• AJUDE O SUBSOLO!

    Hoje sabemos das nossas limitações e entendemos que para podermos oferecer maior conforto para a equipe de colaboradores, maior agilidade para divulgarmos e atendermos cada vez mais bandas e artistas, e finalmente, uma melhor experiência de usuário para nossos leitores e público em geral, precisamos de um investimento e para isso precisamos de ajuda. Em busca de um O SubSolo cada vez melhor, saiba como doar e fazer parte [...]

  • Youtube - O SubSolo

    Inscreva-se em nosso canal no Youtube e acompanhe nosso material audiovisual também. Com a intenção de deixar as lives registradas, criamos nosso canal no Youtube. Com a necessidade de mais materiais, lançamos a 'Coletânea Virtual O SubSolo Vol. 1 e pretendemos mais conteúdos em breve, inscreva-se e ative o sininho [...]

  • Podcast - O SubSolo

    Wendell Pivetta comanda o Podcast do Site O SubSolo de forma quinzenal. Com o apoio da Mutante Radio, o podcast tem como intuito ser mais um conteúdo atrativo d'O SubSolo. Contando com um dos maiores amantes do Rádio comandando o Podcast, o fundador do Metal Etílico soma com O SubSolo em mais um conteúdo para lá de especial. Ouça os episódios anteriores e fique atento para os próximos [...]

  • coletânea virtual o subsolo vol. 1

    A equipe do site O SubSolo não para de trabalhar. Criando conteúdos intensivos e de alta qualidade para de alguma forma ajudar o cenário nacional em meio a pandemia, além das lives que são postadas no YouTube e o Podcast quinzenal, agora o site lança sua Coletânea Virtual. Ouça agora! [...]

SEU COMPARTILHAMENTO É O NOSSO PAGAMENTO!

19 setembro, 2020

Topfive: Cinco bandas para ouvir neste final de semana #166

O fim de semana chegou e bora dar aquela relaxada na vida corrida do dia a dia, aproveitar para descansar, ver uma boa série, ler um bom livro e claro, ouvir o bom e velho Heavy Metal, que não pode faltar, não é mesmo? 




Pensando em trazer algumas variações de bandas e estilos dentro do Heavy Metal para o seu fim de semana, deixo vocês com esse Topfive, com bandas brasileiras que tenho escutado bastante e que lançaram material entre 2019 e 2020. 

1) The Troops of Doom – Death Metal - diferentes cidades brasileiras. 

The Troops of Doom é a nova banda de Jairo Guedz, saudoso guitarrista do The Mist e do Sepultura (na época do Bestial Devastation e do Morbid Visions) e de Marcelo Vasco (Patria e Mysteriis). A idéia surgiu no período da pandemia e já nos brindou 2 grandes petardos: Between the Devil and Deep Blue Sea e a mais recente The Confessional. Isso aqui é o mais puro Metal da Morte eternizado em terras brasilis nos anos 80, mas trazido diretamente do túnel do tempo, para o ano de 2020. 
Super recomendado e já ansioso por novas músicas. 



2) AnamA – Metal Experimental - São Bernardo do Campo/SP 

AnamA é uma banda de metal experimental, com influências do Metal Progressivo que me surpreendeu bastante e foi um dos grandes achados desta interminável quarentena. A começar que a banda não tem um baixista e apenas conta com uma guitarra, a banda consegue trazer um peso absurdo em suas composições. Outro grande destaque, são os vocais de Babi Bueno, que soam muito potentes, tanto nas partes mais líricas, quanto nos drives. E para os fanáticos de histórias de terror e assassinos, AnamA traz diferentes histórias em suas músicas que acabam envolvendo o ouvinte com a sua trama! 
Por mais AnamA no mundo! 




3) Arandu Arakuaa – Folk Metal Brasileiro - Brasília/DF 

Ta aí uma banda que eu já tinha escutado, mas nunca havia parado para ouvir com a devida atenção. Arandu Arakuaa é uma banda de Brasília que mistura Heavy Metal com música indígena e regional e isso traz um charme muito especial na sua música, além das letras que são em tupi antigo, xerente e xavante. Uma banda inovadora, que traz um orgulho quando escuto, por representar muito de nossas raízes (tão esquecidas por muitos, em detrimento das culturas de fora). E eles acabaram de lançar uma nova música chamada Am’mrã, que é tão maravilhosa, que tem rolado aqui no repeat. Gostaria muito de ouvir mais bandas explorando a rica música regional brasileira no heavy metal!
Fica a dica! 




4) Revengin – Metal Sinfônico - Rio de Janeiro/RJ 

Os cariocas da banda Revengin são um dos grandes representantes do estilo Symphonic Metal no Brasil. Fundada em 2007, a banda já fez uma exitosa tour europeia em 2014 e agora para 2020 estará lançando o seu segundo álbum. O trabalho que eles fazem é impecável e a qualidade de suas músicas me saltam os ouvidos de felicidade! rsrs Este ano a banda já lançou os single de White Lies e Pale Soul e tenho certeza que esse novo álbum vai trazer grandes frutos para a carreira da banda. 
Ouçam e tirem suas conclusões! 




5) Ode Insone – Death Metal Melódico/Doom/Gothic Metal - João Pessoa/PB 

Ode Insone é uma banda relativamente nova, formada em 2018 e que fazem uma mistura de Death Metal melódico, Doom Metal e Gothic Metal. O que mais me chamou a atenção na banda é que, além da notável qualidade de suas canções, a banda opta por cantar em português e isso acaba trazendo um charme a mais para música do grupo. A banda é bem ativa nas composições e para esse ano irá lançar o terceiro álbum, intitulado Isolamento: Do Silêncio a Poesia e para esse novo lançamento, terão a estréia da vocalista Venore, que a partir de agora irá dividir os vocais com Tiago Monteiro. Deixo uma música chamada Valsa dos Infelizes, que tem a bela participação da Amanda Lins, vocalista da banda Seeds of Destiny
Uma banda para se prestar atenção! 



