Abraxas Records: credibilidade não se cria da noite para o dia, o trabalho da Abraxas impressiona a cada dia que passa

A Abraxas foi fundada em meados de setembro de 2013, pelos irmãos Felipe e Rodrigo Toscano, estreando a turnê da banda francesa Mars Red Sky. O foco sempre foi o público que transita entre o Rock 'n Roll e a Psicodelia dos anos 60's e 70's, como também vertentes mais modernas como Stoner, Doom e o Sludge. Nos últimos anos a Abraxas se tornou referência no cenário nacional, promovendo grandes eventos, mas não só isso, constantemente crescendo a movimentação das próprias bandas independentes nacionais.



Tudo o que uma empresa do cenário precisa é de credibilidade e isso a Abraxas tem de sobra. Cada vez mais, o selo apresenta novos lançamentos e os eventos e turnês pelo Brasil não param, as novidades estão cada vez mais constantes e quem tem a ganhar com isso, somos nós, admiradores da boa música.

Veja um resumo de alguns lançamentos da Gravadora, ouça e desfrute.

Sã lança videoclipe da música Desprogramação


O recém lançado vídeo da banda goiana Sã está deixando até a maior emissora de televisão do país furiosa. Há relatos que a banda quebra TVs no palco e alguns fãs estão começando a fazer o mesmo. Veja o clipe polêmico aqui: https://youtu.be/6RYuR73oJyc.

Rock psicodélico em português, visceral e filosófico. As sínteses são mesmo a melhor maneira de apresentar o complexo e criativo conceito por trás da música da banda Sã, de Goiânia, que lançou em maio deste ano o disco de estreia Una-Maçã nas plataformas de streaming pela Abraxas Records. Ouça aqui: https://ONErpm.lnk.to/Una-Maca.

War Industries Inc. lança single More Casualties



‘More Casualties’ é o mais novo single da War Industries Inc., um tema que experimenta o visceral garage punk da banda com novos elementos que permeiam o stoner rock, a psicodelia e levadas de bateria hipnóticas, e também marca a estreia da banda na Abraxas Records. A música, que fará parte do próximo disco, WWIII, já está disponível nas principais plataformas de streaming. Ouça aqui: https://onerpm.lnk.to/WarIndustries.

Psilocibina lança vídeo ao vivo de LSD



Prestes a lançar o primeiro álbum, que será prensado em vinil pelo selo alemão Electric Magic, em parceria com a Abraxas Records, o power trio de música psicodélica Psilocibina apresentou 'LSD' na segunda edição do Sessões Mata. A live, que conta com a participação especial da performer Cexe e de José Vitor dos Santos na percussão, pode ser conferida aqui: https://www.youtube.com/watch?v=uHPm66QEWgY

Projeto Trator lança ‘Na Órbita do Medo’, 10º registro de inéditas



'Na Órbita do Medo’, o 10º registro do Projeto Trator, exalta tudo aquilo que o duo paulista martela há 12 anos de atividades: músicas fora do senso comum, e muita caoticagem, calibrada a partir da junção de momentos sludge, doom, stoner e punk. O novo EP tem quatro músicas, que já estão nas principais plataformas de streaming via Abraxas Records. Ouça: https://ONErpm.lnk.to/ProjetoTrator.

Paulo Uedo (guitarra/vocal) e Thiago Padilha (bateria) apresentam, como de costume, uma sonoridade orgânica, com pouquíssimos overdubs, captada junto a Sérgio Ugeda (ex-Hierfofante Púrpura) no estúdio Bem Maior, ainda em 2017. Antes de ganhar a versão definitiva do EP, as novas músicas – ‘Na Órbita do Medo’, ‘Asfixia’, ‘Vermes’ e ‘Absurdos’ – foram testadas ao vivo na turnê realizada ano passado na Argentina.

A crítica social nas letras do disco ‘Fora Temer’ (2016) está ainda mais direta neste novo material, sem nunca deixar de lado a estética dadaísta, uma das mais fortes características do processo criativo lírico do duo. “Não é clichê, mas é o que a gente vive no dia a dia. O Fora Temer é uma referência boa pra entender o que se reflete nesse EP. Nada melhora, tudo piora na realidade brasileira”, desfere Paulo.

Mayaen vai do stoner ao alternativo no EP de estreia



Fábio Mazzeu (guitarra e vocais, Lively Watter) e André Leal (bateria, Stone House on Fire e Carbo) resgatam a verve noventista da fase áurea de Monter Magnet, Fu Manchu, Soundgarden e Alice in Chains ao longo das seis músicas de Mudlord, o EP de estreia do duo Mayaen que chega às principais plataformas de streaming pela Abraxas Records. Ouça aqui: https://ONErpm.lnk.to/Mayaen.

 Gravado no estúdio Jukebox, em Volta Redonda (Rio de Janeiro), o registro é essencialmente stoner, mas com nuances de rock alternativo. A mistura é sentida nos riffs arenosos, nos vocais graves e energéticos, embalados pela bateria e refrãos marcantes. O próprio duo assina todas as músicas, enquanto a produção do EP teve a colaboração de Kleber Mariano.

O Mayaen, formado neste ano, é a válvula de escape de Mazzeu e Leal, criado para experimentar ideias, sonoridades e revigorar a amizade de longa data. A única regra aqui, explica o duo, é compor com o mínimo de recursos, uma proposital – e bem-sucedida – back to basics. Enquanto Mazzeu é ligado a bandas com propostas mais modernas, apegado ao hype, Leal é quem enaltece e mantém vivo o clássico. “A ideia é misturar tudo”, contam.

Em novo EP, ITD avança com Doom Metal cantado em português



Puxado pelo single Peregrinação, lançado na primeira quinzena de maio, a banda de doom metal brasiliense Into the Dust, a ITD, acaba de lançar o seu segundo EP. As quatro faixas do registro, disponíveis nas principais plataformas de streaming via Abraxas Records, podem ser conferidas aqui: https://ONErpm.lnk.to/ITD

O novo EP, sem nome, é um complemento natural do EP originalmente lançado em 2014 e disponibilizado ano passado pela Abraxas para streaming. É doom cantado em português, por diversas vezes escatológico, mas também com duras críticas à avareza e mesquinharia que corrói o homem.

