25 setembro, 2016

Tears Öf Rage: fazendo Heavy Metal com elegância
Maykon Santos Kjellin21:47 0 comentários

Na atualidade são poucas as bandas que apostam no Heavy Metal tradicional, e quando apostam, na maioria das vezes, ficam presas nas mesmices das quais o público já está farto.



A banda gaúcha Tears Öf Rage, lançou n final do ano passado seu álbum de estreia, que também recebe o nome de Tears Öf Rage, o disco conta com oito faixas autorais que esbanjam qualidade. Gravado,mixado e produzido no estúdio Digital Master na cidade de Caxias do Sul/RS por Juliano Boz, Tears Öf Rage é de um puro Heavy Metal, mas com uma envolvência capaz de conquistar a todos.

A banda trás uma aposta diferenciada, com variações vocais que vão do grave ao extremo agudo com excepcional maestria.

Confira abaixo o primeiro single do disco, "Collapses in Paradise":




FORMAÇÃO

Cléber Reis – vocal, guitarra
Luan Mussoi – guitarra
Cristian Porto - baixo
Guilherme Adamatti - bateria


TRACKLIST

01 – Walk In The Valley Of The Shadows Of Death 
02 – Devil’s Child 
03 – Tears Of Rage 
04 – Vengeance 
05 – Across The Bridge 
06 – Eternal Torment 
07 – Collapses In Paradise 
08 – Curse Of Eternity



Resenha: Sovaĝa Animo - BaRok-Projekto (2016)
Maykon Santos Kjellin18:33 0 comentários

Que todo mundo sabe que Goiás é o recinto de bandas e duplas sertanejas, é verdade. Mas e bandas de rock? Você conhece alguma? Se em rock em geral é difícil ter, imagina em algumas derivações. Power Metal, Folk, música clássica e barroca? Quem iria imaginar?



Mas podemos ver isso com a banda BaRok-Projekto. Fundada em 2007. a banda goiana conta com 2 EP'S "Bataltemp" e "Jen Nia Viv-River". Seu primeiro álbum de estúdio, intitulado "Sovâga Animo", conta com um diferencial da banda entre todas as outras do Brasil. A banda investe em um som pesado e com pitadas de música clássica e influências barroca, no começo as músicas soam estranhamente aos nossos ouvidos, mas ao ouvir afundo, você vê a essência desta mistura.

O único ponto negativo é que talvez tenha faltado um pouco mais de atenção na mixagem e masterização, a bateria em certas vezes some e fica um vazio enorme. Por outro lado, as músicas são bem construídas, sempre pregando aquilo imposto pela banda encima do álbum, um conceito totalmente construído em volta do disco e que foi levado ao pé da letra do começo ao fim.

Uma única coisa que não entendi, foi o motivo da música "Part I", ficar longe da música "Part II" essas músicas deveriam ficar em sequência para desfrutar, mas ficaram como segunda e sétima faixa da tracklist, respectivamente. Faltou para a banda, uma música que fosse considerada um "hit", aquela música que grudará na sua cabeça e não sairá, que ao ouvir músicas semelhantes, você ligue o nome da banda a aquela faixa.

De forma alguma quero criticar o disco, até por que é um álbum interessante e musicalmente falando, lotado de efeitos e surpresas. A banda foge totalmente da "mesmice", quando falo em outras resenhas que uma banda deve fugir daquilo que estamos esgotados de ouvir, o BaRok-Projekto leva isso bem a sério, eles trouxeram algo que nunca tínhamos ouvido, pelo menos eu particularmente nunca tinha ouvido algo tão surreal e tão bem trabalhado em músicas com diversas decaídas.

Karliene Araújo é o nome da estrela da banda, dona de um vocal forte e impressionante, em certos momentos lembra Tarja Turunen, que na opinião deste que escreve, é uma das melhores frontwoman's do mundo. Karliene tem o apoio de backing vocals fortes e rasgados, sua voz lírica é tão calma que chega a nos fazer relaxar, outro músico que devo exaltar neste grupo é o tecladista, Miguel Brasil, pois ainda acredito que nos dias de hoje alguns tecladistas são injustiçados, mas o que muitos não sabem é que em certas bandas eles fazem total diferença, seja com sintetizadores, com órgãos ou controladores.

Para resumir, temos aqui uma banda inovadora, pregam aquilo que acreditam e fazem muito bem feito. Espero que levem minhas críticas para o lado bom e procurem as corrigir, sobre as criticas positivas, continuem a investir nelas. Não tenho dúvidas que a banda vai conquistar um público maior fora do nosso país, enquanto aqui sua sonoridade ainda estranhamos, lá eles receberão de braços abertos, particularmente gostei do que foi apresentado e achei que cada instrumento foi muito bem encaixado e elaborado, tenho curiosidade do que a banda ainda apresentará a nós, que continuem com este belo trabalho e o principal, invistam naquilo que acreditam e os fazem bem, isso é o que importa na maioria das vezes!

FORMAÇÃO
Karliene Araújo - vocal
Muniz - guitarra
Rafael Milhomem - guitarra
Thiago Alberto - baixo
Miguel Brasil - teclado
Junior Nieri - bateria

TRACKLIST
01 – Antaŭparolo de Prapatra Kaciko
02 – Tauba Kaj Kerana (Malbeno – Part I)
03 – Ĉe Ni Estas Abasai’
04 – Droniga Pasio
05 – Reĝino de La Nokto
06 – Sovaĝa Animo
07 – La Sep Filoj (Malbeno – Part II)
08 – La Sagoj de Ruda’
09 – Melodio de Akŭanduba
10 – Kaapora (bonustrack)
11 – La Plej Bona Ĉasisto (bonustrack)

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Especial: discos de aniversário #1
Vinicius Albini-Saints10:42 0 comentários



24 de setembro de 1990, uma explosão toma conta do cenário heavy e principalmente thrash do metal. O Megadeth lança seu magnus opus definitivo: Rust in Peace, álbum considerado o mais completo do Thrash Metal, contendo riffs de qualidade absurda, grooves extremamente intensos e um peso furioso e impressionante. Dave Mustaine e seu eterno escurdeiro David Ellefson estavam a frente de uma nova formação da banda, como o virtuoso guitarrista Marty Friedman e o exímio baterista Nick Menza, que penduraria durante a próxima década quase inteira, emplacando clássico atrás de clássico. Rust in Peace foi o auge técnico, criativo e comercial da banda, que não perdeu qualidade nos lançamentos seguintes, mas passou por uma mudança que praticamente todas as grandes bandas de Thrash dos anos 90 se viram obrigadas a aceitar: a mudança do conceito global sobre música pesada.

