14 dezembro, 2017

#03 De músico para músico: Comportamento / Entrando numa banda

Dando sequência à coluna De músico para músico, vamos abordar um tema hoje que será subdividido em duas partes:

01- Entrando numa banda
02- Saindo de uma banda



Pode parecer bobeira, mas a maneira que você se comporta numa situação dessas pode criar ou destruir uma amizade ou até mesmo uma fonte de renda.


Imagine a seguinte situação:

Telefone toca e um integrante de uma banda está te convidando para integrar o grupo. Seja por motivo de substituição ou de agregação, o convite sempre é sério, se não fosse, não haveria convite.


O cara do outro lado da linha espera que você diga sim, é óbvio, pra dizer não ele não teria te chamado. Aí você fica feliz, conta pra todo mundo e agora você faz parte da banda "Sfincter Flavour" WOW!

Só que só dizer por aí que você está na banda não te transforma em integrante!

A banda espera algumas coisas de um novo integrante, como por exemplo:

- Venha com TODAS as músicas que a banda tem gravadas já tiradas, mesmo aquelas lado B;
- Seja bom ouvinte na hora de conhecer os novos sons;
- Entenda as ideias que a banda tem para o seu instrumento antes de sugerir as suas ideias novas;
- Estude o timbre que a banda já tem, afinal, se foi gravado assim, os integrantes devem gostar;


E isso é só o primeiro ensaio, pensando em curto prazo.



Para médio prazo as coisas devem ser ainda mais cuidadosas, como por exemplo:

- Ninguém entra na banda sendo porta-voz ou representante da banda
- Voz ativa vem com o tempo, depois de provar seu valor inúmeras vezes
- Evite forçar mudança de estúdio (especialmente se a sua sugestão for do lado da sua casa)
- Evite criticar os membros anteriores (se houver)


Essas pequenas atitudes não vão te transformar em rock star, mas com certeza te farão entrar numa banda sem gerar um problema de convívio.



Atitudes interessantes para um novo integrante:

- Você vem de fora, então deve enxergar possíveis problemas na estrutura do grupo. Espere o tempo passar um pouco, vivencie isso e sugira alterações onde achar necessário;

- O marketing da banda, se não tiver um responsável direto pra isso pode ser um tanto quanto bagunçado. Exponha suas ideias para marketing, produtos, possíveis contatos e etc;

- Se você realmente conhece um estúdio melhor e com preço igual ou mais barato, sugira de forma cuidadosa, espere efetivamente o estúdio atual gerar algum transtorno para que o seu seja plausível de trocar;

- Exponha as suas composições, isso é fundamental para que os integrantes notem o seu comprometimento com a banda.

Em suma, é esperado do novo integrante que ele seja como um funcionário novo numa empresa. A diferença é que banda nem sempre gera um salário, então existe a necessidade de companheirismo muito além do que seria necessário numa empresa.

O famoso rateio para custear a banda será dividido com você SIM, afinal, se a banda estourar e sair em tour, você quer participar e receber, certo?

Para finalizar, segue uma lista de o que NÃO fazer quando se entra numa banda:

- Se achar O CARA no primeiro ensaio (ou em qualquer momento, claro!);
- Começar o ensaio já com o volume no limite pra mostrar serviço;
- Criticar tudo o que puder;
- Culpar seus erros por motivos X e Y, errou conserta e pronto;
- Sair do ensaio sem perguntar o preço (essa é boa!)
- Reclamar do valor de cachê (Só isso??)
- Pegar mulher (marido) de outros integrantes (parece loucura, mas não é e muita gente vai se identificar com esse tópico)


Então é isso, sejam gente boa! Novo integrante é tipo namorado(a) novo(a) indo conhecer os pais da(o) namorada(o). Não adianta se achar o máximo, é melhor você SER o máximo sem falar nada. O efeito é melhor!

Boa sorte na banda nova!
Próxima coluna será sobre a saída da banda. Até breve!


13 dezembro, 2017

Entrevista: Tati Bassi (ex- Radioativas)

Mais uma quarta-feira e com ela, a entrevista da semana! 

Dessa vez, O SubSolo teve o prazerzão de conversar com a ex-Radioativas Tati Bassi, que agora, está ingressando "de cabeça" em sua carreira solo e nós, que não somos bobos nem nada, fomos saber mais um pouquinho disso tudo.

Vamos dar um confere?



Tati, é um prazer conversarmos contigo no dia de hoje, obrigada por ser tão receptiva ao nosso convite. Agora nos conta: como está sendo se aventurar em carreira solo? Como foi a decisão de “tomar” este rumo após o fim das Radioativas? 
Tati: O prazer é todo meu. A minha carreira solo está sendo uma descoberta maravilhosa na minha vida. Estou lidando com o melhor de mim e extraindo tudo o que eu posso e devo. Foi uma decisão difícil, porém necessária. Meu crescimento pessoal e profissional dependia dessa decisão, mas certamente foi a melhor coisa que eu fiz. 

No início, como foi a receptividade dos fãs à esta transição? 
Tati: Cara, foi demais! Eu sei que muitas pessoas estranharam, pois é um som completamente diferente, mas é exatamente isso que é maravilhoso na arte, o poder de ser livre e fazer tudo o que quiser. Está todo mundo gostando de verdade, tenho tido os melhores elogios do mundo e tenho recebido muito carinho e amor de todos. 

Como foi o processo de composição do “Não basta Querer”? 
Tati: Foi como se eu tivesse que ir lá no meu fundo. Tudo foi muito conturbado após minha saída das Radioativas. E isso serviu para a minha inspiração. Eu enfrentei meus piores demônios e passei tudo para o papel. Foi dolorido e libertador. 

