, as vezes até das duas bandas. O Thrash Metal reto e cru, da um destaque nas composições da banda que são ásperas e velozes, com uma bateria pesada e bons riffs de guitarra. Para quem gosta de um Metallica mais tradicional (e não essa gourmetização do Metallica de hoje), vai gostar da pegada da banda.
Por: Maykon Kjellin

LOSNA



Se hoje temos  o sucesso de bandas como: Nervosa, Eskrota, Manger Cadavre, dentre tantas outras que possuem mulheres em sua formação, muito  se deve a jornada e garra de bandas, que há muito tempo vem lutando por espaço ou que mesmo não estando mais ativas, foram responsáveis por levantar a bandeira da equidade. Bandas como Pus, Valhala e Losna, as irmãs Debora e Fernanda Gome acompanhadas do baterista Marcelo Indio Pedroso executam um thrash Metal com fortes acentos de Death. A Fernanda tem um vocal bem característico como apresenta em 'Room 55' e 'Back to the Groto', enquanto Débora vai variando da base para os solos com muita competência, como mostram na indispensável 'Feronia' presente no álbum 'Another Ophidian Extravaganza'.
Por: Harley Caires

DARK NEW FARM



Com o recém saído do forno EP "Farm News", nenhum lugar melhor que o Agosto Negro para iniciar o "Farm News Live! Tour", apresentando as músicas cujas mensagens tem um apelo social relevante.

O pessoal da Dark New Farm vem apresentando uma proposta concisa e importante para a cena underground. Suas letras expressam temas como violência, política, desvios de conduta e batalhas do inconsciente humano. Com uma notável maturidade musical, o grupo cujo entrosamento em palco e com o público é perceptível, fazem um show memorável. Intitulando-se New Metal, e permeiam entre as vertentes do rock com passadas groovadas, aceleradas, narrativas e pesadas, oferecendo desta forma um cardápio completo para o público. Ao término do show, despedem-se com um cover de Rage Against The machine (Killing In My Name), que, apesar de terem afirmado não exercer tanta influência na formação e atuação da banda, harmonizou muito bem com o repertório das próprias, que, merece ser apreciado sem moderação.
Por: Sidney Oss Emer

SILENT EMPIRE



Prata da casa em palco, a Silent Empire, banda de grande apreço na região (entenda-se com um grande raio de alcance), vem para atormentar os ouvidos dos desacostumados e desavisados, com a pedrada sonora que é o seu Death Metal. Agora ainda mais pesados com Rafaella Búrigo assumindo as cordas graves para deixar o quarteto mais violento. Dentre outras canções que já são velhas conhecidas do público, podemos conhecer 'In Death I Rest', novo single que está em fase de gravação e em breve será lançado para deleite dos apreciadores de um bom e velho death metal de qualidade.
Por: Sidney Oss Emer

SYN TZ


Shows marcados no RS, SC, SP e MG. Nada disso é de graça, quando digo de graça, não falo de valores e sim de trabalho e dedicação. A Syn Tz tem mais que um baterista, tem um pulmão e um motor que se entrega de corpo e alma a uma banda, ele é o Juninho Vormehlen, também dono da Vormehlen Produções. A banda de Heavy Metal criada em Balneário Camboriú, se destaca pelo Heavy bem tocado e pelos riffs groovados de guitarra. Os vocais com bastante alternados cooperam positivamente para o andamento das músicas da banda. O show foi um estouro, desde a sincronia até o talento de cada integrante no palco e com isso segue a turnê que a banda vem fazendo pouco a pouco.
Por: Maykon Kjellin

MX



É possível que tenha bangers que não saiba da importância do MX para a cena, pois bem estamos falando de uma banda formada em 1985 no ABC Paulista, sim eles estão na estrada há 34 anos e possuem no seu currículo trabalhos como 'Simoniacal' e  'Mental  Slavery', como não bastasse tem na sua formação o monstro Alexandre Cunha, bateria e vocal, com esse currículo saber que a banda estava inativa era uma grande perda para o Metal Nacional porém eles voltaram e não só para turnês, mas também com um álbum novo, sintomaticamente batizado de 'A Circle Called Brazil', e desse trabalho tivemos algumas faixas no set como 'Fleering Terror' e a que batiza o álbum. Mas o melhor de tudo, foi ver ao vivo 'Mental Slavery', e 'Fight To Bastard', verdadeiros hinos para um banger da velha guarda como eu. Só resta agradecer ao Daniel Bala e toda organização por nos presentear dessa forma. 
Por: Harley Caires

