27 janeiro, 2020

Resenha: We Are Not Your Kind - Slipknot (2019)

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Quando o Slipknot bombou no começo dos anos 2000's no Brasil, era um pouco irritante ver todos aqueles caras estranhos da escola usando camisetas e comprando cadernos da banda. Lembro que muita gente comentava sobre músicas como Duality e a rapaziada começando a ter contato com a internet, começavam as primeiras famosas 'seleções' em em CD e aquelas trocas de clipes em DVD regravável, puts, bons tempos aliás.

Mas sempre gostei da banda e fico feliz de em pleno 2020, afirmar que a banda não foi mais um fogo de palha no cenário do Metal e apresenta algo tão intenso como We Are Not Your Kind, que da sequência em mais um disco sem um dos integrantes folclóricos do grupo, Joey Jordison

A muito tempo a banda vem se intitulando apenas como Metal, mas a sonoridade da banda passa por Groove Metal, Nu Metal e Metal Alternativo, esses últimos dois são abominados pelos fãs mais 'extremos'. Sempre senti uma pegada entre o Groove e o Nu nas músicas da banda e talvez o responsável por tirar um pouco desse rótulo foi o acima mencionado Joey Jordison. No disco anterior .5: The Gray Chapter, que foi a estreia em estúdio de Jay Weinberg como baterista, foi perceptível que o Slipknot perdia a virtuosidade de Joey e entraria mais na onda cadenciada de Jay.

Finalmente com o lançamento do novo trabalho, o Slipknot diminui consideravelmente sua presença nos sites de fofocas do Metal e começa o foco no que realmente interessa, que é o seu trabalho musical. A última polêmica na real foi quando o até então single Unsaited foi lançado par antecipar o disco em questão e recebeu muitas críticas e xingamentos pela parte mais true bangers (os caras mais chatos da cena) por conta de ser uma música mais 'leve'.

Vejo em partes no We Are Not Your Kind mais samplers e sintetizadores aparentes, achei que ficou faltando um pouco no trabalho anterior e gosto de como o Corey emprega seus vocais mais limpos e técnicos (quase como no Stone Sour) em algumas partes das músicas. Vejo o Jay Weinberg com mais groove e cadenciando as músicas, mas vejo também em partes que exige um pouco mais de 'aceleração' e o cara consegue suprir o famoso 'o que a música pede'.

Os trabalhos de guitarra é sempre um trabalho ter que falar sobre elas, eu seria muito suspeito em falar, já que eu gosto de todos os trabalhos do Jim Root e também gosto do Mick Thomson, vale ressaltar que ambos foram eleitos os melhores guitarristas de Metal pela Music Radar. Sendo assim, o Slipknot chegou em 2019 com seu sexto álbum de estúdio e demonstra que de fogo de palha, não tem nada. Queria ter amizade ainda com o pessoal que ouvia a banda em meados de 2004/2005 e falava que a banda sumiria dentro de alguns meses/anos. A banda lança seu disco mais 'maduro' e com uma consistência absurda.

Em um resumo total vimos muito de Slipknot nesse disco. Guitarras pesadas, bateria massacrante e os vocais do Corey Taylor que é como se fosse um camaleão, sempre se enquadrando no que a música pede. A presença da percussão ficou mais evidente, perdoo os fãs radicais e imbecis da banda que os criticam por apostar em uma sonoridade mais moderna, eu consigo enxergar a melhor fase da banda, apesar de ser muito fã do Joey Jordison e sentir a sua falta, Jay Weinberg me convenceu. 


TRACKLIST
01) Insert Coin
02) Unsainted
03) Birth Of The Cruel
04) Death Because Of Death
05) Nero Forte
06) Critical Darling
07) A Liar's Funeral
08) Red Flag
09) What's Next
10) Spiders
11) Orphan
12) My Pain
13) Not Long For This World
14) Solway Firth

FORMAÇÃO
Corey Taylor - vocais
James Root - guitarra
Mick Thomson - guitarra
Craig Jones - sampler
Sid Wilson - Dj
Shawn Crahan - percussão e vocal de apoio
Alessandro Venturella - baixo
Jay Weinberg - bateria