E como anda sua agenda de shows? Já está planejando um novo álbum? 
Tati: Estou planejando alguns shows em São Paulo, mas a grande maioria deles será para 2018. Quero fazer muitos festivais também. Meu segundo álbum já está em processo de composição, as letras já estão escritas e estamos trabalhando nelas. Posso lhe adiantar que será grande e diferente do primeiro. 

Como se sente ao saber que a cada dia, a representatividade feminina na música ganha mais força?  
Tati: Me sinto orgulhosa e feliz. As pessoas sempre me perguntam quando que eu me tornei feminista, e eu sempre digo que eu não me tornei feminista, eu nasci feminista. Aos 11 anos fiz um professor ser expulso da minha escola por abuso sexual e isso sozinha. Aos 13 anos de idade eu escrevi um funzine sobre a liberdade da mulher e fiz um texto sobre masturbação feminina, que se espalhou pela minha escola onde causou uma comoção contra mim. Com 15 anos eu tinha uma ONG de mulheres Punks que ajudavam outras mulheres que sofriam violência doméstica e sexual. Éramos tão poucas mais estávamos lá, lutando. E hoje ver todo esse crescimento me emociona e faz com que eu não me sinta mais sozinha e me dá a plena certeza de que nossa luta não é em vão.  

Para as garotas que estão começando, quais dicas você daria? 
Tati: Seja apenas você mesma. As pessoas vão te criticar e tentar te diminuir, pois o mundo é machista e preconceituoso, fechado e estranho. Mas persista e não desista jamais. Como já dizia as garotas da banda Punk Bulimia, "Podem tirar nossas vidas mais não a nossa liberdade". 

Sem pensar muito, diz ai cinco discos que mudaram sua vida. 
Tati: Caralho kkk, bora lá.  
1- L7 - Bricks are Heavy 
2- Etta James – Rocks the House 
3- Neil Young – Harvest Moon 
4- Gal Costa - Não Identificado 
5- David Bowie - The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars ( esse mudou tudo) 

Os planos futuros: O que podemos esperar da Tati Bassi? 
Tati: Podem esperar o melhor de mim, as minhas melhores histórias, minhas dores, lágrimas e alegrias. Todas elas dissolvida em música sincera e verdadeira. 

Tati, obrigada pela disponibilidade e foi um prazer conhecer ainda mais sobre o seu trabalho. Que tal deixar uma mensagem para os leitores? 
Tati: Obrigada vocês pelo carinho.  
Amores, sigam com verdade e sinceridade e acreditem em vocês por que se não ninguém irá acreditar. Jamais abaixem a cabeça! E como diz uma grande sábia: "Se você não consegue se amar, como é que vai amar outra pessoa?". 


Warrel Dane: mais uma lenda que parte em 2017

Se já não bastasse as partidas precoces deste - maldoso - ano de 2017, o Rock/Metal sofre hoje com mais uma perda, Warrel Dane parte com apenas 48 anos de idade.


O vocalista do Sanctuary e Nevermore, ficou famoso por grandes clássicos do Metal Progressivo, pelo seu trabalho sério e impecável, vindo a influenciar gerações do Heavy Metal em geral.

Sempre assumindo suas raízes inspiradas em Rob Halford, Bruce Dickinson e Ronnie James Dio, Warrel era impecável com sua voz, um alcance poderoso e estrondoso, recentemente o músico estava finalizando seu segundo álbum solo, "Shadow Work", que esta previsto para inicio de 2018.

O SubSolo lamenta essa grande perda e que 2017 não venha a nos pregar novas peças, pois esse ano foi um dos mais trágicos do Rock/Metal. Nossos sentimentos aos fãs (que também somos), família e amigos.

11 dezembro, 2017

SJ Rock Festival: cidade mais gelada do Brasil recebe a segunda edição do festival local

O primeiro São Joaquim Rock Festival, foi organizado no ano de 2014, mais precisamente na data de 15 de Novembro. Essa primeira edição ocorreu em local fechado com seis bandas, sendo destas, três da cidade de São Joaquim, uma de de Criciúma, Otacílio Costa e Lages, sendo que a maior surpresa foi ver a casa cheia.



Para a segunda edição, três anos após, apenas quatro bandas se apresentarão, desta vez ao ar livre na Concha Acústica localizada na Praça João Ribeiro, em frente a Igreja Matriz. As bandas confirmadas são:

OPala - Rock -  São Joaquim/SC

Formada em São Joaquim pelos músicos Douglas, Missinho e Herik Melo, a banda traz uma pegada do Rock 'n Roll nacional e internacional, com pitadas de versões e características impares dos músicos.


Groove Haze - Groove - Lages/SC

Cinco geminianos interessados nos efeitos que causam a dependência musical. A meta é groove e a razão não se sabe. É com essa proposta que o Groove Haze segue sua psicodelia nos palcos, levando aos ouvidos uma sonoridade peculiar.

ASoM - Grunge/Metal - São Joaquim/SC

Uma das poucas bandas que investem em som pesado, após o hiato da Protopop Cabala, Red Burttefly e outras bandas do cenário joaquinense, o ASoM com o frontman Marlon Diefenthaler, e com uma cozinha coesa realizada por PH Pagani, trazem juntos uma sonoridade rasgada e com fortes pegadas do Metal, a proposta do grupo é focar em som autoral.


