Cobertura: Maniacs Metal Meeting (Rio Negrinho/SC) - Parte I

Como deve ser de conhecimento de boa parte do público, cá estamos para trazer a você, caro leitor, os detalhes Maniacs Metal Meeting que rolou entre os dias 30/11/2018 e 02/12/2018. Esta é a primeira parte da série de três que contemplam a sequência da cobertura completa desse baita fest.




A chuva intensa que caía até 16:00 de sexta feira (30/11) não parecia ser um problema para o pessoal que já estava acampado desde quinta à noite, ou quem continuava a chegar e começava a dar forma ao pequeno vilarejo MMM. Afinal, uma das principais regras de sobrevivência outdoor é: providenciar abrigo!

Pronto. Chuva cessada, as barracas se alastraram pelos arredores da fazenda e por volta das 18:30, pudemos ouvir os primeiros acordes da passagem de som, anunciando que o início do primeiro show se aproxima.

Antes de falar sobre as bandas, é interessante observar que ouvi muitas críticas por parte do público, o fato de o cast ser 100% BR. Não vejo isso como algo negativo. Pois desta forma, podemos ver que temos muita banda boa por aí e temos a oportunidade de conhecer novos sons. Ademais, como O Subsolo sempre enfatiza, apoiamos o Undergroud. E sim, podemos importar material, tem muita banda underground gringa que realmente vale a pena conhecer, mas vamos valorizar o que é nosso. Todas as bandas que se apresentaram nesta edição do Maniacs Metal Meeting desempenharam uma performance excelente no palco. Salvo situações pontuais que geraram certa polêmica pós evento, das quais não presenciamos, portanto O Subsolo não vai opinar em nome de terceiros.

Ainda sobre cast, o que deixou a desejar, ao meu ver, foi a falta de diversidade de gêneros. Sim, houveram distinções contrastantes, mas se analisadas em percentual, são mais de 53% do cast para uma parcela majoritária de 3 gêneros, e 47% para os 13 gêneros restantes. Muitos espectadores são bastante ecléticos dentro dos subgêneros do metal, mas quem não é adepto de um gênero predominante, sofre com a falta de opção. Ainda assim, dá de fazer uma festa bacana, assar aquela carne e curtir o som com os amigos. Falando nisso, vamos de som!

Abrindo as porteiras da fazenda mais metal de SC, Verbal Attack - Jaraguá do Sul/SC inicia pontualmente conforme horário anunciado mandando ver um crossover violento pra chamar o povo pra dentro do rancho. Tática esta que funcionou muito bem, sendo que nas primeiras músicas, a frente do palco se tornara habitada pelo povo sedento de metal. No pós show, pudemos ouvir os comentários do público admirados com a performance da banda, que só melhora a cada show. 
Verbal Attack - Crossover/Thrash Metal
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Na sequência, Flageladör - Niterói - RJ trouxe um pouco de Thrash/Speed Metal, pra agitar o esqueleto dos que ainda estavam cansados da viagem dos mais longínquos locais. 
Flageladör - Thrash Metal 
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Com um set matador, a banda de heavy metal Dominus Praelii - Londrina/PR trouxe os maiores clássicos da carreira, acompanhados de uma energia insana do público que acompanhou cantando praticamente o show inteiro. Se não bastasse a vibe até então, encaminhando-se para o fim do show mandaram aquele cover maroto de Judas Priest (Grinder).
Dominus Praelii - Heavy Metal 
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Sem sombra de dúvidas, um dos pontos culminantes no primeiro dia do evento foi a apresentação de Velho - Duque de Caxias/RJ. Moshs violentos, técnica e muito black metal, num show memorável para público nenhum botar defeito. A banda vinha sido esperada mesmo antes do festival, onde comentários em redes sociais demonstravam a expectativa para tal apresentação. A qual foi devidamente atendida, segundo relatos dos presentes.
Velho - Speed Black Metal 
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A produção de mosh não pode parar. Por isso, Rebaelliun - Porto Alegre/RS trouxe um death metal brutal diretamente do garrão do país para o norte deste estado. A quebraceira foi garantida desde a primeira música até a famosa e triste saideira. 
Rebaelliun - Death Metal 
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Irmãos. Irmãs! É chegada a hora da missa mais tenebrosa que se tem notícia pelos arredores. Na guitara, 7 peles, no baixo, 7 Peles, Na bateria, 7 Peles e na oratória, 7 peles, compõe 7 Peles colocando RJ em peso no cast.

7 Peles - Black Metal 

Antes da apresentação, foi sanada a expectativa dos que esperavam ver a cruz de madeira que havia sido plantada na entrada do evento ao fim da tarde, então, posta em chamas, selando o início do encontro de todos os 7 Peles presentes. A banda profanou o solo sagrado da Fazenda Evaristo na noite que adentrara, e mesmo após problemas técnicos com o equipamento no início do show, o som não parou e o black metal ecoou acompanhado de dezenas de hóstias atiradas ao público para sua unção.

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Para quebrar um pouco a tensão instaurada, Still Life Remains - Florianópolos/SC mandou um heavy metal tradicional, e ao fim do show, uma homenagem guitarrista Rafael Scopel, falecido em maio de 2015 num acidente automobilístico. Apesar do clima de pesar daqueles que acompanham a banda desde o início da sua carreira, a homenagem serviu para trazer lembranças de canções compostas há mais de 15 anos, como Destination Somewhere e The Crab Ship Arise da demo homônima(2001).
Still Life Remains - Heavy Metal 
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Apresentando o single Casa dos Espelhos dentre outras canções melancólicas, que fazem parte do seu set e sua característica sonora, misturando doom metal, com pegadas de death, Lacrimae Tenebris - Curitiba/PR encerra a primeira noite do fest.
Lacrimae Tenebris - Doom Metal
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Não se esqueçam, logo traremos as próximas partes da cobertura. Acompanhe O Subsolo para não perder as próximas postagens e fotos do evento!