A faixa de abertura, ‘Escolhido’, é uma alegoria sobre o ser humano e sua função social no mundo. A seguinte, ‘Relíquias do Caos’, retrata Brasília, mais exatamente sobre a destruição moral dos políticos corruptos.  Já ‘Era Sombria’ é basicamente sobre egoísmo, emendada a um bônus, ‘Fraus’, que fala sobre misericórdia.


Gods & Punks adiciona peso e novos experimentos em 'Ceremony of Damnation Pt.1'



'Ceremony of Damnation Pt.1' é o EP que sucede o elogiado disco de estreia 'Into the Dunes of Doom' (2017).  Num curto intervalo entre os lançamentos, a Gods & Punks avança na proposta de experimentar sonoridades e apresenta neste novo registro três músicas que ampliam sua já marcante personalidade musical, agora transitando entre o stoner, o progressivo, blues e pelo metal. O registro, que sai pela Abraxas Records nas plataformas de streaming, pode ser conferido aqui: https://ONErpm.lnk.to/GodsAndPunks

A arte gráfica do EP, que mantém o diálogo e a temática futurista dos demais álbuns do quinteto carioca, mais uma vez tem a assinatura de Cristiano Suarez, hoje um dos mais conceituados ilustradores do Brasil.  'Welcome to the Ceremony', 'Ground Zero' e 'Blood Moon Sky' são mais longas e experimentais, ao mesmo tempo que se apresentam como as composições mais sólidas da Gods & Punks. Todas as passagens são milimetricamente bem construídas e conectadas com virtuosismo e punch.  Estão previstos ainda para 2018 mais dois lançamentos:  'Ceremony of Damnation Pt.2' e o segundo álbum, que será a junção dos dois EPs e mais outras inéditas. 

Em solo, Pedro Salvador renova progressivo com jazz rock



Com quatro músicas instrumentais de rock progressivo apimentado pela psicodelia brasileira e jazz rock, o EP ‘Objetos no Céu’ mostra mais uma vez um Pedro Salvador (guitarrista da Necro e Messias Elétrico) versátil e inspirado.  O novo material do músico está disponível nas principais plataformas de streaming, lançado pela Abraxas Records: https://ONErpm.lnk.to/PedroSalvador.

 Todos os instrumentos foram gravados por Pedro, que também assina a produção e a capa do EP. Na faixa título, a música é transcendental, como conta o músico. “Tem uma intenção ‘tecno-onírica’, um clima baseado nas sensações que antigas fotos de ovnis transmitem”.  A harmonização, em acordes menores, deixa tudo meio suspenso, sem resolução, “tal qual os clássicos relatos de avistamentos celestes”, completa Pedro.

Já ‘Flagelo Moderno’ experimenta células rítmicas da bateria. A música possui um núcleo percussivo e os demais instrumentos utilizados por Pedro aparecem entre arranjos ora afrobeat, ora highlife. “E as guitarras escapuliram para territórios baianos”, conta.

Agradecemos a colaboração das informações e a fonte de Tedesco Comunicação & Mídia.

Entrevista: Viletale (Blumenau/SC)

Diretamente de Blumenau, a cidade mais alemã do Brasil, localizada em Santa Catarina, nasceu a Viletale. Com o intuito de apresentar o horror seja ele, literário, cinematográfico ou real, o grupo busca fazer tudo isso explanando em forma de música. O que mais assusta na banda é que por mais que conte com um quarteto novo em idade, despejam muita experiência e energia no palco como veteranos. Trazem assim, uma sonoridade madura e escrevendo seu nome na história do Metal nacional com maestria. Tivemos o prazer de conversar com os membros e está muito interessante, confira:



Como se deu inicio a Viletale?

Alan Ricardo: Comigo começou com muita vontade de ter uma banda de metal extremo, e um dia por coincidência vi o Bruno (Janka) postando em sua rede social que estava tramando um projeto com influências de metal extremo, entrei em contato com ele, e marcamos um ritual de sacrifício.Desde então minha alma está guardada em uma sala secreta, e só a verei novamente em meu leito de morte. 

Matheus Lunge: Então, creio que surgiu de uma vontade mútua de ter uma banda de metal extremo que trouxesse novidades e conceitos diferenciados pra dentro do nicho. Conheci primeiro o Janka via facebook, eu curtia muito a banda antiga dele(7bullets) e resolvi adicionar pra conhece-lo melhor e trocar experiências diferentes. Ideia veio, ideia foi, eis que surge a oportunidade de fazer um som junto com ele, discutimos ideias e raízes e pronto, os primeiros passos foram dados. Nessa altura do campeonato, ainda não tínhamos guitarristas base nem baixista, então eis que surge o Teta(Alan Ricardo) pra completar o line da banda. Baixista foi a coisa mais complicada de se achar, foram alguns testes que não deram em muito coisa, até acharmos nosso menino prodígio e delicioso: Filipe Oliveira. Dai em diante as coisas só foram pra frente e cá estamos. Curiosidade: em 2014 todos estávamos no mesmo evento de metal(fortaleza rock festival) e não nos conhecíamos, mas a antiga banda do Janka tocou e a partir dai foi tudo meio que caminhado hahaha. 

Filipe Oliveira: A minha entrada como baixista se deu por volta do segundo semestre de 2016, onde eu ví um anuncio para baixista na página recém criada da banda.  Entrei em contato com o Janka e depois de algumas trocas de informações nos encontramos onde tirei a primeira musica da banda (vulgo Celestial Rapture); depois nos encontramos novamente, dessa vez com a banda inteira onde aí começamos a nos entrosar e já procedemos com ensaios semanais(que perduram até hoje) para as composições de do EP Vile, que foi gravado nos próximo meses. O resto é história. Vale destacar que antes da minha entrada nessa banda eu conhecia pouco do metal extremo com gutural, onde, abriu pra mim aí um novo universo de bandas. 