A aposta anterior em músicas rápidas, intensas e com riffs que abusavam das escalas, foi por água abaixo quando em 1991, exatamente após um ano do Rust in Peace, a indústria musical foi derrubada por uma banda chama Nirvana, que lançou o disco Nevermind, dono de mais de 30 milhões de vendas. E o Rust in Peace? Conseguiu mais de 4 milhões, um ótimo número para o Thrash Metal, mas... o que o Nirvana tinha que o Megadeth não teve?

Rust in Peace é um disco simplesmente impecável no quesito composição. Dave Mustaine estava em um alto nível de inspiração, elaborando riffs primorosos e letras geniais para o disco, enquanto seus companheiros de banda deram demonstrações do melhor que podiam apresentar. São quarenta minutos distribuídos em nove faixas que passam destruindo a cabeça do ouvinte, sendo a maioria delas clássicos obrigatórios em qualquer playlist dos metalheads.


E o Nevermind? - por Maykon Kjellin


24 de Setembro de 1991, nasceu uma nova maneira de compor. Um ano após o lançamento do Rust in Peace, surge em Aberdeen e vindo a estourar em Seattle uma banda com riffs sujos e vocal rasgado, bateria com energia à mil e um baixista desorientado em palco. Nevermind foi o ápice do Grunge, emplacando diversos hits, incluindo o clássico Smells Like Teen Spirit, que até hoje está tocando por diversas casas. Kurt Cobain sempre foi considerado um verdadeiro louco e os loucos sabem fazer músicas, além de Smells Like Teen Spirit o álbum também ficou marcado por outras músicas, como "Polly", "Lithium", "Come As You Are" e "In Bloom", tinha músicas para todos os gostos e para todas as criticas. 

Confesso com tristeza e com um pé atrás que a produção do disco é bem abaixo, mas como os recursos da época eram esse, o que importava mesmo era a sonoridade. Lembro de entrevistas de empresários dizendo que estranhavam o som do Nirvana, mas olhavam seus shows o público indo a loucura, que era algo totalmente fora do controle. O engraçado de tudo isso, que Kurt Cobain sempre criou suas músicas sem ambição alguma e do nada o álbum estourou nas paradas de sucesso, dali para frente suas turnês aumentaram, seus shows estavam cada vez mais lotados e a procura era grande, todos queriam o Nirvana. 



Se algo sobre o disco ensinou os músicos que o tem como influência, é como compor o que gosta sem se importar com a opinião alheia. O disco capta toda a alma dos músicos, Kurt, Krist e Dave, principalmente do primeiro citado, o coração da banda. Se pesquisar mais afundo pela internet vai descobrir diversas curiosidades que tem em volta do Nevermind, como por exemplo o nome, que originalmente era para ser "Sheep" ou o motivo de a banda ter tocado poucos segundos de "Rape Me" em um programa da MTV e logo após tocar "Lithium". Talvez hoje em dia falte um pouco dessa rebeldia em bandas de Rock/Metal, mas que da saudade dá, sinto muito por quem não gosta!


O Matheus Gusthavo lembrou também do "Blood Sugar Sex Magik" do Red Hot Chili Peppers.

Claro que não poderíamos esquecer também do clássico absoluto do Red Hot Chili Peppers, "Blood Sugar Sex Magik", um disco que mostra a essência dessa incrível banda, com uma sonoridade sem igual, muito funky e muito rock 'n roll, o baixo do Flea é o grande destaque, com certeza um dos melhores discos da banda. Completando 25 anos de história, que foi lançado pela gravado Warner e conta com clássicos como: Power Of Equality, Give It Way, Suck My Kiss e diversas outras musicas.

Um disco duplo de classe, todas as músicas são incríveis, excepcionalmente perfeitas para qualquer ocasião, muito funkeado e groovado, uma gravação muito boa para a época, e letras geniais, sem censuras, em sua mais pura essência. Nesse disco que o mundo conheceu o clássico Under The Bridge, que se tornou um hino da banda, não poderíamos falar dos anos 90 sem citar esse petardo, que marcou tod0 um século e permanece ainda nos dias atuais.

Banda é muito influente dentro do cenário do rock, principalmente do rock alternativo, musicas que dizem sobre sexo, drogas, mortes, decepções amorosas e preconceitos. Riffs estupendos, vocais envolvedores, baixo invejado e uma guitarra distorcida sem igual, isso é Red Hot, isso é Blood Sugar Sex Magik, 25 anos foderosos de historia e muita put@#*%.

24 setembro, 2016

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #2
Maykon Santos Kjellin07:00 0 comentários

Dando continuidade a nossa coluna que os oferece ótimas bandas para você conhecer nesse fim de semana, apresentamos 5 bandas de todo canto do Brasil. Você que vai pra faculdade ou está voltando pra casa após mais um dia árduo no trabalho, não pode deixar de dar uma ouvida em uma dessas cinco bandas. Tem rock ao metal, tem samba ao hardcore, o que vale é escutar um bom rock autoral. Confira a lista de 5 bandas que você precisa conhecer nesse fim de semana #2:



01)  Psycho Queen - Rock - São Paulo/SP

A banda paulista formada só por garotas, tomou forma no ano de 2012. As garotas focaram suas influências em Hard Rock e Heavy Metal, em seu repertório muito bem distribuído, nos deparamos com bandas como Iron Maiden, Kiss, Metallica e Led Zeppelin, só por estes exemplos, já da para imaginar o que esperar do quinteto feminino. A banda é muito bem vista pelos estados de São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e Minas Gerais, sempre com sua agenda cheia e com diversas viagens marcadas. Até o momento elas tem apenas uma música autoral divulgada, porém diversas outras que as acompanham em seus shows. Na sonoridade apresentada, os vocais fortes e muito bem cantados, unindo-se as guitarras retas e marcantes chamam a atenção. Uma boa pedida para o fim de semana!