Na segunda parte, falaremos sobre as bandas que compunham o segundo dia, acampamento e atrações extra. Não percam!

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Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #106

Hail Headbangers, fim de semana  é tradicional o Top Five n'O SubSolo e quando sou eu o  responsável pelo mesmo venho trazendo um pouco da cena Extrema Nacional, confere ai que vem pedrada:




01) DeusCastiga - Grindcore - Rio de Janeiro/RJ


Sabe aquelas bandas que transitam entre o Death e o Grind com o único objetivo de destruir os tímpanos alheios? Então, esse é o intuito da banda formada no Rio de Janeiro no ano de 2006, composta por Thiago Paiva (bateria), Rafael Parra(guitarra), Paulo (baixo) e Anderson Ferracini (vocal). Mesmo sem ter lançado nenhum full, a banda tem o seu nome conhecido para fãs de podreira por trabalhos como o split Suramerica GrinderWhen Paranoia Comes.




02) Vingador - Thrash Metal/Heavy Metal - Rio de Janeiro/RJ

Outra carica da lista e que contribuiu com grandes nomes para o Metal Nacional como: Apokalyptic Raids, Velho e pode somar a essa lista: Vingador. Banda formada no ano de 1999 com o nome de Dark Side, sendo que vieram a assumir o atual nome apenas no ano de 2009. Atualmente a banda é formada por: Alexandre (vocal e guitarra), Bruno (bateria), Diego (baixo) e Raphael Zaror (guitarra), seu primeiro álbum recebeu o nome de Dark side, sendo que esse ano lançaram o single Renegado do Metal recomendado para fãs do verdadeiro Thrash Metal.


03) Agnideva - Black Metal - Campina Grande/PB

Apreciadores do Metal negro conheciam a banda Abaddon, um dos nomes mais fortes do Nordeste brasileiro e das cinzas dela surgiu Agnideva. Esse nome faz referência ao grande Deus do fogo na mitologia indiana sendo ele o que tudo devora. Elementos da cultura ancestral da Índia se associam ao temas explorados pela Agnideva, como pode ser conferido no seu trabalho de estreia "Kaliseva". Atualmente formada por: Decapitator na bateria, Necrovomit e Christianicide nas guitarras, Nightmare vocal e Anguis Infernalis no baixo.



04) Morbid Prophecy - Black/Death Metal Melódico - Belo Horizonte/MG

Uma banda nova. Formada por músicos que estão debutando na cena, mas sem essa informação você provavelmente vai pensar que está ouvindo veteranos, isso porque o trabalho impressiona pela maturidade de sua proposta, mas, principalmente do som que praticam, um Death <etal com influências melódicas "Thou Shalt Die" trabalha com o conceito do que é a morte e como nó seres humanos sofremos com a proximidade da mesma. De certa forma, expondo como tais reflexões são expressadas por meio dessa profecia Mórbida. Formada atualmente por: Glauber Ataide - baixo e vocal, Julio Cezar guitarra base, Sanzio Rocha - guitarra solo, Jusmar FangShiyu - teclados, Mateus Pedroza - Bateria.


05) Gutted Souls - Brutal Death Metal - Rio de Janeiro/RJ

Para fechar a lista, mais uma carioca. Essa horda responsável por fazer um brutal Death Metal desde 2004, sendo que na sua formação apresentam ex membros da Syren, Diva, Avec Tristesse, Land of Tears e  entre outros. A horda surge com o fim da banda Necropedophile e nesse novo projeto eles optam por uma sonoridade com elementos mais modernos. Porém sem perder nada da sua brutalidade,  como pode ser comprovada no trabalho "The Illusion of Freedom" formam a horda: Iron vocais, Wellington Ferrari e Alexandre Carreiro nas guitarras, Elias Oliveira  no baixo e Braulio Drumond na bateria. 


Mocho Diablo: lançando lyric video com temática arcade

Produção contém cenas de jogos dos anos 90 de fliperama, de 8, 16 e 32 Bits

Sem banda, sem locação, só a tela de um arcade da década de 1990, assim foi construído o lyric vídeo da música Turn Off the Lights, o segundo single do recém-lançado novo álbum do Mocho Diablo, Sungazer. A banda de stoner, de São Paulo, filmou apenas a tela da máquina enquanto o baixista Murilo Silva se divertia jogando clássicos dos tempos áureos do fliperama.

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O inusitado e dinâmico resultado pode ser conferido aqui: 
https://www.facebook.com/mochodiablo/videos/vb.173682079403121/365592627548460/

A temática geek dita o ritmo da produção. São ao menos 16 jogos de action movie daquele período de 8 a 32 Bits que Silva ‘detonou’ para a captação de imagens. “É o maior colecionador de arcade que conhecemos”, conta a Mocho Diablo. Rememorar os anos 90 é, também, um tributo ao período musical que tanto impacta na sonoridade executada pelos paulistanos. “Da letra da música tiramos os jogos espaciais. O critério foi usar jogos menos conhecidos, aqueles fora do mainstream, pra que os mais apaixonados pelo tema se identifiquem. Uma relação bem próxima com o rock alternativo”, explicam.

O lyric vídeo de Turn Off the Lights - com letras que imitam os créditos de jogos - tem direção de Eduardo Sabaté, com direção de arte do guitarrista Maurício Perussi. Sabaté também assina a edição, enquanto foi o baixista viciado em videogame que ficou responsável pela curadoria dos jogos.

Musicalmente, Turn Off the Lights exalta o inteligente uso do exótico theremin, mostrando uma melodia potente se une com força a um lado rítmico insistente e dançante. Esta e outras seis faixas de Sungazer estão desde o começo de dezembro nas plataformas de streaming e pode ser escutado aqui: http://trato.red/sungazer

O álbum também está disponível de forma gratuita no bandcamp: https://mochodiablo.bandcamp.com/album/sungazer.Sungazer

O terceiro álbum da banda paulistana Mocho Diablo, é um registro plural. Extrapola o stoner do lançamento anterior, Monochrome (2015), e transborda num rock visceral repleto de fuzz, experimentos com theremin e efeitos lo-fi. Nestas sete faixas o que paira no ar é a vibe do rock garagem, uma dinâmica que torna a audição orgânica, inclusive com o suporte de velhos amplificadores valvulados, que enfatiza o fuzz timbrado do baixo e guitarras.

