Entrevista: Marcos Kleine (Ultraje a Rigor/PAD)

A banda PAD está lançando o primeiro disco da carreira “O Som e a Cura” e por isso batemos um papo completíssimo com Marcos Kleine que agora divide as guitarras no Ultraje a Rigor justamente com a PAD.

Kleine, que aparece tocando diariamente na TV no programa The Noite, com Danilo Gentilli, fala um pouco sobre o álbum da PAD, a proposta do conjunto e sobre o show de estreia do disco, que acontece dia 26/07, no teatro J. Safra, em São Paulo, com participação de Roger Moreira, seu companheiro de Ultraje, e do icônico guitarrista Luiz Carlini. 



Para quem está curioso sobre alguma semelhança entre as duas bandas de Kleine, ele explica que ninguém consegue ou conseguiu se assemelhar ao Ultraje, que é uma banda única, puro rock and roll com sarcasmo, letras atemporais e com um hitmaker do além, Roger. 

E 'O Som e A Cura', essas duas coisas andam mesmo juntas em nossas vidas? "Aqui fala uma pessoa que encontrou a cura na música, que virou meu trabalho por 35 anos", afirma Kleine.

Curioso para sacar o som da PAD? O álbum “O Som e A Cura”, que apresenta um hard rock que passeia também pelo pop, em trabalho de excelente produção, já está disponível nas principais plataformas digitais com clipes no youtube. 

Com vocês, Marcos Kleine!


Como você tem conseguido organizar sua rotina entre o Ultraje a Rigor, a PAD, e as gravações no SBT?
Kleine: Até agora não tive nenhum problema, no SBT gravamos as segundas e quartas, portanto já sabem que não existo esses dias! (risos). Shows do Ultraje tem total prioridade, então basta conciliar, tem bastante dia para que a gente marque coisas sem atrapalhar nenhum dos trabalhos. Os outros integrantes também possuem bandas e projetos paralelos, mas a gente têm sido bem organizado e até agora não aconteceu nenhuma catástrofe de agenda, aliás creio que nunca aconteceu isso na minha vida, não vai ser agora...Espero! (risos).


Porque você resolveu apostar na PAD para além do próprio compromisso com o Ultraje que é uma banda já estabilizada no mercado da música? 
Kleine: Para falar a verdade, eu já tinha desencanado de ter uma banda de som próprio, mas um belo dia fui convidado para substituir o guitarrista da banda Soundtrackers em um show, que aliás tem a Claudia Gomes que tocou comigo na Banda Vega como vocalista e o outro vocal é o Fabio Noogh, vocalista da PAD. Fiquei impressionado com a versatilidade e postura do cara e no meio do show veio o insight em conversar com ele sobre uma banda. Foi aí a gênese da coisa, ele gostou da ideia, fomos conversando, achando a trupe e cá estamos. A motivação principal é que sempre fui compositor também, tenho muita música e não tinha onde tocá-las, o PAD foi a solução desse dilema. Amo tocar no Ultraje, como expliquei na resposta anterior, não existe problema de agenda, então só estou vivendo o melhor dos dois mundos.

Quem te acompanha no Ultraje pode esperar alguma semelhança entre o trabalho desenvolvido pela banda e pelo PAD?
Kleine: Acho que ninguém consegue ou conseguiu se assemelhar ao Ultraje, é uma banda única, puro rock and roll com sarcasmo, letras atemporais e Roger é um hitmaker do além. No PAD temos músicas pesadas, pop, rock mais clássico, a gente navega por referências que gostamos, talvez a única semelhança seja eu estar nas duas bandas. (risos!).

Escutamos O Som E A Cura em primeira mão e percebemos grande influência de Van Halen, Journey e dessa turma toda. Assim, a PAD se posiciona como uma banda de hard rock ou pop rock?
Kleine: Que bom que notaram isso, não é a toa, amamos essas bandas e naturalmente elas estão incrustadas em nossas influências musicais. Somos uma banda de Rock And Roll, não criamos rótulos para nós nem limites, hoje em dia tudo está muito desfragmentado, "a intro é rock, mas o refrão é pop e no final parece tecno". Só queremos que as pessoas ouçam nossa música, curtam o som, simples assim, não cabe a nós analisar microscopicamente, deixamos isso com o público. Queremos o simples bem feito, como somos criteriosos, tudo que fazemos passa por um processo grande de análise e cuidado. Estamos mostrando algo que nos deixa felizes e esperamos que as pessoas gostem do que vão ouvir, eu gosto bastante, sou suspeito, além de ser um dos produtores do álbum, eu mixei e masterizei tomando 30 cafés por dia, fiz o melhor que pude mesmo, pode ser até que alguém pudesse fazer melhor, mas o melhor que pude certamente está aí. Ouço o álbum feliz e olha que sou um puta mala comigo! 