02) Incerto HC - Hardcore Melódico - Recife/PE

Incerto é uma banda de hardcore melódico, formada em 2014 em Recife. Influenciados pelo punk californiano, europeu e nacional de bandas como Millencolin, Bad Religion, No Use For a Name, Dead Fish, Dance Of Days, Noção de Nada, Sugar Kane, Dead Nomads e outros, a banda traz um som simples, direto e honesto. A banda aborda em suas músicas, temas como situações cotidianas, denúncia social, passados esquecidos ou não e claro, as incertezas da vida. Afinal, todo futuro é Incerto, porém é certo que a banda faz por merecer para estar nessa lista. Um grupo formado por pessoas humildes, que dão tudo de si em cima do palco para mostrar sua arte. Dias ruins servem para aproveitarmos os dias bons, não existe glórias sem sufoco ou sem suor derramado, temos que correr e buscar o nosso lugar ao sol, o horizonte foi feito para todos, alcança quem quer, esse é o Incerto.




03) Dust Commando - Stoner Metal - Taquari/RS

Confesso que sou suspeito em falar dos gaúchos do Dust Commando, recentemente resenhei o novo trabalho deles recém lançado, o "Between Chaos and Grace", que com cinco faixas chegou para marcar. A banda tem um bom compositor, Thiago Rabuske tem músicas para diversos álbuns. O Stoner Metal realizado com maestria e inteligência, são o diferencial da banda, o Stoner está cada vez mais presente nas playlists do público amante do Rock/Metal. O grupo promissor da pequena cidade de Taquari/RS, vem impressionando até mesmo as midias, pois o antigo quarteto - agora um quinteto - reuniu as criticas do seu ultimo EP e procuraram evoluir neste novo trabalho apresentado, para a felicidade de todos, conseguiram. 




04) Huaska - Samba com Metal - São Paulo/SP

O Huaska é talvez a banda mais antiga da lista, formada em 2002 quando o new metal dominava as paradas de sucesso das rádios, TV e internet. A proposta inicial da banda era fazer metal alternativo cantado em português. Suas letras tinham como inspiração sentimentos de saudade, introspecção e amor. Era isso que fazia do EP Mimosa Hostilis um EP que chamava bastante atenção na cena de underground do new metal da época.

Foi em 2006 no seu primeiro CD, 'E chá de erva doce', que o Huaska mostrou que estava disposto a fazer um rock diferente de tudo existia no Brasil. Além das canções pesadas com melodias suaves, a banda apresentou batidas de violão tipicamente brasileiras como as do samba e da bossa nova em suas músicas cheias de intensidade. A partir dai foram muitos outros CD's e por isso, é uma referência nacional na forma como compor e como fazer boa música.




05) Análogo - Metalcore - Criciúma/SC

Eles acabaram de lançar seu primeiro EP, junto dele cem cópias deste trabalho. Merecem estar na lista pelo suor derramado e pelas conquistas recentes, a banda investe pesado em si e os resultados tem sido assustadores. A banda faz um som pesado, com os vocais rasgados e um instrumental matador sua sonoridade aos poucos vai moldando a roupagem da banda, lhe mostrando que o Metalcore ainda tem forças e ainda pode surpreender. Som pesado também serve para relaxar durante o final de semana, as vezes uma música grita por você, tudo o que você gostaria de gritar e ao fim de tudo isto, você estará relaxado e mais light. Rock/Metal tem essa facilidade de as vezes lhe compreender nas horas que ninguém te entende, uma música pode falar coisas que você nem imaginava, por isso NÃO ADIANTA FALAR, TEMOS QUE GRITAR!



23 setembro, 2016

Conheça: Faya (Macaé/RJ)
Maykon Santos Kjellin18:19 0 comentários

O estado do Rio de Janeiro é marcado por belas cidades, ótimas praias e um lugar aconchegante para seus turistas, todo mundo tem vontade de conhecer. Mas o Rio de Janeiro também é um lugar aonde está despontando grandes artistas de Rock, que é o caso da banda Faya.



Faya é uma banda do estado do Rio de Janeiro, formada na cidade de Macaé, onde o cotidiano urbano do litoral inspira suas letras e melodias. Lugar aonde uma relação de amor e ódio entre vitórias e derrotas nas batalhas do dia-a-dia, transpiram em suas veias os incentivando a fazer arte a base de música.

Carregada de influências do funk e folk americano, também do grunge e rock moderno nacional e internacional. A Faya é muito querida por onde passa, sempre com alto astral e boa energia, a banda deixa um gostinho de quero mais.

Faya traz em seus shows as músicas de seu primeiro EP intitulado "Forte Marechal", que contém letras fortes e melodias cheias de vida e energia. Seu repertório inclui ainda sucessos nacionais e internacionais que influenciaram a banda e marcaram gerações, mostrando um som de alta qualidade com a pegada rock que tira todo mundo do chão!

FORMAÇÃO
Alvaro Tomaz - vocal
Billy Belmont - baixo 
Maicon Oliver - guitarra 
Eric Guimaraes - bateria 
Marlon Wesley - teclados

SIGA FAYA

Resenha: III - Sheer Mag (2016)
Ananda Martins12:46 0 comentários

Imagine uma banda que através de sua sonoridade é possível fazer uma conexão entre grupos como The Jackson Five e Thin Lizzy. Uma banda que te provoca aquela sensação de "acho que já escutei isso antes" mesmo sem você nunca ter ouvido (e o mais importante - sem perder a originalidade). Acrescente uma vocalista extremamente talentosa, com uma voz que te fará lembrar de gente como Suzi Quatro, Janis Joplin e cantoras da cena disco dos anos 70. Não conseguiu imaginar? Parece loucura? Então eu lhes apresento o Sheer Mag.



