19 novembro, 2017

Alter Ego: em apenas um ano, muitas conquistas foram alcançadas

Formada no inicio de 2017, pelo músico Kim Zanoni junto de Jaime Telles, a banda teve raízes expandidas em Balneário Camboriú/SC. Com menos de um ano de existência o grupo já carrega no currículo, um single, um videoclipe e um disco com cinco faixas, sem falar que atualmente ainda contam com oito mil seguidores em sua página no facebook e mais de trezentos inscritos na conta oficial no YouTube, isso em curto tempo. 


Uma mescla entre o New Metal, Nu Metal, Djent, Metalcore, Metal Alternativo e com pitadas modernas de Rap e Hip-Hop, toda essa miscelânea de influências só agrega numa sonoridade ímpar imposta por um projeto ousado e criativo. A proposta ousada se deve a compor desde o inicio, sem essa de iniciar com covers, criar raízes no cenário e só depois compor, não, desde os primórdios a ideia foi apresentar suas músicas com protestos sociais, ideologias e tudo aquilo que sentiram necessário falar.

Todo esse trabalho focado e sério, os levou ao Top 5 das votações do "Prêmio Catarinense de Música 2017" na categoria "Artista Revelação", sendo as outras bandas: Bruna Martini, Disaster Cities, Orquestra Manancial da Alvorada, Royal Roots Corporation. (você pode votar clicando aqui).



Maturidade, foco, ousadia e persuasão, são algumas das características do Alter Ego, sendo a maior delas, a criatividade, capaz de encantar, expandir e cada vez mais aproximar um publico que procura por sonoridades novas. Quem deu seus primeiros passos no Rock/Metal ouvindo uma sonoridade progressiva, alternativa e capaz de encantar, se identificará com o trabalho dessa dupla super comprometida com seus ideais, e a única certeza, é que se em um ano fizeram tudo isso, imagina no segundo?

18 novembro, 2017

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #58

O Clássico do seu fim de semana chega arrematando 5 bandas do nosso mercado. Pesada ou leve, Rock ou Metal, o importante é aproveitar o fim de semana com as melhores. Segue as indicações:




01) Doidivanas - Pelotas/RS


Começo com a "balada" mais nova desta super banda. A Doidivanas retorna com material inédito e, na minha opinião, um dos seus melhores CD's lançado dentro do aspecto composicional e musical. A banda traz sua clássica fusão entre o rock, elementos da cultura regional gaúcha e, neste som, uma participação especial que combina com este fim de semana. 




02) Pastore - São Caetano/SP



O rumo de minhas indicações começam a tomar peso, e dentro delas não poderia faltar o mestre Pastore com seu mais recente trabalho. São mais de 28 anos que este guerreiro detona dentro do Metal e suas vertentes. Pesado, equilibrado e muito bem cantado, mais um grande trabalho que alça o guerreiro para o mundo do Metal.




03) Wild Witch - Curitiba/PR

Não é de hoje que tenho uma amizade e respeito pelo trabalho de Arthur Migotto. A Arthorium Records vem trazendo grandes bandas e alçando elas no puro profissionalismo e dedicação. Sendo assim, recebi este belo presente: Wild Witch. Esta que lança seu primeiro Full Length no puro Speed/Thrash metal. Um power trio que me pegou de surpresa e mostrou que está aqui para detonar.




04) Carniça - Novo Hamburgo/RS


Eu estava realmente ansioso por este trabalho. E quando escutei, não ficou nada a dever. Uma discografia que vem desde 1991 crescendo e que agora, na minha opinião, lança o seu melhor álbum. Este que é o quarto disco e que traz grandes composições que não saem da minha cabeça. Fica aqui meu agradecimento ao Rodolfo Centeno da loja Rock Animal que me deu este grande presente.




05) Dark Avenger - Brasília/DF


Definitivamente meu TopFive mais pesado de todos já redigidos aqui. E para selar o que digo, trago estes mestres do Heavy Metal nacional. O interessante desta faixa é que a banda trata muito bem de um assunto atual que persiste a trazer vítimas dentro do nosso país e que merece um cuidado forte. Definitivamente na cena nacional, o ano foi do som pesado.



15 novembro, 2017

Entrevista: Andreas Kisser (Sepultura / De La Tierra)

Falar de Metal nacional e não falar de Andreas Kisser beira a heresia. O icônico guitarrista esteve nos tempos de ouro do Sepultura e até hoje é responsável por manter a maior banda de Metal do Brasil no topo, apesar das diversas mudanças que se passaram ao longos anos. Além das obras com a clássica banda mineira, Kisser já dividiu palcos e trabalhos com incontáveis músicos renomados de nosso país, continente e mundo, e se firma cada vez mais entre um dos mais influentes guitarristas do Metal. Recentemente, sua banda paralela De La Tierra foi nomeada ao prêmio de Melhor Álbum de Rock do Grammy Latino 2017, o que consagra o trabalho feito por Kisser no ano passado, quando trabalhou na gravação e produção dos álbuns "II", de seu supergrupo, e do "Machine Messiah", do Sepultura. 

Com muita coisa pra contar, tivemos a oportunidade de bater um papo com Kisser e ele nos contou um pouco sobre como é sua rotina dividindo tempo com as duas bandas e suas experiências com elas ao longo destes anos.


Andreas, muito obrigado por dedicar um tempo aqui pra conversar conosco, em meio a essa sua rotina de correria, fazendo show em todo canto. Inclusive, está conduzindo agora a turnê promovendo o "II" do De La Tierra, que começou lá no México com um show que foi totalmente beneficente, em pró das vítimas dos terremotos que devastaram inúmeras famílias mexicanas. Como foi essa iniciativa e esse show?