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Mocho Diablo na internet

Agressivo Pau Pôdi e CadibódE: seguindo a todo vapor após a turnê pelo Sudeste

Agressivo Pau Pôdi e Cadibóde continuam a todo vapor. Depois de uma bem-sucedida turnê por mais de cinco cidades do Sudeste em junho, shows no Porão do Rock, outra turnê por cinco cidades do DF junto com os mineiros do Traste, as duas bandas irmãs lançam agora um split. Trata-se do EP de três músicas Josh, em que uma banda regravou uma música da outra e juntas compuseram e gravaram uma faixa inédita. Tudo registrado pelo produtor Pedro Tavares, no estúdio 1234, de propriedade dele. Dentre mais de 20 opções, o Cadibóde escolheu regravar “Babilônia” do Agressivo Pau Pôdi, que faz parte do primeiro disco do quarteto de hardcore canábico.



Babilônia é uma homenagem a música do Edson Gomes, e a gente quis homenagear ele também.”, explica Cacaes, do Cadibóde. Já o Agressivo escolheu “Eu Sei Você Vai Querer”, do segundo disco do Cadibóde, Ficar Doido é Fêi, de 2016. Segundo o baixista do APP, Gabriel Veloso, a escolha foi muito natural. É uma música muito massa e o Cadibode nem ta mais tocando, achamos propício gravar esse som botando uma pitada de pau podi, claro.”, conta bem-humorado. 

A ideia de fazer o split partiu do guitarrista do Agressivo Pau Pôdi, Leandro Drosa, que é fã desse formato de lançamento tão utilizado por bandas de hardcore e punk rock em todo o mundo. “Desde moleque, eu curto essa onda do split, várias bandas que me fizeram gostar de HC já fizeram, assim como outras bandas aqui de Brasília. E nossa conexão com o Cadibóde é forte desde que o Agressivo começou, então, era quase impossível que isso não rolasse”, garante Drosa. Mas claro que a turnê que fizeram juntas em junho deste ano, também foi um fator que aproximou ainda mais as duas bandas.

Não tenho dúvidas, se não fosse a turnê o nome Josh nem existiria”, confessa o guitarrista do Agressivo Pau Pôdi. O nome, aparentemente sem sentido, surgiu inocentemente durante uma das viagens de carro na turnê pelo Sudeste, quando o vocalista do Cadibóde, Bruno Bolhão, disse que gritava “Josh”, ao vivo, antes de algumas músicas para imitar/homenagear o guitarrista e vocalista do Violator, Pôney, que, na verdade, grita “Thrash”, antes e durante algumas músicas nos shows da banda. A história virou zoeira entre os integrantes das duas bandas nos dias de estrada que passaram juntos. E chegou ao auge no último show do Cadibóde nessa mesma turnê, em Franca/SP, quando se descobriu que um dos moleques que estavam acompanhando o show era apelidado de Josh. “Velho, isso foi uma loucura. O show foi uma insanidade, dentro de um boteco muito massa, com uma galera muito massa e com transmissão ao vivo no Instagram. Uma fuleragem bonita de ver. Aí quando a gente descobriu que um dos moleques que estavam lá pirando no show se chamava Josh, o destino mostrou que essa piada interna merecia ganhar o mundo”, relata Cacaes.

As duas bandas se preparam agora para uma turnê Nordeste, "A ideia é tocar todo dia para tornar a turnê sustentável e alcançar o máximo de lugares possíveis, nas turnês passadas contamos sempre com empresas locais que acreditam nessa loucura, como o a Tabaccaria Aladdin e o Ilha Burger, agora é tentar mais parceiros para viabilizar o projeto." afirma Cacaes, prevendo o lançamento da turnê Nordeste para o final de dezembro.


CONFIRA UMA PRÉVIA LIBERADA DO SPLIT


#15 - De músico para músico - Comportamento - Como fazer um convite

Na última coluna nós falamos sobre como dar uma negativa pra aquele amigo que te convida pra fazer um sub, ou ainda pra aquele outro amigo que quer montar banda e etc. Dessa vez vamos nos colocar do outro lado da linha telefônica ou da rede social e discutir como se deve fazer um convite.





O ato do convite é simples demais, porém o jeito que você chega pode ser bem ruim. Esse tal jeito pode gerar sensação de arrogância ou até mesmo de invasão quando colocado de forma errada.



As situações são as seguintes:



- Você precisa de um sub urgente;

- Sua banda precisa de integrante;
- Você quer montar uma banda;
- Você está organizando um evento e precisa de banda.


Vamos pensar nesses 4 cenários e achar a melhor forma de convidar um amigo ou um músico indicado sem arrumar uma confusão por isso.



Também usaremos o critério de contato via rede social ou app mensageiro, fica mais fácil de definir as respostas e tal.



Caso 1 - Precisar de um sub de última hora.



Inúmeras situações podem ter gerado esse problema e todos sabemos que é desesperador. Você tem um contato que cabe direitinho na vaga e resolve chamar de imediato!



- "Olá meu camarada, a situação é que o fulano precisou se ausentar e precisamos de um sub. Eu confio no seu trabalho e gostaria de te convidar para preencher essa vaga no show do dia x e temos uma verba de x$ para você fazer. Essa data está livre pra vc? Rola de fazer pra gente?"



Esse tipo de abordagem é muito bacana porque gera a possibilidade do amigo negar o convite. Sim, isso é uma coisa muito boa pelo fato de o cara se sentir livre. É bem ruim fazer algo obrigado!