MOTORBASTARDS



Tem bandas que você não sabe o que esperar, mas tem outras que em contrapartida não te decepcionam e cumprem bem o que oferecem. Sim, o Motorbastard toca Rock N' Roll na mesma escola do Motörhead e isso é ótimo. Não basta o infeliz cantar igual o Lemmy, ele ainda é parecido e quando digo parecido é muito mesmo, então musicas como 'Divisão Rock N' Roll', 'Má Reputação' e 'Cão Sem Dono' são exatamente como se o Motörhead cantasse em português.Mas quando os acordes de Ace Of Spades começam a soar, não tem quem não cante junto, meu amigo e ainda nos rememora daquilo que na verdade é inesquecível: Lemmy é Deus. 
Por: Harley Caires


Análise técnico sobre o festival:

Um dos maiores pontos positivos do evento, é a pontualidade que nos três dias foram impecáveis, os atrasos eram de apenas minutos. A alimentação disponibilizada no local era ótima e com valores acessíveis, a mesma coisa da bebida que tinha o famoso "3 por 10", três cervejas por R$10,00 e a sonorização também de forma extraordinária.

A área de camping do evento é e sempre foi excelente, o Clube de Campo não é o mesmo sem os festivais do Agosto Negro e Laguna Metal Fest. Acreditamos que foram muitas bandas e o pessoal não aguentou muito o cansaço no domingo, gostaríamos de sugerir que o evento voltasse a ser dois dias.


Que venham os próximos. Parabéns Danniel Bala e equipe.



Fotos: Metal Valhalla
Colaboração: Caio Botrel

11 setembro, 2019

Resenha: The Atlantic - Evergrey (2019)

Falar sobre The Atlantic chega a ser uma honra, pela tamanha qualidade do álbum em muitos quesitos. The Atlantic é o décimo primeiro álbum de estudio da banda Suéca EVERGREY que foi lançado em 25 de janeiro de 2019, o álbum conta com a produção de Jacob Hansen que trabalhou nos dois ultimos álbuns da banda The Storm Within e Hymns For The Broken. 

RESENHA | EVERGREY - TH ATLANTIC | O SUBSOLO


O EVERGREY nunca foi uma banda de facil identificação do seu tipo de som, porem parece que a maioria concorda em classificalos como ''Prog Metal" e assim chegamos em 2019 e a banda nos presenteia com esse album obscuro, melodico, climatico e tecnicamente impecavel.

O álbum abre com A Silent Arc, com o som de um submarino colocando um clima para seu riff fantastico e poderoso, a música parece ter vida propria, um clima melancolico e um som pesado, musica na pegada totalmente "prog" com uma evolução e um poder de imersão que pouco se vê, briga não só para ser melhor musica do álbum mas de toda carreira de mais de 20 anos. Weightless vem com seu riff diferente e uma paulada pesada que logo se propõe a alcalmar para dar ênfase a sua letra obscura e introspectiva, musica com camadas que acaba por prender o ouvinte. All I Have com seu refrão melodico e marcante nos propõe em um clima tranquilo que nos prepara para um incrivel solo de guitarra (o melhor que ouvi esse ano), que se encaixa perfeitamente na harmoria e nos leva a fechar os olhos e nos colocar em um estado de espirito inesplicavel, musica incrivel. A Secret Atlantis traz a musica mais pesada do álbum, com um clima de destruição total, um riff crú e de quebrar o pescoço e nunca perdendo a essência da climatização que é característica da banda. Departure é mais uma linda balada da carreira da banda, definitivamente o EVERGREY sabe fazer baladas e não seria dessa vez que errariam. Currents é só mais um acerto da banda, musica que começa e não tem como saber onde vai parar, refrão bem construído, solo alucinante e um riff que entra pra galeria da banda como "acima da média" fazem da faixa uma "experiencia musical". This Ocean fecha o álbum, seu riff fora da caixa e com seu clima explodindo energia, e assim terminando o álbum com o nível lá em cima e o ouvinte com o coração na mão.


