18 janeiro, 2018

#04 De músico para músico: Comportamento / Saindo de uma banda

Dando sequência à coluna De Músico para músico, vamos abordar um tema bastante complexo dessa vez:

A saída da banda.

Tema este que pode acabar com amizades, pode bagunçar as estruturas da banda, até mesmo causar o término do grupo por conta da saída de um integrante.

Muitos dos tópicos citados na coluna anterior sobre como se comportar ao entrar numa banda podem ser recolocados aqui, como por exemplo você não sair se sentindo "O cara", o cheio da razão, o absoluto. Ou ainda, (tema que será melhor definido ao longo do texto) sair fazendo críticas.



Vamos começar pensando no cenário básico de uma banda com disco gravado, formação de boa aceitação do público, base de fãs de tamanho pequeno/médio (nossa primorosa banda  - SF - (Sfincter Flavour))

Primeiro termômetro ou indicador de que as coisas não andam bem: Toda semana, no ensaio, os caras estão te cobrando ações que você simplesmente esquece de tomar. Com isso a banda passa a marcar reuniões e mais reuniões das quais te faltam paciência de participar.

Segundo indicador: Críticas diretas, apontamentos de detalhes a serem melhorados na sua postura, cobranças em tom de ironia, a coisa séria já virou brincadeira.

Finalmente, o terceiro indicador seria o ultimato de que se você não resolver o assunto X será melhor se desligar da banda para não atrapalhar o grupo.

Quem nunca passou por esses três momentos numa banda? Seja em curto ou médio intervalo de tempo, todos já vivenciamos isso.

Nesse primeiro cenário, você será expulso da banda ou se preferir, convidado a se retirar. Isso é, muitas vezes, exatamente aquilo que você deseja, mas não teve coragem de pedir antes.

Está nessa última linha do texto exatamente o que não fazer: Esperar as coisas chegarem às últimas consequências para sair ou ser expulso.

Os problemas que essa ação geram são tão chatos de resolver que talvez nem valham a pena ser resolvidos. Você gerou um atrito pessoal dentro do grupo e isso será refletido em tudo o que a banda produziu naquele período ou irá produzir por algum tempo. 


Como se portar nesses casos, levando em consideração de que você está cansado da banda e quer mesmo sair:

- Não adianta nada brigar, argumentar, apontar defeitos dos outros;

- Saiba que a banda já conversou entre os integrantes remanescentes e já tem a decisão da sua expulsão;

- Simplesmente concorde com o que tem que ser concordado e defenda-se se necessário, mas faça isso de maneira rápida;

- Falando de velocidade, acabe com a reunião o mais brevemente possível e não faça com que o assunto gire demais;

- Se houver interesse em continuar a amizade (o que seria ideal), faça uma rodada de cerveja assim que possível e deseje boa sorte pra quem fica na banda.


Sobre o outro cenário dentro desse, no caso de você estar na berlinda da expulsão, mas foi algo impensado e existe o interesse de redenção:

- OUÇA. Saiba ouvir todas as críticas e apontamentos dos seus companheiros;

- Mostre soluções para os problemas apontados;

- Se a banda estiver disposta a uma nova tentativa, dê o melhor de si, faça a coisa acontecer;

- Não estamos falando de abaixar a cabeça, estamos falando de entender um erro e aplicar a melhor correção possível.


Todos os tópicos giraram em torno de controlar o orgulho, certo? Simplesmente pelo motivo de que essa é a maior das causas de separação de banda!

Agora que falamos sobre a tal reunião, vamos para o pós. 

Pronto, você está fora! Agora o que vai acontecer? Facebook e meter o pau em todo mundo? Stalkear a banda e ir no próximo show pra puxar vaia? Esperar os caras acharem o substituto pra falar que ele é ruim? Isso aí, super certo e adulto!


O que se espera de um ex-integrante?

- Amizade independe do trabalho feito na banda, quem souber separar isso terá uma boa relação com muitas pessoas na vida;

- Desejar um boa sorte de coração e pq não compartilhar os eventos da banda? Pq não continuar sendo uma pessoa ativa, um fã?

- Não sair falando mal de um ou de outro, entenda que se você saiu e os outros ficaram é simples deduzir quem está "errado", as pessoas pensam assim;

- Textão no facebook... precisa mesmo dizer que é feio?


O que A BANDA deve fazer?

- Nota oficial da saída do integrante;

- Inclusão do novo integrante e segue o jogo; 

- Não sair massacrando o integrante que saiu, é tão infantil quanto o contrário;


Agora vem a parte difícil... Composições, contatos, direitos, etc.

O principal motivo de se manter com a cabeça fria nesses casos é para chegar na hora da divisão da banda e tudo ser esquematizado do jeito certo.

- Disco gravado já está gravado, não tem o que desfazer. Se houver royalties, façam as divisões do jeito certo, com contrato, explicado, nada de só falar e está tudo bem.

- Disco em andamento pode ser modificado, então o que foi feito até então daquele instrumentista deve ser mudado e rearranjado;

- Contatos de casa de show, itens etc. - Vamos combinar que você deu o melhor de si enquanto estava na banda, não dá pra simplesmente desfazer isso, os contatos foram dados e foram utilizados, agora o ideal é dividir isso e cada um usar o que der pra ser usado no futuro;

- Fã é da banda, não tem o que discutir nem o que ser dividido nesse caso. Se sua saída gerar antipatia de fã, não leve pro pessoal.

Resumindo em poucas palavras: Sejamos gente boa, sejamos amigos.

