Cobertura: End of Pipe & Pause Hardcore (Caverna Kilmister)

Quando boto meus pés no Caverna Kilmister e vejo um ambiente foda, com cerveja gelada, decoração emblemática ao saudoso Lemmy e o ótimo atendimento pela equipe da casa, logo me vem na mente: nós não merecemos isso. Porém, a nossa sorte é que o trio proprietário (André, Fabrício e Sérgio) são teimosos e pensam o contrário de mim.




Enquanto (quem foi) começava a chegar e se acomodar, cobrando aquela gelada e conversa com a galera, eu continuava numa ansiedade para ver os shows, pois de fato era a primeira vez que eu verias ambas as bandas.

Meia noite em ponto a Pause Hardcore subiu no palco e eu sabia que poderia esperar um bom show, mas sinceramente, não esperava tanto como foi. Com toda a certeza de todo o setlist que a Pause executou o seu diferencial é suas músicas autorais que são velozes, sujas e com refrões pegajosos. Foi incrível quando o vocalista Gillian comunicava que iriam tocar algum cover e o pessoal pedia pelas músicas autorais da banda e é nessa hora que é notório como os caras estão atingindo seus objetivos propostos. Foi comunicado em meio ao show que o baterista Ortolan, tinha recém saído do hospital após uma fratura no braço, sendo assim a banda não conseguiu emendar músicas o que foi bacana, pois Gillian como um bom frontman conversou bastante com o público e as músicas iam sendo apresentadas pouco a pouco, excelente banda!

Logo após de toda a agressividade da Pause, era a vez da End of Pipe que subiu ao palco e mostrou o motivo dos caras já terem excursionado pelos Estados Unidos em uma turnê de um mês, pois os caras tem um espetáculo e não um show. Introduções para cada música, pontualmente um show extraordinário e apesar da noite fazer muito frio, por fim agradeci por te-lo vencido e comparecido ao Caverna Kilmister para conhecer essa rapaziada e ter a oportunidade de ver o som deles ao vivo. São momentos como a apresentação da E.O.P que faz valer a pena estar no underground, a cena independente clama por mais profissionalismo como esse Power Trio formado por Uirá Medeiros, Rafael Censi e Victor Berretta (guitarra e vocal, baixo e bateria respectivamente), a sintonia é tão forte que quando a guitarra parou de funcionar, tocaram mais da metade da música só com baixo e bateria e ficou simplesmente absurdo. Quero ver mais shows dos caras!

Em resumo, o Caverna Kilmister chegou para trazer o som autoral para a região sul catarinense, algo que faltava. Sabemos das dificuldades de se ter um estabelecimento nos dias de hoje e que o cover ainda consegue tirar o pessoal de casa, porém, algumas pessoas ainda tem a sua paixão direcionada a música autoral e principalmente, a aquisição de merchan, como CDs, camisetas e lembranças em geral. A música autoral respira, sem ajuda de aparelhos!
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