27 dezembro, 2016

Entrevista: Deadpan (Florianópolis/SC)


O SubSolo esteve no festival Maniacs Metal Meeting, que aconteceu na Fazenda Evaristo em Rio Negrinho (SC), de 09 a 11 de dezembro de 2016. No total, 31 bandas se apresentaram no festival, uma delas foi a Deadpan, banda que nos concedeu entrevista, logo após o show. Os integrantes falaram sobre a carreira, o merchandising, as composições e os planos para o futuro da banda.


Na foto, da esquerda para a direita: Igor Thiesen (bateria), Anderson Biko (baixo) e Gustavo Novloski (vocal e guitarra).

O show da Deadpan no Maniacs Metal Meeting foi muito intenso. Segundo os integrantes, tocar nesse festival foi uma ótima experiência: “A estrutura ótima, o palco gigante” (Igor). “A gente esperava muito desse último show e foi do nível que nós esperávamos” (Gustavo). “No show de hoje tocamos duas músicas novas que nem gravamos ainda” (Igor).
A Deadpan tem estilo musical um tanto diferenciado. Em geral, o som deles é definido como Death Metal, mas os próprios integrantes da banda admitem que essa não é a melhor definição para as músicas que eles compõem, na verdade não há definição exata para o estilo da banda. Segundo o baterista: “A gente sempre tentou fazer uma coisa diferente [...] provavelmente a gente não é uma banda de Death Metal, mas metaleiro gosta de botar rótulo em tudo, e daí o que a gente é? Não sei! Death Metal, pode ser, a gente gosta de Death Metal” (Igor) e brincaram: “A gente é diferente-metal, alien-metal, sei lá” (Igor). “Eu acho que é um rock bem pauleira” (Biko).
A respeito das influências da banda, eles explicam que a variedade é bem grande: “As influências são muitas coisas, da minha parte tem desde de Red Hot Chili Peppers até Death” (Biko). “Pra mim é Bloodbath até Hatebreed” (Gustavo). “Sei lá, [...] acho que Cynic, que tem bastante influência da minha parte, na bateria mais ‘louca’ [...] e também Vektor, mas só influência de bateria mesmo, porque o resto não tem nada a ver. Também tenho influência de Atheist” (Igor).
O material da banda é rico em detalhes. Nas camisetas da Deadpan é possível perceber a minuciosidade da estampa. A idealização das artes vem por parte do vocalista, a respeito dessas criações, ele explicou: “O CD todo tem uma historinha e cada arte é uma maneira a mais de representar essa historinha” (Gustavo). Além disso, a Deadpan lançou uma história em quadrinhos, que também tem ligação com a temática das músicas: “No CD tem a história, aí no gibi colocamos coisas para complementar [...] a camiseta também, cada pedaço é um pedaço de músicas do CD, então a gente vai tentando mostrar o que a gente quer passar [...] o metal nem sempre é tão atrativo, então a arte vai atraindo mais” (Gustavo).



(Imagens de divulgação da banda)