Não vamos deixar tudo chegar ao extremo para conversar. Muita briga pode ser evitada se a coisa for cortada antes mesmo de começar.

Se não teve jeito, houve mesmo a separação, então sejamos sensatos e cada um segue seu caminho sem fazer pirraça pro outro.

É difícil engolir o orgulho e aceitar uma crítica? Pois é, mas banda é assim! É um relacionamento pesado e chato. Mas todos estão ali lutando por um bem comum. 

Pensar sempre no futuro bacana onde você saiu da SF, entrou na ST (Sfincter Taste - mesmo estilo e tal), aí algum produtor marca um evento de bandas do mesmo estilo e você tem que dividir palco com o SF..... Não seria bacana ter amizade e companheirismo pra até dividir equipamento, dar uma canja com a antiga banda, curtir juntos? Parece utópico mas é perfeitamente possível se a gente for mais legal uns com os outros.

Na próxima coluna falaremos mais sobre comportamento, dessa vez com as relações externas, como lidar com família e banda etc. Só aguardar que em breve a quarta edição estará aí!

17 janeiro, 2018

Resenha: The Beloved Bones: Hell - Dark Avenger (2017)

Sinceramente, gostaria de estar escrevendo essa resenha em uma oportunidade diferente, sinto um vazio ao ouvir o disco e sabendo que foi o último da carreira de Mario Linhares, que veio a nos deixar no final de 2017. Porém, meu coração fica consolado a ver quanto trabalho de alto nível esse cara deixou para nós, já que a importância do Dark Avenger e principalmente do Mario Linhares para o Metal nacional, são indiscutíveis. Foi em 1993 em Brasília/DF que a banda foi formada e chegaram a dividir o palco com Megadeth, Hammerfall, King Diamond, Exodus e tantos outros nomes do Metal mundial. 



O disco "The Beloved Bones: Hell" foi um presente marcando o vigésimo quarto aniversário do grupo e que presentão recebemos, não é? O trabalho é todo voltado para temas como: Inocência, liberdade, reflexão, súplica, vitimização e tantos outros que nos arrodeiam em nosso dia a dia, sendo que as vezes até nos torturam. Ao que parece o senhor do Metal reservou para Mario, um último disco que não é desse mundo, o The Beloved Bones é sobrenatural e nenhum pouco simples, trazendo uma miscelânea de influências e de características.

Votado pelos redatores d'O SubSolo como o melhor disco de Heavy Metal tradicional de 2017, e ainda por cima com votação unânime, no topo da votação de todos os colaboradores. Esse é um dos exemplos que o disco realmente é uma obra prima do Heavy Metal atual, não tirando o mérito de discos anteriores, mas este, na opinião deste que escreve, é o melhor disco da discografia do Dark Avenger.

A masterização foi feita pelo sueco, Tony Lindgren, que soube explorar toda a criatividade dos instrumentistas Glauber, Hugo Santigado  Gustavo Magalhães, Anderson Soares, sendo que o primeiro foi quem produziu o disco, sem falar nas vozes que ecoarão eternamente em nossas ouvidos e principalmente em nossas playlists, Mario Linhares. O toque sutil de quem gosta realmente de música, dando pequenos traços de supremacia musical a cada acorde e nos contemplando em poder ouvir algo tão generoso e ao mesmo tempo intrigante

Ninguém ouve música por status, por fama ou por obrigação. Quem ama realmente a música e acima de tudo o Rock/Metal que é o que realmente gostamos, e não só isso, amamos e sentimos na pele cada palavra ecoada em uma canção, cada acorde que ficará grudado na cabeça, cada virada de bateria emocionante e cada groove de um baixo marcante. Tudo isso fica para a história, cada passo na música você mexe com sentimentos daqueles que conseguiram de certa forma sugar a mensagem que você transparece em forma de arte, Dark Avenger tocou pessoas tão profundamente, que se encerrar as atividades deixará saudades, ao mesmo tempo deixará um sentimento de gratidão, agradecemos pela cooperação pelo Heavy Metal nacional.

TRACKLIST
01) The Beloved Bones
02) Smile Back To Me
03) King For a Moment
04) This Loathsome Carcass
05) Parasite
06) Breaking Up, Again
07) Empowerment
08) Nihil Mind
09) Purple Letter
10) Sola Mors Liberat
11) When Darkness Fall (Bônus Track)

FORMAÇÃO
Mário Linhares - vocal
Glauber Oliveira - guitarra
Hugo Santiago - guitarra
Gustavo Magalhães - baixo
Anderson Soares - bateria

Material enviado pela Metal Media

16 janeiro, 2018

Rock Laguna comemorará 30 anos em grande estilo

Megaestrutura do Rock Laguna tem foco no conforto do público!

Laguna vai ser a capital nacional do Rock'n Roll no próximo dia 19 de janeiro (sexta-feira). O Rock Laguna volta a ser a grande atração do litoral Sul do Brasil 30 anos depois da estreia, em 1987. A estrutura do evento está sendo cuidadosamente montada. Serão 100 seguranças, espaço com mesas na área vip, camarote individual, garçons nos camarotes, banheiros, DJs nos intervalos entre as apresentações das atrações regionais, nacionais e internacional, cinco pontos de alimentação com food truck e posto médico.



A venda dos camarotes individuais está encerrada, pois todos foram comercializados logo no lançamento do evento. Os lotes de ingressos para acessar aos 10 mil metros quadrados da arena que está sendo montada na Praça Seival, em Laguna, estão à venda pelo site www.minhaentrada.com.br. "São oito shows pelo preço de um", alerta Evaldo Marcos, organizador das duas edições do Rock Laguna. Os apreciadores do rock terão à disposição seis bares e mais alguns pontos de gastronomia.

