No Trauma: assista ao novo clipe “Veneno”



O novo videoclipe do No Trauma acaba de ser oficialmente liberado no canal da banda no YouTube. A música “Veneno” é também o primeiro single que o grupo lança e oficializa que novo álbum está sendo trabalhado, após o lançamento de “Viva Forte Até seu Leito de Morte”.

O vídeo é mais uma produção muito bem elaborada pela banda, que no decorrer dos últimos anos, sempre inova e cria trabalhos visuais impactantes e muito bem produzidos. Em “Veneno” o No Trauma contou com a direção de Alexandre Lima, Fábio Roque e Hosmany Bandeira. O roteiro foi escrito por Hosmanu Bandeira e Tuninho Silva e toda produção ficou à cargo de “Alima Produtora Audiovisual”.

O clipe é forte e enérgico, características que são marcas registradas do No Trauma. Com imagens que transitam entre a atuação da atriz “Chell” e os músicos executando a faixa, o vídeo além de ser muito bem desenvolvido e com um roteiro muito bem escrito, mostra que o atual momento do grupo é ainda mais produtivo. No Trauma continua pesado, técnico e explorando com qualidade seu estilo que mescla Djent, Metalcore e breakdown, com excelência.

Assista ao clipe de “Veneno”:



 O No Trauma confirmou que um novo álbum está a caminho, porém que o disco será lançado gradativamente faixa a faixa. “Veneno” é a primeira música desse novo trabalho e os próximos singles serão lançados entre o segundo semestre de 2019 e início de 2020. Aguarde que muita pancadaria ainda vai vir por ai!

Formação:
Marvin Freitas (bateria)
Hosmany Bandeira (vocais)
Tuninho Silva (guitarra)
Elias Oliveira (baixo)

Redes Sociais:
Facebook: https://www.facebook.com/NoTraumaOFICIAL/ 

Fonte: Roadie Metal - Gleison Junior (Assessor/Diretor)

Nota de Agradecimento: 3º O SubSolo Rock Festival (Colher de Chá)

Antes de postarmos a cobertura oficial do evento, eu não poderia deixar de vir fazer alguns agradecimentos sobre uma noite que ficará marcada para sempre na minha memória e essa noite não teria sido possível, sem ajuda, afinal, sozinho não da pra ser nem corno.


Na semana do evento, não tive uma noite completa de sono, faltavam algumas pendências que poderiam atrapalhar e a busca para que o evento ocorresse tudo bem, era a única coisa que pensávamos. Com a cabeça voltada para isso, deixei coisas importantes de lado e até em certos momentos me vi mentalmente perturbado e doente, afinal, era um passo muito grande e era 8 ou 80. Mas no fim, foi um sucesso.

Primeiramente, um dos maiores responsáveis foi Alex Pizzetti o dono do Colher de Chá, que além de abrir as portas para o evento acontecer, foi o cara que lidou com a maior parte burocrática do evento e sempre nos ensinando muitas coisas, principalmente como lidar com problemas de modo fácil e ágil, o Angra veio por ''culpa dele'' que botou na minha cabeça que era possível e em seguida apareceu o Rodrigo dos Santos, guitarrista dos paulistas da Vox Ignea, que estava prestes a ter sua primeira turnê por terras catarinenses e pediu para ser um dos sócios da organização do festival, não sendo apenas um cara que ajudou, foi uma peça primordial de um jogo de xadrez, principalmente na revisão de contratos e acertos. Gilson Naspolini, Robson Brigido, André Cardozo e Gabriel Bittencourt (Bravado) foram nomes importantes na ajuda do equipamento do evento. Hotel Íbis pela ajuda na hospedagem.

Não posso deixar de agradecer as bandas que participaram, AlkanzA que é uma banda que cresce a cada apresentação, Antítese que é uma banda que encanta, Syn Tz que resume em palco o motivo de estar com bastante datas pelo Brasil, Nekrós que por serem da cidade do evento e disponibilizaram boa parte do equipamento para o palco das bandas de abertura, Vox Ígnea por mostrar o motivo de estarem na estrada com um show sensacional e claro, tenho que agradecer a Dark New Farm, sim a minha banda, pelo fato de acreditarem em mim desde o começo e fizeram tudo sem reclamar uma única vez.

Uma das pessoas que não posso deixar de agradecer, é minha namorada Ingrid Gerlach, que trabalhou nas três edições do evento e nunca reclamou ou colocou em hipótese alguma não estar presente, mesmo com problemas de saúde de última hora, você é uma guerreira, muito obrigado por estar do meu lado.

Agradeço as mídias Cultura em Peso, A Hora Hard e Underground Extremo e ao bar Caverna Kilmister, que vendeu ingressos e recebeu a Vox Ígnea + Antitese na sexta (17) e ao Agosto Negro Produções que apoiou o evento e compareceu. 

O público que foi mais de 600 (seiscentas) pessoas presentes para ver o Angra, que mesmo com pedidos exorbitantes e desnecessários, fizeram uma apresentação de duas horas de pura intensidade e técnica. 

Agradeço também a Juliana Waterkemper, que além de ser esposa do Alex e também proprietária do Colher de Chá, foi fotografa do evento e ajudou muito na produção no dia e toda equipe da casa que trabalho da melhor forma possível. Não posso esquecer do monstro do metal catarinense, Ivan Fabio Agliati da Silent Empire que divulgou o evento mesmo sem tocar e sem poder comparecer, como se fosse o próprio evento e toda equipe d'O SubSolo que mesmo todos não podendo estar presente, divulgaram assiduamente o evento, principalmente o Vinicius Saints que trabalhou no evento e correu para cima e para baixo intensamente.

A todos que compareceram, a todos que compartilharam, as bandas que tocaram, a quem acreditou que O SubSolo era capaz de fazer um evento deste porte, meu muito obrigado e se tudo der certo, nos vemos no próximo ano. 

Fiquei verdadeiramente muito emocionado com os comentários, elogios e a imensa presença do público, não tenho outra palavra para dizer além de um muito obrigado a todos.

Obrigado!

Maykon Kjellin
Fundador d'O SubSolo.

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #123

Mais um fim de semana chegou está na hora de conhecer cinco indicações da cena do Underground Nacional,Como tradição venho trazendo para os leitores do Subsolo um pouco de violência sonora,confira em volume extremo.


O Subsolo - TopFive #123

01) Kultist- Death Metal - São Paulo /SP  

Uma banda que une na sua proposta o horror do mundo cósmico 'lovecraftiano', com um Death Metal da velha escola, o Kultist é formado por: Karine Profana (baixista), Yasmin Amaral (guitarrista), Letícia Figueiredo (baterista) e o vocal fica por conta de Daniel Pacheco (ex-Cursed Slaughter), Yasmin Amaral é vocalista/guitarrista da Eskröta, e a horda lançou recentemente o seu trabalho de estreia Black Goat.



02 Boreal Doom - Doom Metal- Rio de Janeiro/RJ 

Formada em 2008 no Rio de Janeiro, é um duo formado por Luiz Mallet nas guitarras, vocais e programação e Pedrito Hilbebrando: vocais, a sonoridade é Funeral Doom apresentando guitarras arrastadas e vocais desesperados, eles tem até o momento duas demos: Boreral Doom e My sanity ambas lançadas em 2008. 



03) Malice Garden- Black Death Metal/ Cocal do Sul /SC 

Um comemorado retorno essa banda da região sul de santa catarina, representa bem o boom da cena extrema no sul do pais que ocorreu nos anos 90 depois de um hiato a banda regressa as atividades com a formação estabilizada em: Spok (Guitarra e Vocal) Adinan (Bateria) Henrique (Guitarra) Geison (Baixo).



04) Voodoopriest- Death/ Thrash Metal - São Paulo / SP 

Esse nome já é bem conhecido, a banda que Victor Rodrigues formou quando saiu do Torture Squad,e lançaram o trabalho Mandu, baseado na história real do indígena Mandu, um trabalho conceitual que mostrava a sonoridade Death/Thrash da banda. Entretanto a saída de Victor  rodrigues parecia que o futuro da Voodoopriest era incerto porém a banda se reformulou e hoje contando com Bruno Pompeo - Baixo / Vocal Cesar Covero - Guitarrra Renato De Luccas - Guitarrra Edu Nicolini – Bateria lançaram um forte trabalho Cipó das Almas.


05) Subterror - Crust- Brasilia/DF 

Essa banda entra naquele séquito de bandas não indicadas para ouvidos sensíveis, todas as vertentes do som extremo estão aqui do Crust, ao death metal tanto é que eles abriram o show do Vader no Brasil, a banda brasiliense é formada por Luan: baixo/vocais, Harry: guitarra, Samuel: bateria e minha recomendação é que você ouça o trabalho de estreia Antropomortum.




Rafael Rassan: entrevista neste sábado (18) com Metal com Batata

Rafael Rassan está prestes a lançar seu disco intitulado "Ippon", que marca o inicio da sua trajetória como músico solo. Já o programa Metal com Batata, que é o programa que mais cresce no Brasil e que entrevista diversos artistas do Rock e Metal nacional, trará uma entrevista com Rassan neste sábado pela MutanteRádio as 23:59.




A entrevista contará a história do músico gaúcho que se formou e se profissionalizou em terras cariocas, falará sobre suas experiências a frente das grandes bandas Imago Mortis e Affront, onde é guitarrista até os dias atuais.


Uma música inédita do novo disco, será apresentada no programa que irá ao ar as 23:59 e pode ser ouvido pela www.mutanteradio.com ou pelo aplicativo direto na PlayStore, basta fazer uma busca por "MutanteRadio" e fazer o download do app para ouvir diretamente no seu celular. Não tem desculpas, não tem como perder!

Links Relacionados:
https://www.instagram.com/rafael_rassan/
https://www.facebook.com/rassanband/
https://www.youtube.com/user/unissonus


Fonte: MK Press (www.assessoriamk.blogspot.com)  

O SubSolo Rock Fest: com Angra de atração principal, a terceira edição é neste sábado (18)

Aos que fizeram contagem regressiva, chegamos aos momentos finais. Adentramos nos últimos dias prévios ao 3º O SubSolo Rock Festival, que desde seu anúncio se tornou a edição com maior expectativa e que promete ser definitivamente marcante na região. Unindo forças a casa Colher de Chá e ao estúdio Bravado, a terceira edição do festival vem pela primeira vez a Íçara no dia 18 de maio e trará Angra e outras seis bandas para o palcos da casa que já está se tornando uma parada obrigatória para as grandes bandas de Metal do Brasil.




Além de Angra, que promove seu disco "Omni" através da "Magic Mirror Tour", o 3º O SuSolo Rock Festival contará com os paulistas da Vox Ígnea e outras cinco bandas de Santa Catarina: Alkanza, Antítese, Dark New Farm, Nekrós e Syn TZ.

Com mais de 400 ingressos vendidos e excursões partindo de todo o estado, ainda há tempo para garantir os últimos ingressos disponíveis (neste valor até sábado), que podem ser adquiridos no site minhaentrada.com.br ou nos pontos de venda abaixo, sob o preço a partir de R$ 60:

❱ Cricíuma: Session Skate Surf Shop / Loja BackDoor / Rock City
❱ Orleans: A Musical
❱ Braço do Norte: Loja Lohn
❱ Urussanga: Loja Planeta Homem
❱ Cocal do Sul: TigerNet Informática
❱ Içara: Mury Surf Shop
❱ São Ludgero: Posto Dona Ana
❱ Araranguá: Marbon Skate Surf Shop
❱ Tubarão: Minha Entrada Farol Shopping

❱ Forquilinha: Back Modas

Fonte: O SubSolo (www.osubsolo.com)

Rota d'O Subsolo #1: Rio Grande do Sul - região central

O estado do Rio Grande do Sul é rico por ser calcado em sua vertente do Rock. O gênero é sempre muito bem vindo e corre solto pelo estado que é repleto de grandes artistas. Nossa rota de hoje passa pelo coração do estado, indo de encontro ao noroeste, tendo finalidade de apresentar a turistas e músicos oportunidades no meio musical.

Rota d'O Subsolo #1: Rio Grande do Sul - região central


Começamos pela cidade de Santa Maria, considerada em tempos de ouro como a Seattle dos pampas. Nela encontramos muitos bares que abrem espaço para bandas independentes, em especial o Zeppelin Bar, contando com uma ótima culinária e atrativos musicais desde o mais pesado ao mais rock n roll.


Subindo a montanha, pela BR 158 em direção a terra natal do redator Wendell, Tupanciretã, encontramos na beira da rodovia o Paradouro 158. O local é novo, representando muito bem Itaara, uma cidade de motoqueiros e de bom gosto musical.
Podemos seguir nossa rota para Júlio de Castilhos, terra do charolês, e que conta com a Usina Pub Beer. Este local não recebe tantas atrações do bom gênero, mas sempre tem uma data que outra para levar alguns artistas consagrados.

Chegamos a Cruz Alta, e com ela, o nosso ponto de maior participação do Etílico. Toda sexta no MR.Jack é sagrado rolar o bom Rock N' Roll. Bandas do gênero e encontros do bom acontece por lá, preço acessível aos ingressos e um local vintage, com uma excelente acústica. 

Em Cruz Alta temos uma das opções de partida. Uma para Ijuí e outra para Panambi. Indico começar por Ijuí e depois voltar para ir a outra cidade, já que em Ijuí temos o Puzzle com fim de semanas regados da boa música. Na foto abaixo, já é possível observar da alta qualidade do lugar.

E por fim, depois siga seu caminho pra casa em paz, se beber não dirija, confirme que não esteja com sono pra pegar no volante, chegamos a Panambi, terra que não tem carnaval e dominada pela boa música. O Pubi Handte é a nossa indicação, flutuando entre covers e autorais, representa muito bem nossa atual moradia. Este foi nosso trajeto Rock da região, algumas cidades tem mais opções de bares, porém indicamos aquelas que são muito bem criticadas.

