14 julho, 2017

Resenha: Vista do Jogo - No Gracias (2017)

A dificuldade no mundo musical não é dos tempos de hoje, antigamente muitas bandas tiveram tempos de vacas magras. Muitos estufam o peito e apontam dificuldades nos dias atuais, mas a verdade que anos atrás o cenário não era tão diferente, por mais que fosse sim mais forte que os dias atuais, muitas bandas ainda sofriam para se garantirem em pé, esse é o caso da No Gracias. A banda formada em 2007 entrou em hiato anos após e só voltou aos palcos em 2013, com a formação desfalcada que viria a ser ocupada apresentações após quando o baixista Igor Lopes viu uma apresentação do grupo, que tocava sem baixista por falta de um, eis então que assumiu o "cargo".



No ano passado o grupo lançou um EP chamado "2016" que assim como o "Vista do Jogo" teve quatro músicas, o "2016" foi produzido pelo produtor gaúcho Egisto Dal Santo. No ano seguinte, o agora EP de 2017 tem nome, "Vista do Jogo" foi lançado em março deste ano, foi mixado e masterizado no estúdio Hurricane e produzido por Sebastian Carsin. Todo o trabalho traz a banda revigorada, expandindo ainda mais a sua sonoridade, que traz características próprias, mas com uma pegada diferente do que já foi apresentado. O "Vista do Jogo" é encontrado em todas as plataformas digitais disponíveis na internet e agora também em versão física, que pode ser adquirida com os integrantes do grupo ou em suas redes sociais oficiais.

Falando do EP em um todo, a banda tem uma boa pegada, principalmente nos refrões. os vocais pegados com métrica alucinante que crava na cabeça pela forma como ela se constrói em meio ao instrumental, sem se sobrepor acima de nada, tudo em seu devido lugar sendo audível igualmente. A primeira faixa é "Vistas", uma pegada mais Stoner e em certos momentos uma pegada que lembra também o Grunge, difícil rotular ou simplesmente definir, tem uma miscelânea de vertentes e boas quebradas até chegar ao refrão. A segunda faixa é "Do Jogo" que tem influências do Funk californiano, algo semelhante a Red Hot Chili Peppers, onde o baixo tem um papel mais importante do que outros instrumentos, pois ele é quem da o ritmo, dando a introdução e sendo a base principal da construção da música inteira. A terceira faixa vem forte com "2016", logo na introdução um riff matador e chiclete, que já prende quem ouve com a curiosidade de saber o que vem a seguir e o que vem é o que vimos até agora, boas músicas, fortes e de boas métricas. Finalizando com chave de ouro, a faixa responsável por encerrar o EP é a "Globotomia", essa talvez mostra um lado mais Reggae 'n Roll da banda, pois inicia com um groove voltado a música jamaicana e logo emenda um Rock 'n Roll rápido e técnico, sendo que a musica tem míseros um minuto e trinta e três segundos e assim fecham o trabalho de forma objetiva, rápida e eficaz.



Para um trabalho curto como é um EP, a banda conseguiu demonstrar maturidade e boas composições. Junto dessas opiniões positivas, o grupo apresentou um leque de influências que desde o Reggae vai até o Heavy Metal clássico, sem deixar a desejar em momento algum, gostei da forma como as música são executadas, de forma alguma se tornaram massantes ou deixaram a impressão de que era para "encher linguiça". Tudo soa naturalmente entre as músicas, desde vocal até mínimos detalhes instrumental, as guitarras se completam e não engolem uma a outra, o baixo consegue dar uma consistência absurda e não deixa lacunas a mostra, a bateria não tem nada de exageros, eu particularmente, gosto muito de linhas de bateria assim, menos é mais.

Material recebido pela Insanity Records.

TRACKLIST
01 - Vistas
02 - Do Jogo
03 - 2016
04 - Globotomia

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