Esta edição é comemorativa, uma vez que a primeira edição ocorreu há 30 anos, em janeiro de 1987 e 1988. O Rock Laguna, no dia 19 de janeiro, terá os portões abertos a partir das 18h, na Praça Seival, no Balneário mais agitado do Sul, Laguna. Neste ano, a mistura de ritmos será o diferencial com rap, rock e reggae music.

Dire Straits Legacy, banda britânica que embalou gerações apaixonadas pelo melhor do rock’n' roll é a atração internacional. Também estarão no palco ConeCrew, Armandinho, Nenhum de Nós, CPM22. https://minhaentrada.com.br/evento/rock-laguna-30-anos-8553

Ordem dos shows
KM7
Ave de Rapina
Sentapua
Nenhum de Nós
CPM 22
Dire Straits Legacy
Armandinho
Cone Crew Diretoria

Cobertura
O SubSolo & A Hora Hard
Fonte; Mylene Salgado (S&S Comunicação)

15 janeiro, 2018

Arde Rock: releitura de um grande clássico para começar 2018


A banda santa-mariense Arde Rock começa o ano de 2018 com uma bela releitura. Os músicos trazem um clássico do Rock oitentista para seus instrumentos sendo a faixa DANGEROUS que está presente no álbum “Algo a Zelar” da Arde Rock lançado no ano anterior. A música original tem como compositor PER HAKAN GESSLE e originalmente foi gravada pelo ROXETTE em 1988.


O grupo busca trabalhar na divulgação de seu mais recente álbum, tendo o lançamento de seu site e conquistas expressivas nas colocações de melhores do ano pelos sites especializados do Rock Underground.



14 janeiro, 2018

Web Rádio O SubSolo: anunciado o novo projeto do blog/site O SubSolo junto de toda a equipe

Com uma proposta diferente de outras rádios, O SubSolo com a administração e coordenação de Wendell Pivetta e auxilio do fundador d'O SubSolo, Maykon Kjellin. 

A nossa programação tenta viajar pela arte independente brasileira, não só trazendo música de qualidade, mas sim, dando espaço a todos os artistas culturais interligados ao Rock & Metal. Além de bandas carimbadas no cenário, traremos novidades, como artistas que estão começando suas trajetórias autorais. 





Na Web Rádio O SubSolo, além de ouvir Rock & Metal independente, você também terá acesso a conhecer novas casas de shows com vinhetas exclusivas, participar de entrevistas e mesas redondas, saber de eventos próximos a você, sempre com o intuito de propagar o bom Rock 'n Roll e Heavy Metal. O contexto é dar voz para quem não tem, e assim, crescermos juntos.

O intuito também é abrir espaço para todos os interessados em participar e terem programas, quadros e até pequenas mensagens de notícias de suas bandas. Programas já confirmados são: Metal Etílico, Álbum Dicas, A Hora do Canibal, Rock Master, London Calling, Onda Nervosa e Alternativo na Ativa. 

Metal Etílico, com o responsável Wendell Pivetta, o programa já vem sendo apresentado em diversas formas, seja em Podcast diretamente em sua página oficial, assim como participando de várias rádios com programas fixados na grade de programação.  Traz consigo o bom e velho Rock 'n Roll e notícias semanais.

A Hora do Canibal, com o responsável Ivan Gomes vem como o principal intuito apresentar bandas independentes de todos os cantos do país. Tem o programa fixado em outras rádios, trazendo agora o programa e sendo um de nossos parceiros nessa nova jornada.

Alternativo na Ativa, comandado pelo músico Stevan Zanirati, o programa está no ar fazem exatamente três anos e tem como proposta um mergulho na contracultura, movimento underground, do Sul ao Mundo tocando o Rock n' Independente e suas vertentes.

Rock Master, que com o responsável Daniel Seabra vem conquistando seu espaço na mídia radialista, com uma boa equipe, abordando sempre assuntos relevantes sobre a boa música, sempre em atualização e fidelidade ao Rock 'n Rol.

London Calling é apresentado por Paulo Floriani e é um dos programas mais importantes do Punk nacional. Trazendo aos ouvidos o bom e velho Punk Rock, o programa London Calling que era transmitido apenas no Mutante Rádio, agora também terá espaço na Web Radio O SubSolo.

Álbum Dicas, produzido por Lucileno Matos, o catarinense sempre foi um cara que correu atrás dos seus projetos, recentemente com a Radio Garagem In Rock, começou a dar espaços para bandas de todo o cenário nacional.

Onda Nervosa, com o excelente locutor Leandro França, é um programa na rádio Ondas FM, que terá suas reprises adicionada a grade de programação da Rádio O SubSolo.

A Web Rádio funcionará 24hs, sua programação contará com maior numero de programações gravadas e alguns programas ao vivo realizado por Wendell Pivetta e Maykon Kjellin, contando também com alguns apoios confirmados de outras mídia e com pequenos trechos de quadros que serão enviados, são eles:


Vitor Hugo Franceschini do Arte Metal

Daniel Russo d'A Hora Hard

Fabio Reis do Mundo Metal

Guigo Romagna do Urussanga Rock Music

Leandro França do Onda Nervosa

Igor Arruda do Programa E ai cara?!