EVERGREY tem 20 anos de carreira, o normal seria uma banda em decadência, assim como acontece com varias bandas, mas com os Suecos parece acontecer o contrario, a banda só melhora a cada álbum lançado. The Atlantic dentre seus antecessores se coloca como a perfeição, sim perfeito, eu tentei achar algum ponto negativo nesse álbum nesses meses que venho ouvindo essa obra prima, porem não tem ponto negativo, a banda simplesmente surpreende a cada composição, o vocalista\guitarrista e fundador da banda Tom S. Englund sempre trabalhando seu melisma, drive e vibrato de forma brilhante, traz a banda consigo, transformando suas musicas em verdadeiras obras para serem apreciadas e vividas. EVERGREY é aquele tipo de banda para ser ouvida com tempo para o ouvinte se conectar com a energia da banda e de suas composições inspiradas. The Atlantic é na minha opinião o melhor álbum da banda e o melhor álbum dentre todos já lançados até o momento em 2019.


FORMAÇÃO
Tom S. Englund - Guitarra/Vocal
Henrik Danhage - Guitarra
Johan Niemann - Baixo
Rikard Zander - Teclados
Jonas Ekdahl - Bateria

TRACKLIST
01) A Silent Arc
02) Weightless
03) All I Have
04) A Secret Atlantic
05) The Tidal
06) End Of Silence
07) Currents
08) Departure
09) The Beacon
10) This Ocean

10 setembro, 2019

Resenha: Voidfallen - The Sinners, The Plague and The Voidfallen (2019)

VOIDFALLEN começou suas atividades como um projeto de Tommi Kangaskortet já conhecido pelo seu trabalho no ENTRHING e Henri Vuorenmaa também conhecido por seu trabalho em bandas como MY REFLECTION e SCARECELL, ambas da Finlândia. 

RESENAH | VOIDFALLEN - THE SINNERS, THE PLAGUE AND THE VOIDFALLEN | O SUBSOLO

Após terem escrito e gravado o EP "The Sinners, The Plague and The Voidfallen" que será lançado no dia 20 de Setembro, os mentores da banda saíram em busca de músicos para completarem o line-up. Então o baixista Lauri Myllylä (EPHEMERALD, ex FROSTTIDE), Aleksi Tossavainen (ex DREARYYM) e o baterista Mika Lumijärvi (SOLAMNIA, ex ENTHRING) se juntaram a banda. 

A banda também lançou na semana passada o clipe para a música "Voidfallen". 


O EP inicia-se com a música "Sinners" e é perfeita para iniciar o trabalho. O riff inicial de guitarra é matador e a bateria e baixo já começam pesadas, completando a agressividade. Os vocais guturais são agressivos e encaixam perfeitamente no som pesado dos instrumentos. Então, as orquestrações entram criando uma ambientação para o que está por vir. O refrão tem boas melodias de guitarra e é perfeito para banguear enquanto você canta. É sombrio e vai te transportar para as frias e escuras terras finlandesas. Há até uma narração no final da música, que ajudou a criar uma atmosfera extremamente caótica e divertida. 

De acordo com as histórias, após "Sinners" vêm as "Plagues". A música inicia-se com um riff Death Metal e alguns blast beats. A música começa de um jeito mais direto, com vocais agressivos e ótima precisão da bateria e baixo. Há ainda algumas orquestrações para completarem a vibe e algumas melodias bonitas no refrão. Há um solo de guitarra interessante e o destaque da música vai para os guitarristas. 


A última música do EP leva o nome da banda "Voidfallen" e foi a escolhida para ser o primeiro single e clipe. A música começa de um jeito sombrio, com algumas orquestrações que criam um clima de suspense e tensão. Os riffs de guitarra soam um pouco Black Metal e o trabalho de baixo e bateria é incrível aqui. Os riffs de guitarra nas estrofes são extremamente agressivos e eu comecei a banguear assim que eles soaram. O refrão da música tem uma boa melodia de guitarra, já tradicional no Death Metal Melódico e vai te transportar para uma floresta sombria (assista ao clipe). O trabalho nessa música é fenomenal e é definitivamente a minha favorita do EP, por mostrar toda agressividade, beleza e clima sombrio que a banda tem. A música encerra-se com um belo piano. 

Desnecessário dizer que o VOIDFALLEN tem uma brilhante carreira pela frente e que "The Sinners, The Plagues and The Voidfallen" é provavelmente um dos melhores lançamentos finlandeses do ano. A execução de cada instrumento, a produção, mixagem e masterização foram bem feitas e não há dúvida alguma de que essa banda vai fazer muitas turnês. 