18 setembro, 2020

Raskol o novo EP dos encapuzados poloneses de um dos Batushkas

O título dessa matéria pode ser um pouco confuso para quem não sabe da história dessa banda, ou melhor, dessas bandas, mas tentarei explicar ao amigo leitor de forma rápida o caso dos dois Batushkas.

Antes de tudo, vamos começar com a definição do estranho nome. Batushka significa padre em cirílico, o alfabeto russo. 



Essa banda incrível teve ascensão em meados de 2015 com o lançamento do debut Litourgya. A primeira vista, pode-se dizer julgando pela capa (pintada pelo até então idealizador do projeto, o multi-instrumentista Krzysztof Drabikowski), que se trata de mais uma álbum de Black Metal com suas famosas artes blasfemas, mas é ao dar o play que nos deparamos com uma obra totalmente singular. 

Para começar, as composições do grupo são escritas em eslavo eclesiástico, língua litúrgica das igrejas ortodoxas Russas e Búlgaras. A banda, ainda mescla em meio aos vocais guturais característicos do estilo, um coro de vozes digno de arrepiar.

A temática do trabalho também se diferencia do habitual em termos de conceito. As faixas que compõem a obra não são canções para se apreciar individualmente, mas sim em conjunto, compondo assim uma liturgia. 

Vale ressaltar que nessa época, a identidade de todos os músicos que compunham o projeto era totalmente mantida em segredo. Esse fato rendeu o icônico visual com longas vestimentas, semelhantes aos hábitos religiosos, que casaria perfeitamente com a montagem do palco, que tinha candelabros, velas e até mesmo um altar. Era como se o som do Batushka e toda a temática que os envolvia, fossem disseminados em uma espécie de missa negra. 



Na época, o grupo ainda conseguiu botar uma dúvida na cabeça do público, que se questionava se os poloneses eram realmente uma banda satânica ou se não passavam apenas de um grupo com estética controversa, vide o Ghost

Graças à originalidade e a boa recepção do trabalho, a banda ficou conhecida no mundo todo, rendendo apresentações nos principais festivais de metal, como o Wacken, além de um contrato assinado com a gravadora americana Metal Blade.

Mas, como em muitos casos, as coisas começam a azedar a partir do momento em que fama e dinheiro são partes da rotina... 

Para resumir, um processo foi travado (e graças a isso todos os nomes dos envolvidos tiveram de ser revelados) envolvendo Krzysztof e o vocalista Bartłomiej Krysiuk, ambos reivindicando o direito sobre o nome da banda. A informação mais recente sobre essa disputa é que a corte polonesa da cidade de Bialystok, decidiu que nenhum dos dois músicos é dono da marca, e que ambos podem lançar novos materiais com o nome enquanto o processo ainda corre na justiça. 

E assim, o nó na cabeça dos fãs estava dado... 

Ambas as bandas seguiram seu caminho após a determinação judicial. Krzysztof, que teve o maior apoio do público em toda essa estória, lançaria em maio de 2019 Panihida, o excelente sucessor espiritual de Litourgiya

Enquanto isso, a banda de Krysiuk em meio a todo esse caos, recebeu a alcunha de Faketushka, preparava Hospodi lançado em julho do mesmo ano, pela Metal Blade, que mesmo com as inúmeras críticas, optou por manter o contrato com o grupo liderado pelo vocalista. 

Ambas as obras posteriores ao primeiro álbum são de qualidade ímpar. Entretanto, é necessário admitir que a essência do Batushka original ficara com seu guitarrista. Não entenda mal, Hospodi é um excelente trabalho em todos os aspectos, porém, soa mais como outra banda tentando fazer o que a primogênita fazia. 

E depois dessa longa, porém, reduzida história, que chegamos a 2020. E em meio à pandemia, onde várias bandas usaram o período de ostracismo para produzir e lançar novos trabalhos, Krysiuf e companhia brindaram o público do seu Batushka no dia sete de agosto com um novo EP, Raskol

Traduzido do Bósnio, Raskol significa Divisão (um nome interessante depois de toda essa jornada até aqui). Mas engana-se quem espera encontrar alfinetadas ou indiretas, nesse ponto ambas as bandas não se enfrentam, fora no âmbito judicial. 

É difícil realizar uma análise faixa por faixa desse registro de 30 minutos, uma vez que assim como nos primórdios, as obras do Batushka, sejam quaisquer das duas versões, devem ser apreciadas como um todo, apesar dos caprichados clipes de divulgação feitos pela banda em suas redes sociais. 

Ao todo são cinco canções intituladas de IRMOS (infelizmente não obtive nenhuma informação a respeito da tradução desse título), numeradas de I à V. A temática do álbum gira em torno do livro de Sticherarion que foi varrido da liturgia comum depois de uma reforma encabeçada pelo Patriarca Nikon durante o século XVII. Atualmente, este livro é utilizado por devotos mais antigos, sendo um dos motivos para o evento conhecido como a Grande Cisma, que resultou em uma ruptura na Igreja Ortodoxa. 

O que ouvimos nessas cinco faixas é uma banda ainda muito coesa e íntegra no que busca entregar. Temos os tão cativantes vocais litúrgicos e os elementos que levaram a banda à tona, porém, a sensação é a mesma que descrevi a pouco, o Batushka de Krisiuf, apesar da qualidade absurda apresentada, não consegue cativar como a mesma banda que outrora foi. 

Isso significa que o EP seja ruim? Nem um pouco! Eu mesmo como colecionador que sou já encomendei a minha cópia em CD e faço questão de apoiar ambas as versões dessa banda que tanto me chamou a atenção (inclusive, selos brasileiros, bora lançar uma versão nacional do Panihida também pô!). Se você ainda não conferiu esse registro, confira, pois é uma ótima demonstração dessa mais recente safra de bandas do Black Metal. 