Renato Sanson do Heavy and Hell

Tem programa ou podcast e quer contribuir com a Rádio? Entre em contato pelo radio@osubsolo.com

12 janeiro, 2018

Conheça: Social Breakdown (São Paulo/SP)

Social Breakdown foi formada em 2016, com o intuito desde seus primórdios de fazer um som autoral honesto, unindo as vastas influências dos integrantes, o que acabou resultando em um Punk / Hardcore com algumas pitadas de Rock Alternativo.



No ano a seguir, logo ali em 2017, o primeiro EP do grupo foi lançado no dia 30 de Setembro, intitulado "Nothing Changes if You Don't Even Try", contendo cinco faixas que foram lapidadas dentro da proposta da banda. A formação atual da banda conta com Tom no vocal, Danilo Bizarro e Thiago Santo nas guitarras, André Uva no baixo e Leandro Cardozo na batera. 



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11 janeiro, 2018

40 anos de Punk: no próximo sábado (13), bandas Punk de várias partes Brasil vão invadir Florianópolis

No ano em que completa 40 anos do surgimento das primeiras bandas punk no Brasil teremos uma gig histórica em Florianópolis, com os fundadores de duas das primeiras bandas icônicas, os lendários INDIÃO, com o HINO MORTAL, banda do ABC do inicio dos anos 80 e ARIEL ULIANA tocando as clássicas dos RESTOS DE NADA, INOCENTES e INVASORES DE CÉREBROS.

Além da VERMES DO SUBÚRBIO, banda de Alegrete, do início dos anos 90, com grande representatividade na cena punk do Rio Grande do Sul tocará também DEVASTADORAS, banda crust formada apenas por mulheres de Porto Alegre. E a cena local será representada pelas indigestas, barulhentas e insanas bandas: INSALUBRE, POGO ZERO ZERO e INSURGENTES.

Contaremos no mesmo evento com exposição de matérias e do documentário “ARIEL PELAS RUAS”, troca de ideias com TINA RAMOS, sobre o envolvimento das mulheres e as dificuldades encontradas pelas mesmas na cena desde o início do movimento punk. Preparem seus tímpanos, pois a avalanche sonora promete causar ondas no valão do não menos lendário PLATAFORMA ROCK BAR. Compareça e mantenha a chama viva! Aguardamos vocês!




40 ANOS DE PUNK

✓ HINO MORTAL (SP)
✓ ARIEL (INVASORES DE CÉREBROS, RESTOS DE NADA, INOCENTES) – SP
✓ DEVASTADORAS – Porto Alegre – RS
✓ INSALUBRE – São José – SC
✓ VERMES DO SUBÚRBIO – Alegrete – RS
✓ INSURGENTES – Florianópolis – SC
✓ POGO ZERO ZERO – Florianópolis – SC

PLATAFORMA ROCK BAR
Rua Heriberto Hulse, 3299 – São José – SC
13 DE JANEIRO DE 2018  – 17 h
INGRESSOS: R$20,00

Fonte: Noise Regards

Resenha: Sheriff - Cacife (2016)

Formada em 2008 na cidade de Porto Alegre/RS, o Cacife é uma banda de Metal que carrega em suas veias diversas influências, sendo elas mais cicatrizadas nos anos 80's e 90's. Com Douglas Righi nos vocais, Rodrigo Pitel na guitarra, foram Deivid Brisolin e Luke Santos os escolhidos para completar o time, sendo baixista e baterista respectivamente. No ano de 2016 recebemos o "Sheriff", o álbum que foi elaborado e gravado com músicas que retratam a sociedade, no qual hoje nos mostra o quanto as pessoas são influenciadas umas pelas outras, quase que muitas vezes guiadas por pensamentos alheios.




Nas primeiras audições é perceptível o leque de influências depositadas no disco, linhas de Thrash, Death e até de Black são perceptíveis ao máximo, mas no fundo, também temos uma ligação de Hard Rock e do Rock oitentista. Fiquei um pouco confuso em saber qual linha realmente o Cacife se inspira, mas acabamos nos deparando com uma sintonia que vem dando certo, cada membro depositando a sua inspiração, isso é um ponto positivo. 

Os vocais rasgados de Douglas RIghi, demonstram a clareza de um Axl Rose em seus primórdios, mas com a fúria de algo mais adepto ao Metal extremo, criando assim um vocal mais característico. A guitarra tem boas alternâncias entre agilidade, cadência e harmonização. Toques de pedal duplo no bumbo, trazem aquela ligação com o Metal mais ácido, transborda também criatividade para boas linhas de bateria, tanto que a música de abertura se inicia com uma virada muito bacana. 


O baixo de Deivid Brisolin faz um trabalho coeso, simples e objetivo, com bons timbres e uma segurança absurda, dando toda uma consistência que uma banda de guitarra ímpar necessita. Basicamente nesse trabalho os músicos fazem o que é lhe solicitado, sem exageros e firulas, é um disco objetivo com boas composições. Assim como todo o disco que mantém um nível de qualidade muito alto, capa bem elaborada, material físico de primeira e todo o processo de composições bem dinâmica. Como esse álbum é de 2016, fico ansioso para algo novo da banda quem sabe em breve, fundamental material de qualidade assim como pontapé no Heavy Metal, começaram muito bem para um primeiro material.


TRACKLIST
01) Final Solution
02) Your Life of Mine
03) Rebuild from the Ground
04) Sinful Souls
05) Cold Blood Murder
06) The Manager
07) Sheriff
08) Bullet Shot


FORMAÇÃO

Douglas Righi - vocal
Rodrigo Pitel - guitarra
Deivid Brisolin - baixo

Luke Santos - bateria

10 janeiro, 2018

The Galo Power: lançamento de nova música e videoclipe



O power trio The Galo Power, de Goiânia, acaba de lançar seu mais novo trabalho: uma live session da música "Desande".