Dark New Farm - New Metal - Nova Fazenda/SC

Formado na metade de 2017 na pequena e sombria cidade de Nova Fazenda/SC, o projeto teve início quando Luiz Harley (ex-Evil Returns) sentia falta de ter uma banda ativa no cenário musical, pois o mesmo estava participativo no cenário, apenas como escritor dos sites Esporro Sonoro e Underground Extremo. Com o amadurecimento do projeto, convocou o baixista Fabiano GP (ex-Alkanza) e mais tardar quem assumiria as guitarras seria Sol Portella (ex-Invoque), seguido de Maykon Kjellin (Doctor Jimmy e conhecido por ser fundador do Portal O SubSolo) completando o time na bateria.


Exposições;

Como atração apar as bandas do festival, foram convidados expositores de todos os segmentos da arte para exporem e abrilhantarem o evento com seus trabalhos, confira os confirmados até o momento.

Marlon Diefenthaeler / Desenhos
Emerson Cruz / Desenhos & Quadros
Ana paula Lemos / Fotografias
Rodrigo Nunes / Fotografias
Thuisa Stache / Fotografias
Deisy Mania  / Artesanatos


O evento contará com entrada free, por se tratar de um evento aberto ao público, a organização e realização deste passam pela atitude de: Marlon Diefenthaeler, Gabriel Lotin e Caroline Silveira, sobre realizar um festival numa cidade com pouco espaço, Marlon desabafa:

"Bom, desde que iniciei na música venho enfrentando dificuldades para sobreviver neste meio, mas o que a gente não faz pelo amor a música, não é? Agradeço ao Gabriel e a Carol, por estarem comigo organizando mais um evento deste porte na nossa cidade, temos tanto do mesmo que as vezes, é gratificante ter algo que gostamos de ouvir. É árduo, cansativo e exaustivo, mas no fim sabemos que tudo da certo, graças aos apoiadores, a prefeitura e as bandas que toparam virem tocar, nada vem fácil, todo o suor derramado fará diferença mais tardar".

O evento tem início previsto para as 14:00hs, os organizadores pedem encarecidamente que todos recolham seus próprios lixos, levem suas bebidas e curtam uma tarde atípica na cidade de neve, vai perder?

10 dezembro, 2017

Maverick: novo single lançado marca um início de uma nova era


"Culturally Disfigured" é o novo single do Maverick. Banda formada em 2011 em São José do Rio Pardo no estado de São Paulo, pelo guitarrista e vocalista, Gabriel Sernaglia. Em junho de 2015 foi lançado o single “Upsidown” em forma de Lyric Video, extraído do seu debut “The Motor Becomes My Voice”, que futuramente seria lançado pela Shinigami Records.



Com esse lançamento, o Maverick anuncia um novo ciclo, uma nova era. Toda banda tem seus altos e baixos, mudanças de formação e composições de mais variados temas, o Maverick dessa vez aparentemente apostará em críticas sociais, lutando por um país melhor. 

Em sua página oficial no facebook, o Maverick afirmou que:



"A partir de hoje damos início a um novo ciclo, direcionamos nosso som e nossas palavras ao nosso país; Lutamos com armas que não ferem fisicamente, carregamos riffs e atiramos através de nosso som. Acreditamos veemente no poder das pessoas, do nosso povo, estamos convictos de que a união e o respeito mútuo é a única forma de salvar o nosso país das garras imundas daqueles que o corrompem dia após dia.

Não lute a guerra deles, não deixe que eles nos joguem uns contra os outros.
Não precisamos estar de um lado para querer o melhor para o Brasil.
Nem Direita, Nem Esquerda, Estamos na LINHA DE FRENTE!"

OUÇA E ASSISTA AO LYRIC DE "CULTURALLY DISFIGURED"


09 dezembro, 2017

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #59

Não são uma ou duas indicações, chegamos a nossa indicação de numero cinquenta e nove. Quando damos inicio a essa coluna, sabíamos as dificuldades de cuidar dela semanalmente e a pontualidade que ela necessitaria, mesmo assim, corremos o risco, falhando um ou outro final de semana por causa de outros afazeres aqui estamos nós, em mais uma indicação, quem será que são as cinco indicadas de hoje?



01) Maverick - Thrash Groove - São José do Rio Pardo/SP

Começamos a lista com um soco na orelha, pensando bem esse termo até é leve, começamos mesmo com uma marretada na nuca. O Maverick é uma das bandas mais criativas e presentes no cenário musical pesado da região de São Paulo. Recentemente lançaram seu novo single, "Culturally Disfigured" que munido com um Lyric Video, chega para alimentar a curiosidade alheia do que estará por vim no ano que vem chegando.



02) Alucinia - Metalcore - Laguna/SC

Recém formada ainda nesse ano que está prestes acabar, a Alucinia vem com fortes tendências de ir muito longe, pois de imediato apresentaram duas músicas de nível alto. Destaque nos vocais de Lenita Cardozo. Tudo vem de um começo, e esse da Alucinia é promissor, ousado e fascinante, ouçam "Sete Palmos".

03) KandoveR - Hardcore - Teresina/PI

KandoveR é a banda do "povão" la no Piauí, pelo fato da simplicidade, humildade e a amizade com que os caras tem com outras bandas do estado. O KandoveR é o tipo de banda que frequenta eventos, compartilha outros eventos mesmo quando não vão tocar e estão sempre dando auxilio a todos os meios de união do cenário musical. Recentemente o grupo anunciou que chegará seu primeiro disco intitulado "O Povo", enquanto isso, liberaram a faixa-título para aguçar a curiosidade alheia, confira:



04) Eden Seed - Thrash Metal - São Paulo/SP

O Eden Seed desde seu lançamento apresentou que estava em evolução, com algumas trocas de integrantes pontuais, chega agora com um nível absurdo de técnica. Liderada pela guitarrista muçulmana Gisele Marie, o grupo lançou recentemente um single chamado "No Violence", que de fato traz a característica pesada e a proposta do grupo.