Do anonimato para a fama. Da fama para os tribunais até a separação em 2018. É uma pena que uma banda tão promissora como o Batushka nunca mais terá a colaboração de seus membros originais. Inclusive essa definição de membros originais ficará bem ampla com essas duas versões, não? 

Mas em contrapartida, se o público perdeu uma das grandes bandas a surgir no cenário do metal, por outro lado, agora temos dois grupos dispostos a entregar seus melhores trabalhos em prol de mostrar qual dos dois é o verdadeiro Batushka. Na dúvida eu escuto os dois. 

Ouça na íntegra:



FAIXAS:
01) IRMOS I / ИРМОС I 
02) IRMOS II / ИРМОС II 
03) IRMOS III / ИРМОС III 
04) IRMOS IV / ИРМОС IV 
05) IRMOS V / ИРМОС V

Metal Headz TV Estreia Com Andreas Kisser & Renan Zonta

Primeiro Talk Show de Heavy Metal com banda ao vivo composta 100% por mulheres estreia no dia 22 de Setembro às 20:00h. 

Para deixar a estreia ainda mais impactante, os convidados da vez serão nada menos que Andreas Kisser (Sepultura, De La Tierra e Kisser Clan), e Renan Zonta (Electric Mob). 



Com o objetivo de atender uma demanda aonde não existe um programa musical de Heavy Metal no formato TV, Metal Headz TV chega com a proposta de trazer artistas nacionais e internacionais renomeados e ainda abrir espaço para a renovação com novos e promissores talentos fazendo parte das edições. 

Entre as atrações do programa veremos o mobile, um celular gigante destinado a receber os convidados, interação em tempo real com os espectadores e uma banda batizada de Metal Girlz Band formada exclusivamente por 4 mulheres musicistas da cena curitibana.

Os apresentadores do Talk Show são o conhecido produtor de festivais e shows, e editor do Fanzine Mosh, Andre Smirnoff e seu parceiro desde o Programa Midnight Metal da Rádio Mundo Livre, Sergio Mazul, que é dono do Blood Rock Bar e vocalista da banda Semblant entre outras várias qualificações. 



Smirnoff tem um perfil mais conservador por ter vivido os anos 80 com muita intensidade e assim ter acompanhando o início de várias bandas nacionais e internacionais, e assim acompanhando a evolução de grandes nomes atuais do Metal. Já Mazul é um grande conhecedor das novas vertentes do Metal e um ávido caçador de novidades. 

A união destes dois perfis proporciona perceber que a grande química do programa está na experiência e as curiosidades apresentada por seus apresentadores, trazendo pitadas de bom humor, muita informação, opiniões contundentes, entrevistas e é claro muita música. 

Sobre o formato e cenário do programa: Transmitido diretamente da loja Hand & Made em Curitiba, o cenário do programa irá contar com 3 espaços:

- Espaço Bar, aonde irá acontecer as entrevistas com convidados presenciais e mais o mobile que receberá convidados do mundo inteiro! 

- Espaço Interativo, aonde acontecerá toda interação em tempo real com os espectadores. 

- Espaço Banda, onde aconteceram as apresentações da Metal Girlz Band.


O programa de estreia será transmitido simultaneamente pelos seguintes canais: 


Créditos das fotos:
Andre Smirnoff & Sergio Mazul por Andre Nisgoski
Andreas Kisser por @MarcosHermes

17 setembro, 2020

Talvez Desconhecido: Faidra (SWE) #20

Formado em 2019, o Faidra é um projeto sueco de Atmospheric/Orthodox Black Metal. A identidade por trás do único membro da banda ainda é um mistério. Sabe-se que a entidade por trás do Faidra teve passagens por diversos grupos de diferentes gêneros nos anos 90, optando por ocultar a sua identidade e deixando que a musicalidade das composições falasse por si só. 



Esbarrei com essa banda por mero acaso, em uma daquelas recomendações relacionadas no YouTube. E se tem algo que me atrai para conhecer algo novo com toda certeza são as artes das capas. E o Faidra foi um desses casos. 

Todo o trabalho gráfico do primeiro e até então único álbum lançado, o Six Voices Inside (2020) vem das obras do artista espanhol Jusepe de Ribera (1591-1652), famoso pela perfeição ao retratar em suas pinturas, sentimentos como a angústia, a dor e até mesmo a perversão. 

As pinturas que ilustram a capa do trabalho fazem parte da compilação “ibera: The Art Of Violence, lançada em 2018 com a curadoria Edward Payne.



Six Voices Inside teve uma ótima recepção do público, gerando a parceria com a gravadora independente alemã Northern Silence para o lançamento das versões em CD e Vinil do trabalho (ainda estou na esperança de sair uma versão nacional desse petardo). No Bandcamp a banda também foi campeã em vendas digitais. Já no YouTube o álbum conta atualmente com mais de 200 mil visualizações, estando alocado no canal Black Metal Promotion

Um mês após a estreia, o Faidra ainda lançou o seu mais recente single, a belíssima Ixion trazendo a união perfeita do estilo, com instrumentos poucos usuais, como o violino, sem soar clichê ou mesmo pomposo demais. 

Mas o que esperar do som do Faidra

É inegável que a sonoridade do projeto está atrelada a bandas da cena do Black Metal Norueguês, mas o que se destaca ao entrar em contato com a obra são elementos muito utilizados no som do Burzum

Antes que as pedras sejam lançadas, vale mencionar que a influência fica, por enquanto, no âmbito musical e não ideológico. É impossível não se lembrar da atmosfera de trabalhos como o Filosofem, por exemplo. 