Quais as principais características da banda? O que fazem de diferente em suas opiniões.


Matheus Lunge: Acho que a nível musical, seriam nossas composição que conseguem trazer pitadas de muitas das vertentes do metal extremo, ao mesmo tempo que se moldam atmosfericamente ao que queremos transmitir com cada composição. As letras são muito bem trabalhadas e embasadas e muitas vezes podem conter uns easter eggs e referências diversas. 


Alan Ricardo: Assim como comentou o Matheus, cada um na banda trouxe seu "tempero" musical, e junto a isso tudo, muito horror atmosférico. As composições baseadas em histórias, quebra um pouco do paradigma da "mesmice" no metal, trás novos ares para criações, e temas de gosto comum dos ouvintes. Isso junto ao diferencial em apresentações ao vivo, conteúdos para nossos seguidores nas redes sociais, assim trazendo um contato mais próximo com quem está interessado na gente, dando sua devida atenção sempre que possível. 

A sonoridade apresentada pela banda hoje, era o que buscavam desde o início? Como funciona a fase de composição da banda?


Bruno J: Não. Tanto que no Initiation éramos uma banda ainda meio perdida mas com muito sangue no olho. Era pra ter uma linhagem qur encaminhasse a banda pras vertentes do gore. Mas vendo que a proposta lírica seria muito mais densa e iria requisitar uma composição mais trabalhada, procuramos, com o passar do tempo, adicionar elementos na composição que foram enriquecendo sua composição.
Normalmente a gente já  tem um apanhado de riffs que montam o esqueleto da música. A ideia é passada para todos os outros membros e cada um deixa seu registro de composição como acredita ser melhor, de uma forma democrática. A banda procura mudar os panos do cenário a cada musica ou "EP/álbum", estudando o gênero mais próximo do assunto tratado. Por isso percebe-se uma diferença um pouco berrante no nível das composições entre os 3 primeiros EPs e o single. 

Como está a produção do novo disco? O que o público pode esperar?


Bruno J: A produção do LOTP está sendo definitivamente nosso passo mais longe como referencia musical. Entender os processos de mixagens, observar uma nova prole surgindo com uma magnitude mais sagaz que as que previamente lançadas. Land Of Thousand Pleasures não vai só trazer a brutal cadência da Viletale, mas vai mergulhar os ouvintes em cenários que aguçam a ansiedade e a dissonância. E como todo projeto, estudaremos nossas falhas e oportunidades perdidas para, quem sabe, fim do ano que vem trazer algo melhor. 

Alan Ricardo: O novo disco está quase na linha de chegada, em breve acredito que ele será apresentado, mas ainda não está pronto. O público vai ver de cara que esse é sem dúvida nosso trabalho de melhor qualidade até o momento, e tenho certeza que as pessoas vão curtir toda a atmosfera do álbum, inclusive se após ouvir pesquisarem sobre a letra, e sobre suas histórias. 

Matheus Lunge: Ao meu ver, será um grande disco em todos os sentidos. O instrumental está muito bem trabalhado em conjunto com a atmosfera, as temáticas das letras e do álbum em si casam muito com as levadas, as letras são muito bem construídas e embasadas e sem falar da qualidade de produção que sem dúvidas vai ser um novo patamar para a banda. Estamos investindo um tempo considerável para deixar tudo mais polido e o mais prazeroso e poderoso possível para os nossos ouvintes. Creio que esse álbum será nosso passaporte daqui pra uma melhor hahhaha.

Vocês tem algum planejamento futuro, tirando o novo disco que está por vir?

Alan Ricardo: Os planos são longos, e com certeza surgirão mais coisas pela frente. 

Bruno J: Assim, com certeza terão alguns lançamentos áudio visuais. Land Of Thousand Pleasures não é um álbum pra de deixar passar em branco. Então sim. terão clipes. E não só referente a isso, mas somos uma banda temática. Assim como pegamos um pessoal desprevenido no NATAL, quem sabe aparece um mal na porta numa época peculiarmente interessante. 

Uma banda vive apenas do que se faz no palco? Como vocês analisam como é ter uma banda no cenário hoje em dia?

Alan Ricardo: Bah, essa pergunta é foda, no meu ponto de vista a banda hoje numa visão técnica, é como uma empresa, todos buscam melhorar e aprimorar os conhecimentos pro resultado do produto final sempre vir melhor e com mais qualidade, além de sempre estar investindo nosso tempo e dinheiro no que for possível melhorar pro nosso cliente final, o fã, o ouvinte. E do ponto de vista emocional, nós acabamos nos tornando uma família, sempre que alguém está com problemas nós tentamos ir atrás e ajudar e dar um "up" na pessoa, isso acabou se tornando parte da gente, eu nos vejo como uma coisa só e que anda junto, sempre nos mesmos passos e nos controlando para sempre melhorar. 


Bruno J: Vejo como uma empresa e como uma família. Existe tempo de brincadeira, confraternização e descontração. E tais momentos são frutos da disciplina. Pra se ter um empreendimento com sucesso no mercado, existem pilares essenciais. Network, diferencial, constante renovação e, acima de tudo, humildade. Não é fácil ter uma banda no Brasil, mas não é impossível. 

Matheus Lunge: Eu acho que é sinônimo de muita união, garra, determinação e disciplina. É muito importante numa banda, no cenário atual, tais qualidades; afinal as dificuldades sempre se mostram e logo a força da banda é posta a prova. Temos muitos exemplos no mainstream de bandas que muitas vezes se deixam abalar por falta de tais sentimento(ou esquecem muitas vezes) e de partilha-los. Uma coisa que creio que define muito a banda num nível inter pessoal, seria justamente a união, sempre nos tratamos como irmãos(inclui-se brigas hahah) e sem isso creio que não seríamos metade do que somos e podemos vir a ser. 





Existe várias vertentes dentro do Metal. Como vocês definem o "Horror Metal"?