Antes de começar a discorrer sobre o lançamento mais recente deste quinteto da Filadélfia que mesmo com apenas 2 anos e meio de estrada, já tem dado muito o que falar por aí; é necessário dizer que em 2015 a banda começou a se destacar em shows locais, tocou no SXSW do mesmo ano e em seguida disponibilizou seu single “What You Want” por 100 mil dólares. Isso mesmo. 100 MIL DÓLARES.

Antes de preparar as 7 pedras, já aviso de antemão que quando questionados sobre isso, o Sheer Mag sempre cai na risada e responde: "Não tínhamos a versão física pronta na época, e pensamos: Se alguém comprar vai ser louco."

Assim como outras bandas de sua geração eles se recusam a assinar com um selo. É tudo na base do faça-você-mesmo.

 O "III" é o terceiro 7'' EP do Sheer Mag. O disquinho encerra a trilogia composta por "7'' (2015) e "II" (2015). A banda aprecia esse formato de verdade. Mas o minimalismo presente nos nomes que intitulam seus materiais não consta em suas músicas.


"Can't Stop Fighting" é a faixa que abre o disco. Melodia dançante, guitarras marcadas e vocais levemente abafados. A música é de um engajamento estrondoso. Ela trata sobre o medo que nós mulheres somos expostas todos os dias quando saímos às ruas. É sobre não parar de lutar e não fingir que não está entendendo o que se passa. Arrepiante. Mas é necessário um pouco de atenção para entender todo esse contexto, uma vez que você pode se distrair com a vontade inebriante de sair dançando ao escutar essa música.

O baile segue com "Worth the Tears". Destoando do clima que a faixa anterior provoca, aqui temos um rock/powerpop repleto de riffs apaixonantes, acompanhado de uma letra bem água-com-açúcar. Ah, o amor... Este sempre rende pano para as melhores mangas, e já não é de hoje.

"Night Isn't Bright" tem riffs levemente mais acelerados e refrão grudento. Um pé afundadíssimo no bom e velho Thin Lizzy. Rock n' roll afirmativo que fala sobre fazer o que quiser e dar o seu melhor. A noite não é brilhante, mas você pode torná-la.

E finalmente, chegamos ao destaque do disco: "Nobody's Baby". Aqui retornamos de vez à vibe dançante e marcante da primeira faixa. Esse som ganhou até mesmo um clipe, repleto de efeitos em VHS que em tudo tem a ver com a proposta do Sheer Mag. Tina Halladay nos brinda com uma voz altiva e cheia de confiança. E antes que você se apaixone de vez, a vocalista faz questão de deixar bem claro: Ela não é de ninguém, à menos que você a trate da maneira que ela merece. Nada boba essa menina.

Não se sabe ao certo se a banda está ou não trabalhando em novos lançamentos, mas o Sheer Mag tem excursionado sem parar e fizeram sua primeira aparição televisiva no programa Late Night With Seth Meyers (um destes vários talk-shows bem populares nos EUA) tocando "Nobody's Baby".

Ah, vale lembrar também que a imprensa especializada anda rasgando seda para o grupo e os listaram como uma das 10 bandas que você precisa ouvir em uma edição da Rolling Stone americana.

Divulgação.

FORMAÇÃO
  
 Tina Halladay - Vocal
                                                     Kyle Seely - Guitarra
Hart Seely - Baixo
  Matt Palmer - Guitarra
   Ian Dykstra - Bateria


TRACKLIST
 
                                                    1. Can't Stop Fighting 
                                                    2. Worth The Tears 
                                                    3. Night Isn't Bright 
                                                    4. Nobody's Baby


SIGA SHEER MAG 

22 setembro, 2016

Zumbido: lançado o videoclipe de "Espiral do Silêncio"
Maykon Santos Kjellin17:12 0 comentários

Espiral do Silêncio é o tema do segundo clipe do Zumbido. Concebido pela cientista política Elizabeth Noelle Neumann, a teoria fala sobre os indivíduos omitirem suas opiniões diante de outra dominante, e assim passarem a ser inseridos em determinado grupo. Resumindo, você abandona o que acredita pra ser aceito na sociedade. 




O clipe faz um paralelo neste contexto não só com a letra, mas também com uma reflexão em imagens diante do que a política e a mídia nos apresenta como solução para o crescimento social. Para nós fica a mensagem de que a política tem falhas de todos os lados e um dos vilões somos nós como eleitores, mas que com simples gestos do dia a dia podemos fazer nossa parte para uma sociedade melhor.

Com direção de Vinicius Rosa, roteiro de Pedro Cavalcante (apoio de Ada Sue, Luis Vandson e Vinicius Rosa) e produção da própria banda, amigos e familiares, o clipe foi filmado em Brazlândia e a música gravada em Goiânia, no estúdio Coruja. O clipe contou com a presença do músico, ator, atleta e grande amigo, Lusemberg Pereira, na pele do protagonista. A música fará parte do nosso primeiro EP, que será lançado entre outubro e novembro.

Curiosidades: O clipe foi gravado em apenas um dia e planejado em alguns meses. A ideia inicial não tinha uma sala revestida com jornal e não teria um personagem além da banda. Depois de muita discussão interna, e com a entrada do diretor, todos concordaram e foi a melhor coisa que fizemos. O áudio no início do clipe foi inserido pelo diretor um dia antes do lançamento e topamos na hora. Segundo o vocalista/compositor, Espiral do Silêncio é uma das poucas músicas que ele compôs já com um tema pronto, pois geralmente ele vai achando acordes e compondo ao mesmo tempo. Conheceu a teoria quando cursava jornalismo na faculdade e aquilo fazia sentido em diversas situações, logo resolveu que daria pra virar música.

Sem mais delongas, assista agora:


Resenha: Between Chaos and Grace - Dust Commando (2016)
Maykon Santos Kjellin12:40 0 comentários

Conhecemos inúmeras bandas neste primeiro ano do blog, algumas marcam e ficam conosco por mais tempo e até mais intima. Um destes casos é o Dust Commando que sempre acompanhou o nosso trabalho e em contrapartida nos deixou sempre ciente sobre seus trabalhos, um deles, o recém lançado "Between Chaos and Grace" que estávamos ansiosos pelo lançamento. 




