17 agosto, 2016

Resenha: Guerra e Destruição - Burnkill (2016)

O Rock/Metal a tempos vem nos trazendo boas bandas que vem despejando ódio e protestando em suas músicas, e cá entre nós, não é para menos, vendo a situação em que vivemos é natural criticar em forma de arte o que vemos de errado, principalmente sobre hipocrisia e falsidade, que é o que vemos todos os dias, em todos os cantos.




Recebemos pela Roadie Metal o primeiro disco dos mineiros do BurnKill e além de afirmar que é um bom trabalho, podemos afirmar que Minas Gerais vem mostrando um cenário musical fortíssimo, com grandes nomes e com trabalhos monstruosos, como Uganga, Seu Juvenal, Project Black Pantera e entre outros que já resenhamos, como a resenhada da vez.

BurnKill já agrada de imediato, já pela linda capa apresentada. Ao pegar o CD em mãos outra surpresa, pois o miolo é muito bacana, com lindas artes que de cara lhe fazem ter uma vontade imensa de ouvir este trabalho, já adiantando que na hora de ouvir, teremos mais surpresas... boas, é claro.

As músicas são cantadas em Português, o que da ênfase ao proposto pela banda, vomitando verdades, doa a quem doer, que vista o chapéu a quem servir, sem recuar em nenhum instante. O Burnkill solta boas letras uma atrás da outra, sobre questões que incomodam em nosso cotidiano. Já pelos nomes das músicas temos um gostinho do que está para vir: "Corredor da Morte", "Vivendo Uma Ilusão", "Repressão" e "Chega de Mentiras", são algumas das faixas.

Uma mescla de Thrash e Death Metal, influências nítidas de Claustrofobia, Project 46 e Slayer, é o que dita o ritmo do balanço da cabeça. Riffs presentes lembram a fase "Old School" dos gêneros acima citados, lembrando até a boa fase de Pantera, aonde tinham uma personalidade única de acordes não tão rápidos mas muito pesados e vocais fortes. Aos poucos o Burnkill vai mostrando suas características e aos poucos desenvolvendo uma roupagem ímpar, já que o diferencial da banda são suas letras, que retratam os problemas sociais vivenciados no dia a dia.




Cada segundo do desenvolvimento das músicas foram minimamente trabalhados a cada entrada de refrão e a cada estrofe, pois podemos perceber a evolução das músicas que nos trazem em frações de segundos, lhe dando a certeza de que um trabalho como o apresentado pelo Burnkill merece respeito pelo empenho dedicado, mesmo achando que o trabalho poderia ter sido melhor masterizado e mixado, com algumas falhas nesse quesito, mas que não tiram os méritos da banda.

Está certo que nos dias de hoje não contamos mais com a ditadura e músicas sobre este tema já não são mais censuradas, mas mesmo assim a banda para lançar um álbum falando sobre isso, tem que dar a cara a tapa e as vezes é até um tiro no pé, pois pode não ter o retorno esperado. Admiro acima de tudo a coragem do Burnkill em fazer músicas com esta temática, simplesmente é uma banda fantástica e com um futuro promissor.


TRACKLIST
01 – Corredor da Morte
02 – Vivendo Uma Ilusão
03 – Guerra e Destruição
04 – Repressão
05 – Cadáver do Brasil
06 – Tempestade de Horror
07 – Chega de Mentiras
08 – Sinfonia da Guerra

FORMAÇÃO
Antony Damien - vocal
Pablo Henrique - guitarra
Lucas Maia - guitarra
Jorge Luiz - baixo
Anderson Lima - bateria

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4 comentários:

  1. Amigos do O Subsolo, não tenho palavras para agradecer esta resenha. É muito complicado desenvolver um trabalho autoral no underground muitas vezes sem estrutura e investimento. As palavras referidas a nós (Burnkill) podem ter certeza que ficaram guardadas em nossa história. Muito obrigado Maykon Santos Kjellin e a toda equipe do O Subsolo. Parabéns pelo trabalho que desenvolvem e um forte abraço à todos.

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    1. Agradecido pelas palavras, agradeça ao Gleison por ter nos enviado esta obra de arte!

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  2. Maykon Kjellin, suas palavras demonstra muito bem a postura e a musicalidade do Burnkill. Parabéns ótima resenha os garotos são merecedores de sua palavras!!

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