17 agosto, 2016

Resenha: Síndrome de Estocolmo - Eu Acuso! (2016)

Nestes últimos tempos muitos reclamam sobre como o mundo está, mais precisamente, muitas pessoas vomitam discursos de ódio e repudio em suas redes sociais para falar principalmente de como nosso país se encontra atualmente. Os famosos "textões" vão surgindo diariamente, porém existe pessoas que preferem fazer uma critica diferente e da melhor forma possível, esta forma se chama, arte.

Inspirados em em um escritor que contra a justiça e o preconceito, lançou um manifesto conhecido como "Eu Acuso", nas páginas do jornal "L'Aurore", denunciando em uma carta que foi endereçada ao presidente francês à época, pelo julgamento do Capitão Dreyfus que foi acusado de ser traidor da França. Um marco na história mundial contra o autoritarismo.



Já no Brasil, Eu Acuso! é uma banda de Rock que tem uma sonoridade influenciada por Heavy Metal clássico, adicionando algumas pitadas de Rap e Funk, que logos nos primeiros acordes de suas músicas já demonstram influências de Rage Against the Machine e Stuck Mojo, suas letras em Português, versam sobre a questão política e a hipocrisia da sociedade atual.

O álbum retrata a situação atual, a forma de como muitos procuram gritar e esbravejar contra o que veem de errado e no fim são obrigados a se manter em silêncio. Atualmente temos inúmeras escolhas e o famoso livre-arbítrio, mas o que acontece é que somos escravos de um sistema e de padrões sociais, vivemos a ilusão de liberdade, aprisionados no medo e na falta de sentido de uma vida efêmera. 

No álbum Síndrome de Estocolmo que foi lançado neste ano de 2016, os gaúchos do Eu Acuso! em vinte e três minutos vomitam verdades, músicas refletivas que molda a sua maneira de pensar sobre como se encontra a nossa atual situação e o quanto queremos falar e no fim somos obrigados a ficar calados, viver em um padrão estabelecido por aqueles que nos governam, ligar a televisão e ver o quão absurdo o nosso país se encontra.

O instrumental bem montado da total liberdade para que o ênfase seja as letras, entre boas rimas e frases fortes, o discurso de ódio é montado com convicção e firmeza. Algo que não posso deixar de comentar é a semelhança da voz de Sandré Sarreta com a voz do Zack de la Rocha, vocalista do Rage Against the Machine, talvez a maior influência tanto do vocalista quanto da banda toda, sonoridade meramente parecidas. Geralmente discos com discursos em protestos demoram a me cair bem aos ouvidos, já este, não teve tanta dificuldade de me conquistar como um admirador deste.



Um excelente álbum para lhe fazer pensar até sobre suas próprias atitudes, as músicas muito bem montadas desde a bateria até as vozes, é o típico álbum que todos deveriam ouvir para até mudarem seus pensamentos sobre alguns assuntos abordados pelo álbum, como a hipocrisia, injustiça e autoritarismo, sendo que não há uma maneira melhor de pensar e abordar tais assuntos, do que em meio a arte e por isso que a música é um dos meios mais fantásticos de se expressar, algo que o Eu Acuso! faz com maestria.

O que esperar de músicos que já passaram por bandas como Distraught, Leviaethan, Kaus do Porto e Sacrário? Nada além de um álbum fantástico.

FORMAÇÃO
Sandré Sarreta - vocal
Ale Mendes - bateria
Carlos Lots - guitarra
Marcelo Cougo - baixo

TRACKLIST
01 - Intro
02 - Síndrome
03 - Minha Palavra
04 - Marcha dos Patifes
05 - Vigiar e Punir
06 - De Volta às Ruas
07 - Nações

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