Resenha: Stay Heavy - Blixten (2018)

A Blixten é originaria de Araraquara, interior de São Paulo. É formado por Kelly Hipólito nos vocais, Miguel Arruda nas guitarras, Aron Marmorato no baixo e Murilo Deriggi na bateria. A banda acredita que os modelos de tradição, são essenciais para a manutenção da origem de sujeitos, grupos e comunidades. Para a comunidade Metal, O Heavy Metal Tradicional, frente as sonoridades do contemporâneo, tem essa representação, no entanto, esses modelos de tradição também podem representar posturas exclusivas que transformam diferenças em desigualdades. Ou seja, dentro desses modelos de tradição como o Metal Tradicional, pode haver uma incapacidade de compreender o diferente ou uma intolerância com a diferença.



O disco começa com "Requiem Aeternam", uma introdução cheia de coro e pompa. Bem interessante, meio que remete ao passado, rolam uns trovões e uma atmosfera empolgante, que começa a colocar uma pulga atrás da orelha, aguçando a curiosidade para que comece o play logo. Aí começa "Trapped in Hell" já começa com um riff matador bem dentro da proposta da banda, uma voz feminina que não deve nada pra nenhum marmanjo. Drives, potência, agressividade, dicção nota 8/10, tudo bem legal. A faixa é rápida, 2:30 minutos, mas mostra do que o quarteto é capaz.

"Stay Heavy" - Título do disco, começa um pouco mais lenta porém com a mesma pegada, bem viceral. Nesse som o baixo entra um pouco depois do riff principal e deu pra pegar todo o peso que foi colocado ali. A faixa é bem chiclete e o refrão fica na cabeça por horas. "Maktub" - Eu sempre gosto de ouvir músicas com nomes diferentes assim pra aprender a pronunciar! (Méctãb, pra quem interessar) Aí o som começa com violão, mais lenta, pegada de timbres bem diferente das outras músicas. O som desenvolve na mesma pegada, ganhando peso gradativamente e ficando bem interessante. O que achei legal é que apesar de não ter tantas variações, a música não é cansativa e deixa com vontade de ouvir mais.

"Strong as Steel" - Voltamos para a velocidade do começo, o riff não é tão marcante, mas longe de ser ruim. A música tem uma pegada mais ao vivo, pra galera cantar junto, é bem interessante. Trechos a capella com apenas a reverberação dos instrumentos, distorção no baixo bem aparente, solo mais lento que o restante da música, super cadenciado. "Like Wild" - Bonus track com intro de baixo, pegada do tio Lemmy, bem legal. Mais um riff que vai custar sair da cabeça, Música bem feita, com mudanças na letra e trechos diferentes para chamar o refrão que adivinha? Gruda na cabeça! 

O disco é totalmente dentro do que a banda propõe, um Heavy tradicional cru e cheio de influências dos variados deuses do metal. Dá pra sentir que a banda é bem saudosista ao estilo e apesar de não ser tão inovadora, vamos dizer assim, consegue ganhar o ouvinte sem esforço. É legal sentir que o disco todo saiu de forma rápida, a gente fica com a impressão que eles chegaram no estúdio e compuseram tudo, rola uma sensação de naturalidade em todas as músicas, parece que é muito fácil pra eles montarem esses sons.

Gostei bastante e recomendo!

Material enviado pela Som do Darma.


FORMAÇÃO
Kelly Hipólito - voz
Aron Marmorato - baixo
Murilo Deriggi - bateria
Miguel Arruda - guitarra

TRACKLIST

01) Requiem Aeternam
02) Trapped In Hell
03) Stay Heavy
04) Maktub
05) Strong As Steel

06) Like Wild (Bonus Track)
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