13 junho, 2016

Do Outro Lado: Entrevista com Renata Korogui #1


Existem dois lados, o lado dos músicos e o lado da galera que participa dos shows, e essa nova coluna tem a finalidade de explorar esse outro lado, pois geralmente as entrevistas são feitas a partir do ponto de vista do músico, mas como seria o ponto de vista de um "fã"?. Com base nessa ideia, criamos o "DO OUTRO LADO", que tem a finalidade de explorar, questionar e expor os sentimentos de uma pessoa que não está no palco, mas sim no meio da galera prestigiando o show, que não são menos importantes que os músicos, pois a banda se completa com o público que sempre os apoiam, pois banda sem público não é nada.

Nesta primeira edição contamos com a participação da Renata Korogui, uma grande garota "grande" que transborda energia e amor ao Hardcore, mostrando essa enorme acensão das mulheres na cena, especificamente no hc. "Confesso que a primeira vez que vi essa garota me 'assustei', pois eu estava tão distraído, e quando pensa que não, vi um borrão azul voando por cima de minha cabeça, fazendo um 'stagedive' insano". Então nada melhor que começar com ela. Separamos 4 perguntas, então proteja as cabeças e confira a entrevista:


Entrevista -



Qual foi o show que mais te marcou ? 

Renata: Provavelmente foi um show que aconteceu ano passado em Dezembro, que teve Bayside Kings, Rosario e Fim da Aurora. Eu acho que foi um dos mais marcantes pois foi bem no dia do meu aniversário, e foi muito louco, porque a galera da Rosario e Fim da Aurora são meus amigos, então todos eles mandaram parabéns para mim, o Guilherme da Rosario dedicou uma música. Até os caras do Bayside que são amigos das outras bandas que tocaram me chamaram no palco, desejaram parabéns, e falaram para eu dar o melhor stagedive da minha vida, e me deram um . Foi uma coisa muito legal e marcante, pois ninguém tinha a obrigação daquilo e foi algo muito louco.





Tem alguma banda em especifico que fez/faz parte da sua vida ?

Renata: Acredito que seja mais as bandas dos meus amigos (Rosario, Fim da Aurora, Lead the Fight e Muerte Sangria), porque temos aquela convivência, estamos sempre juntos em shows, é o lance da amizade, são amigos. Por conta dessa convivência sei como as pessoas são, e sei que são realmente daquele jeito. E todas essas bandas fazem parte da minha vida, pois todo dia escuto a grande maioria delas e ajudo do jeito que posso, compartilhando um vídeo, indo em shows e comprando o merch. E com essa amizade querendo ou não marca a vida da gente.



Quais bandas você mais curte, e tem algum fato interessante que aconteceu relacionado a elas ?  

Não tem como falar as bandas que mais curto, não tenho uma preferida, pois estou sempre escutando todas, quase que ao mesmo tempo se desse. Os fatos que acho interessantes são as bandas ajudarem em causas, teve uma vez em show do Paura, que um menino ficava abusando das garotas, e a banda se reuniu para ajudar a denunciar esse garoto, é algo muito legal e geralmente não acontece essa luta por alguma causa, e quando acontece é muito interessante. No meio do show a banda mostrou total apoio, dizendo que não era para deixar passar em branco, que precisavam denunciar, encorajando assim as garotas, isso foi de mais, algo sensacional.



 O que o Hardcore significa para você ?

Significa uma união, pois apesar de ter os moshs e o povo achar que aquela pancadaria é pura violência, não é assim, nos fazemos nossos "paranaues", porém é tudo na irmandade, tanto é que depois das músicas todos se cumprimentam, demonstrando essa união, não tem conflitos uns com os outros, de ficar de picuinha, apesar de rolar alguns atritos as vezes, que acontece em todo lugar. O Hardcore é uma união, um ajuda o outro, fortalece, é algo legal de se ver, é uma coisa que hoje em dia não tem tanto, porque existem muitas bandas que são inimigas das outras. 

Já conheci pessoas que mesmo não se dando muito bem, elas trabalham juntas, tocando, pois sabe que a galera curte as bandas,  e tocam lado a lado para alegrar o público e fortalecer a cena. É algo que eu admiro muito, pois não é todo mundo que consegue fazer isso. É uma família, uma união, me sinto extremamente confortável nesse meio, e não é toda essa agressividade que pensam, é respeito e união.



Então esse foi o primeiro "DO OUTRO LADO", espero que tenham gostado. Gostaria de agradecer a Renata que foi muito gentil, cedeu seu tempo para responder essas perguntas e trocar uma ideia, uma garota muito atitude e gente boa, que curte o show da melhor forma possível, e foi muito bacana entrevista-la. E não esqueça de conhecer as bandas que ela citou.













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