Entretanto, se o amigo leitor não conhece a obra do Burzum ou consegue passar por esse mero detalhe sem percalços, se deparará com uma obra incrível, cheia de nuances, riffs marcantes e muita criatividade. 

O Faidra ou qualquer outra banda não deve ser descartado por suas influências dentro do seu DIRECIONAMENTO MUSICAL. Até mesmo porque, não podemos deixar que uma fruta pra lá de podre, como Varg Vikernes, estragasse uma cesta de frutos tão maduros e suculentos...



16 setembro, 2020

Resenha: One Spirit of a Thousand Faces – Dinnamarque (2020)

O Prog Metal é um gênero que tem seguidores fieis só que ao mesmo tempo também tem detratores tão insistentes quanto, argumentando que todas as banda que migram para esse caminho são na verdade auto indulgentes e fazem músicas apenas para seus egos. Atire o primeiro CD do Dream Teather quem nunca ouviu uma dessa.

Pois bem saindo desse pensamento comum, podemos dizer que a tempos o Brasil tem um cenário muito forte de Metal Progressivo, também o nível e a qualidade dos nosso músicos é fantástico. 

Para endossar essa minha fala hoje trago a análise do primeiro disco completo do Dinnamarque.




A banda tem nada menos do que 18 anos de estrada, o que explica toda a experiência aqui envolvida, onde a banda vai do Power Metal para o Prog e vice-versa. Para orientar nosso leitor acredito que o Symphony X atual e os brasileiros do Daydream XI são bons paramentos de comparação e referência.

Fight abre o disco com os dois pés no peito. Note como a produção teve um cuidado especial para não deixar nenhum instrumento com mais destaque que os outros. Também, quando a sonoridade flerta com momentos mais agressivos eles simplesmente me cativam ainda mais. 

Path of Warrior, já nos chama atenção pela qualidade vocal de Rafael Dinnamarque que é responsável também pelas linhas de baixo. Esse som me trouxe a memória o trabalho do Glory Opera uma outra grande banda vinda do Amazonas

The Death Dresses White tem uma pegada de Hard Rock que achei bem interessante e Evil Celebrities consegue ter um aspecto mais melódico e com bastante cadência.

Encerrando o trabalho temos a faixa título que empolga demais e encerra o trabalho como começou de maneira bem energética. 

Não é sempre que me dedico a a ouvir banda menos extremas então para conseguir me chamar atenção tem que ser muito bom e o Dinnamarque cumpre esse objetivo , só não daria nota máxima porque não curti muito a capa mas isso deve ser chatice da minha parte né rsrsrsr. 

TRACK LIST

01) Fight 
02) Path of Warrior 
03) The Death Dresses White 
04) Revelations 
05) Evil Celebrities 
06) Krusty Eyes 
07) Battlefields 
08) Reason 
09) Changes 
10) Clash of Mind 
11) One Spirit of a Thousand Faces 

FORMAÇÃO

Rafael Dinnamarque – Vocal e Baixo 
Ronan Oliveira – Guitarras e Backing vocals 
Leo Lanny – Guitarras e Backing vocals 
Riccardo Linassi – Bateria

12 setembro, 2020

Revengin lança novo Lyric Vídeo para a música "Pale Soul"

A banda Revengin, um das expoentes do Symphonic Metal brasileiro, segue nos preparativos finais para o lançamento de seu novo álbum, ainda sem título e que está programado para sair em Novembro.



Após divulgar o primeiro single White Lies, que teve excelente repercussão, a banda acaba de divulgar o seu mais novo single, intitulado Pale Soul. Sobre o conceito  da música, a vocalista Bruna Rocha comenta: "A letra fala sobre o amor que transcende tempo, espaço e credo. Ela tem haver também com a dualidade que é abordada no álbum inteiro. É como o complemento e aceitação da própria metade que é oposta e contrária a sua outra metade, mas que quando se "abraçam" viram algo completo e único. As pessoas temem isso e polarizam tudo, até por exemplo o conceito de que tudo que é "bom" é "branco" e tudo que é "ruim" é "negro", por exemplo."


O lyric vídeo foi produzido por Rômulo Dias da RDD Artwork, enquanto que o novo álbum foi mixado e masterizado na Holanda, no estúdio MaXxive Productions por Rene Heimans e você pode conferir no link abaixo o novo lyric vídeo da música Pale Soul:



Siga a banda nas redes sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/revengin/

Instagram: https://www.instagram.com/revengin/

You Tube: https://www.youtube.com/channel/UCBGinua_fmvhpaSeByIkc4g

Topfive: cinco bandas Argentinas para ouvir neste final de semana #165

Muitas vezes as pessoas me pedem indicações de bandas argentinas de rock e metal. A questão é que, mesmo eu tendo nascido na Argentina e morado maior parte da minha vida lá, faz 10 anos que não moro na terrinha e sinceramente tenho perdido bastante o contato com a cena nacional.


Fortemente decidida a mudar essa minha falta de conhecimento e aproveitando para compartilhar minhas indicações com vocês, montei este Topfive especial de bandas Argentinas com algumas das bandas que conheci nas últimas semanas e que me chamaram a atenção por diversos motivos.

Se você curte a cena AR e quer conhecer muitas mais bandas do que estas cinco, recomendo assistir a próxima edição do festival online argentino Heresy Fest que vai rolar nos dias 3, 4, 10 e 11 de Outubro.

Sem mais delongas, vamos às indicações de hoje:


1) Acroma - Death Metal - Buenos Aires/Argentina

Acroma me surpreendeu e tenho certeza de que entrou na minha playlist para ficar. A banda mistura várias influências junto ao Death Metal, que é a sua linha principal. Vocais rasgados, alguns trechos mais melódicos com vocais limpos, partes que remetem o Technical Death e outras que parecem um Blackened Death… e tudo misturado com grande maestria! Muito recomendável.





2) Hess - Heavy Metal - Rosario/Argentina

Hess também foi uma grata surpresa. Eu não conhecia a banda e não sabia muito bem o que esperar até que ouvi Atlantean Dreams recentemente.

Sendo eu vocalista, a minha tendência é prestar mais atenção aos vocais quando ouço uma banda pela primeira vez, e Hess não decepciona neste ponto nem em nenhum outro. 

Letras e melodias bem trabalhadas e uma pegada Heavy Metal tradicional que dá vontade pegar a estrada numa Harley Davidson e sentir o vento batendo nos cabelos.




3) Domination - Thrash Metal - Buenos Aires/Argentina

Domination já tem 9 anos de estrada, tendo no seu currículo uma turnê pela Europa em 2014. O som é interessante, com uma produção boa. Muito recomendável para quem curte bandas de Thrash Metal tradicionais. As letras são em inglês.




4) The Killing - Grindcore - Buenos Aires/Argentina


Aqui o som é bruto. The Killing é um soco na orelha em questão sonora, grind sujão e podrera do jeito que a gente gosta. Um ponto interessante é que as letras das músicas são em espanhol. The Killing já veio ao Brasil e fez alguns shows, também gravaram um Ao Vivo para o Canal Scena durante a visita que você pode conferir aqui.


Advertência: Ouvir esta banda durante o período de isolamento pode te fazer chorar de saudades de ir num show.




5) Odissea - Power Metal - Buenos Aires/Argentina

Odissea é uma banda de Power Metal, e por esse motivo o que mais me chamou a atenção (de uma forma positiva) foi que a vocalista Micaela canta num tom confortável, que acredito seja de mezzo-soprano, em lugar de usar um vocal extremamente agudo que muitas vezes é caraterística do estilo. As melodias são bem feitas e as letras são em espanhol. A banda estreia single novo hoje então se você se interessou fica de olho no canal deles.



11 setembro, 2020

Resenha: Morbid Obsession - Behavior (2018)

Bora ouvir um material pesado da banda BehaviorOs caras começaram em 2007, lançaram um material em 2012, e agora chegam novamente com Morbid Obsession. O material chegou em minhas mãos de forma virtual (excelente) e a arte de capa é bem característica, muito bem feita por sinal e totalmente dentro do estilo. Trata-se basicamente de um açougueiro trabalhando em cortes nobres de carne humana.


Não sei se sou só eu ou se todo mundo faz isso, mas eu fico um bom tempo (um bom tempo mesmo) olhando pra capa procurando elementos na composição da imagem, easter eggs e afins. Vale a pena demais, a arte está fantástica!

Existem muitos elementos de sinal sobre o estilo que estamos analisando. Tipo de logo, estilo de arte de capa, às vezes nome dos integrantes, enfim. Sempre tento adivinhar como será o som de bandas que eu ainda não conheço.

O álbum começa com Within the Gloomy Pandemonium, uma introdução de 1 minuto e pouco com uma narração sombreada por tambores marcados e alguns strings bem obscuros.

Dando sequência, Death Metal Force (o nome não poderia sugerir melhor o que acontece na faixa). Peso, agressividade, o mínimo que se espera de um bom Death! Voz muito bem colocada na música, já deixo o elogio feito aqui logo no começo. 

Faixa 3 – Título do álbum, Morbid Obsession, um riff mais cadenciado com aquele peso bem distribuído e leva um pouco mais groove do que a anterior. Percebe-se que a banda segue a velha escola e executa o trabalho muito bem.

Seguindo com Ancient Cult of Obscene, a faixa tem riffs mais melodiosos no início e eu gosto muito dessa variedade de arranjos. Sempre busco perceber a versatilidade dos músicos quando estou analisando um álbum. Acho muito interessante ter novidades a cada faixa e não só mais do mesmo. Hoje em dia, o lance homogêneo nem sempre é o mais interessante.

Corpses on the Road vem na sequência e eu gostei muito dessa música. Ela é mais lenta, da vontade de sair matando os vizinhos ao som dela! A tracklist está muito bem selecionada, cada faixa está me fazendo viajar pelo álbum e conhecer melhor a banda. Devo dizer que não é pelo fato de os caras seguirem a escola antiga que eles estão amarrados em algum ponto do passado. Eles tem identidade sim e a banda soa muito bem!

Faixa 6 – Devourer of Purity – Temos uma faixa mais longa aqui, 6 minutos de pedrada, a introdução é bastante perturbadora. Uma voz fazendo um relato bastante tenso de homicídio e canibalismo por 1 minuto e meio e o riff entra no meio desse relato. Perturbador define, gostei demais.

Asphyxiated vem seguindo e novamente puxa a dinâmica do álbum. Disco feito para ser apreciado na sequência mesmo. Dá pra notar a busca pela ordem das músicas. A faixa é dessas que dá vontade de ficar no repeat, refrão bacana e riff muito bom. As vozes novamente tem destaque, Fabrício passeia por diversos estilos de vocal e o solo da guitarra é surpreendentemente melodioso.

Faixa 8 – Our Flesh Shall Feed the Earth – Penúltima faixa, introdução de 1:20 até a entrada da voz, música toda cheia de riffs, bem balanceada. Notei uma pegada mais trash do que as outras nessa faixa. Me agrada bastante.

Última faixa – Ars Goetia – Eu já me rendi à música só pelo título que significa a grosso modo, A arte da feitiçaria - 6 minutos e meio de pura erudição. A música passeia por diversos estilos mas com certeza leva o ouvinte por uma viagem ao mundo da feitiçaria.

Posso dizer que ao longo do disco eu pude notar semelhanças com diversas bandas do estilo, porém nada desabona o material. Gostei muito dos arranjos de voz e achei o baterista bastante vivo no disco. As cordas seguem bem o padrão do estilo, mas achei curioso o fato de que os solos estão muito mais melódicos do que o que eu esperava. 

