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23 novembro, 2020

Resenha: Sect of Vile Divinities - Incantation (2020)

Admiradores do Metal Morte sabem bem a importância do nome Incantation para a consolidação do gênero, inicialmente nos Estados Unidos depois no mundo. A criação profana da mente do guitarrista e vocal John McEntee chegou no seu 12° álbum de estúdio e levando ao pé da letra o ditado popular em time que está ganhando não se mexe, podemos dizer que esse trabalho é fiel ao nome da banda por isso mesmo temos um trabalho que não deve ficar de fora da lista de melhores do ano. 



Fazendo frente a grandes momentos de sua discografia como Diabolical Conquest e o perfeito Mortal Throne of the Nazarene (1994), Sect of Vile Divinities vem sem tempo para intros.

Tome logo de cara Ritual Impurity (Seven of the Sky Is One), que consegue fazer o que é quase impensável, sintetizar tudo o que o Death Metal tem de marcante: guitarras velozes, bateria e baixo desumanos e um vocal que saiu de alguma caverna, sim nós amamos isso tudo e o Incantation sabe disso e está disposto a nos agraciar com doses cavalares dessa nossa paixão.

Chant Of Formless Dread vem nessa vibe um verdadeiro arrasa quarteirão, Propitiation vem numa crescente que quando você perceber sua cabeça já vai ter explodido. 

McEntee não é bobo e soube colocar na formação músicos acima da media então dessa vez soma se ao grupo o parceiro de velha data Kyle Severn na bateria, Chuck Sherwood no baixo e o estreante Luke Shively na guitarras que trouxeram algumas influências do sludge e do doom, claro que esses alementos sempre tiveram ali mas com a experiência da banda eles somam ainda melhores como em Ignis Fatuus e Unborn Ambrosia.

Para encerrar não posso deixar de citar as letras que pagam tributos aos deuses e suas deveras formas de destruir a humanidade, quer algo mais blasfemo do que mostrar que os seres superiores não se importam nada com a humanidade? E a arte da capa sintetiza bem isso. 

Some a todos esses predicados a produção de Dan Swanö, e está ai mais um maldito capitulo escrito na historia do Death metal. 




TRACKLIST
 01) Ritual Impurity (Seven of the Sky is One) 
02) Propitation 
03) Entrails of the Hag Queen 
04) Guardians from the Primeval 
05) Black Fathom’s Fire 
06) Ignis Fatuus 
07) Chant of Formless Dread 
08) Shadow-Blade Masters of Tempest and Maelstrom 
09) Scribes of the Stygian 
10) Unborn Ambrosia 
11) Fury’s Manifesto 
12) Siege Hive 

FORMAÇÃO
John McEntee - vocal / guitarra 
Kyle Severn - bateria 
Chuck Sherwood - baixo

22 novembro, 2020

Revolta apresenta nesta segunda 23/11 show em formato de live streaming


A banda de metal mineira REVOLTA traz, nesta segunda-feira dia 23 de novembro, às 21:00 em ponto, o show "Ao Vivo e Morto", em uma super Live Streaming que será transmitida pelo canal do Heavy Metal Online no Youtube, diretamente do maravilhoso Teatro do Centro Cultural Usiminas.   


Com uma estrutura impecável a banda afirma que está com sangue nos olhos e com toda energia para levar a potência de sua música ao seu público e, assim, transpassar todo o sentimento da Revolta até sua casa. Se você já conferiu o show da banda, sabe do que se trata e, se ainda não, esta será uma excelente oportunidade de sentir a Revolta.  


Esta apresentação tem como objetivo divulgar o EP "Nem Vivo, Nem Morto", último lançamento da banda, que está disponível em todas plataformas digitais. Confira abaixo o último vídeo lançado pela banda, em formato live sessions, para a música “Granada”, lançada no EP de mesmo nome em 2018:



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21 novembro, 2020

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #175

Salve amigos leitores d'O Subsolo, Renan Bezan por aqui!

É com muito prazer que trago a vocês a minha segunda participação na coluna do Top Five, que, confesso, é um exercício mental muito prazeroso e ao mesmo tempo desafiador, mas estamos aqui pra isso. 



Nesta edição lhes trago ótimas indicações, principalmente para os fãs de Doom/ Black Metal, transitando entre bandas iniciantes e veteranos, que, muitas vezes, acabam passando despercebidamente pelo público. 

Ah, vale sempre lembrar que, se você gostou de alguma dessas bandas mencionadas aqui, não deixe de apoiá-las, seja curtindo, compartilhando ou até mesmo comprando os materiais delas, afinal, em tempos pandêmicos o apoio à cena tornou-se ainda mais vital do que o habitual. 

Boas audições! 


01) FUNERAL DAWN – Doom Metal – Osasco/SP 


Abrindo a nossa lista com o mais novo projeto do grande Thiago Alboneti que, repito, é com toda certeza a mente mais prolífera e criativa do nosso atual cenário. Para você que não conferiu ainda a edição #170 (a primeira que tive o prazer de redigir), apresentei o projeto principal de Alboneti, o Beyond Chaos

Inner Demons é o primeiro registro do Funeral Dawn e o terceiro álbum lançado pelo músico somente neste ano (viu o que eu disse a respeito da criatividade do sujeito logo acima?). 

Deixando de lado o tradicional Death Metal inerente na obra da banda principal, Thiago abraça sonoridades mais obscuras e fúnebres, com influências de bandas como Doom VS, por exemplo.

Junção essa, que rendeu um belíssimo trabalho, cheio de camadas distintas e uma sonoridade que não deixa a dever em nada às bandas clássicas da vertente. 

Indico a vocês a faixa My Funeral a segunda do álbum. O arranjo do piano desta música ecoará em seus ouvidos por horas a fio. O trabalho está disponível no Youtube e em todas as plataformas de streaming.



02) Pantáculo Místico – Occult Doom Metal – Fortaleza/CE 


Essa foi um verdadeiro achado. Sabe aquela simpática barra de recomendações do Youtube? Pois bem, foi através dela que tive acesso ao som desta incrível banda. 

Formada em 1997, a proposta do grupo é trazer aos ouvintes temáticas que são referentes ao ocultismo, como o autoconhecimento e sabedoria através das artes antigas.

O primeiro trabalho da banda foi a Demo Magnitude Oculta, lançada em 1999. Após este ocorrido, novos materiais chegariam apenas 15 anos depois, com o EP Velado Por Entidades

Segundo a banda, este novo registro surgiu de forma despretensiosa, uma vez que lançamentos não estavam nos planos do grupo. O que se ouve nada mais é do que uma gravação feita em um único take durante um ensaio, que tinha como objetivo servir de teste para que os músicos pudessem comprovar como o som estava soando ao vivo. 

E, após algumas participações em coletâneas, em 2016, o Pantáculo Místico finalmente lança seu debut, o álbum Hermético. Contando com sete faixas, a temática da obra envolve um conceito alquímico apresentando ao ouvinte, processos que todos os seres humanos devem passar até atingir a sua total iluminação (se isso não é uma banda cabeça, eu não sei o que é). 

Esse é um daqueles grupos que vale a pena mergulhar de cabeça na obra. Realmente é uma viagem muito rica, tanto em sonoridade, quanto ao estudo de interpretação das letras, entoadas em nosso idioma nativo. 


A seguir a faixa Viagem Astral



03) Fratura – Black Metal - São Paulo/SP


Mais uma one man band neste TOP FIVE. O mais curioso é que a conheci há pouquíssimos dias. A paulistana Fratura surgiu neste maldito ano de 2020 com duas pedradas resultantes das misturas entre o Punk e o Raw Black Metal. A primeira delas, foi o EP Corpo Seco, lançado em agosto, e que conta com nove faixas brutais. 

E, na mesma semana em que termino esta coluna, mais um trabalho veio à tona. 

Orff Infernalis traz uma evolução natural ao projeto, tanto no fator mixagem, quanto ao peso das composições (sete faixas do mais puro Metal Negro). 

O Fratura é uma banda para lá de promissora, muito indicada para apreciadores do som de grupos como Burzum, Darkthrone e Celtic Frost


Deixo a seguir a climática How They Born



04) Dead Limbs - Atmospheric Black Metal - Rio de Janeiro/RJ 


Você já se deparou com alguma banda cujas informações todas são tão escassas que uma aura de mistério paira sobre ela? Pois esta foi uma delas. 

Eu a descobri enquanto navegava pelo Instagram, especificamente pela página Brazilian Metal Bands (diga-se de passagem, uma ótima fonte para se conhecer novos grupos) quando trombei com a capa e um trecho da música Echoes of The Yore do até então único registro das misteriosas entidades do Dead Limbs, o intitulado Spiritus/Sulphur de 2017.