O erro comum seria: "E aí brother, o que você vai fazer no dia x?"



Aí o pobre responderia: "Porra nenhuma, bora beber?"



E você, espertão: "Ah que bom que tá livre, minha banda precisa de sub, bora?"



Perceba que esse diálogo gera uma situação bem ruim pro cara que foi convidado. É normal e todo mundo tem o direito de não estar a fim de fazer!



Se o convite for feito da maneira correta, o amigo tem chance maior de aceitar e, caso não queira mesmo, a chance de ele te ajudar a achar o sub cresce exponencialmente.



Obrigatoriedades desse convite: CACHÊ - nem relógio trabalha de graça, imagina assim, de última hora.



Caso 2 - Banda ficou sem integrante, bora chamar o ciclano pra entrar;



Aqui o caso é menos urgente, dá pra conversar melhor com a pessoa.



- "Opa, beleza? lembra da banda tal, então, precisamos de um instrumentista, pensamos em você por conhecer seu trabalho e admirar bastante. A ideia é fazer x ensaios por mês, temos x show marcados, isso te renderia uma quantia x em reais. O investimento que cada uma faz na banda é geralmente de x. Pense  aí e veja se está dentro do que você busca para sua carreira."



Óbvio que você não vai copiar e colar essa pergunta, tem que desenvolver o papo porém com esses termos.



É necessário dizer que a banda tem perspectivas, ideias, alvos. Isso direciona não só o som, mas também da vontade de fazer parte.



Todo mundo sabe que pro músico entrar na banda tem que haver afinidade com o som, com os outros integrantes e acima e tudo tem que haver uma proposta que seja decisiva. Então é só fazer isso!



Erros comuns - "Minha banda é a mais ANIMAL do mundo, a mais BRUTAL, a mais LEGAL, a mais FOFA...."



Essa suto propaganda da preguiça, cuidado!



-" Meus músicos são os melhores de toda a via lactosa! Eles tocam mais rápido e melhor que a sua tia! Sou o melhor da minha rua! Minha mãe diz que sou o mais bonito!"



Olha a preguiça!



Novamente, um convite bem colocado, com organização, demonstrações plausíveis de futuro para a banda animam o músico a entrar. Lembrando de dar tempo de o convidado responder, ok?



Caso 3 - Bora montar banda, quem chamar?



Nesse caso a propaganda precisa ser muito delicada afinal, sua banda ainda não existe, então tem que tomar cuidado.



- "Opa, beleza? Seguinte, estou com uma ideia e gostaria de compartilhar contigo. Penso em montar uma banda que seja mais ou menos do estilo X e minhas influencias maiores são x e y. Tenho o dia tal da semana pra ensaiar, seria no estúdio x e eu gostaria muito de contar contigo, pois gosto do seu jeito de tocar. Tenho composições e desejo gravar assim que a banda se estruturar.



Essa abordagem já resolve 80% das perguntas que o convidado pode fazer e já agiliza muita coisa.



Erros - "Quero montar a banda que a Europa quer ouvir esse ano!"



ou - "To montando o dream team, tem o ciclano que já tocou com o beltrano que é amigo do fulano, sabe?"



Na boa, quando o time fechar todo mundo descobre de onde se conhece. E tem mais, a banda ainda não existe, apesar de você acreditar muito que essa banda vai decolar, precisa existir antes pra depois decolar.



Pé no chão é a receita!




Caso 4 - Tem show mês que vem e não tenho casting!



Aqui o lance é delicado. Se nos outros casos as informações eram importantes para dar aquele ânimo nos convidados, aqui a coisa triplica!



O ideal é fazer contato com as bandas já com bastante material do evento reunido.



- "Olá banda, estou organizando o evento x que acontecerá no dia x, em local x e nossa proposta envolve: - (((Aqui tem que dizer como rola o horário de tocar se será sorteio na hora, se já tem banda que fecha evento, etc. Também deve se expor se tem cachê, se haverá divisão de couvert, tudo que tiver que ser combinado deve ser exposto agora))). - Aguardo a resposta de vocês até data x para termos tempo de contatar outra banda caso sua resposta 

seja negativa."


Importantíssimo frisar que a banda não é a última bolacha do pacote, porém é vital ressaltar a importância da banda no evento, entendeu a delicadeza da coisa?



Dados a serem passados de imediato:

Data /Horário / Local / Cachê / Precisa vender ingressos ou não / Consumação que a banda tem /Quantidade de VIPs que a banda tem / Flyer do evento


Erro - No ato do convite, evitar prometer coisas que ainda não aconteceram tais quais público, grana extra, bebidas de graça.



- Outro ponto importante é evitar soar desesperado do tipo "preciso de vocês no show, venham, por favor" mas ao mesmo tempo exponha que o evento será enriquecido com a presença dessa banda.



Basicamente, os itens para o convidado aceitar e resolver o problema são:

- Educação no convite;
- Demonstração do benefício que o convidado pode ter;
- Cuidado para não soar desesperado;
- Segurar a arrogância;
- Sinceridade total sobre cachês, gastos e lucros;
- Ser sucinto;
- Estar preparado para qualquer resposta.


Como sempre, seja bacana, não seja um chatão!

Resenha: Stay Heavy - Blixten (2018)

A Blixten é originaria de Araraquara, interior de São Paulo. É formado por Kelly Hipólito nos vocais, Miguel Arruda nas guitarras, Aron Marmorato no baixo e Murilo Deriggi na bateria. A banda acredita que os modelos de tradição, são essenciais para a manutenção da origem de sujeitos, grupos e comunidades. Para a comunidade Metal, O Heavy Metal Tradicional, frente as sonoridades do contemporâneo, tem essa representação, no entanto, esses modelos de tradição também podem representar posturas exclusivas que transformam diferenças em desigualdades. Ou seja, dentro desses modelos de tradição como o Metal Tradicional, pode haver uma incapacidade de compreender o diferente ou uma intolerância com a diferença.