Acredito que tenha valido a pena a espera, o novo trabalho foi muito bem produzido e referente ao antigo ep, foi também melhor mixado e masterizado, com mais peso e com a audição dos instrumentos mais claros. Porém uma coisa que nunca pode ser colocado em pauta ou em dúvida é a qualidade da banda, que em diversas vezes demonstraram que vieram para ficar, que tem um legado a deixar daqui a algumas décadas e claro, muitas histórias para contar também.

Eu ouvi todas as faixas mais de dez vezes, sem exageros e até agora não enjoei, nem vou na realidade. Quando o vocalista Rabuske disse que pelo o que me conhece, eu iria gostar mais da terceira faixa "No Grudge", dessa vez admito que ele errou, a que ficou na minha cabeça como um "hit do Metal" é a "Outsider", pela questão de como o vocal é construído durante a canção, mas tenho que admitir que instrumentalmente falando, "No Grudge" é bem mais interessante, tem um riff memorável e grudento, que não sai da cabeça de jeito nenhum. 

O Stoner está cada vez mais pulsando nas veias do agora, um quinteto, pois Rabuske passa a assumir apenas o vocal, para ter mais liberdade de explorar sua voz. Como vinha falando, este disco está bem mais Stoner, as decaídas e as repentinas mudanças são de surpresas constantes. Também sou obrigado a admitir que é um trabalho bem mais maduro e mais pensado, a banda investiu pesado em bons riffs e como tinha dito, mais grudentos e memoráveis. 

Os vocais de Rabuske também mostrou que tem raízes no Grunge, sua voz em certos refrões lembram os vocais rasgados de Kurt Cobain, e claro, lembram muito os vocais de Phil Anselmo, sua principal influência aparentemente. Não posso deixar de exaltar o trabalho de Felipe Silva, o baterista além de ótimo músico também é um bom produtor e tem excelentes criações dentro do disco, é uma peça fundamental do grupo. Gabriel Alexandre, dono de uma base forte e que dá o peso necessário para o Heavy Metal, deixando que o trabalho do Stoner seja desenhado aos poucos por João Vitor, o dono do riff matador de "No Grudge".

A evolução do músico é necessária, se você não está evoluindo você deve olhar para trás e procurar aonde está errando. O Dust Commando recebeu algumas criticas negativas da imprensa com seu antigo trabalho e invés disto os desmotivar, usaram para motivar. Atitude de banda grande para falar a verdade, os gaúchos de Taquari não recuaram e na verdade, resolveram contra atacar os ouvidos mais exigentes, sendo assim, conseguiram nos trazer um dos melhores discos do ano. Particularmente sou muito adepto a ouvir Stoner e Grunge, afirmo que a maneira como o Dust Commando faz isto soar fácil me assusta, compor é mera diversão, que mistura com o sentimento de amor pelo instrumento, o que unindo tudo isto, temos um resultado chamado "Between Chaos and Grace", um disco sensacional.

FORMAÇÃO
Thiago Rabuske - voz e baixo
João Vitor - guitarra
Gabriel Alexandre - guitarra
Felipe Silva - bateria

TRACKLIST
01 - Spår
02 - Outsider
03 - No Gudger
04 - P.O.T.U.S
05 - Edema

DUST COMMANDO SENDO ENTREVISTADA PELA A HORA HARD E JÁ FALAVAM DO SEGUNDO EP, ASSISTA.


OUÇA AGORA MESMO O NOVO EP DO DUST COMMANDO

21 setembro, 2016

Resenha: Sem Juízo - Moby Jam (2014)
Maykon Santos Kjellin22:19 0 comentários

A cena carioca vem crescendo e demonstrando que está trazendo bons nomes a mídia. Recentemente postamos bandas como No Trauma, Basttardos, Reduto, Tock Hard, Monstractor e uma porção de outras boas bandas. Hoje é a vez de um som mais tranquilo, puxando as influências para o Rock Clássico, algo que sempre é muito bem aceito por onde é apresentado. Falamos de Moby Jam.

O Moby Jam tem uma certa bagagem pela questão da sua formação ser bem madura e ter muita viagem dentro da música. Pelo o que li no encarte, o vocalista e guitarrista Marcelo Vargas compôs boa parte das músicas e isso é fundamental para uma banda, um músico inspirado e de boas composições.




Na primeira audição meus ouvidos ficaram alegres com o que eu ouvi, cada vez fico mais feliz ainda por ver as bandas de nosso país estarem procurando compor músicas em nossa língua pátria, o que para o som do Moby Jam é crucial, afinal suas músicas tem tudo para conquistar um público mais "light". A banda tem influências nas suas composições de Blues, Rock 'n Roll Clássico e um pezinho no Pop e MPB.

E as composições do Marcelo Vargas não são para encher linguiça, pelo contrário, são músicas para estufar o peito e dizer com orgulho que as compôs. Temos músicas muito bem trabalhadas desde as bases até o solo e mesmo se tratando de um Power Trio, a banda consegue alcançar um grau de peso necessário para não embolar os instrumentos, procurando preencher até o "último fio de cabelo" disponível na música.

A energia contida no álbum é incrível, é o tipico álbum de lhe acompanhar no carro para uma viagem em família ou com os amigos, aquela trilha sonora que encaixa perfeitamente com uma paisagem e uma viagem para jogar o "estresse" fora e tentar capturar a maior quantidade de energia positiva que conseguir, Moby Jam lembra a fase mais Pop do Titãs e dos Paralamas do Sucesso, em certas doses até Engenheiros do Hawaii, três bandas que ouvia muito com meu coroa quando era moleque, de certa forma, me trazem boas lembranças da infância, é um álbum rico, que transparece as composições e faz quem ouve, sugar esta boa energia. 




Acredito muito que não será a última vez que vamos ouvir um disco do Moby Jam, mesmo que este seja de 2014, acredito que teremos futuros bons frutos vindo ai, não acredito que a fonte de inspiração deste trio tenha acabado, acredito que estão guardando boas composições para quem sabe logo um novo álbum chegar até nós, pelo fato da divulgação deste álbum estar mais árdua neste ano de 2016, só nos restas esperar uma nova obra de arte vindo dos músicos, parabéns pelo álbum.

