• Melhores do Ano (2019)

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  • InSoulitary: ressurgindo com o novo single "The Darkest Road"

    Soando um pouco diferente do que estamos acostumados, a InSoulitary está sem guitarristas oficiais e contou com Danny Schneider para gravar as guitarras, conhecido por ter participado do primeiro disco da banda [...]

  • Entrevista: Thiago Bonazza (AlkanzA)

    Thiago Bonazza, músico e compositor catarinense. Guitarrista, baixista e vocal. O maior marco na sua carreira, foi a fundação da Alkanza, banda de Thrash Metal de Laguna e Tubarão em Santa Catarina. Infelizmente a Alkanza anunciou que está encerrando as atividades e para saber um pouco mais dos motivos, Thiago aceitou conversar com a equipe d'O SubSolo, [...]

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28 janeiro, 2020

Como o festival Wacken Open Air está ajudando a Mata Atlântica


Há alguns dias, as redes sociais oficiais do Wacken Open Air postaram um vídeo do o Co-fundador Thomas Jensen agradecendo doações para um fundo em parceria com a WWF para replantação de uma área do tamanho do Wacken Infield, área do festival que abriga os maiores palcos. No vídeo, Jensen avisa que as primeiras 5 mil árvores serão plantadas em breve.

O vídeo continua com o anúncio de que Jensen que quer levar essa campanha adiante, anunciando um site para recebimento de doações para ampliar a replantação. O objetivo é uma área do tamanho da Wackinger Village, outra área do festival que abriga palcos menores, feiras medievais entre outras atrações.

O vídeo pode ser visto na íntegra clicando no link que direcionará ao Instagram oficial do festival. 

Clique aqui para realizar as doações. 

Wacken Open Air 2020 ocorre  entre 30/jul e 01/08. Todos os 75.000 ingressos foram vendidos em 21 horas.

Resenha: Inter Vivos - Dead End Finland (2020)

Dead End Finland é uma banda de Death Metal Melódico de Helsinki, a capital da Finlândia e casa de muitas outras bandas famosas de Metal. 

Esses caras mostraram novamente que a Finlândia é um país feito para o Metal, e lançaram recentemente seu novo álbum "Inter Vivos" e é sobre isso que nós vamos falar. 


A música de abertura do álbum é "Deathbed" e ela começa com um teclado legal e alguma vibe eletrônica também. Há vocais misturados na música, alternando de limpos para guturais, o que deu uma boa dinâmica para a música. As linhas vocais do refrão são realmente muito boas e o instrumental é ótimo. 

"Closer To Extinction" começa mais pesada que a música anterior, e tem mais usos de guturais aqui. Há alguma coisa de épico no refrão e eu realmente gostei de como isso soa. Eles adicionaram uma parte especial, com um estilo diferente de mixagem, que lembrou rádio mix e isso foi uma boa ideia, já que deu uma ambientação diferente. 

"Lifelong Tragedy" é uma música que vai começar a te fazer bater cabeça logo que os primeiros acordes ecoarem. Há alguma coisa que vai te fazer "viajar por dentro de sua mente" enquanto você escuta os profundos vocais e teclados melancólicos que criam uma ambientação sombria. Gostei do dueto entre os vocais limpos e guturais também. "Tightrope" tem um teclado futurista legal e algumas orquestrações pesadas. Os riffs de guitarra aqui são puro groove e sombrios. Senti como se eu estivesse no castelo do Drácula ao ouvir essa música. 

"Dark Horizon" é definitivamente uma música inspiradora. Há muitas coisas boas aqui, como o trabalho de guitarras e os teclados. O refrão é inspirador e essa é provavelmente uma das melhores músicas do álbum. "Dead Calm" é uma música instrumental que tem um belo teclado.

"War Forevermore" começa com teclado e orquestração tensa, que logo é seguido por pesados e sombrios riffs de guitarra. Essa música é épica, porém, acho que o volume do coral deveria ter sido maior, porque os instrumentos parecem cobrir um pouco do som. Há uma parte de vocal, que parece que o cara está expressando um sentimento de desespero. 

"My Pain" começa com um teclado já conhecido por aqui, mas há algo diferente no tempo da música, o que foi algo bem legal. Há partes em que os teclados soam como uma música eletrônica antiga e essa foi uma boa adição à música. "Born Hollow" começa rápida, pesada e agressiva pra caralho. Ela tem ótimos riffs de guitarra e uma bela melodia de teclado. Os vocais limpos entram e transformam a música em algo um pouco mais calmo, porém, assim que os vocais guturais acertam você no meio da cara, as coisas começam a ficar bem Metal novamente. 

"In Memorian" é a música que fecha o álbum e ela começa com um teclado e acredito que possa dizer que é uma balada com algumas partes pesadas. Há um belo trabalho vocal aqui e foi uma ótima música para fechar o álbum. 

Dead End Finland escreveu e lançou um ótimo álbum de Death Metal Melódico. Há vários teclados, o que é bom, mas em alguns momentos parecem ter soado a mesma coisa. Mas de um modo geral, todos os instrumentos foram bem executados, os vocais são ótimos e a produção é bem precisa. Acredito que talvez esse seja um dos melhores lançamento de Death Metal Melodico da Finlândia esse ano. 

TRACKLIST

1) Deathbed
2) Closer To Extinction
3) Lifelong Tragedy
4) Tightrope
5) Dark Horizon
6) Calm
7) War Forevermore
8) My Pain
9) Born Hollow
10) In Memorian

FORMAÇÃO

Mirko Virtanen - vocais
Santtu Rosen - guitarras e baixo
Jarno Hänninen - teclado
Miska Rajasuo - bateria

Resenha: Rammstein - Rammstein (2019)

Caótico, intrigante e pesado, parece ser um resumo do Rammstein, mas eu falava do último disco lançado pelo sexteto alemão. Dez anos se passaram sem um disco novo e em 2019, Rammstein carimba a década com duas obras sensacionais. A verdade é que o trabalho não tem nome, mas vem sendo vinculado pela imprensa especializada como disco autointitulado. A capa é simplesmente um palito de fósforo, isso mesmo você não leu errado, é um palito de fósforo. (?)