Vale muito a pena conhecer o Behavior, sem dúvida alguma, entraram para a minha playlist.


TRACKLIST

1) Within the Gloomy Pandemonium
2) Death Metal Force
3) Morbid Obsession
4) Ancient Cult of Obscene
5) Corpses on the Road
6) Devourer of Purity
7) Asphyxiated
8) Our Flesh Shall Feed the Earth
9) Ars Goetia 


FORMAÇÃO

Fabrício Pazelli – vocal
Silvio Libório- guitarra
Alexandre Vitorino- guitarra
Leonardo Reis-baixo
Ricardo Agatte – bateria

Silent Cry anuncia nova vocalista e informações de seu novo álbum

A banda Silent Cry, uma das pioneiras do Doom Metal no Brasil, anunciou recentemente que está trabalhando no sucessor do álbum Hypnosis, lançado em 2016. O álbum se chamará Terra e tem previsão de lançamento em julho de 2022.



O vocalista, guitarrista e fundador da banda, Dilpho Castro comenta sobre o novo álbum: "Terra é o título do próximo álbum do Silent Cry, sucessor do aclamado Hypnosis, o álbum se encontra em processo de composição. Estaremos informando todos os detalhes deste que é de longe o maior projeto de minha vida, são muitas coisas envolvidas que serão divulgadas no tempo certo, o que posso adiantar é que, Terra se trata de um álbum conceitual que será gravado dentro das florestas brasileiras, vamos levar o estúdio pra lá, Terra vai além do lançamento de um novo álbum do Silent Cry, Terra trará a opção do fã adquirir um livro com toda a história ilustrada do Silent Cry, podem acreditar, o que não falta a esta banda são histórias, o livro esta sendo escrito por um competente fã/escritor. Agregado ao álbum e ao livro, teremos um documentário dos registros das gravações do álbum na floresta, todo procedimento será registrado e disponibilizado. Este material está programado para estar disponível em Julho de 2022."


Além do novo álbum, a banda anuncia que Juliana Rossi é a nova vocalista da banda!

Juliana Rossi iniciou seus estudos musicais em 2001 no Conservatório André da Silva Gomes, após 4 anos, deu continuidade aos seus estudos em Canto Lírico, no Conservatório Souza Lima. Estudou Canto Erudito e se especializou em Belting Contemporâneo.


Sua carreira musical abrange muitas áreas da música - com a banda HevoraH tocou em diversas cidades e estados, abriram o show da banda Finlandesa Nightwish no Via Funchal, tocaram no Programa Covernation da MTV como cover de Nightwish e lançaram seu EP autoral In The Company Of Angels. Com a banda Ravenland abriu o show da banda norueguesa Sirenia, Pain e lançou o EP Nevermore. Com a banda Sattva Rock tocou em algumas casas de show em São Paulo e lançaram os Singles Irreal, Silêncio do Olhar e Mãos Atadas. Juliana foi convidada a cantar com a banda irlandesa Cruachan em 2011 e participou de um dos shows do cantor Edu Falaschi com a Tour Temple of Shadows em 2019.


Juliana é professora de Canto Belting contemporâneo desde 2013. 
Atualmente trabalha no Studio Latitude e Equipe Prevent Senior com reabilitação vocal e canto coral.


Juliana comenta sobre sua entrada na banda:

"Eu conheci o Silent Cry na abertura do show do After Forever em São Paulo - na mesma ocasião eu fiz uma participação com a banda Kavla - conheci o Dilpho naquele dia e a energia bateu de cara, uma pessoa sensacional que eu admiro muito. Passaram-se os anos, acabamos perdendo o contato - a não ser pelas redes sociais.

Nesse período de quarentena eu fiz algumas collabs com alguns amigos e em uma delas o Dilpho foi marcado, após um tempo eu tive uma grata surpresa: ele entrou em contato comigo para falar a respeito do Silent Cry e me senti honrada pelo convite de assumir os vocais.


O Silent Cry é uma referência no segmento Gothic Doom aqui no Brasil, estou muito feliz em fazer parte desse time incrível, estou disposta a dar o meu melhor pois tudo aquilo que nós fazemos com amor tende a dar certo. Meu sentimento é de gratidão".


Nesta sexta feira, dia 11/09, a banda irá participar do Roadie Crew Online Festival, já apresentando sua nova vocalista.



Siga a banda nas redes sociais

Facebook: https://www.facebook.com/silentcrybr/

Instagram: https://www.instagram.com/silentcryofficial/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCfDWZXEUPaCiGtft_YmEK0A

10 setembro, 2020

História & Metal - A história por trás de Bruxas da Noite (Manger Cadavre?) - #01

A Segunda Guerra mundial na historiografia é um campo muito frutífero para a investigação histórica. 

O período de 1939 a 1945 deixou marcas abertas na humanidade, e mesmo com batalhas sendo enfrentadas por homens e mulheres, vemos que a participação das últimas é muitas vezes negligenciada nos relatos históricos.




Ao analisar a participação feminina na aviação militar podemos encontrar citações como o papel das WASPS, sigla para Women Airforce Service Pilots que entre outras funções transportavam as aeronaves da fábrica para os campos de batalha. Entretanto vamos focar no papel das Nachthexen que traduzido do alemão refere se as bruxas da noite, apelido esse conquistado pelas aviadoras soviéticas que faziam parte do 46° regimento de bombardeio noturno de Taman

Para compreender melhor permita-me caro leitor localiza-lo no contexto histórico: 

O ano é 1941 as frentes nazistas lutavam para conseguir invadir o território da URSS, caso tivesse êxito nessa missão, provavelmente o conflito iria ter a vitória do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). 