Entrevista: Felipe Andreoli (Angra)

O Angra volta aos palcos para uma última fase de divulgação de seu último álbum, Omni, através da Magic Mirror Tour, que já conta com nove datas marcadas, sendo oito delas no Brasil e uma na Colômbia. E a primeira apresentação da banda será neste sábado, 18, na cidade de Içara, no palco da terceira edição de nosso festival O SubSolo Rock Festival. Graças a isso, tivemos a oportunidade de conversar com o baixista e símbolo da banda Felipe Andreoli, que nos contou sobre esta fase atual da banda e as expectativas para essa próxima turnê. Confira:


O Subsolo - Entrevista Felipe Andreoli - Angra
Foto: fb.com/FelipeAndreoliPage (By: Aldair Mejia)

Felipe Andreoli, grande prazer em poder conversar com você, que é um “símbolo-vivo” da instituição Angra. A banda volta à estrada para divulgarem os trabalhos provenientes do “Omni” e todas as obras que vieram antes. O que você pode contar para nós quanto a essa “Magic Mirror Tour”? Quais são as novidades em relação a turnê de 2018?

Felipe Andreoli: Bom, depois da turnê super bem sucedida que a gente fez no ano passado, com 104 shows, a gente precisou de alguns meses de descanso, para colocar a cabeça de volta do lugar, né, para descansar mesmo, e também para poder nos dedicarmos a outros projetos e para resolver vários assuntos internos da banda, de ordem burocrática, planejamento e etc. Mas a gente tinha muita vontade de tocar mais ainda nessa turnê, de tocar essas musicas. E então a gente armou a "Magic Mirror Tour" como uma forma de dar um pouco mais de vida a turnê do Omni, e vai ser muito legal, pra começar a gente vai tocar pela primeira vez em Íçara, o que é muito bacana, to bastante ansioso por esse show. O repertório vai ser muito parecido com o que a gente tem feito, mas com algumas pequenas novidades, então o pessoal que for a turnê com certeza vai a vai aproveitar bastante o show, tanto por causa das músicas do Omni quanto destas pequenas novidades.


A banda tem anunciado que a “Magic Mirror Tour” será a parada final antes do próximo álbum. Já existe alguma composição desse próximo trabalho que poderá dar as caras em algum momento dessa turnê? Ou tudo isso ficará reservado para essa etapa de composição do disco após a turnê?

Andreoli: A gente tem algumas ideias sim, algumas ideias embrionárias pro próximo disco, mas nada que a gente vá tocar durante a turnê. Estamos ainda no processo de composição, mas essas músicas ainda nem estão próximas da prontas, é até cedo pra mim pra fazer isso. Aí a gente deve ainda este ano entrar estúdio para gravar o próximo disco do Angra.



Voltando a 2018, é impossível não lembrar que vocês tiveram a oportunidade de fazer uma grande viagem pelo mundo. Foram 104 shows, 25 países e incontáveis fãs que tiveram a oportunidade de ver o que podemos dizer que foi uma das melhores épocas do Angra. Mesmo sem querer desmerecer o passado do Angra, você concorda que a banda está vivendo seu melhor momento agora?

Andreoli: Eu acho que a banda está com certeza em um dos seus melhores momentos, principalmente no aspecto da relação interpessoal. A gente vive uma momento muito legal estando juntos, na estrada, no estúdio, desfrutando da companhia um do outro. A gente se diverte bastante, e é claro que o trabalho é pesado, né, fazer 104 shows pelo mundo, com tantas viagens e com tudo que envolve a produção de um show, o tanto de espera que você tem ao longo dos dias, é sim muito cansativo, mas que seria impossível se não fosse a boa relação que a gente tem agora. Eu acho que, inclusive, o resultado das nossas ações tem sempre sido de muito sucesso. O disco foi extremamente bem recebido, estamos muito felizes com a recepção dos fãs e isso da um ânimo muito bom pra gente entrar estúdio novamente para fazer o sucessor do Omni. 


Inclusive havia sido anunciado que essa turnê renderia o DVD “OMNI LIVE”. Quais informações quanto a esse material você poderia nos passar?

Andreoli: O DVD do Omni foi gravado em julho ou agosto do ano passado, ele provavelmente não sair neste ano por que ele vai fazer parte da nossa estratégia pro ano que vem. A ideia é concentrar realmente no novo disco esse ano, e aí 2020 a gente lança esse DVD.


Aliás, o Omni foi um disco muitíssimo bem aclamado pela mídia e pelos fãs, teve uma aceitação quase unânime, algo que era difícil de acontecer pois o parâmetro “Temple of Shadows” sempre era “ativado” e usado para tirar os méritos dos trabalhos que foram feitos. Como vocês encaram o fato de terem construído discos tão fortes ao longo da carreira que gera esse tipo de cobrança e alto nível de expectativa para cada lançamento?

Andreoli: Omni foi sim muito bem recebido, é claro que existe sempre uma parcela dos fãs que um pouco mais saudosista, ou que esperavam alguma outra coisa, é normal, inclusive no Temple of Shadows foi assim também. Quando o Temple of Shadows foi lançado ele foi um disco bastante estranhado por alguns fãs, especialmente por aqueles da fase mais melódica do Angra, por que é um disco mais denso, mais progressivo, então demorou alguns anos até virar essa quase unanimidade que é considerado. O Omni passou pelo mesmo processo, mas o "grosso" dos fãs recebeu muito bem o disco, alguns outros demoram um pouco mais de tempo e alguns outros simplesmente acham que a gente já fez trabalhos melhores, isso é comum para qualquer banda. Eu acho que o disco é muito forte e ta ali pelo menos no Top 3 de discos mais fortes da banda, na minha opinião.


É notável que a banda investiu forte na produção de conteúdo audiovisual. Foram quatro músicas que ganharam clipes, além de “Travelers of Time” que recebeu um lyric vídeo, fora todo o conteúdo que recheia o canal da banda no YouTube. Como foi a decisão para escolher as músicas que receberiam o vídeo? E chegaram a pensar em fazer tal como o Metallica fez em “Hardwired... to Self Destruct”, que seria lançar um clipe para cada música do álbum?

Andreoli: Nós chegamos a pensar sim em ter um vídeo pra cada música do álbum, mas o que acontece: conforme vai passando o tempo de lançamento estes materiais eles vão perdendo um pouco a força. É diferente de quando você lança um clipe de uma música inédita, por exemplo, ou de um disco que acabou de ser lançado. Você lançar um clipe um certo tempo depois, ele vai começar a perder efetividade, porque as pessoas já conhecem aquela música e somente o clipe que é a novidade. E fazer dez clipes do uma vez, que nem o Metallica fez, é uma coisa super difícil e de custo super alto, mas quem sabe no próximo álbum a gente consegue chegar já no lançamento com mais vídeos, com mais material audiovisual, que eu acho que é uma tendência inescapável pro futuro, e ajuda muito a pessoa a visualizar tua ideia daquela música, não só na letra mas também na história que o clipe conta.


“Magic Mirror” foi a faixa escolhida para nomear essa jornada que vai encerrar esse período Omni do Angra. O significado dela dentro do conceito de Omni foi importante para a escolha desta música para ser o “carro-chefe” dessa turnê ou houve outro motivo?