Andreas Kisser: Eu que agradeço o espaço, cara. Esse show foi muito legal, principalmente porque foi além de nossas expectativas em termos de arrecadação. Além de termos dedicado todo o valor das entradas para ajudar as vítimas dos terremotos, conseguimos um patrocínio que para cada ingresso vendido ele adicionou cinco pesos mexicanos, então aumentou bastante o valor arrecadado. Além disso, foi um show muito divertido pra nós, que voltamos o México com o De La Tierra após um longo tempo. A casa estava lotada, o público muito empolgado e pra nós foi um ótimo show. Estamos com um novo baixista no lugar do Sr. Flavio, e estamos aproveitando bem o que o Harold Hopkins vem trazendo pra gente. Sr. Flavio toca com os Fabulosos Cadillacs, enquanto Harold toca com o Puya, que é mais próximo ao Metal. Sr. Flavio trouxe muitas ideias por tocar coisas como ska, rock, reggae, e isso somou bastante no som que trabalhamos no D.L.T., e o Harold vem tocando isso que ele criou na banda, mas com seu jeito mais de Metal. 

E o De La Tierra na verdade está num momento fantástico, né Kisser? Recebeu essa nomeação para o Grammy Latino...

Kisser: Sim, fantástico. Era uma coisa que não era esperada, o disco foi lançado no ano passado e não tivemos a oportunidade de divulga-lo com turnê da forma que queríamos, já que sempre é difícil conciliar agenda em um supergrupo. Mas relançamos o álbum agora, pela Sony Latina e pudemos então começar a marcar shows e então veio essa nomeação ao Grammy Latino. Tem sido difícil conciliarmos nossas agendas, isso desde a criação da banda, mas sabíamos disso, são dificuldades de se ter um supergrupo, mas como gostamos de tocar, gostamos desse projeto, a gente vem tentando, desde o passado, arranjar tempo pra ensaiar, pra gravar, pra fazer show... tanto é que lá no começo, nós lançamos o álbum de estréia em janeiro e só fomos fazer nosso primeiro show em Bogotá, com o Metallica, em março. Mas como disse, como a gente tá curtindo a gente dá um jeito, e tá dando certo assim.

Realmente imagino o quão difícil deve ser conciliar essas agendas, mas vocês estão com uma turnê agora, com passagens por alguns países da América Latina, inclusive Brasil. 

Kisser: Isso, Bolívia, Chile, São Paulo. Mas a gente está tentando ir pra Europa, porque temos o intuito de quebrar essa barreira que tem por lá, não vemos as bandas latinas tendo grandes participações na Europa, e queremos encontrar algumas datas lá pra podermos promover nossa cultura, que é o grande intuito do De La Tierra. A gente vê bandas como o Rammstein que só canta em alemão, pois essa é a proposta deles, assim como a nossa é cantar em espanhol, algumas coisas em português. A gente criou esse projeto com a intenção de mostrar uma musicalidade diferente, essas influências latino-americanas, então a gente quer levar isso lá pra fora também, além de claro, promover o que a América Latina tem pra oferecer de Metal.

E acredito que essa nomeação ao Grammy por conta de vocês também tende a trazer um grande impacto nessa cena latino-americana de Metal, trazer mais atenção pras bandas desse estilo.

Kisser: Sim, sem dúvidas. Isso tem uma influência grande pra esse cenário e também proporciona a chance de levar o De La Tierra pra outros vôos.

Voltando ao tópico da conciliação de rotinas, 2016 deve ter sido um ano bastante corrido pra você, que esteve à frente de duas bandas que estavam em estúdio gravando novos álbuns, ainda tendo shows no meio disso tudo. Com o D.L.T. você lançou o "II" em 13 de novembro, e exatamente dois meses depois, o "Machine Messiah" pelo Sepultura. Como que você fez e faz pra conseguir dar conta disso?

Kisser: Bom, a data de lançamento do "Machine Messiah" na verdade foi adiada, originalmente seria em outubro e acabou sendo em janeiro, mas no final isso foi bom, pois iria criar um conflito ainda maior de agendas, e saindo no começo de 2017 tornou melhor a divulgação do álbum. Mas o que mais facilita é que o pessoal do Sepultura trabalha junto com o pessoal do De La Tierra, até tem alguns que trabalham pras duas bandas, principalmente pessoal que cuida das tours, então, isso ajuda a fazer essa conciliação. Mas ainda assim é quase um quebra-cabeças, principalmente pro D.L.T., mas é uma situação que a gente respeita muito, pois sabíamos bem que ia ser assim desde o início, já que estamos falando de bandas muito ativas, que são Sepultura, Maná, A.N.I.M.A.L. e Fabulosos Cadillacs... assim seria o D.L.T., não tinha outro jeito. Mas isso acaba ajudando um pouco, pois nos recicla, e a gente tem um privilégio, sabe, de não cansar um do outro...

Realmente, vocês conseguem evitar esse desgaste da convivência e ainda trazem cada um sua experiência em suas outras bandas.

Kisser: Exato. O De La Tierra é exatamente isso, então, a gente tem consciência disso e assim conseguimos curtir, sabe? O show no México foi fantástico, e saindo do palco peguei um carro e fui direto pro aeroporto, onde peguei um avião e fui até Bogotá e de lá pra São Paulo, onde peguei outro carro e fui tocar na gravação do DVD do Dudu Braga, com participação especial do Roberto Carlos. Então, velho, pra mim, qualquer oportunidade dentro da agenda, se tem um buraco ali que dá pra fazer algo, eu acho que vale a pena. Sempre há possibilidade de algo dar errado, como cancelamento de vôo e etc, mas não vou perder uma oportunidade por causa de um risco desse, sabe? Se há possibilidade de fazer, como aconteceu e deu certo, é porque é possível. Tem que ter força de vontade, porque pra mim é um privilégio poder tocar com músicos como o Andrés Giménez, Alejandro González, Sr. Flavio, o Harold... pra mim é simplesmente espetacular, estar nisso é como se eu tivesse com 17, 18 anos com uma banda nova, porquê, mesmo com toda nossa experiência, é uma banda nova. São idéias novas, propostas novas, então isso tudo motiva bastante a seguir mesmo com essas questões de agenda.

