22 setembro, 2016

Resenha: Between Chaos and Grace - Dust Commando (2016)

Conhecemos inúmeras bandas neste primeiro ano do blog, algumas marcam e ficam conosco por mais tempo e até mais intima. Um destes casos é o Dust Commando que sempre acompanhou o nosso trabalho e em contrapartida nos deixou sempre ciente sobre seus trabalhos, um deles, o recém lançado "Between Chaos and Grace" que estávamos ansiosos pelo lançamento. 




Acredito que tenha valido a pena a espera, o novo trabalho foi muito bem produzido e referente ao antigo ep, foi também melhor mixado e masterizado, com mais peso e com a audição dos instrumentos mais claros. Porém uma coisa que nunca pode ser colocado em pauta ou em dúvida é a qualidade da banda, que em diversas vezes demonstraram que vieram para ficar, que tem um legado a deixar daqui a algumas décadas e claro, muitas histórias para contar também.

Eu ouvi todas as faixas mais de dez vezes, sem exageros e até agora não enjoei, nem vou na realidade. Quando o vocalista Rabuske disse que pelo o que me conhece, eu iria gostar mais da terceira faixa "No Grudge", dessa vez admito que ele errou, a que ficou na minha cabeça como um "hit do Metal" é a "Outsider", pela questão de como o vocal é construído durante a canção, mas tenho que admitir que instrumentalmente falando, "No Grudge" é bem mais interessante, tem um riff memorável e grudento, que não sai da cabeça de jeito nenhum. 

O Stoner está cada vez mais pulsando nas veias do agora, um quinteto, pois Rabuske passa a assumir apenas o vocal, para ter mais liberdade de explorar sua voz. Como vinha falando, este disco está bem mais Stoner, as decaídas e as repentinas mudanças são de surpresas constantes. Também sou obrigado a admitir que é um trabalho bem mais maduro e mais pensado, a banda investiu pesado em bons riffs e como tinha dito, mais grudentos e memoráveis. 

Os vocais de Rabuske também mostrou que tem raízes no Grunge, sua voz em certos refrões lembram os vocais rasgados de Kurt Cobain, e claro, lembram muito os vocais de Phil Anselmo, sua principal influência aparentemente. Não posso deixar de exaltar o trabalho de Felipe Silva, o baterista além de ótimo músico também é um bom produtor e tem excelentes criações dentro do disco, é uma peça fundamental do grupo. Gabriel Alexandre, dono de uma base forte e que dá o peso necessário para o Heavy Metal, deixando que o trabalho do Stoner seja desenhado aos poucos por João Vitor, o dono do riff matador de "No Grudge".

A evolução do músico é necessária, se você não está evoluindo você deve olhar para trás e procurar aonde está errando. O Dust Commando recebeu algumas criticas negativas da imprensa com seu antigo trabalho e invés disto os desmotivar, usaram para motivar. Atitude de banda grande para falar a verdade, os gaúchos de Taquari não recuaram e na verdade, resolveram contra atacar os ouvidos mais exigentes, sendo assim, conseguiram nos trazer um dos melhores discos do ano. Particularmente sou muito adepto a ouvir Stoner e Grunge, afirmo que a maneira como o Dust Commando faz isto soar fácil me assusta, compor é mera diversão, que mistura com o sentimento de amor pelo instrumento, o que unindo tudo isto, temos um resultado chamado "Between Chaos and Grace", um disco sensacional.

FORMAÇÃO
Thiago Rabuske - voz e baixo
João Vitor - guitarra
Gabriel Alexandre - guitarra
Felipe Silva - bateria

TRACKLIST
01 - Spår
02 - Outsider
03 - No Gudger
04 - P.O.T.U.S
05 - Edema

DUST COMMANDO SENDO ENTREVISTADA PELA A HORA HARD E JÁ FALAVAM DO SEGUNDO EP, ASSISTA.


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