Andreoli: Na verdade a "Magic Mirror" ela é uma música que sintetiza muito mensagem a do Omni, pela sua letra, e musicalmente, especialmente, eu acho que ela sintetiza vários momentos do disco, porque é uma música comprida, muito completa, e eu acho que é uma boa representante. Inclusive, ela foi o meu voto, vencido obviamente, para ser o single de apresentação do disco, pois essa era a faixa que eu achava que melhor representava o disco, mas a gente acabou escolhendo depois a "Travelers of Time". Mesmo assim a "Magic Mirror" é para mim uma peça central do disco, de super importância, e por isso ela foi escolhida como o nome dessa turnê, também por ser uma das músicas mais queridas dos fãs.




Felipe, fico muito grato por ter tido essa oportunidade de ter esse momento de conversa com você, o Brasil todo, sem dúvida, agradece o trabalho que você e o Angra tem feito em pró da boa música de nosso país, que é, indiscutivelmente rica e merece sempre ser valorizada. Peço para que deixe um recado para aqueles que nos acompanham e que anseiam por ver a banda de perto nessa próxima turnê.

Andreoli: Muito obrigado Vinicius pela tua entrevista, e garanto que a gente tá muito muito ansioso para conhecer aí o pessoal de Íçara, estar aí pela primeira vez, ainda mais com muita vontade também de voltar aos palcos, depois desses meses todos que a gente estava parado, então podem esperar que vai ser um show com muita energia e com muita vontade, e a gente vê vocês por aí no dia 18 no Colher de Chá!

Rocket Five: banda completa 5 anos de atividades e anuncia novo álbum, além de novo integrante

Em abril a banda Rocket Five de Campinas/SP completou cinco anos! Cinco anos de shows, de festivais, composições, novos parceiros e MUITO Rock and Roll!



Para comemorar esses cinco anos dois anúncios foram feitos! Em primeiro lugar a banda anuncia o lançamento do seu primeiro álbum ao vivo, “Rocket Five Movin’ on the Station”, gravado no festival Usina Jam em dezembro de 2018. Anunciam também a integração de um novo membro à banda!

Ettamyr Catelli chega para assumir os vocais, acrescentando mais uma voz ao coro do Rocket Five! Com grande experiência em bandas como Major Tom, Black Betty e Spitfire, Etta chega pra fazer gritar o Rock and Roll!

Confira a banda no Spotify:

Discografia
2016 “Rocket Five” (EP)
2018 “On the Move”
2019 “Easy Livin'” (Single)
2019 “Movin' On the Station” (Live)

Line-Up:
Ettamyr Cattelli: Vocais
Eduardo Haszler: Guitarra/Vocal
Ricardo Marks: Baixo/Vocal
Leonardo Meliani: Órgão/Synth/Vocal
Julio Pilenso: Bateria/Vocal

Mais informações:

Fonte: VH Press

QUADRO NEGRO #16 - Ich Liebe WIZO: três razões pra você prestar atenção nessa banda

Antes de eu nascer e provavelmente você também, WIZO já existia. 




Desde 1987, o power trio punk alemão de extrema esquerda já fazia seu som, como eles mesmos definem, "contra nazis, racistas, machistas e outros babacas!", tornando-se parte do movimento fun-punk alemão (a inglesa The Toy Dolls, que esteve há pouco tempo no Brasil, é exemplo de bandas do gênero fun-punk inglês ou punk patetique, que iniciou nos anos 70 e abrangeu algumas bandas nos anos 80 também).


Razão Um


Trinta e dois anos com a energia de sempre: o primeiro motivo pra você ouvir WIZO é comparar o primeiro álbum de estúdio, Für'n Arsch, de 1991, com o último, Der, de 2016.


Der caminha mais pelo pop punk do que Für'n Arsch. Mas se as músicas de Der passeiam mais pela dança do que pelos stage dives mentais, as letras continuam com a mesma pegada de humor, antifascismo e política. 



Destaque para Antifa, minha favorita do álbum Der


Razão Dois

WIZO já gravou pela Fat Wreck, mas não tem aquele estilo de sempre da maioria das bandas crias de lá. 

Além disso, eles cantam em seu idioma nativo, que é o alemão (a banda é de Stuttgart) e, pra quem acha que hardcore e punk bom tem que ser em inglês, essa é a prova de que definitivamente, esse pensamento está super ultrapassado! O mundo tem mais cena punk além da ponte Califórnia-Suécia!

Essa também é uma boa oportunidade pra descobrir outras bandas punks alemães (como a banda Die Toten Hosen, por exemplo, e a Die Ärzte - esta última com estética a la Green Day, mas com um baterista cantor, bem como Satanic Surfers fez por muitos anos e Mute faz até hoje).


Razão Três

Os caras são avassaladores ao vivo! Confira no video abaixo, WIZO ao vivo no festival alemão Taubertal Festival, com o baterista novo Alex Stinson.




Metal com Batata: confira a programação do programa #74


O Programa METAL COM BATATA entrevistará neste sábado, dia 04 de maio, Aline Happ,  vocalista da banda Lyria. Uma banda de Metal Alternativo Sinfônico do Rio de Janeiro, idealizada pela vocalista e compositora Aline Happ em 2012. Com um apanhado de diversas vertentes dentro do Heavy Metal além de música celta e pop, o Lyria conseguiu desenvolver uma sonoridade forte e autêntica, com grande destaque para os lindos vocais, riffs poderosos e refrãos marcantes. Com apenas 7 anos de estrada, a banda é considerada um dos grandes nomes da nova geração do metal, contando com uma base de fãs em ascensão ao redor do mundo, principalmente no Brasil, Estados Unidos e Europa.



Na entrevista Alyne Happ contou como foi a tragetória da banda  desde seu início em 2012 até a data de hoje e de onde surgiu o nome Lyria. Também foi falado sobre a produção de seus dois discos que foram realizados através de financiamento coletivo, sendo que já no primeiro disco, a banda recebeu mais recursos de fãs de fora do Brasil, mostrando a popularidade que a banda tem na Europa e nos Estados Unidos.
O foco principal da entrevista foi o lançamento  de seu novo trabalho, o álbum  “Immerson”, lançado em 2018, que mantém a temática, abordando assuntos como autismo, ansiedade e depressão. O álbum contou com uma campanha de financiamento coletivo que arrecadou mais de 13.000 dólares.


A banda Lyria possui como integrantes:
Aline Happ - vocalista,
Rod Wolf - guitarra
Thiago Zig - baixo
Thiago Mateu - bateria
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O programa Metal com Batata vai ao ar na Mutante Radio e pode ser ouvido através do site da rádio www.mutanteradio.com às 23h59min deste sábado, 04 de maio de 2019!!! Não percam!!!!

