04 maio, 2016

[RESENHA] - SCALENE - ÉTER (2015).


O Mainstreming brasileiro tinha uma carência de ótimas bandas de rock, ao contrário do cenário underground que está cheio de grandes nomes. A música pesada nunca ganhou grande notoriedade na grande Mídia, como em Rádios e Programas televisivos, porém após o Superstars, onde a banda (Scalene) bateu record de votação do publico, e grandes elogios, essa situação começou a se reverter e o rock brasileiro começou a ser visto com outros olhares. Scalene consegue agradar os ouvintes mais exigentes, como também consegue abranger um grande público, sem perder o respeito do underground.

Banda fundada em 2009 na cidade de Brasília, constituída por: Gustavo Bertoni (guitarra e vocal), Tomás Bertoni (guitarra), Lucas Furtado (baixo) e Philipe ‘Makako’ (bateria e vocal).  Com diversas boas influências como Queens Of The Stone Age, Radiohead e Metallica, assim consolidando e formulando a sonoridade da banda, com peso e ótimas melodias. Lançaram dois discos (Real/Surreal e ÉTER), e após 6 anos independente, foram finalistas do reality Superstars, televisionado pela Rede Globo, conseguindo assim relançar seus dois discos pelo selo Slap, da Som Livre, e aí foi dado o primeiro passo para o sucesso.


Disco ÉTER relançado em 2015 foi muito aguardado pelo publico após os bons elogios que vieram recebendo. 'Sublimação' abre o Debut, uma porta de entrada ao universo construído pela Scalene, as melodias e letras são poesias profundas, os instrumentos se interagem criando sensações incríveis, mesclando o peso juntamente com as melodias, soando como um MPB. Em seguida 'O Peso da Pena', inicia com muito peso da parte do instrumental, vocal consegue contornar e fazer uma cúpula na música, prendendo o ouvinte com um som diferente, clima totalmente imersivo, te induzindo à próxima música: 'Histeria' (faixa destaque em minha opinião), onde peso é a definição perfeita, com uma letra que permanece na mente. Com o passar do tempo os elementos da musica parece te enlouquecer, assim não querendo mais parar de ouvir.

'Fogo' mescla violão com guitarra, lembrando bandas grandiosas dos anos 90. O vocal de Gustavo permanece intacto, sem perder em qualidade das demais canções, é uma voz que amacia os ouvidos de todas as formas possíveis. Em 'Gravidade' percebemos que o disco é uma dose ideal, com peso e melodias, com arranjos lindos, um piano que te encanta. 'Terra' é outra bela canção, difícil de definir o estilo, com arranjos que te impressionam, nesse ponto qualquer pessoa já sentiu o poder da Scalene, e sua qualidade enorme, mostrando que sabem fazer musica de qualidade. 'Naufrago' novamente tudo impressiona, tudo parece tão novo, o disco soa rapidamente, as musicas contam historias em sua mente, o (Oh oh oh) fica impregnado na cabeça. 'Alter Ego', agora é a vez do baixo se destacar, com um grave que espanca o coração, bem no fundo, impossível não perceber a qualidade enorme dessa canção, lembra muito grandes hits do Queens Of The Stone Age.

'Loucure-se' e 'Legado' encerram o álbum com um clima teatral e temático, com arranjos e mais arranjos, riff's e mais riff's, um banquete de qualidade, um disco grandioso, sendo difícil não se admirar com o universo criado pelos garotos da Scalene. E é apenas uma porta de entrada para os discos futuros, jogando as expectativas la no alto. Se você admira a poesia e a musica, esse álbum é perfeito para você, escute sem medo, escute até enjoar, ou seja, vai escutar infinitamente.


Setlist do Disco:

1.Sublimação
2.Peso Da Pena
3. Histeria
4.Fogo
5.Gravidade
6.Furacão
7.Terra
8.Náufrago
9.Alter Ego
10.Tiro Cego
11.Loucura-se
12.Legado




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