O disco começa com "Requiem Aeternam", uma introdução cheia de coro e pompa. Bem interessante, meio que remete ao passado, rolam uns trovões e uma atmosfera empolgante, que começa a colocar uma pulga atrás da orelha, aguçando a curiosidade para que comece o play logo. Aí começa "Trapped in Hell" já começa com um riff matador bem dentro da proposta da banda, uma voz feminina que não deve nada pra nenhum marmanjo. Drives, potência, agressividade, dicção nota 8/10, tudo bem legal. A faixa é rápida, 2:30 minutos, mas mostra do que o quarteto é capaz.

"Stay Heavy" - Título do disco, começa um pouco mais lenta porém com a mesma pegada, bem viceral. Nesse som o baixo entra um pouco depois do riff principal e deu pra pegar todo o peso que foi colocado ali. A faixa é bem chiclete e o refrão fica na cabeça por horas. "Maktub" - Eu sempre gosto de ouvir músicas com nomes diferentes assim pra aprender a pronunciar! (Méctãb, pra quem interessar) Aí o som começa com violão, mais lenta, pegada de timbres bem diferente das outras músicas. O som desenvolve na mesma pegada, ganhando peso gradativamente e ficando bem interessante. O que achei legal é que apesar de não ter tantas variações, a música não é cansativa e deixa com vontade de ouvir mais.

"Strong as Steel" - Voltamos para a velocidade do começo, o riff não é tão marcante, mas longe de ser ruim. A música tem uma pegada mais ao vivo, pra galera cantar junto, é bem interessante. Trechos a capella com apenas a reverberação dos instrumentos, distorção no baixo bem aparente, solo mais lento que o restante da música, super cadenciado. "Like Wild" - Bonus track com intro de baixo, pegada do tio Lemmy, bem legal. Mais um riff que vai custar sair da cabeça, Música bem feita, com mudanças na letra e trechos diferentes para chamar o refrão que adivinha? Gruda na cabeça! 

O disco é totalmente dentro do que a banda propõe, um Heavy tradicional cru e cheio de influências dos variados deuses do metal. Dá pra sentir que a banda é bem saudosista ao estilo e apesar de não ser tão inovadora, vamos dizer assim, consegue ganhar o ouvinte sem esforço. É legal sentir que o disco todo saiu de forma rápida, a gente fica com a impressão que eles chegaram no estúdio e compuseram tudo, rola uma sensação de naturalidade em todas as músicas, parece que é muito fácil pra eles montarem esses sons.

Gostei bastante e recomendo!

Material enviado pela Som do Darma.


FORMAÇÃO
Kelly Hipólito - voz
Aron Marmorato - baixo
Murilo Deriggi - bateria
Miguel Arruda - guitarra

TRACKLIST

01) Requiem Aeternam
02) Trapped In Hell
03) Stay Heavy
04) Maktub
05) Strong As Steel

06) Like Wild (Bonus Track)

Resenha: 7TH - Drowned (2018)

Eis que tenho uma banda de Thrash para resenhar! Bora preparar a orelha que lá vem sabugo.7th, como o nome já deixa claro, é o sétimo álbum dos veteranos de BH, e promete te deixar desnorteado 11 vezes. A capa é bem espartana, tem algumas texturas bem distantes, mas em suma é o logo da banda e o nome do play, sem frescura.




Assim que é dado o play já vem um grito e começa "The Bitter Art of Detestation" com intro de bateria bem cheia de groove e entra o som como se espera: pesado, bem trabalhado, técnico e agressivo. Destaque para as vozes bem apresentadas com backing vocals muito bem colocados

Na sequência tem "Rage Before Some Hope" e de novo o peso não decepciona. O disco está bem produzido, com muitos detalhes a serem observados enquanto se aprecia a qualidade das composições e eu tive a certeza de que o estilo da banda é mais melodioso que de muitas do mesmo gênero, mostrando arranjos clean e passagens menos agressivas que servem de prenúncio para a agressividade voltar. Destaque nesse ponto para o baixista que colocou linhas bem feitas e que valorizam o instrumento sempre que possível.

Em "Toothless Messiah" temos uma intro que convida a esperar pela música e realmente vale a pena, os vocais variam um pouco, a velocidade dá lugar às passagens melodiosas e ao mesmo tempo pesadas da terceira faixa. (ouçam até o final que tem finalzinho com vozes pra cantar junto!)

Agora vem "Murder, Sex, Hate and More" e, como o nome sugere, lá vem sabugo. Música bem agressiva e com passagens interessantes cheias de arranjos de baixo e temas de guitarra. Vamos à quinta faixa, "Violent March of Chaos" e mesmo que eu tenha notado algo antes, desa vez ficou mais claro, tem uma teclado ali? É discreto, mas dá pra pegar um tecladinho trazendo um peso extra e montando uma base para a banda..... E não é que ele volta depois, com maior evidência? Gostei!

Em "Damaged Wood Coffins" a coisa começa séria, com intro clean e vozes em português dizendo coisas como "sepultura", "caixão de madeira podre", e assim por diante, mostrando a atmosfera da música, e logo no primeiro riff, novamente o baixista vem com força e complementa a ideia da música. No final tem um violão bem bacana fazendo um tema bem leve. Gostei do contraste com a música toda.

Chegou o grande momento, faixa 7 do sétimo disco! "Epidemic and God Selfishness" Uma música com riff marcante e melodioso, com questionamentos quase narrados antes do refrão, muito interessante. "Elitist Heaven Ruled By Devil" começa com um riff bem marcado e entra na música que assim como as outras tem bastante oscilação rítmica, deixando tudo mais interessante e de certa forma mais moderno.

"The Time Bomb Conscience", começa com efeito de bomba relógio, rola uma explosão e vem a música, cheia de ênfase e groove. Adivinha quem volta no meio da música? Teclado de novo! Sensacional. Praticamente emendadas, na sequência tem "KRH317" cheia de riffs e temas, bem agressiva e reforçando que se você ouviu até aqui, já acostumou com o que a banda tem pra oferecer.