Aliás, com 18, 19 anos, nessa sua época de jovem, foi quando você entrou no Sepultura. O que chama mais atenção no Sepultura é que a banda se adaptou muito bem com o tempo, que começou com tendências de Death Metal, transitou pro Thrash Metal nos discos seguintes e quando chegou no "Roots" passou a puxar muito pro Groove Metal também. Essas mudanças na sonoridade da banda sempre foi algo natural de vocês que fazem parte do Sepultura? Como que vocês iam e vão encarando essas transformações?

Kisser: Quando a gente começou realmente a gente era muito jovem, então tínhamos uma cabeça, e estávamos inseridos em uma realidade que mudou muito com o passar do tempo. O que a gente sempre buscou foi fazer música, e inserir coisas novas faz parte dessa arte, que deixa mostrarmos nossas influências. Quando saímos do Brasil, mudamos muito nossa perspectiva dessas coisas também, pois a gente curtia só o Heavy Metal que vinha do exterior, e lá fora passamos a entender a grandeza da musicalidade brasileira, que traz muita riqueza, mas a gente não curtia essas coisas como carnaval como curtíamos Iron Maiden, Judas Priest e Black Sabbath... mas então a gente passou a prestar mais atenção nessas coisas, como a bateria de uma escola de samba, que é uma cacetada, quem já viu sabe o quão explosivo aquilo é. Então, foi a partir daí que passamos a explorar e ter essa característica mais percussiva em nosso som. Fora que também, a gente nunca teve medo de arriscar, a gente tomou isso como uma coisa positiva e passamos a utilizar elementos que nunca tinham sido usados no Metal, porque é isso que é a arte, novamente dizendo, não tem isso de "ah, mas é Metal, não pode misturar com isso". Música é arte, a gente sempre procurou explorar esses elementos, e foi muito por isso que conseguimos chegar a um lugar de destaque com o Sepultura, sendo diferente de várias outras bandas do estilo.

Esse é um ponto que acho muito interessante de se mencionar, inclusive. Até no "Machine Messiah" fica claro isso, que o Sepultura nunca mostrou medo em inovar, em trazer novos elementos. Agora vocês trouxeram muitos elementos orquestrais, teclados, seguiram essa linha de atualizar bastante a sonoridade da banda.

Kisser: Isso a gente deve também bastante a termos trabalhado com produtores fantásticos ao longo de nossa carreira. Caras que nos prepararam tecnicamente para termos a melhor performance em estúdio, caras que nos passaram a confiança que precisávamos, que vinha de fora e comprava a briga, por que muitas vezes, como no "Roots", a gravadora começava a arrancar os cabelos, e até a gente também, afinal, ninguém sabia o que ia acontecer! É que o processo foi simplesmente acontecendo, e da demo inicial até o resultado final foram mudanças drásticas. Então, eu acho que essa falta de medo, essa coragem pra arriscar, faz parte da arte da coisa, né? Isso de explorar, inserir novidades, não existe isso de "não pode"... Uma orquestra é nada mais do que isso, diversos instrumentos juntos e organizados, então, em uma banda isso não é diferente.

Ainda falando sobre o último álbum do Sepultura, uma coisa que me chamou muita atenção foi a questão da temática abordada. Vejo que foi direcionado a um ponto onde aborda essa certa devoção e dependência de uma boa parcela de nossa população a tecnologia, que se faz cada vez mais presente no nosso dia-a-dia. Como foi que vocês chegaram nesse conceito e falaram "olha, isso vai render um álbum muito bom"?

Kisser: Eu cheguei com essa ideia bem cedo, foi bem no momento em que a gente tava juntando as coisas para compor, escrever, de colocar as ideias juntas. E esse conceito nada mais é do que aquilo que a gente vê hoje, né? Temos o privilégio de viajar pelo mundo desde 1989, mas antes disso a gente só estava dentro do Brasil, e a hora que saímos vimos como era diferente lá fora, e ainda assim, havia muita mudança entre um país e outro. E até hoje a gente nota muito isso, pois vamos a países como EUA, Alemanha, Japão, que são países onde a tecnologia se faz muito presente, enquanto em outros países tem fãs nossos que precisam fazer um grande esforço financeiro pra poder ir em show nosso, ou comprar uma camiseta... sabe, são coisas que não chegam pra gente através do Discovery Chanel ou Jornal Nacional, tá ligado? A gente tem essa conexão direta, com o cidadão do país pra onde vamos. Gostamos de nos conectar com a cultura dos países, de nossos fãs, o que cria uma conexão mais complexa e profunda, e a tecnologia nos ajuda nisso de alguma forma. A gente vê a importância desses avanços em diversas áreas, a ciência ajuda muitas pessoas de diversas formas. Vemos isso no dia-a-dia, nos Jogos Olímpicos com atletas utilizando próteses, pessoas que conseguem levar uma vida melhor, a se locomoverem melhor... mas em contra-partida tem essa escravidão ao smartphone, laptop, tablet... a gente vê mesas de restaurante onde ninguém se olha, ninguém conversa com ninguém. Muitas pessoas estão ficando com falta de vontade de pensar, ficam dependentes de aplicativos pra comer, aplicativos pra dizer se tem que ir pra esquerda ou direita. Então a verdade é que os "robôs" não estão levando a gente a desenvolver muito o intelecto, e alguns se prendem muito a isso. O foco está saindo, digamos, da frequência, energia espiritual, isso cabe a como cada religião chama, certo? Mas os robôs, tecnologia, estão desviando esse foco de nosso equilíbrio, parece. 