05) Velodkos - Rock - São Paulo/SP

Um Power Trio lisérgico e com um Rock 'n Roll visceral e autêntico, essas são algumas das caraterísticas do trio paulista do Velodkos. Recentemente os caras lançaram o single "Paradigma Social" que já ultrapassam as cinco mil visualizações em sua conta oficial no facebook. Uma boa pegada Stoner e Grunge, estão presentes nas veias dos músicos, com uma letra curta e objetiva, o grupo dão as caras no cenário com uma excelente música e de quebra um excelente videoclipe.

08 dezembro, 2017

Mechanical Wings: novo single "Burn" é lançado

Mechanical Wings (Banda de Nu Metal/Metalcore de Praia Grande/SP) acaba de lançar o single "Burn". A nova música de trabalho da banda fará parte do seu primeiro EP, com previsão de lançamento para o início de 2018. 



A banda está há alguns meses gravando seu primeiro EP de forma totalmente "Do It Yourself". E "Burn" é o segundo single lançado para promover o trabalho.


Confira "BURN":




 
Mechanical Wings é uma banda formada em 2016, mais precisamente em Agosto, em Praia Grande, litoral sul de São Paulo. A banda é formada por Kimberly Chantal (Vocal), Ariel Cabrera (Guitarra), Vitor Carvalho (Guitarra), Nycolas Sesztak (Baixo) e Harrison Dickinson (Bateria).

Influenciados por bandas que vão do peso extremo ao melódico, a banda mistura os gostos musicais de cada integrante. Trazendo assim, um som único e objetivo.

07 dezembro, 2017

Festivais catarinenses e a luta pelo underground - #01

Quando o assunto é Rock e Metal, sabemos que os melhores lugares para se estar são aqueles eventos cheios de bandas, onde há muita cerveja e bons amigos. A parte mais interessante dos festivais é que eles são pontos de encontro onde, muitas vezes, as pessoas se conhecem e se reencontram, construindo e mantendo amizades. Os fests também proporcionam contatos e oportunidades para as bandas, onde têm chance de mostrar seu trabalho ao público e aos produtores, trazendo maior visibilidade, além de possibilitar a comercialização de material. Ou seja, os festivais são espaços onde a cena acontece verdadeiramente.



Você frequenta festivais? Quando você reúne sua galera, monta uma excursão e arma acampamento é só alegria! Mas já parou para pensar em tudo que há por traz desses eventos? Há pessoas realmente empenhada, que não medem esforços para proporcionar tudo isso ao público, mesmo que não recebam nenhum centavo de retorno.

Sabemos que Santa Catarina é um polo de grandes bandas e grandes festivais. Os eventos produzidos em SC são referência no cenário nacional, principalmente por serem festivais de camping. 

O SubSolo conversou com organizadores de alguns dos maiores festivais catarinenses, para entender de onde veio tamanha motivação em lutar para fortalecer a cena. Nesse diálogo contamos com as ilustres participações de: 

- Nani Poluceno, organizadora do Otacílio Rock Festival e SC Metal Fest; 
- Adilson Frenzel, organizador do River Rock Festival;
- Marcos Valério, organizador do Iceberg Moto Rock Festival; 
- Bruna Búrigo, organizadora de duas edições do Frai'n Hell Rock Festival e agora de seu novo projeto The Covenant Metal Fest.

Vem com O SubSolo nesse bate-papo com a galera que faz tudo acontecer!



Certamente organizar um festival não é nada fácil! Mas de onde vem tanta vontade de botar a mão na massa e concretizar um grande evento? Para iniciar nossa conversa, indagamos aos organizadores: Qual foi sua motivação para começar a organizar um festival?

Nani Poluceno: No início a motivação era a necessidade de ter eventos do gênero em nosso município, onde havia um grupo de pessoas que curtiam Rock/Metal, mas não tínhamos eventos para prestigiar. Hoje em dia a motivação maior vem da satisfação pessoal que temos depois de proporcionar ao público e bandas um espaço onde todos podem se divertir com os amigos, família e curtirmos a música que gostamos.

Adilson Frenzel: Primeiramente, eu tinha banda e sei como era foda tocar por aí e ter um espaço legal pra isso. Outra motivação foi o fato de nos transformar em ponte entre essas bandas e o público em geral. A nossa formação musical além de ser autodidata foi e é muito eclética, não podia ter outro resultado, sendo a principal identidade do festival, como o próprio slogan diz "a festa das tribos" e principalmente, acho que essa é a maior das motivações: o prazer de visualizar o público e sentir a emoção de mexer com a emoção das pessoas.

Bruna Búrigo: O que mais me motivou a organizar festivais foi a minha paixão pelo Metal. Desde que comecei a frequentar a cena sempre me senti muito acolhida por todos. Depois de alguns anos decidi que queria poder unir as pessoas ainda mais em prol da cena. Poder fazer algo a mais para manter a cena ativa. E é essa motivação que não pode acabar. Não viso lucro nos festivais que realizo, só torço para não ter prejuízo (o que ainda não aconteceu), mas faço por amor à camisa. Mesmo com os prejuízos vale muito a pena contribuir para a cena.

