11 setembro, 2020

Resenha: Morbid Obsession - Behavior (2018)

Bora ouvir um material pesado da banda BehaviorOs caras começaram em 2007, lançaram um material em 2012, e agora chegam novamente com Morbid Obsession. O material chegou em minhas mãos de forma virtual (excelente) e a arte de capa é bem característica, muito bem feita por sinal e totalmente dentro do estilo. Trata-se basicamente de um açougueiro trabalhando em cortes nobres de carne humana.


Não sei se sou só eu ou se todo mundo faz isso, mas eu fico um bom tempo (um bom tempo mesmo) olhando pra capa procurando elementos na composição da imagem, easter eggs e afins. Vale a pena demais, a arte está fantástica!

Existem muitos elementos de sinal sobre o estilo que estamos analisando. Tipo de logo, estilo de arte de capa, às vezes nome dos integrantes, enfim. Sempre tento adivinhar como será o som de bandas que eu ainda não conheço.

O álbum começa com Within the Gloomy Pandemonium, uma introdução de 1 minuto e pouco com uma narração sombreada por tambores marcados e alguns strings bem obscuros.

Dando sequência, Death Metal Force (o nome não poderia sugerir melhor o que acontece na faixa). Peso, agressividade, o mínimo que se espera de um bom Death! Voz muito bem colocada na música, já deixo o elogio feito aqui logo no começo. 

Faixa 3 – Título do álbum, Morbid Obsession, um riff mais cadenciado com aquele peso bem distribuído e leva um pouco mais groove do que a anterior. Percebe-se que a banda segue a velha escola e executa o trabalho muito bem.

Seguindo com Ancient Cult of Obscene, a faixa tem riffs mais melodiosos no início e eu gosto muito dessa variedade de arranjos. Sempre busco perceber a versatilidade dos músicos quando estou analisando um álbum. Acho muito interessante ter novidades a cada faixa e não só mais do mesmo. Hoje em dia, o lance homogêneo nem sempre é o mais interessante.

Corpses on the Road vem na sequência e eu gostei muito dessa música. Ela é mais lenta, da vontade de sair matando os vizinhos ao som dela! A tracklist está muito bem selecionada, cada faixa está me fazendo viajar pelo álbum e conhecer melhor a banda. Devo dizer que não é pelo fato de os caras seguirem a escola antiga que eles estão amarrados em algum ponto do passado. Eles tem identidade sim e a banda soa muito bem!

Faixa 6 – Devourer of Purity – Temos uma faixa mais longa aqui, 6 minutos de pedrada, a introdução é bastante perturbadora. Uma voz fazendo um relato bastante tenso de homicídio e canibalismo por 1 minuto e meio e o riff entra no meio desse relato. Perturbador define, gostei demais.

Asphyxiated vem seguindo e novamente puxa a dinâmica do álbum. Disco feito para ser apreciado na sequência mesmo. Dá pra notar a busca pela ordem das músicas. A faixa é dessas que dá vontade de ficar no repeat, refrão bacana e riff muito bom. As vozes novamente tem destaque, Fabrício passeia por diversos estilos de vocal e o solo da guitarra é surpreendentemente melodioso.

Faixa 8 – Our Flesh Shall Feed the Earth – Penúltima faixa, introdução de 1:20 até a entrada da voz, música toda cheia de riffs, bem balanceada. Notei uma pegada mais trash do que as outras nessa faixa. Me agrada bastante.

Última faixa – Ars Goetia – Eu já me rendi à música só pelo título que significa a grosso modo, A arte da feitiçaria - 6 minutos e meio de pura erudição. A música passeia por diversos estilos mas com certeza leva o ouvinte por uma viagem ao mundo da feitiçaria.

Posso dizer que ao longo do disco eu pude notar semelhanças com diversas bandas do estilo, porém nada desabona o material. Gostei muito dos arranjos de voz e achei o baterista bastante vivo no disco. As cordas seguem bem o padrão do estilo, mas achei curioso o fato de que os solos estão muito mais melódicos do que o que eu esperava. 

Vale muito a pena conhecer o Behavior, sem dúvida alguma, entraram para a minha playlist.


TRACKLIST

1) Within the Gloomy Pandemonium
2) Death Metal Force
3) Morbid Obsession
4) Ancient Cult of Obscene
5) Corpses on the Road
6) Devourer of Purity
7) Asphyxiated
8) Our Flesh Shall Feed the Earth
9) Ars Goetia 


FORMAÇÃO

Fabrício Pazelli – vocal
Silvio Libório- guitarra
Alexandre Vitorino- guitarra
Leonardo Reis-baixo
Ricardo Agatte – bateria