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As duas músicas que foram lançadas com antecedência "Radio" e "Deustschland" são o ápice do disco na minha opinião. O videoclipe como a própria banda adora foi cercada de polêmica em seu lançamento. O clipe com seus quase dez minutos de duração, apresenta uma excelente produção, porém, elementos do período nazista em que a Alemanha passou durante as guerras mundiais. Mas para quem um dia já lançou um clipe no nível de "Pussy", não pode se esperar nada além de polêmica e holofotes na imprensa. 

Pouca coisa menos polemizado, foi lançado também o clipe de "Radio", proibido para menores pelo fato de mostrar cenas de nudez, o videoclipe é bem politizado. Mas a música chamou mais atenção pelo aperitivo de ver o uso (e abuso) de elementos eletrônicos e sintetizadores na música, talvez mais industrial do que nunca o Rammstein já demonstrava o que seria o novo disco.

"Zeig Dich" talvez seja a música mais interessante do disco após as duas primeiras citadas. Iniciando com coral em Latim (?) que ambientaliza a música para uma crÍtica à Igreja Católica. Essas são as três músicas iniciais do tracklist e coincidentemente é esse motivo que me fez querer ouvir o disco inteiro e estar resenhando, foi um início matador para quem não apresentava nada novo já havia dez anos. Logo de cara, pulei para "Sex" acreditando que encontraria no disco talvez, uma nova versão de "Pussy" aquela música polêmica que fez sucesso no disco anterior, mas a verdade é que essa música é o único ponto negativo do disco, música sem empolgação e bem sem sal. 

O Rammstein é uma banda que resume o Metal Industrial atual no mundo, sendo uma das maiores (se não a maior) referência deste subgênero. Para as bandas que investem por esse caminho, talvez tenha sido um pouco difícil para elas e para os fãs esperarem tanto tempo por uma novidade ou um material novo, mas a verdade é que, valeu a pena a espera e temos em mãos uma obra bem lapidada a ponto de provar a sua relevância para o Metal.

A produção como já era de se esperar, de alto nível e magnificamente bem dosada. Os sintetizadores bem pregados nos seus devidos lugares e sem exageros. Esse foi o sétimo disco do Rammstein em sua carreira, talvez o período mais longínquo dos lançamentos, mas ao menos tivemos um dos discos mais interessantes e como dito por mim anteriormente, um dos melhores de 2019. 

TRACKLIST
01) Deutschland
02) Radio
03) Zeig Dich
04) Ausländer
05) Sex
06) Puppe
07) Was Ich Liebe
08) Diamant
09) Weit Weg
10) Tattoo
11) Hallomann


FORMAÇÃO
Till Lindermann - vocais
Richard Kruspe - guitarra, vocal de apoio
Paul Landers - guitarra, vocal de apoio
Oliver Riedel - baixo
Christoph Schneider - bateria, percussão
Christian Lorenz - teclado, samplers, sintetizadores

27 janeiro, 2020

Absu anuncia fim das atividades após três décadas

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Para divulgação imediata - 27 de janeiro de 2020

Após escassa deliberação e zero remorso, decidi dissolver o ABSU após três décadas de existência. Coletivamente e universalmente falando, essa decisão é finita devido a circunstâncias insolúveis, o que levou a esse resultado final. Nenhuma quantidade de tempo, esforço, força ou apreço pode alterar meu veredito. 

Recusando-me a comentar mais sobre o assunto, deixo-te o seguinte encantamento:

{Vii} Porque há águas amargas do Caos imóveis sob o solo - E os Soberanos, que os personificam, reinam sobre Opacidades e Além. 

[II] Suplemento a todos os que começam a comer na escuridão, fora dos círculos do tempo. No truque do Caos, o Profundo responderá."

{Vi} Nunca Apague A Vela Oriental -
Procurador McGovern (Russ R. Givens)

Resenha: Retirantes do Holocausto - Invokaos (2019)


Em tempos de resistência, a arte se mostra como uma voz que não pode ser silenciada e procurando se expressar da forma mais brutal que conseguir, a Invokaos chega nesse seu primeiro debut, com a convicção de causar o caos sonoro a todos que se dedicarem a ouvir sua obra. 

Impossível fazer uma resenha desse material sem primeiro analisar a sua capa, onde temos uma releitura de Os Retirantes. A pintura assinada por Candido Portinari, aqui ganha o acréscimo dos personagens do álbum, entre eles, a mascote Kira. 

Indo para a parte sonora a Invokaos entra naquele seleto grupo de bandas que podem se classificar como Metal, porque eles sabem beber das mais variadas fontes da música extrema, colocá-los em um só nicho seria falho. 

"Cânticos Sertânicos" é uma boa intro com pouco mais de um minuto é uma singela homenagem a música nordestina. "Black Cobra" é Death Metal em português e admiro muito bandas que conseguem gravar nesse formato, sem perder peso e tendo algo a dizer. Essa boa percepção se estende por todo o álbum, "Desigualdade, Impunidade" é um Crossover feito para o Mosh, com direito aquela quebra de andamento bem influente do Thrash. Nessa mesma pegada temos "Clube da Luta" e "Canibalismo e Caos" que me lembrou o "Metal Maloka" do Claustrofobia e em outros momentos, o Hardcore do Ratos de Porão

Mesmo não conhecendo os músicos da Invokaos, consigo afirmar que eles são muito fãs de Metal Extremo, pois depois de mostrarem domínios do Death e Thrash, eles não se abstêm em usar influências tanto do Black Metal, evidente em Não é minha culpa, principalmente nos vocais quanto de Grindcore, nas faixas "Necrocarniçal" e "Malditosom esse que é uma homenagem ao grande cineasta brasileiro, Zé do Caixão. 

Um trabalho dinâmico,  com muitos acertos! Particularmente, a banda se destaca, na minha opinião, nas suas passagens mais Death/Grind e nas letras que foram bem escritas, sabendo bem transmitir suas mensagens. Cabe a Invokaos agora, continuar lapidando sua proposta, pois eles tem exatamente aquilo que esperamos de uma banda de metal brasileira, aquela agressividade latente em cada nota e olhando bem para nosso cenário atual, tem como ser diferente?

