Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #103

Chegamos a mais uma intrépida edição de nossa mini-amostra semanal de sons que recomendamos para serem apreciados no final de semana.
O Subsolo - TopFive #103

1) Brvto Amor (Rio de Janeiro/RJ)

A banda carioca traz em seu som distorção, melodias dissonantes, letras incisivas e acordes diminutos, tudo isso sintetizado em um Hard Rock realmente carregado de peso. Liderados pelo guitarrista e vocalista Dark Almeida, a banda vem desde 2011 calçando um caminho de Rock n Roll raíz e este ano lançou o EP "Amor Nenhum", que carrega consigo o single abaixo:


2) Megaira (ABC Paulista/SP)

Fruto de uma inusitada mescla de Metal Melódico, Thrash, Death e Mitologia Grega, a banda Megaira é uma surpresa aos ouvidos. O grupo existe desde 2009, mas com algumas mudanças de formação ao longo da história, apenas em 2017 foi possível concluir o debut da banda, marcado pela constituição em quinteto, tendo dois vocalistas a frente da banda, Annia Bertoni e Paulo Schimit (vocais limpos e guturais, respectivamente). "Power, Lies and Death" é uma dádiva aos ouvidos.


3) Vakan (Santa Maria/RS)

O Metal gaúcho vem representado na forma do quarteto Vakan, na ativa desde 2010. Alguns mudanças de integrantes ocorreram ao longo do percurso da banda, mas o Heavy Metal autêntico e contemporâneo, ainda assim carregado de influências clássicas, se manteve firme e gerando frutos: dois anos após a fundação da banda, o EP "Freeze!" foi lançado, e neste ano o disco "Vagabond" marcou a chegada definitiva da banda no front de batalha.


4) Bogotah (São Gonçalo/RJ)

Mais uma banda calçada no Metal moderno, pesado, agressivo e intenso. O álbum "Um Brinde ao Fim do Mundo", de 2016, é literalmente o que o nome sugere: músicas para serem apreciadas como um drinque a beira do abismo final. A medida que conhecemos a banda identificamos diversas influências, mas o que importa por fim é a identidade impressa pela banda em sua sonoridade, que é indiscutivelmente marcante.


5) Goodbye My Love (São Gonçalo/RJ)

Também proveniente da cidade fluminense, esta infelizmente não está mais na ativa. Mas, gostei tanto do som dos caras que fiz questão de trazer aqui, inclusive por merecimento, pois também foi através dessa banda que cheguei na mencionada a cima. A cena de São Gonçalo possui músicos extremamente talentosos e competentes, e merece atenção. Goodbye My Love encerrou as atividades a alguns anos, mas a obra uma vez gravada fica eternizada. Se é um adeus para sempre, não sei, mas fica a lembrança dessa excepcional banda.


Conheça: Velho Buffalo Ruffus (Rio de Janeiro/RJ)

Oriunda de terra carioca, temos a Velho Buffalo Ruffus, que vem com um som forte e original, tudo aquilo que deve ser dito e apresentado no Rock. 

A imagem pode conter: 1 pessoa, no palco, tocando um instrumento musical, em pé, show e violão

Embora estejamos em tempos em que o Rock sofre uma queda brusca na mídia, a banda busca com força total demonstrar muita atitude, pegada e peso em suas músicas, principalmente com guitarras com distorções em alto e bom som. 

Uma das mais conhecidas do Rock no estilo Power Drunk, a Velho Buffalo Ruffus, se orgulha de ter em sua banda, três excelentes compositores e vocalistas, sendo formada por Saulo Rocha na guitarra, Marcelo Rodrigues na guitarra, Gabriel Nunes na bateria e o novo integrante, Pedro Oliveira no baixo.

Formada em 2015, carregam uma bagagem de um bom numero de apresentações dentro e fora do Rio de Janeiro e atualmente trabalha na divulgação do disco recém lançado "Terror" gravado e produzido no Forestlab.


"O Rock não morreu, só estava sendo mal cuidado."

SIGA VELHO BUFFALO RUFFUS

Topfive: bandas que cantam em Português #9

Quinta-feira, dia de coluna e junto disso, um feriado, coisa boa hein? Tem algumas colunas que sempre estão no topo das minhas escolhidas. Com toda certeza, o "cinco bandas que cantam em Português" me chama a atenção, pelo fato de que, cada vez é mais difícil encontrar bandas que buscam fazer músicas em nossa língua. Portanto, trago cinco bandas que gosto muito e acho que todos vão gostar de conhecer/ouvir.




01) Endigna - Metal - São Paulo/SP

Formada em 2007 em terras paulistas, a Endigna tem como sua principal proposta, mostrar um pouco do lado agressivo do Rock, porém, com letras em português. Buscando abordar temas tanto como introspectivos até de protestos. Com as cordas afinadas em tom mais baixo, dando mais peso e corpo ao instrumental, os vocais é por conta de Thais "Babby Drunk". Suas influências passam por Sepultura, Pantera, Lamb of God e até KoRn, e toda essa mistura tem um resultado excelente.




02) Abatter - Brutal Rock - Florianópolis/SC

O cenário catarinense talvez, seja o mais rico em diversidade. Quando acreditamos ter visto de tudo, surge o "Brutal Rock" formado por um trio que vestidos a caráter, executam músicas autorais de qualidade ímpar, diferente e intrigante.



03) Intereffect - Nu Metal/Experimental - Guarulhos/SP

Formada em 2014 com intenções de fazer um som de Hardcore, foi assim que o destino pois o Nu Metal e o New Metal na carreira do Intereffect.


Antes de criar a banda Intereffect, os membros tinham uma banda de cover do Dead Fish (uma se não a maior a banda de Hardcore do país) e quando esse projeto teve final, alguns membros seguiram tocando juntos e compondo, porém, cada vez mais o som ficava ainda mais pesado e cadenciado e foi ai então que a banda entrou para o Metal.




04) Hempadura - Hardcore - Porto Alegre/RS

Uma banda criada para ir de contra o sistema, seja ele qual for e de que lado esteja, a única coisa que o Hempadura busca, é estar do lado das minorias e dos oprimidos.


O Hardcore gaúcho cresce constantemente, e já tem grandes bandas rondando o Brasil inteiro, dessa vez é a Hempadura que percorre o país com a "MolotovTour" que passará por SC, PR e SP. Incendiando cada vez mais a divulgação do novo disco, "Artigo 331".





05) Lotus - Metal - Guarulhos/SP

L.O.T.U.S na verdade é uma sigla de "Lados Ocultos Transformando o Último Sistema". 

Através de suas músicas a banda procura expressar seus ideais de luta interior, sempre em busca da evolução pessoal, revolução e justiça social. A banda é natural de Guarulhos, formada em 2013 e de lá para cá vem trazendo sua arte com letras fortes em Português com influências do New Metal, Metalcore e do Metal em geral.