Marcos Valério: A principal motivação foi e é gostar de Rock. De todas as vertentes do Rock. Tem um Clube em Rio do Sul onde era comum ter show de Rock. Um dia minha filha comentou que uma banda de amigos dela iria tocar. Fui ver e gostei, então nos tornamos amigos da banda também. Passado um tempo, deitado em minha sala, levantei e comentei que iria fazer um evento e que teria o nome de “Iceberg Rock”. De onde veio este nome? Não foi uma opção de escolha entre alguns nomes e nem pensado, simplesmente falei que este seria o nome. Isso foi em janeiro de 2012 e em 07 de abril aconteceu a primeira edição nesse mesmo clube. Foram 33 eventos que aconteceram em três anos, e a partir de 2015 partimos para o Open Air que está acontecendo sempre em janeiro. Já estamos indo para a quarta edição do festival (12,13 e 14 de janeiro de 2018). Ou 37º Iceberg Rock. Já se apresentaram nestes anos 96 bandas de 29 cidades, sendo 25 bandas de Rio do Sul. 




Organizar eventos exige longas cargas horárias de trabalho e traz diversas preocupações, mas quais são as principais dificuldades em organizar um festival?

Nani Poluceno: A maior dificuldade acredito que seja a questão financeira, para fazer um evento, por mais simples que seja tem muitos custos básicos, como segurança, brigadista, taxas e alvarás, sonorização, além de despesas com as bandas. O comparecimento do público também é um ponto importante. Como 90% do público dos festivais de camping vem de outras cidades e estados, a despesa para prestigiar um festival acaba se tornando grande, então para organizar um evento tem que estar preparado financeiramente.

Adilson Frenzel: As dificuldades começam com a burocracia, é muita papelada, (são 12 alvarás de licença e autorização para o evento acontecer) mas isso não é problema, o problema é a morosidade em se obter estes trâmites. Além  disso, existe dois estágios: quando começamos com o  River Rock sofríamos muito preconceito e descriminação mas  resistimos  e persistimos, hoje estamos na segunda fase: que é quando efetivamente tivemos reconhecimento, aí aparecem pessoas que não podem ver que alguém está crescendo aí começam a puxar o tapete e querer sempre uma fatia pra si, a maldita inveja.

Bruna Búrigo: As dificuldades são inúmeras, desde o contato com as bandas, parte burocrática e estimativa do público. Não pretendo parar de organizar festival, porém me entristece ver ótimos festivais aqui em Santa Catarina com um público pequeno. Então pra mim hoje, a maior dificuldade é sim o público.

Marcos Valério: Sem dúvida é apoio financeiro. Sempre valores pequenos e quando aparecem. Fora isso, eu não vejo muitas dificuldades, pois busco apresentar o festival para a galera ir conhecendo e o famoso “boca a boca” funciona muito bem. Outra dificuldade é fazer as bandas que são chamadas para tocar se envolverem com o evento e irem na página para convidar seus amigos para o show e não deixar apenas na mão dos produtores. No facebook algumas bandas curtem e não compartilham. As bandas precisam se envolver mais com os produtores na divulgação.





As pessoas que têm banda, certamente adorariam tocar em festivais como Otacílio Rock Festival, SC Metal, River, Frai'n Hell ou Iceberg. Aqui vai uma "dica" sobre: quais são os critérios para escolha das bandas?

Nani Poluceno: Primeiramente pedimos para que as bandas interessadas em participar do festival nos encaminhem material via email ou correio. Também recebemos muito material em mãos pelos eventos que passamos. Nós separamos as bandas por estilos e tentamos diversificar estilos e cidades para poder agradar o maior número de público possível.

Adilson Frenzel: As bandas são definidas primeiro pelo estilo. Depois pela força de vontade e empenho da banda em crescimento junto com o festival. Claro, também escutamos muito a opinião do nosso público sobre o que eles querem ouvir.

Bruna Búrigo: O critério principal utilizado para a contração das bandas é a divulgação. Se a banda quer ter espaço no fest, o mínimo que esperamos é que ajudem a divulgar e tragam público. Infelizmente no Frai'n Hell Rock Festival menos da metade das bandas fizeram isso. Já nesse novo projeto que estou trabalhando (The Covenant Metal Fest) resolvi optar por bandas com mais “estrada” na cena do Metal nacional, visto que, por experiência trabalhando com bandas locais, há falha na promoção dos eventos.

Marcos Valério: Não existe um critério definido. Gosto de bandas que se comportam como banda, isso é muito importante, pois bandas existem, mas umas levam o trabalho mais a sério que outras. Levamos muito em conta quando tem material para divulgar. Não excluímos bandas cover nem autorais, porque a galera gosta de ver de tudo. Muitas das bandas começam tocando covers. Em nosso festival também rola muitas vertentes do Rock, Blues, Reggae, e Metal. Sempre terão seu espaço.





Para construir a programação de um evento, os organizadores estão sempre ligados no que está rolando na cena. Mas e aí? Quais são as percepções dos organizadores sobre a cena atual?

Nani Poluceno: Vejo que neste ano de 2017 tivemos um aumento de eventos do gênero em nosso estado, isso é ótimo para as bandas que terão maior espaço para se apresentar, isso acaba movimentando a cena e incentivando os headbangers, mas também com isso acaba dividindo o público que por sua vez não consegue comparecer em todos os eventos por questão financeira. Mesmo com tantos eventos ainda sentimos a falta daqueles que se dizem headbangers mas não saem de suas casas para prestigiar e apoiar bandas locais. Eventos bem organizados com bandas de excelente qualidade ainda vem apresentando pouco público.