Como disse, esse é um tema que me interessa bastante, e achei muito bem colocado o seu ponto de vista e vejo muita verdade nisso. Pra encerrar, você diz estar viajando mundo à fora desde 1989, desde novo você tem feito shows, desde aqui no Brasil até festivais enormes lá fora. Hoje você toca com seu filho Yohan no Kisser Clan, e com ele já tiveram oportunidades de tocar em eventos com públicos grandes, até no palco da Rock Street do Rock in Rio. Você, quando tinha a idade dele, imaginava que um dia estaria a frente da maior banda do Metal Brasileiro e seria um dos músicos mais respeitados e influentes do Metal internacional?

Kisser: Ah velho, olha, nem em sonho! Acho que nem tinha informação suficiente pra imaginar as coisas que aconteceram e ainda estão acontecendo (risos). Sabe, só de o Sepultura sair pra tocar fora já foi algo inimaginável, então, a gente foi aprendendo as coisas com o passar dos dias, até coisas como de quanto em quanto tempo deveríamos trocar as cordas da guitarra... foram coisas que fomos aprendendo com a vivência. Então, foi uma grande escola pra gente. Fomos pra Europa tocar com o Sodom, e saindo pra ir em um bar por lá a gente encontra o Lemmy (Kilmister), que paga cerveja pra gente. Então, é uma faculdade que a gente pediu a Deus.

O sonho foi se moldando aos poucos...

Kisser: Isso, a gente se prepara e acontece, então... sabe, é muito foco e energia boa, né cara? A gente sempre foi uma banda muito profissional, sempre levamos muito a sério, desde horário de ensaio, hora de estar pronto no palco, isso sempre tivemos em cabeça desde o começo. A gente se preocupava em estar sempre muito bem preparados, por isso sempre ensaiávamos bastante, batíamos cartão praticamente, era realmente o nosso trabalho. Isso que a gente nem tirava grana com os shows ainda, tínhamos ajuda de nossas famílias, mas éramos muito profissionais nesse aspecto. Por causa de nosso preparo, acabamos aprendendo a nos virar em qualquer tipo de situação, e tivemos que passar por elas, como tocar com qualquer tipo de equipamento. Isso foi muito positivo pra gente, pois aprendemos a fazer acontecer. Eventualmente, fomos tocar em Cuba, em 2008, ou 2009, e as condições eram muito precárias, então tivemos que ajudar, levar equipamento, enfim... aprendemos a tomar conhecimento de como funcionam as coisas de um show para podermos fazer por nós mesmos, que foi o que aconteceu na época. Tudo isso fez parte desse processo de aprendizagem pelo qual passamos ao longo de nossas carreiras.

Andreas, só tenho o que agradecer, espero que tenha gostado da conversa, agradeço muito, principalmente como fã do Sepultura, e se quiser deixar um recado aí pro pessoal que vai estar lendo.

Kisser: Meu, eu que agradeço pelo espaço, gostei muito sim. E claro, quero sempre agradecer o apoio de sempre de nossos fãs espetaculares, são eles que mantém o Sepultura sempre na ativa, tocando, com motivação, ao longo desses quase 34 anos e pelos próximos que estão por vir. Muito obrigado a todos vocês!

Agradecemos especialmente à Fernando Becker, vocalista da banda Underworld Secret, por nos ajudar à chegar até Andreas Kisser e tornar possível esta entrevista. 

14 novembro, 2017

SC METAL FEST: banda Captain Cornelius confirma presença

Atração confirmada: banda Captain Cornelius


"Unindo a força do rock (baixo, bateria, guitarra) e a diversão da Música Tradicional Irlandesa (bandolim, banjo, acordeon e flautas), com pitadas de Folk Metal e Punk, estamos na estrada para beber, brigar, festar, pular, dançar e o que mais vier, junto com vocês!"

Em comunicado na data de ontem, 14/11/2017, na página oficial do evento, os organizadores do festival informaram a baixa da banda Skinlepsy por motivos de saúde de um de seus membros e, como substituição, tivemos a feliz inclusão da banda Captain Cornelius.

Confirme presença no evento AQUI!


Bull Control: a intolerância política fez mais uma vítima

Todos sabemos que a partir do momento que ouvimos música, compramos a camisa de uma banda ou procuramos conhecer os gêneros mais a fundo, que cada um tem a sua ideologia, você conhece a do Hardcore? Muitas bandas do Hardcore registram sua posição política, as vezes até assiduamente, não é o caso do Bull Control.




O Bull Control é uma banda formada por veteranos do Hardcore, sabendo das filosofias de cada um que segue a banda, o grupo prefere se abster de discussões políticas até em suas redes pessoais. Recentemente a banda foi contratada para tocar em um festival na cidade de Limoeiro do Norte/CE, a organização criou alguns folders com protestos como em apoio ao LGBT e também um "morte ao mito", lembrando que a confecção dos cartazes de divulgação é de responsabilidade da organização. Mesmo com o festival estando com todos os alvarás para o evento ocorrer, e tinha acatado as recomendações do ministério público, não teve conversa, o evento teve que ser encerrado com um dia antes.

Em um vídeo ao vivo em sua página oficial, o membro Giovanni Feitosa, guitarrista da banda, deixou claro que: "Não aconteceu por "ser frouxo" / alguns partidários foram atrás para cancelar o evento e o prefeito que "queria manter o voto dessas pessoas talvez", acatou a solicitação da minoria" e ainda para finalizar o mesmo disse: "Se você não apoia a temática, o flyer ou o evento, fique em casa e não prejudique quem está na luta...".