Bruno J: Definimos Horror Metal por toda a cenário musical que criamos para abordar um tema de horror. É toda forma que extraímos o horror, seja ele literário, folclórico ou real para introduzir na música. O nosso papel, sendo uma banda de horror metal é acabar não só estudando o conceito do nosso assunto, mas poder saber como interpreta-lo dentro da música, tendo a total possibilidade de poder modelar o nosso estilo para criar a roupagem perfeita pro tema abordado. Existem bandas que podemos considerar que já fizeram isso. O projeto solo de King Diamond, ou Cradle Of FIlth. King Diamond chega a escrever suas próprias histórias trazendo algo teatral para sua música, enquanto toda a obscuridade sinfônica do Cradle mostra conhecimento dos escritores. Mas procuramos sempre investir numa pegada musical diferente para trazer uma nova imersão no assunto. 

Filipe Oliveira: Acredito vai mais alem do que fazemos nos palco, a banda se inclui em nossas vidas e faz parte do dia a dia de cada um de nós. O cenário está repleto de bandas e não é fácil se destacar, acho que o ponto que tentamos nos concentrar é sempre estar aprendendo com os erros, criticas e elogios e com isso, nos focamos em trazer uma musica que haja um consenso entre os ideais de todos os integrantes da banda. Do ponto de vista financeiro não é fácil, só digo uma coisa: INVESTIMENTO. Nada vem do céu e tem muito trabalho a ser feito. 

Uma das coisas que mais me chamou atenção da banda, foram as lentes brancas e os coletes com a logo de vocês. Qual a ideia disso e o que essa característica ímpar agrega no show da banda? 

Alan Ricardo: Assim como comentamos antes, queremos demonstrar o horror nos palcos também, e padronizando o diferencial da banda, creio que isso prende a atenção do público, não são uns caras com uma roupa qualquer querendo fazer horror musical, mas sim quatro sujeitos, psicopatas, uniformizados e sem alma. É uma questão de prender a figura de "personagens" da banda. Não sei se consegui me expressar de boa forma.  

Filipe Oliveira: Não bem psicopata mas, instrumentos de conexão do medo com as pessoas. Não quero entregar unicamente uma experiência sonora, mas queremos adentrar cada vez mais numa apresentação visual a altura do que tocamos. Já estava mais do que tarde para começar a usar um uniforme adequado pro estilo. 

Matheus Lunge: Isso veio de longos planos para passarmos o que nossa musica transmite no ouvinte, sabemos que para impactar cada vez mais o público e trazer diferencial, uma postura visual também precisa ser adotada; assim afim de trazer horror mas ao mesmo tempo fidelidade, surgiu essa proposta visual (que possivelmente só melhorara daqui pra frente). 

O que falta no cenário e o que poderia melhorar? Qual a opinião de vocês?


Matheus Lunge: Falta mais união e cabeça aberta. Uma coisa que a gente observa muito é as famosas panelas de bandas, onde as mesmas só se ajudam entre si, excluindo assim todas as outras que poderiam agregar coisas novas á cena. A cabeça aberta seria mais pelo fato de que tem muita banda que só pelo fato de ter alguns anos a mais que outras, menosprezam o trabalho das bandas recém chegadas, ou muitas vezes, se prendem totalmente num estilo e logo que se deparam com alguma proposta nova, torcem o nariz. 

Bruno J: Adiciono a resposta do Lunge o respeito mútuo. Coisa difícil de se achar. Não tem da banda com o público. Não tem do público com a banda. Não tem nem de banda com outra banda. Existe um egocentrismo e uma falsa apreciação da arte, o câncer do brasileiro. Não basta não gostar, é necessário xingar junto. A arte é um resultado subjetivo aos olhos de todos, a aderência com ela permuta facilmente de um pro outro. Acho que mesmo que você não goste de um estilo ou uma banda, o respeito com ela por ser mais uma peça relevante dentro deste tabuleiro deve existir. 



Finalizando, queria agradecer a oportunidade de poder conversar um pouco com vocês. Teriam uma mensagem para deixar para nossos leitores?



Alan Ricardo: WE WILL RAPE YOUR FUCKING GOD!! #LOTP is coming! 



Bruno J.: Gostaria de dizer que estamos felizes em ter chego até aqui, com em tão pouco tempo, com essa quantidade de registros e com o tal reconhecimento. Estamos vendo que nosso trabalho não está sendo em vão. Tudo isso é resultado do apoio dos membros e do público. Esperamos que novos fãs venham a conhecer nosso trabalho neste ano de 2018 e que a Viletale possa prosperar na música. É gostaríamos de dizer que nada é impossível no cenário. A chave do destaque está no empenho em se inovar e fazer com vontade. Esperamos que nosso status de reconhecimento amplie para um nível de vasta magnitude. Que a Viletale possa corromper a todos. 


Matheus LungeGostaria de agradecer pela entrevista, foi um prazer enorme! Também quero agradecer ao nosso publico e toda a galera que nos apoia da forma que for. Sem Isso somos nada! Gostaria de dizer que muita coisa boa vem por ai haha daqui só pra frente! 

Filipe Oliveira: Grato pelo feedback que temos recebido e espero que tenhamos entregado um pouco de nossa índole pela nossa música. Fico feliz em saber que existem pessoas interessadas como vocês redatores que destrincham para o público o que há por trás da música. Álbum novo chegando mas o trabalho não para por aí, nos acompanhe na página do facebook para mais vídeos, memes e surpresas. 

Viletale é:
Bruno Jankauskas: vocal e guitarra solo
Alan Ricardo - guitarra base
Filipe Oliveira - baixo
Matheus Lunge - bateria

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AlkanzA: novo disco a todo vapor de produção

A AlkanzA trabalha sempre em constantemente. Uma das bandas que tem mais vontade de sempre estar apresentando coisas novas e o material parece não ter fim. Após os lançamentos de "Colonizados pelo Sistema" em 2015 e o estrondoso "O Céu da Boca do Inferno" em 2017, os thrashers da AlkanzA estão trabalhando em um novo disco. 



Sobre a pré-produção o vocalista e baixista Thiago Bonazza comentou: "A pré produção foi bem produtiva, todos focados e com objetivo bem claro. O álbum foi composto bem rápido,  sem que deixar o externo interferir. Sempre um puxando o outro. Foi muito unido e produtivo Estaremos entrando em estúdio no final do mês".