Com imagens e edição de Patrícia Soransso, gravada e produzida pelos irmãos Bruno e Breno Prieto, idealizadores da Sala Fumarte, a nova canção dos galos goianos inaugura a nova fase da banda, que já trabalha no seu novo trabalho e quarto álbum da carreira, de nome "Bote".

Com participação do percussionista Weiler "Jahmaika", da banda Caboclo Roxo, The Galo Power traz nessa nova roupagem de trio uma visceralidade e versatilidade ainda maior do que nas formações anteriores, sem contar a explosão de timbres e a fusão de novos ritmos às suas novas composições.

Confira "Desande" aqui: 


09 janeiro, 2018

Resenha: Ritual - Centrate (2017)

Quando se trata de Thrash Metal, a Alemanha vem com fortes nomes. "Ritual" é o disco de estreia do Centrate, que é formado por um quinteto de alto nível. Para um primeiro trabalho, os caras chegaram com os dois pés, agressivo, dinâmico, pontual e extremamente técnico.



Particularmente gosto do Thrash Metal mais cru, bem aqueles na linha Old School, além disso nesse disco, os caras ainda trazem uma pegada mais característica, soltando um pouco para o lado do Death Metal em muitas vezes, mas sempre centralizado no Thrash agressivo e dinâmico, como já havia mencionado. 

Os vocais trazem alternâncias consideráveis de uma música para a outra, em algumas delas Niklas traz um vocal mais rasgado e agressivo, já outras um pouco mais dinâmico, reto e obscuro, nítido tamanha potência vocal. A bateria e o baixo em algumas faixas, fazem um jogo de contratempo que é de deixar qualquer um antenado, sem falar no "duelo" de guitarras, que sincronizadas a todo instante dão peso e harmonia, deixando claro também que o timbre de ambas é algo surreal.

O selo responsável pela distribuição no Brasil é a Heavy Metal Rock, que traz esse em forma de um digipack muito bem organizado, capa impecável e com objetividade. Poder falar sobre um trabalho novo e de músicos com muita técnica, estudos e conhecimento, chega a ser uma responsabilidade gigante, mas ao mesmo tempo, escrevemos este com total convicção de que logo logo, estaremos resenhando um segundo trabalho.

Material recebido pela Heavy Metal Rock



TRACKLIST
1) Doom
2) Voodoo
3) In the Face of Death
4) Forever Mine
5) Soul Collector
6) Old Man’s Table
7) Infected
8) Kill till Death
9) Revenge
10) Ritual

11) Exorcism  

FORMAÇÃO
Niklas Keul - vocais, guitarras
Tobias Diehl - guitarra
Chris Wömpner - guitarra
Marcel Dippel - baixo

Manuel Ernst - bateria

08 janeiro, 2018

Cobertura: Tubarão Metal Fest II(Tubarão/SC)

2017 foi definitivamente o ano do Rock/Metal em Tubarão. A cidade do sul de Santa Catarina recebeu ao longo do ano inúmeros eventos que reuniram bandas de todos os sub-gêneros do Rock e Metal, e no último do ano não foi diferente. Depois da primeira edição em junho que foi um sucesso absoluto, o Agosto Negro Produções arriscou e apostou em fazer a segunda edição do Tubarão Metal Fest em dezembro, jogada esta que causou desconfiança em alguns e criou-se uma desconfiança se o evento daria certo. Chegado o dia do evento, que foi no sábado 16/12, não sobrou dúvidas: deu certo sim.




O Congas foi a casa de boa parte dos eventos na cidade, e neste não pode ser diferente. Seu ambiente amplo abrigou mais uma horda de headbangers, que foram chegando aos poucos. A primeira banda, a Atlantic Dogs, por exemplo, tocou para poucos, mas que não se arrependeram de chegar cedo para conferir o Stoner Metal do grupo, que se diferencia bastante do que as demais bandas da região apresentam. A banda lagunense ainda tem um repertório composto por diversos covers, mas arriscou apresentar sua primeira música autoral e deixou uma expectativa para ouvirmos mais disso. 

A sequência veio com a Threzor, que fez um show que lhe fazia sentir de volta nos anos '80. Thrash Metal clássico, com todas as características das grandes bandas que estouraram na cena Thrash em seu auge, e com a personalidade que esperamos das bandas autorais de nossa região. O mesmo vale para a avassaladora They Come Crawling, banda que está dando seus primeiros passos e já mostra ser uma banda ímpar. Apostando em uma pegada Death Metal, com pitadas de Grind, o som da banda é de moer. Contando com músicos experientes e um vocalista irreverente e monstruoso em palco, tenho certeza que é uma banda que tem muito a mostrar ainda.

Shadow of Sadness era um dos shows que eu mais esperava na noite, e valeu a pena a espera. Death Metal melódico e técnico de alta qualidade, que me faz acreditar que a banda é uma das melhores de Metal Extremo de nossa região, foi apresentado com peso na medida no palco. A banda merece reconhecimento pelo seu som diferenciado e bem executado. 

O show seguinte foi da Alkanza, e sou suspeito de falar da apresentação dos caras. Já perdi as contas de quantas vezes vi eles ao vivo, mas essa foi a primeira que assisti em o guitarrista André Guterro no palco. Para seu lugar, a banda conta agora com Pedro Victor, que manteve a energia explosiva que Guterro tinha no palco e encaixou perfeitamente na destruição que a banda propõe em seus shows. O destaque fica para a reação do público à apresentação, pois foi a primeira banda a fazer as rodas abrirem. Além de ser realmente um som motivador para isso, a banda de Laguna também contou com a casa quase cheia para sua apresentação, o que mostra que já existe uma forte ligação do público local com a banda.