Dead Kennedys: desfecho final tem até camiseta com o pôster ''polêmico'', confira a nota oficial da 'EV7 Live'

Dead Kennedys não vem e aparentemente, não está nem ai para seus fãs brasileiros. Após semanas de posta e exclui (obrigado teclado por existir o printscreen), a banda agora fica calada e nem a produtora eles respondem e quem arca com o rombo da devolução dos ingressos? Não é a EV7 Live, afinal, o Dead Kennedys disse que ''doaria'' o valor arrecadado a instituições não divulgadas, assim como os valores também não foram divulgados.




Confira a nota oficial da "EV7 Live":
Nota oficial sobre o cancelamento dos shows do Dead Kennedys no Brasil

Fomos bombardeados de e-mails e telefonemas desde a segunda feira da semana passada (22) por causa do famigerado poster que criamos para a turnê do Dead Kennedys no Brasil. Em respeito à banda e pelo contrato que tínhamos, nos abstivemos de fazer qualquer comentário público sobre o assunto – até agora. Na última sexta-feira, sem nos comunicar previamente ou mostrar qualquer boa vontade de discutir a questão, a banda anunciou o cancelamento dos shows no Brasil.


Ao longo da última semana, enviamos vários e-mails à banda, seu empresário e agente de reservas. Chegamos a oferecer a eles um generoso bônus para que reconsiderassem a possibilidade de vir e fazer os shows. Também oferecemos vários cenários amigáveis de cancelamento. Tudo o que queríamos era que a banda arcasse com os custos de reembolso daqueles que compraram ingresso antecipadamente. Todos os nossos e-mails foram negligenciados.
Diante da ausência de interesse da banda por um acordo amigável, não temos mais por que segurar nada. Vamos lá.


1) O conteúdo da arte foi aprovado por East Bay Ray diretamente ao desenhista, Cristiano Suarez. Abaixo (nos comentários) o print do e-mail que poderíamos ter soltado semana passada, mas que seguramos na tentativa de contornar o problema.


2) O Instagram oficial do Dead Kennedys compartilhou o poster. Print também nos comentários. Foi o compartilhamento pela página da banda que levou à viralização da imagem.


3) Horas depois que a imagem já era viral e trending topics no Twitter, a banda nos escreveu dizendo que a arte não havia sido aprovada para uso e que deveria ser retirada de toda a internet. Já era tarde, evidentemente.
4) Fizemos um acordo para continuar com os eventos na quarta-feira dia 24, mas a banda rompeu este acordo de maneira unilateral na sexta dia 26, anunciando o cancelamento dos shows.


5) A banda decidiu não devolver o dinheiro dos fãs. Em sua própria nota de cancelamento (que eles apagaram, mas pode ser lida em qualquer lugar na internet), a banda disse que pretende doar parte do dinheiro dos fãs que compraram ingresso para “instituições de caridade”. Não informaram quais instituições nem qual valor. Todos sabem o nome disto.


6) Nós da EV7 Live vamos arcar com o custo astronômico de reembolso de todos os ingressos. Para tanto, estamos abrindo venda de camiseta e pôsteres especiais com a famigerada arte no intuito de levantar recursos para cobrir o reembolso da galera. Não usaremos nome ou marca da banda no pôster. O site para aquisição de camiseta e poster é https://ev7live.lojaintegrada.com.br.


7) Para aqueles que, como a gente, ficaram bastante decepcionados com tudo o que aconteceu de uma semana para cá, estamos com uma versão da camiseta chamada “CHICKEN KENNEDYS”. Atenção: “Chicken Kennedys” não possui relação alguma com nenhuma banda que você conhece e não infringe nenhum direito autoral ou propriedade intelectual. Se você está fazendo associação com alguma banda, isto é coisa da sua cabeça.


8) As vendas serão feitas exclusivamente pelo site https://ev7live.lojaintegrada.com.br e o frete já está incluso no preço dos produtos. As tiragens são limitadas e todos os recursos advindos da arte serão usados para cobrir o rombo causado pela inconsequente decisão da banda. Também está incluso no preço os devidos royalties ao autor da arte. Cristiano Suarez.


8) Comprando camiseta e poster no site abaixo, vocês terão certeza de que estarão adquirindo um produto com máxima qualidade de impressão. É possível encontrar a arte em outros sites por aí, mas eles estão usando imagens em baixa resolução. Além disso, comprando no site abaixo, vocês estarão ajudando uma produtora que foi lesada financeira e moralmente por pessoas mal organizadas, além de remunerar de maneira justa o ilustrador.


9) Sobre os reembolsos:
Rio: quem comprou presencialmente pode dirigir-se à bilheteria do Circo Voador. Quem comprou on-line basta aguardar o reembolso automático pela Tudus.
São Paulo, Belo Horizonte e Brasília: seja presencial ou online, os compradores devem preencher este formulário e aguardar instruções de reembolso pela TicketBrasil a partir de hoje : https://ticketbrasil.com.br/cancelamento-da-compra/evento-cancelado/.
-SITE para aquisição de camiseta e poster: https://ev7live.lojaintegrada.com.br/
-Tanto o ilustrador (cristianosuarezartist@gmail.com) quanto nós da EV7 Live (ev7live@gmail.com) estamos disponíveis à imprensa para maiores esclarecimentos sobre o ocorrido.

PRINT DA APROVAÇÃO DA ARTE 


DEAD KENNEDYS DIVULGANDO OFICIALMENTE O CARTAZ


Em meio a comentários de pedidos de uma turnê com Jello Biafra, o verdadeiro Dead Kennedys a produtora informa que o convite já foi feito. Agora é aguardar!

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #122

Chegou o fim de semana e com ele nosso super Topfive. Selecionei algumas bandas extremamente fodas do cenário nacional para vocês conhecerem. Portanto, pegue sua bebida, deite no sofá e curta essas bandas em máximo volume! 




01) OctoDemon - Stoner/Groove Rock - São Paulo/SP


A banda paulistana OctoDemon surgiu em 2017 e embora seja uma banda relativamente nova, os caras lançaram o primeiro single intitulado 'Desert Dance' (2018) e recentemente lançaram o single 'The Call' (2019) que saiu na coletânea O Subsolo vol.4. A banda pratica um Stoner/Groove Rock extremamente bem executado, com boas melodias, vocais marcantes e cozinha precisa. É uma banda sensacional, escutem! 


02) Retaliate - Thrash/Death Metal - Joinville/SC


A banda joinvilense Retaliate foi formada em 2014 e já conta com um álbum chamado 'Stream Of Excrements' (2016), 'Death Does Not Heal' (2017) e 'Tormented By Eternity' (2018). A banda vem ganhando destaque na cena de Santa Catarina e estão mostrando cada vez mais que o Brasil é um puta produtor de bandas de Thrash Metal. 

03) Mask Of Semblant - Progressive/Melodic Death Metal - Florianópolis/SC


A banda florianopolitano Mask Of Semblant foi formada em 2015 e pratica um Progressive/Melodic Death Metal, extremamente técnico, com belas ambientações, solos, cozinha impecável e vocais extremamente trabalhados. A temática das letras da banda é bem diferente e fala sobre cada cavaleiro do apocalipse, os músicos utilizam vestimentas e máscaras características e fazem um show extremamente foda. Seu EP de estreia 'Existence' (2017) recebeu ótima repercussão e foi lançado pela Socoloski Recordings. Escutem! 