Entrevista: Vox Ignea (São Paulo/SP)

A Vox Ignea é uma banda de Hard Rock de São Paulo, com vocal feminino envolvente, instrumental forte, músicas estruturadas em torno dos riffs de guitarra e letras em português. Com influências de AC/DC, Led Zeppelin, Aerosmith, Halestorm, Warrant e Rival Sons.

Tivemos a oportunidade de conversar com essa excelente banda sobre os próximos passos, sobre sua carreira e muitas outras curiosidades que você confere agora:





É um prazer estar conversando com uma das bandas mais emblemáticas do Hard Rock nacional dos últimos anos. Começando do "começo", como foram os primeiros passos da banda?

Vox Ignea: O prazer é nosso de estar mais uma vez com O Subsolo, que sempre nos ajudou com a divulgação dos nossos trabalhos e com o apoio à cena, de forma geral. Parabéns mais uma vez pelo excelente trabalho. A Vox Ígnea nasceu em meados de 2016. Todos nós já nos conhecíamos de bandas e projetos anteriores, estávamos todos sem banda naquele momento e o Rodrigo apareceu com essa proposta de tocar Hard rock, em português, com vocal feminino. Ele foi o idealizador do projeto e o cara que escolheu todo mundo pra fazer parte dele.  Logo de início, já rolou uma afinidade musical muito grande entre nós e as músicas começaram a sair rápida e naturalmente, dando forma e “cara” pra Vox. Daí pra frente já estava claro que queríamos profissionalizar a banda e investir nas etapas seguintes.


Logo de cara definiram que investiriam no Hard Rock? Como foi chegar na sonoridade que a banda demonstra hoje?

Vox Ignea: Sim, desde o início do projeto a gente decidiu fazer esse tipo de som. Nós achamos que o Rock ‘n’ Roll pra cima, com energia, com riffs interessantes de guitarra e uma levada esperta de baixo e bateria, tem muito a ver com o Brasil, tem a ver com a alegria e estilo festeiro do nosso povo. Só falta cair nas graças do público! Hahahaha... Além disso, a presença das mulheres no Rock tem se tornado cada vez mais forte. Mas é mais comum encontrar mulheres no Heavy metal, seja nas bandas de Heavy sinfônico à lá Nightwish, que fizeram muito sucesso no começo dos anos 2000 ou em bandas mais pesadas, tipo a Nervosa. Mas no Brasil não é comum uma banda de Hard Rock com mulheres à frente. Por isso nós resolvemos investir no estilo como um diferencial. Todos da banda têm influências muito diversas, a Raquel gosta de Hard Rock dos anos 80, o Rodrigo ouve Rock clássico e também bandas mais pesadas, como Arch Enemy e Soilwork, o Evandro gosta de Rock dos anos 70, bandas psicodélicas e sons clássicos e o André tem muita influência de Metal, desde Metallica até Meshuggah. Então, na hora de compor nossas músicas, tudo isso entra no nosso liquidificador de influências e o resultado final acaba saindo com a nossa cara. Estilisticamente nós gostaríamos de ser catalogados ali próximos do AC/DC... hahahaha. Mas a banda tenta ser diversa o suficiente para não ser rotulada assim de uma forma tão fácil. Nós não queremos soar previsíveis ou presos a uma formula determinada, por isso, o nosso trabalho, principalmente as novas músicas que temos composto e que estamos tocando ao vivo exemplificam um pouco a diversidade que a gente quer, ainda que o centro gravitacional em que o nosso orbita seja o Rock ‘n’ Roll.


O EP "Em Chamas" foi realmente algo bem quente, no modo figurativo. Como foi a composição e o lançamento desse disco?

Vox Ignea: O nosso processo de composição tem seguido o mesmo padrão até o momento: as músicas começam com o Rodrigo, que cria os riffs de guitarra e a harmonia base, depois a Raquel cria a melodia vocal e a letra, então, chegam o Evandro e o André, com o baixo e a bateria, para dar a forma final da música. No caso do “Em Chamas” nós seguimos esse padrão e, na nossa opinião, as músicas desse trabalho têm uma unidade. Nós tentamos criar um Rock vigoroso e que, liricamente, fala sobre diversas questões do quotidiano com um olhar feminino, afinal, as letras normalmente são feitas em primeira pessoa, sob o ponto de vista de uma mulher. O lançamento do EP teve uma repercussão muito positiva. Nós somos uma banda nova, e tínhamos menos de um ano de existência quando o EP saiu, em junho de 2017. Mesmo assim, esse trabalho nos abriu várias portas no meio underground. A opinião da crítica foi muito favorável e a banda ganhou um certo destaque que foi inesperado para nós e que realmente nos surpreendeu. O registro de estreia da banda não poderia ter acontecido de uma forma melhor, nós realmente somos muito felizes com todo o processo que envolveu o “Em Chamas”.


Encerrando o ciclo do "Em Chamas" um videoclipe, da excelente "Erupção". Qual o motivo de escolherem essa faixa e como foi a gravação do clipe?

Vox Ignea: Erupção sempre foi a música mais “quente” do nosso repertório! Aquela que a banda deixa pro final pra deixar sua marca e impacto no público, sabe? Ela mostra todo o peso, atitude e é a cara da Vox Ignea. Por isso, acabou sendo uma escolha natural pro nosso primeiro clipe. A gravação do clipe foi a realização de um sonho pra todos nós. Nunca tínhamos gravado um clipe antes e a experiência toda, apesar de cansativa, foi muito satisfatória e prazerosa. Foram dois dias de gravação, em dois locais diferentes, com a direção do excelente Plínio Scambora, da Pier 66 Films e o resultado não poderia ter sido melhor. Ficamos extremamente satisfeitos e temos muito orgulho de mostrar esse trabalho pra todo mundo. 




Vocês sofreram com a troca de integrantes, como isso atrapalha o andamento da banda? E agora qual a formação oficial da banda?

Vox Ignea: Essa é uma história meio louca, pois, no momento a formação oficial é justamente a original da banda. Por diversos motivos nosso baterista, André Martins saiu da banda e ficou fora por 6 meses. Foi um período difícil no sentido de composição e alguns outros projetos que ficaram parados, fizemos alguns shows nesse tempo com bateristas Free Lancers, mas a principal dificuldade foi justamente achar um novo baterista que se encaixasse tão bem na nossa proposta quanto o André. Ele é o baterista da Vox ignea. E por esse motivo está de volta. Foi um final feliz para todo mundo. A formação atual, então, tem a Raquel Lopes na voz, o Rodrigo Santos na guitarra, Evandro Araújo no baixo e o André na bateria.


O futuro da Vox Ignea está sendo planejado? Como é realizado esse planejamento?