Adilson Frenzel: No nosso caso são várias cenas, pois o River Rock Festival, é um dos poucos, se não o único que faz uma verdadeira miscelânea musical. Mas de modo geral, apesar da cena atual estar meio parada, sempre tem alguma coisa acontecendo. Poderia ser mais ativa se não fosse essa divisão já clássica existente, de um lado alguns reclamando que não tem opção de shows e quando tem reclamam do preço e nem sequer comparecem. Porém existem aqueles, que são sempre a nossa motivação, que comparecem, apoiam, ajudam e acima de tudo se divertem muito junto com a gente.

Bruna Búrigo: Minha percepção sobre a cena atual infelizmente não é como eu esperava que fosse, como citei antes, os festivais estão cada vez mais carentes de público. Temos muitos "fãs" do Metal de Facebook, que confirmam presença no evento mas não fazem o mínimo esforço para prestigiar. Mas ainda assim, vejo união na cena, tem surgido festivais novos e ressurgido festivais que haviam parado também. Só precisamos nos unir e tomar cuidado com as datas, para que todos possam curtir ao máximo os festivais do nosso estado.


Marcos Valério: “O Rock morreu?” Mas não mesmo! Santa Catarina é um estado onde tem muitos festivais e acredito que os melhores acontecem aqui. Recentemente compramos e estamos montando uma Kombi-Casa e estamos nos programando para 2018, onde é certo que oito festivais irão acontecer em Santa Catarina e iremos a todos para divulgar o Iceberg Rock.  Mas a cena direciona festivais para apenas um estilo, principalmente ao som “mais pesado”. Acredito que tem de haver mais espaços para todas as tribos. Fazer a galera ir aos festivais e apreciar todas as vertentes que o Rock nos proporciona. Recentemente em uma conversa com Adriano da Khrophus, já estamos nos programando para um encontro e montar a “Rota dos Festivais em Santa Catarina”. Isso acontecerá e vamos pôr o Rock no seu devido lugar. Trabalhamos com paixão pelo Rock. As bandas precisam de bons produtores e o mesmo com quem produz, queremos bandas que também se envolvam.






Pois é, galera. Com as falas dos nossos amigos Nani, Adilson, Bruna e Marcos, podemos perceber que tem sim muita gente dedicada a realizar grandes eventos e "fazer a roda girar", mas para isso é necessário um elemento muito importante: seu apoio!

A cena não é feita só de produtores e bandas, mas sim de público. Precisamos de pessoas dispostas a frequentar eventos underground, adquirir material das bandas e ajudar na divulgação dos eventos. Que tal, por alguns momentos, deixar de lado as bandas que já estão consagradas e que já possuem seu nome marcado na história da música? Podemos olhar para elas com toda admiração e tê-las como inspiração, mas não podemos esquecer que no seu bairro, cidade e estado existem diversas bandas querendo mostrar seu próprio trabalho. Essas bandas ainda podem crescer muito e VOCÊ é o principal responsável por isso!

Outro fator importantíssimo é o apoio entre bandas, independente do estilo. União na cena também significa você tocar em um festival e saber prestigiar as outras bandas que estão se apresentando, assim como comparecer a eventos que você não vai tocar, porque, da mesma forma que a sua banda precisa de suporte, as outras também precisam. Dentro do underground não há espaço para preconceitos nem para "nariz empinado". Vamos curtir juntos tudo que a cena tem a nos proporcionar, valorizando nosso produto nacional e regional.


Nós d'O SubSolo agradecemos imensamente nossos amigos que compartilharam conosco suas experiências. Desejamos muita força nessa luta! Estamos junto com vocês na empreitada do underground!

06 dezembro, 2017

Maniacs Metal Meeting: festival acontece nesse final de semana

Para a nossa felicidade, a segunda edição do Maniacs Metal Meeting está chegando e promete muita brutalidade nos 3 dias do evento.

O MMM, como foi apelidado carinhosamente pelos headbangers, ocorre nesse final de semana (8, 9 e 10) na Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho/SC. 

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Já em sua primeira edição, no ano passado, o festival se consolidou como uma grande referência nacional no meio do Metal. A organização é minuciosa e isso mostra que tudo está sendo feito com muito empenho, devoção e profissionalismo. Sem dúvida alguma, o Maniacs é o evento mais esperado do ano e tem tudo para surpreender o público presente.

O cast desse ano está devastador! Grandes nomes do Metal brasileiro e, até mesmo, do Metal mundial estarão nos palcos do Maniacs.

Tem alguma dúvida de que vale a pena comparecer? 

Gorgoroth, uma das maiores bandas do Black Metal norueguês, vai trazer para o interior de Santa Catarina aquela sensação de frio e devastação que só o BM proporciona.



David Shankle, ex membro do Manowar, em aliança com a banda Feanor, trará o álbum "Triumph of Steel" aos palcos do Maniacs Metal Meeting.


Krisiun, um dos maiores nomes do Death Metal, dará ênfase nos seus três primeiros álbuns, o que garante que músicas como "Black Force Domain" embalem o domingo dos presentes.


Os cariocas da Gangrena Gasosa, única banda de Saravá Metal deste mundo, também estarão presentes. Ficou curioso? Confere!


Além destas, outras 27 bandas subirão aos palcos do MMM, formando um cast que contempla diversas propostas e gêneros do Metal.

Ao longo do festival, haverá ainda a presença da Jornada Ancestral trazendo belas canções medievais, que incentivam o público a dançar, beber e festejar.