TRACKLIST
1) Cânticos Sertânicos
2) Black Cobra
3) Desigualdade, Impunidade
4) Clube da Luta
5) Maldito
6) Canibalismo e Caos
7) Não É Minha Culpa
8) Meritocracia?
9) Necrocarniçal
10) Não Servirei
11) Cannabis Satani

FORMAÇÃO
Bruno Bacchiega - vocais
Alexandre Jansen - guitarra
Léo Bulhões - baixo
Thiago Queiroz - bateria

Resenha: We Are Not Your Kind - Slipknot (2019)

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Quando o Slipknot bombou no começo dos anos 2000's no Brasil, era um pouco irritante ver todos aqueles caras estranhos da escola usando camisetas e comprando cadernos da banda. Lembro que muita gente comentava sobre músicas como Duality e a rapaziada começando a ter contato com a internet, começavam as primeiras famosas 'seleções' em em CD e aquelas trocas de clipes em DVD regravável, puts, bons tempos aliás.

Mas sempre gostei da banda e fico feliz de em pleno 2020, afirmar que a banda não foi mais um fogo de palha no cenário do Metal e apresenta algo tão intenso como We Are Not Your Kind, que da sequência em mais um disco sem um dos integrantes folclóricos do grupo, Joey Jordison

A muito tempo a banda vem se intitulando apenas como Metal, mas a sonoridade da banda passa por Groove Metal, Nu Metal e Metal Alternativo, esses últimos dois são abominados pelos fãs mais 'extremos'. Sempre senti uma pegada entre o Groove e o Nu nas músicas da banda e talvez o responsável por tirar um pouco desse rótulo foi o acima mencionado Joey Jordison. No disco anterior .5: The Gray Chapter, que foi a estreia em estúdio de Jay Weinberg como baterista, foi perceptível que o Slipknot perdia a virtuosidade de Joey e entraria mais na onda cadenciada de Jay.

Finalmente com o lançamento do novo trabalho, o Slipknot diminui consideravelmente sua presença nos sites de fofocas do Metal e começa o foco no que realmente interessa, que é o seu trabalho musical. A última polêmica na real foi quando o até então single Unsaited foi lançado par antecipar o disco em questão e recebeu muitas críticas e xingamentos pela parte mais true bangers (os caras mais chatos da cena) por conta de ser uma música mais 'leve'.

Vejo em partes no We Are Not Your Kind mais samplers e sintetizadores aparentes, achei que ficou faltando um pouco no trabalho anterior e gosto de como o Corey emprega seus vocais mais limpos e técnicos (quase como no Stone Sour) em algumas partes das músicas. Vejo o Jay Weinberg com mais groove e cadenciando as músicas, mas vejo também em partes que exige um pouco mais de 'aceleração' e o cara consegue suprir o famoso 'o que a música pede'.

Os trabalhos de guitarra é sempre um trabalho ter que falar sobre elas, eu seria muito suspeito em falar, já que eu gosto de todos os trabalhos do Jim Root e também gosto do Mick Thomson, vale ressaltar que ambos foram eleitos os melhores guitarristas de Metal pela Music Radar. Sendo assim, o Slipknot chegou em 2019 com seu sexto álbum de estúdio e demonstra que de fogo de palha, não tem nada. Queria ter amizade ainda com o pessoal que ouvia a banda em meados de 2004/2005 e falava que a banda sumiria dentro de alguns meses/anos. A banda lança seu disco mais 'maduro' e com uma consistência absurda.

Em um resumo total vimos muito de Slipknot nesse disco. Guitarras pesadas, bateria massacrante e os vocais do Corey Taylor que é como se fosse um camaleão, sempre se enquadrando no que a música pede. A presença da percussão ficou mais evidente, perdoo os fãs radicais e imbecis da banda que os criticam por apostar em uma sonoridade mais moderna, eu consigo enxergar a melhor fase da banda, apesar de ser muito fã do Joey Jordison e sentir a sua falta, Jay Weinberg me convenceu. 


TRACKLIST
01) Insert Coin
02) Unsainted
03) Birth Of The Cruel
04) Death Because Of Death
05) Nero Forte
06) Critical Darling
07) A Liar's Funeral
08) Red Flag
09) What's Next
10) Spiders
11) Orphan
12) My Pain
13) Not Long For This World
14) Solway Firth

FORMAÇÃO
Corey Taylor - vocais
James Root - guitarra
Mick Thomson - guitarra
Craig Jones - sampler
Sid Wilson - Dj
Shawn Crahan - percussão e vocal de apoio
Alessandro Venturella - baixo
Jay Weinberg - bateria

25 janeiro, 2020

Funarte nega proibição a bandas de rock em nota de esclarecimento

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) divulgou nesta quinta uma nota em que esclarece que o edital do Prêmio de Apoio a Bandas de Música 2020 não proíbe participação de bandas de rock, e sim de bandas não civis "tradicionais", ou seja, que não realizam "um trabalho de formação musical"


A Fundação Nacional de Artes (Funarte) soltou nota nesta quinta-feira (23) alegando que o Prêmio de Apoio a Bandas de Música 2020 não exclui apenas bandas de rock.

Segundo a nota, o edital do prêmio não permite a participação de nenhuma banda não civil "tradicional", ou seja, que não realize "trabalho de formação musical, que qualifica artistas para orquestras".

O texto diz também que o edital do evento de 2020 é muito semelhante aos de outros anos. "A Funarte realiza o Projeto Bandas (do qual faz parte essa ação) há 44 anos, desde 2007 por edital, com os mesmos critérios atuais. A redação atual é quase igual nas três versões anteriores, 2007, 2010 (Procultura) e 2012, não sendo absolutamente uma novidade da gestão Dante Mantovani".

No início desta quinta-feira, foi divulgada a notícia de que o edital da Funarte proibia a participação de bandas de rock, citando um vídeo no qual o presidente da Funarte, Dante Mantovani,  afirmava que o "rock leva ao aborto e ao satanismo".

Leia a nota da Funarte na íntegra: 

A Fundação Nacional de Artes – Funarte comunica que solicitou resposta à matéria da Coluna Lauro Jardim, do Jornal O Globo, cujo acesso pode ser através deste link.

A alegação da matéria de que “a proibição específica a bandas que tocam rock cai como uma luva para o presidente da Funarte, Dante Mantovani” não corresponde à realidade. Primeiro, porque esse edital serve à distribuição de instrumentos apenas para bandas civis “tradicionais”, e não para outros tipos de bandas. Em segundo lugar, porque a Funarte realiza o Projeto Bandas (do qual faz parte essa ação) há 44 anos, desde 2007 por edital, com os mesmos critérios atuais. A redação atual é quase igual nas três versões anteriores, 2007, 2010 (Procultura) e 2012, não sendo absolutamente uma novidade da gestão Dante Mantovani.