TRACKLIST
01 - Purpurina
02 – Sol
03 – Chuva Ácida
04 – Descalabro
05 – Homem de Gelo
06 – Brilhar A Minha Estrela (Da Mais Um)
07 – O Voo
08 – Sem Juízo

FORMAÇÃO
Marcelo Vargas - vocal e guitarra
Augusto Borges - bateria
Elson Braga - baixo

Ratclif: videoclipe de "Chá de Alívio" lançado
Maykon Santos Kjellin13:17 0 comentários

Ratclif é uma banda promissora da capital catarinense, desde sua fundação os músicas de Florianópolis/SC, vem demonstrando tamanha energia em palco, aonde conquistam cada vez o público pelo carisma apresentado em meio a suas canções.



Fomos contemplados com a noticia de que a banda voltou após algumas férias e com eles a noticia de que chegaria o novo álbum da banda, intitulado "Sinergia". Como se não fosse o suficiente para alegrar quem sentia falta do grupo, nesta semana lançaram seu videoclipe da faixa "Chá de Alívio" uma das faixas do novo disco, que trás imagens cômicas e passa uma mensagem de forma conexa à interpretações pessoais bastante variadas, assista:


SIGA RATCLIF

Conheça: Hawaii Carioca (Rio de Janeiro/RJ)
Maykon Santos Kjellin11:01 0 comentários

No final de 2013, idealizada pelos amigos Thiago Dia’s e Victor Rezende, nasce a Hawaii Carioca. A proposta da banda é trazer para a atualidade, influências fortes dos melhores anos do rock n’ roll, fazendo um som limpo e em sintonia com os dias de hoje, mostrando o melhor do pop rock e do reggae.



Bastante eclética, a Hawaii Carioca possui, entre seus integrantes, influências que vão de Paralamas do Sucesso e Red Hot Chilli Peppers até bandas mais atuais como Natiruts , Charlie Brown Jr. e Onze20, sempre presentes em seu repertório.

Atualmente, seu foco é o trabalho autoral, já em fase de finalização. Suas letras falam principalmente de problemas sociais, existenciais e, porque não, de grandes paixões, tendo como fundo uma trilha que mistura guitarras pesadas, solos melódicos e o groove do reggae.



A exigência com seu trabalho faz, da Hawaii Carioca, uma banda séria e fortemente engajada aos seus objetivos profissionais, mas que, ao mesmo tempo, procura levar ao palco muita alegria e descontração através da sua forte e natural interação com o público.

FORMAÇÃO
Thiago Dias - voz
Victor Rezende - guitarra
Nelio Rodrigues - baixo e backing vocal
Ramon Oliveira - teclado
Gil Guimarães - bateria

SIGA HAWAII CARIOCA

20 setembro, 2016

Elephant Casino: confira o novo videoclipe da banda
Marcel Caldeira21:48 0 comentários


Uma das bandas mais envolventes do cenário mineiro, a excelente Elephant Casino, vem angariando cada vez mais novos fãs com seu trabalho massivo de divulgação e produção em alta qualidade de tudo lançado pela banda.

Após divulgar oficialmente a produção do primeiro álbum, “Believe” e informar que dia 19 de Setembro, o mesmo estará oficialmente disponível ao publico em geral, a banda acaba de lançar o clipe da música que leva o nome do álbum, Believe é uma aula de Hard Rock com qualidade e muito peso, a banda usa e abusa de técnica e muito feeling, o clipe consegue constatar com exatidão a ideia da banda, envolver o telespectador com música e imagem de forma magistral.

A música “Believe” aborda o tema cotidiano de uma sociedade capitalista, controlar e consumir, de forma massiva e sem se deparar com os problemas que isso possa acarretar em um futuro mais próximo que possamos esperar.

Na estrada desde 2015, a Elephant Casino apesar de nova, vem se destacando com seu estilo, resgatando as linhas mais clássicas do Hard Rock, mas sem deixar de utilizar linhas mais modernas em sua sonoridade, a banda apresenta um som autêntico e muito bem produzido elevando a banda de uma simples iniciante a uma das grandes promessas do Hard Rock brasileiro.
ASSISTA O VIDEOCLIPE "BELIEVE"

Por: Roadie Metal
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Resenha: Viva Forte Até Seu Leito de Morte - No Trauma (2016)
Marcel Caldeira13:02 0 comentários

Ah, o Rio de Janeiro... Barão Vermelho, Detonautas, Los Hermanos, Matanza, Medulla, Paralamas do Sucesso, Roupa Nova e tantas outras grandes. Mas a cidade mais bela do mundo também é cria de muitas outras bandas do undergound brasileiro. Diabo Verde, Confronto, Plastic Fire, Disola, New Day Rising e muito mais. E há também, o No Trauma.




O No Trauma foi fundado em 2011 e já tiveram diversas reestruturações. Com um metal bem conservado e explorando o Metalcore, a banda é bem pesada. Quem curte Project 46, definitivamente irá adorar o No Trauma.

"Viva Forte Até Seu Leito de Morte" é o primeiro álbum da banda carioca e você sabe que a banda tem um futuro, devido a ótima qualidade de seu primeiro trabalho. Com o No Trauma não é diferente, afinal são doze faixas de puro peso, sendo uma instrumental. Com toda a certeza banda irá conquistar tanto os amantes de Metal como os de Hardcore. 

A qualidade do instrumental unida ao vocal gritado de Hosmany Bandeira é vista logo na primeira faixa. O peso de "Fuga" nos dá uma palinha de como vai ser todo os quarenta e dois minutos de álbum. Com a letra em português - assim como todo o álbum -, a faixa é sensacional. E já ganhou até um videoclipe. 

ASSISTA "FUGA"

Os belos riffs de "Quimera" e uma mínima baladinha de "M.M.A" nos levam a faixa "Massa de Manobra". Que som sensacional. Do berro ao canto de várias pessoas e com uma parte de RAP, que querendo ou não representa um som genuinamente brasileiro. Além de uma bela letra a critica social de nosso país. É difícil definir uma faixa melhor do álbum, mas Massa de Manobra está ao lado de Fuga.