06 setembro, 2019

Behemoth: confirmado a volta de uma das maiores bandas do Metal Extremo ao Brasil

A Liberationmc acaba de anunciar o retorno de uma das bandas mais esperadas pelos fãs de Metal Extremo. A banda Polonesa BEHEMOTH! tem sua vinda marcada para o Brasil em um show único em São Paulo, dia 08/12, no Tropical Butantã. Confira abaixo informações sobre os ingressos, que começam ser vendidos na Segunda-Feira, 09/09:



 
08/12/2019 (domingo)
Abertura da casa: 18h00

PISTA:


Lote 1:
R$150 (Meia entrada / Estudante)
R$150 (Meia solidária para não estudantes. Doe um kilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia entrada).
R$300 (Inteira)

Lote 2:
R$180 (Meia entrada / Estudante)
R$180 (Meia solidária para não estudantes. Doe um kilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia entrada).
R$360 (Inteira)

Lote 3:
R$200 (Meia entrada / Estudante)
R$200 (Meia solidária para não estudantes. Doe um kilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia entrada).
R$400 (Inteira)

PISTA PREMIUM:

Lote 1:
R$250 (Meia entrada / Estudante)
R$250 (Meia solidária para não estudantes. Doe um kilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia entrada).
R$500 (Inteira)

CAMAROTE:

Lote 1:
R$250 (Meia entrada / Estudante)
R$250 (Meia solidária para não estudantes. Doe um kilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia entrada).
R$500 (Inteira)

Local da venda antecipada sem taxa de serviços (pagamento em dinheiro):

Bilheteria do Tropical Butantã

Venda de ingressos pela internet, com taxa de serviços:
www.ticketbrasil.com.br

Greta Van Fleet surpreende fãs e lança nova música "Always There"

Greta Van Fleet inicia o final de semana com surpresas, lançando nesta sexta-feira (6), a nova música "Always There".


 
A nova música que entrará para a trilha sonora do filme "A Million Little Pieces" dirigido por Sam Talor-Johnson, chega aos cinemas em Dezembro, entanto, a canção não foi feita excluivamente para o filme, ela é 'sobra' do material que a banda produziu em seu disco de estreia.

Alguns fãs mais fanáticos, analisam e comentam que a música realmente não se encaixaria no disco "Anthem Of The Peaceful Army", por se tratar de uma 'baladinha'. A própria banda concorda: “A canção ‘Always There’ foi originalmente gravada para entrar em 'Anthem Of The Peaceful Army', mas no fim nós observamos que ela não se encaixaria no disco”, disse a banda em comunicado, acrescentando que quando surgiu a oportunidade de colocar uma faixa na trilha de "A Million Little Pieces", entenderam que ela tinha o tom perfeito para essa produção.

Ouça agora mesmo a faixa "Always There"

 

Resenha: Replay, Rewind, Rebound - Volbeat (2019)

Se tem uma banda na atualidade que se propõe a fazer um som fora dos padrões, essa banda é a dinamarquesa VOLBEAT sempre influenciada por diversos subgêneros, como Heavy Metal, Thrash Metal, Hard Rock, Rock n Roll, Rockabilly e até o Punk Rock. Em 2 de Agosto de 2019 VOLBEAT lança seu sétimo álbum de estudio o 'Replay, Rewind, Rebound' o disco conta com a estreia do baixista Kaspar Boye Larsen em estúdio com a banda, alem de contar com Michael Poulsen na guitarra e vocal, Rob Caggiano na guitarra e Jon Larsen na bateria.





Como já de costume a banda sempre chama outros músicos para fazer participações em seus álbuns, no 'Replay, Rewind, Rebound' não é diferente e conta com a participação do vocalista Neil Fallon (Clutch), do saxofonista Doug Corocran, do pianista Raynier Jacob Jacildo e do guitarrista Gary Holt (Slayer, Exodus). O álbum conta com a produção de Jacob Hansen junto com Rob Caggiano e Michael Poulsen.


