15 junho, 2016

Resenha: Fault Line - Intenso (2015)

Um álbum poderoso que conta com sete faixas, que alterna vocais limpos e gutural muitíssimo bem encaixado. Perceptível que cada música foi trabalhada cada segundo existente, talvez o trabalho mais difícil da banda foi escolher a música de abertura do álbum, afinal, todas tem uma introdução envolvente que prende seus ouvidos, fazendo-o se deliciar com bons acordes e uma bateria que dificilmente segue uma mesma linha.


Para conhecer melhor, vamos falar um pouco mais. Fault Line é uma banda de New Metal, criada no final do ano de 2014 por quatro amigos de São Paulo que já se conheciam de outros projetos paralelos, mas encontraram uma forte sintonia ao juntar Leandro no vocal, Douglas na guitarra, Matheus no baixo e Bruno na bateria. Mandando um som autoral com influências que vão do hard core ao rap, e com letras em português retratando fatos do cotidiano de maneira bem pessoal, a banda apresenta um som de peso mesclando refrões melódicos e guturais expressivos sempre em busca do equilíbrio e sonoridade que as composições pedem.

Intenso é o nome do álbum, sendo assim esta pequena palavra que o intitula, ajuda a resumir o álbum todo, é INTENSO, do começo ao fim, literalmente. São letras que te envolvem, letras que te fazem imaginar um começo, meio e fim. Mesmo se considerando uma banda de Metal Alternativo/New Metal a banda tem pitadas de Stoner Metal e Hardcore, dando assim algumas quebradas em um ritmo aonde se imaginaria que seguiria reto, se não fosse uma 'surpresa'.

Para um álbum aguçar a curiosidade alheia, basta uma pitada de ousadia, porém para a banda, uma pitada não foi o suficiente, o álbum é carregado de ousadia e boas surpresas. Para quem gosta de um Hardcore de verdade, nu e cru, vai gostar certamente, porém temos mais a pegada de New Metal que é o que a banda tanto procura, unindo ao peso dos riffs e mesclando com guturais de explodir o tímpano, é o que precisa para logo de cara 'cair nas graças da torcida'.




Quando você pensa que a música vai quebrar o gelo e a calmaria vai surgir, para a surpresa de quem ouve, incontestáveis ótimos riffs são lançados em fúria aos seus ouvidos, cada detalhe pode ser meramente percebido, mas em frações de segundos podem ser também despercebidos, afinal, bater cabeça ouvindo o álbum, é algo relevante, chega a ser inevitável. 

Confesso que tenho curiosidade de conhecer mais ainda a banda, saber o que mais poderá nos apresentar, nos resta aguardar ansiosamente um novo álbum, sei que é cedo e a banda ainda tem 2016 inteiro para a divulgação deste trabalho, porém acredito que bons trabalhos devem ter continuidade e o Fault Line é um deles, excelente álbum. 





SOBRE A ARTE / CAPA.

O trabalho é de Levson Morais, o seu trabalho é simples e direto, o que deixa o público ainda mais curioso sobre o trabalho sonoro, já que a capa não da nenhuma pista sobre o que podemos esperar. Já o encarte foi muito bem desenvolvido, mesmo simples com uma foto da banda, é bacana para caramba, assim como a contra capa.




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