08 fevereiro, 2018

De músico pra músico - #05 - Comportamento - Banda Vs. Família

Comportamento - Banda Vs. Família

Olá pessoal! Voltando com a coluna De Músico pra Músico com um tema complexo de lidar: A banda e a família.

Esse tema pode gerar muita conversa, então vamos jogar uma situação ou outra apenas dentre tantas as possibilidades.



Vamos delimitar os seguintes problemas e soluções:

- Casais bem resolvidos com tempo geralmente tem até orgulho um do outro quando o assunto é banda
- Ter filho não é motivo pra acabar banda
- Não vamos falar de gente legal ou chata, não é esse o tema

Então vamos ao primeiro caso:

--- Você namora, recebe um convite pra entrar numa banda e aceita.

Esse caso é super comum, veja que o cônjuge (namorado(a), marido/esposa, etc) sabe que você toca um instrumento, mas também sabe que isso nunca foi levado à sério, nunca rendeu grana, mas você gosta! Aí o primeiro problema é o horário de ensaio: "Você vai deixar de passar tempo
COMIGO pra ensaiar???" ......... pois é... frase comum de ser ouvida....

Melhor coisa nesse caso é chegar em um acordo de tempo e ações: Exemplo: "Serão apenas 2 horas e passando esse horário nós poderemos sair,
curtir, jantar, etc.

Essa troca de tempo lá e tempo cá geralmente funciona, só não caia na besteira de deixar rolar e não ter essa conversa, aí é problema!

Segundo caso:

--- Já tem banda, ensaia toda semana, faz alguns shows e inicia um namoro.

Situação um pouco mais branda de um lado porém perigosa de outro.

O elemento recém chegado com certeza sentirá prazer em saber que seu par romântico toca em uma banda, isso gera um certo status, é comum que as pessoas gostem disso no início. Mas com o passar do tempo, pode gerar um tipo de competição de tempo e atenção.

Nem é preciso citar que conversa resolve, mas vamos expor a situação onde não há essa conversa, e chegamos na situação "ou a banda ou eu".

O perigo disso é que o músico ou a musicista realmente gostam de fazer parte da banda. Isso faz bem, tira o stress, socializa, é bem interessante o que a música pode fazer pela mente das pessoas, logo, a banda é SIM uma prioridade. Quando surge essa divisória na relação amorosa, a pessoa que
jogou a batata quente para ser resolvida com certeza perdeu muitos pontos..... muitos MESMO!

Terceiro caso:

--- Pais e familiares não aceitam que o filho/parente adolescente comece a tocar em banda.

É... acontece e muito!

Em diversos estilos musicais, o artista é visto com maus olhos pela família. Isso é observado por muitos motivos, dentre eles estão as drogas, os excessos, a vida boêmia em si, o histórico de famosos com situações embaraçosas, etc.

Cabe ao adolescente nesse caso expor aos familiares que tem maturidade e capacidade de lidar com isso sem ceder aos problemas enxergados e citados por quem está vetando.

- Demonstrar paixão e disciplina ao estudar seu instrumento;
- Ser um bom aluno na escola/faculdade/cursos e mostrar que a música realmente te ajuda;
- Ser presente nas situações domésticas, manter seu status de pessoa de confiança e assim ganhar uma oportunidade;
- Se a banda for de amigos próximos, trazer as pessoas para mais perto do convívio familiar e mostrar que são pessoas de bem e confiáveis;
- Promover conversas sobre os integrantes da banda e expor a boa conduta deles;
- Nem sempre os subgêneros do rock/metal são bem aceitos pelos pais (pelos motivos citados e blablabla), mas demonstre com videos e músicas que a técnica está acima de qualquer coisa, e que você tem capacidade para tal. Impressione com a habilidade dos seus ídolos.

(Obviamente, estamos levando em consideração que as pessoas envolvidas são realmente de boa índole, ok?)

O que dá pra notar nos 3 casos acima é que a conversa, o bom convívio, estar rodeado de pessoas de bem, realmente faz a diferença na hora de se relacionar dentro e fora da banda.

Um grupo musical, seja ela qual for, não passa de um relacionamento assim como o seu namoro/casamento/rolo... e sendo assim, o diálogo, a exposição de problemas, as sugestões de solução e o companheirismo sempre serão fatores decisivos para que esse relacionamento seja frutífero e agradável.

Se a pessoa que está contigo não entende que isso te faz bem.... a decisão é sua. Mas cuidado, o arrependimento é venenoso!

A banda pode ser péssima (sua mãe já dizia...), mas o que ela te proporciona, é único e intransferível!

Não entramos em detalhes com banda que já é grande, tem fãs, shows, viagens e um reconhecimento financeiro. Talvez numa próxima edição, mas se seu comportamento for adequado e satisfatório enquanto sua banda não saiu a garagem, é natural que quando começar a render, você continue
tendo esse comportamento bacana e saiba lidar com tudo!
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