Sempre perguntado sobre uma nova fase, mudanças na sonoridade ou novidades no novo disco, o músico foi cirúrgico sobre essas perguntas: "Uma nova  fase,  assim como foi do primeiro para o segundo. A AlkanzA sempre tenta evoluir e modificar sem perder a personalidade. Estamos sempre trabalhando, e creio que uma nova fase se iniciará, e trabalhamos e trabalharemos mais ainda, afinal ainda não esta finalizado,  para que o público tenha  o melhor  de nós,  tanto no estúdio, quanto no palco."

Mas as novidades da banda não ficam apenas no futuro disco a ser lançado. A AlkanzA vem trabalhando em diferentes planejamentos almejando engajar ainda mais o seu nome, uma ótima saída para isso é o merchandising, que o público sempre faz questão de adquirir no final de seus shows. Mas, ao mesmo tempo de tudo isso tem a agenda da banda para cuidar e conciliar tudo junto e ao mesmo tempo é um trabalho árduo para muitos, mas não para a AlkanzA: "Os planos são lançar a nova camiseta (ainda disponível em alguns tamanhos), gravar o álbum, fazer shows e seguir a batalha sempre dando o nosso melhor, correr atrás do nosso espaço, batalhar, trabalhar, creio que os planos  são esses, e que venha os frutos do que semearmos nessa nova fase" finaliza o vocalista e baixista Thiago Bonazza.

Cadibóde: junto de Agressivo Pau Pôdi fazendo turnê por terras mineiras e cariocas

AGRESSIVO PAU PÔDI E CADIBÓDE FAZEM TURNÊ JUNTOS EM MINAS E RIO DE JANEIRO

As bandas brasilienses Agressivo Pau Pôdi e Cadibóde vão viajar juntas para três shows, de sexta a domingo, em Minas Gerais, nas cidades de Ouro Preto, Belo Horizonte e Juiz de Fora. Já sem a companhia do Agressivo, que retorna a BSB, o Cadibóde segue viagem e faz outros seis shows, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, em São Paulo, Campinas, Araraquara e Franca.




Para já chegarem aquecidos na turnê e com um reforço no caixa, as duas bandas se apresentam em Brasília nesta quarta-feira (18), na Casa da Val, a partir das 19h. Depois de quebrarem tudo no Trú Festival, em maio, a dupla dinâmica do hardcore brasiliense consagra a parceria com a realização desta turnê.

“Estamos muito ansiosos para essa viagem, vai ser demais dar esse rolê com a galera do Cadibóde. Tomara que a galera que curte o nosso som compareça na Casa da Val pra passar aquela energia positiva”, diz o vocalista do Agressivo Pau Pôdi, Pedro Menezes.

O APP pega a estrada para mostrar as músicas do sensacional álbum Derreteu Meu Cerebelo e do recém-lançado single Pedras da Babilônia, que conta com as músicas “Ressaca” e “Karoshi”, esta última até virou o primeiro clipe da história da banda.


Já o Cadibóde vai apresentar algumas músicas dos dois primeiros álbuns, mas também vai aproveitar os shows para mostrar algumas composições novas. “A gente já em tocado algumas coisas novas nos shows, tem sido bem massa. Estamos trabalhando pra lançar algo, mas ainda não dá pra saber muito bem quando isso vai realmente acontecer”, revela o guitarrista do Cadibóde, Pedro Cacaes.



Confira as datas dos shows:
18/07 - Brasília/DF* Quarta-feira – Casa da Val (SHCGN 705 Bloco H)
20/07 - Ouro Preto/MG* Sexta feira – Casa das Fontes
21/07 - Belo Horizonte/MG* Sábado – Estúdio Mortimer
22/07 - Juiz de Fora/MG* Domingo - Matinée Espaço Cultural
23/07 - Nova Friburgo/RJ Segunda feira– Dead Bird Estúdio
25/07 - Rio de Janeiro/RJ Quarta feira – Buffallos Bar
26/07 - São Paulo/SP Quinta feira – Espaço Cultural Zapata
27/07 - Campinas/SP Sexta feira – Casa Rock
28/07 - Araraquara/SP Sábado – Teatro Wallace
29/07 - Franca/SP Domingo – Caldeirão Drinks

Celofane: "A Saga" é lançada antecedendo o futuro EP, sendo disponibilizado junto de videoclipe

A Celofane vem para fazer seu rock ‘n roll original, pegado, marcante, dentro da simplicidade que o rock exige, um Rock do seu próprio jeito!!! Suas músicas são diretas e feitas para você que procura um som novo no rock nacional, mas que de certa forma, parece soar como um velho som conhecido, familiar, que faz bem aos ouvidos, capaz de fazer você se identificar no primeiro contato com a banda!



Desde o início as composições sempre deram um gás para os integrantes, que hoje são: Demetrius Galhasse (DEMEH) na Guitarra Base e Vocal, Denis Sakamoto (SAKA) na Guitarra Solo, Henrique Zambon (ZAMBA) no Baixo, Alexandre Cirino (ALÊ) na Batera.

No momento a banda divulga seu primeiro single “A saga” que fará parte do seu 2º EP, intitulado A Saga dos Tambelinos, que será lançado em agosto de 2018, traz 5 músicas inéditas, produzido por Nando Selleguini e disponível em todas as plataformas digitais.

O clipe do single traz uma personagem em diversas situações que vai construindo a narrativa junto ao que a letra propõe também. Além de apresentar diversas cenas da banda tocando.

Em 2018 a banda vem se destacando com seu repertório de músicas próprias incluindo as novas composições que vem sendo trabalhadas desde o ano passado, com a banda focada neste lançamento e em sua agenda de shows para o 2º semestre, que traz parcerias e muitas novidades.