   
Esse novo trabalho vem com outra proposta sonora, mais comercial e menos metal. O disco abre com 'Last Day Under The Sun' já mostrando uma pegada mais pop com um riff que chega a lembrar uma certa musica do Michael Jackson, um refrão marcante faz da faixa uma musica bem grudenta e cativante. 'Pelvis On Fire' é a segunda faixa do álbum e traz referência a própria banda com um clima bem divertido e um ritmo dançante que ja é característica da banda, desaceleramento em momentos inesperados faz da musica uma das melhores do álbum. 'Die To Live' traz a junção do Metal com Rockabilly de forma que só o VOLBEAT sabe fazer, a faixa conta com a participação do vocalista Neil Fallon (Clutch), do pianista Raynier Jacob Jacildo e do saxofonista Doug Corocran. 'Cheapside Sloggers' conta com a participação de Gary Holt (Slayer, Exodus) que por sua vez não deixa a desejar em seu solo, a música com um todo acaba por funcionar por ter uma melodia fácil de assimilar e um refrão "chiclete". 'Leviathan' tem um clima interessante se você imaginar ela ao vivo em locais onde a banda costuma se apresentar, o cocal é justamente pensando nisso, para trazer o publico para cantar junto. 'The Everlasting' é a musica que mais se aproxima do metal tradicional com seu riff cativante, já o refrão se propõe a cadenciar quebrando o ritmo, a musica leva o melhor solo de guitarra do álbum. 'When We Were Kids' traz Michael Poulsen em seu melhor momento como vocal dento do álbum, misturando suas influencias de Elvis Presley e Johnny Cash. '7:24' é uma linda balada e uma das melhores musicas do álbum.

'Replay, Rewind, Rebound' contem 14 faixas em seu disco simples, já na sua versão "álbum duplo" além das 14 faixas o segundo disco conta com 8 faixas sendo que duas são inéditas, as demais são demos.

'Replay, Rewind, Rebound' com certeza não é o melhor trabalho da banda, mas dá pra notar o que esperar da banda no futuro, aqui vemos uma banda tentando se distanciar do metal e criando um som próprio, isso pode ser ruim para alguns fãs da banda porem da pra notar uma maturidade musical em vários sentidos nesse álbum. O álbum soa mais comercial do que discos anteriores da banda, porem uma coisa é certa 'Replay, Rewind, Rebound' estará em muitas listas de melhores álbuns de 2019. Uma coisa é certa, VOLBEAT continua sendo uma banda que não há forma de rotular dentro do metal e muito menos dentro do Rock.


FORMAÇÃO
Michael Poulsen - guitarra e vocal
Kaspar Boye Larsen - baixo
Rob Caggiano - guitarra
Jon Larsen - bateria

TRACKLIST
01) Last Day Under the Sun
02) Pelvis on Fire
03) Rewind the Evil
04) Die to Live (feat. Neil Fallon)
05) When We Were Kids
06) Sorry Sack of Bones
07) Cloud 9
08) Cheapside Sloggers (feat. Gary Holt)
09) Maybe I Believe
10) Parasite
11) Leviathan
12) The Awakening of Bonnie Parker
13) The Everlasting|
14) 7:24

05 setembro, 2019

#23 - De músico para músico - Comportamento - Como elaborar teste para entrada de músico na banda?

#19 - De músico para músico - Comportamento - Como elaborar teste para entrada de músico na banda?



Pois então pessoal, saiu integrante, ou você está montando a banda e precisa testar algum músico!

Parece simples convocar um ensaio, pedir pro fulano tirar os sons e bora tocar, mas, a gente sabe que não é assim que as coisas funcionam na vida real. Os cenários serão dois: Banda em andamento e banda iniciando.

Caso 1 - Banda em andamento, show marcados, com material gravado.

Essa situação é bem confortável pra banda, os músicos já tem entrosamento e as músicas já acontecem.

Sendo assim, o teste deve ter uma sequência de acontecimentos:

- Papo anterior sobre influências e marcar no estúdio escolhido,
- Apresentações;
- Papo leve, sempre dando espaço para o músico não se sentir intimidado;
- Aguardar o tempo do músico para iniciar, evitar barulho desnecessário;
- Assim que possível, passar as músicas, EVITAR ERROS;
- Não ficar tocando desenfreadamente seu instrumento para mostrar serviço;

Depois disso, o processo de avaliação deve consistir nos seguintes tópicos:

- O quão gente boa ou arrogante o avaliado se comportou;
- Velocidade em colocar o ensaio nos eixos;
- Precisão na execução das músicas;
- Se houve erros, o grau das desculpas apresentadas (faltou tempo, minha tia morreu, etc);
- Pós ensaio com entrosamento ou não;

Esses detalhes são ótimos para medir o futuro do integrante na banda.

Na hora de preparar o teste o que se deve pensar é:

- Horário do ensaio;
- Quantas músicas serão tocadas (o ideal seriam entre 3 e 5);
- Local do ensaio (se o fulano mora longe tem que pensar bem);
- Dificuldade das músicas (esse é um ponto delicado, tem que ver em as influências do fulano e escolher bem);

Cenário 2 - Banda nova, integrantes novos, sem material.