A Battalion foi a primeira das que podemos considerar headliners do cast do dia, e tal título não se deve a toa. A banda de Itajaí é absoluta em palco, e assim como os florianopolitanos da Threzor, nos faz voltar no tempo com seu som. O Speed Metal do power trio é cru e agressivo, e isso obviamente incentiva o público a grudar no palco e chicotear a cabeça sem parar. As músicas da banda passaram como tiros de uma metralhadora, e se a intenção era destruir no palco, saiba que eles destruíram.

Outra grande atração foi o retorno da lendária Distressed, e a ânsia por sua volta aos palcos foi devidamente correspondida. Se era som pesado e intenso que o público queria, a Distressed o trouxe. Doses exacerbadas de Death Metal foram apresentadas com tudo aquilo que esperamos do gênero, e o resultado disso foram os mosh pits que se abriram como um vale infernal no meio do público presente. Certamente, o trio Alkanza, Battalion e Distressed foi dono do pico de presença dentro da casa, e fizeram apresentações que por si só já fizeram o evento valer a pena para os presentes.

A Red Razor também merecia um grande público, mas subiu no palco em um momento que alguns já estamos absolutamente quebrados pela sequência implacável que o evento propôs. Mas isso não foi motivo para um show frio, muito pelo contrário. O Thrash Metal clássico da banda não pode passar sem a presença de rodas punk e bateção de cabeça. A banda da capital catarinense já é consagrada pelo estado e a cada show seu mostra o por que de aparecer na lista de melhores bandas nacionais do gênero.

Se o cast estava abusando de peso desde o começo, foi na última banda que veio aquela esfriada nos ânimos. Apostando em clássicos do Metal melódico internacional, a criciumense Norium pegou o fim da festa e poderia fechar com chave de ouro a celebração, mas não conseguiu puxar os últimos sobreviventes e fez um show sem tanto calor, apesar das boas músicas que foram apresentadas. 

Mais um evento que não me deixa espaço para críticas. A organização fez o evento ocorrer bem, apesar dos atrasos entre uma banda e outra que no final atrapalharam a apresentação da Norium, mas isso é algo que já vejo como quase impossível de se evitar, mas ainda assim a produção tratou de não deixar isso chegar a níveis exagerados, como já vi em outros eventos. O cast formado foi impecável, tratou de trazer diversas instâncias do Metal para não decepcionar o público. Do lento ao veloz, do cadenciado ao intenso, do impulsivo ao técnico, mas todos com o peso que esperamos de bandas de Metal. 

Com isso o Tubarão Metal Fest II encerrou de forma digna o grande momento que a cena local viveu em 2017, e firmou o Congas como casa dos headbangers da região Sul. Que em 2018 possamos vivenciar mais grandes momentos dessa dupla e que o nível dos eventos continue subindo.

07 janeiro, 2018

Conheça: Caiau (Juiz de Fora/MG)

Caiau é uma banda de Hardcore formada em 2015 em Juiz de Fora/MG. O Hardcore mineiro é composto por Thiago Fonseca na guitarra e vocal, Guina no baixo e vozes e Xurume na bateria, tornando assim um Power Trio, que fez sua estreia nos palcos apenas em 2016.



Apesar de ser considerada uma banda formada a pouco tempo, os músicos que compoem o projeto já fazem parte do cenário musical juiz-fornada há muitos anos, seja como produtores de eventos ou músicos de outras bandas importantes da cidade, como Capetão América, Híbrida e Traste.

O primeiro registro da banda é um EP com seis faixas, lançado esse ano em Abril. Esse trabalho foi totalmente produzido em Juiz de Fora, intitulado Rupestre, que é o resultado de um processo de exercicio prático da filosofia máxima do movimento Punk, o famoso "faça você mesmo". O material usado é considerado barato e a tiragem pequena demonstra a humildade, unindo-se ao profissionalismo que a banda quer apresentar.


As músicas contidas no EP estão disponíveis em várias plataformas de compartilhamento na internet podem ser escutadas gratuitamente. No último dia 15 de novembro foi lançado o primeiro videoclipe da banda, da música “O gelo Derreteu”. O trabalho é assinado por Luciano de Azevedo, Luan de Azevedo e Ivan Cunha e está disponível no youtube, sendo que o videoclipe você pode conferir abaixo:


SIGA CAIAU

06 janeiro, 2018

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #60

E mais um sábado bate à nossas portas e, com ele, a indicação da nossa redatora Thabata Solazzo de cinco bandas que você simplesmente PRECISA OUVIR neste fim de semana, olha aí:



1) DESASTRE - Goiânia/GO (HC/Punk)
A banda é antiga, vem espalhando o desastre desde 1996. Com um HC/Punk direto, com músicas sem muitas delongas e com letras que falam dos assuntos do dia-a-dia, como liberdade, lutas do cotidiano, ilusões, etc. 



2) ÓDIO MENSAL - Rio Negrinho/SC (Punk Rock)
Natural de Rio Negrinho, Ódio Mensal tem 4 anos de banda, um power trio formado por mulheres revoltadas com as repressões sociais. Fazendo som autoral com influências de punk, metal, hardcore, como, Cólera, Replicantes, Bulimia, entre outros. 