A redação desse item sempre visou apenas a evitar confusão com outros tipos de bandas, não somente as de rock. Estas, como outros tipos de bandas diferentes das bandas civis “tradicionais”, nunca foram incluídas nesse prêmio, como se comprova no texto do edital de 2012: “Não poderão participar deste Edital… ‘bandas de pífanos’, ‘bandas de rock’, ‘bigbands’, orquestra de sopro, bem como conjuntos musicais assemelhados, conjuntos musicais de instituições religiosas, bandas militares…”, etc., conforme comprovado na nota de 2013, cujo acesso pode ser através deste link

Além disso, “bandas de música” sempre foi considerada pela Funarte como uma linguagem musical específica, distinta das demais. As bandas tradicionais realizam, em milhares de municípios brasileiros, um trabalho de formação musical, que qualifica artistas para orquestras. Por tudo isso, a Fundação mantém há anos a Coordenação de Bandas. Portanto, a Funarte nunca teve, não tem e nunca poderá ter preconceito contra nenhum estilo musical – como se espera de uma instituição federal de Estado.

Dante Mantovani
Presidente da Fundação Nacional de Artes – Funarte

Fonte: Brasil 247

Topfive: cinco bandas para se ouvir neste final de semana #148

O Dia 25 de Janeiro marca o aniversário da maior cidade do país e uma das maiores de todo o continente americano. 




Para amamentes de Esporte, o Dia 25 de Janeiro também marca a final da Copa São Paulo de Futebol Jr, o mais importante torneio de base do futebol brasileiro. Final que, em 2020 seá nada mais nada menos que um GreNal, um clássico tão grandioso quanto a cidade que a sediará.

No TopFive de hoje, faremos a nossa homenagem à cidade de São Paulo com 4 bandas da cidade e uma homenagem ao futebol Gaúcho com uma banda do Rio Grande do Sul!

Dakhmas - Death Metal - São Paulo/SP

Lançado seu debut ano passado, o Dakhmas vem pedindo passagem com suas músicas agressivas e o potente vocal de Any Scarlett, com certeza, uma das maiores apostas da década que está se iniciando!



Living Metal - Heavy Metal - São Paulo/SP

Praticando o bom e velho True Metal, o Living Metal vem marcando a cena com performances cheias de energia e músicas extremamente cativantes! Com seu Metal Tradicional bem feito, o Living Metal desponta como um dos nomes mais empolgantes que surgiu no metal nacional nos último anos! 



Through the Skies - Metalcore - São Paulo/SP

Há alguns anos, o Through The Skies vem se mostrando como um dos nomes mais interessantes do Metalcore, cena que já vem forte no Brasil há algum tempo, When Hope Dies tem tudo que o TTS mostra de melhor, riffs elaborados, vocal marcante e as excelentes levadas de bateria, pedida obrigatória para quem curte metal com peso e melodia!



Angry - Thrash Metal - São Paulo/SP

Com 10 anos de estrada, o power trio de thrash metal, Angry, acabou de lançar o full The Beginning of the End! Uma verdadeira obra prima para os amantes do gênero e um dos melhores lançamentos de 2019, sendo elogiado por toda a crítica e recebendo, inclusive prêmios fora do país (eleito um dos melhores álbuns da América Latina). Pedida obrigatória para todo fã de música pesada!



Hibria - Power Metal - Porto Alegre/RS

A banda gaúcha aqui representada foi escolhida justamente por ter, também, membros de São Paulo em seu Line Up. O Hibria dispensa apresentações! Uma das maiores bandas do país! E recentemente, após uma traumática mudança em quase toda a sua formação, retorna com nova formação e um single matador que mostra que toda a força do Hibria está de volta! Confiram!


24 janeiro, 2020

#27 - De músico para músico - Quanto cobrar pelo seu show?


Sua banda recebeu um convite para tocar e o contratante milagrosamente perguntou o valor da apresentação? Surgiu um evento e foi solicitado orçamento? Primeiramente sinta-se feliz, isso é raro, mas…… Quanto cobrar? Acompanhe a matéria e tenha uma maior noção:


Todo artista de qualquer segmento tem dificuldade para precificar sua apresentação ou obra. Para quem produz arte, o resultado é quase como um filho ou como um pedaço seu que está sendo vendido ou alugado. Músicos não são diferentes.

Detalhes a serem analisados:

- O que sua banda já lançou?
  Importante analisar a quantidade de material que sua banda tem disponível. Isso pesa diretamente no tempo de apresentação.

- Seus eventos costumam atrair público?
  Historicamente, sua banda tem base de fãs? Os eventos tem lotado? Não é só sua namorada ou seu amigo que vai? 

- Em quantos bares sua banda tocou?
  Não adianta nada ter base de fãs no mesmo bar, analise do histórico da banda para medir isso.

- Como é a relação da sua banda com a mídia?
  Independente do local (cidade) que o convite foi feito, sua banda tem um contato legal com a mídia em geral? 

Detalhes que não devem ser computados:

- Tempo de existência
  Não adianta nada a banda ter 20 anos de existência e até hoje ter lançado 2 singles. Bem como uma banda que foi formada mês passado pode muito bem ter estrutura e capacidade de lotar o bar. Tempo não justifica a qualidade do seu trabalho.

- Local do evento
  Se o evento for num local que a banda não quer ir é só recusar, não adianta cobrar um absurdo para espantar o cliente. Custos de viagem devem ser separados do valor da apresentação.

- Estilo
  Uma banda de rock deve ganhar menos que uma de punk rock? Os públicos são relativamente diferentes, mas o profissionalismo tem que ser o mesmo.

Detalhes que são relativos e podem alterar o valor:

- Quantidade de membros e equipe
  Uma banda com 3 integrantes e uma com 7 recebem o mesmo cachê? De fato é algo complexo, mas façamos uma linha rápida de pensamento sobre passagens aéreas… caro né? Estamos falando de bom senso e não de merecimento. Talvez um cachê reduzido individualmente porém similar no valor total.

