Resenha: DeaThrone - Encéfalo (2018)

A primeira impressão ao se pegar o disco, é de que se trata de uma banda de Death/Thrash com um logo tradicionalmente difícil de ler. A capa é predominantemente vermelha, possui esqueletos, apesar de típico é atraente. O artista Ygor Nogueira assina a arte do álbum e devo dizer que ele conseguiu passar a ideia do disco.




O disco começa com a faixa 'Intro' que cria um clima com violões para trazer a ideia do peso que virá. A única coisa que me incomodou um pouco nessa faixa, foi o ruído do violão nas passagens de notas, mas não estraga a apreciação. 

Em seguida temos 'Echoes From The Past' que é uma faixa pesada, agressiva, bastante interessante e dentro do esperado. A voz está bem colocada na música, porém é um estilo com poucas variações tonais, sendo assim, o vocal fica bastante repetitivo depois de um tempo.

A terceira faixa 'Visceral Sadism' é rápida, objetiva e pesada, esses são os adjetivos perfeitos. Riffs matadores e blasting beats que são incitadores do caos! Nessa música o vocal ganhou variações e me agradou muito mais. 

Na sequência temos 'Annihilation Contempt To The Majesty' que é uma música com nuances de instrumental e posso dizer que até aqui o disco foi uma crescente musical. Parece que a banda vai aquecendo faixa após faixa. 

A faixa 5 'Blessed By The Wrong Choice' é aquele Thrash mais cadenciado, muito bem colocada na tracklist e uma música bastante técnica. Justo dizer que a voz encaixa muito melhor nesse ponto do disco. A faixa 6 'Hell' é instrumental, cheia de riffs e super agressiva, então prepare o pescoço. 

A 'These Final Rotten Days' me soou repetitiva no vocal, mas entendi que o disco renasceu nesse ponto; pois a faixa 6 foi uma introdução para que o disco se reiniciasse. 

Faixa 8 - "Food for Tyranny" - Mais riffs matadores, a guitarra está muito bem colocada no disco, o peso cai muito bem, timbre bem característico e as composições pedem exatamente o tipo de riff e arranjos colocados.  Chegando ao fim, temos "Retalliation" uma música curta de 3 minutos e bastante objetiva.

O disco se encerra com a faixa 10 'A Hollow Body' que ao contrário da anterior, essa é a faixa mais longa do disco e tem cerca de 6 minutos e pouco. Fiquei bastante impressionado com a mudança que a faixa 10 gerou; ela é "leve", diferente e bem legal! A banda mostra técnica e ideias bem boas. 

O peso vem sim, claro, mas é algo gradativamente e não em um tapa como foram nas outras músicas. 

As impressões gerais foram de um disco bem pensado e bem gravado. O destaque total é do baterista Rodrigo Falconieri que trabalhou muito bem nas composições. O power trio cearense mostra no seu terceiro disco um trabalho muito competente e cativante.

Material enviado pela Metal Media.




FORMAÇÃO
Luiz Henrique Muniz - baixo e voz
Lailton Souza - guitarra
Rodrigo Falconieri - bateria

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