27 fevereiro, 2020

Resenha: The Hierophant - Rotten Filthy (2018)

Primeira impressão ao abrir o material foi de analisar a capa super bem feita, toda geométrica combinando hexágono com triângulos, quadrados, círculos numa harmonia bem legal, realmente sensacional.


O SUBSOLO | RESENHA | THE HIEROPHANT - ROTTEN FILTHY (2018)


O disco conta com participações especiais no violão e em trechos de voz. A intro “Intro” tem um clima muito imersivo e transporta o ouvinte para algo novo, curti demais a entrada.

Começando o álbum com “Freezing Desolation” o clima muda completamente e começa de fato a thrasheira! A banda soa bastante oitentista com timbres mais crus e uma mixagem que valoriza bastante o baixo e as frequências agudas da bateria. Diretamente na sequência, sem brecar vem “Monarchy of Bliss”. A voz se sobressai aos instrumentos, criando um clima ainda mais vintage. Esse som é um pouco mais arrastado que o anterior, bpm mais para trás.

The Wise and his Servants” é uma música no mesmo estilo, mais lenta porém bem pesada e carregada de riffs. Percebe-se o baixo bastante vivo e cortante ao longo da música. As guitarras estão bem feitas e bem tocadas, mas o baixista é evidenciado pela mixagem. “Into a Sacred Rite” - Agora a coisa acelerou, intro rasgada, bateria bem agressiva, riff matador, divertido! Som bem visceral, famosa pedrada na orelha, cru e pesado.

Principle of Pain” - Boll3t - Esse som tem uma participação de vocal, musica curta, bem objetiva. As vozes surgem de forma sinistra no meio do som, bem interessante. Passei do meio do álbum, faixa 7 - “Tyet” é um som com refrão cadenciado, bem dentro da proposta, mais gritadão, agressivo.

Lady of Sword” começa com algo parecido com um rádio fora de sintonia, algo meio sombrio e curioso ao mesmo tempo. O riff é mais lento, e o som segue todo assim, bpm mais baixo. No final tem chuva, que emenda na próxima.

Agora rola um som instrumental, chamado “V”. A música tem 8 minutos e pouco, achei bem curioso um instrumental longo assim para o estilo da banda. Apesar de ser bem repetitiva, a estrutura da música não deve nada pra ninguém, funciona bem. Aos 5:30 a dinâmica cai, muda tudo e entra um lance meio lounge com solo clean e tudo mais. Mais inusitado, impossível. 

At the Depths of your realm” já começa na pedrada pra tirar a impressão de disco leve. Voltamos à programação normal. “Ancient Pray” - Novamente participação especial de violão, música começa bem leve mas logo pesa bem pesado! Aos 3:30 a leveza volta com algumas vozes sussurradas, altos climas e melodias densas.

A faixa 11 emenda na 12 que é um “Outro” com pegada de violão extremamente bem tocado. São 2 minutos muito bem selecionados.

A banda executa bem o trabalho e o disco flui bem. Na minha opinião o estilo vintage e o som cru são um pouco exagerados, a produção poderia ter sido melhor explorada. O áudio tem alguns defeitinhos que poderiam ter sido resolvidos, porém esses problemas que eu enxergo podem ter sido detalhes escolhidos pela banda para ter um som mais oitentista.

Vale a audição com a ideia de viagem no tempo.

TRACKLIST 
01) Freezing Desolation
02) Monarchy of Bliss
03) The Wise and His Servants
04) Into a Sacred Rite
05) Principle of Pain
06) Tyet
07) Lady of Sword
08) V
09) At the Depths of Your Realm
10) Ancient Pray

FORMAÇÃO
James Pugens - voz
Alex Mentz - guitarra
Marcello Caminha Filho - baixo
Guilherme Machine - bateria