04) Dead Sky Dawning - Metal/Hardcore - Curitiba/PR



A banda curitibana Dead Sky Dawning foi formada em 2016 e logo em seguida lançaram seu primeiro trabalho 'It's Not About Believing' (2017). A banda continuou trabalhando na continuação do primeiro álbum, que se tornou o 'It's About Making It Happen' (2017), ainda no mesmo ano a banda lança 'The Happening' (2017) pela Mali Chords. A banda pratica um Metal com influências de Hardcore muito criativo e inovador. É uma banda sensacional e que tem muito chão pela frente!

05) Dead Live - Horror Punk - Manaus/AM



A banda manauara Dead Live foi formada em 2015 e decidiram por seguir uma temática que vai te proporcionar a sensação de estar em meio a um apocalipse zumbi. A banda gravou seu primeiro álbum 'Mortos Vivos' (2016) e obtiveram uma boa repercussão, logo em seguida lançaram 'Bar From Hell' (2017) e no ano seguinte lançaram 'Manicômio' (2018). Os músicos são extremamente profissionais e praticam um som inovador, divertido e sombrio. É um Horror Punk de primeira e extremamente bem executado. Curtam!

Inocentes: lançado EP "Cidade Solidão"



Foto: Murilo Amancio

Estamos aqui para revolucionar a música popular brasileira, para pintar de negro a Asa Branca, atrasar o Trem das Onze, pisar sobre as flores de Geraldo Vandré e fazer da Amélia uma mulher qualquer”, escreveu Clemente Nascimento em 1982, um ano depois da formação do Inocentes, grupo de performance poderosa e um dos porta-vozes do movimento punk no Brasil. O anúncio era o que estava por vir no primeiro EP, “Miséria e Fome” (1983), e de lá para cá, o Inocentes acumulou na bagagem, além da experiência de banda veterana no cenário musical, uma extensa discografia. Na última sexta-feira (12), a banda divulgou um novo EP, intitulado “Cidade Solidão”, que segundo o vocalista e guitarrista Clemente Nascimento, “olha para o passado como inspiração para seguir em frente. É uma atualização do que seria feito no começo da carreira, com a mesma energia e criatividade, trazendo elementos novos sem se distanciar das raízes”.

Lançado pela gravadora paulista Hearts Bleed Blue (HBB) em vinil 7 polegadas para comemorar o Record Store Day de 2019, o EP conta com as faixas “Donos das Ruas”, “Fortalece” e “Cidade Solidão”, além da regravação do clássico “Escombros”, lançado originalmente no álbum “Ruas”. “Na época em que ‘Escombros’ foi gravada, em 1996, a banda não tinha a rodagem que tem hoje. Agora conseguimos registrá-la da maneira que queríamos e o resultado ficou ótimo, a música ganhou vida novamente”, conta Clemente. O EP está disponível também nas principais plataformas digitais, e neste formato ele ganha ainda a faixa bônus "Terceira Guerra", um cover da banda paulista Fogo Cruzado.

“Cidade Solidão” foi produzido por Wagner Bernardes e tem a capa assinada por Antônio Augusto, que também traz um resgate do passado. “A arte foi feita com o mesmo espírito dos compactos punks que comprávamos em 1977”, revela Clemente.

Ouça “Cidade Solidão”:
hbb-records.lnk.to/cidade-solidao

Garanta a sua cópia do EP:
inocentes.hbbstore.com

Fonte: HBB

Resenha: Amaldiçoado Seja - 100 Dogmas (2019)

Geralmente eu ouço tudo quanto é tipo de música (com exceções, claro). Recentemente descobri o 100 Dogmas, que executa um Groove Metal com pitadas do Stoner. A banda foi formada em Blumenau/SC, cidade esta que vem voltando a apresentar boas bandas como Viletale, Overblack e Isla dela Muerte.




100 Dogmas já continha um EP autointitulado lançado em 2018 e esse EP foi responsável por botar a banda no cenário, porém, agora o grupo lançou um novo EP intitulado "Amaldiçoado Seja" que com toda a certeza fixa a banda como uma das mais promissoras bandas catarinenses de Metal, ouso a dizer que do sul do Brasil.

"Amaldiçoado Seja" já inicia com uma intro muito interessante, obscura e groovada, ou seja, já preparava os ouvidos para o que estaria por vir. Dali para a frente, é um show de técnica, entrega e dedicação. Os excelentes vocais de Rafhael Jorge são o que definem o estilo da banda, oras rasgados em outrora calmos e técnicos. As guitarras dão um show a parte, sob o comando do André Luis e a cozinha como um bom Groove Metal e aquela pitada de Stoner já citada, não poderia ser diferente, coesa e firme, na responsabilidade dos músicos Thiago Chocolate e Maycon Souza, baterista e baixista respectivamente.

Um ponto importante a destacar é a qualidade sonora das gravações, mixagem e masterização. Todos os instrumentos e junto do vocal, são regulados muito bem. É perceptível cada instrumento no seu devido lugar e isso torna a audição desse disco, mais relaxante (quem resenha discos, sabe do que eu estou falando). Não poderia deixar também de destacar que as músicas da banda são todas em língua pátria, o bom Português está presente nas letras e isso aproxima o público da banda.

Uma das faixas mais marcantes do disco é um alerta aos problemas da ansiedade, a faixa intitulada "Ansiedade" é a terceira faixa do trabalho e faz um alerta para estar alerta, pois esse problema pode afundar um ser humano e talvez, seja por isso que o Metal é encantador em vários aspectos, mas principalmente pela forma de expressar problemas cotidianos, enquanto outros gêneros "musicais" consistem a falar de chifres, rebolar e putaria, o Metal procura buscar letras contra problemas sociais e assuntos deste nicho. (Sim, existe muito Metal/Rock com putaria e ruim pra caramba, não é o caso deste disco, rs).

Trabalho simples, de entrega e dedicação total por parte dos membros da 100 Dogmas. Os vocais que tem uma influência forte de Pantera, é quem chama os holofotes para si. Todo o instrumental é muito bem trabalhado e rigorosamente encaixados nas músicas. As temáticas sou suspeito em falar, mas afirmo que foram pontuais e sem firulas ou gracinhas, direto ao ponto e objetivo. A 100 Dogmas ainda tem muito a apresentar ao cenário da música pesada, seguem em direção a isso, basta manter o foco e a pegada apresentada. 

TRACKLIST
01) Intro
02) Genética
03) Ansiedade
04) Resistência & Emiliano Calandra
05) Rancor

FORMAÇÃO
Rafhael Jorge - vocal

André Luis - guitarra / produtor
Maycon Souza - baixo
Thiago Chocolate - bateria

Paulo Schroeber: entrevista realizada em 2013 e liberada em 2019



Paulo Schroeber foi um guitarrista, produtor, compositor e professor, já tocou nas bandas Almah, Hammer 67, Astafix, Fear Ritual e Paulo Schroeber solo. Nesta entrevista, Paulo nos contou um pouco sobre sua trajetória na música até chegar ao reconhecimento, sobre sua saúde, dicas e exemplos de perseverança. Fiquem aqui com esta grande aula do grande mestre Paulo Schroeber!