A PAD já havia lançado dois singles antes do lançamento de O Som e A Cura (Not So Vain e Estranho Mundo Novo). Qual foi a recepção do público a partir desse ponto de partida? (vale a nota de que o clipe de Estranho Mundo é de extrema qualidade!)
Kleine: Foi bem legal! 
Óbvio que queríamos 2 milhões de views em tudo, está na moda hoje em dia uns caras que nunca ouvi falar terem “700 trilhões” de views. Somos completamente independentes, lançamos nosso primeiro single pela Universal, mas não tivemos nenhuma divulgação por parte deles, a recepção foi orgânica e ótima e ainda melhor com “Estranho Mundo Novo”, pois o clipe gravado pela produtora Monte Castelo, feito com uma qualidade incrível. Agora com o álbum ficamos consolidados como uma nova banda no mercado. Estamos fazendo um novo clipe da música “Eu Sou o Cara”, que vai ficar sensacional! Temos já uma base sólida de pessoas que nos acompanham, esperamos que agora a recepção seja espetacular. Eu, por ser um cético por natureza, não espero nada, mas estou bem feliz com o resultado e espero que essa minha satisfação reflita na recepção ao álbum. Cada dia mais gente nos segue, com o ‘Som e a Cura’, 10 músicas no mercado a tendência natural é que o interesse aumente. E também os haters (risos)!


Qual é a missão da banda PAD, o espírito da banda, ou melhor, para que ouvidos você recomenda a PAD?
Kleine: Não temos uma missão na real, queremos tocar, fazer shows, compor, lançar álbuns todo ano. Recomendo a banda para quem está de saco cheio de ouvir tanta coisa sem nenhum conteúdo e aos que acham que o rock morreu. O que poderia matar o rock é o desinteresse do público e isso não vai acontecer, tem gente ávida por som novo. Não é fácil hoje ter uma banda de rock com repertório todo próprio, não gravamos música de nenhum compositor fora da banda, não chamamos ninguém pra participar do álbum, a não ser Luiz Carlini, o qual sou amigo e fã e ele está brilhante na música ‘Eu Sou O Cara’. Estamos vindo crus, somos nós e mais nada, sem gravadora, investidor, nossa gravadora e investidores serão as pessoas que vão curtir nossa música. Muita gente acha que por eu ser do Ultraje e estar em um programa de TV líder de audiência facilite a vida, pra algumas coisas sim, mas não existe milagre.

Qual é a dificuldade que vocês da banda encontram para conseguir levar adiante ao conhecimento do público uma nova banda no cenário atual da música? 
Kleine: A internet é boa para muitas coisas e ruim e confusa para outras. Vejo o público em geral viciado no bizarro, no polêmico, aqui é a “MemoLândia”, não existe lugar no mundo com mais zoeiras circulando do que no Brasil. O mundo também anda tenso, dividido, raivoso, então a maior dificuldade é querer divulgar algo normal no sentido artístico, sem polêmicas, fazer as pessoas ouvirem um som novo sem desligar em 7 segundos para ver um YouTuber arrancando um dente ou xingando outro YouTuber. Temos feito trabalho de formiguinha, divulgando, mostrando as pessoas, confiando no boca a boca, faremos também várias ações com pockets shows em lugares inusitados. Vamos trabalhar como era antigamente, na raça e confiando que as pessoas possam comprar nossa ideia de forma espontânea.


Existe uma cobrança maior dos fãs/ouvintes sobre sua figura por fazer parte de uma outra banda já clássica do rock?
Kleine: Acho que existe uma curiosidade, cobrança se tiver realmente eu não vou me preocupar com isso. Fora do Brasil é normal alguém de uma banda famosa montar banda com outras pessoas também conhecidas e até agora nunca senti nada nesse sentido. Não estou competindo com ninguém, estou na real me divertindo.

O Som e A Cura. Essas duas coisas andam mesmo juntas em nossas vidas?
Kleine: Sim, para muitas pessoas já aconteceu e para outras irá acontecer. Quantas pessoas foram salvas de um mundo obscuro pela música?  Como ouvinte ou mesmo virando um músico? Milhões! Hoje o mundo está adoecido, a internet deu voz a todas as pessoas e podemos ver de forma clara que vivemos um tempo de discórdia. Culturalmente vivemos um período terrível de popularização de músicas com qualidade pra lá de questionável. Por isso sempre sou a favor da volta de aulas de música em escola. A música faz você se divertir obviamente, mas também tem que fazer você pensar e refletir. E aqui fala uma pessoa que encontrou a cura na música, que virou meu trabalho por 35 anos.

Obrigada por falar conosco d'O Subsolo. Deixe suas considerações, ou recados importantes que de repente não questionamos.
Kleine: Agradeço o interesse, pelo espaço em divulgar nosso trabalho, para aqueles que querem conhecer a banda, acompanhar nosso trabalho nas redes sociais nos sigam (http://oficialpad.com.br). Vocês serão muito bem vindos! E vale lembrar que nosso show de lançamento será no dia 26/07, no Teatro J. Safra, em São Paulo com participação do Roger e do Luiz Carlini. Um grande abraço a todos do O Subsolo!

Serviço
PAD: show de lançamento do disco 'O Som e a Cura'
Dia: 26/07
Onde: Teatro J. Safra
Endereço: Rua Josef Kryss, 318 - Barra Funda, São Paulo
Ingressos online: bit.ly/pad-ingresso-jsafra
Plateia Premium: R$ 60 
Plateia VIP: R$ 50 
Mezanino: R$ 40
Mezanino com visão parcial: R$ 30
Classificação: Livre
Duração: 90 minutos

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