26 agosto, 2016

Entrevista: Banda Combover (São Paulo/SP)


A banda Combover formada em 2012 pelos experimentados músicos paulistanos, nos emprestou um pouco da vida da banda e de seus integrantes, com uma entrevista exclusiva ao nosso Blog “o SubSolo” após sua turnê europeia. 

Conversamos com Don Carlón, guitarrista e vocalista da banda e ele prontamente nos atendeu. Agora, sem milongas, vamos lá.

Quem são os músicos da Banda Combover?
Don Carlón: Olhando a foto da esquerda para direita, Eu Don Carlón na guitarra e nos gritoso segundo da foto, Billy Lebowski aparece em primeiro, no baixo e nos backing vocals e, Peter Crise na bateria, O cara que tá ascendendo o cigarro.



Nos conta um pouco de como surgiu a banda?
Don Carlón: Do "fim" do Bloodbuzz, outra banda em que toco. Para resumir, estávamos ensaiando para gravar nosso disco de estreia quando o Pablo, baterista, anunciou que ia sair. Uma semana depois, no dia de ensaio, a Susan, vocalista, também resolveu que ia sair. Foi uma merda. Como tínhamos ensaio marcado, decidimos, eu, o Pablo e o Ian (baixista), ir pro estúdio só pra tocar pra se divertir e tomar umas. Saíram três músicas novas bem legais nas jams e resolvemos que continuaríamos a tocar juntos, mas com outro nome. Foi quando Ian sugeriu "Combover", que é aquele penteado que consiste em jogar cabelo mais comprido por cima da careca. A assim nasceu o Combover.

Quando e como que a banda foi formada?
Don Carlón: Foi nesse primeiro ensaio, mais ou menos em abril ou maio de 2012. Foi ali que a coisa começou.

A formação inicial é a mesma desde o início do Combover?
Don Carlón: Sim e somos um power trio clássico: guitarra, baixo e bateria. A ideia é continuar assim, já que mais gente junta, só traz mais problema. Mas, se valer a pena ter alguém mais, não abriria mão.

De onde é a banda? O som da banda é autoral? Qual idioma são as músicas?
Don Carlón: A banda é de São Paulo e somos uma banda autoral. Cantamos em inglês, mas, nas músicas que já fizemos até agora, temos, aqui e ali, palavras em alemão, dinamarquês e até em português. Não diria que temos regras quanto a idiomas. Se a piada for boa e der samba, a gente canta.

Como podemos passar para nossos leitores qual a definição da banda?
Don Carlón: Somos uma piada. Definitivamente! Não dá pra nos levar a sério. E isso é às vezes difícil de fazer algumas pessoas entender. Tem gente que diz: "Cara, o som de vocês é foda, mas nada a ver essas perucas e fantasias". Já ouvi isso de uma galera, mas cago e ando pra esse tipo de comentário. Essa banda não faria sentido se não fosse a maneira como tocamos ao vivo. Meu objetivo é que as pessoas riam enquanto a gente está no palco. E se nos acham ridículos, atingimos nosso objetivo.


Qual a situação mais difícil de enfrentar com a banda? 
Don Carlón: Qualquer dia sem tocar com essa banda é uma tristeza. Com todos os integrantes, sem exceção, sempre foi divertido enquanto tocamos. Quando lançamos nosso primeiro disco, em 2014, fizemos o show de lançamento, perdemos nosso baixista (o Ian, hoje baterista da Monocelha, uma das minhas bandas favoritas) e ficamos quase um ano sem tocar. Foi difícil. Por sorte o Billy, meu sócio no estúdio Aurora, resolveu deixar a guitarra de lado e tocar baixo.

 Em termos de apresentações, qual foi o show mais marcante para o Combover?
Don Carlón: Depois de ficarmos parados em 2015, voltamos com tudo este ano e, com o lançamento do nosso segundo disco, "Bomcover", rolaram uns shows BEM legais. O primeiro show, no bar Duesie, foi sensacional. Tinha até mendigo dançando do lado de fora. Fizemos uma turnê europeia entre abril e maio e fizemos alguns shows bem legais na Alemanha. Em Wolgast, uma cidadezinha no norte do país, fizemos um monte de punks com moicanos e tudo abrirem roda, dançar e se divertir com nosso visual escrachado. Mas, se fosse pra escolher só um, diria que foi o do festival Garagera, que rolou num coreto da praça Dom Orione, no Bixiga. Sábado de sol, um monte de bandas legais e um público maravilhoso, num show gratuito. Uma tarde incrível.

Vamos falar um pouco do gosto da banda, sobre preferência, qual a canção da banda que mais gostam de tocar?
Don Carlón: (Blow)Job, sem dúvida. A letra é fácil de decorar: "A job is a job is a job is a blowjob". E é uma música sobre trabalho, não sobre boquetes. Minha mãe uma vez viu um show nosso e me deu uma bronca sobre o assunto da música. E, no nosso segundo disco, que na verdade é uma regravação do primeiro (por isso nome Bomcover), conseguimos regravá-la com dois convidados de peso: o Adriano Cintra (do Thee Butchers' Orchestra e ex-CSS) e o Juninho Bill, do Trem da Alegria. 

Podemos dizer que todos temos uma inspiração! Queremos saber se a banda tem uma inspiração, quem ou o que os inspiram? 
Don Carlón: Cara, a gente é uma banda que leva a fio aquela máxima do "sexo, drogas e rock'n'roll", mas tudo à base do que aprendemos vendo Sexta Sexy, Cheech and Chong e Beavis & Butthead. Se você misturar esses três elementos, fica mais fácil entender quem somos, de onde viemos e para onde vamos.

Pelo que pesquisamos a banda tem vários vídeos e já se apresentou em vários locais, incluindo o exterior. Em termos de gravações quais os trabalhos que a banda tem?
Don Carlón: Lançamos nosso primeiro disco em 2014, "Combover". Este ano lançamos nosso segundo disco, "Bomcover", um tributo nosso a nós mesmos com convidados especialíssimos que incluíram até os Eagles of Death Metal e gente de um monte de outras bandas legais aqui de São Paulo, como Zefirina Bomba, Monocelha, Quarteta, Sheila Cretina, Danger City, Japanese Bondage, Comodoro, Orange Disaster, Bloodbuzz. E durante nossa turnê na Europa, gravamos em Hamburgo nosso novo single, "Smartphones, Dumb People". E em  breve sai coisa nova. Fiquem atentos.

Então! Falando em gravações, qual o maior sucesso de vocês? 
Don Carlón: Sucesso? Hahahahah. Nenhum, né? Mas confesso que estou orgulhoso dessa faixa que gravamos na Alemanha, "Smartphones, Dumb People". Ela só tem um acorde a música toda e não uso verbos na letra. Mas ela nunca será um sucesso – e acho isso ótimo.


Qual sonho vocês ainda pretendem realizar em relação a banda? 
Don Carlón: Queremos tocar e tocar e tocar e tocar. Não importa onde. Depois de tocar na Europa, um sonho seria tocarmos nos Estados Unidos, na Argentina, no Uruguai, no Nordeste, no interior de São Paulo... Nosso sonho é tocar pra todo mundo.

Para finalizar, mande uma mensagem para pessoas que acompanham o trabalho de vocês ou querem acompanhar?
Don Carlón: Pode falar?!!! Venham ver a gente ao vivo, gente! Nosso show é alto e barulhento, mas é legal. Preferimos que você venha se mijar de rir de me ver tocar de peruca e de ver o Billy Lebowski em ação do que qualquer curtida sua no Facebook. Vem tomar umas com a gente que a gente retribui. E, caso você goste da gente, obrigado por isso!

*Os créditos das fotos são: Freelas de una Pauta (Arthur Vahia/Daniell Marafon)

Links de redes sociais, acesso à banda, sites, email, videos

Instagram: @welovecombover
Nosso e-mail é welovecombover, no gmail, mas eu diria que respondemos mais rápido pelo Facebook.

Vídeos:
Ao vivo no Brewdog Bar, em São Paulo
https://www.youtube.com/watch?v=EEkyHtsNUNw
Ao vivo no festival Garagera #5, em São Paulo

← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário