Resenha: Replay, Rewind, Rebound - Volbeat (2019)

Se tem uma banda na atualidade que se propõe a fazer um som fora dos padrões, essa banda é a dinamarquesa VOLBEAT sempre influenciada por diversos subgêneros, como Heavy Metal, Thrash Metal, Hard Rock, Rock n Roll, Rockabilly e até o Punk Rock. Em 2 de Agosto de 2019 VOLBEAT lança seu sétimo álbum de estudio o 'Replay, Rewind, Rebound' o disco conta com a estreia do baixista Kaspar Boye Larsen em estúdio com a banda, alem de contar com Michael Poulsen na guitarra e vocal, Rob Caggiano na guitarra e Jon Larsen na bateria.





Como já de costume a banda sempre chama outros músicos para fazer participações em seus álbuns, no 'Replay, Rewind, Rebound' não é diferente e conta com a participação do vocalista Neil Fallon (Clutch), do saxofonista Doug Corocran, do pianista Raynier Jacob Jacildo e do guitarrista Gary Holt (Slayer, Exodus). O álbum conta com a produção de Jacob Hansen junto com Rob Caggiano e Michael Poulsen.


   
Esse novo trabalho vem com outra proposta sonora, mais comercial e menos metal. O disco abre com 'Last Day Under The Sun' já mostrando uma pegada mais pop com um riff que chega a lembrar uma certa musica do Michael Jackson, um refrão marcante faz da faixa uma musica bem grudenta e cativante. 'Pelvis On Fire' é a segunda faixa do álbum e traz referência a própria banda com um clima bem divertido e um ritmo dançante que ja é característica da banda, desaceleramento em momentos inesperados faz da musica uma das melhores do álbum. 'Die To Live' traz a junção do Metal com Rockabilly de forma que só o VOLBEAT sabe fazer, a faixa conta com a participação do vocalista Neil Fallon (Clutch), do pianista Raynier Jacob Jacildo e do saxofonista Doug Corocran. 'Cheapside Sloggers' conta com a participação de Gary Holt (Slayer, Exodus) que por sua vez não deixa a desejar em seu solo, a música com um todo acaba por funcionar por ter uma melodia fácil de assimilar e um refrão "chiclete". 'Leviathan' tem um clima interessante se você imaginar ela ao vivo em locais onde a banda costuma se apresentar, o cocal é justamente pensando nisso, para trazer o publico para cantar junto. 'The Everlasting' é a musica que mais se aproxima do metal tradicional com seu riff cativante, já o refrão se propõe a cadenciar quebrando o ritmo, a musica leva o melhor solo de guitarra do álbum. 'When We Were Kids' traz Michael Poulsen em seu melhor momento como vocal dento do álbum, misturando suas influencias de Elvis Presley e Johnny Cash. '7:24' é uma linda balada e uma das melhores musicas do álbum.

'Replay, Rewind, Rebound' contem 14 faixas em seu disco simples, já na sua versão "álbum duplo" além das 14 faixas o segundo disco conta com 8 faixas sendo que duas são inéditas, as demais são demos.

'Replay, Rewind, Rebound' com certeza não é o melhor trabalho da banda, mas dá pra notar o que esperar da banda no futuro, aqui vemos uma banda tentando se distanciar do metal e criando um som próprio, isso pode ser ruim para alguns fãs da banda porem da pra notar uma maturidade musical em vários sentidos nesse álbum. O álbum soa mais comercial do que discos anteriores da banda, porem uma coisa é certa 'Replay, Rewind, Rebound' estará em muitas listas de melhores álbuns de 2019. Uma coisa é certa, VOLBEAT continua sendo uma banda que não há forma de rotular dentro do metal e muito menos dentro do Rock.


FORMAÇÃO
Michael Poulsen - guitarra e vocal
Kaspar Boye Larsen - baixo
Rob Caggiano - guitarra
Jon Larsen - bateria

TRACKLIST
01) Last Day Under the Sun
02) Pelvis on Fire
03) Rewind the Evil
04) Die to Live (feat. Neil Fallon)
05) When We Were Kids
06) Sorry Sack of Bones
07) Cloud 9
08) Cheapside Sloggers (feat. Gary Holt)
09) Maybe I Believe
10) Parasite
11) Leviathan
12) The Awakening of Bonnie Parker
13) The Everlasting|
14) 7:24

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