Entrevista: Inraza (São Paulo/SP)

Inraza é uma banda paulistana de Metal. Projeto iniciado pelos amigos Santiago e Robin, com a ideia de misturar o peso tradicional do Metal com elementos modernos das últimas décadas. Na formação dos integrantes Kelvin e Gabriel se uniram como baterista e guitarrista respectivamente e após vários testes de vocais, quando Stephany assumiu os microfones não teve dúvida, era ela. Tivemos o prazer de conversar com a banda sobre objetivos, trajetórias, ideias e tudo sobre esse novo ciclo. Confira:




Falaê Inraza! Obrigado pela disponibilidade e o tempo cedido. Como iniciou o "Inraza"?


Inraza: Fala aí Maykon, primeiramente nos que agradecemos por abrir este espaço e por ser um cara tão ativo na cena.

O Inraza nasceu depois que eu (Robin Gaia) e o Santiago Soares resolvemos tentar formar uma banda diferente de tudo que nós já tínhamos feito, nós queríamos algo que somasse todas as referências que nós temos para compor uma peça única.

Então começamos a procurar músicos e encontramos o Gabriel Colonna em uma página de músicos, o Kelvin Aguiar nós já o conhecíamos dos rolês aqui de São Paulo e a Stephany chegou através da nossa amiga Mylena Mônaco (vocalista e guitarrista do Sinaya).

Vocês chegaram com um certo profissionalismo. A bagagem dos membros do projeto é nítida. A intenção era chegar já lançando um material do nível de "Ruined Before Creation"?

Inraza: Na verdade, nós tínhamos a intenção de fazer algo o mais profissional possível, e o resultado foi acima do esperado e isso nos motivou muito. Tanto a produção da música, quanto do vídeo foram feitas por pessoas que também queriam que tudo ficasse com uma qualidade superior, então para o EP vamos manter o mesmo nível do single. 

Muitos do cenário reclamam de não ter como investir e etc. Como é o planejamento do Inraza quanto a isto?

Inraza: Nós somos muito centrados e tratamos a banda como uma empresa. Além de músicos, todos nós temos uma segunda e às vezes uma terceira função dentro da banda. Nós tentamos trazer a expertise das nossas vidas profissionais para que tudo funcione e isso tem dado resultado, pois nós nos cobramos de forma sadia e além de tudo, nós temos uma sinergia muito legal por conta de sermos todos amigos. 

Li que vocês optaram por buscar um vocal feminino. Por qual motivo? E como encontraram a Stephany Nusch?

Inraza: Na verdade foi o contrário. Nós chegamos a contar com dois ótimo vocalistas, porém por motivos pessoais e profissionais eles optaram por não prosseguir. 

Aí nesse meio tempo, nós ficamos os 4 ensaiando e fazendo a pré do EP. 

A Stephany foi uma grata supresa, a nossa amiga Mylena Mônaco dá aulas de gutural aqui em São Paulo e ela postou um vídeo da Stephany cantando, então o Santiago me ligou na hora e disse ''Cara, precisamos entrar em contato com ela pra ontem''. 

A Mylena nos colocou em contato e no primeiro ensaio quando ela cantou a primeira música, nós já sabíamos que ela seria a nossa front-woman. 

Futuramente vocês optarão por lançar EP ou CD? Como está o restante das composições?

Inraza: Primeiramente, nós vamos lançar o EP até o final do ano, já que ele está quase finalizado, e em paralelo, nós já estamos trabalhando em novas músicas para um full-lenght.

Por qual motivo optaram por compor em Inglês? O disco inteiro será nessa língua?

Inraza: Optamos pelo inglês por acharmos que teríamos uma abrangência maior de público e ta casava melhor com o nosso instrumental. Nós chegamos a escrever em português, mas quando a Stephany encaixou a primeira letra em inglês, para nós caiu bem melhor.

Um diferencial da banda é os teclados do Santiago, pretendem investir nisso em outras músicas?

Inraza: Com toda a certeza, as músicas vão ter linhas de teclado marcantes, já que o Santiago é um poço de criatividade. 

Na visão de vocês, qual a importância do merchandising?

Inraza: Nós cremos que é essencial, já que muito disso reflete na renda da banda. Pois para uma banda do underground que tem recursos limitados, nós pensamos que o merchandising seja uma das coisas mais importantes que uma banda pode ter.

O que uma banda tem que fazer para se manter viva no Brasil?

Inraza: Perseverar e ter amizade acima de tudo. Nós cremos que não é apenas aqui no Brasil que nós temos o agravante de ter uma economia instável e que faz com que nós tenhamos mais desafios para consolidar alguma coisa, mas no mundo todo. Então, perseverar e ter amizade. 

Quero agradecer o bate-papo, desejar muito sucesso a carreira de vocês e espero ve-los um dia nos palcos. Alguma mensagem aos leitores?

Inraza: Nós que agradecemos a oportunidade que você nos deu. O SubSolo é muito importante para o underground.

Agradecemos a todos vocês que apoiam o SubSolo e que fazem daqui um veículo cada dia maior para as bandas.
← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário