27 julho, 2016

Resenha: Na Casa dos Antigos, Conselho é Terapia - Laboratori (2016)

Protestos e Rock 'n Roll tem uma ligação forte, bandas lendárias usaram de riffs e poesias para de que de alguma forma seus protestos fossem ouvidos em forma de arte, o que não deixa de ser arte, claro, porém com o passar do tempo virou algo normal, então, Protestos e Rock 'n Roll tem tudo haver, sim.

Particularmente gosto de coisas diferentes, por isso ouvia muito Titãs e o álbum "Cabeça Dinossauro" é até hoje um dos meus favoritos, sendo a faixa "Policia" uma das minhas favoritas, nada contra policiais, mas foi uma das primeiras músicas mesclando criticas e melodia em que ouvi na vida e até hoje ainda me caem bem aos ouvidos, alias, defendo muito a liberdade de expressão e é bacana as bandas que se expressam sobre o que gostam fazendo isto, uma música.

A banda paulista, Laboratori, me enviou o álbum "Na Casa dos Antigos, Conselho é Terapia", que contém incríveis dezessete faixas com um total de uma hora e dezessete minutos de puro som agressivo, mesclando Rock 'n Roll e Thrash Metal, com pitadas de Stoner Metal e do Heavy Metal Clássico para dar brilho aos cadenciados pesos de guitarra, já falando do vocal, lembra a banda "Planet Hemp" pelo vocal despojado, com letras fortes e diretas, sem papas na lingua o que liberta uma energia sem igual, imagino como deve ser o show desta banda.



Para um álbum com dezessete faixas seria algo natural repetir alguma temática, seja em letra, maneira de cantar, riffs ou base parecida, linha de bateria similar, porém a banda não se prendeu a isso e fez dezessete faixas uma distinta da outra, cada música tem a sua ideologia, sua temática, seu peso ideal e nenhuma lembra a outra, ao mesmo tempo que tem músicas mais 'light' tem músicas muito pesadas, a banda conseguiu construir um trabalho em tão pouco tempo, que muitas bandas levarão anos para construir, ter um álbum destes em mãos é ter meio caminho da carreira nas mãos, sendo que a banda já vem colhendo bons frutos dividindo palco com artista renomados do cenário, como por exemplo John Wayne. 

Claro, para um álbum longo é essencial que os cinco membros participem, o lado bom de ter uma banda com bastante integrantes é esta, diversidade de referências e influências, dando mais destaque ao álbum a cada faixa executada, em parte alguma senti a banda abusando de algo, muito pelo contrário, aonde achei que surgiria uma repetição, nasceu uma surpresa que da um clarão no álbum abrindo a mente de quem o ouve, com certeza é um álbum completo, não só pela quantidade de músicas mas também pela sonoridade neste apresentado.



Nas primeiras faixas recebemos boas criticas, em certas vezes até agressivas, mas nada muito exagerado. Do meio para frente, boas poesias e músicas mais calmas, podiam ter apostado em uma mescla de músicas pesadas e músicas mais leves, mas resolveram dividir o álbum praticamente ao meio, são todas boas composições, inclusive, muito interessantes o que alimenta a ansiedade de acompanhar uma apresentação da banda ao vivo, se você tem oportunidade, não exite, vá.


TRACKLIST
1. Lavagem na Surdina
2. Somos Todos Iguais
3. Já Se Perdeu
4. 23 Milhas
5. Hey
6. Arrancunstecodioreia
7. O Sangue
8. Nossas Raizes
9. Se o Amanhã Fosse Hoje

10. Coisas de um Dia Comum
11. Anjos
12. Família
13. Se Foi Mais Um
14. Se o Amanhã Fosse Hoje
15. Coisas de Um Dia Comum
16. Olhos Frios
17. Eu Só Preciso de Vocês Perto de Mim

FORMAÇÃO
Bruno Chili - vocal
Rick Rocha - guitarra
Bruno Kozseran - guitarra
Fellipe Nemen - baixo
Fábio Ebner - bateria

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