- A banda já tocou muitas vezes no bar
  O contratante já tem uma ideia do público, já sabe que a banda tem história. 

- Formação acadêmica:
  Esse ponto é extremamente controverso. O músico tem obrigação assim como qualquer outro artista, de prestar um serviço de competência. Formação musical, regulamentação na ordem, horas de estudo, isso tudo é trabalho individual e imprescindível. É justo um fulano que nunca estudou nada de música cobrar o mesmo valor que a sua banda? Depende…. Ele pode ter mais público do que você. (Assunto para outra coluna)

OFEREÇA UM BOM SERVIÇO (ponto final)

- Tem que levar equipamento?
  Esse é um item muito perigoso. Se o bar não te oferece NADA, ou um mínimo de estrutura, será que vai rolar? O valor precisa passar por análise.

Finalmente, como calcular o preço:

Show local:
Quantidade de ensaios + Locomoção + Consumação x integrantes + valor mínimo estipulado

Exemplo:
-Somos 5 pessoas, e acreditamos que 100 reais por pessoa é um lucro aceitável.
-Vamos ensaiar 2 vezes para preparar o show (4 horas, 35/hora num estúdio barato)
-Temos carro (2, para caber todos)

Seguindo a equação: 140 (4 horas de ensaio) + 40 (20 de gasolina em cada carro) + 40 (20 de estacionamento pra cada carro) + 100 (20 pra cada um de consumação) + 500 (100 para cada)

TOTAL - 820,00

Show em outra cidade / estado:
Mesma equação, porém o transporte é diferenciado e a consumação também.

O valos do mínimo aceitável precisa ser revisto, afinal, um show fora da sua cidade custa tempo. Esse tempo pode e deve ser cobrado. 

Exemplo:
-Recebemos as passagens (ônibus, avião, Van, pouco importa)
- Show será sábado de noite, saímos de casa sábado cedo, sendo assim, ao invés de 100, nosso cachê mínimo individual será de 300 (100 pela ida, 100 pelo show e 100 pela volta)
- Alimentação precisa ser maior também, estamos fora de casa. 100 pra cada.

Sendo assim: 140 (ensaios) + (o transporte precisa ser fornecido) + 500 (comida) + 1500 (valor mínimo x 5) 

TOTAL - 2.140,00

Se o contratante solicitou orçamento, ele já sabe que tudo isso será calculado. Contratantes tem a péssima mania de achar que tudo está caro, aí cabe ao porta voz da banda explicar a razão dos custos e demonstrar que está justo e não caro.

Esses valores são simbólicos e podem ser alterados de acordo com a localidade, banda, etc, etc.

Esta coluna contou com a participação do Thiago Matias, colaborador d’O SubSolo

Josh Klinghoffer revela em entrevista que ficou surpreso com sua saída do Red Hot Chili Peppers

Em entrevista para o podcast WTF with Marc Maron, Josh falou abertamente sobre sua saída dos Peppers que foi anunciada em dezembro do ano passado.



Por lá, o anfitrião do podcast Maron questionou o guitarrista sobre a saída e a resposta foi: “Não, eu não sabia. Foi uma surpresa completa. Quero dizer, foi um grande choque, mas talvez não uma grande surpresa.” Em seguida Josh fez questão de afirmar que John Frusciante é seu amigo.

Josh Klinghoffer falou abertamente sobre a saída dele do Red Hot Chili Peppers, anunciada em dezembro do ano passado, no podcast WTF with Marc Maron.

Por lá, Maron questionou o guitarrista sobre a saída: “Não, eu não sabia. Foi uma surpresa completa. Quero dizer, foi um grande choque, mas talvez não uma grande surpresa.” Em seguida, ele comentou que Josh é amigo de John Frusciante, guitarrista que voltou para a banda em seu lugar.

Eu não havia mais falado com ele em cerca de 10 anos, até que o Flea se casou em outubro [de 2019] e a gente se falou rapidamente (…) A explicação é simples. Não existe animosidade, quero dizer, a explicação é que John queria voltar e reconstruiu um relacionamento musical com a banda, ou com Flea, nos últimos tempos e…”. Então Maron interrompe: “Pelas suas costas. Eles estavam tocando juntos em algum lugar”.

E em seguida Josh complementa:  “Eu acho que sim. No momento em que eles me contaram, eu disse a eles que não estava surpreso. Já havia pensado nisso uma ou duas vezes quando eu ouvi que John e Flea estavam andando juntos. Eu não sabia que eles vinham tocando ou algo do tipo.

No final da entrevista, o guitarrista confessa gratidão e amor pela banda, principalmente pelos integrantes:  “No momento em que eles me contaram, eu senti um grande amor pela banda. E amor por tudo que eu pude fazer com eles.

Ouça o podcast na íntegra (em inglês) no link a seguir: http://www.wtfpod.com/podcast/episode-1091-josh-klinghoffer

23 janeiro, 2020

Funarte proíbe inscrições de bandas de Rock em edital de incentivo a bandas

O edital (utilizado desde 2013) do Prêmio de Apoio a Bandas de Música 2020, divulgado na última quarta-feira (22), pela Funarte, proíbe a inscrição de bandas de Rock. 



O concurso foi criado com a intenção de premiar e incentivar bandas de todo o país proporcionando distribuição gratuita de instrumentos e ampliação ou reposição de instrumentos musicais. Seria cômico se não fosse trágico que embora mais direcionado a instrumentos de sopro,o edital não restringe conjuntos de nenhum ritmo musical, exceto o Rock. Agora o caso chama a atenção, o que não causa tanta estranheza, já que o presidente da Funarte foi nomeado pelo inteligentíssimo Roberto Alvim (convidado a se retirar do cargo da Cultura por frases nazistas).

Algum tempo atrás o presidente da Funarte já tinha se posicionado falando sobre o Rock (clique aqui), o mesmo inclusive citou Elvis Presley e Beatles falando que o gênero incitava o uso de drogas e aborto. 

Na época Mantovani (presidente da Funarte) afirmou: "o rock ativa a droga, que ativa o sexo, que ativa a indústria do aborto. A indústria do aborto por sua evz alimenta uma coisa muito mais pesada que é o satanismo. O próprio John Lennon disse que fez um pacto com o diabo".