O que as tropas nazistas não esperavam eram as dificuldades como o clima e as varias frentes de batalhas desenvolvidas no extenso território soviético em outubro de 1941. Outra dificuldade que os nazistas não esperavam enfrentar era o recém-formado grupo de aviação especial feminino 122 a cargo da piloto Marina Mikhailovna RaskovaNo seu currículo, a piloto detinha alguns recordes de velocidade e distância de vôo, o que gerava uma profunda admiração por parte do esquadrão. 

Um detalhe bem interessante é que todas as pilotos do grupo eram voluntárias.

Como era tempo de guerra, o curso de formação foi super intensivo: o que demorava 18 meses foi resumido em 6 e no total se formaram três regimentos com destaque para o 588 NBAP9, regime de bombardeio noturno.

Sua primeira missão foi no ano de 1942 na Ucrânia e o resultado foi positivo, tanto que nesta missão Valerya Khomiakova se converte na primeira piloto a abater uma aeronave alemã a noite, dando assim lugar ao surgimento do apelido do regimento. 

A medida que a guerra avançava os conflitos ficavam mais intensos e alguma operações eram vistas como suicidas, vale o adendo que as forças de resistência do regimento atacavam em dois biplanos e enquanto estes desviavam a atenção do inimigo um terceiro elemento surpresa o bombardeava. 

Para ganhar mais velocidade todos esses ataques eram feitos com as aviadoras sem paraquedas (??), some a isso o fato delas não utilizarem radares e pouquíssima iluminação (afinal de contas era um ataque surpresa, certo?) 

Em historia não trabalhamos com achismos e nem especulações mas é inegável que sem a bravura desses regimentos o resultado da guerra poderia ter sido outro. Ao todo o Bombardeio Noturno Taman, realizou 23.672 missões e 23 representantes fora premiadas com a Estrela de Ouro de Herói , uma das condecorações máximas do regime soviético. 

E O SOM ? 

A música Bruxas da Noite está presente no EP Revide lançado no ano de 2017 encerrado esse trabalho com um clima denso e profundo é um som bem diferente do Manger Cadavre? que mostra influências do Sludge e do Doom , com o vocal da Nata transmitindo uma carga extra de emoção e desespero. 

Confira a letra: 

Escuridão 
Silêncio noturno 
A precisão 
Momento oportuno 

Exatidão 
Lançar feitiços 
Pra salvação 
Mundo arruinado

Elas voaram e cantaram canções (libertar)
Elas viram mais do que viam em padrões (articular) 
Elas planaram em suas posições (preparar) 
Elas brilharam e criaram ilusões (bombardear) 

(Note como a letra da ênfase na ação das pilotos que tinham que demonstrar pericia e técnica em um ambiente de guerra, e qualquer erro ali seria fatal)

Madeira e lona 
Para voar 
Três amigas 
Aproximar 

(Os aviões do regimento eram mais leves, para ganhar velocidade além da forma de ataque em trio ) 

Romper o silêncio 
Embaralhar 
Em meio ao fogo 
Vamos dançar 

Elas voaram e cantaram canções (libertar) 
Elas viram mais do que viam em padrões (articular) 
Elas planaram em suas posições (preparar) 
Elas brilharam e criaram ilusões (bombardear) 

Ver no escuro 
Intuição 
Poucos recursos 
Adaptação 
Coragem, magia 
Superstição 
Bruxas da noite 
Vassouras na escuridão 
Ouvem no silêncio 
Voam e vêem no escuro 
Ouvem no silêncio 
Voam e vêem no escuro 

Essa faixa tem também um clipe que condensa toda a mensagem dessa poderosa música, trabalho esse feito pela Head Label, com os bailarinos Carol Pereira e Lucas Kruszynski responsáveis também pela coreografia.

Confira: 




Siga Manger Cadavre? nas redes sociais:

Pedrada At Home chega a sua 6ª Edição, confira as atrações!

A 6a edição do festival Pedrada At Home está acontecendo entre os dias 07 e 13 de setembro, no canal Pedrada Rocks do Youtube, com 24 atrações musicais do Brasil e da Argentina, entrevistas e palestras. Em destaque, uma homenagem especial a Renato Barros, líder da banda Renato e Seus Blue Caps




Desde março, o coletivo Pedrada Rocks e sua rede de apoiadores fazem do festival online Pedrada At Home referência para o cenário rock autoral, em parceria com mais de uma centena de bandas e artistas solo do Brasil inteiro e também da Argentina.

Em sua 6a edição, que ocorre entre os dias 07 e 13 de setembro, o festival celebra o legado de Renato Barros, compositor, guitarrista e líder do conjunto Renato e Seus Blue Caps.

Para isso, das 28 atrações selecionadas para ocupar o palco virtual do evento, com apresentações gravadas especialmente para a ocasião, dez delas tocarão versões inéditas de sucessos de Renato, junto com depoimentos de quem conviveu com esse ícone da música. Dentre os artistas confirmados na homenagem, nomes como Érika Martins, Leela e Drenna, além de vários outros destaques da cena roqueira. Confira a programação completa nas redes oficiais.

O Pedrada At Home, que nesta edição especial conta com a parceria de Bacalhau (ex-baterista das bandas Planet Hemp e Autoramas), vai ao ar a partir do dia 7 de setembro, segunda-feira. Como aquecimento, até quinta-feira, 10 de setembro, acontecem palestras sempre às 19h sobre temas de interesse a quem atua no meio musical, como: mídias sociais; estratégias de lançamento e distribuição; produção de estrada; apoio ao mercado da música na pandemia.




Já os shows ocorrem no final de semana: dia 12/09, sábado, às 18h, quatorze bandas apresentam-se durante 4h ininterruptas de música e entrevistas. Domingo, 13/09, segue no mesmo ritmo: novamente a partir das 18h, com mais quatorze projetos e muita interação.