Como a vida segue e a banda mantém sua cabeça erguida e consciência tranquila, se preparam para a próxima apresentação no 4º Quintal Abrigo no Abrigo Nuclear Estúdio, confira detalhes no flyer a seguir:




13 novembro, 2017

SC Metal Fest: novo festival em Santa Catarina acontecerá em Otacílio Costa

Na primeira edição do evento, participarão 20 bandas. O festival acontecerá entre os dias 18 e 19 de novembro de 2017, no Parque Cambará, na cidade de Otacílio Costa/SC.

O cast do festival contempla vários gêneros, todos, com bandas autorais. Teremos nomes que estão se destacando na cena catarinense como AbomiNação e AlkanzA, além de nomes já consagrados no meio underground como Fire Strike, RevogaR, Skinlepsy, e SLASHER.

Confira o flyer completo desta edição que tem tudo pra ser sensacional:



Sem dúvida, será um final de semana para ficar na memória de todos os presentes e O SubSolo estará lá, é claro! Faremos a cobertura do evento e estamos preparando entrevistas para algumas bandas, para garantir o material mais completo para os nossos leitores. 


Nos vemos em Otacílio Costa!

E você? Já confirmou presença no evento? CONFIRME AQUI!

Heitor Vallim divulga singles Crashing Waves e O Abismo PM


O cantor santista Heitor Vallim acabou de lançar as canções Crashing Waves e O Abismo. O novo trabalho contou a masterização de Ricardo Ponte, engenheiro de gravação e mixagem que faturou o Grammy Latino de Melhor Álbum Rock com a banda Scalene em 2016.  

As sessões de gravação aconteceram no Red Studio, em Santos. Na ocasião, os músicos, Heittor Jabbur, Raphael Lapetina e Maru Mowhawk, respectivamente, tocaram bateria, baixo e teclado. Segundo Vallim, “as duas músicas foram escritas no fim do ano passado. Elas vêm com uma parada mais introspectiva e atmosférica que o meu trabalho de estreia”, afirmou.

Ambas faixas já estão disponíveis nas principais plataformas de streaming, tais como Spotify, DeezerSoundcloud, entre outros.  Assista o lyric-video de Crashing Waves no link

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Resenha: Strange Feelings - Dirty Shot (2017)

Dirty Shot é formado por duas garotas e três garotos, uma banda formada em 2012 com sede de fazer Rock. Com o envio do disco físico recebemos um encarte com o release da banda, o que facilita o trabalho de um redator, parabéns a banda pelo profissionalismo e preocupação com os redatores nesse quesito.



A proposta da banda exposta em seu release é de fazer um Rock 'n Roll, é Rock, mas não tão "n Roll" assim. Acredito que a banda se encontre mais enraizada no Alternativo, próximo ao Indie. Suas músicas não tem riffs de guitarra memorável ou uma bateria mais marcante, sendo que as primeiras músicas do tracklist soam parecidas. Os vocais femininos chamam a atenção, mais falta um pouco mais de alternação nas linhas vocais, trazendo um pouco mais de caracterização para a banda.

As linhas de baixo cumpre com o exigido, faz uma cozinha impecável, as vezes até sozinho. A qualidade da captação da bateria atrapalha um pouco na performance do disco, as vezes o chimbal fica mais alto outrora mais baixo, assim como a caixa e alguns tons em suas viradas. Talvez o intuito do grupo tenha sido fazer algo fácil de ouvir e digerir, o som não é ruim, só não tem nada de novo ou característico. 


Os riffs de guitarra em certas vezes fica enjoativo, mas mesmo assim são criativos e também peca na hora captação, pois as vezes não está no volume exato e sendo que uma vez ou outra até some. As músicas tem uma boa ideologia, só falta aquela pitada de que faça que quem ouve o disco, sugue algo característico do grupo, como por exemplo uma música que se destaque no disco e seja o ápice de todo o trabalho. O disco é bom, a banda aparentemente entrosada, só falta uma lapidada em alguns erros, que tenho certeza que o próximo trabalho será ainda melhor.




Sobre a arte da capa, achei bem interessante a proposta apresentada, tanto a logo quanto a capa e contra capa. A proposta de um trabalho gráfico simples e objetivo sempre encanta, sendo que a cartilha que enviam junto do disco com informações da banda, é uma mão na roda para os redatores, então fica o agradecimento e elogio para que outras bandas sempre pensem em facilitar nossas vidas. Parabéns Dirty Shot!


TRACKLIST
01 – Sun Goes Down
02 – Free Space
03 – Ugly Tattoos
04 – March Of Liberty
05 – Can’t Listen
06 – Dead And Gone
07 – Live Fast
08 – D.I.O.
09 – Little Nightingale

FORMAÇÃO
Rosana Metler - vocal
Rafael Negri - guitarra
Rafael "Tatá" - baixo
Juliana Brizola - guitarra
Fernando Medrado - bateria

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11 novembro, 2017

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #56

Mais um final de semana começa e mais cinco bandas chegam aqui em nossa coluna sabática. Pegue seus fones, aumente o volume e confira nossas cinco recomendações, que contam com cinco bandas que vêm ganhando seu espaço cada vez mais:




1 - FIDDY - Jaboatão dos Guararapes/PE

Vamos começar com um som bem exótico: você vai começar a ouvir isso e se questionar o que está ouvindo. Aguarde e se surpreenda. Fiddy é uma banda que não tem medo de incorporar elementos não convencionais do Metal e somar isso à um peso muito bem dosado nos instrumentos clássicos que conduzem o estilo musical consagrado por guitarras distorcidas e bateria energética.