O som me agradou tanto que coloquei a música como indicação durante minha participação na edição #15 do podcast d’o Subsolo, um especial sobre os poloneses do Batushka.

Entrando em contato com a banda pelo Facebook, consegui adquirir o material físico (um dos xodós da minha coleção) lançado pelo selo alemão Nothern Silence Productions. E que material de primeira meus amigos! 

Além disso, consegui algumas informações a respeito da banda e agora compartilho com vocês.

Formada por Asclepius, Saturnus e Poimandres, o Dead Limbs possui influências de bandas como Agalloch e Mgla. O som do grupo traz elementos melódicos em meio a já tradicional sonoridade do bom e velho Black Metal. Elementos estes, que com toda certeza ficarão marcados em sua mente após as audições do trabalho de estreia. 

É uma obra tão primorosa que faço questão de trazer uma resenha mais detalhada sobre ela. Por hora, minha indicação é a música que me abriu as portas para o Dead Limbs



05) PATRIA – Black Metal - Carlos Barbosa/RS 


Esta foi uma das primeiras bandas brasileiras que tive contato enquanto pesquisava tipos de vocais como referência para desenvolver o meu estilo em minha banda, a Sacramentia. E folheando um antigo lote de revistas Roadie Crew me deparei com o incrível Patria.

Este magnífico projeto já passou por diversas encarnações, mas as mentes criativas por trás da banda são o vocalista Triumphsword e o multi-instrumentista Mantus, ambos veteranos de outras bandas como o Mysteriis e Thorns of Evil

Desde a estreia em 2009 com o excelente Hymns of Victory and Death até o mais recente trabalho Magna Advérsia, o Patria se mantém fiel às sonoridades mais gélidas e tênues que consagraram o estilo a que pertencem, porém sem perder a agressividade e o som inerente das bandas sul americanas.

Sem sombra de dúvidas, uma banda que merecia muito mais respeito e visibilidade dentro do cenário brasileiro. Escolher apenas uma música é uma tarefa muito difícil e muitas vezes injusta. Comece por Old Blood Legacy e mergulhe de cabeça sem medo algum na já extensa discografia do Patria.



20 novembro, 2020

Conheça: Risperidona (SC)

Oriunda de Santa Catarina, porém, sem cidade especifica. O Risperidona é um duo instrumental formado por Davi Albuquerque na bateria e Wellington Oliveira nas guitarras.




A banda foi fundada em meados de Abril de 2020, trazendo uma miscelânea de influências que passam pelo Djent, Stoner e o Metal Progressivo. O nome da banda foi escolhido, pois Risperidona é um remédio utilizado por pessoas que tratam seus problemas mentais.


O diferencial da banda é utilizar de afinação baixa e extrapolar nos riffs pesados. O primeiro single lançado pela banda é O Som da Força, disponível em todas as plataformas de streaming e foi totalmente produzido pelo duo. A promessa é de que ainda em 2020 seja lançado nos faixas e assim começando a se consolidar no cenário catarinense.



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19 novembro, 2020

Resenha: Disturbing Pandemic Incantations - Masennus (2020)

Que Minas Gerais é um dos solos mais frutíferos para o Metal Extremo ninguém duvida, entretanto, nunca deixa de surpreender a qualidade e a quantidade de bandas que emergem das satânicas Minas. 

O Masennus se dedica ao estilo anti-música e nos apresenta nesse EP uma amostra do seu potencial para castigar ouvidos incautos. 




O grupo é relativamente novo, formado no ano de 2019 eles debutaram com o single Phobos Terrorizer, que já foi um excelente cartão de visitas para o então EP Disturbing Pandemic Incantations vem consolidar essa boa impressão e como todo bom trabalho de grindcore não passa dos 15 minutos, tempo suficiente para explodir nossa cabeça. 

Corona Blunt tem um lindo interlúdio de violão e é a única coisa que podemos chamar de lindo nesse registro pois a faixa desencamba para um grind rasgado ,que na hora me remeteu ao Extreme Noise Terror com aquelas levadas de bateria insanas e o vocal se desgoelado. 