Vox Ignea: Sim, os passos que a banda dá são pensados de acordo com um planejamento específico. Nós temos algumas ideias e metas traçadas e estabelecemos um cronograma para que elas sejam atingidas. Mas a vida é imprevisível e o nosso controle sobre o futuro é mínimo, não é? Então, muitas vezes o planejamento precisa ser adaptado por conta das condicionantes da vida... hahahaha Mesmo assim, é imprescindível para uma banda ou atrista que tenha pretensão de se profissionalizar, fazer um bom planejamento das suas ações e do que ele quer atingir, de onde está partindo e para onde quer chegar. Com dois anos e meio de banda nós já conseguimos evoluir de formas que muitas bandas veteranas não conseguiram em anos. Isso se deve a essa capacidade de planejar, seguir e executar nossos planos. O sonho de viver de música em um país como o Brasil não é fácil. Nada conspira a seu favor, então, a banda precisa estar minimamente engajada no que é necessário para tornar esse sonho realidade. Uma ótima forma de como se planejar é fazendo cronogramas de ação, que precisam incluir as ações da banda nas redes; os shows, onde nós queremos tocar e porquê; novas composições; novos lançamentos, tanto de músicas quanto de vídeos. O importante na vida de uma banda que ainda está no início do trabalho para se consolidar é manter a constância e a consistência do trabalho d é isso que nós temos buscado.


E por falar em futuro, teremos novidades da Vox Ignea ainda este ano?

Vox Ignea: Sim, vamos lançar no final desse mês, dia 30 de novembro, o single da música "Agora é a minha vez" junto com uma versão acústica de "Bêbada de rum". Vai rolar um show de lançamento no dia 07/12, no Feeling Music Bar, em São Paulo, vai ser uma puta festa junto com as bandas Teorias do amor moderno e Cyanade Summer. Entre dezembro e janeiro também deve sair o clipe dessa música e uma participação da Vox em uma coletânea tributo ao David Bowie. Então fiquem ligados pra não perder nada. Além disso, no dia 08/12, nós vamos fazer um show aqui em São Paulo junto com o COM 22 e Dance of Days, que vai ser bem legal. Felizmente nós temos muitas novidades para a Vox e esperamos que continue assim!


Nesses desencontros de "união" e "desunião, como vocês veem a cena independente na atualidade?

Vox Ignea: A cena independente sempre foi difícil. Tem suas vantagens, principalmente na questão da liberdade artística, mas nunca foi um mar de rosas. As bandas ralam muito pra conseguir um espaço e, muitas vezes, os produtores e casas de show se aproveitam dessa necessidade pra lucrar em cima de eventos absurdos, que exigem um público que a banda ainda não construiu, não entregam, muitas vezes, nem uma estrutura básica pra uma apresentação de qualidade e tudo isso dificulta muito o desenvolvimento da cena. Claro que não podemos romantizar demais e achar que tudo tem que ser feito por amor à música. No fim das contas, o objetivo de todos é gerar renda e transformar o Rock em um mercado, em um trabalho. E existem pessoas e veículos de comunicação preocupados com isso, que apoiam e dão espaço pras bandas, não só por amor ao rock, mas pela preocupação de que esse mercado se sustente no longo prazo. Além disso existe, sim, uma união dentro da cena independente. Temos muitas bandas amigas, que estão na mesma correria que a gente: Cia Tóxica, Demo Sapiens, Mamamute - só pra citar algumas - muita gente talentosa e profissional que está cheia de vontade de fazer acontecer, sabe? E a gente se ajuda como pode, por meio de indicações, tentando sempre caminhar juntos rumo a um objetivo em comum. Resumindo, é um caminho longo e tortuoso, mas é sempre um prazer estar em cima dos palcos, com os amigos, fazendo a galera bater cabeça. Vida longa ao Rock and Roll!


Bah, que excelente essa oportunidade de conhecer mais um pouco de vocês. Separamos sempre a última pergunta para a banda deixar uma mensagem para os leitores. Obrigado Vox Ignea!

Vox Ignea: Queremos agradecer mais uma vez a'O SubSolo por novamente nos dar esse espaço que é tão importante para bandas iniciantes nesse cenário atual. Agradecer a todos que têm nos acompanhado nas redes sociais, ido aos nossos shows, aos leitores que conhecem o nosso som ou estão conhecendo a partir dessa entrevista, podem vir falar com a gente. Seja depois dos shows ou pelas redes sociais, digam qual sua música preferida, façam críticas, elogios. Nós gostamos desse contato, dessa troca. Acho que só assim vamos fazer o rock and roll voltar para o lugar do qual nunca deveria ter saído.  E agradecer também a x5 music, que tem nos ajudou muito nessa caminhada. Valeu galera!

Kike Oliveira: artista é indicado em duas categorias para o Prêmio da Música Catarinense

Dificilmente este ano de 2018, sairá da memória de Kike Oliveira. Além do novo EP lançado pelo Midas Music, assim como o clipe de "Linda Flor", maior sucesso do trabalho, agora o artista é indicado a concorrer em duas categorias do Prêmio da Música Catarinense.




Divulgado nesta segunda (12) pelo Portal Rifferama, A Pimenta Produções Artísticas oficialmente anunciou os indicados ao 6º Prêmio da Música. São oito categorias em disputa: Clipe, Cantor, Cantora, Álbum, Álbum Instrumental, Artista Solo, Melhor Banda e Artista Revelação. O evento acontece no dia 21 de novembro, no Teatro Ademir Rosa, com show do Grupo Tubarão. Os ingressos serão vendidos somente na bilheteria do CIC (Centro Integrado de Cultura), a R$ 30 (R$ 15 meia entrada). A votação encerra no dia 18. 

A primeira etapa é realizada através de votação online, sendo que as categorias que Kike Oliveira foi indicado são: "Melhor Arista Solo" e "Melhor Cantor".

A votação pode ser realizada pelos links:

Melhor Cantor 2018:

Melhor Artista Solo 2018:

Cachorro Grande: após Matanza, mais uma banda que anuncia sua despedida dos palcos

Formada em 1999 em Porto Alegre/RS, o Cachorro Grande é uma banda de Rock 'n Roll, que conta com oito discos gravados, um disco ao vivo, dois álbuns splits e um DVD ao vivo e inúmeros singles.



Infelizmente essa data de 12 de Novembro, ficará marcada como o anúncio de despedida de uma das maiores bandas gaúchas das últimas décadas e que quem achava que só o Matanza estava seguindo outro rumo, tomou um banho de água fria ao saber de agora, o Cachorro Grande.


Confira a mensagem deixada em sua página oficial no Facebook:

"Cachorro Grande anuncia parada. E uma festa para celebrar, claro.


Despedida boa é despedida no auge. Por isso a Cachorro Grande aproveita o lançamento do disco ao vivo "Clássicos", com as melhores músicas de seus oito discos de estúdio em 18 anos de carreira, para anunciar uma turnê final de celebração à vida do grupo gaúcho e não à sua parada.

É isso. Nada de notícia agridoce. O quinteto planejou a turnê até o meio de 2019 e a partir dali os integrantes perceberam que cada um tinha um plano próprio desenvolvido.



O vocalista Beto Bruno já está começando a gravar seu primeiro disco solo, que será lançado justamente ao final da turnê da Cachorro Grande - portanto, vai emendar com fita durex, como se fazia antigamente, a fita de rolo do vôo com a banda com o seu pouso solo pelos palcos.


