Carmen: com letras pessoais sobre a transição para a vida adulta, lança segundo álbum


Parte de uma novíssima cena indie nacional, a banda carioca Carmen surpreende por uma jornada diferente. Impulsionado por um espírito do it yourself, o grupo viralizou nas redes sociais com faixas que dialogaram com um público muito jovem. Agora, o trio apresenta o que aprenderam nesse processo com o pessoal álbum “Talk Too Much”, disponível em todas as plataformas de música digital.

Ouça “Talk Too Much”: http://smarturl.it/CarmenTalkTooMuch

Formada atualmente por Matheus Costa (voz, violão, guitarra e teclado), João Vitor Alves (bateria) e Lucas Serra (baixista) e com o acréscimo de Guilherme Luppi (guitarra) nas apresentações ao vivo, a Carmen tem menos de dois anos de existência e os músicos estão evoluindo como pessoas e artistas junto do público, abrindo seu processo de crescimento em canções sobre ser de uma geração millennial em transição para a vida adulta.

“Todas as letras são experiências minhas e pensamentos que eu tive em momentos de dúvida e solidão. Eu praticamente abri meu coração nas letras e deixei que os ouvintes entrassem nos meus pensamentos”, conta Matheus.

O projeto surgiu no quarto do vocalista, onde criava canções desde o começo da adolescência. A partir de 2017, ele reuniu amigos e começou a gravar o álbum onde tudo começou. O resultado foi “Youth Culture", disco de estreia do projeto, lançado no começo de 2018. Com 11 faixas, o álbum viralizou no Twitter e atingiu um público que se identificou com as mensagens da canções.

Ainda entendendo o momento da vida que passava, o novo público que os acompanhava e crescendo em meio a uma turnê para divulgar o debut, a banda se dedicou a trabalhar em canções mais introspectivas, começando pelo single “That Won't Change Who You Are” e culminou no álbum “Talk Too Much”. O novo trabalho traz uma banda jovem e num pico criativo, curtindo o momento que vive ao mesmo tempo que reflete sobre a melancolia e a solidão.


“O melhor de fazer um disco no seu próprio quarto é que não parece trabalho sabe? Parece que é um grupo de amigos se reunindo pra tocar e gravar algumas coisas. Não pareceu que outras pessoas iriam ouvir a gente depois que tivesse pronto: estávamos fazendo um disco porque gostávamos de fazer. Fizemos 2 álbuns em menos de 1 ano, dando o nosso melhor em cada faixa. Somos muito gratos por ter gente que nos ouve, porque temos algo a dizer e não vamos parar por aqui”, conclui Matheus.

Ouça “Talk Too Much”: http://smarturl.it/CarmenTalkTooMuch

Ficha Técnica:

Matheus Costa (Vocais/Vocais de Apoio/Guitarras/Violões/Teclados/Sintetizadores)
João Vitor Alves (Baterias)
Lucas Serra (Baixos)
Jairo Trinta (Guitarras, exceto em: "Maybe, Maybe", "Sad Signs" e "Summer")

Todas as músicas escritas e produzidas pela banda Carmen

Faixa a Faixa, por Matheus Costa:

GAMEBOY
Introdução para mostrar ao ouvinte a direção que estamos seguindo nesse álbum e o nosso estado de mente nesse momento da nossa carreira como banda. É sobre um romance moderno em que o casal baseia a relação inteira em nostalgia, curtir o momento sem ligar para o futuro, enquanto toca a trilha sonora de Pokémon ao fundo, como se fosse a trilha sonora deles.

MEEKS
Uma música sobre não se importar sobre a opinião dos outros e manter o que você acredita. Seja no romance, no profissional e nos seus sonhos. Ela começou a ser feita na época que eu tirei minha carteira de motorista: primeiramente eu queria escrever sobre dirigir na cidade do Rio de Janeiro de madrugada, porque foi uma sensação que eu nunca tinha sentido antes e até hoje eu sou apaixonado por dirigir de madrugada. Só que ela foi se transformando numa metáfora conforme eu ia passando por lugares que eu tive encontros com ex, sobre seguir em frente e ser verdadeiro com você mesmo.

THE BIG COME UP
Essa faixa é sobre um dia estar fazendo músicas no quarto, apenas por expressar o que estava sentindo por paixão à música, e no outro dia estar lotando um show em São Paulo tocando as mesmas músicas. Essa foi a maior motivação, mas também tem uma lição sobre não esquecer quem você é apesar de tudo que está acontecendo.

TALK TOO MUCH
O conceito dela resume praticamente o que o álbum é sobre: ser introvertido e não saber o que falar em certos momentos, e em outros falar coisas que não eram necessárias.

MAYBE, MAYBE
Basicamente o dia-a-dia de uma pessoa insegura e introvertida: vários pensamentos sobre as probabilidades que a minha vida teria tomado se eu tivesse feito certas escolhas. Invés de pensar em silêncio e só imaginar na minha cabeça, eu criei uma história onde os personagens faziam as escolhas que eu não fiz, e o resultado são as consequências dessas ações.

GIVE UP, I'M NOT INTO YOU
É uma história onde um psicopata se apaixona por uma menina comum. O ouvinte não sabe que ele é um psicopata, só pensa que está tentando conquistar a menina. No final da música, descobre-se que ele a esfaqueou porque ela não queria ficar com ele.

HOW/DECISIONS
Uma faixa transição, também sobre como seria minha vida se eu tivesse feito certas escolhas, mas dessa vez de uma forma mais delicada e mais suave. No final da faixa há um depoimento que eu escrevi sobre o caminho que a Carmen está fazendo e como isso está afetando minha vida pessoal, minha família e cada dia que eu levanto da cama.

FILM SCHOOL
É muito legal que depois de uma faixa tão profunda e séria, a gente faz uma transição pra uma do tipo "Não ligo pra nada disso! Vou curtir a vida e me relacionar com essa garota aqui que eu conheci no Tinder!". E a música é basicamente isso, a vez que eu saí por 3 semanas com uma menina do Tinder que fazia Cinema enquanto minha vida se desmoronava ao mesmo tempo.

SAD SIGNS
Essa é outra história, dessa vez do ponto de vista de uma moça que terminou com sua namorada e perdeu totalmente o rumo de sua vida. Mais uma vez, as experiências que os personagens que eu escrevo passam, eu já passei. Nunca vou escrever nada que eu não tenha passado e que não tenha sentido como é estar ali.

TO THE WATERFALLS
Uma música sobre achar seu lugar de tranquilidade e paz. Nesse caso, as cachoeiras. É sobre as cachoeiras do Horto, no Alto da Boa Vista (Rio de Janeiro). Eu achava que era só hype, nunca tinha ido em nenhuma cachoeira, mas acabou que foi um dos melhores dias da minha vida.

SUMMER
Pra finalizar o disco, um relato que aconteceu comigo no começo da adolescência: Eu me envolvi com uma menina, mas por não sermos do mesmo ciclo social ela tinha vergonha de estar comigo, tinha medo do que os amigos iam achar. E não era por insegurança dela, não, era pura vaidade. Nunca tinha conversado com ninguém sobre isso, só com alguns amigos, mas decidi contar pra todo mundo através da última faixa do disco. É uma das minhas favoritas.


Matheus Costa (vocal/violão/guitarra/teclado)
João Vitor Alves (bateria)
Lucas Serra (baixo)

Crédito:  Nathália Pandeló Corrêa
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