Geralmente nesse caso, o integrante que convidou o ou os futuros integrantes é quem fica mais desconfortável.

Os fatos devem ser os seguintes:

- Contato com clareza de informações (referências, proposta, cronograma aproximado, horários, locais);
- Evitar sonhar, ter precisão;
- Evitar pesar nas ideias da banda, ser rápido e eficiente, marcou esquece, não ficar cobrando;

Durante o ensaio as observações devem ser diferentes:

- Grau de entrosamento em primeiro lugar;
- Detalhamento para tirar as músicas (devem ser covers, afinal, as ideias surgirão a partir daí);
- Velocidade que as ideias de composição surgem;
- Interesse dos músicos;

Nesse formato, o avaliador poderá enxergar a situação com tranquilidade e assim tirar as conclusões sobre o teste.

A banda deverá soar de forma natural, como banda iniciante que de fato é

O teste deverá ser nos seguintes moldes:
- Definição de horário e local pelo anfitrião sem chance de troca;
- Seleção de músicas sem alteração, diferentes graus de dificuldade;
- A orquestração da banda deverá ser do anfitrião, e devem ser executadas em ordem variada;
- Pós ensaio com mini reunião e definições posteriores, nada de fechar as coisas com pressa;

Em ambas as situações o avaliador deve esperar para dar a decisão sobre o teste.

Nunca se deve cortar ou acatar de primeira assim, precisa pensar, estar com a cabeça fria, reviver a situação mentalmente e aí sim chegar numa decisão.

Quantos testes fazer? No mínimo 2, no máximo 5.

Nível musical conta muito, no mínimo 80%, porém jamais se deve deixar de lado a pessoa ser gente boa. Não adianta ser uma ótima pessoa e não suprir a necessidade da banda em ter um músico bom. E por outro lado, não adianta tocar muito e ser um chatão!

O ideal nem sempre é rápido. É isso, teste é complexo, leva tempo, é desgastante. Já que vai fazer, façamos direito, com qualidade e que os resultados sejam positivos.

Cobertura: 9º Agosto Negro Rock Festival (Parte 2 - Sábado)

Após muita música de qualidade imensurável na abertura de sexta-feira, continuamos a cobertura, iniciada com a primeira parte, agora falaremos do sábado 03/08, regado dos mais variados tipos de Rock e Heavy Metal, dos clássicos aos modernos. Um sábado para todos.


O SUBSOLO | COBERTURA AGOSTO NEGRO | PARTE 2


BILLIE JEAN



Billie Jean nos trouxe uma seleção de canções selecionadas a dedo, diretamente da época áurea do pop rock nacional e internacional, como Jota Quest, Titãs, Steppenwolf entre outros.
Por: Sidney Oss Emer

LITTLE JOE AARON



Ainda nos primeiros raios de sol do sábado, enquanto apreciava um bom chimarrão, acompanhei a apresentação ímpar desta 'One Man Band' que nos agraciou com um blues de primeiríssima qualidade. Inclusive com uma temática que, pendendo fortemente para o consumo de etanol processado, me fez ter vontade de largar o mate para abastecer o fígado, como é de praxe nesses festivais.

A apresentação foi incrível e com um repertório vasto de grandes canções, que uniram apreciadores dos mais variados tipos de estilos em frente ao palco para curtir uma das raízes do nosso querido rock.
Por: Sidney Oss Emer

P115



Algo que chama bastante a atenção logo no início da apresentação é a seriedade que o pessoal da P115 se posiciona no palco. Mas não se engane, pois esta seriedade (leia-se: profissionalismo) veio acompanhada de um carisma e presença de palco notórios, onde pode-se perceber que o trabalho desta banda é levado a sério nos mínimos detalhes. 