Em seguida, vem "O Chamado" e "Forca". Ambas faixas parecem bem parecidas, porém, têm suas diferenças em certos momentos. Após "Sedativo", que é uma faixa com 42 segundos de música instrumental, vem "Demoniocracia". Um, realmente, tapa na cara da sociedade brasileiro. 

Com uma letra "mais atual impossível", a faixa é muito boa, bem construível, e a que mais deu vontade de escutar de novo. "Voltar vivo pra casa devia ser um motivo de ganhar uma medalha no peito". Uma das melhores do álbum.



"Igualdade" que começa com um canto bem corrido e "Algemas do Medo" que também explora o belo trabalho do vocal, e em seguida dando sequência ao disco, a faixa "Viva Forte". Com fortes influências de Metalcore, a faixa foi a primeira a ser lançada desse álbum e até ganhou um videoclipe lá em maio de 2015. "Sawabona Shikoba" é a faixa que encerra o álbum, talvez pela letra ou por ser a mais "leve" do álbum.

ASSISTA "VIVA FORTE"

O álbum é muito bom. Pode ser um pouco repetitivo mas tem ótimas faixas que dá pra ver facilmente o potencial da banda carioca, que só tem a melhorar a cada nova trabalho. Vale lembrar que o álbum está disponível em todos os grandes streaming e no youtube.


FORMAÇÃO
Hosmany Bandeira - vocal
Jhonny Boy - baixo
Tunninho Silva - guitarra
Marvin Tabosa - bateria


TRACKLIST
01 – Fuga
02 – Quimera
03 – Meu Mundo Artificial (M.M.A)
04 – Massa de Manobra
05 – O Chamado
06 – Forca
07 – Sedativo
08 – Demoniocracia
09 – Igualdade
10 – Algemas do Medo
11 – Viva Forte

12 – Sawabona Shikoba


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19 setembro, 2016

Resenha: Análise do Caos - Melanie Klain (2016)
Maykon Santos Kjellin12:28 0 comentários

Ninguém mais do que eu esperava por este lançamento, acompanhei alguns detalhes, desde saída de membros com a gravação em andamento até o sucesso que tem conquistado hoje. Melanie Klain foi a primeira banda nos procurar e além de virarmos grandes amigos, pude presenciar músicos sedentos por fazer boa música, inteligentíssimos na questão de marketing e com uma visão crucial sobre o que queriam para o futuro.

O álbum abre com a introdução, que faço questão de citar um trecho "Desrespeitável público, bem vindos ao show de horrores chamado Brasil, um país de escravos carentes de justiça um povo que finge não saber os seus problemas e na maioria das vezes se acha no direito de criticar outras nações". De fato, já iniciamos com um soco na cara!




Abrindo as portas musicalmente falando, a minha favorita dos caras, não poderia deixar de falar um pouco dela já que foi a primeira que ouvi. "Abençoado por Deus" o que me lembra muito System of a Down, desde a primeira vez em que ouvi sempre os disse, pelos fraseados do vocal e também pelo timbre de voz de Duzinho semelhante ao de Serj. A música se desenrola até um breakingdown impressionante e assustador, que enquanto o vocal fala algumas frases, eis que surge um solo de guitarra para arrepiar dos pés a cabeça, até voltar a porradaria e mais ódio para aqueles que são cegos por um cristianismo, mas não pense que a banda prega isso, na verdade a música consiste em dizer que "tudo o que é de mais, faz mal".

E o álbum é assim do começo ao fim, lotado de surpresas boas e de composições muito bem pensadas a cada segundo, detalhes que passariam despercebidos por qualquer um, menos para Melanie Klain. Muitas bandas que utilizam da arte procuram atacar o governo brasileiro, este que nos trouxe a esta crise em que vivemos, porém, o grupo não direciona seu ódio apenas a politica, como por exemplo nas faixas, "Rede Social", "Cartas de um Suicida" e "Fé Cega", que falam abertamente sobre como o público ultimamente utiliza da internet, de como uma "mente suicida" pensa, age ou se sente, e como a fé cega muitos que seguem uma religião especifica e fica cego sem olhar aos horizontes, explicações estas respectivamente as músicas citadas.

As músicas tem uma convicção tão forte que lhe molda a forma de ver o que acontece ao nosso arredor, não que quem ouve seja alienado, mas sim pela forma como expõem suas músicas, com a força do vocal e os instrumentais bem elaborados dando ênfase aos vocais, fazia um certo tempo em que não ouvia refrões tão sérios e bem pregados. A voz de Duzinho é tão suave e ao mesmo tempo tão agressiva, que alternam entre explicações e razões, a clareza exposta em todas as letras dão a entender a inteligência pregada pela banda na forma de compor, principalmente para a surreal, "Carta de um Suicida" que abre os olhos de como devemos ajudar as pessoas que pensam nesta barbaridade.

Mesmo que de certa forma seja notório diversas influências, a Melanie Klain não se rotula e consegue mesclar diversos estilos durante a trajetória do disco, do Thrash Metal ao Heavy Metal clássico, do Hardcore ao Rock 'n Roll pegado e cru, uma mistura que só tem a agregar e tornando assim suas composições um prato cheio e interessante. A originalidade da banda sempre está em destaque, seja em suas composições ou sem seu marketing, os paulistas se preocuparam desde a composição de suas músicas até os mínimos detalhes do encarte do CD (destalhado no final deste).

Quando o termo "a banda para dar certo, deve ser comandada como uma empresa" entra em vigor, não tem como a banda não dar certo. O grupo é muito profissional e tem uma visão ampla sobre sua carreira, investem pesado e não estão para brincadeira. Pelo talento, o instrumental durante o álbum podemos notar diversas mudanças, de cadenciado a riffs mais rápidos, de pesado e furioso, desce para calmo e harmônico, todas as mudanças repentinas são dentro de uma única composição, enquanto vocal arrepia dos pés a cabeça, seja com seus agudos, seus vocais rasgados ou sua voz suave na citação de frases.