Edital pode ser conferido em: http://www.funarte.gov.br/edital/edital-premio-de-apoio-a-bandas-de-musica-2020/

22 janeiro, 2020

Final Disaster anuncia lançamento de novo single "Turn It Off"

No dia 21/02 o Final Disaster lançará um novo single; trata-se de “Turn It Off”, música que estará no primeiro ‘full lenght’ da banda que será lançado no segundo semestre de 2020.

A capa do single foi assinada por Lucas Mendes. Confira:


Segundo o vocalista Kito Vallim, "Posso garantir que essa nova música será surpreendente! Estamos introduzindo novos elementos no ‘Horror Metal’ do Final Disaster, que vão fazer muito sentido, com o decorrer da história contada nesse novo álbum "

No dia 04/04 o Final Disaster fará seu primeiro show do ano em São Paulo, ao lado da banda Dakhmas – com participação da banda Hazy.  Será no já tradicional Espaço Som (Rua Teodoro Sampaio, 512, São Paulo – próximo ao metrô Clinicas). Os ingressos custam R$ 20,00 e serão vendidos local, no dia do evento.


Para mais informações, siga a página do evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/603396007110319/

Assista o videoclipe do single anterior, “Another Victim”:
https://www.youtube.com/watch?v=7M_SQI1UOaM

A formação do Final Disaster traz Kito Vallim (vocal), Deborah Klaussner (vocal), Daniel Crivello (guitarra), Rodrigo Alves (guitarra), Felipe KBÇA (baixo) e Bruno Garcia (bateria).

Acompanhe o Final Disaster em seus canais oficiais:
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21 janeiro, 2020

Ozzy Osbourne revela sofrer de Parkinson


Após inúmeras matérias sensacionalistas nos últimos tempos, infelizmente é revelada uma que de fato é real. Segundo o próprio Ozzy Osbourne, em uma entrevista no programa Good Morning America, da US TV,  ele foi diagnosticado com Mal de Parkinson, mais especificamente o PRKN 2.

A decisão de tornar pública essa informação veio de Ozzy em conjunto a sua esposa Sharon Osbourne, que o acompanhou na entrevista nesta manhã de terça-feira (21). Tal diagnóstico foi dado a aproximadamente um ano, e apenas agora o casal decidiu enfim atualizar os fãs e grande público sobre o verdadeiro estado clínico do Principe das Trevas.

O estágio no qual Ozzy se encontra é aquele que os tremores são piores e mais frequentes, afetando ambos os lados do corpo com os sintomas, conforme explicou Sharon. "Não é uma sentença de morte, mas afeta certos nervos do corpo. E é como se você tivesse um bom dia, um bom dia e depois um dia muito ruim", concluiu Sharon.

Ozzy revelou na entrevista que sente constante dormência nos membros, e que os últimos tempos tem sido realmente desafiadores para ele e sua família. Mas, foi categórico e forte ao afirmar o quanto faz questão de trabalhar

"Venho de uma família de classe trabalhadora, então eu odeio deixar as pessoas para baixo, assim como odeio não fazer o meu trabalho", afirmou o vocalista, concluindo que a doença não o afastaria de seus projetos, estando já previsto para fevereiro o lançamento do seu próximo álbum solo, Ordinary Man, que já é aclamado como um dos grandes discos para 2020.

Ozzy também quis tranquilizar seu público, dizendo estar "muito melhor que a um ano atrás". O frontman ainda disse que estava em um estado "chocante", mas hoje está pronto para voltar aos palcos, com retorno marcado para 27 de maio, em Atlanta (EUA).

20 janeiro, 2020

Megadeth fez o primeiro show após recuperação de Dave Mustaine


Resultado de imagem para Megadeth 2020 Helsinki

Dave Mustaine de fato voltou. Ele e o Megadeth subiram ao palco hoje, no dia 20 de janeiro em Helsinki na Finlândia. Foi o primeiro show da banda em um ano, após Mustaine ter passado 2019 tratando de um câncer na garganta. 

Megadeth atualmente está abrindo os shows do Five Finger Death Punch em toda a Europa. A banda tocou 11 músicas. Aqui está o setlist:

1.Hangar 18
2.Wake Up Dead
3.Sweating Bullets
4.Dawn Patrol
5.Trust
6.A Tout Le Monde
7.She-Wolf
8.Dystopia
9.Symphony Of Destruction
10.Peace Sells
Encore: 11.Holy Wars… The Punishment Due








Luciano Piantonni: RockAdd, Pegadas de Andreas Kisser, LP Metal Press e mais

Luciano Piantonni é assessor de imprensa, produtor do Pegadas de Andreas Kisser na 89 FM, criador do podcast Rock ADD e um dos caras que fazem o cenário musical do Rock e Metal acontecer no Brasil. Sua trajetória começou lá em 83, quando o Kiss entortou sua vida... Confira a entrevista para saber mais sobre a interessante trajetória desse cara do ABC!


Antes de tudo, é um prazer ter você aqui conosco n'O Subsolo. 

Você poderia se apresentar para aqueles que ainda não o conhece?

Luciano Piantonni: Meu nome é Luciano Piantonni e faz muito tempo que eu estou envolvido no cenário musical. Vamos começar pelo começo, ainda nos anos 90 eu comecei a fazer parte de duas rádios comunitárias do ABC, a Patrulha FM e Rota 99, onde fiz programas de entrevistas, fiz fanzines e tinha muitos contatos. Depois na virada dos anos 2000, comecei a fazer parte de sites, produções de shows no ABC junto com a Vânia Cavalera, trabalhei na produção dela que era Central do Rock e também teve um Rock Na Concha... lembro os nomes ao certo, mas acho que era isso (risos). Tive muito contato com muitas bandas, desde os anos 90 e já em 2005 comecei a fazer parte da Roadie Crew onde fiquei por dois anos como colaborador e depois fui para a Rock Brigade que ainda existia na época e fiquei nela até o fim da revista em edição impressa e depois comecei a fazer o Pegadas de Andreas Kisser, logo que a 89FM voltou a ser Rock em 2012-2013, fazendo parte desde então. Também fiz parte do programa É Noise do Paulinho Heavy, onde fiquei durante todo ano de 2018 até o início de 2019 e agora eu tenho o RockAdd que vai fazer um ano ininterrupto em março de 2020 e está funcionando. Essa é minha apresentação.