Nós, d'O SubSolo, não poderíamos perder esse evento de maneira alguma e é um prazer para toda a equipe fazer parte deste projeto! Estaremos lá, então, cobrindo tudo o que vai rolar. Temos o compromisso, também, de trazer entrevistas exclusivas para os nossos leitores.

E aí? Bora?

NÃO PERCA TEMPO!
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Entrevista: Ciro Pessoa (Flying Chair)

Conversar com um cara com um currículo desses, bicho? Não é pra qualquer um! 

Agraciados com a oportunidade de trocar uma ideia com essa lenda nacional, às vésperas do espetáculo inaugural da tour no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, O SubSolo bateu um papo com ninguém mais ninguém menos que Ciro Pessoa, vocal da Flying Chair e ex-Titãs.

Na entrevista, Ciro nos contou um pouco de sua carreira, qual a expectativa para o show da Flying Chair no próximo dia 07/12, onde dividirá palco com Branco Mello e sobre como é ainda ser um dos responsáveis por trazer um "novo ânimo ao Rock nacional". 

Vamos conferir?


Ciro, é um prazer conversar com um cara com a sua história, que participou de uma das maiores bandas de Rock do nosso país. Como foi ser um membro do Titãs?
Ciro: Foram dois anos intensos de muita camaradagem e criatividade. Aprendi muito do que sei hoje com os Titãs. Temos o mesmo DNA poético/musical porque estudamos no mesmo colégio, o Equipe. E compusemos juntos dezenas de músicas.

"Sonífera Ilha" é uma das músicas mais emblemáticas do Rock nacional e teve sua colaboração na composição. Como surgiu a ideia da música? E como foi compô-la e vê-la estourar em todas as rádios da época e observar sua relevância ainda na atualidade?
Ciro: Compus a melodia e parte da letra de Sonífera Ilha. Ela foi inspirada numa música de Roberto/Erasmo Carlos chamada "Quero que Vá Tudo Pro o Inferno". Sempre gostei muito desta canção. O sucesso foi uma grande surpresa para todos nós. Acho que até hoje não entendemos direito o que aconteceu. E sim, de fato é uma música relevante que já foi gravada cerca de 20 vezes por artistas dos mais diversos estilos. É um mistério. 

Você irá reviver a companhia de Branco Mello no palco, parceiro de Titãs, no próximo dia 07 de dezembro, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em SP. Qual o sentimento desse reencontro?
Ciro: Sempre fui muito amigo do Branco e a maioria das músicas que compus na época dos Titãs teve o Branco como parceiro. Ainda compusemos doze músicas de um CD infantil, "Eu e Meu Guarda-Chuva", que saiu em disco, teatro, livro e cinema. Gosto muito dele tanto como pessoa quanto artista. É um irmão.

60 anos de idade e ainda és responsável por trazer um "novo ânimo ao Rock nacional". Qual o sentimento de estar nos palcos ainda? Pra você, isso não chega a ser um paradoxo?
Ciro: Tenho como propósito de vida não olhar para trás. E a Flying Chair é resultado desta obsessão. Somos uma banda nova, com ideias originais e muita cumplicidade/identidade estética. A vida começa aos 60.  

Você é uma pessoa que viveu o Rock dos anos 80's e 90's, não é mesmo? Como vê o espaço do Rock nos dias atuais?
Ciro: Aqui sim temos um paradoxo: nos últimos cinco meses, milhões de pessoas foram ver os shows de Paul McCartney, The Who, U2, afora as atrações do Rock in Rio. No Brasil, contudo, as bandas novas não têm espaço. Vivemos uma febre da "cultura de inclusão" e isto tem a ver com a política cultural implementada por governantes.

Continuando no mesmo tema, como vê o mercado musical sendo invadido por músicas de qualidade duvidosa? Acredita que teremos uma reviravolta e o Rock retomará um espaço maior entre ouvintes?
Ciro: É o reflexo da falta de investimento em educação de qualidade. Nossa cultura de uma maneira geral está muito doente e tem a ver com educação. Não sei se o Rock de uma maneira geral retomará o seu espaço. A Flying Chair está querendo este espaço de volta e vai conseguir retomá-lo.

Vamos falar um pouco da Flying Chair que acabou de lançar um disco, em agosto. Como surgiu este projeto?
Ciro: Nasceu de um retiro de 40 dias que fiz na Mantiqueira, numa localidade chamada Rio Acima, perto de Itamonte, Minas Gerais. Estava sem compor há algum tempo e de repente fui possuído por um fluxo violento. De lá saíram oito das doze canções que estão no disco. Quando estava prestes a voltar para SP entrei em contato com o Moko (Claudio Costa) e o Chico Marques, os dois guitarristas da banda 8080 e os convidei para fundarmos uma banda. Um mês depois chegaram o Pedro Leo, baterista, e o Diego Basanelli, baixista. No primeiro ensaio sacamos que a banda tinha um potencial gigantesco. E estamos juntos há mais de um ano.   

Algo genial desse novo disco é que ele tem versões de "Sonifera Ilha" e "Inundação de Amor", do Titãs e Ira!, respectivamente. Como surgiu a ideia de fazer essas versões e qual foi a ideia principal de incorporá-las ao disco?
Ciro: Estas músicas que compus na Mantiqueira tem tudo a ver com Sonífera e Inundação. São Pop-Rocks com refrões vigorosos e altamente atuais. É a cara da Flying Chair.

Se você fosse recomendar a Flying Chair para um novo ouvinte, como você explicaria a proposta da banda?
Ciro: Somos influenciados pela chamada Old School - Beatles, Rolling Stones, Who e outras - e somos Pop. Muito Pop Rock, mas com elegância e senso estético.  

