Resenha: Prime Time Murder - Bad Bebop (2017)

A cidade é Curitiba e o ano é 2015. Num dia cinzento daquele ano surge a banda BAD BEBOP fazendo Heavy Metal sem abrir mão das influências de outros gêneros do Rock”n”Roll. Com uma sonoridade que lembra os nova-iorquinos do Helmet nos seus primórdios, a pegada do BAD BEBOP é pesada e cheia de riffs sujos e vocais com refrões melódicos. O álbum “Prime Time Murder”, de 2017, e uma experiência da banda que traz narrativas soturnas que problematizam a existência humana, como na primeira faixa “DOA” e suas distorções.



“Vicious” surge das cinzas com sua leveza nos primeiros segundos, mas explode em puro peso com riffs bem trabalhados. Nas demais faixas é perceptível o esforço da banda em evitar repetições sonoras. A versatilidade está presente em todo o álbum e cada faixa tem personalidade e atmosfera próprias. Quanto à produção, o álbum precisa de alguns retoques na mixagem, mas nada que comprometa o metal made in Brazil do BAD BEBOP.

O ponto forte, na maioria das faixas, são os vocais que não ficam devendo em nada para o gênero musical da banda. Ouvindo o álbum na íntegra posso afirmar que a banda tem o timing do heavy metal, com riffs e timbres potentes e técnica suficiente para fazer um som honesto e cheio de vigor, como todo heavy metal tem que ser.

“River” é o momento acústico da banda e encerra o álbum com chave de ouro e que me remete (me desculpe a comparação) aos bons tempos do Alice In Chains em sua versão unplugged.

Essa é a BAD BEBOP com seu peso pesado e visceral, como se narrassem o assassinato em horário nobre!

Resenha por Hermes Gregório
Material enviado por Metal Media

FORMAÇÃO
Juliano Ribeiro - vocal e baixo
Henrique Bertol - guitarra
Celso Costa - bateria

TRACKLIST
01) D.O.A.
02) Deceiver
03) Vicious
04) Gone Wrong
05) 22
06) Trouble
07) Greed
08) River
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