Um hardcore com presença de palco, técnica e peso compuseram os elementos da apresentação.
Por: Sidney Oss Emer

GOATEN



O Goaten tem uma presença de palco enorme, parece que moram no palco e conhecem muito bem seus instrumentos e seu público. O power trio gaúcho veio para essas terras para mostarr um pouco de seu Heavy Metal, que é regado a muitas notas por segundo na guitarram uma bateria monstruosa, um baixo com peso impossivel de passar despercebido e vocais com muita presença de palco

A interação com o público e energia foram vistos do início ao fim (inclusive com direito a pedido de bis), e alimentaram o público faminto e sedento de metal presente no recinto. Sem sombra de dúvidas, a viagem interestadual não foi em vão, e da forma com a qual a banda se apresentou, não será novidade ouvirmos seu som novamente por essas terras.
Por: Sidney Oss Emer

REAÇÃO



Diversão, bebedeira, amizade e coisas do cotidiano... Conforme o clima vai esquentando e o evento avançando, as músicas vão ficando cada vez mais convidativas para os temas citados e para curtir o festival. Essa é a proposta da banda Reação, que com uma vasta bagagem que transcende décadas, e que nos trouxe um rock'n roll e heavy metal raiz, com canções em português, rolando até uma homenagem à cidade anfitriã do evento. 
Por: Sidney Oss Emer

XEI & Sons In Black



Não é a primeira vez que tenho a oportunidade de acompanhar o trabalho singular desta banda, que nos traz canções melódicas muito bem trabalhadas e minuciosamente harmonizadas. 

O trabalho de Alexei e banda, tem sido observado de forma notória em suas apresentações elaboradas e originais. O ar experimental misturado a vários elementos do metal, criam um ambiente propício para reflexão e ao mesmo tempo apreciação. Para fechar com chave de ouro, em homenagem ao grande ícone do metal de todos os tempo, Xei & Sons In Black finalizaram a apresentação com 'N.I.B' do Black Sabbath. 
Por: Sidney Oss Emer

MALICE GARDEN



O reino obscuro toma conta do Agosto Negro com a chegada de Malice Garden e seu mais sombrio, violento e sanguinário Death Metal. Particularmente, um dos meus estilos preferidos, e pude presenciar uma apresentação extremamente técnica e pesada, digna de uma trilha sonora, entoando os mais tenebrosos e violentos vales, por onde a própria morte teme transitar. Mesmo depois de um tempo longe dos palcos e estúdios, Malice Garden mostra que não perdeu as origens e vem apresentando um trabalho de primeira qualidade, o qual pode ser constatado na 9ª edição do Agosto Negro.
Por: Sidney Oss Emer

DEADNATION



Dos shows que vi da Deadnation, sem dúvidas, este foi o mais impactante e memorável. A banda tubaronense soube aproveitar sua passagem no lendário palco do Agosto Negro e trouxe uma performance que assombrou os presentes naquele já final de tarde de sábado. O vocalista Fabrício Chewbacca derramou sob si o sangue daqueles que não sustentam o visceral corte do brutal e insano Chainsaw Death Metal da banda e destes evocou urros e gritos que poderiam anunciar o erguer de massas sombrias de suas catacumbas, enquanto todos os demais instrumentos proporcionavam um verdadeiro massacre sonoro. A Deadnation impressiona cada vez mais por sua competência em entregar um Metal realmente pesado, e com isso só aumentam as expectativas para termos em mãos o quase lançado debut álbum deste grupo. Sem dúvidas, o show, que desta vez mesclou autorais com covers, credenciou a banda para um retorno certo a próximas edições do Agosto Negro.
Por: Vinicius Saints

NATIVITY IN BLACK


Black Sabbath é a melhor banda de Heavy Metal de todos os tempos, sim, essa é a minha opinião. No Nativity in Black se uniram músicos que eu admiro desde que cheguei aqui na região. Na guitarra, Will, que além de ser um Luthier extremamente profissional, domina a guitarra. Tchacka, que é um excelente baixista, alisa o baixo em forma de groove. Zoioka, um dos bateristas mais versátil que já vi tocar, brinca enquanto espanca. E nos vocais, a maior surpresa para este que escreve, Renato Lopes. Já vi o Renato tocar baixo em banda de prog, guitarra em banda de Thrash, Death e Hardcore, mas ver o Renato cantar Dio e Ozzy, era algo que eu não imaginava. Foi só a primeira música ser tocada, que não consegui mais sair da frente do palco. Foi um dos melhores shows do festival, e ficou um gostinho de 'quero mais'. Tomara que o Nativity in Black tenha sequência.
Por: Maykon Kjellin