Nota: a entrevista foi realizada em 2013, publicada em um site que acabou e nunca obteve tanta divulgação. A encontrei em meus arquivos e compartilho com vocês.

Olá Paulo, tudo bem?

Paulo Schroeber: Tudo tranquilo, primeiramente gostaria de agradecer ao brother Caio Botrel por ter me concedido essa entrevista.

Paulo, você poderia nos contar um pouco sobre seu começo na música?

Paulo Schroeber: Quando eu era muito mais jovem, acho que tinha lá meus 15 anos, fiz uma guitarra em casa, com uma porta velha que havia no quintal, acho que foi coisa de vocação mesmo. Após várias tentativas frustradas, finalmente meu pai me deu um violão velho, e logicamente não fazia a mínima ideia do que eu estava fazendo, até que novamente ele encheu o saco de ouvir aquela barulheira que eu fazia todo o dia e me pagou algumas aulas com um professor local.

Ao mesmo tempo em que fazia essas coisas tive o meu primeiro contato com o Metal, com o clássico Restless and Wild do Accept, que o namorado da minha irmã trouxe em vinil lá em casa, pois não existia cds na época, e já na primeira ouvida fiquei maravilhado com aquelas guitarras e o vocal agressivo do estilo. Depois foi como uma bola de neve, cada vez mais fui conhecendo mais bandas e comecei a comprar meus próprios discos.


Como era a sua rotina de estudos para a guitarra e o violão? 

Paulo SchroeberDepois que fiz algumas aulas com meu primeiro professor, resolvi mudar, pois eu aparecia nas aulas mais do que ele, e comecei a fazer aulas de violão clássico, com um professor que era uma das referências da cidade aqui em Caxias do Sul.

Era um ótimo professor, eu estudava umas seis horas de violão clássico e mais umas seis horas de guitarra por minha conta, mas esse período durou uns três anos, pois depois não aguentei a rotina do violão, que era muito pesada e disciplinada, estava em plena adolescência e queria curtir a vida.

Continuei os estudos com a guitarra e comecei a dar aulas, contra a vontade de minha família, que queria que eu fizesse faculdade, mas persisti, e até foi bom que as coisas aconteceram dessa forma, pois analisando de outro ponto de vista provei para eles que é possível, se você é dedicado no que faz, colher bons frutos com o que quer que você escolha fazer da sua vida.


Você é professor, guitarrista, produtor, qual dica você daria para as pessoas que estão querendo viver de música e tocar em uma banda?

Paulo SchroeberPara viver bem de música você tem que fazer de tudo um pouco, na realidade, ao contrário do que muitos pensam por aí, o músico sério trabalha muito, toca na noite, produz, dá aulas, tem suas bandas além de sempre ter que estar se aperfeiçoando, depende das escolhas que a pessoa faz.

Eu atualmente infelizmente estou semi aposentado, devido ao meu problema de saúde, então dou apenas algumas aulas.

A minha dica é simples, caia de cabeça no que quer que você escolha e trabalhe duro, se quiser ser professor, vai ter que se adaptar a rotina, tocar de tudo, se escolher ser produtor a mesma coisa e por aí vai, o fator mais importante é ser eclético, pois tem que trabalhar com qualquer tipo de música.

Paulo, você é integrante das bandas Astafix, Hammer 67, Fear Ritual, Naja e sua carreira solo, e também é ex integrante da banda Almah, como você consegue conciliar seu tempo para tocar em todas estas bandas, dar aulas e produzir? 

Paulo SchroeberComo disse anteriormente, devido a minha atual situação, estou no momento apenas dando algumas aulas, gravando em vídeo meus trabalhos anteriores do Almah e futuramente de meu disco solo.

Inclusive o produtor Alex Milesi está em fase de gravações de meu primeiro videoclipe de meu cd instrumental, da música “To my Father” que acredito que será único e especial. 
O Astafix está totalmente parado, pois o Wally está no aguardo do que vai acontecer comigo, e a Naja acabou já faz bastante tempo.

Tenho me dedicado bastante a Fear Ritual, que exige um trabalho enorme, pois o som é bem complexo, nós temos feito alguns ensaios, mas vai ainda demorar para a gente gravar, porém todas a guitarras estão já gravadas, faltando apenas alguns solos, mas vai ser difícil também cair na estrada com a banda, pois queremos apenas, eu e Ale Amorin registrar nosso trabalho de 15 anos atrás.

Com a Hammer 67 sempre que o Paganela (vocal) está disponível estamos compondo, e logo virá outro cd por aí, talvez com bem menos samplers e bem mais trabalhado que o primeiro registro, que era algo na linha do Rock/Metal Industrial, estilo pouco apreciado aqui no Brasil.


Poderia nos contar um pouco sobre suas bandas e os estilos?    

Paulo SchroeberMinha primeira banda foi o Sepulchred, que era noise total, totalmente underground na época. Depois veio a Fear Ritual, o som já era bem mais trabalhado, na linha do Technical Death Metal, com partes melódicas também acrescentadas nas músicas.
Gravamos um Ep com três músicas pela Wild Rags Records de Los Angeles, e foi muito legal, mas devido a problemas internos e eu estar cada vez mais obcecado por colocar cada vez mais riffs nas músicas, a banda acabou se dissolvendo, devido  ao desgaste dos músicos e a saída de Ale Amorin.

Como eu estava totalmente quebrado financeiramente e o mercado na época era muito favorável conheci uma garota chamada Tita Sachet e convidei ela para montar uma banda de Rock Alternativo, que tocava muito na época nas grandes rádios aqui no Sul.

Foi aí que comecei a ganhar dinheiro e minha família aceitou minha escolha profissional, pois rodamos o estado inteiro fazendo de dois a três shows por semana por muitos anos, essa banda se chamava FallUp.

Devido a problemas nas cordas vocais da vocalista e problemas pessoais, fomos obrigados com a banda já no topo, com contrato com uma grande gravadora e muitos shows, trocar de nome e encontrar outra vocalista. Optamos por uma garota de Porto Alegre chamada Izmália Ibias, e gravamos um cd e um DVD, a banda teve seus bons momentos, ganhamos alguns prêmios, como o Prêmio Açorianos de melhor intérprete, fizemos bastante shows, mas a vocal optou por ficar apenas com sua carreira solo.

Até fizemos uma última tentativa com outra vocalista, mas a banda já estava muito desgastada e optei por acabar a banda.

Fiquei acho alguns anos tocando alguns covers do Pantera, até que surgiu a oportunidade de fazer um teste para tocar no Almah. O Edu gostou do meu estilo de tocar, acabei entrando na banda e ao mesmo tempo eu e Niuton Paganela já estávamos planejando fazer alguma coisa diferente, que acabou se tornando a Hammer 67, e conheci o Wally em um bar em SP, ele me convidou para fazer uma participação no disco e acabei entrando no Astafix, que já é uma praia Trash/Death old school.

