22 dezembro, 2017

Cobertura: Amaranthe (Manifesto Bar)

Antes de ler essa cobertura tenha algumas coisas em mente:


Primeiramente de tudo: Eu gosto da banda em questão, sempre achei bem interessante e fui conferir e por último, sou TECLADISTA. Ok? vamos lá!



Meio de semana, SP com um trânsito um pouco mais caótico do que o habitual (sim, é possível), clima úmido quase chuvoso, abertura da casa marcada para às 19 horas, o momento logo após o pior pico de trânsito da cidade. Então, cheguei ao local às 19:20, portas ainda fechadas porém às 19:30 foram abertas. 

A casa fica numa região bastante comercial de São Paulo, de fácil acesso e de fácil  estacionamento. A fila estava relativamente grande e foi bastante organizada. Assim que entrei na casa notei que a banda de abertura (Burning Christmas, de Guarulhos, SP) já estava tocando e já passava da segunda música. Infelizmente nem todos conseguiram assistir ao show de abertura por causa disso. 

Sem se intimidar com o pouco público no início do show, a banda de abertura executou suas músicas com tranquilidade, foi muito bem recebida e saiu com a missão cumprida. O horário descrito no ingresso para a banda principal era 21 horas, e a casa estava pronta às 21 em ponto. 21:15 se inicia a introdução e banda no palco!

O baixista estava com o pé quebrado, então havia uma banqueta para ele e mesmo de muleta o cara conseguiu apresentar um bom show. Primeira música acontece, público super animado, entra a segunda, entra a terceira e toda vez que os vocalistas tentam conversar com o público o VS entra e deixa as frases pela metade. Em diversos momentos ao longo do show a guitarra falha, deixa de entrar e entra na sequencia, deixando Mr. Olof com cara de bravo, mas sem prejudicar o show.

Elize apenas conseguiu se comunicar com o público antes de Endlessly (mesmo tendo tentado em outros momentos) e Johan, o baixista de pé quebrado, teve seu momento de falar com o público antes do bis. Antes de Amaranthine, Elize começou a conversar, ia apresentar a música, mas o VS a cortou e por muito pouco a música não vira um desastre... Aqui eu gostaria de comentar esse fato.... 

ABRE PARÊNTESES A banda é carregada de teclados, porém ao vivo é VS (sem crucificar ninguém, mas poxa..... só contratar um músico e trazer né!) e isso fez com que o show ficasse meio mecânico demais. Apesar de isso ser uma tendência mundial, eu, como tecladista, considero um problema grave. Antigamente os discos ao vivo eram carregados de adrenalina, pequenos erros, detalhes de sessão ao vivo mesmo! Hoje é um disco de estúdio com o público gritando! É esquisito pensar no futuro, já imaginou se cada vez mais isso se torna uma regra e as bandas passam a sair em tour apenas para dar workshop e fazer uma dancinha enquanto a música toca no playback? FECHA PARÊNTESES

Mas enfim, esse comentário não anula o fato de que a apresentação dos suecos foi sensacional! Eles são super carismáticos, souberam conversar com a galera mesmo sem ter tempo pra isso ao longo do show, fizeram piadas, bagunçaram no palco, foi bem interessante mesmo! Elize estava preocupadíssima com roupa e cabelo, cantou muitíssimo bem e levou o público ao delírio quando aceitou presentes do pessoal que estava na grade, pegou telefone celular do público  pra fazer selfie no meio do show, deu a mão pra todos que levantaram a mão pra ela (assim como todos os outros integrantes também o fizeram).

O show em si foi muito bem selecionado em termos de setlist. Obviamente, uma banda que vem ao país pela primeira vez com 4 álbuns lançados acaba deixando de tocar alguns hits para mostrar os trabalhos mais atuais. Porém, as escolhas foram de extremo bom gosto para os fãs. Houve dinâmica de músicas pesadas e baladas intercaladas, houve momentos de intercalo também para o descanso das vozes, tudo ensaiado de forma séria e calculada.

Ao final do tempo de palco, todos fizeram questão de expor seus agradecimentos ao público, Elize deixou o palco depois de ficar um longo momento sozinha e cumprimentando a todos que conseguiu, sem pressa de sair correndo e se esconder. 

E assim foi a passagem do Amaranthe pelo BR, deixando essas reflexões na minha cabeça, mas deixando todos (inclusive a mim) felizes por terem usado bem a noite de quarta feira.

Vale ressaltar a façanha de uma banda de médio porte, vinda da Suécia, numa quarta feira semi-chuvosa conseguir encher um bar de SP. Isso com certeza restaura um pouco da fé no estilo.



FORMAÇÃO
Elize Ryd - voz 
Nils Molin - voz
Henrik Englund Wilhelmsson – voz
Olof Mörck - guitarra
Johan Andreassen – baixo
Morten Løwe Sørensen - bateria

SETLIST
Maximize
On the Rocks
Fury
Dynamite
1.000.000 Lightyears
Electroheart
Invincible
Amaranthine
Digital World
Drum Solo
True
Endlessly
Call Out My Name
Hunger
Encore:
That Song
Boomerang
Drop Dead Cynical
The Nexus
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