2 - EGO KILL TALENT - São Paulo/SP

Ta aí um grupo que tem tudo pra dar certo. Músicos excepcionais, versáteis e que possuem ótimo gosto musical. O resultado são músicas incríveis, com grande potencial comercial mas ótima sonoridade. Ego Kill Talent é totalmente contemporânea, mas com pegadas que fazem a músicas soar como trilhas sonoras que já estão à tempos em sua vida.



3 - LEKHAINA - Porto Alegre/RS

Mais uma banda que traz elementos de fora do Metal para compor um som autêntico. Lekhaina segue a linha do new metal com pegadas de rap em contraste com um peso apresentado de forma consistente e convincente. As guitarras tem grandes participações e tornam o trabalho da banda nas músicas algo à se prestar atenção. Típica banda que surge para unir tribos e merece ser conhecida.



4 - EXPERIMENTO VINTE - Porto Alegre/RS

Vamos continuar nessa vibe de New Metal, Metal Alternativo, misturas e experimentações. A E20 traz muitos elementos interessantes e diferentes em sua musicalidade. A mistura de riffs groovados que pesam na cabeça com melodias que pairam nos ouvidos é pano de fundo para o duelo entre os vocais, que se apresentam em diversas facetas ao longo da música. Som de alta qualidade, sem dúvida nenhuma.



5 - HELLPATH - Londrina/PR

Sentindo falta de algo mais "raiz"? Hellpath ta aí com um Speed Metal clássico e que não foge à premissa do estilo e é o típico som para mosh n' headbang. Guitarras com riffs e solos que enchem o ouvido, baixo estourando sua cabeça e a bateria aceleradíssima, tudo isso acompanhando vocais nervosos que gritam na linguagem do heavy metal verdadeiro. 

10 novembro, 2017

Seu Roque: banda apresenta disco novo no Lithos Rock Festival



Seu Roque sobe ao palco do Lithos Rock Fest, no dia 12 de novembro, no Rio de Janeiro, no Calabouço Heavy & Rock Bar (Rua Felipe Camarão, 130. Vila Isabel). O festival que começa às 19h é voltado ao apoio à música autoral independe e conta ainda com apresentações das bandas Verbara e Purano. Os Ingressos custam R$10.

O power trio carioca apresenta as músicas do álbum recém-lançado Visceral além de canções de todo seu repertório. Com forte pegada do rock clássico inglês, riffs e solos de guitarra, Seu Roque mistura o som da mais tradicional escola de rock do mundo com letras fortes que retratam o cotidiano do Brasil.

Visceral também estreia a nova formação da banda nascida em 2009, mais enxuta, agora com três músicos: Flávio D’Anunciação (vocal e baixo), Neube Brigagão (guitarra) e Diego Denucci (bateria).

O disco novo conta com participações de peso como do virtuoso tecladista canadense Ed Roth, parceiro dos lendários Glenn Hughes e Rob Halford, e que passeia com propriedade e experiência pelo hard rock trilhado por Seu Roque.

Visceral foi produzido por Paulo Loureiro que participa do disco ao lado de outros nomes especiais: Luiz Otávio, André Valle, André Gomes, Bruno Valadão e Ronan Valadão que ampliaram e enriqueceram o som do trio. Para arrematar, o disco foi masterizado no lendário estúdio Abbey Road, na Inglaterra. A arte de capa é pintura do talentoso artista Etevaldo Barro, criação exclusiva para o disco.

O novo álbum é um leque de possibilidades recheado de flertes com o rock progressivo e até com a world music. A faixa homônima, Visceral, estreou como single e reflete bem o espírito do álbum: é pesada, melódica e antenada com referências antigas e modernas.

Desde os discos anteriores, Seu Roque carrega a marca da parceria com músicos do mais alto quilate do mundo roqueiro além de ter dividido o palco com o próprio Glenn Hughes, Uriah Heep e Joe Lynn Turner (Rainbow, Yngwie Malmsteen, Deep Purple).

Eclético e diversificado, Seu Roque carrega com maestria a bandeira do bom e velho rock com assinatura e personalidade. O álbum está disponível na versão física no site da banda (www.seuroque.com.br) e nas principais plataformas de streaming.


– Site: seuroque.com.br

Claustrofobia: banda lança crowdfunding com novo EP e cerveja como recompensas

Claustrofobia é Daniel Bonfogo (baixo), Caio D'Angelo (bateria) e Marcus
D'Angelo (vocal e guitarra).

Claustrofobia, uma das maiores bandas do thrash metal brasileiro, lançou uma campanha de crowdfunding que traz como recompensas aos apoiadores um EP de músicas inéditas e a nova cerveja do grupo entre outros itens.

Sem intermediadores, apenas com a ajuda dos fãs, o financiamento coletivo ajudará o power trio a produzir nos Estados Unidos o EP com as novas canções que formaliza a nova fase da banda que voltou às origens nesse ano com Marcus D'Angelo (vocal e guitarra), Caio  D'Angelo (bateria) e Daniel Bonfogo (baixo). Serão três faixas novas e mais duas bônus que não entraram no álbum mais recente, Dowload Hatred (2016).

O trabalho será desenvolvido no Fuel Studio, em Fullenrton, na Califórnia, sob produção de Addasi e mixagem de Russ Russel, responsável por Download Hatred e que assina também produções das bandas Napalm Death, Exploited, The Haunted, Brujeria, entre outras. A masterização será feita por Brendan Duffey, que já esteve a cargo de artistas como Billy Sheehan, Ripper Owens, Angra, Kiko Loureiro, Dr. Sin e André Matos.

