Resenha: Resilience - Tchandala (2017)

Quando falamos que o Heavy Metal é algo realmente universal, algumas leigas pessoas discordam, encontramos esse estilo tão amado por muitos em lugares dominados por outros estilos de menores expressão. Tchandala foi formada em terras sergipanas em 1996 e de lá para cá são vinte e dois anos de carreira.



Fora todo esse tempo a banda carrega cinco registros autorais antes deste último disco. Uma demo em 1998 denominada "The Beginning" e outra demo em 2001 "One Billion Lights". O primeiro full da banda veio no ano seguinte, logo em 2002 foi lançado o "Fantastic Darkness". Após esse primeiro disco, a banda ficou alguns anos sem lançar nada, até que lançou o single "Mirror of a Decade" em 2007, sendo que nesse mesmo ano também participou de um tributo com bandas brasileiras ao Anthrax interpretando a música "Among The Living" e por fim, fechando esse quinteto de trabalhos autorais antes do "Resilience" de 2017, foi lançado o disco "Fear of Time" em 2012, este último mencionado estourou nas mídias especializadas.

Com toda a certeza que em mais de vinte anos de carreira, a banda dividiu os palcos com bandas para lá de especiais, como: Blaze Bayley (ex-Iron Maiden), Krisiun, Viper, Shaaman, Angra, Andralls, Malefactor, Violator e Predator, e claro que muitas outras. Sem falar que nesse todo tempo a banda também sabe como compor e o atual disco, "Resilience" é considerado o ápice do grupo sergipano. O trabalho carrega participações especiais, destaque para Iuri Sanson (ex-Hibria) e Tim "Ripper" Owens (ex-Judas Priest), fora isso, foram um total de onze participações (contando os dois mencionados).

Antes de falar das músicas em si, é preciso falar no capricho na produção do disco, onde todos os instrumentos são muito bem mixados e masterizados. Comparando a outros trabalhos já lançados, é perceptível que a banda utiliza da filosofia de "time que está ganhando, não se mexe", mesmo não caindo na mesmice o grupo ainda investe em seu peso e linhas melódicas. Os arranjos de guitarras são caprichados tanto nos riffs como nos solos, a bateria um vulcão sem precedentes e o baixo sempre com um timbre que engorda a cozinha e não deixa lacunas.

Com as participações dos corais, o disco eleva a um nível de arte impressionante. Todas as participações de teclado, corais, de vocais dão um brilho no disco sem igual, é indescritível falar o que senti quando ouvi, realmente o Heavy Metal é o estilo mais fascinante do mundo e sempre flexível a inovações. Com todas essas atribuições, não há dúvidas sobre os motivos do disco estarem entre os melhores de 2017 da lista d'O SubSolo, o disco realmente carrega uma tendência moderna sem perder suas caracteristicas apresentadas desde os primórdios.



O que agrega cada vez mais de um disco para o outro, é que cada um tem sua singularidade. O Tchandala traz uma mão certeira para todas as composições e quando acha que não se pode trazer coisas novas ou agregar ainda mais a sonoridade, os caras trazem participações de corais e de vocalistas consagrados da cena. Enquanto finalizo este paragrafo, o disco está rodando no som pela sétima vez e estou longe de enjoar, pelo contrário, quero ouvir mais!

FORMAÇÃO
Dejair Benjamim - vocais
Thamise Ducci - guitarra
Rafael Moraes - guitarra
Sandro Souza - baixo
Pablo Rubino - bateria

TRACKLIST
01) The Flame
02) Labyrinth
03) Valley of Greed
04) Lamento do Velho Chico
05) Tears of River
06) Echoes Through the Fourth Dimension
07) Flatland
08) Shadows
09) Father’s Spirit
10) Caesar
11) Resilience
12) Echoes Through the Fourth Dimension
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Um comentário:

  1. Eis uma resenha que me representou, falou tudo que sinto a respeito deste álbum sensacional, a diversidade nos sons que vai do lamento ao velho Chico, a pancada absurda em the flame, as participações dos consagrados vocalistas, chegando a minha preferida com participação maravilhosa em tears of river . São tantos detalhes, tanta qualidade de som que ouço, ouço, vou a shows e não me canso.
    Parabéns pela resenha, obrigado a Tchandala, vocês são Fodaaaas!!!

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