O baixista Rodolfo Krieger está com mudança marcada para a Europa; o baterista Gabriel Azambuja quer investir em produção musical, o pianista Pedro Pelotas também tocará seus outros projetos musicais, e o guitarrista Gustavo X engrossa a trupe na banda do vocalista.




Por falar em guitarrista, para a tour a Cachorro Grande contará com o membro original Marcelo Gross também.  Ou seja, alimentaram a Cachorro Grande depois da meia-noite, molharam-na e a transformaram em um Gremlin, com ramificações diversas musicais. Para fechar essa fase no estilo merecido ao status da banda, selecionaram 20 cidades que foram importantes na trajetória até aqui para se apresentarem e agradecerem devidamente.



No currículo até este 2018, carregam, além dos oito discos de estúdio, apresentações ao lado dos principais astros internacionais, como Rolling Stones, Oasis, Aerosmith, Iggy Pop e por aí segue. Por aí segue talvez seja a melhor definição para o momento e para a turnê de despedida. 

Afinal, you say goodbye, I say hello.
"

Pode ser lido no Facebook no link a seguir:
https://www.facebook.com/CGOficial/photos/a.231240410294855/1956988564386689

Hangar desembarca na capital catarinense no próximo dia 30 de Novembro

Pisca Produtora & Célula Showcase
apresentam:

HANGAR EM FLORIANÓPOLIS/SC

Liderada por Aquiles Priester (ex-Angra), Hangar é uma das mais maiores e mais reconhecidas bandas de metal progressivo e power metal do Brasil. O show faz parte da turnê do álbum "Stronger Than Ever", gravado na Finlândia e lançado em 2016.



/// INFO

Data ✓
- 30 de Novembro (sexta)

Horário ◕
- Abertura da casa 23h

Evento no facebook
https://www.facebook.com/events/225585398145319

Ingressos 💵
1º lote - R$30,00

À venda na Roots Records (horário comercial), Célula Showcase (das 16h às 22h), online no Sympla.com e com nossos comissários:

- Alana Durgante - (48) 984166348
- João Vitor Costa - (48) 996291560
- Ed Machado - (48) 98464-7214
- Elisa Imperial - (48) 99136-7616


Cartões 💳 

- ELO, VISA e Master (crédito e débito), Hipercard e Diners Club International. Aceitos para entrada e consumo. 

Local ☠

- Célula Showcase - Rod. João Paulo, 75 - Florianópolis/SC

🔞 Não é permitido menores de 18 anos 🔞

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #102 (Maniacs Metal Meeting)

O Subsolo - TopFive#102

Hail Headbangers, essa edição do Maniacs Metal Meeting vai entrar para a história do Underground, isso porque teremos a chance de ver 30 grandes nomes do Metal Nacional , entre eles verdadeiras lendas em apresentações que prometem destruir a Fazenda Evaristo. Então esse Top Five apresenta cinco grandes bandas que estarão presentes no Evento:

01) Murder Rape

Uma horda que nunca teve espaço em revistas, e muito menos em redes sociais mas mesmo assim tem o seu nome respeito com um dos grandes expoentes do Black Metal brasileiro, a Murder Rape é sinônimo de black Metal cru Hermetifico e ate certo ponto inacessível para não iniciados. Formada em 1992 por Agathodemon, sendo que foram responsáveis por grandes registros para a musica extrema nacional como: Celebration of Supreme Evil de 1994 e o seu sucessor ... And Evil Returns 


02) Sextrash Uma banda formada no final da década de 80 na cena de Belo Horizonte, caso isso não seja o bastante para despertar teu interesse, vale lembrar que entre os membros fundadores da Sextrash D.D Crazy que foi baterista do Sarcófago. Em 1997 a banda teve uma pausa nas suas atividades devido o acidente de carro que vitimou um dos fundadores, o vocalista Oswald Scheid, em 2013 voltaram a ativa, e nos show do Maniacs sem duvida teremos sons dos dois maiores registros Sexual Carnage, e Funeral Serenade 


03) Paradise in Flames

Provando que a Região de Minas tem a capacidade de se renovar e continuar lançando nomes que honram o seu histórico o Paradise In flames se destaca, apresentando um Black Metal, que vai de momentos mais velozes para outrora mais denso e com uma atmosfera soturna lembrando os melhores momentos do Rotting Christ, seu primeiro trabalho foi Homo Morbus Est, sendo que quatro anos após foi lançado Labirinto das Metáforas, e nesse ano um novo single Hell's Now


04) God Of Carnage

Para a alegria desse que vos escreve essa edição do Maniacs apresentará muitas bandas de Death e Grind , e o God of Carnage é uma delas a banda começou suas atividades em 2012 na cidade de Campo Grande no estado de Mato Grosso do Sul, possuem na sua discografia  um CD demo intitulado “Red Light” lançada no ano de 2017 e um EP de chamado “Necrofilia” lançado também em 2017, um Single “Faminto Pela Morte” 2018.Hoje banda é formada pelo vocalista e guitarrista Herbert Mesquita, o guitarrista Marcos Lima, o baixista Higor Vinicius e o baterista Felipe Lourenço.



05) Lacrimas Tenebris

Banda da forte região de Curitiba o Lacrimas Tenebris pratica uma sonoridade que nos remete ao Doom Metal , mas com influencias do Death e quebras de andamentos que nos remetem ao Djent, a banda é recente pois sua primeira apresentação foi no Rock In Hell no ano de 2017, sendo que amostra da riquíssima sonoridade da banda está presente no seu single Casa de espelhos.
 


QUADRO NEGRO - #7 - Resenha do livro Tranny, de Laura Jane Grace

O Subsolo - Quadro Negro #7

A capa é o semblante da personagem principal encarando o próximo leitor a quem suas palavras contarão a história da transição de gênero mais comentada no meio punk: "Tranny - Confissões da Anarquista Mais Infame e Vendida do Punk Rock" é a autobiografia de Laura Jane Grace, vocalista da banda de punk rock Against Me!, que foi lançada no mês passado pela Powerline, responsável pela tradução e distribuição do livro no Brasil.



Quem vê Laura Jane Grace hoje, cuja leveza e educação parecem fazê-la flutuar e brilhar naturalmente entre outras pessoas, não imagina como Tom Gabel poderia ser, na melhor das definições, um completo "embuste": segundo o livro, ele era um junkie insuportável, egocêntrico e problemático, que nem os colegas de banda conseguiam conviver. 

Tranny delineia como Laura desvendou o melhor caminho para vencer com a sua banda, não arrumar mais problemas com a polícia, quitar suas dívidas e aceitar sua disforia de gênero, com relatos íntimos sobre sua infância, relação com a sua família (cujo pai era militar), descoberta do punk rock, formação da banda e a experiência de turnês, contratos com gravadoras grandes, casamento e  nascimento de sua filha

É um livro que não se lê, mas devora-se. Seus relatos tão fortes quanto um soco no estômago são extremamente diretos e crus, cujas palavras parecem ter sido escolhidas a dedo de acordo com a intensidade da personalidade da própria protagonista, com trechos de diários e fotos de arquivos pessoais.