ALCHIMIST



Tem bandas que são especiais e você sente isso desde os primeiros segundos de palco. A Alchimist veio do Maranhão para provar que o Norte do país - em especial este estado, tem muito material bom para apresentar por aqui. E este material é muito mais do que sonoro, é humano. O show foi estonteante e me deixou simplesmente boquiaberto. Thrash? Power? Heavy? Bom, Metal, sem dúvidas, e da melhor qualidade, foi entregue de forma massiva para o público do Agosto Negro. Que som, senhoras e senhores, que som espetacular. A banda pega de surpresa quem não a conhece e cativa ainda mais quem é seu fã, principalmente pela simpatia e camaradagem dos maranhenses após o show, que ficaram curtindo o evento até onde suas agendas permitiram no domingo, já que a Alchimist tinha ainda mais estrada pela frente, encarando o frio sulista que só não congelou as almas dos maranhenses, pois o público do Agosto Negro retribuiu a apresentação fantástica da banda com calorosos aplausos, moshes e gritos.
Por: Vinicius Saints

SOMBERLAND



Eu sempre fui fã de música, seja ela o que for, mas ela tem que ter sentimento, melodia, groove e por ai vai. O Somberland é uma banda de Black Metal e eu NUNCA FUI FÃ DE BLACK METAL, mas sou fã do Somberland. Uma banda genuinamente original, consegue fazer o Black Metal parecer ser fácil de ser tocado, mas não é. As melodias destacadas pelos guitarristas e a forte cozinha do baixo e bateria, fazem que a banda tenha destaque. É extremamente intrigante para mim mesmo, o motivo de eu gostar de uma banda, que está com os dois pés fincados num gênero que eu não costumo ouvir e portanto, admito, tenho até o EP da Somberland e admiro muito como a banda vem crescendo não só no cenário nacional, como no cenário sul-americano e vem crescendo sem freio. Já a apresentação, foi de literalmente pegar fogo. Com uma pequena fogueira em algum frasco que não detectei no meio da bateria, logo as luzes se apagaram e o show ficou cada vez mais macabro. Muita técnica, groove, peso e melodia, a cada música o Somberland despertava elogios do público e eu ainda queria ver mais.
Por: Maykon Kjellin

LEVIAETHAN



Entre as grandes injustiças do Underground, acredito que o Leviaethan é uma das maiores injustiçadas. A banda lançou 'Smile' que é sem dúvida um álbum clássico para a cena, e depois 'Disturbing Mind' manteve essa pegada e de quebra são impecáveis ao vivo. Com destaque para verdadeiros achados do autentico Thrash Metal brasileiro como: 'Echoes From The Past', 'The Last Supper' e 'Live free Or Die'.
Por: Harley Caires


Paradise In Flames



A cena mineira nunca vai deixar de nos surpreender, e quem acompanha o Underground Nacional sabe da qualidade que  a Paradise in flames apresenta. Depois de uma apresentação brutal no Maniacs metal Meeting de 2018, a banda voltou para terras catarinenses  e mais uma vez provou porque são um dos nomes mais fortes para  fãs de Metal Extremo  porque músicas como 'Has Never Seen A World Without Wars' e 'Hell’ Now' são insuperáveis. Ao final do show foi possível ver a cara de admiração por parte do publico que não conhecia a banda. 
Por: Harley Caires

ORQUÍDEA NEGRA



Aos poucos, a Orquídea negra, que não é nenhuma novidade para muitos dos apreciadores do som e festivais catarinenses, vem grandiosamente ressurgindo das cinzas, e com com ela, trazendo um novo e poderoso medalhão: Felipe Holmack, que em pouco tempo para assumir os vocais da banda, (tidos por muitos como hinos), desempenhou um trabalho de uma grandiosidade admirável. Acompanhado porém de uma grande responsabilidade, uma vez que substituiu o posto do lendário "Boca", mas mesmo assim, conseguiu cumprir com seu papel, no mínimo, à altura. 

Falando um pouco sobre a banda como um todo, foi um dos shows mais esperados da noite, e a expectativa estava a mil, principalmente para aqueles que não viam a banda há muito tempo. Uma apresentação magistral, com as clássicas canções dos monstros sagrados do metal catarinense.
Por: Sidney Oss Emer

BAD BEBOP



A união de músicos experientes da cena do Paraná, deu origem ao Bad Bepop. A sonoridade é moderna e flerta com vários estilos dentro do Metal, sendo que me veio à mente bandas como o Trayce. Ao vivo eles são muito mais pesados que no seu trabalho de estúdio  'Prime Timer Murder', então o bate cabeça comeu solto em sons como: 'Greed', 'Vicious' e 'Trouble'.
Por: Harley Caires

(Infelizmente por conta do horário e por ter que voltar cedinho no domingo, ficou faltando a última banda de Sábado, a Breed um especial do Nirvana.)