12 novembro, 2020

Don Airey, tecladista do Deep Purple gravou os baixos de "Painkiller" do Judas Priest

Tecladista do Deep Purple, Don Airey: "Eu toquei baixo no Painkiller, do Judas Priest."



O tecladista do Deep Purple, Don Airey, manteve em sigilo o fato de ter tocado baixo no disco Painkiller, do Judas Priest, de 1990 no lugar do então baixista da banda, Ian Hill, membro titular com maior tempo de banda, na época.


Bandas utilizando compositores fantasmas ou não colocando os créditos de composição ou gravação não é novidade e isso gera grandes intrigas na história do Rock e do Metal. Não é segredo algum que Airey (que entrou no Deep Purple em 2002 e já havia trabalhado com Ozzy e Rainbow, entre outros artistas), havia tocado teclado no disco, mas, até agora, foi guardado segredo de que ele também gravou os baixos.


Numa entrevista para a revista AntiHero Magazine, Airey mencionou suas gravações de teclado para o Judas Priest: “Eles estavam tão preocupados que eu acho que eles nem me deram os créditos. Eles me pagaram, o que é sempre o que importa. Painkiller é um álbum maravilhoso!


E ainda complemento dizendo: “E Scott Travis (baterista) acabou falando sobre isso recentemente, que os baixos do álbum todo foram gravados no mini moog e que os baixos do Ian Hill estavam mixados junto com os teclados”, continuou Airey.


Logo depois ele continuou: “Na época, Ian não estava muito bem, então ele não compareceu às sessões. Então eu acabei fazendo todos os baixos e eles mantiveram minhas gravações. Digo, foi um trabalho divertido de se fazer. Eu toquei teclado propriamente em apenas uma faixa do disco, não me recordo exatamente qual foi. Eu li sobre isso ontem, que eles finalmente disseram a verdade. Eu nunca disse nada sobre isso até então. Quero dizer, foi incrível gravar esse disco. Eles são pessoas fantásticas de se ter por perto.


Para Airey, sua carreira ilustre continua com o seu mais novo registro, Whoosh!, do Deep Purple que é seu quinto álbum com a banda desde que ele substituiu o lendário Jon Lord, que havia deixado os palcos uma década antes de sua morte, em 2012.