Entrevista: Kike Oliveira (Imbituba/SC)

Kike Oliveira é um músico natural de Imbituba/SC, terra litorânea catarinense. Desde muito cedo teve contato com a música, passou por bandas como guitarrista, tecladista e faz participações em bandas como baixista, porém, se encontrou na música em sua carreira solo e como frontman.

Atualmente Kikwe Oliveira trabalha na divulgação do seu novo EP, também homônimo, assim como o primeiro disco. Recentemente fechou parceria com o Midas Music, gravando este novo EP com Rick Bonadio e Giu Daga, tem como música em destaque a excelente, "Linda Flor".

Conversamos com o músico sobre sua carreira, parceria com o Midas e gravar com Rick Bonadio. Confira:

Obrigado por aceitar o convite Kike, você é fantástico. Quais foram tuas principais influências durante toda sua carreira?
Kike Oliveira: Eu quem agradeço a oportunidade a'O SubSolo. Bom, como eu fui muito eclético durante a minha vida acabei pegando muitas influências. Tem influências quanto ao timbre de voz, a presença de palco, a composição de harmonias e melodias, a composição de letras, o figurino e atitude, cada um de uma pessoa diferente. Posso dizer que considerando esses quesitos, de modo geral eu sempre achei mais completo o Dave Grohl do Foo Fighters, o Fred Mercury do Queen, Os Beatles, Oasis e Charlie Brown Jr.

Você em outras bandas era geralmente guitarrista, tecladista e até baixista. Como foi essa transição para ser o frontman de um projeto? Quais as dificuldades encontradas no começo?
Kike Oliveira:
O meu primeiro instrumento foi o teclado e eu passei três anos tocando na minha primeira Banda. Mas paralelamente eu tinha começado a tocar violão em barzinhos, nunca cantando, pois a minha timidez extrema. Eu tocava violão ao lado do vocalista nos bares e tocava teclado na banda em alguns shows e eventos. Essa experiência foi muito importante pra eu aprender a fazer segunda voz e ganhar confiança para cantar. No momento em que decidi começar as cantar e ser o frontman da banda, eu estava mais acostumado a cantar no palco do que a cantar em uma roda de violão com amigos. Esse tipo de coisa me deixava muito mais pressionado e tímido, mas as pessoas não entendiam o meu medo e muitas vezes achavam que era má vontade. Demorei alguns anos pra superar isso e mesmo ainda hoje me sinto muito mais confortável para tocar num palco do que para duas pessoas na minha frente.




Você morou em Lages/SC, durante a faculdade. Foi lá que você saiu por barzinhos fazendo shows. Como foi sair de barzinhos para investir na sua carreira, imaginava chegar onde está agora?
Kike Oliveira:
Na verdade eu tocava em barzinho há algum tempo antes da faculdade, desde os meus 13 anos. Quando entrei na faculdade me mudei para Lages e decidi que lá eu não tocaria fora de casa. Continuei tocando em alguns finais de semana quando eu vinha para Imbituba, mas quando voltava para Lages, focava nos estudos. Claro que eu não parei 100% de tocar nesse tempo, pois em casa eu continuava tocando e aprimorando os métodos de composição. Foi assim que eu compus 90% do meu primeiro álbum. Quando a faculdade estava chegando ao fim e eu tinha certeza de que iria me formar, decidi voltar a tocar. Nesse momento eu tive o prazer de fazer alguns shows no último ano da faculdade para muitas pessoas que nunca tinham me visto tocar. Nessa época eu tive a certeza de que queria crescer na música. Porém eu não imaginava que hoje estaria gravando no estúdio de Rick Bonadio.

E por falar nele, como foi o primeiro contato para chegar ao Rick Bonadio?
Kike Oliveira: O primeiro contato foi através de um curso. Sempre sonhei em gravar com o Rick, pois as bandas nacionais que mais ouvi, foi ele quem produziu, principalmente Charlie Brown Jr. Nesse primeiro contato eu realmente fiquei impressionado com o estúdio e o jeito dele. Altamente confiante sem arrogância. Demonstrava muita segurança e conhecimento, mas sempre sendo gente boa. Nesse primeiro contato, não tive a oportunidade de mostrar minhas músicas, mas tive o prazer de conversar com ele algumas vezes. Deixei meu material e uma semana depois, o pessoal da equipe dele me ligou. Fiquei feliz demais e até sem saber o que falar. Mas nessa ligação, começou o projeto do novo EP, que lancei há pouco mais de um mês.

E além desse contato todo, como foi para você gravar com o Rick Bonadio?
Kike Oliveira: Foi uma experiência fantástica. Aprendi demais com ele e toda a equipe do Midas. Ele é um cara que sabe muito bem o que faz e tem uma palavra final para tudo, baseado em toda experiência que já teve. A equipe não é nada menos que isso. Todos altamente capacitados. Sem contar na atmosfera positiva que existe lá dentro, um lugar cheio de pessoas do bem. Só de entrar naquele prédio, já nos sentimos motivados a dar o nosso melhor. Me dediquei em cada etapa e dei o meu melhor em tudo.

Mas antes do novo EP, como foi a repercussão do primeiro disco? Você teve uma música "Estou tão cansado", divulgado inclusive pelo canal "Hipócritas" e foi um estouro na sua conta oficial. Que outras músicas do disco tu destaca?
Kike Oliveira:
O primeiro álbum foi importante demais. A princípio pouquíssima gente me conhecia no mundo da música, até mesmo na minha cidade. Esse primeiro álbum me abriu portas para conhecer pessoas, fazer shows e apresentações em rádios, foi praticamente um cartão de visitas. Foi uma mensagem de que a música era muito mais do que um hobby para mim. A música “estou tão cansado” acabou sendo compartilhada pelo canal hipócritas no YouTube e a repercussão foi sensacional, pois era exatamente aquele público que eu queria atingir. O resultado não poderia ser outro: muitos comentários de pessoas que se identificavam com tudo que eu queria dizer. Além dessa música eu destaco “não era pra ser assim”, que teve uma resposta muito boa por parte de um público que eu nem esperava. Além de “seu jogo”, que recebeu um clipe muito massa em Florianópolis e “eu te adoro”, pra quem gosta de canções à moda antiga.

E sobre o novo EP, que está um sucesso. Como foi as composições do novo EP?
Kike Oliveira: Peguei umas férias e saí pelo estado meio sem roteiro. Passei em Blumenau na casa de um amigo e ele me mostrou um lugar incrível, com uma pequena cachoeira. Fiz umas duas músicas naquela tarde. Depois fui parar em Lages na casa de outro amigo. Enquanto ele estava no trabalho, fiquei no quintal da casa dele com um gato parado em minha frente ouvindo o som do violão. Lá eu continuei a música “Linda Flor”, que posteriormente veio a ser a principal música do EP. Outras músicas fiz em casa, sozinho e com alguns amigos. Sempre buscando uma inspiração e um momento de tranquilidade para compor.



