14 fevereiro, 2017

Resenha: No Return - Never Too Late (2016)

Ah... o Pop Punk. Um estilo que contém várias bandas internacionais de ótimas qualidades, Neck Deep, The Story So Far, The Hotelier, Knuckle Puck, Real Friends, entre muitas outras. Porém, não temos um grande número de bandas nacionais que fazem jus ao estilo. Mas vale mencionar algumas como os caiçaras da Navy Blue e os paulistanos da Never Too Late.




Formada em Julho de 2013, a Never Too Late logo lançou seu primeiro trabalho "Passado, Presente, Futuro", um EP com 4 faixas totalmente em português (já que atualmente a banda canta em inglês). A banda paulista possui mais dois registros: "Sobre Tudo Que Passei", produzido por Tiago Hóspede (ex- Dead Fish, Aditive), com 6 faixas; e, seu último EP, "Premiere", produzido por Gab Scatolin, sendo que são 5 composições já em inglês. Além disso, a banda já abriu pra bandas internacionais como We Outspoken (Canadá) e Criminal Colection (República Tcheca), e também é atração principal em vários eventos. A banda foi indicada a o prêmio Pindorama em 2016 e ficou em 2º lugar nos melhores álbuns em Inglês na votação feita em nosso site, atrás apenas dos santistas da Bayside Kings. 

"No Return" tem 12 faixas, todas em inglês e foi lançado em agosto de 2016. Com um Pop Punk de ótima qualidade (de dar inveja em banda gringa), o disco começa com uma intro de 26 segundos intitulada "Promises" e logo em seguida, "Walk". 

"Walk" mostra como vai ser a cara de No Return. Letra bem composta, refrão grudento e no melhor estilo The Story So Far. Aliás, se você curte The Story So Far e Blink 182, você irá se deliciar com o primeiro álbum da Never Too Late

Lançado antes do disco, a faixa seguinte "Double Trouble" é uma das favoritas de No Return. Tanto que a faixa rendeu até um videoclipe, o primeiro da banda. A faixa, e o clipe, são bem pra cimas. Dificilmente você conseguirá ficar parado se for em algum show da Never Too Late. O refrão com certeza ficará na sua cabeça (até se confundir Double com Trouble na hora de cantar).

ASSISTA O VIDEOCLIPE DE "DOUBLE TROUBLE

A qualidade instrumental da banda em No Return impressiona, mas em "Take The Risk" e "Opposite Ways", as bateras de Ricardo Montezuma são o destaque. Lembrando um pouco hardcore, as faixas são bem agitadas, até em Take The Risk onde tem até uma levada em um trecho.

Seguindo nas faixas, chegamos em "Hey Mom!". Talvez a faixa mais engraçada do disco. Com uma mensagem explicatória para nossas mães que todos nós crescemos, a faixa é curta com pouco mais de um minuto. Já em "Worst Case Scenario" lembrou bastante Blink 182. Começando de uma forma lenta e logo partindo pra agitação, com riffs potentes marcantes e a bateria como sempre exemplar, "Wort Case Scenario" é uma das melhores faixas de No Return,

Se a Wort Case Scenario começou lenta, a "Breeze" é totalmente lenta. A faixa tem 47 segundos e apenas uma frase: "You always said to me, always said to me.". Já voltando a agitação do Pop Punk, "1 A.M" irá te deixar com a frase "ready, set, go" na cabeça por dias. Assim como o refrão de "Distance", tão agitada quanto 1 A.M.

"Fake Words" é a penúltima faixa do disco. Com participação de Gab Scatolin, produtor de Not Return Premiere, a faixa é a que mais se distancia do resto do álbum. Fake Words é bem puxada ao hardcore do que ao Pop Punk, mas não que isso a estrague. É uma ótima faixa do disco. 

Encerrando as 12 faixas, "Lack of Hero". Que faixa! Particularmente falando, "Lack of Hero" é a melhor do álbum. Com essa música sendo a última faixa, só me deu vontade de uma coisa: colocar o disco pra tocar de novo.

Sabe aquele disco que você ouve todas as faixas e não pula nenhuma? No Return é um deles. Esse primeiro disco da banda, mostra que a Never Too Late amadureceu e melhorou em relação aos últimos trabalhos. Um dos maiores defeitos do vocal de bandas brasileiras que cantem em inglês, é que nem sempre conseguem cantar corretamente as pronúncias da lingua inglesa, mas a Never Too Late mostra que até nisso a banda mostra ser boa.

A Never Too Late captou a essência do Pop Punk e fez um ótimo álbum. Azar pros gringos e sorte pra nós, que temos uma banda tão boa.

TRACKLIST
01 - Promises
02 - Walls
03 - Double Trouble
04 - Take The Risk
05 - Opposite Ways
06 - Hey Mom!
07 - Worst Case Scenario
08 - Breeze
09 - 1 A.M
10 - Distance
11 - Fake Words
12 - Lack of Hero


Formação:
Gustavo Kalili - vocal

Jonas Lapienis - guitarra

Mauricio Tono - Guitarra
Rodrigo Simonetti - baixo
Ricardo Montezuma - bateria

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Um comentário:

  1. Que resenha sensacional pra um álbum muito foda!!!!!! Parabéns a banda e parabéns a quem escreveu esse ótimo texto sobre o No return.

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