Chegando no fim do disco, última música "Ministry of National Inquisition", virada curta de bateria e desce a lenha com mais peso. Riff rasgado e solado, entra um som com variações de velocidade, cada vez mais peso e mudanças drásticas no meio das etapas. 

O disco é bem legal, tem 46 minutos de peso incessante e vale cada segundo.  A banda está ativa desde 1994 e tantos anos de estrada trouxeram maturidade e criatividade para o quinteto.  7th não decepciona e pra quem gosta do estilo, é um banquete!

Material recebido pela Metal Media.


FORMAÇÃO
Fernando Lima - voz
Marcos Amorim - guitarra
Kerley Ribeiro - guitarra
Rafael Porto - baixo
Beto Loureiro - bateria

TRACKLIST
01) The Bitter Art of Detestation
02) Rage Before Some Hope
03) Toothless Messiah
04) Murder, Sex, Hate & More
05) Violent March of Chaos
06) Damage Wood Coffin
07) Epidemic And God Selfishness
08) Elitist Heaven Ruled By Devil
09) Timebomb Conscience
10) Krh317
11) Ministry of National Inquisition

Coluna: a essência dos álbuns conceituais - #01

Em um universo com tanta variedade e inventividade como o do Rock/Metal, é natural que a música alcance níveis de profundidade incríveis, com uma reciprocidade entre o público que anseia por composições com significados relevantes e filosóficos, questionando e reconstruindo os próprios conceitos e ideias, e as bandas, que elevam o gênero ao que tanto gostamos, através de músicas cada vez mais bem trabalhadas, letras cada vez mais profundas e questionamentos que envolvem a própria natureza como seres humanos.

Mas a maior representação dessa grandiosidade provavelmente vem nos álbuns conceituais, algo que poucas pessoas não ouviram falar ainda, mas muito menos experienciaram e menos ainda entenderam a experiência como um todo. É um trabalho longo, requer ouvir várias vezes com muita atenção, mas com certeza vale muito à pena.

Pela definição, um álbum conceitual "[...]é um álbum em que todas as músicas contribuem para o mesmo efeito final ou para uma história única. Enquanto normalmente, na música, um álbum de um artista ou de um grupo consiste simplesmente numa série de músicas que o artista ou os membros do grupo escreveram ou escolheram para o integrar". Mas essa definição é falha, pois define um álbum conceitual mais pelo que ele não é do que pelo que ele é, portanto, permita-me dar minha definição.


Um álbum conceitual primeiramente tem uma história ou uma ideia central, a qual todas as músicas orbitam, o chamado "conceito", as músicas podem parecer irem muito distantes as vezes, mas faz parte da exploração, segundamente, o álbum é feito pra ser escutado em uma sequência específica, como atos de um teatro, essa sequência é tanto "narrativa" quanto melódica, pois o instrumental também é extremamente atrelado à evolução da ideia e muitas vezes tem significado próprio.

Tendo essa matéria como a primeira de uma série sobre ábuns conceituais, gostaria de apresentar alguns dos meus favoritos, alguns que ganharam matérias próprias:

Metropolis Part 2: Scenes from a Memory - Dream Theater


Talvez o álbum mais profundo no sentido, uma obra prima. O álbum conta uma história sobre um homem que frequentemente sonha com uma mulher, que foi sua encarnação passada, porém mistérios não resolvidos sobre o assassinato dela a mantém presa a esse plano. Não existe um segundo desse álbum que não seja carregado de significado, o instrumental fala tanto quanto as letras.

The Circus of Tattered and Torn - Daydream XI

Uma representação nacional, e que representação. O álbum aborda os conflitos pessoais de todos nós em uma estrutura arquitetada com maestria, cada ato representando ao mesmo tempo uma evolução e degeneração, tudo arquitetado em volta de um tema circense que encaixa perfeitamente com a metáfora. Será o primeiro álbum que iremos mergulhar profundamente na próxima coluna sobre o tema.


From Mars to Sirius - Gojira


Outro álbum que dispensa apresentações, representa tudo que há de melhor no quarteto francês através de uma história nada linear. Esotérico ao extremo, o álbum tem um tema cósmico fortíssimo, contado uma história que vai desde a criação do ser humano a nossa infeliz queda por não termos respeitado o próprio planeta, mas não se engane, o álbum é mais que brutal.

A Future in Whose Eyes? - SikTh



Bizarro, insano, degenerado, repugnante, são as primeiras palavras que me vem à cabeça quando lembro desse álbum. A maioria esmagadora que escutar esse álbum pela primeira vez com certeza vai odiá-lo, eu mesmo não gostei, mas se a segunda ouvida lhe chamar atenção, sinto muito, não tem mais volta. O álbum representa de uma forma absolutamente insana um "futuro" distópico, enquanto questiona nossos rumos e conflitos como indivíduo. Esse álbum vai roubar um pouco da sua sanidade mental após você entende-lo, certamente roubou da minha.

Essas recomendações já são o suficiente para mergulhar nesse universo, lembrando que os álbuns requerem ser escutados em sequência com a devida atenção para serem entendidos, é um passo a mais, requer mais dedicação, mas a recompensa vale o esforço.

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #105

Mais um final de semana chegou, e com ele veio mais um topfive: cinco bandas para se ouvir no final de semana. Confiram a lista que preparamos, algumas delas lançaram videoclipes recentemente, pegue sua bebida e relaxe!



01) Taverna - Celtic Folk Rock - Belo Horizonte/MG

A banda belo horizontina Taverna foi criada em 2013 pelos músicos Mariana Roque (Vocais/Percussão), Gustavo Fofão (Violão), Rômulo Salobreña (Viola/Violino), Rafael Salobreña (Bodhran, Alfaia, Derbak) e João Gabriel (Bandolim, Flautas e Gaita de Fole). A banda consegue fazer uma imersão aos tempos antigos e praticam uma música celta de primeira.