3) BODE PRETO - Teresina/PI (Black Metal)
Essa banda, infelizmente, é mais reconhecida fora do Brasil do que dentro! Então, não tem nada mais justo do que apresentá-la à vocês. Confira: 



4) SOUL TORMENT - Campo Bom/RS (Thrash Metal)
Banda formada no ano de 2005 na cidade de Campo Bom-RS e atualmente com nova formação, agora com vocal feminino, tocam musicas próprias e fazem o clássico thrash metal com grandes influências dos principais nomes do thrash alemão, como Sodom e Destruction.



5) OS GRINGOS - Itajubá/MG (Blues n Rock Psicodélico)
Por fim, quebrando a violência das banda anteriores, temos a banda Formada por quatro nativos dos EUA e um brasileiro nato em Itajubá, MG em 2014, a banda Os Gringos traz uma história única; som de qualidade enraízado em rock, blues e psicodelia; e muita presença de palco e improviso em nos shows.


05 janeiro, 2018

Cobertura: 2º SJ Rock Festival (São Joaquim/SC)

Eis que então fomos convidados a nos deslocarmos até a cidade da neve, para cobrir um evento único para a região. O primeiro São Joaquim Rock Festival foi em um lugar fechado, com um público lotado e sedento por Rock/Metal. Mas para o segundo, nem só de Rock vive os festivais, e sim de arte e isso, teve de sobra em todo o evento.



O local escolhido foi a concha acústica da Praça João Ribeiro e foram selecionadas quatro bandas, a anfitriã, ASoM e a também joaquinense Opala, a lageana Groove Haze e vindo de longe de Nova Fazenda/SC, a Dark New Farm.

Chegando no local, fomos informados que a ASoM teve problemas internos e não participaria do evento, sendo adiado em duas horas o previsto para as outras bandas terem mais tempo. Com um pouco de atraso e enrolação na passagem de som, a Opala foi a primeira banda a subir no palco, se demonstrou tímida mas com talento musical muito grande. Destaque para o vocalista e guitarrista, Douglas Porto, que é um excelente instrumentista e tem uma voz impecável. Ficou um pouco estranho algumas músicas com violão e o baterista Herik Melo ficava um pouco preso enquanto cantava, mas por outro lado, cantava muito bem e isso fez muito a diferença.

Ai vem a vez da Groove Haze subir no palco e trazer sua psicodelia, e com ela, a chuva forte e com a chuva a vontade impressionante do publico de não ir embora e curtir o show na chuva. Groove Haze dispõem de percussão e teclado, o que da uma característica única até para as versões que apresentam, saindo até um glorioso Tim Maia groovado. A energia dos integrantes transpareceu para o publico e isso fez com que a chuva, fosse apenas um detalhe no evento, de nada atrapalhou, afastou apenas os que não estavam ali de coração.


Vinda de longe, Dark New Farm subiu ao palco com sangue no olho, nem a chuva era capaz de frear a destruição que viria a seguir. Montagem de palco não durou nem cinco minutos e os berros de Harley já chamava a atenção, sem pensar duas vezes, iniciaram a apresentação com o clássico Roots do Sepultura, dali pra frente o caos estava começando a ser formado, o publico saiu de baixo das tendas e foram para a frente do palco. A chuva? Virou uma gota d'água perto de tanta vontade de fazer um show memorável. No final da apresentação o publico foi convidado a subir no palco e você fica com o registro dessa foto:



Concluímos que foi um festival bem pensado, com exposições, praça enfeitada com fitas e muita diversão. Que venha um terceiro evento e que não tenha fim, os joaquinenses amantes do Rock/Metal, merecem ter o que curtir, pois assim com trabalho de formiguinha, o Rock/Metal nunca morrerá!

04 janeiro, 2018

Cobertura - Odin´s Krieger Fest - Invasão Pirata - Alestorm (São Paulo/SP)

Bebeu? Dançou? Ficou louco de hidromel? Então com certeza você esteve no Odin´s Krieger invasão pirata que aconteceu no sábado dia 2/12 em São Paulo. Num sábado quente pra dedel, primeiro sábado de Dezembro de 2017, o Tropical Butantã marcou a abertura da casa para às 14 horas e lá estava a casa aberta pontualmente! Público entrando na casa e assim se inicia a jornada dos piratas por São Paulo.




Primeiramente vamos entender a estrutura do evento: Casa enorme, mais larga do que o habitual, camarote lateral, bar lateral, mezanino com feira de variedades e um ar condicionado dando banho em todos que estavam do lado esquerdo da pista.

Vale ressaltar que apesar de estar com uma quantidade ótima de público (1600 ingressos vendidos), havia espaço para todos sem ninguém sofrer.

Sabendo dessa estrutura enorme e que a organização do evento foi bastante preocupada em não deixar faltar nada (nem bebida, nem segurança nem qualidade de som), vamos aos shows:

Primeira banda no palco, Lothlöryen, tocando músicas de toda carreira. O som estava bastante prejudicado no início do show, mas pela terceira música já dava pra sentir a diferença do trabalho do técnico de som e tudo ficou ajustado.

Lothlöryen é formada por:
Daniel Felipe - Vocal
Wesley Soares - Guitarra, Backing vocals
Tim Alan Wagner - Guitarra, Backing vocals
Marcelo Benelli - Bateria
Marcelo Godde - Baixo Fretless
Leo Godde - Teclados


A casa não tem cortina de palco, então de banda pra banda os técnicos passeiam pelo palco enquanto o público vai se embebedar no bar! (nada melhor num evento desses, certo?)

Em seguida, sem demorar demais, tudo dentro do cronograma, entra a banda Eldhrimnir de Pirate Folk!