Hoje em dia obviamente estou fazendo bem menos coisas do que antigamente, pois ainda não tenho condições de tocar ao vivo.


Você saiu da banda Almah devido a problemas de saúde, como está a situação hoje em dia?

Paulo SchroeberMuita gente, mas muita gente mesmo me pergunta sobre isso hoje em dia, e tento na medida do possível responder a todas elas.

O fato é que estava com Miocardiopatia Hipertrófica no último estágio da doença, ou seja, estava morrendo, e não havia mais condições de eu continuar com nada.

Atualmente vivo uma vida tranquila, na medida do possível, pois ficar só em casa me deixa muito ansioso, gasto muito dinheiro com medicamentos, e obviamente minha família me ajuda, pois os custos são altos.

Emagreci 20 quilos desde a minha terceira cirurgia, mas posso afirmar que estou melhor, mas longe de estar ao ponto de viver uma vida normal, pois tem dias que passo muito mal, e tem dias que estou muito bem.

É uma doença bem instável e a pessoa tem que tentar pelo menos manter um astral bom, o que não é nada fácil, pois praticamente tudo faz mal. Desde a alimentação, esforço físico e é claro bebidas alcoólicas.

Obviamente não faço tudo o que o médico diz, pois senão a pessoa não se sente viva e entra em depressão.

Aprendi a conviver com isso, e tem dias que fico mal, mas vou vivendo um dia de cada vez e tentando ocupar sempre minha mente com alguma coisa, e não girar minha vida em torno da doença.

Além disso, logo após a terceira cirurgia acabei um relacionamento de 8 anos, que foi muito doloroso para mim, pois estava muito debilitado e precisava muito de alguém ao meu lado, na época.

Por isso sou eternamente grato a minha mãe, sem sombra de dúvidas sem ela não teria conseguido, não tenho palavras para expressar minha gratidão a essa pessoa maravilhosa que ficou ao meu lado todo esse tempo.

Atualmente sinto um pouco de falta de ar, ansiedade e cansaço, mas dá para ir levando, e depende também muito do dia.

Em outubro farei outra ecografia e vou ter um parecer mais claro de minha situação.


Você sente falta da rotina de shows e como é para você, saber que tem tantos fãs ao redor do mundo e que mesmo muitos não te conhecendo pessoalmente, estão torcendo por você e por sua melhora e sucesso?

Paulo SchroeberCada show para mim em todas as minhas bandas, tocava como se fosse o último de minha vida, até por isso optei por parar de tocar ao vivo, pois exige um esforço físico considerável de minha parte.

Sinto muita falta do calor do público, principalmente no Almah, onde o pessoal me tratava com muito carinho, foi realmente um sonho realizado ver no final do show que os fãs gostavam de mim de verdade, é uma experiência muito gratificante.

E pode ter certeza que sou extremamente grato a todas as pessoas que estão sempre acompanhando meus trabalhos, me mandando mensagens positivas, e torcendo por mim, aqui deixo meu muito obrigado do fundo do meu coração a cada uma delas.

Você poderia nos contar uma história engraçada de alguma turnê que você fez?

Paulo SchroeberFoi engraçado na época que o Almah fez a turnê no Nordeste, e como o Marcelo Moreira conseguiu o tão cobiçado quarto separado, pois na época esse status era só do Edu.

O homem quando dorme ronca tão alto, mas tão alto que é praticamente impossível dormir perto do cara, imagina ao lado dele, e sempre sobrava para mim dormir no mesmo quarto do rapaz.

Eu demoro mais ou menos uma hora para pegar no sono, ele já é instantâneo, e começa a roncar praticamente na hora, chega a ser engraçado.

Dessa vez estávamos em uma pousada não lembro em qual lugar, em um quarto pequeno, onde as duas camas eram praticamente coladas uma na outra. Não deu outra, quando o bixo dormiu já começou aquela barulheira infernal, e eu tinha esquecido meus protetores de ouvido, lembro que coloquei no celular um Mastodon a todo o volume, não estou exagerando, e ainda ouvia ele roncando.

Resultado...não consegui dormir nada e estava completamente acabado no café da manhã, e o resto da banda me vendo naquele estado, ficaram apavorados, pois estava branco e com muitas olheiras, daí contei o que tinha acontecido.

A partir desse dia foi decidido que o Moreira ia dormir em quarto separado, pois os caras ficaram com tanta pena de mim que o quarto single seria dele depois do que aconteceu.

Fora o dia em que estávamos em Brasília, e preferimos dormir no andar de cima da casa do Marcelo Barbosa, em quatro pessoas no segundo andar, todos apertados, do que dormir do lado do Moreira que estava com todo o primeiro andar da casa só para ele...kkkkk...lembro do Edu dormindo embaixo da mesa do computador do Barbosa, tamanho o medo dele de dormir do lado do cara.

Nós sabemos que a cena do Heavy Metal nacional, não é muito a favor dos músicos e bandas, devido ao fato de o estilo não ser muito popular no Brasil, você poderia nos dizer como realmente funciona para as bandas nacionais que não são mainstream?

Paulo SchroeberOlha, talvez essa pergunta seja mal interpretada, não é que o público não seja a favor das bandas underground, apenas não se pode viver disso, e as vezes erroneamente se culpa o público a esse fato.

Bandas que estão começando vão tocar para poucas pessoas, a não ser que paguem para abrir para uma banda maior, e mesmo as bandas “mainstream” do Metal Nacional exigem muitos custos, aí sempre tem que fazer alguma coisa por fora para ganhar mais alguma grana, como dar aulas, workshops, etc.

Conheço vários exemplos, que não vou citar, obviamente de bandas que o público pensa que os caras moram em uma mansão, mas na realidade o cara mora com a família (não vejo prolema algum nisso) e a banda apenas dá um certo status, e outras que tiram seu sustento com outros negócios.

O lance é meter a cara e fazer porque gosta, o que vier depois é resultado do trabalho.

Por fim, gostaria de saber qual foi até então o momento mais marcante em sua carreira musical?

Paulo SchroeberOlha fiquei muito lisonjeado quando o Edu Ardanuy ainda recém saído do Almah me cumprimentou e disse que ele estava sendo muito bem substituído...foi realmente muito gratificante ouvir de um músico do nível e ao mesmo tempo da simplicidade e carisma dele essas belas palavras.

E também todo o processo que passei com o Almah, foi muito legal conhecer pessoas novas, passar por uma banda que estava tocando até razoavelmente bastante na época, e ver como funciona de verdade o mercado do Heavy Metal Nacional e como se pode ou não tirar sustento disso.

Muito obrigado pela entrevista Paulo! Desejo a você o melhor, melhoras e sucesso!

Paulo SchroeberEu é que agradeço novamente a oportunidade, e espero continuar com meu trabalho e também sempre lembrando de agradeçer a todas as pessoas que vem me acompanhando nessa luta.

Muito obrigado Paulo! Cara, te desejo melhoras, sucesso e obrigado por ser uma inspiração também!

Paulo foi um dos maiores guitarristas da história do Brasil. Com sua genialidade, carisma e musicalidade, inspirou e inspira músicos até hoje. 
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