11 janeiro, 2017

Entrevista: Capilé (Water Rats/Sugar Kane)

O SubSolo, dessa vez, bateu um papo massa com nada mais nada menos que Alexandre Capilé, vocalista, guitarrista e fundador da Sugar Kane e guitarrista e vocalista da Water Rats. Vale ressaltar desde o início a humildade e companheirismo que o músico nos recebeu e gentilmente atendeu nossa equipe. Confira essa excelente entrevista concedida por ele ao nosso blog!




Para a gente é bacana estar falando com um cara muito bem visto no underground, excelente músico e compositor. Para começarmos nos conte, quais foram seus primeiros passos até entrar na música?

Capilé: Prazer é meu. Eu desde pequeno já era doente por música. Minhas primeiras lembranças são escutando discos e fingindo tocar guitarra com raquete... De lá até começar a tocar mesmo, se passaram alguns anos. Comecei cedo, minha primeira guita eu ganhei aos 9 anos, aos 14 montei minha primeira banda, o Mandioca Radioativa.

Sempre gosto de que os músicos que admiro, falem sobre as dificuldades encontradas no começo para que sirva de inspiração para todos. Quais foram as suas primeiras dificuldades encontradas?

Capilé: O de sempre: grana pra comprar equipamento, encontrar gente pra montar uma banda, marcar shows, gravar... Quem escolhe ter banda sempre ta vivendo algum desafio, eu sempre me esforcei muito pra fazer as coisas rolarem, por isso acho que as dificuldades fazem parte do amadurecimento, quem passa por elas continua firme e forte.

Po, lembro até hoje de como conheci o Sugar Kane, fui apresentado ao videoclipe de "Fui Eu", dali foi pesquisar sobre a banda e ir afundo conhecer os outros trabalhos. Acreditava no início que o Sugar Kane iria tão longe e como foi fazer os shows de despedida?

Capilé: De forma alguma eu imaginava que até hoje estaria falando sobre e vivendo isso, mas ao mesmo tempo foi o que sempre quis pra minha vida. Quando você está vivendo a banda no dia a dia nem percebe o tempo passar; então, é louco saber que estou há 22 anos tocando e músicas que escrevi há 10/15/20 anos ainda são escutadas. Realmente não imaginava que seria assim.

Mudando um pouco o foco da conversa, sabemos que o teu foco atual é o Water Rats. Como está sendo o projeto desde que o seu foco está inteiramente nele?

Capilé: O WR é uma banda que montei pra tocar com amigos e ter um motivo pra se encontrar - pois cada um morava em uma cidade diferente -, sem pretensão alguma. Mas acho que isso acabou funcionando pra nossa música, essa falta de pretensão, e as pessoas gostaram da banda, tanto que agora ela já é pra mim tão ativa quanto o Sugar Kane foi antes. O Water Rats viaja muito, toca fora do Brasil, gravamos em Seattle com o Jack Endino, faz um monte de coisa legal... A banda que me realiza no som e no que vivemos. Paralelo ao WR eu sou guitarrista do Camarones Orquestra Guitarrística, onde tenho gostado muito de tocar e viajar, gravo meu primeiro disco com eles agora em janeiro, rock instrumental bem legal.




Agora falando sobre o Capilé. O que está diariamente na sua playlist e o que som nacional pode nos indica a ouvir?

Capilé: The Shorts, Corona Kings, Travelling Wave, Deb And The Mentals, Terminal, Moxine, LOFI, Motor City Madness, ZeroZero, FFA, Ego Kill Tallent, Colaterall, Hellbenders, Brvnks, entre outras.

Sobre composições, sabemos que você é um ótimo compositor. Quais músicas você mais gostou de compor?

Capilé:  As que mais gosto são: Todos Nós Vamos Morrer (Sugar Kane), Medo (Sugar Kane), Macumba (Water Rats), Hellway to High (Water Rats), Disconnection (Water Rats) e Take It Away (Deb And The Mentals).

Como você enxerga o cenário atual?

Capilé: A cena está rica em bandas, tem muita gente fazendo música boa e de estilos diferentes. Acho um momento legal e as coisas estão acontecendo, por mais dificuldades que tenhamos. Tem muita banda na estrada, viajando pelo Brasil e mundo. Festivais rolando no Brasil inteiro, galera se agilizando. Espírito DIY lindo de se ver.

Na minha opinião pessoal, acredito que compor é como transparecer sua alma em meio a letras e melodias. Para você, qual a importância de compor?

Capilé: Compor pra mim é bem terapêutico, eu não o faço sempre, tenho minhas temporadas de composição. Geralmente quando escrevo uma música tento trazer a tona algo que esta lá me incomodando; uma ideia, uma história, uma revolta, um sentimento... Minhas músicas dizem muito do que penso, mesmo as ingênuas da adolescência, elas registram o que sou e narram minha vida de certa forma.

Capilé, obrigado por tirar um tempo do seu dia para conversar conosco, desejo sucesso na sua jornada independentemente da banda que estiver ou do projeto que seguir, você é um excelente artista. Que tal deixar um recado para os leitores d'O SubSolo?

Capilé:  Não controlamos muita coisa na vida, então viva sem medo e busque saber quem é você e o que ama. Nóis.


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