30 junho, 2020

Resenha: Moralis - Póstuma (2020)

De vez em quando eu cito nas minhas resenhas que  o radicalismo não leva a nada, aquela ideia de que um estilo não tem nada para oferecer ou não é brutal suficiente é muito mais do que uma ideia datada e deveras idiota, digo isso por experiência própria, por muito tempo torci o nariz para a simples menção do termo Death Metal Melódico pois na minha concepção o Death Metal não combinava com nada melódico, só que trabalhos do Cracass, Dark Tranquility e In Flames antigo. 
E esse sub gênero do metal vem ganhando força e grandes nomes do Brasil e uma que me surpreendeu positivamente foi a Póstuma,  formada no ano de 2017 vinda do interior de São Paulo, porém eles possuem um grande diferencial pois por mais que tenham bases melódica  como sua inspiração eles também bebem  de fontes do Death clássico  fazendo a audição do EP "Moralis" bem agradável.

Na verdade tudo aqui é feito para impressionar, o talento dos músicos, a produção a capa e um adendo para as letras que fazem uma boa leitura da mitologia grega com a contemporaneidade e a nossa busca pelo auto conhecimento.

A abertura com "Prometheus" já é um excelente cartão de visita. Os vocais de Bia da Aldea são excelentes, pois ela transita entre variadas técnicas mostrando muita personalidade, e as linhas de guitarras me lembraram o Children of Bodon só que sem os teclados cobrindo tudo (ainda bem).

"Minerva" vem na sequencia com um andamento que deixaria os caras do In Llames orgulhosos ou com inveja se for ouvir o trabalho atual deles, a linha de bateria é insana , "Redemption" vem nessa linha sendo muito intrincada principalmente os solos e "Gaya" finaliza o registro com leves toques de Arch Enemy atual o que sem duvida é uma ótima referência.

Se manterem esse profissionalismo e pegada no som  já temos aqui uma banda pronta e ainda vamos ouvir muito o nome póstuma na minha opinião já é revelação do ano

Track List 

Prometheus
Minerva
Redemption
Gaya

Formação 

Bia da Aldea – vocais
Júlio Alves - guitarras
Rodrigo Batista – guitarras
Diego "Bob" – baixo
Murilo Pasqualino – bateria