Assista ao clipe: 



SOBRE A BANDA

Apesar de ter sido formada em 2006, foi a partir de 2008 que a banda gravou 10 músicas e, começou a fazer shows locais, mas somente quando gravaram um single e um clip da música Loucura Bem Resolvida, no meio de 2012, que a banda entrou de cabeça na cena underground regional, fazendo shows em casas noturnas, teatros e em festivais, trazendo em seu repertório músicas próprias influenciadas por bandas como Legião Urbana, Raimundos, Ramones, Nirvana, Foo Fighters entre outras.

A banda é de São Bernardo do Campo, município do Grande ABC Paulista, conhecida por ser um grande Polo Metalúrgico, de Movimentos Sociais e um dos berços da cena do Rock Nacional.

CONTATOS:

Email: bandacelofane@hotmail.com
Tel: (11) 9-6834-8348 / 9-8025-1792

Contato imprensa: assessoria@geracaoy.net

Carrossel Diabólico: lançando EP na capital catarinense no dia 28 de Julho

O Carrossel Diabólico (RS) chega em Florianópolis para lançar seu novo trabalho de estúdio, “Sertão a Saga”. Com tambores de guerra e acordes ásperos de um baixo, o EP conta o porquê de Lampião ser reverenciado até os dias de hoje. Compartilhando o palco com o Carrossel Diabólico tem as bandas convidadas: Velhos Punks e Insurgentes!

+ Detalhes no evento do facebook:


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Onde: Taliesyn Rock Bar
Endereço: R. Victor Meirelles, 112 - Centro, Florianópolis - SC
Quando: 28 de julho (sábado)
Horário: 20 horas
Quanto: R$ 15,00

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CARROSSEL DIABÓLICO (Porto Alegre/RS):

VELHOS PUNKS (Florianópolis/SC):

INSURGENTES (Florianópolis/SC):

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Realização: Carrossel Records
Fonte: Paulo Eduardo Antunes

Resenha: Somente as Palavras São Imortais (Livro/2017)

Daniel Teixeira Jerônimo, melhor conhecido pelos alunos como Professor Daniel, conhecido pelo cenário underground de Russo, mas, conhecido por todos como um ser humano exemplar. Esse é a típica amizade que todos merecem, uma cerveja gelada na mesa e ótimas histórias. "Daniel Russo" como é carinhosamente chamado, é um contador de histórias nato, conta com uma leveza e uma vontade inexplicável de contar e explicar minimamente cada detalhe. Se um dia você quiser conhecer a cidade de Criciúma/SC, não existe melhor guia turístico.




Daniel se dedica ao cenário underground já faz catorze (14) anos, com a mídia A Hora Hard, professor de história na cidade de Criciúma, viu sua vida seguir o trilho catarinense.  Nascido em Imbituba, seguiu o trilho e mudou para Tubarão, de Tubarão mais uma vez seguiu o trilho e criou raízes na cidade carvoeira. Se tem uma coincidência entre seguir o trilho e morar na cidade carvoeira, não faço a mínima ideia, mas é um dos pequenos trechos contido no livro. 

Poderia compartilhar muitas frases que me marcaram nesse livro, nem tudo aqui é de felicidade, é verdade. Mas, isso é um tanto quanto normal quando abrimos nossos corações em um livro. Esse registro é importante, pois sempre apoiando, corrigindo e participando de outros lançamentos, faltava o SEU registro e ele veio como um meteoro. A primeira prensagem logo se esgotou e a segunda praticamente não existe mais. Seu maior público foram alunos e admiradores (sim, como eu).

Para uma pessoa assim como eu, que não consegue digerir bem livros lidos e que não tem a facilidade de lê-los, devorei o livro em um único dia. A cada página uma reação, sorrisos, confusão, alerta, pensativo, mas no fim uma única expressão: orgulhoso.

A vida é uma única, palavras ditas nunca voltam, elas marcam e cicatrizam, jamais são esquecidas. Realmente Daniel, "Somente as Palavras São Imortais". Se todos nós guardássemos com carinho cada frase inventada por nossa cabeça desde pequenos, muito provavelmente teríamos um livro, mas tal ideias partem sempre de uma mente criativa, mal estou escrevendo e a vontade de ler o livro, volta com frequência.

 A cada frase consigo imaginar as situações que o grande amigo passou. Recorda-las deve ser motivo de alegria, talvez chorar por ver recordações tão prazerosas, mas na verdade, nem tão prazerosas todas são, afinal, a vida não é só flores. Mas as lágrimas podem percorrerem pelos nossos rostos por sabermos que vencemos batalhas, que hoje possam ser fáceis pois evoluímos, mas no provável instante, pode ter sido mais árdua, pois até descobrir como resolver buscamos alternativas. 




Leio esse livro com maior orgulho, talvez o texto seja mais um depoimento do que uma resenha, difícil explicar os sentimentos que obtive ao ler esse trabalho. Me encanta como Daniel Russo consegue em meio da cultura transbordar tanta informação e ainda ter tempo para lançar algo seu. Me admira ver um ser humano de ouro que sempre busca ajudar as outras pessoas e meio que esquece de si mesmo, para nossa felicidade o mesmo olhou para dentro de si e decidiu: "É hora de lançar o MEU livro!" no fim, ficamos com esse registro.

No final de nossas vidas, nossos ossos, carne e bens materiais viram em  nada, mas tudo o que deixamos registrado vira história.

"Pássaros de mesma plumagem,
Sempre voam no mesmo bando" (Daniel Russo)

80 Rock: expondo realidades críticas em novo lyric video

80 Rock é uma banda mineira da pequena cidade de Sabará.



Em divulgação do seu segundo EP, intitulado "Destino" que agora fixa os dois pés da banda no Hard Rock, trazendo leves pitadas do Classic Rock. Uma das características da 80 Rock é resgatar a finalidade do Rock 'n Roll, que com os primeiros movimentos existentes lutaram contra um regime político com belas melodias e músicas que são tocadas até hoje em bandas covers.

Uma outra característica que deve ser apontada é a presença de teclados na banda, talvez o maior diferencial do grupo que consegue criar uma atmosfera em meio as suas músicas, dando uma maior opção de arranjos na hora de compor.