02) Lakunna - Heavy Metal/Rock - Varginha/MG

A banda varginhense Lakunna foi fundada em 2017 pelos músicos Rodrigo Berne (guitarras e ex Tuatha de Danann), Dani Nolden (vocais e Shadowside), Allan John (baixo) e Gabriel de Paiva (bateria). A banda tem a proposta de cantar em português e já chegou quebrando tudo, ao lançarem recentemente seu primeiro single e vídeo clipe 'Cinzas'. Não há muito o que dizer sobre a banda, pois a música fala por si só.




03) Final Disaster - Death Metal Melódico - São Paulo/SP

A banda paulista Final Disaster Foi formada em 2013. A atual formação conta com os músicos Kito Vallim (vocais e guturais), Laura Giorgi (vocais), Daniel Crivello (guitarras e backing vocals), Rodrigo Alves (guitarras), Felipe 'Kbeça' Ribeiro (baixo) e Bruno Garcia (bateria). A banda vem conquistando cada vez mais público e tem se destacado no cenário nacional. Lançaram recentemente o clipe para a música 'The Dark Passenger'. Se você gosta de horror e metal, é a banda ideal para você!




04) Rest in Chaos - Thrashcore - Florianópolis/SC

Nascida em 2016, na grande capital catarinense. Rest in Chaos é formada por, Gustavo Novloski (vocal), Juliano dos Santos (guitarra), Adriano Alves (baixo) e Marlon Joy (bateria). Dentro de todas as suas excelentes músicas lançadas, trazemos o destaque para o clipe recém lançado de "Ego Riser". Em matéria divulgada, a banda contou que a parte mais difícil foi encontrar o cenário ideal para a gravação, depois de encontrar o local, era a hora de encontrar a empresa e quando tudo estava certo, confira o resultado desta obra:





05) Chicospell - Stoner/Metal - Imbituba/SC

Chicospell é um trio formado por grandes amigos da cidade litorânea de Imbituba, em Santa Catarina. Com sua sonoridade abusiva, forte e impactante, incentivou a formação de outras bandas na região. Recentemente voltou de um hiato com a mesma formação, que continua intacta desde seus primórdios. Os músicos Rafael Freitas (voz/guitarra), Andrei Garcia (baixo) e Éder Freitag (bateria), recentemente em uma apresentação executaram algumas releituras de uma outra banda local, que era conhecida como "Hall of Sinners", que o vocalista e compositor Marcel Willou (agora in memoriam) junto de Andrei e Éder, levaram a banda a grandes palcos por anos, uma homenagem digna a um grande artista. O grande sucesso da Chicospell é o single "No One's Happy Land", confira:



Vox Ignea: confira o novo single "Agora é a Minha Vez" e bate-papo com o guitarrista Rodrigo Santos

As vezes sentimos muito por um ciclo tão incrível se encerrar, assim como foi do EP "Em Chamas" da banda de Hard Rock, Vox Ignea. Mas ao ouvir o novo single "Agora é A Minha Vez" que dá o pontapé inicial para que um novo ciclo se inicie, as expectativas são claramente as melhores possíveis.




Um dos pilares de toda esse trabalho da Vox Ignea é o guitarrista e compositor, Rodrigo Santos, nascido em São Paulo, escolheu o instrumento de seis cordas aos 15 anos de idade e desde então, nunca mais deixou de lado.

Conversamos com ele a respeito do novo single, próximos passos e algumas coisas relacionadas a Vox Ignea, pode ser conferido agora:

Este novo single marca o começo de um novo ciclo. Como você enxerga isto?
Rodrigo Santos: Sim, “Agora é a minha vez” marca o início de um novo ciclo para a Vox. O “Em Chamas” foi o nosso cartão de visitas, como o primeiro trabalho da banda, serviu para apresentar a Vox Ignea para o mundo e dar uma ideia do que a banda pode mostrar. Apesar de ser um EP com apenas cinco faixas, o “Em Chamas” expõe uma certa variedade entre as músicas. Há o quase Heavy Metal de “Erupção”, o Hard swingado de “Bêbada de Rum”, os riffs mais clássicos de “Infernal”, um Hard Rock mais pesado e moderno em “Jogo Rápido” e uma balada bem acessível que é “Imersa”. Nós propositalmente tentamos exibir várias facetas da banda no primeiro trabalho e, daqui para frente, vamos explorar com mais profundidade cada uma delas. Com “Agora é a minha vez” pretendemos explorar a faceta mais acessível da banda, sem perder a essência e a pegada Rock ‘n’ Roll, mas, também, com a possibilidade de atingir um público mais amplo e que normalmente não ouviria a banda em outra circunstância.

Daqui por diante, a Vox Ignea mudará alguma coisa, buscando algo mais comercial, ou investirá em um trabalho como o EP "Em Chamas"?
Rodrigo Santos: Musicalmente não mudaremos nada. Como eu disse antes, a Vox tem várias “caras”, nós somos uma banda versátil o suficiente para explorar várias sonoridades dentro desse estilo de Rock ‘n’ Roll que escolhemos seguir. “Agora é a minha vez” tem uma pegada mais acessível, mas essa música foi composta desde a época do “Em Chamas” antes até de algumas músicas que acabaram entrando no EP, ou seja, é do início da banda, mesmo só tendo sido lançada agora. Então, a mudança não está na sonoridade, mas acho que haverá uma mudança nítida em relação ao profissionalismo da banda, que a gente espera que consiga alçar patamares mais sérios daqui pra frente. Nosso som tem sido bem definido desde o início, nós fazemos Rock ‘n’ Roll! E o Rock ‘n’ Roll é bastante diverso, por isso nós pretendemos explorar bem essa diversidade. A ideia da banda é gravar e lançar um disco completo com pelo menos 10 músicas até o final de 2019 e esse trabalho deverá ser ainda mais diverso que o “Em Chamas”, com músicas mais pesadas e músicas mais diretas, mas também com canções que podem ter uma cara mais pop. Todas essas influências diferentes tem um fio condutor que é personalidade da banda, então, apesar de diferentes entre si todas as futuras composições terão a “cara” da Vox. Acho que é justamente essa ausência de previsibilidade no nosso som que torna a banda interessante, a gente não quer ficar monótono, nós queremos sempre surpreender o público com trabalhos novos que sejam interessantes para o ouvinte.