Os solos de guitarra são obras de arte muito bem planejadas e compostas. Uma sacada de um grande guitarrista, que ainda vai deixar sua marca no nome do Heavy Metal nacional. A cozinha da banda se desenvolve pelas doces mãos de Vick no baixo, que assumiu o cargo de baixista no meio das gravações e deu conta do recado. A bateria muito bem tocada e com grooves encaixados no momento certo, dão a certeza que temos aqui uma banda completa, não é atoa que a banda e suas composições ganharam o carinho de Caio MacBeserra do Project 46, aonde rasgou elogios ao grupo de Mococa/SP.

Não consigo falar de uma única coisa da banda e dar ênfase só a ela, tudo aqui me chama a atenção, foi uma das primeiras bandas que comecei a analisar quando começamos o blog e é indescritível o orgulho que tenho de ter recebido o físico dos caras. Mesmo em uma cena lotada de boas bandas, Melanie Klain sempre se destacará, seja pelo profissionalismo, pela inteligência ou por se doarem de corpo e alma para que suas composições toquem outras pessoas, assim como me tocou e me conquistou como um fã e amigo.


Sobre o Encarte

A capa já atrai na primeira vista, aparentemente uma pessoa dentro de um carro de luxo com celulares, relógios e roupas de grife, enquanto pessoas o olham pelo para-brisa com a vista de uma cidade em caos e claro, o seu terço religioso no espelho retrovisor. Mas há algo que chamou a atenção, existe uma pasta em cima do banco do carona escrito "Análise do Caos", muitos dirão que "o nome do álbum tem que estar em algum lugar" já eu digo que não, talvez o encarte seja a continuidade desta pasta.


03 - Diálogo

Diálogo é uma música que defere palavras contra o sistema e para enfatizar a parte do encarte a banda fez um código binário logo abaixo da letra, escrito: 01001110 11100011 01101111 00100000 01110011 01100101 01101010 01100001 00100000 01110101 01101101 00100000 01100110 01101001 0110110 01101000 01101111 00100000 01100100 01100001 00100000 01110000 01110101 01110100 01100001 que significa : "NÃO SEJA UM FILHO DA PUTA".


04 - Fé Cega

A faixa que fala que a fé cega seus seguidores, também tem coisas que impressionam no encarte, como por exemplo citações bíblicas descritas no encarte com os salmos na bíblia. Mas o que chama a atenção é no canto do encarte, que está descrito "XXº XXVIII'nIV"S XLVIIº nn' XVII"W", que no caso se substituir os "n" por "0", você terá a latitude e longitude da cidade natal da banda, Mococa/SP.


05 - Guerra

A música fala um pouco sobre como seria uma guerra, aonde um soldado precisa de reforços e conta um pouco da politicagem dentro de uma guerra. E logo abaixo tem algo que me chamou a atenção, um código morse que descobri que traduzido diz "Mas se não há justiça, não pode haver lei", ao questionar os integrantes, descobri que é trecho de uma música nova, acho que teremos novidades em breve.


06 - Marcas do Abandono

É uma música forte que lhe faz engolir um seco e suar frio. Você sente na pele como é a mente de uma pessoa que sofreu abandono, com frases "Rejeição, somente o que estou pra mim, solidão" e no encarte tem uma frase escrita ao contrário que se localiza em baixo de onde fica a letra que é "Eu morri amando cada um de vocês", no minimo isto é arrepiante!


08 - Carta de um Suicida

Para mim uma das músicas mais geniais do álbum. Quem já teve suicídio na família ou no ciclo de amizade, sabe o quanto é doloroso perder alguém que quis que optar pelo fim da vida. A música além de muito bem escrita, trás esta ideia brilhante ao encarte, a letra é imposta no encarte como literalmente uma carta.






10 - Rede Social

Uma banda que quis complicar o encarte e prender o pessoal a ler e procurar saber o que é o que. Rede social trás o o QR Code, que se abrir com o celular você será direcionado ao facebook da banda e também trás a foto dos integrantes com códigos criptografados, que quer dizer o nome e a data de nascimento de cada um. 


11 - Análise do Caos


A faixa que leva o nome do álbum é uma das mais fortes do grupo paulista, talvez a cantada com mais raiva e prazer. Como o encarte na minha concepção é uma continuidade do arquivo/pasta que esta no banco do carro na capa do álbum, o encarte desta música trás a ultima estrofe apagada como se alguém tivesse tentado apagar, mas uma folha de caderno colada como a segunda parte da música que foi encontrada pelo dono do arquivo, outra sacada de mestre.




12 - Reflexão

A unica que não está no encarte. Ai que você está enganado, ela está espalhada por todo o encarte com trechos colados em todas as outras músicas, de trecho em trecho que vai montando a letra da música. Mais uma sacada genial, por essa eu não esperava.





Muitas bandas não vem dando tanta atenção para seus encartes, geralmente encartes com as letras de músicas e algumas fotos, o que não deixa de ser bacana, mas este encarte da Melanie Klain é genial, um toque de mestre que prende a pessoa que adquirir o álbum a olhar e querer decifrar tudo que se encontra no encarte, que foi o meu caso. Gosto muito da sonoridade da banda, gostei da inteligência pregada nas composições e como conseguiram me prender no encarte por horas e horas.

O encarte ficou sob a responsabilidade do artista, Paulo Junior Lucis. Já a capa com a artista, Carol Navarro. Ambos são pessoas do ciclo de amigos da Melanie Klain, artistas que provaram que as bandas podem confiar em artistas locais. O encarte é essencial, sim!



FORMAÇÃO
Duzinho - vocal
Chapolim - voz - guitarra
Viola - guitarra
Vick - baixo
Pedro - bateria

TRACKLIST
01 – Introdução
02 – Abençoados por Deus
03 – Diálogo
04 – Fé Cega
05 – Guerra
06 – Marcas do Abandono
07 – Lavagem Cerebral
08 – Cartas de Um Suicida
09 – Cólera/Nação
10 – Rede Social
11 – Análise do Caos
12 – Reflexão

Material recebido pela Roadie Metal.