Sem mais delongas, assista agora mesmo o Lyric de "Planalto Central"


Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #85

Olá amigos d' O SubSolo! Prontos para mais um final de semana? Não antes de curtir as indicações musicais que temos para você.

Sabe quando você escuta aquela música que te inspira? Quando você se identifica com o trabalho de alguém e isso te motiva a criar sua própria arte? O que seria dos músicos e artistas em geral sem uma boa inspiração? 

Hoje vamos falar especialmente sobre bandas do underground nacional que são inspiração para outras bandas da cena. Aqueles que chegaram longe, levando o nome do nosso país para os quatro cantos do mundo, mostrando todo o potencial que temos por aqui. 

Aumenta o som e vem com a gente! Hoje temos cinco bandas de Metal que conquistaram o mundo!






1) Torture Squad (São Paulo/SP)

Certas bandas dispensam apresentações. Há mais de duas décadas, Torture Squad é enormemente admirada pelos bangers ao redor do mundo, devido a alta qualidade de seu trabalho, igualmente excelente em todas as formações. Atualmente a banda retomou a pegada mais Death Metal a partir da voz da May "Undead" que trouxe uma essência super agressiva. A música "Don't Cross My Path" é parte do novíssimo álbum "Far Beyond Existence" e, como não poderia ser diferente, esbanja qualidade e técnica. 


2) Nervosa (São Paulo/SP)

Qual menina fã de Metal extremo não fica feliz da vida ao ver Nervosa no palco? Elas são indiscutivelmente incríveis, um verdadeiro soco na cara do machismo! "Kill the Silence" foi lançada este ano, mostrando todo o peso, a velocidade e a energia que o público do Thrash está acostumado a ver. Lugar de mulher e no Metal! Total respeito a essas artistas maravilhosas e inspiradoras. 


3) Krisiun (Porto Alegre/RS)

Não dá pra falar de inspiração sem citar esse trio. Os gaúchos do Krisiun são verdadeiros gigantes do Metal. É impossível ir a um show desses caras e não ficar de queixo caído com a performance. O talento é de família, pois a banda se trata de três irmãos que, desde 1990, vêm conquistando o mundo com o melhor do Death Metal. É tanta música boa que fica difícil escolher uma só, mas vamos ficar com "The Will to Potency", aquela clássica que leva os fãs à loucura.



4) NervoChaos (São Paulo/SP)

Entre diversas mudanças de formação e o triste falecimento de uma integrante, NervoChaos sempre se manteve firme e nunca deixou seus fãs de lado. Donos de um som altamente agressivo, eles possuem uma grande lista de trabalhos lançados, afinal são mais de vinte anos de estrada e de paixão pela música. A banda não para de fazer turnês internacionais, comprovando o sucesso do árduo trabalho de Edu Lane e seus companheiros. Para hoje, vamos ficar com o clipe feito em homenagem a Cherry, guitarrista que marcou época na história da banda.


5) Violator (Brasília/DF)


Ah, o Thrash Metal... É quase incompreensível que alguém não goste desse estilo. No Brasil temos excelentes bandas, mas certamente Violator é uma das mais reconhecidas. Atitude é o que não falta! Sem medo de falar o que pensam e expressar livremente seus discursos, eles conquistaram uma imensidão de fãs que compactuam com suas ideais, mostrado que música também é lugar de discutir política, direitos e quaisquer temas sociais. Além disso, as apresentações da banda são verdadeiros "bailes" de mosh pit, a plateia não fica parada por nenhum momento! 



E aí? Se identificou com a lista de hoje? Compartilhe seus sons favoritos com os amigos!



Resenha: Songs For All And Done - Sodamned (2015)

Rótulos são geralmente delimitadores da qualidade de uma banda, claro que muitas vezes eles servem para auxiliar o ouvinte a compreender melhor a proposta do grupo, porém a interpretação é pessoal e a música em si, desperta em cada ouvinte, um leque de emoções. Digo isso, porque o senso comum classifica o Sodamned como Death Metal, ou Blackned Death Metal se preferir, mas nesse segundo registro que sucedeu o já brilhante "The Loneliest Loneliness", somos apresentados a um trabalho ímpar que será lembrado pelos próximos anos, como um clássico da cena extrema nacional.





O que Juliano Régis (vocal/guitarra), Fabricio Gamba Felipe Gonçalves (baixo) e Gilson Lange (bateria) produziram, é acima de tudo, de um exímio bom gosto, nota-se o cuidado em cada nota, em cada solo, seja na blasfema "Oração à Virgem" (única faixa em português) ou nos backings vocais bem encaixados, como na faixa de abertura "Psalm of the Hunter".

Em nenhum momento as músicas tomam caminhos previsíveis, o que vem se tornando comum no estilo, percebe-se claramente as nuances e mudanças de andamento, como em "Dynamite", canção essa lançada antes do CD e que já criou uma grande expectativa.

O trabalho, ainda nos revela algumas surpresas, como a participação de Marcelo Fagundes do Batallion, nas faixas "Noise of Rain on the Roof" e "For All and None", e Fernando Nahtaivel do Insane Devotion, responsável pela intro do CD, e coroando tudo isso, o arranjo gráfico foi feito por Gustavo Sazes (Arch Enemy Krisiun).

São trabalhos como esse, que nos fazem sentir orgulho da nossa cena e ao mesmo tempo, permanecer na torcida para que a banda, assim como outros nomes do cenário, atinjam o reconhecimento que merecem, pois qualidade e talento, não os faltam. 