Como você começou sua trajetória no meio musical?

LP: Então, diria que minha trajetória no mundo musical começou em 83 quando o Kiss veio para o Brasil e entortou a minha vida. Eu tinha sete para oito anos e aquilo entortou a minha vida, eu não era uma criança normal. Eu deixava de brincar na rua para ficar ouvindo e colecionando discos e revistas, fazendo isso desde então. Os pais dos meus amigos me achavam meio estranho e comentavam isso com meus pais: "Ah, mas ele gosta de Rock e fica lendo essas revistas e tal né?" e minha mãe dizia: "Ah, ele é fissurado com isso aí!". Então eu diria que começou aí e desde então comecei a ir em todos os shows possíveis na segunda metade dos anos 80 e em 90 ia em shows direto e nunca parei com isso, mesmo tendo trabalhos paralelos "normais" na época, o que durou até 2009, quando comecei a trabalhar exclusivamente com música. 

Você tem uma visão do lado do assessor, produtor e jornalista. Como você analisa o atual cenário musical brasileiro, especificamente o Rock/Metal? 

LP: Ah com uma visão de assessor, eu vou falar a real cara, para mim é a mesma coisa sempre. Haviam várias bandas fervilhando nos anos 90 e hoje em dia também. Essa coisa de dizer que "o rock está morrendo" não existe, cara. Sempre vai existir uma porrada de bandas legais e sempre vai existir bandas ruins. Eu acho que hoje em dia há uma facilidade em relação as plataformas digitais, onde todo mundo mostra sua música e antigamente isso era feito através de fitas e CD's utilizando o envio dos Correios. Hoje em dia é mais tranquilo, é só mandar um link dizendo para escutar a banda... até a forma que a gente está fazendo essa entrevista aqui, é muito mais fácil. Mas para mim é a mesma coisa sempre, cara. Nós sempre tivemos bandas excelentes, posso citar várias excelentes dos anos 90, 2000 e da nova década... nossa como a gente tá velho (risos).

O RockADD tem ganhado bastante notoriedade no meio dos podcasts. Como surgiu a ideia de criar o programa? 

LP: Então, o RockAdd vai fazer um ano agora no dia 22 de março e foi uma ideia que eu tive, porque eu sempre quis ter um podcast e como já fazia parte do programa do Andreas e já havia tido programas em rádios comunitárias nos anos 90 lá no ABC, eu quis ter um programa de rádio onde a música seria tocada apenas em um trecho entre uma matéria e outra, fazer algo mais falado e com papo rolando... então chamei meu amigo Daniel Gloss lá de São José dos Campos, que embora não seja um grande entendedor do cenário, ele se expressa legal, tem uma boa dicção e é engenheiro químico. A partir daí nós começamos a trocar umas ideias e montamos o RockAdd que felizmente tem dado certo, as pessoas tem gostado e nós temos entrevistado muita gente bacana. Preciso falar algo que eu sempre vou citar, que a minha maior influência para ter um programa de rádio é o Sr. Walcir Chalas da Woodstock, dono do programa Comando Metal que eu acompanhava nos anos 80, eu era fissurado. Então, sempre que eu quis mexer com rádio, foi pensando no Comando Metal do Walcir. Logo que surgiu a ideia de fazermos o RockAdd, o Ricardo Boechat morreu naquele acidente horroroso e eu percebi que eu gostava de ouvir ele falando na Band FM de manhã e dei a ideia de fazermos um programa mais nessa linha falada, só que dentro do Rock e Metal e acabou rolando. Então essa é a ideia de fazer o RockAdd. Logo que lançamos o segundo e terceiro programa do RockAdd, as pessoas começaram a falar que programas de rádio não vira, podcast não dá certo e que precisa ser algo visual... mas eu não tenho mais saco pra assistir vídeos, porque eu estou sempre ocupado fazendo outras coisas e escrevendo, recebendo mensagens e não tem como eu olhar... escutar é mais fácil. Hoje em dia é tudo muito urgente, então não dá para ficar assistindo mais as coisas... mas nós decidimos levar o programa a frente e o engraçado é que três meses depois, houve um revival do podcast e todo mundo começou a fazer também... até a Globo. Então todo mundo começou a procurar a gente, inclusive aqueles que não gostavam no início. Eu brinco que nós somos a New Wave Of Brazilian Podcast Of Rock, porque quando começamos ninguém queria, mas três meses depois, todo mundo estava fazendo (risos). 

O que é mais legal de fazer o Rock Add e como ele se diferencia de trabalhar no Pegadas de Andreas Kisser, por exemplo?

LP: Então, a diferença do RockAdd pro Pegadas é que o Andreas que apresenta o Pegadas e eu faço apenas a produção, mas os contatos são os mesmos para os dois. Tem também a diferença que no Pegadas rola bastante música nos intervalos e já no RockAdd são mais trechos de músicas e falamos as redes para quem quiser conhecer e eu apresento. A forma como eu trabalho é a mesma, tenho muitos contatos, então é fácil de chegar aos entrevistados. 

E a parte mais legal em produzir o RockAdd é que tem uma leveza, ser algo sem compromisso e que eu posso fazer o tempo que eu quiser. Se quisermos fazer uma entrevista gigante, nós vamos fazer, assim como uma pequena... o que é diferente de um programa de rádio, onde se te uma hora para fazer e tudo precisa ser exatamente dentro daquilo. No RockAdd nós já fizemos programas de 2 horas, 45 minutos, 26 minutos e 1 hora e meia. Então acho que talvez essa seja a diferença e a parte mais legal de se fazer o RockAdd. Além do fato de que você não precisa esperar o programa em determinado horário e dia para ouvir. A partir do momento que a gente disponibilizou o programa, ele fica lá para ouvir e as pessoas podem acessar em qualquer dia, qualquer horário da semana... o Pegadas até tem um Soundcloud que tem os programas para ouvir, mas não é a mesma coisa, porque o programa vai ao ar todo domingo às 21 horas na 89 FM. O podcast fica online, então talvez seja a maior diferença. 


Ainda dentro do meio do podcast, como funciona o processo de produção do programa? E como você vê o consumo desse tipo de mídia hoje em dia?