No YouTube, é possível encontrar uma série de vídeos mostrando as viagens da Deadpan rumo aos shows. Esses vídeos, somados ao material da banda, são a forma de divulgação que eles encontraram para expor o trabalho, porém a ênfase é o contato pessoal com o público. “A divulgação é boca a boca, entregando as coisas pro pessoal [...] e uma coisa que a gente sempre presou muito foi esse negócio de viajar, ir encontrar as pessoas, estabelecer um laço pessoal que é muito maior que qualquer divulgação que se possa fazer na internet. Mas é claro, a gente também tenta fazer divulgação por intermédio da internet [...] a gente fez alguns vídeos da nossa turnê, contando um pouco como foi nossa passagem por algumas cidades [...] tentamos fazer um material mais visual de divulgação” (Igor).
Quem conhece um pouco de Deadpan certamente já percebeu que os Alienígenas estão presentes em tudo: na capa do CD, nas camisetas, no palco, nos vídeos divulgados pela banda e, claro, nas músicas. Mas de onde surgiu essa história de Aliens? “Quando eu era mais jovem eu ia pegar o ônibus e fazer as coisas que eu faço até hoje e eu pensava ‘a minha cabeça está doendo de tanto pensar, parece que tem um alienígena me invadindo’ e então eu começava a escrever e essas letras é o que tem hoje da Deadpan [...] às vezes parecia que escrever era a única solução para o alien que estava controlando a minha cabeça” (Gustavo). “A gente acredita de verdade nos alienígenas [...] na verdade tem um alienígena entre nós, mas você não está vendo” (Biko). “O nosso alienígena veio para salvar a Terra [...] os humanos estão destruindo a Terra né, esse é o conceito” (Igor).
Sobre a receptividade do público com o trabalho da Deadpan, eles citam: “O pessoal recebe super bem nosso trabalho [...] a gente sempre tenta fazer uma coisa diferente, mas claro que sempre tem gente que vai gostar e tem gente que não vai gostar, mas de maneira geral o pessoal fala bem do nosso som [...] várias pessoas vieram elogiar pelo show de hoje, falaram que estava muito bom [...] alguns amigos que eu conhecia de internet e não conheciam a banda viram hoje pela primeira vez [...] foi bem legal” (Igor). “Eu já ganhei cerveja pelo show da Deadpan, acho isso muito foda [...] o cara me disse ‘que show massa da Deadpan’ e me deu uma cerveja” (Biko).
As composições da banda funcionam da seguinte forma: "Costuma começar com o Guitar Pro, fazendo pelo computador mesmo e a gente acaba levando pro estúdio para trabalhar elas detalhadamente ou alguma coisa que não ficou tão legal” (Igor). “A letra vem da cabeça do Gustavo e o barulho a gente faz” (Biko). “Depois das letras vem o barulho, daí combina e dá tudo certo... deu certo até hoje” (Gustavo).

Eles explicaram que em breve começarão a compor um novo trabalho. Para a composição das músicas, eles pretendem se distanciar de tudo. A ideia é passar cerca de uma semana em um sítio, na intenção de se inspirarem para as composições. “A gente tem um sonho e vamos realizar: fazer um CD no sítio (risos)” (Gustavo). Mas o fato de “fazer um CD no sítio” vai influenciar de que maneira na qualidade das músicas? “É porque a gente vai estar longe do que deixa as pessoas chatas hoje em dia” (Gustavo). “A principal ideia disso é a gente conseguir se isolar de coisas externas e se focar na nossa criatividade [...] a gente acha que isso pode ser legal [...] além disso vamos sair de tecnologia, de internet [...] assim como a gente veio aqui pro Maniacs e ficamos três dias isolados de tudo, ficamos curtindo e vivendo o momento” (Igor).
Já que eles pretendem compor um novo trabalho, qual será a temática dessa vez? “Vai continuar a história do alienígena [...] na real a gente já pensou coisa longe pra caramba dessa história aí, já estamos com coisas na cabeça” (Igor).
Os integrantes da banda citaram que em 2016 fizeram cerca de 50 shows, um número que eles consideram muito bom. O show no Maniacs Metal Meeting foi o encerramento de um ano de muito trabalho para a Deadpan. “A ideia é dar uma acalmada agora, porque fizemos bastante shows [...] e vamos preparar o próximo material” (Igor).
Além da banda, cada integrante tem suas profissões. O Igor é jogador profissional de poker e também é baterista da Red Razor. Já Gustavo e Biko trabalham na mesma área: “O Biko trabalha com eletricidade e eu também, a gente trabalha com qualquer coisa que dê choque (risos)” (Gustavo). Dessa forma, eles continuam equilibrando a vida “comum” com a vida de músicos, buscando inovar e trazer um som de qualidade aos admiradores de metal.

Ao final da entrevista, os integrantes da Deadpan agradeceram pela oportunidade. “Agradecemos pelo tempo, porque hoje em dia a atenção é algo muito difícil de ter e quando a gente recebe um pouquinho já se sente bem” (Gustavo).

O SubSolo agradece a disponibilidade da banda e o carinho com o qual nossa equipe foi recebida. Parabenizamos pelo trabalho e desejamos muito sucesso na carreira!


IN ALIENS WE TRUST!


A Deadpan está na Coletânea O SubSolo.
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