Decomposing Parasites poderia muito bem fazer parte de algum trabalho do Canibal Corpse antigo e aqui esta um grande ponto positivo para o grupo formado por: Dangelis King no baixo, Israel Bianchi na guitarra, Yves Schneider nos vocais e Vinicius Brasil na bateria: são fãs de metal extremo e sabem captar influências e anexa- las na sua sonoridade. 

Phobos Terrorizer é das antigas, uma faixa com menos de dois minutos e um dos momentos mais insanos desse EP, faixa perfeita para destruir nos mosh pits .

Weakness Ashes é minha favorita do trabalho, mostrando uma vibe Napalm Death nos vocais a música tem um trabalho de bateria avassalador com direito a uma quebra de andamento que veio direto do death/thrash sem duvida o Masennus sabe bem o que está fazendo. 

E para finalizar um cover da cantora islandesa Bjork, Human Behaviour. Não conhecia a música e fui conferir a versão original. Logicamente curtí mais a versão da banda mineira, más acho deveras interessante como eles fizeram uma versão bem from hell

Com letras fortes e som ainda mais extremo o Masennus tem tudo para manter aquilo que nós já afirmamos muitas vezes Minas Gerais é um dos celeiros mais agressivos da música mundial. 




TRACKLIST
01) Corona Blunt
02) Decomposing Parasites 
03) Phobos Terrorizer 
04) Weakness Ashes
05) Human Behaviour (Björk cover) 

FORMAÇÃO
Yves Schneider - vocal 
Israel Bianchi - guitarra 
Dangelis King - baixo 
Vinicius Brasil - bateria

Topfive: mulheres no underground #10

O topfive já é algo fantástico, tendo a temática de apresentar só bandas com mulheres, é ainda melhor. 2020 foi com certeza o ano que conheci mais bandas com integrantes mulheres, isso pelo fato de que a mulherada da cena está cada vez mais unida com esse proposito, enquanto aos homens ainda tem muito ego interrompendo essa evolução.



Vou utilizar deste espaço para falar sobre cinco bandas que conheci este ano e claro, todas elas com alguma integrante mulher. Confira as indicações:


01) Eve Desire - Symphonic/Power Metal - São Paulo/SP


Formada em 2012 pelo casal Arya e Wagner Cappia, porém apenas em 2013 resolveram investir no som autoral lançando a demo Vitruvia de forma independente. Seu debut começou a ser gravado em 2014 com Thiago Bianchi, porém interrompido devido a primeira gravidez de Arya, voltando em 2015 finalizando o mesmo. Entre diversas histórias ao longo dos anos, o importante é que Eve Desire se mantém de pé e fazendo um som para lá de especial.


02) Urantia - Heavy/Power Metal - Petrópolis/RJ


Formada em terras cariocas, mais precisamente na cidade de Petrópolis, Urantia  que conta com Raiza Silva nos vocais, carrega influências de Shaman, Judas Priest e Versailles. Suas composições abordam temas filosóficos e misticismo, sempre questionando o pensamento humano através de boas estórias e referências a fatos históricos. Em sua sonoridade mescla também elementos barroco e música regional brasileira.


03) No One Spoke - Heavy Metal - Florianópolis/SC


No One Spoke é uma banda catarinense que surgiu como um meteoro no cenário. Chama a atenção pela formação de excelentes músicos, tendo na composição da banda Carla Domingues nos vocais e Iva Giracca no violino. No dia das mulheres deste ano, a banda lançou um videoclipe de uma faixa intitulada Milonga de Las Reinas, tendo destaque na participação de várias mulheres no clipe. A banda promete vir em 2021 com seu primeiro disco.


04) Lia Kapp - Rock/Metal - Curitiba/PR


Lia Kapp deveria ser sinônimo de persistência e dedicação. Mesmo tendo perdido sua banda, por motivos que não vale destacar aqui, ela continuou firme e lançou até full álbum tocando todos os instrumentos. Uma das músicas dela que mais destaca, é Prelude que teve o vídeo sendo transmitido em sua participação no festival do LVNA II. Suas características são a obscuridade, densidade extrema e a arte atmosfericamente dark.


05) Able to Return - Metal - Santarém/PA


Formada em 2018 em Santarém do Pará, Able to Return é uma banda de Metal que conta com Caroline Pilleti nos vocais. O seu single de estreia Before foi lançado em 2019, tendo o seu novo single lançado em março deste ano, intitulado Gates of Madness está disponível em todas redes de streaming. A banda promete vir em 2021 como uma das maiores promessas do cenário, visto que em 2020 foi um ano de grande evolução da banda.