Você confere tudo isso no canal Pedrada Rocks: um coletivo inovador e focado no desenvolvimento de oportunidades na música, que abraça a necessidade de integrar, impulsionar e revolucionar o que há de melhor no cenário autoral a todos que buscam informação e possibilidades dentro do rock.

Imperdível!

Transmissão: https://www.youtube.com/c/pedradarocks

Instagram: https://www.instagram.com/pedradarocks/

Página do festival: https://www.facebook.com/pedradarocks/


SERVIÇO:

Datas: De 07 a 13 de setembro de 2020

Local: Youtube Pedrada Rocks – https://www.youtube.com/c/pedradarocks

Horários: palestras de segunda a quinta – 19h / shows sábado e domingo – 18h

Realização: Pedrada Rocks

Resenha: Starting Riots - Bad BeBop (2020)

A banda Bad BeBop foi formada no ano de 2015, em Curitiba, PR. Eu recebi o press kit via nuvem e estou devorando o material dos caras! (é legal mencionar que o material pode chegar via correio, nuvem, e-mail, sinal de fumaça, tamborgrama, o importante é chegar e eu gosto de ressaltar que o empenho das bandas em ter e enviar o material é o que conta demais!) 



Primeiro ponto que eu sempre presto muita atenção é a capa / logo da banda. Neste caso, eu não conhecia o material dos caras, então eu gosto de tentar adivinhar o que vai rolar (sim, já mencionei isso anteriormente, perdoem, mas é muito legal!). 

O que eu senti da capa foi algo mais prog (por causa dos relógios talvez? Não sei explicar) mas a arte é muito bem feita e dá uma sensação de melancolia, é bem interessante. Já a logo me passou uma ideia setentista, total Deep Purple ou algo que o valha. 

Bora começar 

Faixa 1 – This Grace – Já comecei gostando do nome, eu adoro esses jogos de palavras. O disco não tem intro, já começa rasgando. Gosto. Senti a máster um pouco grave demais, soou um pouco abafado aqui, mas nada que tire mérito do trabalho da banda. Eu curti especialmente o trabalho de melodias de voz, achei bem criativo. 

2 – Crossfire – Faixa um pouco mais lenta, riff mais cadenciado, continuo sentindo as guitarras muito graves, parece que tentaram puxar peso no grave, mas bora continuar. O som desenrola bem, já deu pra ver que o destaque da banda é a voz, o timbre é legal e o cara sabe trabalhar. 

Seguindo com Backbone, voltamos ao lance mais rápido, faixa mais agressiva. Eu particularmente gosto mais dessas faixas. Ainda não consegui definir um estilo, mas estamos passeando por heavy tradicional, um pouco de hard, tem até umas vozes mais carregadas de drive nesse som. 

Próximo som, Thieves, começa com uma estática, e depois entra num riff de baixo bem bacana. Os volumes estão um pouco estranhos nesse som, a bateria soa bem longe e distante dos outros instrumentos, mas a composição é bacana e voltamos ao bpm mais lento. Não chega a ser uma balada, mas estamos numa cadência mais hard rock. 

5- Herald of Truth começa mais agressiva novamente, as guitarras estão mais evidentes nesse som, tem mais palhetadas e a música flui bem. Novamente temos vozes mais carregadas e que mostram a versatilidade de Juliano. Existe um pouco de progressivo nesse som, trocando sutilmente de andamento durante os trechos. 

Seguimos por Sunset Drive e a música começa com um bom riff cruzando arranjos de guitarra e baixo, achei bastante interessante. A banda se mostra bem versátil nesse ponto do disco com muitas nuances de estilo durante a audição. 

7- Move parece que teremos o som mais pesado do disco aqui, começou prometendo um belo peso. O desenvolvimento da música é bem legal, com refrões passeando entre as melodias e o peso. Até então minha preferida. 

Vamos para Pyro, som que começa prometendo algo mais country e vai pra um riff bem forte. Os backing vocals dessa música me pegaram de surpresa, estão bem fortes, junto com a voz principal e bem gritados. A música tem uma pegada mais comercial, cara de single. 

How Are You Holding Up começa com violãozinho, pegada Bon Jovi (risos). Certamente a baladinha do cd, está bem trabalhada, bem feita. Com menos elementos eu senti menos o excesso de graves mencionado anteriormente. O legal é que é uma músic alenta, violão e voz, mas é curtinha, nada exagerado, não da tempo de enjoar. Bela sacada. 

Finalizando o disco com Bullet Hole, pegada misturada de som mais oitentista com uma boa dose de agressividade. Refrão mais forte, com vozes rasgadas, fiquei bem dividido entre essa e Move para minha favorita. As sirenes do meio me fizeram tirar o fone e ver se estava tudo bem na rua. 

O disco flui bem entre músicas rápidas e lentas, tracklist bem pensada. 

No meu ouvido a banda acertou bem nos arranjos porém pecou bastante na produção. Mix e máster ficaram aquém do merecido pela banda. Senti tudo muito abafado e posso ressaltar dois elementos:

1 – Tentativa de peso com excesso de graves; e 
2 – Tentativa de soar vintage. 

Cuidado pessoal! 

Um disco que vale a pena, com certeza acompanharei o trabalho deles!  

O lançamento de Starting Riots está marcado para Sexta-feira dia 11/09/2020 via Abraxas Records

Enquanto aguardamos o lançamento do trabalho completo, confiram o webclipe do track 3 do album, Backbone:



TRACKLIST 

01) This Grace 
02) Crossfire 
03) Backbone 
04) Thieves 
05) Herald of Truth 
06) Sunset Drive 
07) Move 
08) Pyro 
09) How are you Holding Up 
10) Bullet Hole 

FORMAÇÃO 

Juliano Ribeiro – Baixo e Voz 
Henrique Bertol – Guitarra 
Celso Costa - Bateria

Material enviado pela Tedesco Comunicações.