O clipe de "Linda Flor" do seu novo EP, bateu os 100mil views no YouTube. Acreditava que seria assim o sucesso dessa música? Como foi as gravações do clipe?
Kike Oliveira:
Sendo bem sincero, eu sempre acreditei no potencial dessa música. Mas a minha expectativa inicial era de alcançar 50 mil visualizações em dois meses, mas eu acabei alcançando o dobro de visualizações na metade do tempo. A proporção de pessoas que gostam dessa música realmente me impressionou e a divulgação dela não está nem no começo. Tenho certeza que ela ainda vai me render muitos frutos, pois tem muita gente ainda nesse Brasil todo que nunca a ouviu.

A gravação do clipe foi um momento marcante para todos nós da banda. Lembro da gente indo embora extasiado no final do dia. Durante a gravação existia uma energia muito forte, tanto por parte da banda quanto por parte da equipe de filmagem. Aquilo era contagiante pra qualquer um que se aproximava. Foi inesquecível.

E sobre o futuro, quais os próximos passos do 'Kike Oliveira'?
Kike Oliveira: Já estou compondo algumas músicas novas. Ainda sozinho e mesmo em casa. Mas quero fazer novas parcerias de composição e procurar novos lugares para me inspirar. Em breve estarei com música nova para lançar e mostrar ao público. Mas percebo que a “linda flor” ainda vai render muito, por isso continuo forte na divulgação dela. Quem ouve ou vê o clipe, sai alegre e satisfeito, se sentindo bem por ouvir uma música nova e agradável. É esse tipo de resultado que importa pra mim.

Admiramos o teu trabalho Kike e também você como pessoa, principalmente eu, falo por mim. Qual a mensagem que tu deixa para o pessoal independente que está lutando por um lugar ao sol?
Kike Oliveira:
Eu deixo a mensagem de que não adianta ficar procurando desculpas para os nossos fracassos e sim sempre procurar soluções para cada problema que enfrentamos. A carreira musical não é fácil, nem nunca vai ser, pois é um trabalho muito concorrido e altamente complexo, dependendo de inúmeros fatores, que vamos descobrindo enquanto lutamos pelo nosso espaço. Acredito que o mais importante é se cercar das pessoas certas para aprender as coisas certas.

Agradeço a'O Subsolo, principalmente ao Maykon Kjellin, pois também admiro demais o seu trabalho. Grande abraço e muito obrigado pelo espaço e todo apoio que vocês me dão!

Obscurity Vision: atração confirmada no Caverna Kilmister no próximo sábado (10)

No dia 20 de outubro a Obscurity Vision marcou presença no “Insano Brutal Fest II”, em Içara/SC, levando ao público do Espaço Colher de Chá, uma dose severa da agressividade que deu orígem ao CD “Dark Victory Day” (2017).

A agenda do quinteto formado por Rafael Vicente (vocal), Luiz e João Rodriguez (guitarras), Luiz Trentin (bateria) e Thiago Junglaus (baixo), segue com mais um show marcado para Santa Catarina. Dessa vez a banda se apresentará no Caverna Kilmister, em Tubarão.



O evento promovido pela Bisho Extreme Produções contará também com a banda de death metal curitibana Ethel Hunter que, em 2014, lançou o EP “No Man is Truly Free”. A festa está marcada para acontecer às 23h do dia 10 de novembro, sábado. O valor do ingresso adquirido na portaria é de R$10,00 e o bar se localiza na Rua José Alberto Nunes, 1242, ao lado da Recauchutagem Carreteiro.

Serviço:
Show com as bandas Obscurity Vision e Ethel Hunter
Data: 10 de novembro de 2018, 23h
Local: Caverna Kilmister – Rua José Alberto Nunes, 1242, Tubarão/SC
Ingresso: R$10,00 (somente portaria)

Assessoria Brauna Music Press

Cobertura: Insano Brutal Fest II (Içara/SC)

A AmuHell Produções foi fundada com o intuito de ser um coletivo e ao mesmo tempo produzir eventos. Toda a estrutura dos eventos da produtora/coletivo, é colaborativo. Todas as bandas envolvidas no evento, fazem parte da organização e podem dar seus referidos pitacos e/ou opiniões.




O primeiro evento produzido foi o "Insano Brutal Fest I" idealizado na cidade de Tubarão/SC, no Directório's Bar, que foi anos atrás um dos maiores lugares do underground catarinense. Outro evento sob a responsabilidade da produtora é o "Metal Sunday" sempre organizado na cidade de Imbituba/SC com parceria do Drakos Beer Pub.

Porém, no sábado (20) em Outubro, foi realizado o segundo Insano Brutal Fest, desta vez em parceria com a casa Colher de Chá em Içara/SC, o evento teve seus altos e baixos.

A casa abriu exatamente no programado as 19h. Porém, as primeiras pessoas começaram chegar após as 22h, como anunciado no cronograma que a primeira banda iniciaria. Talvez, uma falta de respeito com a banda de abertura ou apenas descaso, quem perde realmente é quem fica em casa se enrolando, quem compareceu terá história para contar.

A primeira banda a se apresentar foi a Obscurity Vision. Oriunda de Arroio Silva/SC e também de Criciúma/SC, a banda demonstrou estar em perfeita sintonia, aparentemente ensaiando a meses com a nova formação, isso demonstra profissionalismo na hora de subirem ao palco, pois todos os instrumentos muito bem regulados e notáveis para o público. Ainda em divulgação do disco "Dark Victory", o destaque da banda passa pelos irmãos João Rodriguez e Luiz Rodriguez que à anos batem de frente com as dificuldades do cenário independente, levando a Obscurity Vision nas costas. Outro destaque é o boa presença da bateria de Luiz Trentin, assim como os bons vocais macabros de Rafael Vicente.

Sobre ser uma banda de Black Metal em uma cidade pequena, não deve ser uma tarefa fácil, mas a muitos anos a Obscurity busca investir nessa vertente, e fazem muito bem. Talvez para pessoas com falta de raciocino lógico e livre de preconceitos, não conseguem sugar toda a mensagem depositada pelo - agora fixo - quinteto de músicos. O seu último disco lançado com produção total do grupo, está presente nas suas apresentações como maior destaque, até as pausas entre as músicas é muito calculado para uma melhor apresentação, inclusive a boa escolha do mapa de palco também consegue dividir o time perfeitamente no palco, mas uma coisa é certa, é fácil notar uma banda muito bem ensaiada em palco. Méritos totais dos membros!

A apresentação da Dark New Farm fez jus ao título do festival, mesmo sendo a banda mais "alheia aos estilos extremos" não ficou pra trás em peso e mostrou a que veio e botou a galera para agitar (e pensar) logo no início do festival.