18 novembro, 2020

Resenha: Evil Never Rest's - Sepulchral Voice (2020)

A década de '80, para fãs de Metal extremo, tem uma relevância que é difícil de descrever. Foram dezenas de nomes que surgiram nessa época e foram responsáveis por criar paginas malditas na história do nosso Underground.

Entretanto, como temos por tradição (infelizmente) um cenário que não apoia as bandas muitos nomes acabaram encerrando suas atividades. 



O Sepulchral Voice formou se no ano de 1987 e manteve se ativo até 1991 com todas as dificuldades da época. A banda passou então por um hiato, porém, aquela vontade de se reunir com os bangers e fazer um barulho bateu forte e por isso, no ano de 2017 o grupo se reúne e  finalmente em 2020 justiça foi feita e temos o primeiro full Evil Never Rests

A formação atual é Harley Senra na voz, Luiz Sepulchral e Ronaldo Ron Seth nas guitarras, Pepê Salomão no baixo e Lélio Gustavo na bateria, que decidiram nos entregar um opus totalmente old school.

Já adianto, ouvidos sensíveis afastem se pois a abertura Existence In The Void é uma viagem sem volta ao inferno, uma levada de Sepultura dos primórdios (Bestial Devastation) está presente em Evil Never Sleeps (mortal em seus dois minutos). 

Killer Instint e Infernal Pain me ganharam fácil pela sua levada quase Thrash Metal na linha do Sodom do começo da carreira. Por outro lado Fallen Spirit e Blood Sacrifice fazem o rotulo velha escola ser merecido pois isso aqui é metal feito por quem tá na cena a muito tempo e entende como o estilo deve soar. 

Encerrando o trabalho Cold War é a faixa mais longa e cria uma sensação que está muito bem representada na capa: um cenário de desolação total. 

Final mente tivemos em mãos um debut da Sepulchral Voice para a banda deve ser uma sensação de dever cumprido para nós uma sensação que fomos massacrados pelo som, que eles não esperem mais algumas décadas para lançar algo. 

Material enviado pela JZ Press



TRACKLIST 

01) Existence in the Void 
02) Evil Never Sleeps 
03) Killer Instinct 
04) Infernal Pain 
05) Fallen Spirit
06) In The Storm 
07) Conjuration of Zombies
08) Blood Sacrifice
09) Unreal World
10) Cold War


FORMAÇÃO
Harley Senra - vocal 
Luiz Sepulchral - guitarra 
Ronaldo Ron Seth - guitarra 
Pepê Salomão - baixo 
Lélio Gustavo - bateria 

Underground Extremo divulga oficialmente seu lineup completo para seu primeiro festival online

O site Underground Extremo é uma das mídias que mais cresceu nos últimos anos. Com o intuito de proliferar o Metal Extremo com matérias, vídeos e agora festival, a equipe que é composta pelo casal Harley Caires e Carina Langa trabalham noite e dia se dedicando ao Metal nacional. Fora o site, o podcast do Underground Extremo em parceria com a Mutante Rádio passou dos 110 programas, uma marca incrível.




Além da qualidade em tudo o que fazem, tem muito coração envolvido em tudo. O amor de Harley Caires e o conhecimento que tem pelo Metal e toda sua história é fascinante. O mesmo afirma estar fascinado por conseguir fechar um cast tão pesado e qualificado para a sua primeira aventura nos festivais e para isso, contou com a ajuda incessante de sua esposa, Carina.


O festival do Underground Extremo acontecerá nos dias 26 e 27 de Dezembro, ás 21h00 no YouTube oficial da mídia. Tem como headliners: Vulcano e Heia no primeiro dia e Vazio e DarkTower no segundo dia.



No dia 26 ainda completam o cast as bandas: Desalmado, 
Scars, Darkside, Rest In Chaos, Alchemia, Carcinosi, Losna, CrotchRot, Póstuma, Slammer, Sangue de Bode, Evilcult, Expose Your Hate, Apokrisis, Killery, Sepulchral Voice, Anesthesia of Beer, Baga, Guro, Alma Negra, Fenrir's Scar, Mörbidez, Daimonos e Able to Return.



Já no dia 27 as bandas que encerrarão o festival serão: 
Rebaelliun, A Sorrowfull Dream, Posthumous, Drowned, Ankerkeria, Cabra Negra, Infected Sphere, Hereticae, Maddiba, Amuro, Sacramentia, Behavior, Goaten, As The Palaces Burn, Red Prototype, Ossos, 100 Dogmas, Disformes, Metal Mad, Beyond Chaos, Structure Violence, Unguilty, Monaural e Uzômi.


E a união das mídias continua, tendo como apoiadores: O SubSolo, Manifesto Rock Store, Xaninho Discos, JZ, True Metal, Lvna, Eronimousrecords, Eu Apoio o Metal Nacional, Velho Crazy, Distro dos Infernos, Rock Company, Mutante, Undercave, Urussanga Rock Music e Caio Indica.


É pouco? Mas não para por aí. Foi anunciado que o time de apresentadores, está para lá de especial e será divulgado nos próximos dias. Siga as páginas do Underground Extremo e se inscreva em seu canal para não perder esse grande festival.


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17 novembro, 2020

Debut dos canadenses do Beyond Creation, ganha primeira edição brasileira

O ano de 2020 está sendo prolífero para a Extreme Sound Records, selo independente que, desde 2017, brinda os amantes das vertentes mais extremas do metal com excelentes lançamentos, tanto nacionais como internacionais.




Após trazer a terras brasileiras trabalhos de bandas como Firespawn e Unleashed, chegou a vez dos canadenses do Beyond Creation ganharem a sua versão nacional do álbum The Aura, primeiro registro lançado originalmente em 2011. 


Uma edição primorosa, porém, limitada a 300 cópias (alô colecionadores de plantão, com direito a OBI) está à disposição junto com mais de mil títulos cadastrados no site.


Sem sombra de dúvidas, um grande presente para os fãs do famigerado Technical Death Metal!


Você pode adquirir a sua cópia no link abaixo: 

https://extremesound.loja2.com.br/9625501--CD-Beyond-Creation-The-Aura


Fonte: Extreme Sound Records.

16 novembro, 2020

Resenha: City Burials - Katatonia (2020)

A primeira coisa que eu me propus ao ouvir esse novo trabalho do Katatonia foi esquecer a banda do passado, senão inevitavelmente iria sentir raiva e achar o trabalho uma bela de uma porcaria, pois bem com isso em mente ficou obvio que os tempos de vocais cavernosos e agressividade se foram, dando espaço para algo mais harmonioso mas claro que ainda muito melancólico. 

Tiramos o elefante da sala, então vamos para audição.



Heart Set to Divide é uma amostra perfeita de como vai soar o álbum, Jonas Renkse mostra se cada vez mais versátil e confortável com essa atmosfera musical. 

Behind the Blood que vem na sequência é fatalmente minha favorita pois, ao lado de Rein, vem rememorando o fato de antes de mais nada eles são uma banda de metal, não à toa que a levada principal dessa música fica a cargo do baterista Daniel Moilanen

Outras influências são sentidas ao longo da audição do trabalho e a proposito esse não é um trabalho para você ouvir fazendo alguma coisa, se permita a apreciar o trabalho dando atenção a cada nuance. 

Lacquer tem umas batidas eletrônicas que me remeteram ao Anathema e ao Paradise Lost (que graças a Satã voltou a fazer som extremo, mas isso fica para outra resenha). 

Vanishers é desaconselhável para corações partidos, uma baita balada com a participação do vocalista Anni Bernhard do Full of Keys.

Faz parte da jornada o fim por isso mesmo que Untrodden vem com uma forte aura lúgubre mostrando que a escuridão vive na alma dos integrantes do Katatonia que nos entrega aqui mais um excelente registro. 

Assista o clipe de Behind the Blood no YouTube:




TRACKLIST

01) Heart Set To Divide 
02) Behind The Blood 
03) Lacquer 
04) Rein 
05) The Winter Of Our Passing 
06) Vanishers 
07) City Glaciers 
08) Flicker 
09) Lachesis 
10) Neon Epitaph 
11) Untrodden 
12) Fighters

FORMAÇÃO 

Jonas Renkse - vocal, guitarras e teclados 
Anders "Blackheim" Nyström - guitarras, teclados, backing vocals 
Roger Öjersson - guitarra
Niklas Sandin - baixo 
Daniel Moilanen - bateria