Olha, sem palavras pela oportunidade de entrevistar um cara que é um ícone do nosso cenário musical, desejamos vida longa à sua carreira e que traga inúmeras canções novas para nós. Sucesso na Flying Chair! Gostaria de deixar uma mensagem para os leitores d'O SubSolo?
Ciro: Obrigado pelo espaço! Esperamos vocês pro show do MIS, no dia 7! Vai ser muito legal conhecer todos os leitores do Subsolo! Abraços!


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Flying Chair no MIS
Data: 07 de dezembro de 2017 (quinta-feira)
Horário: 20h
Local: MUSEU DA IMAGEM E DO SOM - Auditório MIS
Endereço: Av. Europa, 158, Jd. Europa - São Paulo - SP
Ingressos: ENTRADA GRATUITA - basta retirar o ingresso com uma hora de antecedência do espetáculo na bilheteria do museu. – SUJEITO A LOTAÇÃO.
Informações: (11) 2117 4777
Evento online: bit.ly/fc-mis
Classificação: Livre

Realização: 
Lee Martinez / Bicho Solto Inc. / Agencia 1 A 1 
Apoio:
- Governo do Estado de São Paulo
- Secretaria de Estado da Cultura
- MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo

05 dezembro, 2017

Drop Side: divulgado o belo, leve e psicodélico videoclipe de "Bandeiras"


O videoclipe de "Bandeiras", novo single da Drop side, conta com imagens psicodélicas do grupo em algumas parte da Baixada Santista como a Trilha de Itaquitanduva, em São Vicente - imagem que abre o clipe.

Realizado e produzida pela DIF Marketing Visual e com passos de dança de Cxntatxs Cruzadxs - Caio Rodrigues e Gabriel Rosário, o single, lançado no final de novembro, mostra um som mais leve e bem longe do post-hardcore feito pela banda. 

A banda formada por Wagner Lavor (vocalista), Igor Rizzo (baixista), Victor Santos, (guitarrista), Aram Jaguary (baterista) e Gabriel Negreiros (percussionista) parece está vindo com novas novidades, já que divulgaram uma arte com o nome Interlúdio em suas redes sociais. 

Em menos de uma semana, o videoclipe já passou de mil visualizações no canal da banda no Youtube.

ASSISTA "BANDEIRAS"

Resenha: Keep it Hellish - Hellish War (2013)

São mais de vinte anos na função, na ativa e na árdua caminhada do Heavy Metal. O Hellish War é uma das bandas mais respeitadas do gênero em nosso país, podemos assim dizer. É uma banda tradicional do Metal, clássica e dá pau em muita banda gringa. Foi formada em Campinas/SP em meados de 1995, lançado seu primeiro registro em 2001 o "Defender of Metal" (o qual resenhamos anteriormente o relançamento desse clássico), sendo esse disco tendo propagado o nome do grupo pelos "sete mares", uma sonoridade alicerce no Heavy Metal Inglês e Alemão oitentista.




Se com o relançamento de "Defender of Metal", o que podemos esperar de "Keep It Hellish"? Muitas não sobrevivem a uma caminhada tão extensa como de vinte anos no cenário, que atualmente é como se jogássemos pérolas a porcos, onde um dedo confirma presença em um evento em rede social, mas a bunda não descola do sofá nem a pau. Uma das grandes sacadas dos caras é alternar entre uma harmonia melódica e pura agressividade em um disco só, trazendo refrões grudentos, modernos e alucinantes, que te causam impactos jamais imagináveis. 

Esse disco de 2013, traz a estreia de Bil Martins, assumindo a árdua tarefa de substituir um dos maiores vocalistas do Heavy Metal nacional, Roger Hammer (tendo a rápida passagem da vocalista Thalita nesse meio também). A personalidade demonstrada nesse disco é surreal, Bil Martins não sente o peso da responsabilidade e canta tudo com total naturalidade, envolvendo bons timbres, boa desenvoltura e excelente afinação. Com leves toques elegantes nas guitarras e com boas dobras de acordes, Daniel Job e Vulcano conseguem demonstrar total frieza e cordialidade, nenhum atropela o outro, mas com uma cozinha feita com capricho pelos músicos JR e Daniel Person, tudo fica mais fácil, é de se tocar rindo.

Não acho que o Hellish War pare por aqui, tem muita lenha para queimar e nós amantes da boa música, clamamos por mais trabalhos desse nível, o cenário atual vem trazendo muita coisa comercial e deixando o peso, agressividade e letras eficaz de lado, é muito "geração mimimi" e "love" pra cá e pra lá e aquele espírito de que o Rock/Metal são o ponto que podemos usar para expressar nossas indignações ficam de lado. O som do Hellish War é o que deveria passar em programas de televisão, em novelas, em rádios, mas, por obra do destino é considerada não apta, sendo substituída por aqueles lixos sonoros que dá até arrepio de saber só o nome. O meu grande abraço a todos que curtem a boa música e não deixam ela morrer, vida longa ao Hellish War!

Material recebido pelo Som do Darma.

TRACKLIST
01 - Keep It Hellish
02 - The Challenge
03 - Reflects on the Blade
04 - Fire and Killing
05 - Masters of Wreckage
06 - Battle at Sea (instrumental)
07 - Phantom Ship
08 - Scars (Underneath Your Skin)
09 - Darkness Ride
10 - The Quest

FORMAÇÃO
Bil Martins - vocal
Vulcano – guitarra
Daniel Job – guitarra
JR – baixo
Daniel Person – bateria


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