As influências, executadas no timbre das cordas e vocal da banda de um jeito que é fácil identificar a banda mesmo durante os covers, são muito bem misturadas com o som autoral que é o destaque, com muita experimentação e quebra da estrutura padrão, com exemplos nas alternâncias pronunciadas dos dois vocalistas, trocas de riffs com drásticas mudanças de metrônomo, a banda cada vez mais assina seu nome no cenário catarinense com uma caligrafia bastante única, que é uma das maiores vantagens da escolha de um estilo focado no metal moderno anos 90/2000. A banda também marcou presença forte nas críticas sociais que tanto pesam nas letras na atitude de palco, demonstrando que não tem medo de dar a cara a tapa nem de incomodar quem merece ser incomodado. (Arthur Neto)


Detalhe sobre a fundação da Amuhell, vale ressaltar. AlkanzA é uma das bandas pilares do projeto "AmuHell" junto da Dark New Farm. Encabeçada por Thiago Bonazza (baixista e vocal da AlkanzA) e Maykon Kjellin (sim, eu, baterista da Dark New Farm). Um pouco incomodados com o publico, que foi um pouco abaixo do esperado, aparentemente subiram ao palco (cada um em seu show) com sangue no olho, e um pouco de frustração pela dedicação não abraçada pelo público.
 

Alkanza subiu ao palco com o status de headliner, com uma certa indefinição de baterista que assombra a banda a algum tempo, a surpresa de que o baterista da noite seria Artur Zamberlan (também baterista da Orkane) e que inclusive na sua última passagem pela banda, ajudou a compor novos sons do próximo disco. Os thrashers mais uma vez demonstraram que as cordas estão em perfeita sintonia e sangue nos olhos, principalmente a dupla de guitarras formada por Pedro Victor e o já experiente Renato Lopes. As músicas do próximo disco trazem bastante influências de Groove Metal, tendo maior participação da cozinha comparado aos discos anteriores, a presença do groove não é um problema, deixa o trabalho até mais interessante. O Thiago Bonazza canta cada show como se fosse o último da sua vida, e consigo ver isso nos olhos de cada membro da AlkanzA, talvez o espírito do fundador (Thiago), passa de membro a membro e não é atoa que cada apresentação sempre tem uma cutucada no microfone e o chapéu as vezes pode ser distribuído de mão em mão.

Não é por menos que as músicas da AlkanzA são fortes e dedo na ferida, falam de diversos temas e sempre contra o sistema. Principalmente o primeiro disco "Colonizado pelo Sistema" que trouxe a música "Brasil" que é sempre a mais cantada por todos durante o show. Já sobre o novo disco, algumas músicas foram executadas, sob o olhar de Orland Bússolo, o responsável pela produção e gravação do próximo disco da AlkanzA. A única certeza que tenho é que, se os membros da AlkanzA soubessem a data que iriam partir desse mundo, pediriam a oportunidade de subir mais uma vez ao palco antes de ir, além do sangue nos olhos e as veias saltando pelos braços, nitidamente amam o que fazem. (Maykon Kjellin)

Em busca de uma banda da casa, Silent Empire foi a escolhida da produtora. Principalmente pela lenda a frente dos vocais e guitarra, Ivan Agliati. Recentemente com o lançamento do novo disco, as apresentações estão cada vez mais incessantes, um ou outro probleminha nas guitarras que descompassaram em algum momento, passou imperceptível, a única coisa que foi notório é que a banda cada vez mais incessante, busca um maior aprimoramento dentro do Death Metal. Dificil não citar a guitarrista Aline Iladi, que além de acompanhar todas as bandas da noite, fez uma apresentação coesa e quem sabe da história dessa guerreira, sabe o quão gratificante é vê-la no palco e tomara que cada vez mais as mulheres invadam o palco do Metal nacional, assim diminuindo o machismo autoritário e babaca cada vez mais. 

Vale ressaltar que da para identificar uma banda experiente no palco, começando pela montagem dos equipamentos em total atenção e distração, enquanto regulava as guitarras, Aline dançava ao som de AC/DC, Arthur Neto alongava os dedos e afinava o instrumento, enquanto Israel montava milimetricamente cada prato no rack levado por si mesmo ao evento e o mais bacana, emprestado a todos os outros bateristas. Enquanto Ivan Agliati analisava as condições do palco, microfones e seu amplificador, regulava com cautela a correia da sua guitarra e quando o som começou, pancadaria no ouvido com técnica, poder de fogo e sem chance do público respirar. Vale elogiar a postura de Ivan como frontman, conversou com o público algumas vezes em pontos cruciais e destacou o evento sempre que pode, tudo com calma e pronto para a próxima música. (Maykon Kjellin)

A DeadNation diretamente de Tubarão, encerrou o festival com elegância e brutalidade. Com certeza a cada apresentação, o grupo (individualmente muito experiente) demonstra que suas raízes na literatura de Stephen King e com adição do peso do Death Metal, pode gerar bons frutos. Destaque para o single já divulgado em redes "Redrum", que de fato foi o que mais movimentou a galera presente até a última banda. A ansiedade de todos para o lançamento do futuro disco da banda tubaronense, é inegável e com cuidados e lapidações, o disco deve surgir no próximo ano e a mídia deve preparar seus ouvidos desde já. Ainda sobre a apresentação dos caras, deixaram explicito a energia e entrosamento em palco, principalmente da dupla de guitarras Jeff e Rafael Spilere, com o peso da cozinha de Gustavo Oliveira e Jadson "Feto", bateria e baixo respectivamente. Foi um excelente encerramento.



Sempre tive a oportunidade de ver o grupo com outras bandas, mas desde a primeira vez que vi como DeadNation, esses caras juntos ainda vão ter muito chão para percorrer, mas tenho certeza que vão ser conhecidos pelo estado como uma das mais promissoras do Death Metal, iniciaram com pés no chão sua carreira e já com um single pesado e absurdo no quesito técnica. As temáticas abordadas é interessante, ainda mais que quase todas se remete ao excelente escritor Stephen King e suas obras literárias absurdas. Não tem como ser outra coisa, sem ser extraordinária. (Maykon Kjellin)

Após o festival, incrivelmente as pessoas se reuniram no bar do Colher de Chá, e trocavam ideias e conversas para mais de horas. O que mais uma vez prova, que o pessoal do underground não está aqui por estar, convivemos em um ambiente no qual gostamos de estar.

Abatter: "Assassino do Escuro" alimenta a curiosidade do futuro disco

"Sangueeeee, muito sangueeeeee!" berravam pessoas desavisadas passando pela cidade, nunca antes tinha acontecido algo assim.

A imagem pode conter: 3 pessoas

Uma compilação de assassinos vem aí junto com o álbum de estreia da banda Abatter de Florianópolis. A banda lançará no próximo dia 19 de novembro o disco composto por 9 músicas inéditas juntamente com o bônus da música Cliff Stoner já lançada em vídeo.

Como aperitivo está sendo lançado o a primeira música de "Assassino do Escuro" já com um clipe em que os próprios músicos usaram a proposta do faça você mesmo (DIY). Veja a seguir:




Abatter é um projeto músical de um estilo difícil de definir, vindo de uma mescla do interesse de rock n' roll e de metal extremo, unindo ambos de forma inusitada. Tudo isso num mundo sangrento criado pela própria banda que anti-heróis cantam suas histórias em português.


