Especial Copa do Mundo 2018: Bandas de Cada Nação (Grupo D)

Em homenagem a Copa do Mundo de 2018, buscamos, para cada um dos 32 países participante, uma banda de Metal que imprime sua cultura local em seu som, para que o mundo todo possa conhecer suas raízes, seus ritmos, suas línguas e suas verdadeiras influências. Com vocês: Bandas de Cada Nação.




Grupo D
Argentina

Assim que comecei a pesquisar bandas do país bi-campeão mundial me peguei pensando "tem uma que é perfeita pra isso mas não me lembro qual". Conversando com Luís Harley, nosso outro redator e mente criativa a frente do portal Underground Extremo, ele me jogou na cara exatamente a banda que eu estava buscando: A.N.I.M.A.L, uma banda com uma extensa história, com letras fortes em espanhol e que são reflexos das situações históricas do país, do povo, da América Latina, além de um som realmente animal. Se nos campos a Argentina tem Messi para a representar em alto nível, aqui não é diferente, pois A.N.I.M.A.L tem um currículo extenso de sete álbuns, que foram lançados até sua parada em 2006, mas em 2015 retornaram a ativa e seguem até hoje levando o Groove Metal de Buenos Aires mundo a fora.

Croácia

Aqui foi o momento que cocei minha cabeça e pensei: o que seria exatamente algo tradicional da Croácia? A famigerada camiseta de sua seleção que lembra uma toalha de mesa por conta do xadrez vermelho e branco? Claro que não poderia ser apenas isso. Vamos lá, estamos falando da região dos Bálcãs, sem dúvidas muitas lendas antigas devem ter sido criadas por lá, e buscando por isso fui atrás de alguma banda que trouxesse isso em sua música. Assim, encontrei a Stribog, de Zagrebe, que não possui muitos registros, mas em compensação, o que tem gravado é lindo de se ouvir. Uma mistura de elementos tradicionais do Folk, com guitarras aceleradas e ritmadas do Power, vocais gritados e agonizantes do Black e vozes angelicais e melódicas do Sinfônico. Ah, e músicas em croata, falando sobre a mitologia eslava. Acho que é o suficiente pra mim, posso ouvir isso por horas e horas e continuar em deleite com essa mescla épica de sonoridades.




Islândia

300 mil habitantes em uma ilha de pouco mais de 100 mil km². Essa é a Islândia, país que a cem anos teve sua independência reconhecida pela Dinamarca e hoje disputa sua primeira Copa do Mundo. Quer mais? Na sua estréia, arrancou um glorioso empate com a poderosa Argentina, com um futebol aguerrido, vibrante e verdadeiro, que faz sua torcida viver um sonho em vida real. E se no futebol a Islândia é uma grande dúvida de quão longe ela irá, resolvi trazer uma banda que me deixou uma dúvida enquanto ouvia também. Sólstafir tem discos extremos, parecendo ser mais uma horda de Black Metal que cultua o paganismo (o que faz sentido dada as raízes nórdicas do país), mas, de repente em dado momento da história da banda, sua brutalidade se desvai totalmente e temos um post-Rock experimental e atmosférico, mas de qualidade excepcional e de maturidade musical impressionante. Vi que uma trinca de álbuns de Sólstafir foram extremamente bem avaliados, alguns inclusive das fases mais extremas da banda, outros já com inclinações ao Rock ambiente. Para melhor avaliação, ouça mais do que a música abaixo e tire suas próprias conclusões.




Nigéria

Esse aqui foi realmente difícil. Pra você ter ideia, não existe, de fato, uma cena Rock, e menos ainda espaço para Metal na Nigéria. Existem bandas, eventos, mas tudo com pouquíssimo material na internet. Ao pesquisar por bandas da Nigéria é mais fácil encontrar pessoas se questionando como o Metal vive no país do que realmente encontrar um som para escutar. De toda forma, consegui sim encontrar uma música e tenho que dizer que é simplesmente incrível ver uma banda com tanto potencial vir de um local onde não há incentivo ao Heavy Metal. Caramba, como 1 Last Autograph está tão escondido sendo dono de um som absolutamente tão bom? Confesso que poderia ter um apelo maior a suas raízes, mas o cuidado e qualidade na composição já me ganha o suficiente pra aparecer aqui. Tenho minhas dúvidas quanto ao gênero exato, parece algo mais entre post-Hardcore e Metalcore, mas confesso que uma certeza é que ouvir 1 Last Autograph foi como ver que até mesmo no local mais improvável o Metal vive com muita força.


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