O Claustrofobia aproveitará a ida aos Estados Unidos para outros compromissos como a participação na Namm Show, uma das maiores feiras de música do mundo, para divulgação da música extrema brasileira no exterior.

Entre as recompensas do crowdfunding chama a atenção a nova cerveja Curva, inspirada na música de mesmo nome composta pelo Claustrofobia com Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, e que integra o disco mais recente. A bebida será produzida pela cervejaria paulista Carranca em parceria com a Supply Crew.

Os fãs e apoiadores podem optar ainda por kits com camisetas, adesivos, pôsteres e até acompanhar o trio na festa de lançamento da cerveja e garantir presença gratuita durante um ano a todos os shows no Brasil em que a banda for headliner.

“Nosso trabalho é feito há quase 25 anos de dentro para fora e esse novo projeto vai mostrar toda a nossa experiência aliada a uma espécie de volta às origens, com um som mais furioso do que nunca”, explica o frontman Marcus D’Angelo. “Acreditamos nesse projeto e nessa forma de poder atingir o maior número de apoiadores que acreditam no nosso potencial e dedicação”, completa.

Mais informações, a descrição das recompensas e para contribuir com a campanha, clique aqui.

Link do crowndfunding.

Tati Bassi: Ex-Radioativas, artista estreia em carreira solo


Com o fim da banda As Radiotivas, a vocalista Tati Bassi se aventura agora numa carreira solo. E é uma estreia repleta de alma, sentimentos, swing, grooves e peso. Se à frente de sua antiga banda Tati era a The Sex Maker, agora ela deixa de lado a postura e a pegada rock and roll e se apresenta de forma menos sexual e mais sensual.

Esse é o clima de Não Basta Querer, o primeiro trabalho solo de Tati, produzido por Rafael Rosa e Gabriel Guedes (da Pata de Elefante). Com muito soul, músicas dançantes, envolventes e com arranjos que em alguns momentos lembram o tecnobrega, Tati entrega um disco pra dançar, pra curtir, pra espantar maus olhados e pra bombar na pista!

O álbum ganha ainda mais força com a participação mais do que especial do mestre Bocato que ataca com seu trombone nas faixas Desculpe Meu Bem e Não Vale Não, com Tati cantando “você não vai conseguir sair da minha veia...” Mas com um disco desses, quem disse que queremos sair?

Quem também aparece em Não Basta Querer é o cantor Thiago Pethit, que acompanha Tati no jazz Gatilho, dando um tom sexy, maldoso e com suas vozes se entrelaçando, se enroscando e entrando devagarinho “e só pare seu eu mandar, sua vontade não me importa, você tem de aguentar...”

De voz poderosa e cheia de atitude, Tati Bassi é uma fera com a faca nos dentes, seguindo em frente e pronta pra te conquistar. O problema é que você irá se apaixonar e não conseguirá esquecê-la... “não tem outra saída”!

Ouça e apaixone-se!

Compre no:
(Google Play) http://bit.ly/2wJfCNR

Sheena Ye: banda crava seu nome na cena nacional com disco poderoso


Em tempos turbulentos para o rock, ainda há quem tenha a audácia de caminhar sobre esse terreno pedregoso. Para a Sheena Ye, fazer rock’n roll não é ousadia, mas sim um reflexo da cena goiana, que segue seu curso. 

Encarando o rock como uma religião, a banda acaba de lançar o primeiro álbum. Seu Tempo Acabou foi gravado no estúdio Rocklab, em Goiânia, sob a batuta do mestre Gustavo Vazquez, que já produziu discos do Macaco Bong, Black Drawing Chalks, MQN, The Rockefellers e tantos outros. São onze músicas que relatam dilemas cotidianos encorpados por um rock cru, com riffs poderosos  e cozinha precisa. O disco conta ainda com participação especial do próprio Gustavo Vazquez, nas guitarras, e de Luiz Gustavo Medeiros, no vocal de apoio. Capa e encarte são do designer Paulo Rocker, também vocalista e baixista da banda Gramofocas.

Formada em 2013, a Sheena Ye é um trio formado por Mário Nacife (baixo e voz), Douglas Dieck (guitarra) e Vinicius Bernardes (bateria). Rock duro, stoner tupiniquim e com temperos do punk. A banda já é um dos nomes fortes da cena local e acaba de chegar de uma turnê que passou por 12 cidades de 5 estados, rendeu ainda uma participação no Showlivre e confirmou a máxima de que uma banda de rock se faz é na estrada.

Antes desse disco, a banda chegou a soltar um EP com quatro músicas (também disponível nas plataformas de streaming) e “emplacou hits” como Tudo que é Bom e Doida Demais, que empolgaram as platéias dos festivais locais ou de shows com Cachorro Grande, Matanza, CPM 22, Radio Moscow e Kadavar, entre outros.

Mais maduros, mais calejados e com sangue nos olhos, o Sheena Ye já traça agora novos planos para invadir outros palcos pelo País, dispostos a acordar a vizinhança, denegrir a própria saúde e transformar vidas medíocres. Podem encomendar o caixão!

Ouça "Seu Tempo Acabou" em todas as plataformas digitais:
Google Play: http://bit.ly/2sj9lWu

Nenê Altro: vocalista do Dance of Days lança primeiro disco solo



Uma das figuras mais emblemáticas do underground nacional, Nenê Altro lança seu primeiro disco solo após 32 anos de estrada. Líder do Dance of Days, pai do movimento staight-edge no Brasil, militante anarquista, escritor e amante de café Nenê Altro acaba de lançar o disco Classe de 1972 pela Monstro Discos.

