Resenha: Killswitch Engage – Atonement (2019)

Killswitch Engage é uma banda de Metalcore formada em 1999 em Westfield Massachusetts, eles surgiram no início dos anos 2000 quando a famigerada onda do New Metal estava saturada e quase no fim. A ânsia de algo novo que movimentasse a cena de alguma forma pairava no ar.



Nesse sentido eles surgiram com seu primeiro álbum “Alive or Just Breathing” de 2002, dando ênfase para esse novo rotulo que viria ser chamado Metalcore. O álbum teve uma repercussão muito boa dando início a uma nova fase do metal nos anos 2000.

Após a saída de Jesse Leach em 2002 em seu auge, o grupo começou a procura por um novo vocal, até encontrarem Howard Jones, e gravar mais três álbum que os consagram como banda percussora do estilo e atingindo cada vez mais o público do metal e aos novos fãs com os lançamentos dos álbuns “The End of Heartache” de (2004) e “As Dayligth Dies” (2006) o seu auto intitulado de (2009), esse último já dava para perceber que abanda precisava se reformular e que as coisas não andavam muito bem com Howard Jones.

No final do ano de 2011, começaram a correr boatos de que o vocalista Howard Jones estaria deixando a banda, e no dia 4 de janeiro de 2012, se tornaria realidade. Em uma nota no site oficial, o grupo explicou aos fãs sobre certos problemas pessoais, que não gostariam de citar, e que mesmo com isso Howard ainda é da família, e que desejam tudo de bom para ele.

Com isso começava novamente a procura de um novo vocalista para continuar, e não é que quem se candidata e participa de todos os processos seletivos e o primeiro vocalista, Jesse Leach agora recuperado de seus problemas e com a cabeça fresca, ele acaba tendo a sua segunda chance com a banda.

No dia 8 de fevereiro de 2012 a banda posta no site oficial que Jesse Leach é seu novo vocalista. Jesse volta após 10 anos, logo fazendo uma apresentação no “Rock am Ring” 2012 e uma turnê de comemoração dos 10 anos do álbum Alive or Just Breathing e a preparação de um novo álbum.

Aí veio os aclamados Disarm The Descent (2013) marcando o retorno do original vocalista e os credenciando a uma indicação ao grammy com a música In Due Time e o Incarnate (2016) que obteve ótima repercussão.

Agora em 2019 eles lançam “Atonement” que consolida cada vez mais o vocalista Jesse Leach na banda e mostra uma pegada mais voltada para os seus primeiros trabalhos, podemos perceber uma banda mais pesada e mais coesa em todos os aspectos menos melódica e mais dark.


O álbum abre com a excelente:


“Unleashed” que foi o primeiro single lançado e conta com uma letra marcante de Jesse, que trata como se libertar de algo insustentável na vida cotidiana, e mostra o lado mais melódico da banda nessa faixa, como podemos perceber a musica não tem muito vocais guturais e berrados, e sim mais vocais mais melódicos, as guitarras como sempre são um show a parte, onde a dupla Adam Dutkiewicz e Joel Stroetzel fazem um duelo de harmonias sensacional, quando escutei ela pela primeira vez me lembrou muito o projeto paralelo “Times of Grace” lançado em 2011 que conta com Jesse Leach e o guitarrista Adam Dutkiewicz como principal compositores.

“The Signal Fire” talvez uma das minhas faixas favoritas, se você escutar ela separadamente fora do álbum pode lhe trazer um ataque cardíaco, pois ela já começa com uma frenesia pesada com destaques para os timbres de guitarra e principalmente para a bateria intensa de Justin Foley. Outro ponto sensacional é a participação especial de Howard Jones, vocalista anterior da banda, abrilhantando mais ainda a música. Essa faixa também rendeu um baita clipe, para quem é fã como eu ficar arrepiado com produção e o principal ver o dueto entre Jesse e Howard. A letra da música foi inspirada segundo Jesse no filme “O Senhor dos anéis”, no momento que ascende o Farol para chamar ajuda na luta contra Mordor. Essa música me remete muito a fase inicial deles em “Alive or Just Breathing”.

“Us Against the World” mostra um lado da banda que eles nunca esconderam que são as influências de bandas Suecas como “Soilwork” e “In Flames” as letras tende a algo mais Punk. Da vontade de juntar um batalhão de pessoas e sair protestando contra os descasos da política com a nossa sociedade.

“The Crownless King” essa faixa e um petardo que conta com a participação do lendário vocalista do Testament “Chuck Billy”.
O início da faixa me remete a 2º música do álbum “The Gathering” musica “Down for Life” lançado pelo Testament em 1999, riffs matadores bateria e baixo sincronizados, e um dueto fantástico entre Jesse e Chuck Billy que por sinal manda aqueles seus guturais característico do incio dos anos 2000, flertando com os timbres rasgados de Jesse, sem dúvidas uma das faixas mais poderosas do disco.

“I Am Broken Too” 2º single lançado que conta com um riif bem cadenciado e muito cativante ao velho estilo característico deles e com uma letra falando sobre ansiedade e depressão, a mensagem proposta é que não podemos nos fechar, pois sempre terá alguém para estar ao nosso lado e ajudar em momentos difíceis.  

“As Sure As the Sun Will Rise” E uma das músicas mais técnicas já composta pela banda com passagens e andamentos bem diferentes, ela poderia facilmente estar no “Disarm The Descent”

Know Your Enemy” Essa faixa já começa com uma sincronicidade entre os músicos de ficar de boca aberta, logo quando entra o vocal e os riffs do verso a cabeça já começa a bater, essa faixa me lembra um pouco a pegada do Groove Metal praticada pelo Lamb of God, e conta com um refrão de grudar na cabeça. A letra trata de uma mensagem rápida do tipo “Curve-se para ninguém e resista ao sistema”.

“Take Control” Nessa faixa podemos perceber um timbre de guitarra diferente do álbum com afinações mais baixas e com o vocais de Jesse lembrando muito as partes melódicas do Björn "Speed" Strid nos últimos Soilwork, fascinante e emocionante.

“Ravenous” talvez uma das faixas mais pesadas do álbum, aqui podemos perceber a Influência forte das bandas já citadas suecas como At The Gates, Meshuggah e Dark Tranquility e com um refrão daqueles de ficar grudado até na alma, para quem fã.

“I Can't Be the Only One” Tai a minha letra favorita do álbum com a mensagem “não perca a sua fé, tente acreditar, que os fins justificarão os meios” essa música tem aquela característica que marcante da banda guitarras com bastante harmonias e técnica absurda e o vocal cada vez mais afiado com a banda.

“Bite the Hand that Feeds” para encerrar o álbum com chave de ouro essa pancada que me remete fortemente com At The Gates “Slaughter of the soul” como já mencionei a banda tem muita inspiração neles e nesse álbum.

Então mais um álbum para quem e fã deles prestigiar e ouvir demasiadamente, eu dou nota 10 com estrelinha para ele.

FORMAÇÃO
Jesse Leach - vocais
Adam Dutkiewicz - guitarra
Joel Stroetzel - guitarra
Mike D’Antonio - baixo
Justin Foley - bateria

TRACKLIST

01) Unleashed
02) The Signal Fire (feat. Howard Jones)
03) Us Against the World
04) The Crownless King (feat. Chuck Billy)
05) I Am Broken Too
06) As Sure as the Sun Will Rise
07) Know Your Enemy
08) Take Control
09) Ravenous
10) I Can’t Be the Only One
11) Bite the Hand That Feeds
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