Wellington Rodrigues - Guitarra/Backing vocals
Igor Thiesen - Baixo/Vocal e Bateria (estúdio)

https://www.facebook.com/AbatterOfficial
https://www.instagram.com/abatterofficial/
Contato: contatoabatter@gmail.com

Resenha: Vast Universe - Outer Genesis (2018)

Outer Genesis é uma banda que mistura o Rock Alternativo com Metal, porém, obtém pitadas do Grunge em sua sonoridade. No dia 23 de Outubro de 2018 lança o seu primeiro trabalho, que contempla a todos que o ouvem. Formada em 2009, o álbum foi construído ao longo de dez anos e como todo primeiro registro oficial, o disco tem seus altos e baixos.




Começo a resenha exaltando a bela capa apresentada, rica em cores e psicodelia, assim como as músicas executadas e compostas neste disco. Todo o trabalho é enriquecido com bons riffs, porém notoriamente algumas elevações nos volumes dos instrumentos, quase que imperceptível. Também algumas linhas vocais não casaram com as melodias, são pequenas coisas a se lapidar em lançamentos futuros.

Em certas músicas o Rock Alternativo do Outer Genesis, puxa muito para a psicodelia do Indie, com bastante aleatoriedade de riffs e intensidade. O lado bom das músicas é que nem só o refrão é animado, toda a estrutura melódica busca uma explosão rítmica para que tenha um padrão elevado, afinal, boa música é aquela joga nosso humor para cima, não o contrário.

Uma música me chama totalmente à atenção, "Why You're Better Than Me" me faz voltar ao passado, em uma época no qual eu não tive a oportunidade de viver ou acompanhar. Os riffs da música trazem um Blues raiz, com solos intensos e incessantes, com vocais bem planejados e alocados. Típica música que revive um Jimmy Hendrix por exemplo.

A miscelânea de influências, deixa o disco mais recheado de bons riffs, melodias e métricas vocais. Com exceção de "Ether" que em algumas partes a métrica vocal não encaixa com a melodia, as vezes com pequena desafinação. Já o restante das músicas buscam um melhor acasalamento, sendo assim, suas execuções passam a serem melhor elogiadas e aceitas. Um pouco acima, deixei claro que a faixa que encerra o disco, é de fato, a minha favorita do álbum todo, mas conseguiria facilmente apontar outras faixas como excelentes.
FORMAÇÃO
RESPONSÁVEL PELA GRAVAÇÃO DO DISCO

Vitor Guimarães-  vocais
Weslley Araujo - guitarras
Caio Melo (Mr. Mad Nights) - baixo
Luis ''Andore'' Silva - bateria
Getúlio Alves - teclado

TRACKLIST
01) Ether
02) Pretense
03) In Another Version of Us
04) Syndrome of Monotony
05) Children and Trucks
06) About a Friend
07) Conspiracy
08) Why You're Better Than Me

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #101



Como se dia antigamente: “Castigo vem a cavalo”, ilustrando velocidade. Mas nos dias modernos, esta expressão torna-se contrária às suas origens. Portanto, mesmo algumas assombrosas noites após a comemoração do Halloween, nosso TopFive vem “à mula sem cabeça”, mas traz consigo, 5 bandas que abordam temas de horror.
O Subsolo - TopFive #101


1) Fiddy -  Jaboatão dos Guararapes/PE
Quebrando o protocolo de elenco alfabético, ordeno Fiddy inicialmente nesta lista, por se tratar de uma das responsáveis na inspiração para eu ser tecladista/acordeonista hoje (não que eu toque grandes coisas), mas fica aí a homenagem.
Voltando ao som, Fiddy possui muitas características peculiares. Irreverência nas letras cantadas em português e caracterização, somam à temática que permeia letras infantis, circenses, histórias de terror, videogame e o que você, caro leitor, conseguir relacionar a estes assuntos com um toque de brasileiridade. Tudo isso executado a um metal pesado com passagens cômicas e melódicas, e acompanhadas de um dançarino de palco. Seu mais recente trabalho é o EP Horripilante Malassombro, Vol. 1 cujo peso e destaca-se em relação às composições anteriores, que também citam itens da cultura scary. Destaques para A Fantástica História da Menina Diabética no Castelo Mal Assombrado e Doce Travessura.

2) feed the FREAK! - Blumenau/SC
Numa mistura de industrial, horror punk, nu entre outros, sadismo, violência, perversão e libertinagem são os itens que compõe o set desta banda que, sobre o palco, carrega uma performance personificada de suas canções, com caracterização e interpretações. Seu freak show nos revela o lado obscuro do ser humano.
Confira o teaser do novo som intitulado Fanatic o qual será lançado em breve, clicando aqui.
3) Ossos Cruzados - Taboão da Serra/SP
Inspirados nos contos de terror, e no terror da realidade do brasileiro, cantando em português e mesclando horror punk, trhash, HC, crossover, umas levadas de blues e regionalismos, seu último trabalho (2017), faz uma releitura de conhecidas histórias do cinema com uma boa dose de humor e originalidade. Faixas como Jason Mata, Boneco Assassino, Samara, O Grito e Aqui Não Tem Natal são encontradas no álbum Miolos.

4) The Undead Manz - Criciúma/SC
Com um visual declaradamente disposto a ostentar o medo no palco, The Undead Manz, carrega consigo letras que falam sobre os medos, anseios e linhas de pensamento sobre a humanidade, sua trajetória e destino, com base nos próprios atos. O nome da banda sugere que aqueles que ainda possuem consciência, não estão mortos (por dentro / mentalmente), e não são passíveis manipulação por ferramentas de controle de massa (politicagem, religião, mídia oportunista, etc). O recentemente lançado clipe Death do álbum The Rise of the Undead (2016) tem repercutido positivamente entre o público e a mídia. Então, enquanto ouvimos, ficamos no aguardo do novo álbum The Rapture Of Undead’s Bride, com previsão de lançamento ainda este ano. Portanto, fiquem ligados, porque a gente vai trazer essa novidade pra vocês!
5) Viletale - Blumenau/SC
Recentemente citados aqui n’O Subsolo, nesse link com o lançamento do single A Treatless October, Viletale leva muito a sério os detalhes da produção de seus trabalhos. Figurino, vídeo, artes digitais, e logicamente, as músicas são desenhadas com a cara do horror metal. O teaser com a preview da arte do novo álbum, Land of Thousand Pleasures, traz imagens reais de de vítimas de Edmund Kemper, famoso serial killer e necrófilo atuante na segunda metade do século XX. Confira o teaser de Land of Thousand Pleasures aqui. Apesar de haver declaração da banda que o single A Treatless October não fará parte do próximo álbum, dadas as características da banda, sabemos que podemos esperar coisa “boa”.

Postagens mais antigas → Página inicial