Segundo ele, a ansiedade e a empolgação com esse disco foram as mesmas de quando gravou sua primeira demo tape. “De lá pra cá mais de trinta anos voaram, as cenas mudaram, valores, gostos, as pessoas e os conceitos. Eu mesmo caí e levantei centenas de vezes, aprendi das melhores e piores formas possíveis a sobreviver e que seguir adiante é o mais importante. Mas, no fundo ainda sou aquele mesmo garoto. Sempre segui meu coração e minha regra sempre foi ser feliz, nunca fiz nada musicalmente que não quis, nunca fiquei numa banda por ficar, por exemplo, e nunca deixei o sorriso em segundo plano. Em minha carreira faria tudo outra vez”, afirmou ele.

O título Classe de 1972 além de, óbvio, ser uma referência à idade do Nenê, é proposital para a identificação de geração, presente em todo contexto do álbum e na proposta do trabalho solo do compositor. O embrião desse álbum começou com a última demo da banda Nenê Altro & O Mal de Caim (2004-2015). Com a reunião da parceria Edu Krummen (guitarra) e Nenê Altro em 2015 para dar continuidade ao projeto, a dupla decidiu seguir com a proposta oitentista, mas desvincular-se da cena darkwave/gothpunk. As primeiras músicas compostas pela dupla Altro/Krummen para esse novo trabalho foram Alma Negra e A Falta. São as que mais dialogam com o trabalho do Nenê Altro & O Mal de Caim. Depois de ouvi-las gravadas em ensaio a dupla decidiu mantê-las, mas focar em experimentar novos caminhos influenciados por Big Audio Dynamite, The Pretenders, The Jam e Stiff Little Fingers. O disco conta ainda com as participações de Bruno Bento (baixo) e José Santos, do Dance of Days, na bateria.

Classe de 1972, segundo o eterno legionário Dado Villa-Lobos, é “guitar rock clássico, urbano e atual, cheio de amores e desencantos melódicos e atitude na medida certa. Um disco pulsante e jovem”. Classe!






(Google Play) http://bit.ly/2rlCpQ2

09 novembro, 2017

#02 De músico pra músico: Ensaio - Quando, onde e por qual motivo?

Vamos dar continuidade na coluna com um tema que já virou motivo de piada e também de término de muitas bandas.



O Ensaio, temido e necessário ensaio! Temido? Tem alguém que sofre de medo de ensaio?

Medo não seria o caso, mas pensando por um lado técnico, é lá que o músico será avaliado, as tarefas decididas e cobradas, o dinheiro gasto, o tempo gasto. Enfim, já deu pra enumerar alguns dos problemas/soluções que o ensaio representa.

Cada banda tem uma estratégia de ensaio, e cabe aos músicos, saberem localizar individualmente os seus erros e corrigir no ensaio:
  • Passar set list (Essencial quando tem show marcado)
  • Passar músicas novas (Época de gravação, ajuste de composição)
  • Tocar x covers, x sons próprios / testar músico (Esse é o mais comum, onde a banda está buscando o foco)
Apesar de esse tema estratégico ser bem crucial, vamos abordar detalhes ainda mais complexos sobre o ensaio.

Cada integrante tem uma rotina de trabalho, nem todos vivem de música, então precisamos definir um dia da semana que fique bom pra todo mundo, certo?

Errado! SEMPRE um dos integrantes ficará insatisfeito com o horário/dia. Então, sabendo disso, como proceder? O ideal é um horário que o stress do dia a dia esteja fora do pico, e que não haja cobrança externa (namorada/empresa/família). O dia da semana, quanto mais perto da quarta feira melhor, afinal, fim de semana é dia de tocar!

Deve-se priorizar a banda e não o particular.... é fácil dizer, porém difícil de cumprir.

Definido o horário, vem o local. Cada um mora num ponto da cidade, precisamos de um estúdio no meio do caminho? Outro erro comum: pensar na facilidade e esquecer a qualidade.

É necessário buscar um espaço que comporte sua banda, que tenha equipamento de qualidade para que seu som seja ouvido e analisado.

Cabe ressaltar que o exagero também é errado, como aquele guitarrista que só aceita um estúdio com o cabeçote xyzSuperPowerfullMonsterBlaster.

Esse tipo de atitude também é atraso de vida. O ideal é investir num local de ensaio, mesmo que distante, porém com estrutura e qualidade.

Segue lista de detalhes
  • Horário tipicamente noturno, no meio da semana;
  • Nem muito cedo nem muito tarde, evitar atrasos ao máximo (também evitar prejudicar as atividades diurnas);
  • Cada um cuidar do próprio equipamento, não depender dos companheiros de banda pra tudo;
  • CHEGAR COM AS MÚSICAS DEFINIDAS TIRADAS (sem comentários);
  • Seja qual for a necessidade do seu ensaio, levar com seriedade;
  • Evitar comer e beber no estúdio;
  • Preservar o equipamento do local de ensaio;
  • Escolher um local de ensaio que tenha estrutura para sua banda;
  • Usar o horário com sabedoria;

Esse último item merece ser melhor especificado: Vá para o estúdio com seriedade e não fique gastando tempo com discussões banais, faça isso antes ou depois do ensaio.

Ninguém tem dinheiro de sobra pra ficar ali com o "taxímetro ligado" no estúdio perdendo grana sem tocar.

Se tudo isso for levado em consideração, o clima na banda deverá ser suave, pois o time estará de acordo com esses detalhes. É difícil mas de longe impossível.

Lembrando que bom convívio e amizade fazem tudo fluir melhor.

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Estou desenvolvendo essa coluna de músico pra músico, com a intenção de evitar o desgaste dentro de bandas, gerar pensamentos e questionamentos

para que assim, as bandas consigam desenvolver seus métodos e definições com maior facilidade e qualidade.

A ideia nem sempre é responder tudo, mas sim fazer pensar e levantar as dúvidas para que discussões sejam alimentadas.
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