Entrevista: Ralph Santolla (Deicide / Obituary / Iced Earth)

Esta semana nós tivemos a oportunidade de entrevistar o músico e compositor Ralph Santolla. Ralph é natural da Flórida/EUA e tocou nas bandas MilleniumDeath, DeicideObituaryIced Earth, além de ter uma ilustre carreira solo e projetos paralelos. Confira a entrevista!

                               




Quantos anos você tinha quando tocou guitarra pela primeira vez, e como começou?
Ralph Santolla: Eu tinha 7 anos. Meus pais me fizeram começar a ter aulas de guitarra, e eu odiava isso. Então, eu descobri o Kiss e comprei uma guitarra elétrica. Eu acabei gostando mais disso, porém era algo qualquer como jogar futebol ou construir aviões aeromodelos. Então, quando eu tinha 12 anos eu escutei Michael Schenker com o UFO, e foi aí que eu descobri o que eu iria fazer com a minha vida e comecei ser sério sobre isso. 

Qual foi o primeiro concerto que você foi? 
Ralph Santolla: Minha mãe me levou para assistir David Cassidy quando eu tinha 5 anos. O primeiro concerto de rock que eu fui, foi o Styx e The Babys. 

Você tem algum hobby além de tocar guitarra?
Ralph Santolla: Sim, eu gosto de ler e cozinhar. A minha coisa favorita para se fazer é compor e escrever músicas, bem mais do que tocar guitarra. 

O que você gosta de ouvir quando não está em turnê?
Ralph Santolla: Eu escuto muito o pop e rock dos anos 60 e 70. Eu gosto de rock clássico, como o Rainbow, Deep Purple e o Thin Lizzy. Gosto de Motown, e eu escuto muita música clássica e alguns jazz antigos. Eu gosto muito de diferentes tipos de música, eu não sou o típico cara do metal, eu sou apenas um músico. 

Você pode voltar para os dias que você tocou com Chuck Schuldiner e dizer um pouco sobre como essa experiência foi? E também, o que motivou a sua saída do Death. 
Ralph Santolla: Foi fantástico, eu tive muita diversão e aprendi muito. Eu também me tornei amigo do Stevie D, e ele é um dos amigos mais próximos que já tive. Ele está no Devil’s Highway 2 (projeto de Ralph Santolla). A razão pela qual eu deixei, foi porque a minha banda Eyewitness conseguiu um contrato para a Europa e Japão. Na época, eu era tão ingênuo que eu não percebi que eu poderia tocar em ambas as bandas. Hoje em dia todo mundo toca em diversas bandas diferentes, mas na época não era algo comum. Eu realmente me arrependo dessa decisão. 

Falando sobre o Obituary. Eu li uma vez que você estava morando na Suécia na época que a banda decidiu se separar de você, e que talvez este tenha sido um dos motivos. Você poderia explicar isso?
Ralph Santolla: Isso foi parte dos motivos. Eu estava passando por um período ruim em minha vida. Foram diversas coisas, mas não há mágoas ou qualquer coisa de ruim entre nós. Você pode ver que isso nunca foi noticiado no Blabbermouth ou qualquer coisa do tipo, então não houve nenhum drama. 

Você tocou em diversas bandas durante os anos. Qual delas te proporcionou a melhor turnê, e você poderia nos contar uma lembrança legal dessa época?
Ralph Santolla: O Obituary foi de longe a melhor, mais divertida e um dos melhores momentos da minha vida. Eu tenho tantas ótimas lembranças que é difícil escolher uma. Uma vez no Japão, haviam 28 caras de bandas diferentes tocando em um festival e todos resolveram ir para um bar. A maioria deles eram bandas novas como o Bullet For My Valentine e esse tipo de banda. Eles estavam tão animados para sair e festejar, que Frank Watkins me disse para embebedarmos esses caras. Nós fizemos eles beberem em baixo das mesas até que ficassem tão bêbados ao ponto de não conseguirem fazer nada ou terem que retornar para o hotel, então nós fomos para um outro bar sozinhos, haha! 

Obrigado pelo seu tempo. Você tem alguma mensagem para os seus fãs brasileiros?
Ralph Santolla: Sim! Eu amo o Brasil! Se alguém souber de algum promotor que estaria interessado em me levar para uma clínica de guitarras ou um concerto, mande mensagem para ralphsantolla@hotmail.com.

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                                                        RALPH SANTOLLA




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Um comentário:

  1. Excelente entrevista! Parabéns ao blog e ao Caio B. pela iniciativa em entrevistar o Ralph!

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