22 novembro, 2019

Resenha: StormSons - StormSons (2019)

Moderno, imersivo, denso. São qualidades fáceis de abstrair logo na primeira ouvida nesse disco da banda paulista StormSons, que caminha em trilhas do Stoner Metal mas tem uma riqueza e complexidade sonora que me permite dizer que o grupo não se prende apenas a aspirações desta segmentação do Metal.

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Lançado em julho deste ano, tenho ouvido o disco recorrentemente desde então, e isso é um bom sinal, já que é um trabalho que marca a mente e traz muitas melodias que se tornam cada vez mais cativantes. Ou seja, é o típico álbum que merece ser ouvido mais de uma vez e a cada vez ele se torna melhor, principalmente por revelar novos detalhes em sua produção a cada audição, que inclusive, é impecável. Como muitos dizem, se não tem nada incomodando, é porque ela foi bem feita. Mas além disso, é importante ressaltar que ela é caprichosa, principalmente por se tratar de uma banda de cinco instrumentos diferentes e todos com seu devido e equilibrado espaço.


A StormSons é encabeçada pelo vocalista e nome mais famoso do grupo: Kadu Pelegrini, líder da Kiara Rocks e com passagem em outras bandas relevantes, como a Corazones Muertos. Ao seu lado estão, na guitarra, Bruno Luiz e, no contra-baixo, Henrique Baboom -ambos músicos que já haviam trabalhado com o punk-rocker Supla. Completam o time o baterista Rodrigo Abelha e o tecladista Mateus Schanoski.




As músicas do álbum homônimo seguem a linha criativa de seus primeiros trabalhos apresentados: inspirações não só musicais, mas também literais, como os influentes mestres Edgar Allan Poe e Aleister Crowley. A partir disso, encontra-se um facho de luz elucidativo sob as temáticas obscuras da banda.


No decorrer do álbum é perceptível as diversas influências sonoras dos músicos, já que vamos de momentos extremamente arrastados e psicodélicos a passagens pesadas e brutais. Então prepare-se para boas viagens mentais interrompidas bruscamente por pauladas que pedem um bom headbanging.



A StormSons traz um grande misticismo em volta do número cinco, e inclusive este número é mencionado em faixas anteriores e naquela que abre o disco: "Chapter V: The Calm Before...", uma peça que tem como finalidade realmente anunciar a calmaria antes do caótico passeio sonoro a seguir. No entanto, é na faixa número 5 que eu vejo um grande destaque no trabalho: "Taste of Fire" é uma síntese de tudo que a banda tem para apresentar de melhor: riffs pesados e grudentos, uma melodia memorável no refrão e um trabalho instrumental do cacete em toda a música, em especial o teclado, que é o grande destaque diferenciador da banda.



As faixas anteriores são, inegavelmente, ótimas, mas as que mais me cativaram desde o primeiro momento foram, a já mencionada faixa 5, a versátil "Black & Grey" e a insana "Lazarus Syndrome", todas uma seguida da outra. Ou seja, a banda soube manter um disco linear sem se perder na sua meiuca, muito pelo contrário, é em seu recheio que a banda encontra seus melhores momentos, como também na sua reta final, com ótimos trabalhos.




Sem dúvidas é uma banda que pode-se esperar ainda mais em futuros trabalhos, provando ser uma banda atenta as tendências modernas do Metal e não tendo nenhum medo de buscar um som ousado e ao mesmo tempo com influências tradicionais. Tremendo disco para quem busca uma sonoridade diferente e feita com inteligência.



TRACKLIST


  1. Chapter V: The Calm Before...
  2. Cold Sunlight
  3. Self Destructive Soul
  4. Hollow Man
  5. Taste of Fire
  6. Black & Grey
  7. Lazarus Syndrome
  8. The Chance
  9. Uninvited
  10. Intoxicated
  11. Pentaphobia - Pt. 1
  12. Pentaphobia - Pt. 2
  13. Dark Eyes
BANDA
  • Kadu Pelegrini - vocais
  • Bruno Luiz - guitarras
  • Henrique Baboom - contra-baixo
  • Mateus Schanoski - teclado
  • Rodrigo Abelha - bateria