LP: Bom, como eu disse, é basicamente aquilo: eu tenho muito contato com muitas bandas, há mais de três décadas... bem mais (risos). Então é fácil, cara. Tudo que tá rolando de novo, que eu vejo que lançou ou encontro, e também de pessoas que vão dar uma entrevista para o Pegadas, eu já marco uma entrevista para o RockAdd e mais ou menos assim que funciona. Como eu disse, eu tenho visto muita gente consumindo essa coisa do podcast, porque ela escuta qualquer hora, em qualquer lugar e está nas plataformas digitais, como iTunes, Deezer, Soundcloud, Youtube e Spotify. Por exemplo, já veio gente me falar que foi pegar um voo, baixou o podcast e foi ouvindo no avião, em uma viagem, indo trabalhar, no transporte público, voltando de carro do interior ou para o interior. Isso é muito louco! Então talvez a forma de consumo das pessoas seja essa, esperando no dentista e coisas assim. É muito louco. 

Foi anunciado no final do ano passado, a criação do RockADD Records que já conta com o lançamento do The Haunted e Jinjer. Quais são os futuros planos para a gravadora?

LP: Então, sobre o selo do RockAdd, nós entramos em contato com o pessoal da Encore Music  e fizemos uma parceria para distribuição do novo álbum do Jinjer e do The Haunted. Nós estamos tentando ver o que acontece, porque é mais complicado vender discos aqui no Brasil, mas vamos tentar com essas bandas e também estamos vendo outras ideias. Talvez nós lancemos uma banda brasileira com total exclusividade do RockAdd, sem parceria alguma. Temos uma ideia para fazer uma coletânea com bandas nacionais para celebrar um ano de programa, mas a ideia principal é fazer algo beneficente, direcionando todo o lucro para ajudar alguns abrigos de animais. Isso incentiva a galera a ajudar, eu acho sensacional e qualquer coisa que eu puder fazer para ajudar animais eu vou, é algo que eu piro. A RockAdd ainda não tem uma pretensão de virar um puta selo que vende vários CD's, até porque isso é muito difícil hoje em dia, então vamos aguardar. 

Você é o produtor do Pegadas de Andreas Kisser na 89FM. Como é o processo de produção de um programa, escolha das participações e tudo mais?

LP: Então, eu estou no Pegadas de Andreas Kisser como produtor desde 2013 e a rádio voltou a ser rock em dezembro de 2012. Acho que tiveram apenas um programa e depois em 2013 as coisas começaram pra valer. Fui levar o pessoal da banda MX que trabalha comigo na LP Metal Press para o programa, e perguntei para o Andreas quem era o produtor e ele disse que não tinha ninguém, então me ofereci e ele topou. Estamos trabalhando juntos desde então. Então cara, a escolha é como te disse, tem muita coisa nova que está rolando e também muito material do pessoal que envia pelo e-mail do programa, onde tem várias bandas tentando participar. Nós fazemos uma votação, porque é humanamente impossível levar todo mundo lá, até porque é um programa por semana. Tem muita banda legal, mas também tem muitas que não são, que tentam participar, então é meio complicado. Mas na medida do possível, nós tentamos colocar as bandas que estão se destacando, que estão na boca da galera, seja em redes sociais ou em shows, para participarem... é mais ou menos isso. 


Quais bandas e/ou artistas que você ainda não teve oportunidade de trabalhar, que seria seu "pote de ouro"?

LP: Olha cara, não sei exatamente. Já trabalhei com o MX, Necromancia, Ação Direta e Seventh Seal, todas bandas lá do ABC, minha terra e que eu tenho muito orgulho. Então assim, acho que só de ter trabalhado com essas que são a minha área eu já fico muito feliz. Teve o Nervosa que trabalhei um tempão com elas, JackDevil também... putz, teve banda pra caramba cara. Estou trabalhando há algum tempo com o Golpe de Estado, Ronaldo E Os Impedidos, o Viper por intermédio da TC7 produções. Tem uma banda que eu gosto muito de Santos chamada Tosco, que apesar do nome, a banda não tem nada de tosco, são uma banda de crossover sensacional e animalesca e que vai lançar o segundo disco deles agora. Acho que talvez o Nervochaos, cara. Eu já trabalho com a Tumba que é do Edu (Nervochaos) desde 2010 e mesmo que tenham parado por um tempo, eles voltaram e eu continuo com eles, então talvez eles sejam a banda que eu mais me interesse em trabalhar por agora e acho que é o momento para trabalharmos juntos. Eu tenho feito alguns freelas para eles desde o ano passado, já que a assessoria deles encerrou as atividades... então talvez seja o momento certo para trabalharem comigo. 

A LP Metal Press já é uma conhecida d'O Subsolo e sempre recebemos informações do cast. O que você considera essencial para ser bem sucedido no meio de assessoria?

LP: Bom, sendo manager do LP Metal Press, o que considero essencial para uma banda é ter contatos, ser bem relacionados, ligeiros nas redes sociais, aproveitar as oportunidades e não ficar de tretinha com os outros por aí. Tem que colocar a sua banda sempre na cara de pessoas chaves, que podem ajudar de fato. Tentar aproveitar o máximo as oportunidades para mostrar sua banda, não ser um cara chato que fica mandando mensagens "ow, escuta minha banda aí", mas ter um bom relacionamento e mostrar sua banda de forma sútil e pontual. 

Você poderia nos contar uma história engraçada que tenha acontecido em alguma produção, show e/ou turnê?

LP: Bom, antes de responder a última, até porque não vai ser uma resposta muito interessante (risos). Gostaria de agradecer demais o espaço, cara, legal pra caramba o interesse em falar comigo, querer um pouco da história. Eu achei isso muito legal e queria agradecer demais O Subsolo pelo espaço e interesse mesmo, valeu aí! 

Cara, sobre histórias engraçadas, eu não consigo dizer exatamente uma história que tenha acontecido... sempre tem umas palhaçadas, mas acho que o melhor é deixarmos em off, por envolver os produtores de shows e muita gente pode ser queimada... uma coisa que não tenho interesse é em queimar a galera. Não que seu site faça isso, mas não quero expor ninguém. Mas realmente não me lembro de nenhuma história engraçada em especial. Sempre tem algumas pessoas engraçadas e que tornam as coisas mais especiais.

Novamente, obrigado pelo espaço e valeu!


ACOMPANHE LUCIANO PIANTONNI