Notável uma cozinha mais solta e coesa. Com a nova formação, o próximo disco poderá buscar mais presença do baixo e bateria?
Rodrigo Santos: A nova formação, na verdade é a formação original, (Hahahaha). Nós ficamos um tempo tocando com bateristas diferentes desde a saída do André em outubro de 2017. Mas o André acabou voltando para a banda e a formação agora está bem estabilizada. Nós três, eu na guitarra, o Evandro no baixo e o André na bateria temos um ótimo entrosamento musical, só da gente se olhar no palco nós já sabemos pra onde a música vai e pra onde a gente precisa ir, (hahahaha). Com certeza, o próximo disco deve ter uma presença cada vez mais marcante da cozinha. Nós temos músicas novas que começaram com ideias do Evandro e que têm o baixo como instrumento condutor e a bateria do André é sempre pesada e muito marcante. Acho que faz parte da nossa evolução musical essa percepção de que as bases estão mais soltas e coesas, então, com certeza os próximos trabalhos devem ter essa presença maior do baixo e da bateria. 

E você como guitarrista, o que uma cozinha bem feita na música facilita sua vida de que maneira na hora de criar?
Rodrigo Santos: O processo de composição da Vox começa comigo compondo os riffs e a estrutura básica de cada música, depois a Raquel cria a melodia vocal e as letras, depois entram o baixo e a bateria para refinar o trabalho e dar a cara final para a música. Mesmo seguindo essa ordem da guitarra chegando primeiro e depois os outros instrumentos sendo incluídos para dar a forma final da música, a qualidade da nossa “cozinha” faz toda a diferença! As vezes a ideia inicial da música acaba sendo alterada para dar mais destaque a um arranjo de baixo e de bateria que acaba surgindo ao longo do processo de lapidação de cada faixa. Isso aconteceu, por exemplo em “Jogo Rápido” do nosso EP “Em Chamas”, em que a base de guitarra foi alterada para seguir uma frase que o baixo faz em um determinado momento da música. Na própria “Agora é a minha vez”, o arranjo do refrão mudou desde a ideia inicial, para seguir a linha de baixo que, para mim, soa com uma forte influência do Geddy Lee do Rush. Quando o Evandro criou essa linha, o André seguiu fazendo aquela condução clássica no ride da bateria (como o Neil Peart faz em “Spirt Of Radio”, por exemplo) e a partir disso eu mudei também o arranjo da guitarra. A cozinha incrível que a Vox tem possibilita que eu tenha total liberdade na hora de criar os riffs, porque eu sei que eles vão surgir com um arranjo de base que, além de complementar minha ideia inicial, vai levar essa ideia a um patamar ainda mais refinado e dar a melhor qualidade que a gente pode oferecer para cada composição.

A Vox Ignea já tem músicas novas além da "Agora é a Minha Vez"? Qual a mensagem que tentaram passar com essa nova música?
Rodrigo Santos: Sim! Nós temos várias músicas novas além de “Agora é a minha vez”. Graças às forças do universo nessa banda nós somos muito criativos! (Hahahaha). A gente tem cerca de trinta músicas já iniciadas e pelo menos nove dessas já praticamente finalizadas. Para quem já nos viu ao vivo nós temos tocado algumas dessas novas composições, como “Covil”, “Ela Vem”, “Diversão” e “Ego de Rei” e como eu disse na primeira resposta, essas músicas são bem diversas entre si, apesar de manterem uma certa unidade sonora. “Covil”, por exemplo, é uma música muito influenciada por Black Sabbath, com um riff bem pesado que conduz a maior parte dessa faixa, mas há uma sessão no meio dela que é completamente louca e psicodélica.  “Diversão”, por outro lado, é uma música com uma energia incrível, bem pra cima, com uma certa influência de AC/DC e com uma letra bem rocker. Já “Ego de Rei” tem um instrumental direto e acessível e a letra fala sobre dar a volta por cima e se sobressair em um relacionamento em que uma das partes é um ególatra, tudo na perspectiva feminina da Raquel.  Nesse sentido, eu acho que a mensagem que nós tentamos passar é uma mensagem de empoderamento feminino, afinal as letras da banda são escritas pela nossa vocalista. Um empoderamento por meio da força que o Rock sempre teve e que precisa voltar a ter e que pode servir como uma força libertadora do comportamento. Mesmo quando os temas são mais ligados à festa, diversão ou bebedeira, que são temas comuns no Rock ‘n’ Roll mais clássico, o fato de serem escritas na perspectiva feminina traz uma força e uma visão diferente para a Vox. Por exemplo, “Bêbada de rum” aborda de certa forma o fim de um relacionamento amoroso, mas também trata da independência e da autonomia da mulher que pode escolher se embebedar e se virar sozinha se ela quiser. Outro exemplo está em “jogo rápido”, em que a letra diz “te conduz e te come e te usa a fim de um jogo rápido sem se magoar”, essa frase sendo dita da perspectiva de uma mulher tem uma força diferente, é de certa forma um reflexo da libertação sexual pela qual as mulheres ainda hoje são obrigadas a lutar. Pra mim, as mensagens da banda têm esse sentido, aliar temas clássicos do mundo do Rock ‘n’ Roll, com a força que o Rock tem, junto com questões humanas do quotidiano, sob uma perspectiva feminina.


Sem mais delongas, ouça o novo single "Agora é a Minha Vez"



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