10 setembro, 2020

Resenha: Starting Riots - Bad BeBop (2020)

A banda Bad BeBop foi formada no ano de 2015, em Curitiba, PR. Eu recebi o press kit via nuvem e estou devorando o material dos caras! (é legal mencionar que o material pode chegar via correio, nuvem, e-mail, sinal de fumaça, tamborgrama, o importante é chegar e eu gosto de ressaltar que o empenho das bandas em ter e enviar o material é o que conta demais!) 



Primeiro ponto que eu sempre presto muita atenção é a capa / logo da banda. Neste caso, eu não conhecia o material dos caras, então eu gosto de tentar adivinhar o que vai rolar (sim, já mencionei isso anteriormente, perdoem, mas é muito legal!). 

O que eu senti da capa foi algo mais prog (por causa dos relógios talvez? Não sei explicar) mas a arte é muito bem feita e dá uma sensação de melancolia, é bem interessante. Já a logo me passou uma ideia setentista, total Deep Purple ou algo que o valha. 

Bora começar 

Faixa 1 – This Grace – Já comecei gostando do nome, eu adoro esses jogos de palavras. O disco não tem intro, já começa rasgando. Gosto. Senti a máster um pouco grave demais, soou um pouco abafado aqui, mas nada que tire mérito do trabalho da banda. Eu curti especialmente o trabalho de melodias de voz, achei bem criativo. 

2 – Crossfire – Faixa um pouco mais lenta, riff mais cadenciado, continuo sentindo as guitarras muito graves, parece que tentaram puxar peso no grave, mas bora continuar. O som desenrola bem, já deu pra ver que o destaque da banda é a voz, o timbre é legal e o cara sabe trabalhar. 

Seguindo com Backbone, voltamos ao lance mais rápido, faixa mais agressiva. Eu particularmente gosto mais dessas faixas. Ainda não consegui definir um estilo, mas estamos passeando por heavy tradicional, um pouco de hard, tem até umas vozes mais carregadas de drive nesse som. 

Próximo som, Thieves, começa com uma estática, e depois entra num riff de baixo bem bacana. Os volumes estão um pouco estranhos nesse som, a bateria soa bem longe e distante dos outros instrumentos, mas a composição é bacana e voltamos ao bpm mais lento. Não chega a ser uma balada, mas estamos numa cadência mais hard rock. 

5- Herald of Truth começa mais agressiva novamente, as guitarras estão mais evidentes nesse som, tem mais palhetadas e a música flui bem. Novamente temos vozes mais carregadas e que mostram a versatilidade de Juliano. Existe um pouco de progressivo nesse som, trocando sutilmente de andamento durante os trechos. 

Seguimos por Sunset Drive e a música começa com um bom riff cruzando arranjos de guitarra e baixo, achei bastante interessante. A banda se mostra bem versátil nesse ponto do disco com muitas nuances de estilo durante a audição. 

7- Move parece que teremos o som mais pesado do disco aqui, começou prometendo um belo peso. O desenvolvimento da música é bem legal, com refrões passeando entre as melodias e o peso. Até então minha preferida. 

Vamos para Pyro, som que começa prometendo algo mais country e vai pra um riff bem forte. Os backing vocals dessa música me pegaram de surpresa, estão bem fortes, junto com a voz principal e bem gritados. A música tem uma pegada mais comercial, cara de single. 

How Are You Holding Up começa com violãozinho, pegada Bon Jovi (risos). Certamente a baladinha do cd, está bem trabalhada, bem feita. Com menos elementos eu senti menos o excesso de graves mencionado anteriormente. O legal é que é uma músic alenta, violão e voz, mas é curtinha, nada exagerado, não da tempo de enjoar. Bela sacada. 

Finalizando o disco com Bullet Hole, pegada misturada de som mais oitentista com uma boa dose de agressividade. Refrão mais forte, com vozes rasgadas, fiquei bem dividido entre essa e Move para minha favorita. As sirenes do meio me fizeram tirar o fone e ver se estava tudo bem na rua. 

O disco flui bem entre músicas rápidas e lentas, tracklist bem pensada. 

No meu ouvido a banda acertou bem nos arranjos porém pecou bastante na produção. Mix e máster ficaram aquém do merecido pela banda. Senti tudo muito abafado e posso ressaltar dois elementos:

1 – Tentativa de peso com excesso de graves; e 
2 – Tentativa de soar vintage. 

Cuidado pessoal! 

Um disco que vale a pena, com certeza acompanharei o trabalho deles!  

O lançamento de Starting Riots está marcado para Sexta-feira dia 11/09/2020 via Abraxas Records

Enquanto aguardamos o lançamento do trabalho completo, confiram o webclipe do track 3 do album, Backbone:



TRACKLIST 

01) This Grace 
02) Crossfire 
03) Backbone 
04) Thieves 
05) Herald of Truth 
06) Sunset Drive 
07) Move 
08) Pyro 
09) How are you Holding Up 
10) Bullet Hole 

FORMAÇÃO 

Juliano Ribeiro – Baixo e Voz 
Henrique Bertol – Guitarra 
Celso Costa - Bateria

Material enviado pela Tedesco Comunicações.