22 setembro, 2019

Resenha: Pandemmy & Abscendent - Obliteration (2018)


Release Split - Pandemmy & Abscendent - Obliteration

Primeiro detalhe a ser comentado neste release é esmero com que o Press kit foi preparado! Se todas as bandas tivessem um material organizado e bem preparado como esse, tudo seria diferente!




Vamos à audição:

Capa bem legal, poderia facilmente ser o trabalho de capa de um jogo ou filme, bem vibrante em cores e bem legal de ficar caçando formas na arte. Curti!

O disco conta com 10 faixas sendo metade de cada banda.

O Pandemmy é de Recife, PE, formado em 2009 e é composto por: Pedro Valença (guitarra) / Guilherme Silva (guitarra) / Rayanna Torres (voz) / Marcelo Santa Fé (Baixo)

1- Pandemmy - Monstera - faixa introdutória com teclados legais (é… não dá pra esconder que sou tecladista), 1:50min e vamos para o disco:

2- Fear of choosing a side - A música já começa com um riff bem pesado e rápido, com bateria acompanhando as palhetadas e mostrando e fato acara da banda. O tempo todo as guitarras estão bem nítidas e o som segue pesado e agressivo.

3- Unwitnessed - Mais um riff matador e que sugere que o peso da faixa anterior era pouco! Música mais rápida, cadências muito interessantes. Pude notar nessa faixa um trabalha mais elaborado de vozes, com backing vocals mais presentes.

4- Withholding - Introdução um pouco mais lenta, mas logo a mesma agressividade volta. Senti um pouco de dificuldade para entender os vocais, a música pediu um tipo de voz mais solto e a dicção ficou um pouco prejudicada. Mas a experiência ainda é muito boa e esse detalhe não faz com que isso mude.

5- Them not me - Um cover para fechar a sequência, Mottorhead. Notei uma mudança nos timbres para chegar um pouco mais no estilo. Gostei bastante da versão e achei que a banda soube montar o arranjo sem perder a própria identidade e nem a essência da música original.

Agora vamos para a Itália, precisamente para Fondi, Lazio. O Abscendent, banda formada em 2011 é composta por: Gabriele Vellucci (guitarra/voz) / Luca Riccardelli (baixo) e Davide Tomadini (bateria)

6- Abscendent - Elegy - Intro de vento com ruídos (sério mesmo, manos?….. mas não vou deixar isso me entristecer, bola pra frente…(sério que tem gritinho no meio do vento??))

7- Veneration of the unspeakable - Ufa, passou o medo, a música começa bem legal, riff bom, curti bastante o tema. Depois de um tempo a coisa fica um pouco repetitiva, bra conferir a próxima, acho que o vento mexeu comigo….

8- Relinquishment - Intro leve, já estou esperando o peso! Riff lento com bateria rápida, eu curto muito isso! Agora estou gostando mais! Esse som é muito mais legal e não tem a repetitividade da anterior, acho que a banda se mostrou de fato só agora.

9- Shrine of inhumanity - Riff que dá vontade de sair por aí matando pessoas usando apenas lápis de cor como arma! Nessa faixa consegui visualizar melhor a banda, backings bem feitos, baixo bem trabalhado, diferente das anteriores.

10- Spirit Crusher - Boa, vamos de cover, Death. O baixo ficou idêntico, guitarra também, ficou tipo um Cover perfeitinho, não é versão... Eu não sou muito fã desse tipo de cover, prefiro onde a banda faz arranjos, mas ok.

O material é muito bacana, ser um split é fantástico, mas gera um mínimo teor comparativo involuntário onde nossos amigos Recifanos matam com muita vantagem! 
Vale MUITO conferir!                 

Material enviado pela Sangue Frio Produções