FORMAÇÃO

Juliano Régis (vocal e guitarra)
Eduardo Blumer (guitarra)
Felipe Gonçalves (baixo)
Gilson Lange (bateria)


TRACKLIST
01) Psalm Of The Hunter
02) The Killing
03) Bread And Water
04) Noise Of Rain On The Roof
05) Blinded By The Light
06) Distopia (Instrumental)
07) For All And None
08) Dynamite
09) Oração À Virgem


Bandas de Cada Nação: Top 4

A Copa do Mundo de 2018 chega a sua fase final. Dos quatro semi-finalistas, dois se encaminham para a disputa do honroso terceiro lugar, na busca de ao menos saírem da Rússia com uma última vitória e premiarem sua luta até tão perto da finalíssima, que será disputada pelas duas seleções que alcançaram os melhores resultados dentre das 32 participantes. Vinda do Grupo C, a Croácia eliminou a Dinamarca, Rússia e Inglaterra para enfrentar a França, que partiu do Grupo D e deixou Argentina, Uruguai e Bélgica para trás até chegar na grande final. Agora, as duas se confrontam na busca do título máximo do futebol, e nada melhor do que trazer hoje, na última edição de nossa coluna especial, as bandas que representam as campanhas dessas quatro seleções que chegaram entre as quatro melhores da Copa do Mundo.



Fase de Grupos
Grupo A | Grupo B | Grupo C | Grupo D


DISPUTA DE 3º LUGAR
BÉLGICA

A campanha da equipe belga foi empolgante, encheu olhos e ganhou muitas apostas, principalmente após eliminarem a seleção brasileira nas quartas-de-final. Mas todo o brilho sumiu na hora decisiva. A queda para a França na semi-final já era esperada, mas mesmo assim decepcionou a muitos. Tal qual isso é a banda Evil Invaders, que apresenta uma sonoridade que impressiona de cara, nos empolga, mas acaba não chegando a nenhuma novidade no final das contas: são novas faces, fazendo algo que cria uma expectativa de que algo novo irá acontecer, mas que no fim dá no mesmo de antes. No caso dos rapazes da região dos flandres, é um Speed Metal cheio de influências conhecidas aos nossos ouvidos, parece realmente uma sonoridade proveniente dos anos '80 inclusive, tem uma grande qualidade aí e pode ganhar muitos seguidores, mas falta um algo a mais para explodir nossos ouvidos de verdade. Mas, é uma safra nova que está vindo, então vale acompanhar e torcer para que traga bons frutos.



INGLATERRA

Na fase de grupos pensei muito em o que trazer para representar a cultura britânica, mas resolvi investir no Black Sabbath, afinal, estamos falando de um país onde o Heavy Metal, praticamente criado por esses caras, faz parte da história do país. E além de ser a nação berço das primeiras bandas de Metal, a Inglaterra também é a casa do futebol, onde tudo começou pra valer. Mas mesmo assim, as glórias para a seleção inglesa pararam no tempo, se contendo a apenas um título mundial, lá em 1966 (pra ter ideia, o próprio Black Sabbath sequer existia ainda). E assim como todas as gerações da seleção dos Three Lions que vieram após, a atual, jovem e ganhando confiança após cada passo dado, chegou no mesmo ponto das anteriores: fora da final. Ou seja, nada melhor que uma banda que fez escola com a band de Tony Iommi e cia. Electric Wizard é uma banda jovem, com um Stoner Metal muito bem definido, inclusive surpreende por ser tão fiel a sua referência principal. Aliás, a sonoridade é bastante trippy, mas Black Sabbath é trippier (referências jogadas ao vento). Assim como a seleção inglesa, é um grupo que vale a pena ficar de olho, na expectativa de alcançar grandes feitos futuramente.



FINALISTAS
FRANÇA

O futebol mais talentoso foi recompensado. A fase de grupos pode ser sido no modo econômico, mas na hora do "vamos ver" a seleção da França mostrou um futebol rico, envolvente, objetivo e bonito. E se a jovem equipe francesa encantou o mundo até aqui, na música um outro grupo também se destaca por sua qualidade técnica e resultados promissores. Gojira é disparada a maior referência francesa no Metal, e chegou a esse posto por conta de seus músicos habilidosos e músicas pesadas e impressionantes, e enchem os ouvidos assim como a equipe de Griezmann e Mbappé enchem os olhos de quem assiste as partidas da seleção nessa Copa. E como a França estava carente de seleções vitoriosas a anos, também tinha um vazio quanto a bandas que pudessem representar bem o país, e aparentemente ambos os problemas estão resolvidos agora... ou ao menos Gojira já é uma certeza.



CROÁCIA

Não houve surpresa maior do que quando o apito final soou na capital russa ao final da partida entre Croácia e Inglaterra. Pela primeira vez na história, o país eslavo está numa final de Copa do Mundo. Isso por si só já é histórico, mas a campanha dos croatas é de se tirar o chapéu. 100% na fase de Grupos (com uma vitória dominante contra a Argentina), a seleção comandada por Luka Modric foi a mais determinada e competitiva nas fases eliminatórias, já que levou as três partidas para as prorrogações, mas apenas contra a Inglaterra não precisou da estrela do goleiro Subasic brilhando nos pênaltis, pois resolveu a partida dentro do tempo extra. Se a campanha eslava surpreendeu o mundo, prepara-se para Animal Drive. Eu fiquei impactado com a sonzeira dessa banda croata. Essa mistura do tradicional Hard Rock e Heavy Metal de forma visceral e contemporânea é o retrato dessa geração atual do futebol da Croácia. Apresenta um futebol aguerrido, sem grandes inovações, mas bem aplicado, compromissado com o resultado final e com a grande conquista que está logo ali na frente. Na música, Animal Drive não é uma inovação estonteante, mas uma releitura daquilo que já conhecemos, uma nova apresentação daquilo que amamos, com autenticidade atual. Aliás, tenho destacar que me rendo ao timbre de voz do vocalista Dino Jelusic. Posso dizer que é Luka Modric desse grupo, elevando o nível daquilo que já é bom para outro patamar, transformando Animal Drive numa banda com potencial enorme para alçar vôos altos.



Independente dos resultados que serão escritos nos dias 14 e 15 de julho, a Copa do Mundo de 2018 foi um presente aos fãs de futebol, e para mim, uma motivação para conhecer novas bandas e enxergar como cada nação vive o Metal. Alguns são mais inclinados para um determinado gênero, outros sequer possuem tanto contato com o estilo. Enfim, a internet possibilita que conheçamos quase todas as bandas do mundo se realmente quisermos, e uma coisa posso afirmar após tudo isso: o Metal está muito vivo ainda.
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