O estilo da banda é bastante irreverente e isso é refletido no palco com banda e público muito participativos e barulhentos!

Eldhrimnir é formada por:
Luan Unelmoija - Multi Instrumentista 
Dênnys Silva - Percussão / Backing Vocals
Rafael Gomes ( Ruanitto) - Violão
Francisco Carvalho (Naorek) - Violino, Flauta e Bandolim

Chegamos à primeira metade do evento antes da banda principal, e o que mais me surpreendeu foi o público já estar em peso na casa! Eram 17 horas e todo o público já estava lá curtindo todas as bandas e prestigiando o evento. 

Nesse momento de troca de bandas acontece uma pequena comoção no fundo da casa e pude notar um cidadão de boné azul tirando fotos com as pessoas e fazendo brincadeiras com todos. Sr Chris Bowers (voz e teclados), do Alestorm está lá com sua cerveja conversando com TODOS e tirando foto com TODOS os que quiseram conversar ou tirar fotos! Essa cena se repetiu por mais uma vez antes do show principal.

E aí sobe ao palco a banda Confraria da Costa, estilo pirata, bastante elaborada e cheia de detalhes. O show foi bastante envolvente e o som já estava mais consolidado pelo técnico nesse ponto. Agora tudo soa mais limpo e agradável. O público reage, bebe, dança, bebe de novo e pula em cada música nova. Missão cumprida para a tripulação da Confraria que apresentou seu show e deu lugar pro próximo navio atracar...

Confraria da Costa é formada por:
Capitão - Vocal/Banjo/Violão
Marco Polo - Violino
Pantaleoni - Baixo
Anderson de Lima - Guitarra
Abdul Osiecki - Bateria
André Nigro - Percussão

.... que foi a banda Terra Celta, trazendo seu som recheado de instrumentos étnicos e diferenciados para um público nem um pouco cansado e sedento por cada nota que foi tocada ali! A banda prega a alegria, a preservação do meio ambiente, o amor e a bebedeira. Vale ressaltar que a banda exerceu um grande controle sob o público pedindo que todos se abaixassem para que houvesse um "ritual de purificação" e todos o fizeram, entrando no clima e proporcionando uma experiência bastante interessante.

Terra Celta é formada por:
Elcio Oliveira
Alexandre "Arrigo" Garcia
Edgar Nakandakari
Luiz Fernando Sardo
Eduardo Brancalion
Bruno Guimarães

Agora sim, evento já "quente", público devidamente purificado, hidromel vazando por todo lado! Pegue seu drinking horn e vamos ao show principal:

Checklist? .......Ok, faremos um cheklist:
2 teclados no palco? ok
Palco limpo pronto pra banda? ok
Backdrop à postos? ok
Pato de borracha gigante no meio do palco? ..........   ........... pato? ok

Sem comentários, certo?

Aí se inicia a introdução, luzes apagadas, banda no palco, Teclado1, Teclado2, guitarra, baixo, bateria e pato!

Primeira música, Keelhauled, público cantando junto, o som um pouco bagunçado (mesmo depois de ter havido uma passagem de som antes de a introdução de iniciar), mas à caminho de ficar legal. Segunda música entra emendada e o som vai melhorando. 

Ao longo do show a guitarra falha bastante, mas nada que prejudicasse o andamento do show. Bowers não para de fazer piada nem por um minuto, dança can-can, faz gestos, ataca o pato gigante (já mencionei que uma das minhas metas de vida é ter um pato na banda?), realmente o cara é um frontman invejável e sabe como levar o show sem ficar cansativo.

Um set list bastante salteado entre os álbuns da banda, com todos os hits e sem deixar de promover o disco novo. Foi um show sem momentos de baixa. Mesmo na única música lenta, as piadas acabam trazendo o momento pra cima da mesma forma que acontece com as músicas pesadas.

Chegando à nona música (Hangover), Chris chama ao palco o técnico de guitarras da banda para tocar o violão. Foi um momento muito legal de entrosamento e amizade sendo mostrado para o público. Foi bastante interessante ver que eles preferiram pedir ao roadie para tocar o violão do que usar um VS.

Show segue, público incansável, Chris pede para que a casa se separe ao meio, surge uma "rua" ali no meio da platéia, e ao invés de incitar um "Wall of death", Chris pede para que todos fiquem pelados e dancem ali no meio! Óbvio que as risadas são gerais e acontece apenas um wall of death ao invés de uma orgia (UFA!).

Chega o momento do bis, a banda volta com fôlego renovado e para finalizar, diz que vai fazer um som para demonstrar todo o seu amor por cada um de nós da platéia, e tocam "Fucked with an Anchor". O engraçado é que ao invés de ser ofensivo (se fosse alguma outra banda fazendo algo assim seria, ok?), a coisa fica engraçada e todo mundo sai feliz da vida (grande percentual bêbado) e vai pra casa com vontade de tomar hidromel e procurar por tesouros escondidos!


Line Up:
Christopher Bowes - Vocal e Teclados 
Gareth Murdock - Baixo 
Peter Alcorn - Bateria 
Elliot "Windrider" Vernon - Teclados 
Máté Bodor – Guitarra 

Set List:
Keelhauled
Alestorm
Magnetic North
Mexico
The Sunk'n Norwegian
No Grave but the Sea
Nancy the Tavern Wench
Rumpelkombo
1741 (The Battle of Cartagena)
Hangover (Taio Cruz cover)
Pegleg Potion
Bar ünd Imbiss
Captain Morgan's Revenge
Shipwrecked
Drink
Fucked With an Anchor
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